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Conversa sobre Exposição Teresa G. Lobo e Domingos Sequeira disponível online

15 de Março, 2024

Conversa dedicada à Exposição «Teresa Gonçalves Lobo e Domingos Sequeira – um diálogo no tempo», com as participações do Diretor do Museu Calouste Gulbenkian, António Filipe Pimentel, do Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte, do curador da exposição Bernardo Pinto de Almeida e da artista Teresa Gonçalves Lobo.

A mostra coloca em diálogo a nova exposição de desenhos de Teresa Gonçalves Lobo com obras de Domingos Sequeira, o grande artista português da transição do século XVIII para XIX.

 

No diálogo que sustenta esta exposição, percebe-se como uma semelhante aproximação ao desenho e ao modo do riscar acontece nas obras destes dois artistas apesar da longa distância no tempo que os separa, mas cujo propósito de fazer nascer a forma desse uso do risco os aproxima.

 

Teresa Gonçalves Lobo nasceu em 1968 no Funchal. Vive e trabalha em Lisboa e no Funchal. Estudou desenho, pintura, gravura e fotografia no Ar.Co Centro de Comunicação Visual e no Cenjor, respetivamente. Encontra-se representada em diversas coleções, privadas e institucionais, em Portugal e no estrangeiro.

 

A exposição estará patente ao público no Museu Nacional Soares dos Reis até ao próximo dia 28 abril.

Olhares em Diálogo sobre ‘Fontes e Fontanários – a água e a cidade’

15 de Março, 2024

‘Fontes e Fontanários – a água e a cidade’ é o tema da primeira sessão do programa «Olhares em Diálogo no Museu Nacional Soares dos Reis. Ciclo de Visitas Orientadas a Duas Vozes», promovido pelo MNSR em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto.

 

A sessão está marcada para o próximo dia 19 março, sendo dirigida em exclusivo aos estudantes e profissionais do ICBAS, assim proporcionando visitas temáticas que irão explorar as ligações entre a medicina, as ciências da vida e da saúde e a arte, colocando lado a lado as visões e perspetivas de gestores de coleção do Museu e de docentes do ICBAS.

 

Adelaide Carvalho, gestora de coleção do MNSR, e Adriano Bordalo e Sá, Professor Associado do ICBAS, serão os orientadores desta visita comentada dedicada às ‘Fontes e Fontanários – a água e a cidade’.

A água, elemento essencial à vida, inspirou a construção de estruturas para a sua distribuição, fontes e chafarizes, que marcaram o urbanismo e a vivência nas cidades.

 

Pontos de vivacidade do município do Porto, as Fontes e os Fontanários espalhados pelas ruas, largos e praças da cidade constituem locais onde o património e a história do Porto é visível e som da água ecoa. Fonte dos Leões, Fonte Monumental Mouzinho da Silveira, Fonte da Cantareira, Chafariz do Passeio Alegre, Chafariz da Trindade e Fonte da Praça da Ribeira são alguns exemplos da Fontes mais emblemáticas da cidade.

 

Atualmente, o Porto dispõe de um total de 170 Fontes e 65 Fontanários distribuídos pelo tecido urbano (fonte: Águas do Porto).

As ilustrações de Soares dos Reis para ‘Os Lusíadas’ de Luís de Camões

14 de Março, 2024

Embora seja reconhecido como um dos mais aclamados escultores portugueses, António Soares dos Reis era também exímio no desenho, tendo colaborado com desenhos da sua autoria para ilustrações de várias obras. São exemplo desses desenhos, aqueles que produziu para ‘Os Lusíadas: poema épico em dez cantos’, de autoria de Luís de Camões, edição de 1878, da Imprensa Nacional.

 

Dirigida por Duarte Joaquim dos Santos e Aristides Abranches, trata-se de uma edição bilingue, em Português e Francês, traduzida por Fernando de Azevedo, com prólogo de Manuel Pinheiro Chagas, desenhos de Soares dos Reis e gravuras de J. Pedroso.

 

Para esta publicação, Soares dos Reis contribuiu com os seguintes desenhos: Camões (estampa do título), Concílio dos Deuses (1º canto), As Nereides (2.º canto), Assassínio de D. Inês de Castro (3.º canto), O Velho da praia do Restelo (4.º canto) e A estampa Assalto a Veloso (5.º canto).

 

A edição desta obra data de 1878 mas só foi concluída e colocada à venda dois anos mais tarde, em 1880, ano da comemoração do tricentenário da morte de Camões.

 

António Soares dos Reis fez vários estudos antes de concluir os desenhos, sendo que alguns desses estudos integram o acervo do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Considerado uma das figuras mais importantes da literatura portuguesa, Camões é o autor d’Os Lusíadas, sendo aclamado como uma das principais vozes da literatura épica mundial.

 

Por muito que a sua vida tenha sido sofrida e atribulada, o poeta notabiliza-se por uma educação requintada, que lhe permitiu estabelecer o contacto íntimo e inspirativo com as referências da poesia de então. Estima-se que o nascimento de Camões tenha ocorrido algures na primeira metade do século XVI, no ano de 1524, estando agora a decorrer a evocação dos 500 anos do seu nascimento.

 

Camões foi membro da corte, na condição de poeta lírico, embora tenha assumido uma vida incauta, que o conduziu a um autoexílio em África. Foi lá, como militar do exército português, que Camões perdeu o seu olho direito, acabando por voltar a Portugal. No entanto, voltaria a viajar, desta feita para o Oriente, onde redigiu “Os Lusíadas”, obra que quase perdia em pleno alto mar. O poeta morreu com 55 anos, estando sepultado no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Convento de Santa Clara em Vila do Conde renasce como unidade hoteleira

14 de Março, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis tem origem no Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil (1832-34).

 

Com a extinção das ordens religiosas recolheram-se obras, entre outros, nos mosteiros de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra. Conhecido como Museu Portuense, ficou instalado no extinto Convento de Santo António da Cidade, na praça de S. Lázaro, vindo a ser formalizado por decreto em 1836 por D. Maria II.

 

De entre as peças que integram o acervo do Museu Nacional Soares dos Reis destacamos três peças provenientes do Convento de Santa Clara, em Vila do Conde: a Estante de Coro, o Esquife e a escultura Virgem com o Menino.

Situado numa pequena colina, na periferia da malha urbana de Vila do Conde, com vistas sobre o vale do rio Ave e sobre a própria cidade, o Convento de Santa Clara foi integrado, pelo Turismo de Portugal, no Programa Revive, tendo sido lançado, em 2018, o concurso público para a sua concessão, obras de reabilitação e posterior exploração como estabelecimento hoteleiro.

 

Ainda sem data para a cerimónia de inauguração oficial, o grupo hoteleiro vencedor do concurso anunciou já a abertura do novo The Lince Santa Clara, hotel de cinco estrelas, para o próximo dia 22 março.

 

O Convento fundado em 1318 por D. Afonso Sanches, filho ilegítimo do rei D. Dinis e sua mulher D. Teresa Martins, com o intuito de acolher senhoras da nobreza com poucos recursos. Foi doado no ano seguinte à Ordem de Santa Clara, tendo funcionado como convento feminino até à sua extinção no século XIX. O edifício conventual foi parcialmente reedificado em 1777, sendo alvo de sucessivas alterações até finais do século XX.

 

Integrado num vasto conjunto monumental, que integra também a Igreja Gótica de Santa Clara, o respetivo claustro e o aqueduto, a sua volumetria assume-se de forma majestosa perante a vila e sobre o vale do rio Ave, com uma imagem neoclássica.

Exposição «A faiança azul de safra da Fábrica de Miragaia»

13 de Março, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis inaugura, no próximo dia 22 março, pelas 18 horas, a exposição temporária «A faiança azul de safra da Fábrica de Miragaia», contando com a presença do Conselho de Administração da Museus e Monumentos de Portugal, EPE.

 

A mostra estará patente até 23 junho 2024, contando com o apoio mecenático da AOF-Augusto Oliveira Ferreira e Lusitânia Seguros, bem como o apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Comissariada por José da Costa Reis, nesta exposição aborda-se o tema das faianças ‘azul de safra’, assim denominadas devido à tonalidade da cor do seu vidrado, produzidas na Fábrica de Louça de Miragaia, no Porto, e datáveis do período compreendido entre 1775 e 1822.

A organização museológica da exposição promove a relação desta coleção com outras coleções de artes decorativas do Museu Nacional Soares dos Reis, anteriores ao moderno conceito de design, valorizando a sua contextualização e interpretação com aproximações à história e às artes plásticas europeias, nomeadamente Pintura, Desenho e Gravura.

 

A exposição e respetivo roteiro pretendem reforçar a visibilidade e o conhecimento da coleção de cerâmica do Museu Nacional Soares dos Reis, um dos mais importantes acervos cerâmicos à guarda dos museus nacionais portugueses, estabelecendo a relação das influências da cultura inglesa na produção da Fábrica de Miragaia.

 

António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, salienta que a presente exposição permite “o estabelecimento de um diálogo, programático e museográfico, entre as faianças azul de safra com outros objetos coevos da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, transmitindo-se a ideia de transversalidade nas artes decorativas e nas artes plásticas portuguesas desta época”, o que resulta de “uma vontade de pensar as coleções para além das suas fronteiras e de acordo com as aspirações e necessidades do visitante contemporâneo”.

 

No conjunto das diferentes proveniências, o acervo de cerâmica do Museu inclui, atualmente, cerca de 4.000 peças de distintas tipologias: azulejaria, cerâmica de autor, núcleos de faiança portuguesa e espanhola (séculos XVI a XX), de porcelana chinesa e japonesa (séculos XVI a XX), de porcelana europeia (séculos XIX e XX) e de faiança holandesa de Delft (séculos XVII e XVIII).

 

Breve história da Fábrica de Louça de Miragaia na cidade do Porto

 

No contexto das reformas da indústria portuguesa promovidas pelo ministro Marquês de Pombal, a Fábrica de Louça de Miragaia foi fundada por um comerciante minhoto enriquecido no Brasil, João Rocha (1720-1799), em Miragaia (Porto), em 1775. Teve como sócio fundador seu sobrinho João Bento da Rocha.

 

O objetivo dos empresários era “manufacturar toda a qualidade de peças da dita loiça á maneira da que vem de Paizes Estrangeiros”, especialmente da China e da Europa.

 

Em 1814, já depois dos prejuízos sofridos com as Invasões Francesas, a Fábrica de Louça de Miragaia era a maior da cidade do Porto no ramo da cerâmica, com 27 trabalhadores, entre os quais existiam numerosos laços familiares, facilitando a transmissão de saberes técnicos e artísticos.

 

No final da década de 1820, sob a concorrência de anos da loiça importada de Inglaterra, iniciou-se a produção de peças semelhantes em forma e/ou decoração às inglesas, que são apresentados alguns exemplares na Exposição «A faiança azul de safra da Fábrica de Miragaia». Na década de 1850, após problemas financeiros, a fábrica encerrou, completando cerca de 80 anos de atividade, mantendo-se até hoje como um símbolo da qualidade da faiança produzida entre o Porto e Gaia.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis preserva uma coleção de cerca de 180 peças da Fábrica de Louça de Miragaia, resultante de diferentes incorporações.

Exposição ‘Paisagem’ motiva conversa sobre Fotografia e Arquivo

13 de Março, 2024

Público
Jovens e adultos

 

Entrada
Gratuita

 

Inscrições
Formulário online (até 48 horas de antecedência)

No âmbito do programa paralelo da Exposição ‘Paisagem‘ de José Zagalo Ilharco, o Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo sábado, dia 16 março, pelas 16 horas, a conversa ‘Fotografia e Arquivo – Arquivo Doméstico’, com a participação dos oradores João Gigante, Daniel Maciel e Maria Carneiro.

 

Pensar o arquivo, não apenas pela evidência da memória, mas também pela interpolação e reinterpretação que as artes visuais abordam, ao longo dos tempos, através do contacto “repetido” com este conceito, sublinhando sempre o método fotográfico como principal proposta.

 

Esta conversa parte do projeto RE.VER da associação AO NORTE, que tem como intuito tornar público um conjunto de atividades e discussões em torno da imagem fotográfica.

 

A exposição ‘Paisagem’ está patente ao público no Museu Nacional Soares dos Reis até 28 abril, reunindo uma seleção de fotografias, de José Zagalo Ilharco, sobretudo paisagens de Matosinhos, Leça da Palmeira, Porto e Douro.

 

Das imagens apresentadas destaca-se, igualmente, um núcleo de fotografias realizadas em 1893 do velódromo Maria Amélia, produzidas antes da sua inauguração nos terrenos do Paço Real do Porto, onde se encontra instalado, atualmente, o Museu Nacional Soares dos Reis.

 

José Zagalo Ilharco (Lamego, 1860 – Porto, 1910), fotógrafo amador, premiado internacionalmente com uma imagem do rio Souza, dedicou-se primordialmente à fotografia de paisagem, mas também à antropologia dos espaços, de que são exemplo as imagens agora reveladas do Porto e de Matosinhos.

190 Anos do Jardim Marques de Oliveira, conhecido como S. Lázaro

13 de Março, 2024

Inaugurado a 4 abril de 1834, dia de aniversário de D. Maria II, o Jardim de S. Lázaro foi mandado construir por D. Pedro IV, tendo sido o primeiro jardim público da cidade do Porto.

 

A decisão de criar este jardim é contemporânea da constituição do Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes (hoje Museu Nacional Soares dos Reis), situado mesmo ao lado, no antigo edifício do Convento de Santo António, onde atualmente se localiza a Biblioteca Pública Municipal do Porto.

 

Na toponímia da cidade, o Jardim de S. Lázaro é identificado como Jardim de Marques de Oliveira (desde 1929), ali imortalizado num busto da autoria de António Soares dos Reis, cujo bronze se encontra no Museu Nacional Soares dos Reis (ver foto).

Natural do Porto, a vocação para o desenho expressa desde a infância levou João Marques de Oliveira, com apenas onze anos de idade, a ingressar na Academia Portuense de Belas Artes.

 

Em 1873, partiu para Paris com o colega Silva Porto, na qualidade de pensionista. Na cidade luz, Marques de Oliveira prosseguiu os estudos na Escola Nacional de Belas Artes com os professores Alexandre Cabanel e M. Yvon e teve oportunidade de contactar com alguns movimentos pictóricos, como o naturalismo da Escola de Barbizon e o Impressionismo, e de efetuar visitas de estudo à Holanda, à Bélgica e à Itália. As suas obras deste período foram, por diversas vezes, agraciadas com medalhas e menções honrosas. Como prova final do pensionato apresentou o quadro Céfalo e Prócris, que se encontra na Exposição de Longa Duração do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

No regresso ao país em 1879, numa época conturbada no meio artístico portuense, dominada pelo aceso debate sobre a reforma académica e do ensino das Belas-Artes, Oliveira e Silva Porto introduziram a Pintura de Ar Livre em Portugal e foram nomeados Académicos de Mérito da APBA. Neste contexto, surgiu no Porto, em 1880, o Centro Artístico Portuense, uma associação de artistas que buscavam o progresso das artes em Portugal, tal como em Lisboa pretendia o Grupo de Leão de Silva Porto. Na primeira eleição para a direção desta instituição, o escultor Soares dos Reis assumiu a presidência e Marques de Oliveira a vice-presidência, integrando também o conselho técnico. Nessa qualidade, organizou uma aclamada exposição, intitulada “Bazar do Centro Artístico Portuense”, que decorreu no antigo Palácio de Cristal, entre 27 de Março e Abril de 1881.

 

Pelo decreto de 26 de Maio de 1911, as Academias de Belas Artes deram lugar a três Conselhos de Arte e Arqueologia, ficando a Circunscrição do Porto (a 3ª) a tutelar o Museu Portuense que passou então a denominar-se Museu Soares dos Reis.

 

Em 1913 deixou o cargo de diretor da Escola de Belas Artes do Porto para assumir o de diretor do Museu Soares dos Reis, mantendo, no entanto, os seus cargos no Conselho de Arte e Arqueologia. Em 1926 foi compelido a abandonar a docência, por ter excedido a idade limite permitida pela nova lei, mas também por motivos de saúde. Faleceu, no Porto, a 9 de outubro de 1927.

Visita ao Palácio dos Carrancas: «Uma casa onde não nos perdemos»

12 de Março, 2024

Sábado, 16 março, 11H00
Duração: 1h (aprox.)
Visita orientada por Paula Azeredo
Mínimo de 5 pessoas e máximo de 20 pessoas

Inscrições aqui

 

Iniciativa exclusiva para membros do Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

Agendada para o próximo dia 16 março, com entrada gratuita, nesta visita o participante é desafiado a explorar a arquitetura do edifício onde está instalado o Museu Nacional Soares dos Reis desde 1940.

 

Numa comparação feita com outros edifícios e outras funcionalidades, será possível compreender a planta do Palácio dos Carrancas.

 

A partir de uma dupla visão de fora para dentro e de dentro para fora, o visitante percorre múltiplos espaços e toma consciência das formas e módulos que estão na base do pensamento neoclássico.

 

O Palácio dos Carrancas foi mandado construir em 1795 pela família Morais e Castro, descendente de cristãos-novos, pertencente à burguesia portuense e que enriqueceu com a Fábrica de Tirador de Fio de Ouro e Prata aqui instalada. O edifício, com unidade fabril e residência, testemunhou e foi palco de acontecimentos sociais, militares e políticos ao longo do século XIX.

 

Marcadamente urbano e seguidor do estilo Neoclássico, que se instalava então no Porto, o Palácio teve um carater único em contexto de construção privada. Tudo aponta para a intervenção dos arquitetos municipais Joaquim da Costa Lima Sampaio e José Francisco de Paiva. A fachada, de grande clareza de desenho, dividia o edifício em dois corpos horizontais.

 

A distribuição seguia a hierarquia do antigo regime e os tratados de Arquitetura: andar nobre, pátio fechado com muro alteado, separação da manufatura e operários e a quinta recuada. O luxo afirmava-se nos espaços interiores, nomeadamente no andar nobre, permanecendo ainda dessa época a Sala de Jantar e a Sala da Música.

 

A grandiosidade do edifício associou-o ao cenário dos grandes acontecimentos político-militares da cidade. Por exemplo, durante a primeira invasão francesa, foi considerado um local estratégico e ocupado pelo marechal Soult. Pouco depois, estabelecia-se aqui o seu sucessor no comando militar da cidade, chefe do exército libertador, o general Arthur Wellesley.

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Comemoração do Dia Nacional dos Centros Históricos

12 de Março, 2024

O Dia Nacional dos Centros Históricos assinala-se oficialmente a 28 de março. À semelhança das edições anteriores, o Porto antecipa a comemoração para o fim-de-semana, permitindo que mais pessoas usufruam de um programa pleno de iniciativas.

 

Este ano, o Centro Histórico do Porto, classificado como Património Mundial pela UNESCO desde 1996, vai ser celebrado nos dias 23 e 24 de março, alargando-se assim o programa a dois dias, com um leque ainda maior de atividades para todos.

 

Para esse fim-de-semana, o Museu Nacional Soares dos Reis, o único Museu Nacional localizado na cidade do Porto e no Norte de Portugal, propõe duas atividades, agendadas para 23 e 24 março, sendo que a entrada é gratuita ao domingo para todos os residentes em Portugal.

No sábado, dia 23, pelas 16 horas, decorre o concerto do Síntese – Grupo de Música Contemporânea apresentando um programa dedicado à celebração da literatura portuguesa, com particular destaque para a poesia de Eugénio de Andrade. (atividade com entrada gratuita).

 

No domingo, dia 24, pelas 10h30, será realizada uma visita-oficina para famílias, com crianças a partir dos 10 anos. Nesta atividade, desenvolvida pela Associação Compassio, debruçamo-nos sobre a pintura e o que nos transmite, o que nos conta, o que nos faz sentir. Partindo da observação e reflexão partilhamos o que vemos e o que desejamos ver. Construímos histórias do dia-a-dia que irão ter novos títulos, novos autores, novas personagens com quem nos cruzamos e que tanto carinho e cuidado nos inspiram. Regressamos a outras paisagens com uma obra simbólica passada da caneta para o papel. (atividade com custo associado, sendo que as inscrições podem ser efetuadas pelo email se@mnsr.dgpc.pt)

 

O Dia Nacional dos Centros Históricos, criado em 1993, comemora-se anualmente a 28 de março, na data do nascimento de Alexandre Herculano, seu patrono e um dos maiores defensores do património nacional.

 

Recorde-se que Alexandre Herculano é autor do poema Tristezas do Desterro, que serviu de inspiração a António Soares dos Reis para criar O Desterrado, escultura de maior relevo e destaque da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A data pretende recordar a importância dos centros históricos enquanto elementos de cultura e património que encerram um elevado valor histórico.

245 Anos da criação da Aula de Debuxo e Desenho do Porto

12 de Março, 2024

A Aula de Debuxo e Desenho foi a primeira manifestação do ensino artístico na cidade do Porto, precursora de instituições como a Academia Portuense de Belas-Artes, a Escola Superior de Belas Artes do Porto e as atuais faculdades de Arquitetura e de Belas Artes da Universidade do Porto.

 

Alguns anos depois da criação de Aula de Náutica (1762), a Junta Administrativa da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro solicitou ao rei a criação de um outro estabelecimento de ensino — a Aula de Debuxo e Desenho —, instituída pelo Decreto de 27 de Novembro de 1779, que também indigitou o primeiro “lente da Aula”, António Fernandes Jácome.

 

A este lente sucedeu o pintor Vieira Portuense, nomeado em 20 de Dezembro de 1800, o qual, passados três anos, se converteu em diretor do estabelecimento, sucedendo-lhe na docência José Teixeira Barreto, Raimundo José da Costa e, mais tarde, Domingos Sequeira.

O ensino ministrado nesta Aula visava, especialmente, o curso de pilotagem, embora também não estivessem ausentes preocupações com a indústria fabril, que ganhava incremento no Porto.

 

A aula era frequentada essencialmente por jovens nobres, mas também por comerciantes, fabricantes, artistas, oficiais, aprendizes e marinheiros que li encontravam a formação necessária para ‘desenharem as máquinas e instrumentos; para tirarem cartas geográficas e topográficas dos países, plantas de cidades, de embarcações, etc.’.

 

A Aula de Debuxo e Desenho funcionou no Colégio dos Meninos Órfãos, sob administração da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas de Alto Douro, até 1802. Neste ano, foi transferida para o Hospício dos Religiosos de Santo António devido ao elevado número de alunos que a frequentavam.

 

 

Imagem: Manuel da Silva Godinho (gravura); Teodoro de Sousa Maldonado (desenho), Porto, 1789

Texto adaptado de SANTOS, Cândido dos – Universidade do Porto: raízes e memória da Instituição. Porto: UP, 1996.

Visita Orientada dedicada aos Escultores de Gaia no Museu

11 de Março, 2024

Público
Jovens e adultos

 

 Duração
50 minutos

 

Inscrições
Formulário online (até 48 horas de antecedência)

 

Valor
8 Euros

Os escultores Soares dos Reis e Teixeira Lopes são os primeiros elos de uma cadeia que se estende ao longo do séc. XX. Nesta linha de sucessão entram os nomes de Augusto Santo, Fernandes de Sá, António de Azevedo e Diogo de Macedo, entre outros artistas de Gaia formados na Escola de Belas-Artes do Porto.

 

Nesta visita orientada por Paula Santos Triães, os participantes são convidados a descobrir os escultores de Gaia representados no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Soares dos Reis projetou-se pelo último quartel do século XIX, época em que frutificaram relações europeias no ensino artístico através da atribuição de bolsas de estudo. Foi neste contexto que o escultor concebeu O Desterrado (Roma, 1872), obra de inspiração saudosista que se converteu em verdadeiro ícone nacional. São de destacar ainda Flor Agreste, as estátuas do Conde de Ferreira e o gesso de Brotero. Na área do retrato ficou célebre o Busto da Inglesa, Mrs. Leech.

 

Entre os discípulos de Soares dos Reis na Escola de Belas Artes do Porto demarca-se António Teixeira Lopes com Infância de Caim (1890), que antecede a transição para o Naturalismo.

 

Dotado de um profundo sentimento plástico, António Teixeira Lopes foi influenciado pelos neoflorentinos e desenvolveu um particular gosto pelo lirismo no tratamento da figura humana. As suas primeiras obras, Ofélia e Botão de Rosa, denunciam uma admiração pela escultura de Falguière.

 

Em 1889, assume já um estilo próprio em Caim (Museu Nacional de Soares dos Reis), caraterizado pelo dramatismo da expressão facial e corporal que manterá ao longo da sua obra, como nas peças A Viúva e Caridade (Museu do Chiado), nas alegorias à História (no jazigo de Oliveira Martins, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa) e à Dor (estátua funerária no Cemitério de Agramonte, no Porto).

 

Tratou, essencialmente, temas religiosos para igrejas e hospitais, como Rainha Santa Isabel (Igreja de Santa Clara-a-Nova), Senhora de Fátima (Hospital de Fátima) e Santo Isidoro (Igreja Paroquial de Santo Isidoro, em Marco de Canaveses).

«Olhares Cruzados sobre as Coleções» dedicado à pintura

11 de Março, 2024

‘A Pintura vista por quem pinta’ é o tema da primeira sessão do Programa «Olhares Cruzados sobre as Coleções», a realizar no próximo dia 14 março, quinta-feira, pelas 18 horas, com entrada livre, sujeita a inscrição prévia que pode ser efetuada aqui.

Nesta sessão, estará em destaque a obra “Casas brancas de Capri”, de Henrique Pousão, contando com a participação de Ana Paula Machado, gestora da coleção de pintura do Museu Nacional Soares dos Reis, e de Francisco Araújo, aluno de Mestrado em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes do Porto, e autor de cópias de pormenores da obra em questão, no âmbito da disciplina de Técnicas da Pintura.

 

Na sessão ‘A Pintura vista por quem pinta’ será feita uma apresentação breve da pintura do ponto de vista da História da Arte, seguida da análise das técnicas e modos de fazer, desafios, recursos e respostas do pintor. Os participantes serão depois convidados a visitar a obra “Casas brancas de Capri” no seu espaço de exposição.

 

O Programa «Olhares Cruzados sobre as Coleções» pretende fomentar espaços de reflexão participada, através do cruzamento de diferentes olhares, leituras e interpretações sobre as obras das coleções do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Tendo presente que cada um dos objetos que integra as coleções tem o poder de transmitir mensagens, despertar emoções e provocar reflexões sobre questões sociais, políticas ou mesmo filosóficas, o Museu Nacional Soares dos Reis considera que as peças que integram o seu acervo são um recurso fundamental na construção de conhecimento e entendimento, não só dos objetos em si, mas também da pessoa, das instituições e do mundo.

 

É este o ponto de partida que, ao longo dos próximos meses, permitirá lançar ‘Olhares Cruzados sobre as Coleções’, abordando temas tão diversos como ‘Liberdades e transgressões à luz de obras escolhidas de Cristóvão de Figueiredo, Domingos Sequeira e José Tagarro’; ‘A Pintura do Romantismo como documento etnográfico do Minho’ ou as ‘Artes decorativas portuguesas’.

Domingos Sequeira: da Casa Pia a pintor oficial da Corte

10 de Março, 2024

Nascido a 10 março de 1768, Domingos António de Sequeira (Lisboa, 1768 – Roma, 1837) é considerado por alguns como o mais talentoso e original pintor português do seu tempo, tendo desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da arte portuguesa de início do século XIX.

 

Filho de um barqueiro e nascido no seio de uma família pobre, em 1768, Domingos Sequeira foi educado na Casa Pia, onde frequentou o curso de Desenho e Figura.

 

Com bolsa real concedida por D. Maria l, recebe aulas de pintura e desenho de Antonio Cavallucci, em Roma. De regresso a Lisboa é nomeado, pelo futuro D. João VI,  pintor da corte e corresponsável da empreitada de pintura do Palácio da Ajuda. Foi ainda professor de Desenho e Pintura da Família Real e, em 1806, dirigiu a aula da Academia de Marinha, Porto.

No contexto das invasões francesas, Domingos Sequeira estabeleceu amizades com oficiais do exército napoleónico, como o Conde de Forbin, oficial e pintor amador. Esta aproximação valeu-lhe a encomenda de uma representação alegórica da ação protetora do general Junot sobre Lisboa. O óleo sobre tela Junot protegendo a cidade de Lisboa, data de 1808 e integra o acervo do Museu Nacional Soares dos Reis (na imagem).

 

Graças a essa atividade, Sequeira foi visto como colaborador do inimigo ocupante e por isso alvo de perseguições e processos condenatórios de que só a muito custo se reabilitou.

 

Nesta composição estão representados três grupos de figuras nos primeiros planos, entre as quais se destaca Junot, em traje militar, voltado para uma mulher jovem que representa a cidade de Lisboa, amparada pela Religião e pelo Génio da Nação. À esquerda, os dois homens representam Marte que aniquila Neptuno, simbolizando, respetivamente, a França e a Inglaterra enquanto, no lado oposto, as duas mulheres simbolizam a abundância e a sabedoria, Ceres e Minerva.

 

Os últimos anos da sua vida são passados em Roma, onde se dedica sobretudo à pintura religiosa.

 

Para além das obras de Domingos Sequeira integradas na Exposição de Longa Duração, o Museu Nacional Soares dos Reis tem patente, até 28 abril, a exposição «Teresa Gonçalves Lobo e Domingos Sequeira – um diálogo no tempo».

 

Créditos de imagem
Capa: Desenho ‘Auto-retrato de Domingos António de Sequeira’ (o primeiro auto-retrato conhecido do artista) @Museu Nacional de Arte Antiga

Presidente da Fundação Millennium BCP visita Exposição no MNSR

8 de Março, 2024

O Presidente do Conselho de Administração da Fundação Millennium BCP, Embaixador António Monteiro, visitou, esta tarde, a Exposição Temporária ‘Teresa Gonçalves Lobo e Domingos Sequeira – um diálogo no tempo’, acompanhado pelo Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte.

 

Contando com o apoio mecenático da Fundação Millenium bcp, a mostra coloca em diálogo a nova exposição de desenhos de Teresa Gonçalves com obras de Domingos Sequeira, o grande artista português da transição do século XVIII para XIX, e estará patente ao público até 28 de abril.

No diálogo que sustenta esta exposição, percebe-se como uma semelhante aproximação ao desenho e ao modo do riscar acontece nas obras destes dois artistas apesar da longa distância no tempo que os separa, mas cujo propósito de fazer nascer a forma desse uso do risco os aproxima.

 

Teresa Gonçalves Lobo (Funchal, 1968), cujo trabalho se iniciou há mais de duas décadas, centrou-se logo de início no desenho como campo expressivo onde tem desenvolvido notável pesquisa. Está representada em diversas coleções, privadas e institucionais, em Portugal e no estrangeiro.

 

Domingos Sequeira (Lisboa, 1768 – Roma, 1837), considerado por alguns o mais talentoso e original pintor português do seu tempo, desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da arte portuguesa de início do século XIX.

 

Para além do já mencionado apoio da Fundação Millenium bcp, a exposição – comissariada por Bernardo Pinto de Almeida – conta ainda com o contributo mecenático da Lusitânia Seguros, bem como o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

Representação da Mulher na Coleção de Pintura do Museu

8 de Março, 2024

Assinala-se hoje, 8 março, o Dia Internacional da Mulher, instituído pela ONU – Organização das Nações Unidas. Com este dia, a ONU pretende homenagear as mulheres de todas as nações, que viram o seu papel na sociedade menorizado e os seus direitos violados por terem nascido mulheres e que lutaram por direitos de cidadania, iguais aos direitos reconhecidos aos homens.

 

O Dia da Mulher foi celebrado pela primeira vez em 1911, após iniciativa de Clara Zetkin, aprovada no congresso internacional das mulheres na Internacional Socialista em 1910. Nos primeiros anos foi celebrado em dias diferentes, mas sempre em Março, a 19 e a 25, dependendo dos diferentes contextos ou países.

 

Após a greve das operárias russas, a 8 de Março de 1917, que marcou o início da Revolução Russa, passou a ser celebrado a 8 de Março. A Organização das Nações Unidas instituiu oficialmente esta data como Dia Internacional da Mulher em 1975.

 

A representação da mulher sempre foi um tema recorrente na arte e o acervo de pintura do Museu Nacional Soares dos Reis possui vários exemplos.

 

Elegemos Aurélia de Souza para evocar todas as mulheres artistas. Nasceu a 13 de Junho de 1866, na cidade de Valparaíso, no Chile, filha de portugueses emigrados. Com apenas três anos de idade veio para Portugal com a família, que se instalou no Porto, numa propriedade nas margens do rio Douro, a Quinta da China.

 

A sua aprendizagem artística inicia-se com as lições particulares de desenho e pintura de Caetano Moreira da Costa Lima. Tinha já 27 anos quando se matriculou na Academia Portuense de Belas-Artes, que frequentou entre 1893 e 1898. Em 1899, partiu para Paris suportada financeiramente pela família. Ali permaneceu cerca de três anos e frequentou os cursos de Jean-Paul Laurens e Benjamin Constant na Academia Julien.

 

À semelhança do programa dos bolseiros do Estado, antes de regressar a Portugal, viajou por vários países europeus na companhia da irmã Sofia, também ela pintora, que se juntara a Aurélia em Paris. Regressada ao Porto desenvolveu uma carreira reservada, algo tanto arredada dos meios artísticos da cidade, apesar da participação regular em exposições coletivas.

A sua produção artística assenta num conjunto reduzido de temáticas: as que preferiu e trabalhou ao longo de toda a carreira foram o retrato, a paisagem e as cenas intimistas do quotidiano doméstico. Os motivos para as suas pinturas, além do seu próprio rosto, procurava-os no universo familiar, fonte inesgotável de inspiração: as pessoas, os recantos da casa, os aspetos do jardim, os trechos de paisagem com o rio ao fundo.

 

É da autoria de Aurélia de Souza uma das obras de referência da arte portuguesa na viragem dos dois séculos: o Autorretrato da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis realizado por volta de 1900. Morre no Porto em 1922, com 55 anos.

 

Aurélia de Souza é uma das poucas mulheres portuguesas que tem, por direito próprio, lugar na galeria dos grandes pintores portugueses da segunda metade do século XIX, a par de artistas de renome como Marques de Oliveira, Henrique Pousão ou António Carneiro.

Aurélia de Souza

Legendas das imagens @Museu Nacional Soares dos Reis

 

Óleo sobre tela ‘A tigela partida’, de Silva Porto | Óleo sobre tela ‘Cabeça de rapariga’, de Marques de Oliveira | Óleo sobre papel colado em madeira ‘Cabeça de Velha’, de Augusto Roquemont | Óleo sobre tela ‘Cecília’, de Henrique Pousão | Óleo sobre madeira ‘Costume de campanha romana (Napolitana)’, de Silva Porto | Óleo sobre madeira ‘Costume de Capri (Cabeça)’, de Silva Porto | Óleo sobre tela ‘Cuidados de amor’, de José Malhoa | Óleo sobre madeira ‘Napolitana’, de Marques de Oliveira | Óleo sobre madeira ‘Lavadeira’, de Artur Loureiro | Óleo sobre madeira ‘Raparigas minhotas’, de Agostinho Salgado | Óleo sobre tela ‘Figura de Senhora com flores’, de João Augusto Ribeiro | Óleo sobre tela ‘Auto-Retrato’, de Aurélia de Souza

António Ponte moderou debate no ‘Porto de Arquitetura’

7 de Março, 2024

O programa “Porto de Arquitetura” prosseguiu, no passado sábado, com mais uma visita, desta vez, ao M.Ou.Co Hotel, da autoria do ateliê Arquitectos Aliados, a que se seguiu uma conversa sobre “Turismo e cultura como ativos da cidade”.

 

A iniciativa é desenvolvida, em conjunto, pela Câmara Municipal do Porto e a Casa da Arquitectura.

Este sábado, os participantes ficaram a conhecer melhor a unidade hoteleira, localizada no Bonfim, através da apresentação dos Arquitetos Aliados, Susana Leite e Luís Barbosa, e que contou também com a participação do vereador do Urbanismo e Espaço Público, Pedro Baganha. Divididos em dois grupos, por questões de logística e eficácia da visita, conheceram um edifício, outrora uma fábrica de componentes elétricos, reconvertido num espaço múltiplo, tendo como programa base o alojamento orientado para o universo musical.

 

Após a visita, o programa prosseguiu com uma conversa sobre “turismo e cultura como ativos da cidade”. No debate participaram, para além dos arquitetos do M.Ou.Co, a vereadora do Turismo e Internacionalização, Catarina Santos Cunha, o arquiteto João Paulo Rapagão, e o diretor do Coliseu Porto Ageas, Miguel Guedes. O debate foi moderado pelo diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte.

 

“Porto de Arquitetura” é um programa desenvolvido, em conjunto, pela Câmara Municipal do Porto e a Casa da Arquitectura. Entre fevereiro e julho, oito edifícios da cidade, representativos da mais recente arquitetura contemporânea, vão ser alvo de visitas gratuitas e abertas ao público mediante inscrição prévia.

 

Todas as visitas são guiadas pelos arquitetos autores das obras e começam sempre às 16 horas. No final de cada visita, haverá lugar a uma conversa com um conjunto de personalidades ligadas às obras.

 

Mais informação aqui.

 

Créditos: Câmara Municipal do Porto @Andreia Merca e @Nuno Coelho

‘Hora dos Portugueses’ gravado na Casa-Museu Fernando de Castro

7 de Março, 2024

A Casa-Museu Fernando de Castro será palco do próximo programa ‘Hora dos Portugueses’, emitido pela RTP 1 e RTP Internacional. Apresentado por Jorge Gabriel, o programa será exibido no sábado de manhã, dia 9 março.

 

‘Hora dos Portugueses’ é um magazine semanal com diferentes olhares, junto de comunidades de portugueses espalhados pelo mundo, para retratar as atuais formas de viver a portugalidade nos diferentes territórios e reconhecer os feitos e conquistas dos portugueses emigrantes.

 

A Casa-Museu Fernando de Castro foi a residência de uma família de colecionadores dedicada à Pintura, Escultura e Artes Decorativas.

 

Coube à última herdeira, Maria da Luz de Araújo Castro, fazer a doação ao Estado do imóvel e recheio cumprindo postumamente o desejo do seu irmão, Fernando de Castro, em fundar um museu público. Por decreto de 15 dezembro de 1951, a Casa-Museu Fernando de Castro foi classificada e anexada ao Museu Nacional Soares dos Reis.

O acervo da Casa-Museu Fernando de Castro é composto por diferentes coleções reunidas ao longo de várias décadas. É constituído, maioritariamente, por arte religiosa com representações eruditas e de cariz popular, pintura naturalista portuguesa e artes decorativas.

 

Destaca-se, ainda, um interessante núcleo de caricaturas e alguns livros da autoria de Fernando de Castro, colecionador, artista e poeta. No essencial, a disposição dos objetos pelas salas é bastante fiel à deixada pela sua irmã, Maria da Luz.

 

Fernando de Castro (Sé, 26 nov. 1888 – Paranhos, 7 out. 1946) foi um colecionador e empresário portuense reconhecido pela sua veia poética manifesta em publicações, com gosto pela leitura e inclinação para o desenho tendo criado várias séries de caricaturas.

 

Fernando de Castro viveu na rua das Flores junto da loja do pai, cujo negócio prosperou em vidros, espelhos e papéis pintados. Entre 1893-1908, o empresário empenhou-se na construção de uma nova casa situada na rua de Costa Cabral.

 

Desde cedo, Fernando de Castro cresceu dentro de um imaginário pleno de figuras de estilo e de ícones, em particular no que diz respeito ao mobiliário e recheio da casa de Costa Cabral— património que conservou e respeitou após a morte do pai em 1918.

 

Na idade adulta, desenvolveu os seus interesses culturais num círculo de amigos ligados aos negócios e com um gosto particular pelas artes e letras. Terá sido após a morte da mãe em 1925 que Fernando de Castro fez novas aquisições de peças.

 

A Casa-Museu Fernando de Castro é administrada pelo Museu Nacional Soares dos Reis desde 1952. As visitas estão sujeitas a marcação prévia. Saiba mais aqui.

Conferência Internacional sobre Escultura na Revista ECR

6 de Março, 2024

Encontra-se publicado o número 13 da Revista ECR (Estudos de Conservação e Restauro), editada pelo CITAR (Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa), dedicado aos trabalhos de investigação apresentados na conferência SCULPT 2021: Shaping Genealogies: 1st International Conference on late 19th and early 20th century sculpture.

 

Na referida publicação constam três artigos relacionados com o Museu Nacional Soares dos Reis, quer na vertente do estudo da vida e obra de António Soares dos Reis, quer na temática do estudo e conservação de obras em gesso, no seguimento do Projeto GEO-SR (Abordagem multidisciplinar à alteração, alterabilidade e conservação da obra escultórica geomaterial de Soares dos Reis: reavaliação de paradigmas museológicos e criação de valor para sociedades em mudança, através do Património Cultural).

O projeto GEO-SR visou o estudo de 35 esculturas de Soares dos Reis, no sentido de colmatar uma lacuna profunda de conhecimento científico e tecnológico respeitante às componentes materiais, conservativas e simbólicas da escultura geomaterial europeia do século XIX.

 

Liderado pela Universidade Católica Portuguesa, o projeto contou com participação da Universidade de Aveiro (GeoBioTec), Universidade do Minho (Centro de Física) e Museu Nacional Soares dos Reis.

 

De entre os autores publicados na Revista ECR, destacamos duas técnicas superiores doutoradas do Museu Nacional Soares dos Reis, e ainda três conservadoras-restauradoras de escultura do Laboratório José de Figueiredo.

 

Lista dos artigos publicados

– António Soares dos Reis and Augustus Saint-Gaudens: an artistic friendship
Thayer Tolles (6-21)

 

– Soares dos Reis’ plaster models: technical production and the challenge of the conservation and restoration
Elsa Murta, Michèle Portela, Inês Sardinha, Paula Santos (22-41)

 

– Exploring portable ultrasonic pulse velocity avails in the conservation assessment of plaster sculptures in museum environment
António Mário Almeida, Mário António Pereira, Graça Vasconcelos, Salomé Carvalho, Rui Bordalo, Eduarda Vieira (42-59)

Visita «Uma casa incomum – a Casa-Museu Fernando de Castro»

6 de Março, 2024

Sábado, 9 março, 11H00
Duração: 1h (aprox.)
Visita orientada por Ana Mântua
Mínimo de 5 pessoas e máximo de 20 pessoas

Inscrições aqui

 

Iniciativa exclusiva para membros do Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

No âmbito da programação proposta para o mês de março, decorre no dia 9, pelas 11 horas, uma visita orientada à Casa-Museu Fernando de Castro, no Porto.

 

O acervo da Casa-Museu Fernando de Castro é constituído por diferentes coleções reunidas ao longo de várias décadas. É composto, maioritariamente, por arte religiosa com representações eruditas e de cariz popular, pintura naturalista portuguesa e artes decorativas. Destaca-se, ainda, um interessante núcleo de caricaturas e alguns livros da autoria de Fernando de Castro, colecionador, artista e poeta.

 

Fernando de Castro (Sé, 23 nov. 1888 – Paranhos, 7 out. 1946) foi um colecionador e empresário portuense reconhecido pela sua veia poética manifesta em publicações, com gosto pela leitura e inclinação para o desenho tendo criado várias séries de caricaturas.

 

Fernando de Castro viveu na rua das Flores junto da loja do pai, cujo negócio prosperou em vidros, espelhos e papéis pintados. Entre 1893-1908, o empresário empenhou-se na construção de uma nova casa situada na rua de Costa Cabral.

 

Desde cedo, Fernando de Castro cresceu dentro de um imaginário pleno de figuras de estilo e de ícones, em particular no que diz respeito ao mobiliário e recheio da casa de Costa Cabral— património que conservou e respeitou após a morte do pai em 1918.

 

Na idade adulta, desenvolveu os seus interesses culturais num círculo de amigos ligados aos negócios e com um gosto particular pelas artes e letras. Terá sido após a morte da mãe em 1925 que Fernando de Castro fez novas aquisições de peças.

 

A Casa-Museu Fernando de Castro é administrada pelo Museu Nacional Soares dos Reis desde 1952. As visitas estão sujeitas a marcação prévia. Saiba mais aqui.

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Visita ‘Uma leitura histórica do Museu a partir das suas coleções’

6 de Março, 2024

Público
Geral

 

Duração
50 minutos

 

Inscrições
Formulário online (até 48 horas de antecedência)

 

Valor
Bilhete de entrada no Museu

A história do Museu Nacional Soares dos Reis cruza-se com diversos acontecimentos políticos, sociais e culturais de Portugal dos últimos 190 anos.

 

Nesta visita estabelece-se uma relação entre as obras e os artistas representados na Exposição de Longa Duração e esses acontecimentos, numa cronologia que se cruza também com a história do próprio edifício onde o Museu Nacional Soares dos Reis se encontra instalado: o Palácio dos Carrancas.

 

Sobre o Museu Nacional Soares dos Reis

O Museu Nacional Soares dos Reis tem origem no Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil (1832-34).

 

Com a extinção das ordens religiosas recolheram-se obras, entre outros, nos mosteiros de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra. Conhecido como Museu Portuense, ficou instalado no extinto Convento de Santo António da Cidade, na praça de S. Lázaro, vindo a ser formalizado por decreto em 1836 por D. Maria II.

 

Em 1839, passou para a direção da Academia Portuense de Belas Artes, que promoveu uma série de exposições em que foram premiados notáveis artistas como Soares dos Reis, Silva Porto, Marques de Oliveira e Henrique Pousão, em sucessivas gerações de mestres e discípulos.

 

Com a proclamação da República passou a designar-se Museu Soares dos Reis em memória de um dos mais destacados nomes da Arte Portuguesa. Em 1932, passou à categoria de Museu Nacional, época marcada por uma reorganização significativa de Vasco Valente, através da incorporação dos objetos do Paço Episcopal do Porto (Mitra) e do Museu Industrial, bem como do depósito das coleções do extinto Museu Municipal. Segue-se, em 1940, a instalação do Museu no Palácio dos Carrancas, onde ainda se mantém.

Visitas Orientadas à Exposição de Fotografia ‘Paisagem’

5 de Março, 2024

Com curadoria de Rui Pinheiro, a exposição Paisagem apresenta uma seleção de fotografias do arquivo familiar de José Zagalo Ilharco, fotógrafo amador que deixou relevante obra, por poucos conhecida, num valioso testemunho de paisagens de Portugal do final do século XIX e início do século XX.

 

Nos próximos dias 8 e 15 março, pelas 11 horas, serão realizadas visitas a esta exposição, orientadas pelo curador Rui Pinheiro e por Maria Carneiro (familiar de José Zagalo Ilharco), respetivamente. Inscrições a decorrer aqui.

José Zagalo Ilharco (Lamego, 1860 – Porto, 1910), fotógrafo amador, premiado internacionalmente com uma imagem do rio Souza, dedicou-se primordialmente à fotografia de paisagem, mas também à antropologia dos espaços, de que são exemplo as imagens agora reveladas do Porto e de Matosinhos.

 

As reproduções das melhores imagens que produziu foram reunidas em álbum pelo filho Norberto de Melo Zagalo Ilharco em dois volumes (1947) e, sendo propriedade dos herdeiros, são tornadas públicas num reconhecimento ao seu legado.

 

A seleção apresentada no Museu Nacional Soares dos Reis inclui, entre originais e reproduções, sobretudo paisagens de Matosinhos, Leça da Palmeira, Porto e Douro. Das imagens apresentadas destaca-se, igualmente, um núcleo de fotografias realizadas em 1893 do velódromo Maria Amélia, produzidas antes da sua inauguração nos terrenos do Paço Real do Porto, onde se encontra instalado, atualmente, o Museu Nacional Soares dos Reis.

Programa ‘Visita Guiada’ dá a conhecer Exposição de Longa Duração

5 de Março, 2024

No dia em que completou 10 anos de existência, o programa ‘Visita Guiada’ esteve em gravações no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR). Conduzido por Paula Moura Pinheiro, o programa dedicado à nova Exposição de Longa Duração do MNSR será exibido em abril, na RTP2.

 

Ao longo da última década, o programa ‘Visita Guiada’ já esteve por diversas ocasiões no Museu Nacional Soares dos Reis, mas regressa agora na nova temporada, dando a conhecer todos os pormenores que conduziram à reformulação da Exposição de Longa Duração, através da conversa com António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Com um percurso de quase 200 anos, aquele que é o primeiro museu público de arte do país apresenta um renovado olhar sobre as suas coleções, valorizando sempre o património cultural que integra e honrando a história de que é herdeiro.

Na nova exposição de longa duração, o MNSR propõe um percurso com duas leituras complementares. Uma primeira leitura, que reflete a sua história e a forma como as coleções foram sendo integradas, e numa segunda leitura são valorizados os artistas e as suas obras. A exposição apresenta um total de 1133 peças distribuídas por 27 salas.

 

Com autoria e apresentação de Paula Moura Pinheiro, o Visita Guiada conta a História do território português e das suas relações com o resto do mundo através do património histórico, material e imaterial.

 

‘No extremo ocidental do continente europeu, o território que há cerca de 900 anos passou a ser Portugal está, naturalmente, sobre-exposto ao contacto com outras geografias. As provas de uma extensa e complexa rede de relações com outros povos e culturas datam logo desde a pré-História e não param de se suceder: como em qualquer outro território, tudo o que se produziu e aconteceu no território português ao longo dos tempos está sempre, direta ou indiretamente, ligado a outros lugares e a outras gentes.

 

É essa leitura global, integrada da História e do património que Paula Moura Pinheiro procura junto dos melhores investigadores nas áreas da História, da Arqueologia, da Geografia, das Artes, da Arquitetura’.

 

Produzido pela RTP2, o Visita Guiada começou a ser emitido semanalmente em 2014.

Depois da Exposição ‘Portreto de la Animo’, Arte Bruta viaja até Paris

5 de Março, 2024

Patente ao público no Museu Nacional Soares dos Reis de julho a dezembro 2023, a exposição temporária Portreto de la Animo. Art Brut Etc. proporcionou o encontro entre obras do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis e da coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva (S. João da Madeira). A curadoria esteve a cargo de António Saint Silvestre e partiu de uma seleção de retratos e de autorretratos das duas coleções, em desenho, escultura, pintura e fotografia.

 

O surpreendente design expositivo potenciou encontros inusitados entre os visitantes da exposição e a obra de mais de 100 autores da designada Arte Bruta.

 

Parte dessas obras estará agora patente na galeria parisiense Halle Saint Pierre, de 12 de março a 14 de agosto, na mostra “L’Esprit Singulier”, com 150 obras de Arte Bruta da Coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva.

Especializada em Arte Bruta, Arte Singular e Cultura Pop, a galeria francesa Halle Saint Pierre classifica o espólio dos colecionadores privados Richard Treger e António Saint Silvestre como “uma das mais importantes coleções europeias de Arte Bruta e Arte Singular”.

 

A exposição é comissariada por Martine Lusardy, que, dirigindo a Halle Saint Pierre desde 1994, reconhece à nova mostra – cujo título significa “O Espírito Singular” – “a magia de um intermúndio ao mesmo tempo familiar e desconhecido”.

 

Agnès Baillon, Henry Darger, Jacques Deal, Jaime Fernandes, Martha Gru?nenwaldt, David Houis, Foma Jaremtschuk, Alexander Lobanov, Marilena Pelosi e Adolph Wölfli são apenas alguns dos autores cujo trabalho se dará a conhecer na Halle Saint Pierre.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis, a exposição Portreto de la Animo. Art Brut Etc. permitiu estabelecer uma relação entre as duas coleções, explorando distintos modos de representação da figura humana e da autorrepresentação através da arte, de universos pessoais e mundos interiores tão diversos, entre soluções formais canónicas e outras não convencionais.

 

A mostra integrou várias peças do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, colocadas em diálogo com as peças da Coleção Treger Saint Silvestre, de que são exemplo o Busto-Relicário de São Pantaleão; a Máscara mortuária de Soares dos Reis, de José Joaquim Teixeira Lopes; o Escarrador, de Rafael Bordallo Pinheiro; e o óleo Mãe e Filha, de Sarah Afonso; entre outras.

 

Como parte do eixo programático “Arte & Saúde” do Museu Nacional Soares dos Reis, a exposição foi complementada por um extenso programa de atividades de mediação, apoiado cientificamente pela Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental, que incluiu visitas comentadas, conversas, oficinas e performance. No período em que esteve patente ao público registou um total de 35 mil visitantes.

Museu acolhe Concerto de Laureados do Prémio Ilda Moura

4 de Março, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis será palco do Concerto de Laureados do Prémio Ilda Moura, a realizar no próximo dia 28 de abril.

 

A 8ª edição do Prémio Ilda Moura decorrerá de 26 a 28 de abril, em homenagem a Ilda Moura, a quem a Academia Musical dos Amigos das Crianças – Escola de Música Guilhermina Suggia (AMAC-EMGS) deve a sua existência. Para dar continuidade ao seu legado, a Academia Musical dos Amigos das Crianças – Escola de Música Guilhermina Suggia, fundada em 1953, decidiu criar um concurso e um prémio com o seu nome, em sinal de agradecimento e homenagem a uma personalidade que sempre reconheceu a importância da música na formação das crianças e jovens.

 

Nesta 8.ª edição, além dos vários prémios atribuídos a diferentes categorias e escalões, serão entregues prémios especiais:

 

PRÉMIO DUO SUGGIA

Prémio para o melhor duo constituído por violoncelo e piano. Com o Prémio Duo Suggia, a AMAC-EMGS pretende distinguir jovens talentosos em duos de violoncelo e piano e simultaneamente homenagear, não só a figura incontornável de Guilhermina Suggia, como também resgatar a memória de sua irmã, a pianista Virgínia Suggia.?

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PRÉMIO ILDA MOURA

Prémio para o melhor intérprete, de entre todos os vencedores do escalão D de todas as categorias. Com o Prémio Ilda Moura, a AMAC-EMGS irá distinguir um dos concorrentes, procurando homenagear o talento e o trabalho do jovem músico e contribuir para o sucesso do seu percurso artístico. ?

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PRÉMIO DANIEL CUNHA

Prémio para o melhor intérprete de uma obra portuguesa na categoria Piano, em qualquer escalão aberto a concurso. Com o Prémio Daniel Cunha, a AMAC-EMGS homenageia um seu professor e membro do júri deste concurso, falecido em 2020, que foi um dos mais destacados pianistas da sua geração e um dos mais dedicados à interpretação da música portuguesa. A AMAC-EMGS contribui, deste modo, para que o nome de Daniel Cunha, já merecidamente associado à música portuguesa, possa continuar a servir de inspiração e estímulo à participação de novos intérpretes da nossa música, para que seja mais tocada, incitando os concorrentes a apresentarem mais repertório nacional.

A Ourivesaria e a Joalharia: da época pré-romana ao século XIX

1 de Março, 2024

Os núcleos de Ourivesaria e Joalharia do Museu Nacional Soares dos Reis foram constituídos em 1932, com a incorporação de um conjunto de objetos do espólio do Paço Episcopal do Porto. A coleção foi crescendo com a incorporação de peças provenientes de conventos extintos, de acervos de palácios reais, de doações e de aquisições pontuais.

 

O depósito das coleções da Câmara Municipal do Porto no Museu, ocorrido em 1937, valorizou o núcleo de Joalharia de forma significativa, enriquecendo-o com um variado conjunto de joias pertencentes ao acervo do extinto Museu Municipal.

 

A Exposição de Longa Duração do Museu Nacional Soares dos Reis apresenta vários exemplares que cobrem distintas épocas cronológicas, desde a pré-romana (900 a.C.) até ao século XIX.

Os adereços eram usados como adorno corporal, amuleto, forma de distinção social ou símbolo de poder. O par de Pulseiras de ouro e o Tesouro de Estela são relevantes testemunhos da história da Ourivesaria e dos metais nobres em Portugal.

 

Estas peças de joalharia comprovam que já se dominava o trabalho dos metais num passado mais longínquo. Evidenciando contactos com povos de culturas centro-europeias e mediterrânicas, refletem o conhecimento de formas e técnicas decorativas, bem como do processo da fusão de metais que se mantiveram até aos dias de hoje.

 

Ourivesaria do século XVIII

A exploração das minas de ouro e pedras preciosas no Brasil teve forte impacto na joalharia portuguesa a partir da primeira metade do século XVIII, refletindo o luxo e opulência de uma sociedade abastada. A Guarnição de corpete, joia de adorno da imagem de Nossa Senhora do Monte do Carmo de Lisboa, é uma expressão notável deste esplendor.

 

O gosto desmedido por joias vai repercutir-se na diversidade de adornos de uso pessoal, masculinos e femininos: gargantilhas, alfinetes e anéis, fivelas de sapatos, insígnias, entre outros.

 

No conjunto de peças de prata civil e religiosa sobressai a produção nacional com a representação de dois grandes centros – Porto e Lisboa. A expressão estrangeira cabe a artífices e oficinas de Itália e Alemanha.

 

Joias e acessórios de uso pessoal

As joias e os acessórios de uso pessoal do século XVII ao XIX acompanharam as alterações da moda europeia. No século XIX difunde-se o gosto pelas joias ligadas a momentos importantes da vida pessoal e à expressão de sentimentos, como os pendentes com retratos em miniatura servindo de lembrança de um ente querido ou acontecimento familiar. Os anéis eram usados como mero adorno ou símbolo de autoridade, de amor, viuvez ou amizade. As joias de temática religiosa podem incluir crucifixos ou pendentes com a Virgem, Cristo ou santos. As caixas de rapé (tabaco moído), algumas exibindo delicados retratos, testemunham o hábito generalizado deste consumo pela Europa.

Evocação dos 140 anos da morte do pintor Henrique Pousão

1 de Março, 2024

Considerado um dos nomes maiores da pintura portuguesa da segunda metade do século XIX, Henrique Pousão faleceu aos 25 anos, a 20 março de 1884, vítima de tuberculose.

 

O jovem artista frequentou a Academia Portuense de Belas-Artes e foi pensionista do Estado em França e Itália. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

Desde cedo que a família lhe reconhecera talento, manifesto sobretudo em retratos a lápis. Com 10 anos passa a residir em Barcelos e, em 1872, fixa-se no Porto. É nesta cidade que frequenta o atelier do pintor António José da Costa para preparar a entrada na Academia Portuense de Belas-Artes (1872).

 

Muito influenciado por Marques de Oliveira, regressado de Paris em 1879, Pousão ganha o concurso de pensionista, chegando a Paris no final do ano de 1880, acompanhado de Sousa Pinto (1856 – 1939).

Antes de ingressar no atelier de Cabanel e de Yvon, visitou galerias de arte e museus tanto em Paris, como em Madrid.

 

Neste ano, muda-se para Roma, onde aluga um atelier e, em 1882, produz significativas obras, também em Nápoles e Capri.

Paisagens de um poético e vibrante cromatismo, em exercícios de captação de luz, pinturas de género como Cecília, e retratos, com Senhora Vestida de Preto, realizado já em Paris, revelam a sua modernidade, invulgar no panorama artístico português.

 

No final de 1883, já doente, decide regressar a Portugal. A viagem foi efetuada via Génova, passando por Marselha e Barcelona, onde pinta “Cais de Barcelona” (na imagem ao lado).

 

Em março de 1884, poucos dias antes de falecer pinta “Um ramo de flores” (na imagem superior).

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, a obra de Henrique Pousão está fortemente representada com destaque para as obras “Casas Brancas de Capri”, “Senhora Vestida de Preto” e “Janelas das Persianas Azuis”, todas classificadas como tesouros nacionais.

Cais de Barcelona, Henrique Pousão

Em março, descobrimos os «Esmaltes com cenas do Ciclo da Paixão de Cristo»

29 de Fevereiro, 2024

Público
Jovens e adultos

 

Ingresso
Entrada gratuita

 

Inscrições
Formulário online (até 48 horas de antecedência)

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, na rubrica A Peça do Mês – A Escolha do Público, a série «Esmaltes com cenas do Ciclo da Paixão de Cristo». As sessões comentadas, por Ana Paula Machado, decorrem nos dias 7 março (18h00) e 21 março (13h30). Inscrições a decorrer.

 

O esmalte pintado sobre cobre é uma arte do fogo, que se desenvolveu particularmente na segunda metade do século XVI, em França, na região de Limoges. Aí se estabeleceram numerosas oficinas de esmaltador.

 

Nesta sessão, vamos conhecer em pormenor a série de vinte e seis placas com cenas do Ciclo da Paixão de Cristo, que integra a Exposição de Longa Duração do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A série de 26 placas de esmalte pintado sobre cobre representa cenas da Paixão de Cristo, reproduzindo e recriando 24 das 36 gravuras que constituem a série denominada “Pequena Paixão”, da autoria do artista alemão Albrecht Dürer, publicada em 1511.

 

Estão atribuídos ao mesmo artista outras placas em esmalte, representado cenas da Pequena Paixão, como uma série da Wallace Collection, placas do Museu de Lyon, do Museu Hermitage de São Petersburgo e do Museu das artes Decorativas de Paris, entre outras.

 

As placas não são assinadas nem datadas, mas integram um grupo de peças atribuídas a uma mesma oficina, em Limoges, entre 1550 e 1625. Além das 26 placas do Museu Nacional Soares dos Reis, são hoje conhecidas cerca de 98 placas, (distribuídas por diversas coleções europeias), que se considera terem sido produzidas nessa oficina atualmente designada pelo nome de convenção “Oficina da Pequena Paixão de Santa Cruz de Coimbra”.

 

A série provém do Santuário do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra onde já se encontrava em 1752 e de onde foi retirada em 1834, na sequência do decreto de extinção das ordens religiosas. No Santuário do Mosteiro de Santa Cruz conserva-se ainda o elemento do altar em madeira em que as placas se inseriam.

Museu Nacional Soares dos Reis promove ‘Visita Incógnita’

29 de Fevereiro, 2024

Público
Jovens e adultos

 

 Duração
50 minutos

 

Inscrições
Formulário online (até 48 horas de antecedência)

 

Valor
Gratuita

O Museu Nacional Soares dos Reis promove mensalmente uma visita orientada, com tema incógnito. Os participantes são desafiados a explorar o Museu e as suas coleções, descobrindo outras narrativas e outros espaços. Este mês, a ‘Visita Incógnita’ está agendada para o próximo dia 3 março, pelas 11 horas, sendo orientada pela gestora de coleção Paula Oliveira. Inscrições a decorrer.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis procura desenvolver a sua função de lugar de educação, mediante um programa articulado com as políticas públicas sectoriais respeitantes à família, à juventude, apoio às pessoas com deficiência, às instituições de ensino formal, turismo e combate à exclusão social.

 

O propósito é dar a conhecer o património presente nas suas coleções, permitindo que a comunidade o desfrute, mas também o compreenda, pelo envolvimento ativo – físico, intelectual e emocional -, construindo significados sobre as suas experiências.

 

Um programa que promova a função educativa no respeito pela diversidade cultural tendo em vista a educação ao longo da vida, a participação da comunidade, o aumento e a diversificação dos públicos.

 

Constituído por diferentes estratégias de educação e mediação, tais como visitas orientadas, oficinas, sessões comentadas, visitas comentadas, projetos de sensibilização ambiental e de mediação cultural, performances teatro, este programa fundamenta-se sempre nas coleções e procura explorar e desconstruir os conteúdos expostos visando a aproximação e a promoção do espaço museológico enquanto lugar de construção de conhecimento, de entendimento ou de simples fruição.

Projeto ‘Siza Baroque’: Museu acolhe Ciclo de Aulas Abertas

28 de Fevereiro, 2024

No âmbito do projeto de investigação Siza Barroco, desenvolvido pelo Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, o Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo dia 7 março, o ciclo de aulas abertas da unidade curricular História da Arquitetura Moderna.

 

Apesar de ser especialmente dirigido aos estudantes, o ciclo de aulas abertas será disponibilizado ao público em geral, sendo de entrada gratuita, mas sujeito à lotação do espaço e a prévia inscrição através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

 

Ciclo de Aulas Abertas

‘Bernini e a Ideia de Barroco 1’
Por José Miguel Rodrigues | 7 de março 2024, 14h30
Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis

 

‘Borromini e a Ideia de Barroco 2’
Por Joana Couceiro | 7 de março 2024, 16h30
Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis

O barroco enquanto ideia pode ser melhor compreendido através de um díptico que confronta dois autores-arquitetos que nasceram, com um ano de diferença, na primeira dobra do dealbar do século barroco (XVI-XVII). A rivalidade e disputa entre ambos é histórica.

 

Este ciclo de duas aulas propõe-se retomar o que une estes dois adversários (que se respeitavam mutuamente) e cuja disputa ajudou ao desenvolvimento das respetivas expressões arquitetónicas individuais e, sobretudo, contribuiu para a mais espantosa reconstrução crítica da arquitetura clássica que o projeto Siza Barroco visa continuar.

 

Siza Barroco é um projeto de investigação que visa pôr em evidência a relação entre a ideia de Barroco e a obra de Álvaro Siza. Enquanto tendência na arte em geral e na arquitetura em particular, o Barroco quer construir um mundo novo com base no antigo que este crê não estar preparado para o presente e o futuro que há-de-vir. As relações entre a arquitetura de Álvaro Siza e o Barroco estão presentes em vários autores que escreveram sobre Siza, além de permanecerem no modo como o próprio Siza, referindo-se ao Porto e a Nasoni em textos escritos, anuncia o seu interesse e empenho em conhecer melhor a arquitetura e a cidade Barrocas.

 

José Miguel Rodrigues é arquiteto e professor catedrático na FAUP, onde leciona a disciplina de História da Arquitectura Moderna e, no âmbito do Programa de Doutoramento, Projecto de tese [perfil E]. É co-autor do projeto da Nova Aldeia da Luz (1995-2002). Desde 2011 desenvolve um projeto de tradução para português da obra escrita de Giorgio Grassi. Em 2013, publicou a tese de doutoramento ‘O Mundo Ordenado e Acessível das Formas da Arquitectura’ e em 2020 o livro ‘Palladio e o Moderno’, distinguido com o prémio FAD, pensamento e crítica (2021). Atualmente é director do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP (CEAU-FAUP) e coordenador do grupo de investigação T2P, sendo o Investigador Responsável do projeto Siza Barroco.

 

Joana Couceiro é arquiteta, licenciada pelo DAarq/FCTUC (2005) e doutorada pela FAUP (2018). Foi colaboradora no aNC arquitectos e no atelier Pedra Líquida, sendo co-autora de obras já publicadas. É co-fundadora da editora de arquitetura Circo de Ideias (tendo integrado a equipa da direção até 2018) e da Pechakucha Night Porto. A convite da Casa da Arquitectura, foi curadora do V Open House Porto, com o epíteto ‘Vida Interior’. Entre 2013 e 2021 foi professora convidada de História da Arquitectura Moderna, na FAUP. Entre 2021 e 2023 foi investigadora na esad-idea e assistente de curadoria do programa de conferências das segunda e terceira edições da Porto Design Biennale. Atualmente é investigadora no CEAU, onde se encontra a desenvolver, enquanto Co-IR, o projeto Siza Barroco.

 

Créditos de imagem:

Francesco Borromini, desenho de San Carlo alle Quattro Fontane, Roma, 1660

Albertina Collection AZRom175

Curso de Ilustração Científica superou as melhores expetativas

28 de Fevereiro, 2024

Decorreu, durante este mês de fevereiro, o Curso ‘A Natureza Ilustrada’, promovido pelo Serviço de Educação do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Destinado em exclusivo a membros do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis, este Módulo da Ilustração Científica incidiu na aprendizagem das técnicas clássicas do desenho, nomeadamente grafite sobre papel e carvão composto.

 

A adesão e entusiasmo dos participantes superaram todas as expetativas, estando já a ser ponderada a realização de uma segunda edição.

 

Independentemente da forma como uma ilustração científica possa ser apreciada, importa referir os objetivos que guiaram a sua conceção: atrair, informar, descrever, explicar, sensibilizar, transmitir um facto ou conceito científico, com honestidade.

 

Nesta formação foram produzidas pelos participantes várias ilustrações monocromáticas (preto e branco), dando relevo à estrutura e volumetria dos objetos representados.

 

O Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis é uma associação criada em 1940, pessoa coletiva de carácter cultural, sem fins lucrativos, com estatuto de utilidade pública, que tem como objetivo concorrer para o desenvolvimento da cultura, das artes, da defesa do património cultural, tendo como principal objetivo a progressiva valorização do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A Associação tem centrado a sua atividade no apoio ao desenvolvimento do Museu, aumento das suas coleções, aquisições e doações, complementando a programação do Museu com viagens, cursos e visitas várias, organização de conferências, congressos, concertos, etc.

 

O Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis conta, atualmente, com muitas centenas de amigos individuais tornando-a, no panorama das associações culturais de amigos dos museus, uma associação de referência, para além de um conjunto muito alargado de associados institucionais que apoiam as várias iniciativas levadas a cabo em nome do Museu Nacional Soares dos Reis.

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