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Museu Nacional Soares dos Reis associa-se ao novo festival literário Babell

1 de Abril, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis é uma das entidades parceiras que acolherão parte da programação do novo festival literário internacional Babell, reforçando o papel das instituições culturais da cidade na construção deste evento dedicado à palavra, à leitura e ao pensamento contemporâneo.

 

Promovido pela Fundação Livraria Lello, em coprodução com a Câmara Municipal do Porto, o Babell – Cidade-Livro decorrerá entre 24 e 30 de junho de 2026, propondo transformar o Porto num verdadeiro ecossistema literário vivo, com iniciativas distribuídas por diversos espaços culturais da cidade.

A primeira edição do Babell contará com a presença de algumas das mais relevantes figuras da literatura e do pensamento internacional, afirmando-se desde logo como um evento de forte projeção cultural.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis acolherá uma exposição da artista Ana Vidigal, cuja inauguração está marcada para o dia 25 de junho, integrando a programação oficial do festival.

 

A inclusão desta exposição de Ana Vidigal, uma das figuras mais relevantes da arte contemporânea em Portugal, com um percurso consolidado desde os anos 1980, reforça a dimensão interdisciplinar do Babell, promovendo o diálogo entre literatura e artes visuais e valorizando a presença de artistas contemporâneos no contexto do evento.

 

Com um programa que integra conversas, exposições, performances e outras iniciativas, o festival pretende não só atrair nomes de referência internacional, mas também envolver a comunidade local e valorizar o tecido cultural da cidade.

 

A participação do Museu Nacional Soares dos Reis como espaço anfitrião da apresentação da obra de Ana Vidigal constitui, assim, uma oportunidade para potenciar o cruzamento entre diferentes linguagens artísticas, contribuindo para afirmar o Porto como um polo cultural dinâmico e de projeção internacional.

Créditos de imagem: @Fundação Livraria Lello

Nota de Pesar pelo falecimento do artista plástico Armando Alves

31 de Março, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do artista plástico Armando Alves, relevante figura da arte contemporânea portuguesa e presença significativa na sua exposição de longa duração.

 

Nascido em 1935, em Estremoz, Armando Alves desenvolveu um percurso artístico notável, marcado por uma linguagem plástica singular que atravessa a pintura, o design gráfico e a investigação estética. Formado na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, integrou o grupo “Os Quatro Vintes”, sendo um dos protagonistas da renovação artística portuguesa nas décadas de 1960 e 1970. Ao longo da sua carreira, destacou-se pela exploração rigorosa da cor, da geometria e da abstração, a par de uma relevante atividade no campo das artes gráficas e da edição.

A sua obra encontra-se representada em diversas coleções públicas e privadas, nacionais e internacionais, incluindo no Museu Nacional Soares dos Reis, onde integra a narrativa expositiva dedicada à arte contemporânea portuguesa, constituindo um testemunho duradouro da relevância do seu contributo artístico.

 

O percurso de Armando Alves cruza-se também com a história do Centro de Arte Contemporânea (CAC), estrutura pioneira que funcionou no Museu Nacional Soares dos Reis, entre 1976 e 1980, e que desempenhou um papel determinante na afirmação e divulgação da arte contemporânea em Portugal, promovendo cerca de uma centena de exposições e atividades culturais num contexto de profunda transformação social e política.

 

Em 2024, o Museu evocou este momento fundador através da exposição “Centro de Arte Contemporânea – 50 anos: A Democratização Vivida”, com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, integrada nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. A mostra revisitou a história e o impacto do CAC, reunindo artistas que nele participaram ou cuja trajetória se relaciona com esse período, entre os quais Armando Alves, reafirmando a sua relevância no contexto artístico nacional e a sua ligação a este importante capítulo da vida cultural portuguesa.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis endereça sentidas condolências à família, amigos e a toda a comunidade artística, evocando a memória de Armando Alves como um criador de exceção, cuja obra e legado permanecem indissociáveis da história da arte contemporânea em Portugal.

Legenda da imagem

Escultura (Sem título), de Armando Alves, na exposição Centro de Arte Contemporânea – 50 anos: A Democratização Vivida
Museu Nacional Soares dos Reis | 2024

Jovens debatem futuros possíveis do Museu Soares dos Reis

26 de Março, 2026

O 1.º Encontro do projeto “Agora Nós!” marcou o arranque de um processo participativo que pretende transformar o Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) num verdadeiro laboratório de democracia cultural, colocando os jovens no centro da reflexão e construção do futuro da instituição.

 

Integrado na fase inicial de Avaliação e Diagnóstico, o encontro teve como principais objetivos ouvir, partilhar e promover o diálogo entre os cerca de 30 participantes que responderam à chamada e a equipa do Museu, reunindo jovens de áreas tão diversas como História da Arte, Direito, Comunicação, Teatro, Design ou Música, uma diversidade assumida como uma mais-valia estratégica para o projeto.

Para muitos dos participantes, o MNSR continua a ser uma referência cultural, mas ainda pouco valorizada nas práticas sociais contemporâneas, sobretudo entre os mais jovens. Nesse sentido, foram já identificados alguns temas estratégicos a trabalhar, como a necessidade de diversificar estratégias ao nível da programação, conteúdos e comunicação; a criação de novas formas de apresentar obras, privilegiando estímulos visuais e interpretações contemporâneas e o equilíbrio entre inovação e preservação da identidade institucional.

 

O encontro reforçou o propósito central do projeto “Agora Nós!”: dar voz aos jovens e integrar as suas perspetivas na construção do museu, não apenas como público, mas como cocriadores e agentes de decisão. Mais do que um programa participativo, a iniciativa afirma-se como um modelo de democracia cultural, promovendo a partilha real de responsabilidades e a criação de um museu mais inclusivo, experimental e conectado com a sociedade.

 

O processo continua com novas sessões de trabalho, incluindo visitas às reservas e à exposição de longa duração, seguidas de debates orientados para identificar os valores e funções que os jovens atribuem ao museu no século XXI. Este percurso culminará em fases de cocriação e implementação, garantindo que as ideias recolhidas se traduzem em mudanças concretas e duradouras na instituição.

 

Com o “Agora Nós!”, o Museu Nacional Soares dos Reis dá um passo decisivo para se afirmar como um espaço vivo, participativo e construído em conjunto, onde o futuro se pensa e desenvolve, também, com as novas gerações.

Humor de Fernando de Castro chega ao Lionesa Business Hub

23 de Março, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis inaugura, no próximo dia 25 de março, às 16h00, no Lionesa Business Hub, em Leça do Balio, a exposição Do Riso e do Siso – Coleções à margem da Casa-Museu Fernando de Castro, uma extensão da mostra patente ao público no MNSR até 26 de abril.

 

Esta exposição dá a conhecer uma vertente menos conhecida de Fernando de Castro – comerciante, poeta, colecionador e cenógrafo portuense – revelando o seu olhar irónico e bem-humorado através de um conjunto de reproduções de caricaturas que exploram a sociedade e o quotidiano da cidade do Porto.

 

Apesar da atmosfera austera e barroca da sua casa, hoje Casa-Museu, Fernando de Castro cultivava um humor subtil e observador. Nas suas caricaturas, utilizava o desenho como ferramenta de reflexão e crítica social, transformando o riso numa forma de diálogo com o mundo.

 

Entre os temas apresentados destacam-se séries como “Um pouco de Geografia”, onde a toponímia nacional é reinterpretada com imaginação e sátira, e “Pessoas da Sociedade Portuense”, em que Fernando de Castro capta, com ironia e cumplicidade, figuras e comportamentos da sociedade da época.

 

A apresentação da exposição de reproduções de caricaturas de Fernando de Castro, patrono da casa-museu com o mesmo nome, reforça a relação entre o Museu Nacional Soares dos Reis e o Lionesa Business Hub e concretiza, de forma exemplar, os objetivos do programa Outros Lugares, iniciativa lançada em 2021 que procura afirmar o Museu como uma marca que extravasa o seu território, promovendo novas leituras e diálogos através de parcerias e de contextos expositivos alternativos.

O Lionesa Business Hub, um dinâmico centro empresarial dedicado à Indústria 5.0 em Portugal, que acolhe mais de 120 empresas e uma comunidade de cerca de 7.000 pessoas, revelou-se um parceiro ideal para potenciar esta estratégia de extensão museológica. O seu ambiente multicultural e orientado para a inovação permitiu estabelecer novas relações entre a arte, a cultura contemporânea e as dinâmicas corporativas, reforçando a missão do MNSR de comunicar o seu património a públicos diversificados e em contextos não convencionais.

 

Esta iniciativa reforça a visão do Museu Nacional Soares dos Reis, no âmbito do programa Comunidade 360º, bem como a circulação das suas coleções. A parceria com o Lionesa Business Hub representa um marco relevante nesta estratégia, demonstrando como a colaboração entre instituições culturais e ecossistemas empresariais pode gerar novos horizontes de fruição, conhecimento e identidade cultural partilhada.

INATEL assinala 90 anos com lançamento de fotobiografia no MNSR

23 de Março, 2026

No âmbito das comemorações do 90.º aniversário da Fundação INATEL, assinalado no ano transato, a Fundação Inatel promove a apresentação de «Uma Fotobiografia 1935-2025», no próximo dia 26 de março, pelas 15h00, no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Trata-se de uma fotobiografia documental em formato de álbum, de natureza eminentemente iconográfica, que recorre à narrativa visual para contar a história da INATEL, através da reprodução fotográfica de acontecimentos marcantes ao longo de nove décadas.

 

Os momentos foram criteriosamente selecionados para construir uma narrativa coesa, baseada em imagens captadas pelas objetivas de fotógrafos como Óscar Coelho da Silva, José António Correia, Carlos Gil e José Frade, evidenciando a vocação da instituição na promoção do lazer, do bem-estar e na melhoria das condições de vida da população. Ao longo dos anos, a INATEL deixou uma marca indelével na sociedade portuguesa, influenciando sucessivas gerações.

 

«Uma Fotobiografia 1935-2025» destaca, assim, episódios e iniciativas emblemáticas desde a sua génese, a 13 de junho de 1935, então sob a designação de Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT), até à atualidade, refletindo também os diferentes contextos históricos e sociais que moldaram a sua evolução.

 

A Fundação INATEL centra a sua atividade na promoção da qualidade da ocupação dos tempos livres de jovens, trabalhadores e seniores, desenvolvendo e valorizando áreas como o turismo social, a criação e fruição cultural, a atividade física e desportiva, bem como a inclusão e a solidariedade social.

 

Paralelamente, a instituição tem vindo a reforçar a sua estratégia de modernização e aproximação a novos públicos, em particular às gerações mais jovens, apostando em iniciativas inovadoras, na digitalização de serviços e na diversificação da oferta cultural e turística, sem abdicar dos valores fundadores que orientam a sua missão.

MNSR apresenta exposição «Onde meus pés pisam» de Hilda de Paulo

20 de Março, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, inaugura a 28 março de 2026, pelas 15 horas, a exposição Onde meus pés pisam, da artista brasileira Hilda de Paulo. A mostra estará patente até 24 maio de 2026.

 

A inauguração ocorre às vésperas do Dia Internacional da Visibilidade Trans, assinalado a 31 de março, situando a exposição num contexto simbólico de reconhecimento e reflexão sobre a presença de pessoas trans nos espaços culturais.

 

Com curadoria executiva de Rui Pinheiro e texto de Agrippina R. Manhattan, a exposição reúne um conjunto de obras que atravessam diferentes linguagens – pintura, fotografia, objetos e performance – acompanhando percursos que a artista tem vindo a construir desde que deixou Inhumas, no estado de Goiás (Brasil), até à sua trajetória no contexto artístico português.

As obras surgem no espaço expositivo como fragmentos de uma caminhada marcada pelo deslocamento, pela escuta e pela construção de vínculos. Entre os núcleos apresentados destaca-se Rota Solitária, série de pequenas pinturas que evocam paisagens de uma viagem em curso, sugerindo vestígios de uma travessia ainda em escrita.

 

A exposição estabelece também diálogos com obras de artistas convidados, de que são exemplo Anita Malfatti, Índigo e Tales Frey, bem como com trabalhos do próprio acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, incluindo peças de Aurélia de Sousa e Alberto Aires de Gouveia, ampliando as relações entre diferentes tempos e narrativas no espaço museológico.

 

A programação pública inclui visitas guiadas com a artista e uma ação performativa de Tales Frey com participação de Hilda de Paulo.

 

Sobre a artista

Hilda de Paulo (Inhumas-GO, Brasil, 1987) é artista, pesquisadora, escritora transfeminista e curadora independente. Desenvolve uma prática artística transdisciplinar que transita entre pintura, escultura, performance, escrita e pedagogia crítica, abordando temas como dissidências de género, perspetivas decoloniais e pertencimento. É doutoranda em Estudos Literários, Culturais e Interartísticos pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e integra exposições e projetos em Portugal e no Brasil.

Museu Nacional Soares dos Reis e Vila do Conde cruzam obras de Julio

20 de Março, 2026

A exposição “Interseções: em torno da expressão artística – Pintura, desenho, dança, música e poesia na obra de Julio”, patente na Galeria Julio | Centro de Memória de Vila do Conde, entre 21 de março e 27 de setembro, conta com a cedência temporária de obras do artista Júlio Reis Pereira, reforçando o diálogo institucional entre o Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) e a Câmara Municipal de Vila do Conde, bem como a valorização e circulação do património artístico nacional.

 

No âmbito desta colaboração, as obras “O Circo” (1931) e “Duas Irmãs” (1934), da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), serão excecionalmente apresentadas ao público em Vila do Conde.

 

Estas obras constituem depósito permanente da CACE na Fundação de Serralves, cedidas desde 2023 para integração no percurso expositivo do Museu Nacional Soares dos Reis. Em regime de reciprocidade, o MNSR receberá duas obras da Coleção Galeria Julio: “No jardim” (1927), óleo sobre cartão, e “Sem título”, óleo sobre tela.

A exposição reúne 163 obras, entre pinturas a óleo e desenhos, bem como manuscritos, publicações diversas e objetos que pertenceram ao atelier do artista, num percurso que atravessa mais de cinco décadas de criação, de 1918 até aos anos 70.

 

Figura central do modernismo português, Júlio Maria dos Reis Pereira (1902–1983) destacou-se pela diversidade da sua produção artística. Pintor, desenhador, ilustrador e poeta, utilizou o pseudónimo Julio nas artes plásticas e Saúl Dias na poesia. A sua obra caracteriza-se pelo diálogo entre diferentes formas de expressão, sobretudo entre as artes visuais e a literatura.

 

Nascido em Vila do Conde, estudou na Escola de Belas-Artes do Porto e integrou o ambiente modernista das primeiras décadas do século XX, colaborando com a revista Presença, uma das publicações mais importantes do modernismo em Portugal. Ao longo da sua carreira, desenvolveu uma linguagem artística própria, marcada pela representação da figura humana, por cenas intimistas e por temas ligados ao espetáculo, ao mundo urbano e à cultura popular, explorando também influências do expressionismo, do surrealismo e da abstração.

 

A sua obra revela ainda a atenção às correntes artísticas europeias e a influência de artistas como Marc Chagall ou Pablo Picasso. Este diálogo entre diferentes artes – pintura, desenho, poesia, música, dança ou teatro – está no centro da exposição “Interseções”, que procura destacar a riqueza e a diversidade do seu percurso criativo.

 

A cedência temporária destas obras inscreve-se, assim, numa estratégia mais ampla de cooperação entre instituições culturais, promovendo a circulação de bens artísticos, o aprofundamento da investigação e a aproximação dos públicos ao legado de um artista cuja importância para a arte portuguesa do século XX continua a ser progressivamente redescoberta e valorizada.

Quatro dezenas de novas peças enriquecem exposição do MNSR

12 de Março, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) acaba de concretizar a renovação da sua Exposição de Longa Duração (ELD), introduzindo mais de quatro dezenas de novos bens culturais, reforçando o compromisso assumido aquando da reabertura do Museu: afirmar a exposição como um organismo vivo, dinâmico e em permanente diálogo com o vasto acervo que guarda.

 

Inaugurada em abril de 2023, a ELD foi concebida para permitir a rotatividade regular de obras, fomentando novas interpretações e estimulando o regresso do público para visitas regulares.

 

À semelhança do processo iniciado no ano anterior, esta atualização dá continuidade à estratégia de valorização de peças em reserva, integrando novos depósitos, aquisições, doações e recontextualizações curatoriais.

 

Considerando que a ELD apresenta apenas uma parte dos cerca de 19.000 bens culturais que compõem a totalidade do acervo do Museu, a renovação agora efetuada permite revelar ao público núcleos inéditos e obras recentemente incorporadas. O objetivo é ampliar a narrativa da arte portuguesa, com especial enfoque nos séculos XIX e início do século XX, e aprofundar o diálogo entre pintura, escultura, desenho e artes decorativas.

Novos núcleos e obras em destaque

A renovação de 2026 da Exposição de Longa Duração introduz novos núcleos que reforçam a coerência e a ambição narrativa do percurso expositivo, destacando-se a apresentação da Adoração dos Magos, de Domingos António de Sequeira e respetivos estudos preparatórios; o reforço da paisagem oitocentista com obras de John Wilson Carmichael e Joaquim Rafael; o aprofundamento do núcleo dedicado a Henrique Pousão; a valorização do desenho e da escultura de António Soares dos Reis; o enriquecimento do naturalismo com obras de José Malhoa e Columbano Bordalo Pinheiro; e a afirmação da modernidade através de Amadeo de Souza-Cardoso e Armando de Basto, a par da valorização das artes decorativas e do património têxtil.

 

O universo de Domingos António de Sequeira

A exposição foi enriquecida com a pintura Adoração dos Magos (1828), proveniente do Museu Nacional de Arte Antiga, acompanhada por um significativo conjunto de estudos preparatórios (carvão, esfuminho e lápis sobre papel).

Este núcleo permite ao visitante compreender o processo criativo de Sequeira, desde o esboço à composição final, evidenciando a dimensão espiritual e simbólica da obra.

As pinturas Adoração dos Magos e Descida da Cruz – duas das grandes composições religiosas de Domingos António de Sequeira – vão permanecer, lado a lado, no MNSR ao longo de 2026, proporcionando, pela primeira vez no Porto, a contemplação conjunta destas obras de referência.

 

O desenho de António Soares dos Reis

O núcleo dedicado ao patrono do Museu é reforçado com novos estudos de modelo nu masculino, estudos e desenhos preparatórios para a escultura Nossa Senhora da Vitória, bem como com as versões em gesso e bronze da Virgem com o Menino e o cordeiro místico.

Estas obras evidenciam a centralidade do desenho na prática artística de Soares dos Reis e a articulação entre escultura e estudo gráfico.

 

A paisagem do Douro e Henrique Pousão

A paisagem oitocentista foi aumentada com a apresentação de Vista do Douro, Porto e Gaia, de John Wilson Carmichael (depósito Novo Banco, 2024), dialogando com obras como Barco do Douro com pipas, de Joaquim Rafael.

Este conjunto sublinha a importância iconográfica e identitária do rio Douro na construção da imagem da cidade do Porto ao longo do século XIX.

A presença de Pousão foi, também, ampliada com Natureza-morta com Pombo (1876), adquirida em 2025 pela Comissão para a Aquisição de Bens Culturais, e com um Retrato (1880), em depósito pelo Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR. Estas incorporações aprofundam o conhecimento sobre a breve, mas notável, produção do jovem artista pertencente à 1.ª geração naturalista em Portugal.

 

Naturalismo e Modernidade

A Exposição de Longa Duração passa a integrar novos depósitos com obras de artistas fundamentais como José Malhoa, Columbano Bordalo Pinheiro e Artur Loureiro, entre outros.

Destacam-se ainda retratos e estudos que enriquecem a representação do meio artístico e intelectual português de finais do século XIX e primeiras décadas do século XX.

Já na narrativa da modernidade destaca-se Trou de la serrure PARTO DA VIOLA Bon ménage Fraise avant-garde, de Amadeo de Souza-Cardoso (CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian), e com N’Aldeia (Retrato de sua mulher), de Armando de Basto.

 

Artes decorativas e têxteis

A renovação de 2026 valoriza, igualmente, o património têxtil e as artes decorativas, com a apresentação de paramentos litúrgicos dos séculos XVII e XVIII, bem como pintura naturalista e cenas musicais de inícios do século XX.

 

Um museu em permanente renovação

Com uma história de quase dois séculos e 27 salas de exposição, o Museu Nacional Soares dos Reis reafirma, com esta renovação, a sua missão de preservar, estudar e divulgar o património artístico nacional, proporcionando novas leituras e novas narrativas a cada visita.

O público é, assim, convidado a redescobrir o Museu através de um percurso enriquecido, mais abrangente e continuamente renovado.

MNSR promove oficinas “Gerações Criativas: Retratos de um Ofício”

11 de Março, 2026

Em 2026, o Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) promove o ciclo de oficinas “Gerações Criativas: Retratos de um Ofício”, uma iniciativa que cruza arte, património e sustentabilidade, convidando a comunidade a mergulhar num diálogo entre a pintura e escultura académica do século XIX e os saber-fazer dos ofícios tradicionais portugueses.

 

Partindo das coleções e artistas presentes na exposição de longa duração e dos jardins envolventes, este ciclo assinala ainda o contributo do MNSR para a Agenda 2030 da ONU, promovendo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável através da sensibilização para a redução da pegada ecológica individual.

Uma viagem entre arte e ofício

Incluído no tema orientador da programação do Museu Nacional Soares dos Reis para 2026 – “Cruzamentos Artísticos” –, o ciclo de oficinas “Gerações Criativas: retratos de um ofício” propõe uma viagem sensorial e prática ao século XIX – um período de profundas transformações artísticas e sociais. O objetivo central é estabelecer um diálogo entre grandes obras da pintura e escultura académica e os ofícios tradicionais portugueses, como a renda de bilros, a olaria, a cestaria e o bordado.

 

Inspiradas em obras como Interior – rapariga a fazer renda de bilros, de Sofia de Souza; Louças de Barcelos, de Eduardo Viana; A Filha dos Condes de Almedina, de António Soares dos Reis; e Entre o almoço e o jantar ou interior (costureiras trabalhando), de Marques de Oliveira, as oficinas propostas convidam os participantes a refletir sobre o retrato social presente nestas obras: quem eram estas pessoas, como trabalhavam, quais os seus gestos, ferramentas e o significado do trabalho manual na sua dignidade e identidade.

 

A atividade desenvolve-se em dois momentos complementares:

 

A Janela para o Mundo: A Arte do Século XIX
Análise orientada das obras, com enfoque na dimensão estética e social.

As mãos que fazem a História: Os ofícios tradicionais
Oficinas práticas conduzidas por artesãos e mestres locais, proporcionando contacto direto com os ofícios representados nas obras.

 

Cada participante terá, assim, oportunidade de experienciar que a arte não vive apenas nos museus, mas também no gesto preciso da rendilheira, nas mãos do oleiro e do cesteiro, e na agulha da bordadeira – reconhecendo o passado como matéria-prima para inovar o futuro.

 

Dirigido à comunidade em geral e com um calendário que prevê a realização de uma Oficina Cruzada por trimestre, a primeira proposta, agendada para o dia 28 março, pelas 15h00, será dedicada às Rendas de Bilros, sendo esta uma oficina desenvolvida com a colaboração da Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde.

 

Cronograma

1.º Trimestre | março – A Renda de Bilros
Exploração da precisão e atenção retratadas em cenas de interior, a partir da obra Interior – rapariga a fazer renda de bilros, de Sofia de Souza.

2.º Trimestre | junho – A Olaria
Modelagem do barro numa ligação entre tradição e contemporaneidade, inspirada na obra Louças de Barcelos, de Eduardo Viana.

3.º Trimestre | setembro – A Cestaria
Entrelaçar resistência e delicadeza, entre tradição e modernidade, a partir da obra A Filha dos Condes de Almedina, de António Soares dos Reis.

4.º Trimestre | dezembro – O Bordado
Reviver pontos e narrativas criadas à luz da candeia, inspiradas na obra Entre o almoço e o jantar ou interior (costureiras trabalhando), de Marques de Oliveira.

 

Com forte componente prática, mas sustentadas numa base teórica sólida, estas Oficinas Cruzadas exploram diversas linguagens artísticas, valorizando a aprendizagem pela ação e afirmando-se como um espaço de encontro entre gerações, memórias e futuros possíveis, onde a arte e o ofício se entrelaçam para contar histórias, preservar identidades e construir novas formas de criar.

MNSR apresenta “Tocador de Flauta” na Casa da Música

4 de Março, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) apresenta, a partir do próximo dia 14 de março, na Casa da Música, a escultura Tocador de Flauta, dando continuidade ao ciclo de exposições que tem vindo a afirmar a colaboração entre as duas instituições culturais da cidade do Porto.

 

À semelhança das edições anteriores – que integraram a apresentação de obras do acervo do MNSR na abertura das temporadas artísticas da Casa da Música, como a escultura A Música, de António Soares dos Reis, em 2024, e L’ Echo, de Maria Ribeiro, em 2025 – esta nova edição reforça o projeto de circulação de obras do Museu em “Outros Lugares”, promovendo o diálogo entre as artes visuais e a música.

 

A escolha da escultura Tocador de Flauta insere-se numa linha temática que aproxima o património museológico do universo musical, criando pontes entre a expressão plástica e a dimensão performativa que caracteriza a programação da Casa da Música, ficando patente ao público até fevereiro 2027.

Datada do século XVIII, de autor desconhecido, esta escultura em madeira, entalhada e policromada, foi adquirida pelo Estado em março de 1948, passando a integrar o acervo do MNSR.

 

A figura representa um homem a tocar flauta, vestindo traje do século XVIII, com detalhes de indumentária cuidadosamente representados (casaca, colete, meias e sapatos), sugerindo um costume ou personagem popular da época. A obra posiciona-se no contexto do período barroco tardio / início de classicismo português, fase em que a escultura figurativa muitas vezes integrava temas de género, como músicos, pastores ou festejos populares, em peças devocionais ou decorativas.

 

Com esta iniciativa, o Museu Nacional Soares dos Reis reafirma a sua missão de valorização, estudo e divulgação do património artístico nacional, promovendo a sua fruição em contextos diversificados e aproximando novos públicos das obras do seu acervo.

 

A parceria com a Casa da Música tem vindo a consolidar-se como um exemplo de cooperação institucional na cidade do Porto, potenciando sinergias entre diferentes disciplinas artísticas e ampliando a presença do Museu no espaço público.

MNSR reforça dinâmica cultural intensa com cinco novas exposições

27 de Fevereiro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), no Porto, inicia 2026 com uma programação particularmente intensa, reunindo várias exposições temporárias que reforçam o seu papel enquanto plataforma ativa de criação de conhecimento, investigação, conservação e fruição cultural.

 

Entre diálogos internacionais, revisitações da coleção, arte contemporânea e projetos interinstitucionais, o Museu afirma-se como um espaço em permanente movimento.

 

Com cinco exposições patentes ao público em simultâneo – abrangendo desenho antigo, fotografia contemporânea, património restaurado, diálogo interinstitucional e experimentação artística – o Museu Nacional Soares dos Reis evidencia uma programação dinâmica e plural, afirmando-se como um museu vivo, onde confluem tempos, linguagens e olhares diversos, consolidando o seu papel central no panorama cultural nacional.

“Desenhos de Mestres Europeus em Coleções Portuguesas III – França”

Patente até 26 de abril de 2026, esta exposição apresenta 88 obras e constitui a primeira mostra dedicada exclusivamente a desenhos franceses provenientes de coleções públicas e privadas portuguesas.

Com curadoria de Nicholas Turner, a exposição revela a influência de artistas franceses em Portugal entre os séculos XVIII e XX, destacando nomes como Pierre-Antoine Quillard e Jean-Baptiste Pillement, e sublinhando o impacto desta presença na arte portuguesa, particularmente nas artes decorativas.

 

 “Do riso e do siso: Coleções à margem da Casa-Museu Fernando de Castro”

Também patente até 26 de abril de 2026, esta exposição propõe uma nova leitura do universo de Fernando de Castro, destacando a dimensão humorística e caricatural do seu acervo.

Com curadoria de Ana Mântua, a mostra reúne caricaturas do próprio colecionador, cerâmica caricatural das Caldas da Rainha e de Sacavém – incluindo obras de Rafael Bordalo Pinheiro -, arte oriental e raridades bibliográficas dedicadas à sátira. A exposição ilumina uma faceta menos conhecida da Casa-Museu Fernando de Castro, propondo novas narrativas sobre o legado integrado no MNSR desde 1952.

 

“Face a Face – Rita Magalhães e a Natureza-Morta na Coleção do MNSR”

Patente até 18 de maio de 2026, a exposição estabelece um diálogo entre a fotografia contemporânea de Rita Magalhães e a tradição da natureza-morta na coleção do Museu.

Com curadoria de Manuela Hargreaves, a mostra reúne 28 obras da coleção, das quais 15 foram alvo de intervenção de conservação e restauro, devolvendo-lhes visibilidade e revelando assinaturas e marcas ocultas pelo tempo. Entre tradição e contemporaneidade, a exposição reforça o compromisso do Museu com a investigação, a conservação ativa e a reinterpretação do património.

 

Programa “MNAA no MNSR” com ciclo de quatro exposições

O MNSR acolherá, durante o ano 2026, um ciclo de quatro exposições constituídas por bens culturais emblemáticos do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA). O programa “MNAA no MNSR” propõe o diálogo entre coleções, contextos e linguagens.

O programa inaugurou com “Sequeira: os Estudos Finais” (fevereiro a abril), dedicada aos desenhos preparatórios de Domingos António de Sequeira para as composições da Adoração dos Magos, Descida da Cruz, Ascensão de Jesus e Juízo Final. As pinturas Adoração dos Magos e Descida da Cruz permanecerão lado a lado no MNSR durante o ano, aprofundando o diálogo entre coleções.

Este intercâmbio estratégico reforça a colaboração entre museus nacionais e amplia a programação do MNSR.

 

“Temores. Livros de artista. Agostinho Santos”

Patente até 12 de abril de 2026, esta exposição apresenta o universo criativo de Agostinho Santos – artista, curador e investigador -, que há cerca de três décadas desenvolve um trabalho continuado em torno do livro de artista.

“Temores” propõe uma imersão no livro de artista enquanto espaço de experimentação plástica e reflexão crítica sobre o mundo contemporâneo. Reunindo obras que cruzam desenho, narrativa e objeto escultórico, a mostra convida o público a repensar a essência e a função do livro enquanto forma artística autónoma.

 

 

Cruzamentos Artísticos: um museu em diálogo

Paralelamente às exposições temporárias, o MNSR dá continuidade ao seu tema programático anual “Cruzamentos Artísticos”, que estrutura a atividade do museu em 2026. Este eixo promove o encontro entre épocas, disciplinas, linguagens e comunidades, incentivando leituras transversais da coleção e das exposições em curso.

“Cruzamentos Artísticos” materializa-se em visitas orientadas temáticas, percursos interdisciplinares que relacionam artes visuais, literatura e música, bem como em momentos de programação performativa que ativam os espaços do museu. O objetivo é estimular novas interpretações do património e fomentar o diálogo entre criadores contemporâneos, investigadores e públicos diversos.

 

 

Conversas e Oficinas | Serviço de Educação

O Serviço de Educação assume um papel central na dinamização da programação do MNSR, através de um programa estruturado de conversas, oficinas e laboratórios criativos dirigido a diferentes públicos – escolas, famílias, adultos e comunidades específicas.

Estas iniciativas reforçam o compromisso do MNSR com a formação de públicos críticos e participativos, transformando o museu num espaço de aprendizagem ativa e criação partilhada.

Exemplo dessa dinâmica, é o projeto “Agora Nós!” – Laboratório Jovem de Democracia Cultural, recentemente apresentado e que coloca jovens entre os 16 e os 25 anos no centro da construção da vida cultural do museu.

Mais do que um programa educativo, “Agora Nós!” afirma-se como um verdadeiro laboratório de democracia cultural, promovendo o acesso, a participação e a partilha efetiva de responsabilidades. Os jovens são convidados a intervir na programação, mediação, comunicação e construção de narrativas do Museu, assumindo-se como cocriadores ativos e agentes de decisão.

Com o “Agora Nós!”, integrado no programa Comunidade 360°, o MNSR reforça o seu compromisso com a inclusão, a inovação e a participação ativa.

Gravado no MNSR álbum Prix sans Prix regressa com novo volume

26 de Fevereiro, 2026

Após o sucesso do primeiro volume, Prix sans Prix regressa com Vol. 2, um projeto discográfico dedicado a compositoras dos séculos XIX ao XXI.

 

Gravado no Museu Nacional Soares dos Reis, o álbum desafia narrativas redutoras e o apagamento histórico através de obras para flauta e harpa de Marguerite Roesgen-Champion, Norma Beecroft, Teresa Procaccini, Clotilde Rosa, Clémence de Grandval, Carmen Petra-Basacopol e Yuko Uebayashi.

 

Interpretado por Adriana Ferreira (flauta) e Silvia Podrecca (harpa), solistas principais da Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia (Roma), o disco propõe uma escuta crítica e luminosa, evidenciando percursos artísticos singulares, moldados por contextos históricos e culturais distintos.

O concerto de apresentação e lançamento do álbum Prix sans Prix aconteceu, em julho do ano passado, no MNSR, em torno de repertório escrito por mulheres compositoras para flauta solo, para flauta e piano e para flauta e harpa.

 

O Volume 2 será agora lançado no Museu Nacional da Música, Mafra, já no próximo domingo, dia 1 março, pelas 15 horas, com apresentação por Helena Lopes Braga, e performance de Adriana Ferreira.

Consórcio de Prescrição Cultural promove Workshops Arte e Saúde

24 de Fevereiro, 2026

No âmbito do movimento do Consórcio de Prescrição Cultural, de que o Museu Nacional Soares dos Reis é parceiro, a Universidade do Porto dá início à implementação de um projeto-piloto que integra os Workshops Arte e Saúde, uma iniciativa orientada para a promoção do bem-estar físico, emocional e social dos estudantes da U.Porto.

 

Um dos workshops em destaque será dinamizado por Abigail Ascenso, artista residente da U.Porto, e intitula-se “Offline – Laboratório de expressão plástica”. Esta proposta convida os participantes a abrandar o ritmo, desligar das exigências do quotidiano académico e mergulhar num espaço de experimentação criativa, onde não há certo nem errado – apenas liberdade de expressão.

 

O “Offline” afirma-se como um laboratório artístico aberto à exploração de gestos espontâneos e processos criativos, promovendo momentos de pausa, introspeção e partilha. A iniciativa pretende estimular a criatividade enquanto ferramenta de autocuidado e equilíbrio emocional.

As sessões decorrerão às quartas-feiras, das 15h às 17h, com início a 25 de fevereiro, estando previstas 10 vagas (máximo) para participantes.

 

O workshop, a realizar no Museu Nacional Soares dos Reis, está estruturado em 10 sessões, organizadas em dois ciclos de cinco sessões cada:

 

1.º ciclo – “Go Off”: 25 de fevereiro, 4, 11, 18 e 25 de março

2.º ciclo – “Go On”: 8, 15, 22 e 29 de abril e 6 de maio

 

Com esta iniciativa, o Consórcio de Prescrição Cultural reforça o compromisso da U.Porto em integrar práticas artísticas e culturais como ferramentas essenciais na promoção da saúde e do bem-estar estudantil.

 

Inscrições AQUI

MNSR abre convocatória pública para projeto “Agora Nós!”

23 de Fevereiro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis abre convocatória pública para integrar o grupo de jovens participantes do projeto “Agora Nós! – Laboratório Jovem de Democracia Cultural”, uma iniciativa que coloca jovens entre os 16 e os 25 anos no centro da construção da vida cultural do museu.

 

Mais do que um programa participativo, o “Agora Nós!” é um espaço real de escuta, decisão e cocriação. Procuramos jovens de todos os contextos sociais, educativos e culturais que queiram pensar o museu do século XXI, questionar, propor e experimentar novas formas de participação cultural.

 

Inscrições até 8 março AQUI

Quem pode candidatar-se?

  • Jovens entre os 16 e os 25 anos
  • Com vontade de intervir na programação, comunicação, mediação e narrativas do museu
  • Interessados em cultura, cidadania, criação, pensamento crítico ou transformação social

Não é necessária experiência prévia.

 

O que propomos?

  • Participação em sessões de diálogo e laboratórios criativos
  • Desenvolvimento de projetos em cocriação com a equipa do museu
  • Impacto real na programação e nas decisões da instituição
  • Certificação de participação no projeto

 

Calendário do Open Call

23 de fevereiro a 8 de março

 

A seleção será feita através de um processo transparente que garante diversidade, igualdade de acesso e representatividade.

 

O projeto desenvolve-se em três fases – auscultação, conceção e implementação – assegurando que as ideias e propostas dos jovens têm continuidade e impacto real no futuro do museu.

 

O futuro do museu constrói-se coletivamente.
Agora é contigo.

‘Adoração dos Magos’ e ‘Descida da Cruz’ em circulação entre museus

20 de Fevereiro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) acolheu, ontem ao final da tarde, a apresentação pública do programa “MNAA no MNSR”, uma iniciativa que integra um ciclo de quatro exposições com obras emblemáticas do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), atualmente encerrado para obras de requalificação dos seus espaços.

 

A sessão contou com intervenções de António Ponte, Diretor do MNSR, de Maria de Jesus Monge, Diretora do MNAA, e de Álvaro Sequeira Pinto, Presidente do CDJF – Amigos do MNSR, que sublinharam o carácter estratégico da cooperação entre museus nacionais e a importância de manter e reforçar o diálogo entre coleções e públicos.

 

A apresentação serviu igualmente de contexto à exposição “Sequeira: os Estudos Finais”, a primeira de quatro exposições programadas no âmbito do ciclo “MNAA no MNSR”. A sessão incluiu ainda uma conversa cruzada dedicada aos desenhos de Domingos Sequeira, com as gestoras de coleção de pintura Ana Paula Machado (MNSR) e Alexandra Markl (MNAA).

Um encontro raro entre duas obras-ícone de Sequeira

No âmbito do programa, e integradas no plano de rotatividade da Exposição de Longa Duração do MNSR, as pinturas Adoração dos Magos e Descida da Cruz, de Domingos António de Sequeira – duas das grandes composições religiosas do artista – vão permanecer lado a lado no MNSR ao longo de 2026, proporcionando, pela primeira vez no Porto, a contemplação conjunta destas obras de referência.

 

Rumo a 2027

O programa “MNAA no MNSR” afirma-se como um compromisso estratégico de colaboração institucional, que promove a circulação de coleções e o trabalho conjunto entre equipas museológicas mesmo durante o período em que o MNAA está fechado. Em 2027, está já previsto que as mesmas pinturas se integrem numa exposição no MNAA – reforçando o intercâmbio entre Porto e Lisboa e ampliando o acesso do público a estas obras-ícone do património artístico português.

 

Ao longo do ano de 2026, o MNSR acolherá outras três exposições deste ciclo – “Cavaleiro Faria”, “Miniaturas, vários suportes e linguagens” e “Jóias de Goa” – reforçando a sua programação, este ano dedicada ao tema «Cruzamentos Artísticos» e proporcionando múltiplos olhares sobre a riqueza e diversidade das coleções nacionais.

Obras do MNSR incluídas na base de dados “Marks on Art”

19 de Fevereiro, 2026

Um conjunto de sete pinturas a óleo sobre cobre, realizadas por artistas de Antuérpia e pertencentes ao acervo do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), foi recentemente integrado na base de dados Marks on Art, desenvolvida pelo RKD – Instituto Neerlandês de História da Arte.

 

De acesso livre, esta base de dados reúne diferentes tipologias de marcas presentes em obras de arte, incluindo marcas de oficina, de mestre, de corporações, de transporte e de posicionamento.

 

O projeto é desenvolvido em colaboração com museus de diversos países europeus e assume particular relevância, uma vez que estas marcas se localizam, na maioria dos casos, em áreas pouco visíveis das obras, como o verso ou as margens, passando frequentemente despercebidas. No entanto, constituem uma fonte de informação essencial para a datação das obras, a identificação do local de origem, o conhecimento dos processos de produção e da proveniência dos materiais, contribuindo igualmente para o esclarecimento de questões relacionadas com autoria e autenticidade.

 

Integrada na infraestrutura de investigação do RKD, a base de dados Marks on Art inclui marcas identificadas em esculturas e pinturas. No domínio da pintura, o enfoque incide sobretudo nas marcas de artistas e de corporações existentes no verso de pinturas neerlandesas e flamengas dos séculos XVI e XVII.

 

A coleção de pintura do MNSR integra um conjunto de pinturas a óleo sobre cobre, realizadas por artistas de Antuérpia, que apresentam este tipo de marcas. Estas obras foram identificadas em 1991 pela investigadora Ursula Härting e, em 2025, passaram a integrar a base de dados Marks on Art, na sequência da investigação conduzida pelo Professor Jørgen Wadum, especialista nesta área há mais de quatro décadas.

 

Entretanto, o projeto foi alargado a outras obras holandesas e flamengas da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, nas quais intervenções de restauro recentes permitiram a identificação de novas marcas, atualmente em fase de estudo. As sete pinturas a óleo sobre cobre encontram-se já disponíveis para consulta na base de dados.

Créditos Fotográficos: MMP | MNSR | ADF

MNSR propõe imersão no universo dos livros de artista

13 de Fevereiro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta a exposição “Temores. Livros de artista. Agostinho Santos”, com inauguração marcada para o próximo dia 21 de fevereiro, às 16h00, propondo uma imersão no universo dos livros de artista enquanto território de experimentação estética, pensamento crítico e reflexão sobre o mundo contemporâneo.

 

A exposição reúne um conjunto de obras de Agostinho Santos, artista, curador e investigador, que há cerca de três décadas desenvolve um trabalho continuado em torno do livro de artista, entendido não apenas como objeto editorial, mas como suporte plástico, conceptual e narrativo. Nesta mostra, o livro assume-se como espaço de registo de memórias, viagens, leituras, diálogos, emoções e inquietações, ultrapassando os limites tradicionais do papel e da tinta e abrindo-se a uma total liberdade de criação.

“Temores” constitui uma viagem ao imaginário do artista, tendo como pilar o aflitivo e inquietante mundo contemporâneo. As obras expostas refletem preocupações, desesperos, desejos, ambições e sonhos, transformados em desenhos e composições visuais que desafiam convenções formais e funcionais do livro, afirmando-o como objeto de arte pleno. Para Agostinho Santos, esta exposição representa um desafio acrescido ao nível do pensamento, do risco, da estética e da imaginação.

 

Nascido em 1960, em Vila Nova de Gaia, Agostinho Santos é jornalista, artista plástico, curador independente e investigador académico. Doutorado em Museologia e pós-doutorado em Ciências da Arte e do Património, realizou mais de 150 exposições individuais e participou em mais de 500 exposições coletivas, em Portugal e no estrangeiro. É autor de diversos livros nas áreas do jornalismo, pintura e desenho, estando representado em inúmeras coleções públicas e privadas.

 

A exposição “Temores. Livros de artista. Agostinho Santos” convida o público a questionar a essência, a forma e a função do livro, num diálogo intenso entre arte, pensamento e contemporaneidade.

Porto celebra a viagem de Dante pelo olhar de António Carneiro

11 de Fevereiro, 2026

No próximo domingo, 15 de fevereiro, às 11h30, o Museu do Porto organiza a visita guiada “As Ilustrações do Inferno de Dante, de António Carneiro”, proposta que convida o público a explorar as interpretações do pintor português para o Inferno descrito por Dante Alighieri na Divina Comédia.

 

A iniciativa será conduzida por Ana Nascimento, do Museu Nacional de Soares dos Reis, e decorre no Ateliê António Carneiro, com entrada gratuita e lotação limitada a 20 participantes, mediante inscrição prévia através do formulário.

 

A visita oferece um encontro com o universo criativo de António Carneiro (1872-1930), através de uma seleção de desenhos que exploram luz, sombra e textura numa fusão entre palavra literária e representação plástica. A proposta é permitir aos visitantes perceber como os estados emocionais e filosóficos do poema de Dante são traduzidos em traço e composição por Carneiro.

Esta visita insere-se num contexto mais amplo de interesse pela obra do pintor portuense em torno do tema dantesco. Entre 2023 e 2024, esteve patente no Lionesa Business Hub, em Matosinhos, a exposição “Inferno – A Viagem de Dante pela mão de António Carneiro”, organizada em parceria com o Museu Nacional Soares dos Reis e a Associazione Socio-Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri.

 

Baseada nos 42 desenhos que Carneiro realizou, entre 1928 e 1930, para ilustrar o Inferno da Divina Comédia, a exposição propunha uma leitura simbólica da jornada dantesca. A instalação era concebida como uma sequência de nove círculos, cada um correspondendo a diferentes zonas infernais e experiências humanas, representando de forma metafórica a complexidade da condição humana e a passagem da escuridão para a luz. Esta montagem artística transformava a obra gráfica do pintor numa narrativa imersiva que culminava na saída rumo ao Paraíso, sugerindo uma reflexão sobre vida, erro e redenção.

 

O interesse pelo conjunto dos 42 desenhos de António Carneiro para Inferno tem raízes mais antigas: em 2022, uma mostra dedicada a estes desenhos foi apresentada na Casa dos Livros da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, integrando as comemorações dos 150 anos do nascimento do artista e destacando a importância do seu trabalho gráfico inspirado na obra-mestre de Dante.

 

Com estas iniciativas, a cidade do Porto e instituições culturais ligadas ao seu património artístico aprofundam o diálogo entre literatura clássica e artes visuais, promovendo interpretações contemporâneas de um dos episódios mais icónicos da história da literatura universal.

 

Créditos fotográficos: CMP | Rui Oliveira

Panteão Nacional promove visita aos gessos de Soares dos Reis

10 de Fevereiro, 2026

O Panteão Nacional irá abrir o coro baixo, entre os dias 12 de fevereiro e 15 de março, para que os visitantes possam apreciar os cinco gessos aí expostos, da autoria de Soares dos Reis e Anatole Calmels, dois reputados artistas, com obra notável no final do século XIX.

 

Dois dos gessos são da autoria de Anatole Célestin Calmels (1822-1906), e são moldes de duas peças – o Trabalho e a Força – que estão à porta da Procuradoria-Geral da República (antigo Palácio dos Duques de Palmela), em Lisboa.

 

As outras três esculturas foram concebidas por António Soares dos Reis (1847-1889) e representam A Música, A Poesia e a Abundância. Datam de 1877 e estão assinadas pelo autor.

Sobre Soares dos Reis

António Soares dos Reis nasceu a 14 outubro de 1847, no lugar de Santo Ovídio, freguesia de Mafamude, concelho de Vila Nova de Gaia.

 

Com apenas 14 anos, matriculou-se na Academia Portuense de Belas Artes, onde – durante a frequência do curso – colheu vários prémios e louvores. Em poucos anos o curso estava concluído, obtendo o 1º prémio nas cadeiras de desenho, arquitetura e escultura.

 

Aos 20 anos tornou-se pensionista do Estado no estrangeiro. Entre 1867 e 1870 permanece em Paris como pensionista, recebendo lições de Jouffroy, Yvon e Taine. Em Paris recebe vários prémios pelos seus trabalhos.

 

Após breve estada em Portugal, em 1871 parte para Roma, etapa decisiva na sua formação. É em Roma que inicia a execução de O Desterrado (1872), obra de inspiração clássica, ensaio de transição para o naturalismo, premiada na Exposição Geral de Belas-Artes de Madrid de 1881.

 

Regressado ao Porto em 1873 para se dedicar à carreira artística, colabora em publicações e preside ao Centro Artístico Portuense. A partir de 1881, leciona Escultura na Escola de Belas-Artes do Porto, embora discorde da orgânica do ensino.

 

Soares dos Reis é admirado pelos seus contemporâneos, recebe encomendas, participa em concursos e exposições, concebe monumentos públicos.

 

Incapaz de se sobrepor à incompreensão e ao descrédito lançados contra o seu valor artístico e de enfrentar a obstrução sistemática aos seus esforços de inovação como docente, recorreu ao suicídio, deixando uma obra ímpar na escultura da segunda metade do século XIX.

MNSR na celebração dos 500 Anos do enlace de Carlos V

9 de Fevereiro, 2026

Uma Arqueta-escritório, pertencente ao acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, será cedida temporariamente ao Instituto de la Cultura y las Artes de Sevilla para integrar a Exposição Sevilla y la Boda de Carlos V.

 

A mostra decorre no âmbito das comemorações dos 500 anos do casamento imperial (1526–2026) entre Carlos V e Isabel de Portugal, ficando patente no Espaço Santa Clara (Sevilha), de 11 de março a 30 de maio.

A peça cedida é uma Arqueta-escritório (Reino do Pegu – atual Birmânia, c. 1550–1600), executada em madeira exótica entalhada, lacada e dourada, com ferragens de ferro. A cedência insere-se numa programação internacional que procura relacionar objetos provenientes de várias geografias e rotas comerciais do século XVI com o papel de Sevilha como centro do império e porto de ligação entre a Europa e o Novo Mundo.

 

A organização sublinha que a exposição principal no Espaço Santa Clara pretende «reconstituir a Sevilha imperial de 1526 através de um conjunto excecional de peças», entre as quais retratos de época, peças têxteis de cerimónia e objetos oriundos de rotas transoceânicas – uma narrativa na qual a arqueta-escritório do Museu Nacional Soares dos Reis cria diálogo direto com a presença asiática e com os fluxos mercantis que marcaram o século XVI.

 

Para o Museu Nacional Soares dos Reis, a cedência representa uma oportunidade de projeção internacional das suas coleções e de colaboração com instituições espanholas na celebração de um acontecimento histórico que transformou a cidade andaluza. A parceria com o Instituto de la Cultura y las Artes de Sevilla para a integração da peça nesta mostra responde simultaneamente a objetivos científicos (investigação e interpretação histórica), de conservação e de divulgação pública.

 

A celebração do 500.º aniversário do enlace entre Carlos V e Isabel de Portugal será assinalada em Sevilha com um programa abrangente, no qual se incluem recreações históricas, um congresso internacional de historiadores, ciclos de conferências, visitas temáticas e diversas exposições paralelas – cujo arranque oficial está marcado para o dia 11 de março (data em que se assinala a efeméride dos 500 Anos do casamento real).

 

A exposição Sevilla y la Boda de Carlos V, comissariada pelo catedrático Alfredo Morales, é apontada pela organização como o núcleo expositivo que reunirá muitas das mais importantes peças desta programação.

Museu Soares dos Reis recebe obras emblemáticas do MNAA

9 de Fevereiro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) acolherá, durante o ano 2026, um ciclo de quatro exposições constituídas por bens culturais emblemáticos do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), integradas na programação anual do MNSR dedicada ao tema «Cruzamentos Artísticos». O programa “MNAA no MNSR” propõe o diálogo entre coleções, contextos e linguagens, reforçando uma abordagem interinstitucional, interdisciplinar e contemporânea.

 

Este programa decorre do encerramento temporário do Museu Nacional de Arte Antiga para obras de requalificação dos seus edifícios e espaços.

A primeira exposição «Sequeira: os Estudos Finais» abre a 12 de fevereiro, estando a sua apresentação pública marcada para 19 de fevereiro, pelas 18h00, onde se inclui uma Conversa Cruzada, dedicada aos desenhos de Sequeira, entre Alexandra Markl (MNAA) e Ana Paula Machado (MNSR).

 

De regresso a Roma, já nos últimos anos de vida ativa, Domingos António de Sequeira (1768-1837) realiza os quatro desenhos preparatórios para a série de composições sobre os temas da Adoração dos Magos, Descida da Cruz, Ascensão de Jesus e Juízo Final. Os cartões, da coleção do MNAA, estarão de visita ao MNSR, onde vêm encontrar-se com outros estudos avulsos para as mesmas obras.

 

As quatro exposições previstas ao longo do ano apresentarão obras de referência das coleções do MNAA, proporcionando leituras renovadas em diálogo com os espaços, as coleções permanentes e o enquadramento conceptual do MNSR. “Este intercâmbio visa enriquecer a experiência do visitante, fomentar a participação dos públicos e reforçar a relevância dos museus enquanto plataformas ativas de criação de conhecimento e de fruição cultural”, sublinha António Ponte, Diretor do MNSR.

 

No âmbito do plano de rotatividade da Exposição de Longa Duração do MNSR, a realizar em fevereiro, será exposta a pintura Adoração dos Magos (peça do MNAA), juntamente com desenhos, de Domingos Sequeira, pertencentes à coleção do MNSR. Assim, durante o ano de 2026, as pinturas Adoração dos Magos e Descida da Cruz irão permanecer, lado a lado, no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

O programa “MNAA no MNSR” afirma-se como um compromisso estratégico de colaboração entre museus nacionais, promovendo a circulação de coleções, o trabalho conjunto entre equipas e o desenvolvimento de novas perspetivas curatoriais. Esta cooperação permite dar continuidade à missão pública do MNAA – reunir, conservar, estudar e partilhar um património de vocação nacional – mesmo num período em que o museu se encontra de portas fechadas.

 

 

Calendário de Exposições do Ciclo “MNAA no MNSR”

 

  • Exposição «Sequeira: os Estudos Finais» | fevereiro a abril
  • Exposição «Cavaleiro Faria» | abril a junho
  • Exposição «Miniaturas, vários suportes e linguagens» | julho a setembro
  • Exposição «Jóias de Goa» | outubro a dezembro

Museu Soares dos Reis acolhe II Fórum Cultura e Criatividade

6 de Fevereiro, 2026

A Academia Cultura e Criatividade, uma parceria entre o Pporto.pt e a VERde NOVO, promove o II Fórum Cultura e Criatividade, a ter lugar no Museu Nacional Soares dos Reis, nos próximos dias 19 e 20 de março. Nesta edição, o tema em destaque será “A Cultura em Transformação: Desafios da Contemporaneidade”.

 

Esta iniciativa visa promover um espaço de reflexão, debate e partilha de experiências e perspetivas sobre as transformações culturais na contemporaneidade, analisando os desafios e oportunidades emergentes nos campos da tecnologia, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social e, simultaneamente, estimular o diálogo interdisciplinar entre investigadores, profissionais, agentes culturais, decisores políticos e a sociedade civil.

Programa
19 de março
9h00 Receção

 

9h30 Sessão de Abertura
ACC | Patrícia Remelgado e António Luís Ferreira
MNSR | António Ponte
MMP | Alexandre Pais

 

10h00 Tema I: Tecnologia, inovação e criatividade
Moderador: Susana Medina | Museu Nacional Soares dos Reis
Comunicação: Mirian Tavares | Universidade do Algarve

 

10h50 Pausa para café

 

11h20 Painel I. Tecnologia, Inovação e Criatividade
Moderador: Susana Medina | MNSR
Joana Miranda | Braga Cidade Criativa das Artes Digitais

 

Debate

 

12h30 Pausa para almoço

 

14h30 Tema II. Desenvolvimento, sustentabilidade e coesão
Moderador: Isabel Freitas | Universidade Portucalense
Comunicação: António Covas | Universidade do Algarve

 

15h30 Pausa para café

 

16h00 Painel II. Desenvolvimento, sustentabilidade e coesão
Moderador: Isabel Freitas | Universidade Portucalense
Alexandra Cabral | CCDRN – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte
Mariana Torres | Fundação Lapa do Lobo

 

Debate

 

17h30 encerramento

 

20 de março


10h00 Tema III: Inclusão, diversidade e participação
Moderação: Alexandra Camacho | KSocial
António Ponte | Museu Nacional Soares dos Reis

 

11h00 Pausa para café

 

11h30 Painel III: Inclusão, diversidade e participação
Moderação: Alexandra Camacho | KSocial
Filipa Godinho | Projeto ELO Coliseu do Porto
Liliana Valpaços | ONGD Mundu Nôbu
Hugo de Seabra | PARTIS & Art for Change

 

Debate

 

12h40 Encerramento fórum | Pausa para almoço

 

Apoio: Museu Nacional Soares dos Reis | Museus e Monumentos de Portugal

 

Inscrições a decorrer AQUI

Museu Nacional Soares dos Reis lança projeto “Agora Nós!”

4 de Fevereiro, 2026
Projeto Agora Nós

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) lança o projeto “Agora Nós!” – Laboratório Jovem de Democracia Cultural, uma iniciativa inovadora que coloca jovens, entre os 16 e os 25 anos, no centro da construção da vida cultural do museu, enquanto cocriadores ativos e agentes de decisão.

 

Mais do que um programa educativo ou participativo, o “Agora Nós!” afirma-se como um verdadeiro laboratório de democracia cultural, inspirado na ideia de que a cultura deve ser construída com e para todos. O projeto promove o acesso, a participação e a partilha real de responsabilidades, convidando os jovens de todos os contextos sociais, educativos e culturais a intervir diretamente na programação, mediação, comunicação e narrativas do museu.

 

Pretende-se que o Museu Nacional Soares dos Reis se transforme num espaço vivo de experimentação, diálogo e ação coletiva, onde a diversidade e a liberdade criativa são princípios estruturantes. A equipa do museu compromete-se com um processo contínuo de escuta e adaptação, garantindo que as propostas e críticas dos participantes têm impacto real na instituição.

Um processo em três fases

 

O “Agora Nós!” desenvolve-se em três grandes fases:

 

Fase 1 – Auscultação e Diagnóstico (fevereiro a maio)
Realização de sessões de diálogo e laboratórios de discussão com jovens, com o objetivo de compreender perceções, expectativas e obstáculos à participação cultural, bem como refletir sobre qual o papel que um museu deve assumir no século XXI.

 

Fase 2 – Conceção e Prototipagem (junho a dezembro)
Laboratórios de cocriação, entre os jovens, a equipa do museu e parceiros, dando origem a projetos, ações ou protótipos que materializem a voz dos jovens dentro da instituição.

 

Fase 3 – Implementação (a partir de 2027 e anos seguintes)
Integração efetiva dos projetos cocriados na programação do museu, assegurando impacto, sustentabilidade e legado duradouro de participação jovem.

 

Convocatória aberta à participação

 

A constituição do grupo de jovens participantes será feita através de uma convocatória pública, a decorrer de 23 fevereiro a 8 março, garantindo igualdade de acesso, diversidade e transparência no processo de seleção.

 

Através do projeto “Agora Nós!”, o Museu Nacional Soares dos Reis continua a implementar o seu programa Comunidade 360°, reforçando o compromisso com a inclusão, a participação e a inovação, assumindo-se como um museu de criação partilhada, onde o futuro da instituição se constrói coletivamente – AGORA.

Unidades Curriculares “Cultura, Arte e Património” da U. Porto

3 de Fevereiro, 2026

Já se encontram abertas as inscrições para todos os estudantes de 1.º e 2.º ciclo da Universidade do Porto que pretendam frequentar como complemento ao plano de estudos, ao longo do 2.º semestre do ano letivo 2025/2026, mais uma edição das unidades curriculares de competências transversais “Cultura, Arte e Património”.

 

Este programa proporciona aos participantes uma formação multidisciplinar em ligação com instituições culturais da cidade, entre as quais o Museu Nacional Soares dos Reis.

Música e sociedadePrescrição cultural e O museu como lugar de fruição são as Unidades Curriculares de Competências Transversais e Transferíveis já disponíveis para o 2.º semestre do ano letivo 2025/2026. As referidas Unidades Curriculares (UC’S) são de frequência gratuita para todos(as) os/as) estudantes inscritos(as) na Universidade do Porto.

 

O museu como lugar de fruição, com o Museu Nacional de Soares dos Reis, é uma UC sediada na Faculdade de Letras da U.Porto, com apenas sete vagas disponíveis, embora este número possa ser alargado por eventuais desistências de inscritos efetivos.

 

Estas UC’s resultam de parcerias que a U.Porto vem desenvolvendo com diversas instituições culturais da cidade de forma a oferecer aos seus estudantes, independentemente da sua formação de base, unidades curriculares (UC) que, ao longo de um semestre, os colocam em contacto com o quotidiano dessas instituições e com a sua prática cultural.

 

Unidades Curriculares disponíveis

O museu como lugar de fruição, em parceria com o Museu Nacional de Soares dos Reis, é uma UC sediada na Faculdade de Letras da U.Porto.

 

Sediada na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U.Porto, e contando, igualmente, com o envolvimento do Museu Nacional Soares dos Reis, a Prescrição cultural é a mais recente unidade curricular “Cultura, Arte e Património”, e introduz uma prática inovadora que utiliza as artes e a cultura para fomentar o bem-estar e promover a saúde mental. Apoia-se numa rede de instituições, tendo o objetivo de formar profissionais que, quer ligados à área cultural, quer à área da saúde, sejam capazes de fomentar a fruição e a prática cultural para a promoção do equilíbrio psicológico e do bem-estar individual.

 

Música e sociedade, a funcionar na Casa da Música, está sediada na Faculdade de Engenharia da U.Porto.

Inauguração da Exposição ‘Face a Face’ de Rita Magalhães no MNSR

22 de Janeiro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) inaugura, a 29 janeiro, pelas 18h30, com entrada livre, a exposição “Face a Face – Rita Magalhães e a Natureza-Morta na Coleção do MNSR”, comissariada por Manuela Hargreaves.

 

A exposição ficará patente até 18 maio, contando com mecenato do BPI / Fundação “la Caixa” e apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

 

Esta exposição propõe-se, por um lado, a promover um diálogo com a pintura de natureza-morta presente na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, convocando artistas que, ainda que não tenham feito deste género a sua prática exclusiva, o exploraram de forma significativa. Estas obras convivem com as de Rita Magalhães, estabelecendo uma linha de continuidade que vai da escola flamenga e holandesa dos séculos XVII e XVIII, passando pelo realismo e naturalismo em Portugal no século XIX, até ao limiar da modernidade.

 

As fotografias de Rita Magalhães “apresentadas face a face com este conjunto de obras, estabelecem uma ligação entre dois tempos da história: o da pintura de naturezas-mortas, enquanto leitmotiv, e a sua reverberação na fotografia contemporânea, que em tudo se assemelha a uma pintura clássica – embora não o seja”, salienta Manuela Hargreaves.

Por outro lado, a exposição inscreve-se numa continuidade de projetos expositivos realizados a nível nacional e internacional que visam recuperar a natureza-morta como um género artístico autónomo. Ao longo do tempo, diversos autores contemporâneos têm recorrido a este tema em momentos específicos dos seus percursos – de David Hockney a Damien Hirst – contribuindo para a sua legitimação e reforçando a sua relevância no contexto da prática artística contemporânea.

 

Nas palavras de António Ponte, Diretor do MNSR, “o trabalho de Rita Magalhães convida-nos a olhar para os objetos do quotidiano com renovada atenção, a ponderar o significado da imagem e a apreciar a riqueza dos diálogos artísticos que atravessam séculos. Entre tradição e inovação, a natureza-morta continua viva, reinventando-se em novas linguagens e sensibilidades”.

 

Outro dos principais méritos desta exposição foi ter possibilitado a intervenção de restauro de várias das pinturas que agora se apresentam publicamente, devolvendo-lhes a visibilidade de que foram privadas pela longa permanência em reserva.

 

“Não sendo destinados à exibição imediata, [os bens culturais em reserva] tendem a ser preteridos também nas prioridades de restauro. A degradação do estado de conservação contribui para o fecho das obras sobre si próprias. No caso concreto da pintura a óleo, suportes e pigmentos degradados e vernizes envelhecidos dificultam a leitura, ocultando dados decisivos como caraterísticas de pincelada, assinaturas, marcas de fabrico, datas e outras inscrições. Na vida dos objetos instala-se então um ciclo de crise silencioso que os submerge na invisibilidade e os priva da formação de significados. Quanto mais se aprofunda a perda de significado, mais improvável se torna o resgate”, sublinham as curadoras da Coleção de Pintura do MNSR, Ana Paula Machado e Ana Nascimento.

 

Realizadas as intervenções de conservação e restauro, foi possível trazer à luz do conhecimento uma série de informações e pormenores que ajudam a documentar o histórico das pinturas, os seus autores, técnicas e materiais.

 

Das 28 obras do MNSR selecionadas para esta exposição, 15 foram agora objeto de intervenção de restauro, o que, para além de permitir a leitura das obras na sua plenitude, revelou, nalguns casos, assinaturas e marcas há muito “perdidas”. Dado o volume de obras e a complexidade de algumas intervenções, os trabalhos foram repartidos pelas equipas de restauro do Laboratório José de Figueiredo e da Divisão de Museus da Câmara Municipal do Porto. Graças ao apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis, foi ainda possível reforçar esta campanha com recurso aos serviços de uma conservadora-restauradora externa.

 

Sobre Rita Magalhães

Nasceu em Luanda, Angola, em 1974. Vive e trabalha entre o Porto e a Bairrada. Frequentou o curso de Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. O seu percurso artístico, iniciado em 1999, orientou-se desde cedo para o campo da fotografia, onde tem desenvolvido uma investigação consistente, centrada na aproximação deste medium à pintura.

 

Atualmente, encontra-se representada pela Galeria Pedro Oliveira, no Porto, e pela Galeria das Salgadeiras, em Lisboa. O seu trabalho tem suscitado relevante atenção por parte de vários autores, críticos e curadores, entre os quais Francisco Laranjo, Óscar Faria, David Barro, Bernardo Pinto de Almeida e Marc Lenot, entre outros.

 

Rita Magalhães está representada em várias coleções privadas e institucionais, em Portugal e no estrangeiro. Em 2023, foi responsável pela ilustração fotográfica do livro Lojas de Outrora e de Agora, com textos de Isabel Lopes Gomes.

Legenda da imagem

Flores
Henrique Pousão (1859–1884), 1877
Óleo sobre tela
Academia Portuense de Belas Artes
95 Pin MNSR

Recrutamento de Técnico Superior para a área da Gestão de Coleções

20 de Janeiro, 2026

Está aberto o procedimento de Recrutamento de um(a) Técnico Superior para desempenhar funções na área da Gestão de Coleções, no Museu Nacional Soares dos Reis. O prazo de candidatura termina a 30 janeiro 2026.

 

Conhecimentos e competências para:
• Desenvolver processos de investigação de coleções museológicas;
• Realizar curadoria de exposições;
• Conceber atividades de educação;
• Analisar e acompanhar os processos de conservação preventiva e restauro de coleções museológicas;
• Gerir processos de circulação de objetos museológicos;
• Emitir pareceres para incorporação de bens museológicos;
• Participar na elaboração do plano de gestão de riscos.

 

O que procuramos
• Licenciatura em História da Arte ou Património Cultural ou Artes Plásticas/Belas-Artes (ramo Escultura) e Pós-graduação ou Mestrado em Museologia, História da Arte (com formação em Património Cultural e/ou Museologia) ou Património Cultural ou Estudos da Arte (com formação em Património Cultural e/ou Museologia);
• Experiência profissional em gestão de coleções;
• Iniciativa e autonomia;
• Elevado sentido de responsabilidade e compromisso com o serviço;
• Capacidade de planeamento e de organização;
• Orientação para os resultados;
• Capacidade para trabalhar em equipa;
• Facilidade de comunicação e empatia.

 

Condições
– Contrato individual de trabalho sem termo, a tempo inteiro (35 horas semanais);
– Retribuição compatível com a formação e experiência demonstrada;
– Possibilidade de inscrição na ADSE.

 

Local de trabalho – Porto

 

Formalização da candidatura
Os candidatos deverão formalizar a sua candidatura através do envio dos seguintes documentos obrigatórios: curriculum vitae, certificado de habilitações e certificados de formação profissional, para o endereço de correio eletrónico rec.pessoas@museusemonumentos.pt, indicando a Ref. TSGC_MNSR
Pode ainda juntar outros documentos comprovativos das declarações constantes do CV, que considere relevantes.
O limite de tamanho dos anexos é de 35GB.
A apresentação de candidatura por outra via que não a indicada, a não identificação correta da referência a que se candidata, o não cumprimento do prazo, a não entrega dos documentos obrigatórios e a impossibilidade de aceder aos anexos por excederem o limite, determinam a exclusão do candidato ao concurso.

 

Prazo de candidatura
Até às 23h59 do dia 30 de janeiro de 2026

 

Para mais informações sobre os métodos de seleção, parâmetros de avaliação e sistema de avaliação final consulte AQUI

Vencedor do ‘Afinidades 2024’ anunciado a 9 novembro

29 de Outubro, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) e a Associação Quarteirão Criativo (QC) assinalam o fim da primeira edição do projeto Afinidades no próximo dia 9 de novembro de 2024. Culminando em celebração e no tão aguardado anúncio da peça vencedora do concurso, o evento terá lugar entre as 16h00 e as 18h30, no MNSR.

 

A programação de encerramento integra ainda o lançamento da publicação Afinidades na Joalharia Contemporânea, que documenta todo o percurso desta edição e cataloga a participação dos 18 artistas representados na exposição. Será também aberta a votação para a escolha do tema do Programa Afinidades 2025, promovendo uma nova fase de envolvimento com a comunidade.

Programa

16h00

  • Abertura da Sessão
  • Apresentação da jornada da primeira edição do Afinidades
  • Abertura da votação do tema do Afinidades 2025
  • Lançamento da Publicação ‘Afinidades na Joalharia Contemporânea’

 

16h30

  • Anúncio da Peça Vencedora

 

16h45 – 18h30

  • Convívio e Celebração

 

Desde julho, a exposição “Afinidades na Joalharia Contemporânea”, com curadoria de Inês Nunes, deu palco a artistas e joalheiros do quarteirão Bombarda, cujos objetos artísticos foram inspirados pela escultura “Busto de Firmino”, de António Soares dos Reis, ligando o património do MNSR à produção artística contemporânea.

 

As peças dos participantes foram, ao longo destes quatro meses, apreciadas pelos visitantes da exposição e por um júri especializado, composto por figuras de relevo da joalharia contemporânea. O anúncio da peça vencedora abrirá caminho para a sua integração na loja do MNSR.

 

Este programa plurianual é desenvolvido pelo Museu Nacional Soares dos Reis em parceria com a Associação Quarteirão Criativo, contando com o mecenato do Super Bock Group e o apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

Afinidades na Joalharia Contemporânea: Visita e Conversa

4 de Outubro, 2024

Dando continuidade ao diálogo criativo promovido pela parceria entre o Museu Nacional Soares dos Reis e a Associação Quarteirão Criativo, decorre no próximo dia 12 outubro, no MNSR, uma conversa com Ana Campos e Cristina Filipe, artistas e investigadoras, moderada por Inês Nunes, curadora do projeto Afinidades na Joalharia Contemporânea.

 

Ana Campos, cuja obra é marcada pela exploração e desconstrução das formas tradicionais da joalharia, e Cristina Filipe, conhecida pelo seu trabalho teórico e artístico, trarão uma perspetiva atual sobre o desenvolvimento da joalharia contemporânea em Portugal. Ambas têm contribuído de forma significativa para esta área artística, tanto a nível nacional como internacional.

 

Moderada por Inês Nunes, a conversa incidirá sobre o conhecimento e experiência das duas investigadoras nas suas abordagens ao universo da joalharia contemporânea enquanto expressão artística e cultural.

Será ainda uma oportunidade para o público explorar o conceito de “afinidades” a partir do tema central desta edição – Firmino – destacando-se António Soares dos Reis enquanto referência na Arte que muito contribuiu para a educação, inovação, cultura e identidade do nosso país. Através das múltiplas dimensões e tal como ilustrado na exposição, reflete-se sobre o papel da joalharia contemporânea.

 

Esta conversa é parte integrante de uma tarde dedicada à joalharia contemporânea e à exploração da vizinhança do Museu Nacional Soares dos Reis (o quarteirão Bombarda) com o seguinte programa:

 

15h00 – 15h45: Visita Orientada à Exposição “Afinidades na Joalharia Contemporânea”
Uma visita guiada pela exposição, destacando a variedade de obras e artistas que participaram no projeto e como foram influenciados pelo conceito “afinidades”.

 

15h45 – 16h30: “Afinidades na Joalharia Contemporânea”: uma Conversa com Ana Campos e Cristina Filipe, moderada por Inês Nunes.

 

16h30 – 17h30: Visita Orientada – Circuito do Quarteirão Bombarda
Esta visita guiada oferece a oportunidade de explorar o Quarteirão de Miguel Bombarda, visitando as galerias e lojas que representam os 18 participantes da exposição. O itinerário inclui: Scar ID, CRU Creative Hub, Galeria Trindade, Galeria Cruzes Canhoto, Ó! Cerâmica, Tincal Lab, Collectiva e The Jewellery Experience.

 

O projeto Afinidades é uma parceria entre o Museu Nacional Soares dos Reis e a Associação Quarteirão Criativo, promovendo a ligação entre a história do museu e a produção artística contemporânea da cidade do Porto. Com uma programação anual, o projeto inclui exposições, workshops e conversas, incentivando o diálogo criativo entre a coleção do museu e a comunidade artística local, entre o passado e o presente, a tradição e a inovação.

 

O projeto conta com o apoio mecenático do Super Bock Group e do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

MNSR recebe estreia da nova proposta artística de Pedro Bastos

4 de Outubro, 2024

Artista plástico e realizador, Pedro Bastos apresenta uma nova proposta artística, intitulada ‘Luxúria’, com estreia agendada para o Museu Nacional Soares dos Reis, no dia 24 outubro, pelas 18 horas. A apresentação do filme Luxúria será acompanhada de uma performance musical a cargo de Rui Souza.

 

Luxúria compõe-se de formas e processos criativos complementares, entre imagem estática e extática, fruto de uma investigação artística, sensorial e técnica, com o recurso ao cruzamento multidisciplinar entre o digital e analógico, entre a imagem fixa e em movimento. Estabelecem-se diálogos a partir de iconografias comuns de luxúria na escultura medieval no Norte de Portugal, trazendo para a atualidade e para uma realidade cinematográfica e dramatizada, ou romantizada, estas temáticas, efetuando leituras e releituras das mesmas, salientando os seus aspetos estéticos sob o prisma de uma poética contemporânea.

 

Trata-se de uma exposição/instalação que estará, igualmente, patente ao público no Museu de Alberto Sampaio, em Guimarães (a partir de 25 outubro), e no Museu do Abade de Baçal, em Bragança (a partir do dia 26 outubro).

Pedro Bastos é artista visual e cineasta. Os seus filmes, Ao Lobo da Madragoa (2013), Cabeça D’Asno (2016), Ambulatório Através da Poesia de Augusto dos Anjos & António Nobre (2019) e Flyby Kathy (2023), têm sido apresentados em vários festivais nacionais e internacionais, tais como IFFR – Internacional *International Film Festival of Rotterdam, Oberhausen ISFF Mostra de São Paulo, Festival du Nouveau Cinéma Montreal, IndieLisboa, Curtas de Vila do Conde, Bucharest International Experimental Film Festival, etc. Participou na Biennale d’Art Contemporain – Jeune Création Européenne 2015/17. Teve a suas obras expostas em instituições nacionais e internacionais. Participou nas residências artísticas da Contextile 2022 – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea. Publicou os livros Piche (2020) e Souvenirs Satânicos (2023).

 

Exposição/instalação patente ao público até 31 dezembro, com entrada livre.

Exposição ‘De Passagem – Moçambique 1970–1973’ patente até 13 outubro

4 de Outubro, 2024

Visita Orientada à Exposição De Passagem – Moçambique 1970–1973, pelos curadores Mafalda Martins e Rui Pinheiro. Dia 11 outubro, às 11 horas.

 

Inscrições a decorrer AQUI

A exposição De Passagem, Moc?ambique 1970–1973, de Mário Martins, é uma extensão no Porto dos Encontros da Imagem – Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais, com programação da The Cave Photography e curadoria de Mafalda Martins, Miguel Refresco, Rui Pinheiro e Sérgio Correia.

 

Mário Martins nasceu em Vila Real a 25 de Junho de 1948, filho de pais flavienses. Como milhares de portugueses, foi chamado para a Guerra Colonial em 1970, mobilizado contra a sua vontade. Esteve em Moçambique como alferes miliciano numa companhia de intervenção independente, em operações no Niassa, Zambézia e Tete. De lá trouxe as vivências apresentadas nesta exposição, que revelam a sua preocupação social numa guerra que considerava sem sentido e que fortaleceram a sua afinidade com o movimento libertador do 25 de Abril de 1974. Este idioma universal que é a fotografia seduziu-o desde sempre, mas só em Moçambique se imbuiu profundamente na sua prática.

 

Um olhar sobre o olhar, revisitando este arquivo pessoal de fotografias originais, impressas há mais de 50 anos, é a proposta apresentada no Museu Nacional Soares dos Reis. Uma narrativa deambulante, que encerra em si partes de uma coleção organizada, comentada, parcialmente fechada e onde constam elementos inerentes à prática fotográfica e a experiências de impressão, anotações técnicas e processos químicos e físicos imanentes. Imagens que transcendem a data em que foram feitas, expondo-as à razão que as antecede, algures entre o exercício de contestação ou o acto de sobrevivência.

 

50 anos depois de Abril, a possibilidade de perscrutar a Guerra Colonial sob múltiplos aspectos, num diálogo intrínseco entre memória e contemporaneidade, que transpõe a história linear e a abre a novos entendimentos.