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Diretor do MNSR participa em debate sobre Arte e Inclusão

23 de Outubro, 2026

António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), participa, no próximo dia 5 de novembro, das 14h00 às 17h00, na Talk Deficiências e Inclusão.2026, dedicada ao tema «Arte e Inclusão: da Expressão à Participação». A iniciativa é promovida pela Direção Municipal de Coesão Social e Saúde da Câmara Municipal do Porto e terá lugar no Auditório de A Beneficência Familiar, no Porto.

 

Como pode a arte contribuir para uma sociedade mais inclusiva, promovendo a expressão individual, a participação ativa e a igualdade de oportunidades? Esta é a questão central do encontro, que reunirá diferentes perspetivas e experiências para refletir sobre o papel da arte na valorização da diversidade e na construção de uma sociedade mais participativa.

 

António Ponte integra o painel de convidados, juntamente com Jorge Oliveira, Presidente da Direção do Espaço t, e Mónica Cunha, da Associação do Porto de Paralisia Cerebral. A conversa contará ainda com os testemunhos de Filipe Baptista e João Pedro Gomes, que partilharão as suas experiências de vida, contribuindo para uma reflexão sobre inclusão, participação e diversidade.

 

A participação do Diretor do MNSR neste encontro enquadra-se na atenção que o Museu Nacional Soares dos Reis tem dedicado à acessibilidade, à inclusão e ao fortalecimento das relações com diferentes comunidades, procurando afirmar o papel das instituições culturais enquanto espaços de encontro, diálogo e participação.

 

Dirigida à comunidade académica da Universidade do Porto, a iniciativa pretende promover a partilha de experiências e sensibilizar para a importância da inclusão, valorizando diferentes percursos, capacidades e formas de expressão.

 

A Talk «Arte e Inclusão: da Expressão à Participação» realiza-se no dia 5 de novembro de 2026, entre as 14h00 e as 17h00, no Auditório de A Beneficência Familiar, no Porto.

 

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia, disponível AQUI

Museu finlandês conhece projetos de envolvimento comunitário do MNSR

21 de Outubro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) recebeu a visita de duas profissionais do Sámi Museum Siida, da Finlândia, no âmbito do Programa Erasmus+, numa iniciativa dedicada à partilha de experiências, conhecimentos e metodologias de trabalho no setor museológico.

 

A visita teve como principal objetivo conhecer as estratégias de envolvimento comunitário desenvolvidas pelo MNSR, com particular atenção à forma como as relações estabelecidas com diferentes públicos, instituições e parceiros se refletem na programação, nos projetos e no trabalho quotidiano do Museu.

 

Durante o encontro, foram apresentados alguns dos projetos que concretizam esta estratégia de proximidade, nomeadamente o Programa Afinidades, que promove o diálogo entre as coleções do Museu e a comunidade criativa do Quarteirão Bombarda, e o Programa Arte e Saúde, que explora as relações entre a arte, a saúde mental, o bem-estar e a inclusão social.

A partilha de experiências incluiu ainda o Programa Outros Lugares, que leva as coleções do Museu para além do seu espaço físico, através de projetos desenvolvidos em parceria com diferentes entidades. Como exemplo desta abordagem, foi apresentada a exposição Lugar Cativo, que transformou a Rua do Cativo, no Porto, numa galeria de arte a céu aberto, através da reprodução de obras do acervo do MNSR nas fachadas dos edifícios.

 

Localizado em Inari, na Finlândia, o Sámi Museum Siida dedica-se à preservação, valorização e divulgação do património cultural do povo Sámi, uma comunidade indígena do norte da Europa, desenvolvendo igualmente uma importante atividade de ligação às comunidades que representa.

 

Esta visita constituiu uma oportunidade de intercâmbio de práticas e metodologias entre instituições museológicas de diferentes contextos culturais, reforçando a importância da cooperação internacional e da participação das comunidades na construção de museus mais abertos, inclusivos e próximos das pessoas.

Meio século de liberdade e democracia nos museus em reflexão no MNSR

21 de Outubro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo dia 5 de novembro, às 18h00, uma conversa dedicada aos 50 anos de liberdade e democracia nos museus portugueses, a propósito da edição especial da Revista de Museus, publicada pela Museus e Monumentos de Portugal, EPE.

 

A sessão reúne Clara Frayão Camacho, museóloga e coordenadora científica e editorial da publicação, Miguel von Hafe Pérez, curador, Inês Silvestre, investigadora, e António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, para uma reflexão sobre as transformações da museologia portuguesa nas últimas cinco décadas e os desafios que se colocam atualmente às instituições museológicas.

 

Lançado em maio de 2026, o número especial da Revista de Museus, intitulado 50 anos de liberdade e democracia nos museus, revisita as mudanças ocorridas no setor após a Revolução de 25 de Abril de 1974, destacando o papel dos profissionais, a renovação das políticas culturais e a emergência de novas formas de relação entre os museus e a sociedade.

 

A publicação assinala também o cinquentenário da Missão da UNESCO em Portugal, desenvolvida entre 1976 e 1979, cuja intervenção contribuiu para a renovação do pensamento museológico e para a definição de políticas públicas para os museus portugueses.

 

Organizada em três partes (Memórias, Pluralidade de Vozes e Novos Patrimónios, Novos Museus e Novas Dinâmicas), a revista reúne testemunhos e contributos de investigadores e profissionais que acompanharam ou estudaram este período de profundas transformações.

Entre 1976 e 1980, o Museu Nacional Soares dos Reis acolheu o Centro de Arte Contemporânea (CAC), uma experiência pioneira na divulgação da criação artística contemporânea, que viria a constituir um antecedente fundamental da Fundação de Serralves e do seu Museu de Arte Contemporânea.

 

Esta experiência foi revisitada pelo MNSR em 2024, através da exposição Centro de Arte Contemporânea – 50 anos: A Democratização Vivida, com curadoria de Miguel von Hafe Pérez e investigação de Inês Silvestre, recuperando a memória de um período de intensa atividade cultural e de abertura a novas expressões artísticas.

 

A conversa “50 Anos de Liberdade e Democracia nos Museus Portugueses” constitui, assim, uma oportunidade para revisitar o percurso dos museus portugueses em democracia, refletir sobre o seu papel na construção de uma sociedade mais participativa e inclusiva e debater os desafios que se colocam ao futuro destas instituições enquanto espaços de cultura, conhecimento e cidadania.

Instituições unem-se para dar nova projeção ao legado de Soares dos Reis

19 de Outubro, 2026

No Museu Nacional Soares dos Reis foram, hoje, apresentadas as linhas orientadoras das comemorações dos 180 anos do nascimento de António Soares dos Reis, que se assinalam em 2027. A iniciativa reúne instituições culturais, académicas e autárquicas num programa conjunto de exposições, investigação, criação artística e atividades culturais, que se prolongará até 2028 e que pretende devolver António Soares dos Reis ao centro da atenção cultural, promover o conhecimento da sua obra e estimular novas leituras sobre o seu percurso e influência na arte portuguesa.

 

A programação envolve o Museu Nacional Soares dos Reis, o Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR, as Câmaras Municipais do Porto e de Vila Nova de Gaia e a Universidade do Porto, através das Faculdades de Belas Artes e de Letras.

 

Durante a apresentação foi também revelada a identidade gráfica das comemorações, desenvolvida pelos designers Eduardo Aires, José Carneiro e Ana Leite, da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. A marca será utilizada por todas as instituições parceiras, assegurando uma comunicação visual comum ao conjunto das iniciativas.

Exposições, investigação e criação contemporânea

Entre os principais projetos previstos pelo Museu Nacional Soares dos Reis destaca-se uma grande exposição internacional dedicada ao escultor, com curadoria de Penelope Curtis, cuja inauguração está apontada para 14 de outubro de 2027, precisamente no dia em que se assinalam os 180 anos do nascimento de Soares dos Reis. A mostra propõe uma reavaliação da obra de Soares dos Reis no contexto da escultura europeia do século XIX, explorando também a sua atualidade.

 

Ainda no primeiro semestre de 2027, o MNSR prevê apresentar a exposição A contemporaneidade de Soares dos Reis pela arte de Rui Sanches, com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, colocando a produção do escultor em diálogo com a criação artística contemporânea.

 

A programação contempla igualmente o projeto Entre a Forma e o Silêncio, com curadoria de Paulo Caius, dedicado à experiência sensorial da escultura, e a disponibilização digital do Catálogo da Obra Completa de António Soares dos Reis, resultado de um longo trabalho de investigação e documentação desenvolvido pelo Museu.

 

Porto e Gaia valorizam a memória do escultor

As Câmaras Municipais do Porto e de Vila Nova de Gaia associam-se às comemorações com projetos que reforçam a ligação de Soares dos Reis às duas cidades.

 

No Porto, a programação proposta centra-se na valorização de obras da coleção municipal depositadas no MNSR, com particular destaque para Flor Agreste. Estão previstas a instalação de uma reprodução em bronze, acessível ao toque, nos Jardins do Palácio de Cristal, uma exposição dedicada à presença desta escultura no imaginário coletivo e uma mostra que colocará em diálogo obras de Soares dos Reis e de António Carneiro, a propósito de Luís de Camões.

 

Vila Nova de Gaia, cidade natal do escultor, propõe uma exposição dedicada aos seus discípulos, na Casa-Museu Teixeira Lopes, uma cerimónia evocativa no dia 14 de outubro de 2027, associada ao projeto da Casa-Atelier Soares dos Reis, e outras iniciativas de criação artística, edição e programação cultural.

 

Universidade do Porto reforça dimensão científica e cultural

A Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em articulação com o i2ADS, propõe a realização de um simpósio internacional que cruzará a investigação sobre a vida e a obra do escultor com questões da criação contemporânea, nomeadamente a partir do tema On Displacement, inspirado em O Desterrado.

 

Por sua vez, a Faculdade de Letras apresenta propostas que incluem um ciclo de cinema comentado, palestras, investigação sobre a iconografia do artista, um roteiro cultural dos lugares associados à sua vida e obra, uma exposição virtual na plataforma Google Arts & Culture e um projeto dedicado ao registo fotográfico histórico do escultor.

 

Está ainda previsto para 2028 um encontro científico dedicado a Soares dos Reis no contexto artístico nacional e internacional do seu tempo.

 

Um legado para além das comemorações

Nascido a 14 de outubro de 1847, em Santo Ovídio, Vila Nova de Gaia, António Soares dos Reis distinguiu-se como uma das figuras maiores da escultura portuguesa do século XIX. A sua formação no Porto, em Paris e em Roma, a atividade docente e obras como O Desterrado e Flor Agreste marcaram profundamente a história da arte nacional.

 

As comemorações pretendem aproximar novos públicos do escultor, ampliar o conhecimento sobre a sua produção artística e reforçar a projeção nacional e internacional do seu legado.

 

O programa apresentado é ainda preliminar, encontrando-se as diferentes iniciativas em fases distintas de preparação. A programação definitiva, bem como as respetivas datas e condições de participação, será divulgada progressivamente pelas instituições parceiras.

André da Loba é o vencedor do concurso Afinidades 2026

18 de Outubro, 2026

O artista André da Loba é o vencedor do concurso Afinidades 2026 – Práticas Gráficas Contemporâneas, promovido pelo Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) e pela Associação Quarteirão Criativo. O anúncio foi feito este domingo, durante a sessão de encerramento da exposição, que reuniu 49 obras de outros tantos artistas ligados às galerias, lojas e ateliers do Quarteirão Bombarda, no Porto.

 

A obra vencedora, intitulada “Homo Fluens”, propõe uma interpretação original da Caneca Inglesa da Real Fábrica de Vidros de Coina, produzida entre 1719 e 1747 e pertencente ao acervo do MNSR, escolhida como ponto de partida para o desafio artístico desta edição.

 

Em vez de reproduzir a forma do objeto histórico, André da Loba recua ao gesto primordial da sua criação: o sopro que transforma a matéria e lhe dá forma. A figura de Homo Fluens – o homem fluido – representa o criador que, através do seu próprio fôlego, inventa, transforma e transmite um saber ancestral.

 

A composição estabelece uma analogia entre o mestre vidreiro e o músico que toca um instrumento de sopro. Ambos recorrem ao ar do próprio corpo para dar existência a algo novo, transformando um elemento invisível numa expressão material e artística.

 

Esta relação entre conceito e processo criativo prolonga-se na execução da obra. A textura marmoreada, que evoca a dualidade entre transparência e opacidade do vidro, foi manipulada na água exclusivamente através do sopro do artista. O gesto que deu forma ao objeto histórico encontra, assim, uma nova expressão na criação gráfica contemporânea.

O artista vencedor

Ilustrador e artista plástico português de reconhecimento internacional, André da Loba desenvolve uma obra multidisciplinar que cruza ilustração, design gráfico, animação e escultura.

 

Colaborador de publicações como The New York Times, The New Yorker e Time Magazine, tem sido distinguido por diversas instituições internacionais, incluindo a Society of Illustrators de Nova Iorque e a Feira do Livro Infantil de Bolonha.

 

Em 2025, conquistou o Prémio Nacional de Ilustração com o audiolivro Contos Cantados. Atualmente radicado no Porto, é representado no Afinidades 2026 pela Galeria Cruzes Canhoto.

 

Um diálogo entre a coleção do Museu e a criação contemporânea

Resultado de uma parceria estratégica entre o MNSR e a Associação Quarteirão Criativo, o Programa Afinidades tem como propósito aproximar o Museu da sua vizinhança e incentivar novas relações entre o património histórico e as práticas criativas contemporâneas.

 

Nesta terceira edição, o projeto integrou ainda atividades de experimentação artística, nomeadamente o workshop Laminado Gráfico, orientado por Marta Belkot e Júlio Dolbeth, visitas comentadas à exposição e a edição de um catálogo que documenta as obras apresentadas e os processos criativos dos participantes.

 

O encerramento do Afinidades 2026 assinala mais uma etapa de um programa que reconhece a vitalidade artística do Quarteirão Bombarda e consolida o Museu Nacional Soares dos Reis enquanto espaço de diálogo, participação e criação contemporânea.

 

O Programa Afinidades é uma iniciativa do Museu Nacional Soares dos Reis, desenvolvida em parceria com a Associação Bombarda – Quarteirão Criativo, com mecenato do Super Bock Group e apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

André da Loba

Do património à criação: o design em diálogo com a arte

16 de Outubro, 2026

A MOSTRA MDIP’26 reúne projetos e práticas desenvolvidos por estudantes do Mestrado em Design Industrial e de Produto, da FBAUP – Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, entre o contexto das unidades curriculares e os resultados dos processos de investigação de mestrado.

 

Mais do que uma coleção de resoluções, a mostra revela a(s) identidade(s) de um grupo de estudantes que se afirma na diversidade de modos de fazer e pensar o design, propostas especulativas e experimentais, projetos desenvolvidos em colaboração com a indústria e resultados de investigação realizados em parceria com centros e grupos de investigação ou em estreita relação com a comunidade.

 

Entre a exploração e a aplicação, entre a matéria e a ideia, entre o presente e os futuros possíveis, os trabalhos apresentados refletem diferentes formas de questionar, investigar e projetar.

 

A MOSTRA MDIP’26 é, assim, um espaço de encontro entre práticas, questionamentos e possibilidades; um espaço de discussão em design que se constrói através da experimentação, da iteração, do fazer, da investigação e do diálogo com diferentes contextos, territórios e pessoas.

 

No conjunto dos artefactos apresentados encontram-se os quatro projetos que partem da interpretação de obras da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis que pretendem explorar novas relações entre arte, matéria e design bem como potenciar a inclusão de públicos diversos na experiência do visitante.

 

Através de diferentes leituras das obras de referência, estudantes traduzem elementos visuais, formais e simbólicos em objetos cerâmicos contemporâneos.

 

Os projetos evidenciam o potencial da observação e da interpretação do património artístico como ponto de partida para a prática projetual em design, dando origem a novas formas, funções e experiências que estabelecem um diálogo entre a coleção do MNSR, o design contemporâneo e os seus públicos.

 

A exposição estará patente ao público, no Museu Nacional Soares dos Reis, de 22 outubro a 13 dezembro 2026.

Jovens do «Agora Nós» estreiam-se com Semana de Acolhimento

16 de Outubro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) promove, entre 27 e 30 de outubro, a Semana de Acolhimento ao Estudante, uma iniciativa inteiramente proposta e organizada pelos jovens que integram o projeto «Agora Nós – Laboratório Jovem de Democracia Cultural», com mecenato da Fundação Miranda de Andrade e apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR e da Federação Académica do Porto.

 

Sob o mote «Estudantes ao Museu!», a programação reúne visitas-desafio, oficinas artísticas, um sunset e um percurso pelas paisagens urbanas do Porto, convidando a comunidade académica a descobrir as coleções e a viver o Museu de uma forma mais informal e criativa.

 

Esta é a primeira ação do grupo desde a sua constituição, distinguindo-se pelo protagonismo assumido pelos seus elementos em todas as fases de preparação. Da proposta inicial à definição do programa, passando pela organização das atividades e pelo desenvolvimento do design gráfico dos materiais de comunicação, todo o processo foi conduzido pelos jovens, que assumem assim um papel direto na construção da oferta cultural do MNSR.

 

A iniciativa concretiza um dos principais objetivos do «Agora Nós»: criar oportunidades para que as novas gerações possam contribuir com as suas ideias, interesses e competências para a vida do Museu. Mais do que destinatários da programação, os jovens tornam-se responsáveis pela sua criação e concretização, numa experiência de democracia cultural que valoriza a autonomia, a criatividade e o trabalho colaborativo.

 

Integrada na estratégia de aproximação do MNSR às comunidades, a Semana de Acolhimento reforça também a ligação ao meio académico, procurando conquistar novos públicos e afirmar o Museu como um espaço de encontro, descoberta e convívio, aberto a diferentes formas de expressão e de relacionamento com a cultura.

 

A participação nas atividades é gratuita, mediante inscrição prévia e sujeita à lotação disponível.

Link para inscrições AQUI

 

Programa

27 de outubro | Rally Museu – 16h00 às 18h30

28 de outubro | Oficinas “Obras Animadas” e “Aprender a Ver Pintura” – 15h00 às 17h00

29 de outubro | Sunset no Museu – 17h00 às 20h00

30 de outubro | Paisagens Urbanas: do Museu à Cidade – 15h00 às 17h30

 

Organização: Museu Nacional Soares dos Reis | Agora Nós – Laboratório Jovem de Democracia Cultural

Mecenato: Fundação Miranda de Andrade

Apoio: Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR e Federação Académica do Porto

Da Caneca Inglesa à criação: Afinidades 2026 revela vencedor

12 de Outubro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) e a Associação Bombarda – Quarteirão Criativo promovem, no próximo domingo, 18 de outubro, pelas 16h00, a sessão de encerramento do Programa Afinidades 2026, que culmina com o anúncio e a entrega do prémio ao artista vencedor e a apresentação do catálogo desta edição.

 

Sob o tema Práticas Gráficas Contemporâneas, o Afinidades 2026 desafiou artistas a reinterpretar a Caneca Inglesa, uma peça do acervo do MNSR, transformando-a em ponto de partida para novas abordagens e linguagens artísticas.

 

O desafio mobilizou 49 candidaturas, reveladoras das múltiplas possibilidades de diálogo entre o património museológico e a criação contemporânea. A escolha do projeto vencedor resulta da combinação da avaliação de um júri com a votação do público, valorizando simultaneamente o reconhecimento artístico e a participação da comunidade.

O encerramento desta edição será também uma oportunidade para revisitar o percurso do programa, conhecer o resultado final e descobrir o Catálogo Afinidades 2026, publicação que reúne e documenta a experiência artística desenvolvida em torno desta iniciativa.

 

A sessão termina com um momento de convívio entre artistas, parceiros, comunidade local e público, celebrando as relações construídas ao longo desta edição.

 

Pelo terceiro ano consecutivo, o Afinidades afirma-se como um espaço de encontro entre o Museu e a cidade, aproximando as coleções históricas de novas formas de expressão e reforçando a ligação do MNSR à dinâmica cultural e criativa do Quarteirão Bombarda.

 

O Programa Afinidades é uma iniciativa do Museu Nacional Soares dos Reis, desenvolvida em parceria com a Associação Bombarda – Quarteirão Criativo, com mecenato do Super Bock Group e apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

Um Museu, muitos Amigos: celebrar quem faz parte do MNSR

8 de Outubro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis associa-se, no dia 11 de outubro, ao Dia Europeu dos Amigos do Museu, uma iniciativa que celebra o papel fundamental das associações de amigos na vida dos museus e na aproximação entre as instituições, as suas coleções e as comunidades.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis, esta celebração assume particular significado através do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR (CDJF), parceiro do Museu e uma estrutura fundamental para o cumprimento da sua missão. Ao longo dos anos, o CDJF tem contribuído para reforçar a relação do Museu com os seus públicos, apoiar a programação e a dinamização de iniciativas e promover o conhecimento, a valorização e a fruição do património artístico.

 

Ser Amigo do Museu significa, assim, participar ativamente na construção de uma relação de proximidade com a instituição e contribuir para que o Museu continue a ser um espaço aberto, participado e atento às suas comunidades.

Para assinalar esta data, o Museu Nacional Soares dos Reis propõe um programa que convida a conhecer as suas exposições e coleções através de diferentes formas de contacto com as obras.

 

Visita à exposição «Coleção IFC – Matéria de Sonhos»
11 de outubro | 11h00

A programação inicia-se com uma visita à exposição «Coleção IFC – Matéria de Sonhos», que apresenta mais de duas centenas de peças produzidas entre os séculos XVII e XIX. A exposição proporciona uma oportunidade única para conhecer a riqueza material, artística e simbólica da joalharia portuguesa, através de um percurso que acompanha a evolução das técnicas, dos estilos e das funções sociais do adorno ao longo de mais de três séculos.

 

Oficina «Desenhar O Desterrado»
11 de outubro | 14h30–16h30

Durante a tarde, a oficina «Desenhar O Desterrado» propõe uma aproximação à escultura através do desenho de observação. Partindo da obra O Desterrado, de Soares dos Reis, os participantes serão convidados a explorar diferentes formas de representação, trabalhando estratégias de construção estrutural da figura, a linha de contorno expressiva e a modelação através da luz e da sombra. A oficina convida a desenvolver um olhar atento e sensível sobre a escultura, transformando o gesto de desenhar numa experiência de descoberta.

 

Um Museu feito também de pessoas

O Dia Europeu dos Amigos do Museu constitui uma oportunidade para reconhecer o contributo daqueles que, através da sua proximidade, participação e apoio, ajudam a fortalecer a relação entre o Museu e a sociedade. No Museu Nacional Soares dos Reis, o Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR assume esse compromisso, contribuindo para uma instituição mais dinâmica, participada e próxima dos seus públicos.

 

Esta celebração é, por isso, também uma forma de agradecer a todos os Amigos do Museu que fazem parte desta comunidade e que, através da sua ligação ao MNSR, ajudam a preservar, divulgar e tornar acessível o património que o Museu guarda e interpreta.

MNSR promove formação certificada para professores

6 de Outubro, 2026

Partir das obras de arte para imaginar personagens, criar adereços e construir cenários é o desafio lançado pelo Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) aos profissionais da educação. Com o apoio do Plano Nacional das Artes (PNA), o Museu apresenta três ações de formação certificada que procuram explorar as potencialidades das coleções enquanto recurso para novas experiências de aprendizagem.

 

Reunidas sob o conceito “O Museu como um Palco Inspirador”, as propostas conjugam a observação e interpretação das obras com uma componente prática e criativa, proporcionando aos participantes ferramentas e recursos suscetíveis de serem posteriormente explorados em contexto educativo.

 

Museu como espaço de aprendizagem e criação

As três propostas procuram reforçar o Museu enquanto espaço de educação não formal, experimentação e criatividade, estimulando novas formas de aproximação às coleções e a sua utilização como recurso pedagógico.

A participação é gratuita e limitada a 15 participantes em cada ação. A pré-inscrição obrigatória deve ser realizada através do email: se@museusoaresdosreis.pt

O Baú Imaginário e a Criação de Adereços

A primeira ação, “O Baú Imaginário e a Criação de Adereços”, realiza-se nos dias 6 e 13 de novembro, entre as 16h00 e as 19h00, e destina-se a educadores de infância e professores do 1.º Ciclo, dos 1.º e 2.º anos.

A partir da seleção e observação de objetos das coleções do MNSR, os participantes são convidados a descobrir pormenores e características das obras e a produzir registos de contemplação e interpretação que servirão de ponto de partida para a criação de adereços. Recorrendo a diferentes técnicas e materiais, serão construídos recursos que poderão posteriormente apoiar a criação de personagens, interpretações e narrativas em torno das obras de arte.

 

O Baú Imaginário e a Criação de Personagens

Nos dias 20 e 27 de novembro, das 16h00 às 19h00, decorre “O Baú Imaginário e a Criação de Personagens”, destinada a professores do 1.º Ciclo, dos 3.º e 4.º anos.

O retrato e o autorretrato constituem o ponto de partida desta formação, tirando partido da presença significativa destes géneros nas coleções de Pintura e Escultura do Museu. A observação de expressões, poses e ambientes permitirá explorar a caracterização física e psicológica de personagens reais ou ficcionadas e refletir sobre aquilo que um retrato revela, sugere ou esconde.

A proposta desafia os professores a experimentar processos que poderão ser posteriormente desenvolvidos com os alunos, através da palavra, da escrita ou da realização plástica, promovendo simultaneamente o conhecimento de si e do outro.

 

O Baú Imaginário e a Criação de Cenários

A terceira ação, “O Baú Imaginário e a Criação de Cenários”, está agendada para 13 e 20 de março de 2027, entre as 10h00 e as 13h00, e dirige-se a professores do 2.º Ciclo, dos 5.º e 6.º anos.

Nesta formação, a atenção centra-se na construção dos espaços representados na pintura de paisagem e de interiores, bem como nos ambientes sugeridos pela Escultura e pelas Artes Decorativas. Luz, sombra, cor, sonoridades, texturas, equilíbrio, tensão, peso ou leveza serão alguns dos elementos explorados para estimular a construção de cenários e atmosferas associados às narrativas suscitadas pelas obras.

 

 

As duas formações de novembro contam com a participação da artista plástica Joana Mendonça, cuja atividade se desenvolve na relação entre arte contemporânea, públicos, educação artística e contextos museológicos. A formação dedicada à criação de cenários contará com Nuno Lucena, cenógrafo e docente com experiência nas áreas do teatro, cenografia e realização plástica do espetáculo.

MNSR reforça coleção com aquisição de obra de Vieira Portuense

29 de Setembro, 2026

O Estado português adquiriu, em leilão, o Retrato de Maria Amália de Habsburgo, Arquiduquesa de Áustria, Duquesa de Parma (1746–1804), de Francisco Vieira, o Portuense, assegurando a sua integração na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR).

 

A aquisição da pintura de Vieira Portuense, pelo valor de 40 mil euros, foi decidida no quadro das competências da Comissão para a Aquisição de Bens Culturais para os Museus e Palácios Nacionais, reforçando o património público nacional e contribuindo para a preservação e valorização de uma das mais relevantes produções da arte portuguesa.

 

Datada de 1795, a pintura foi realizada durante a permanência de Vieira Portuense em Parma, entre 1793 e 1796, num momento decisivo da sua formação e afirmação internacional. O retrato constitui um testemunho particularmente expressivo da capacidade do artista para assimilar diferentes tradições da pintura europeia e desenvolver uma linguagem própria no domínio do retrato.

 

A representação de Maria Amália ultrapassa a dimensão convencional do retrato de corte. Aos 49 anos, a Duquesa de Parma surge em traje de caça, segurando uma espingarda e um delicado chapéu, numa composição que articula poder e informalidade, autoridade e feminilidade. Esta escolha inscreve-se numa tradição da retratística europeia que associava a representação feminina em traje de caça a ideias de poder, autonomia e carácter.

 

A qualidade da pintura revela o domínio de Vieira Portuense sobre a tradição do retrato europeu. O cuidado colocado na representação dos tecidos, rendas e fitas, associado à construção cenográfica da figura diante de uma paisagem profunda e sombria, aproxima a obra do gosto neoclássico e da tradição inglesa do Grand Manner, associada a artistas como Joshua Reynolds, que Vieira conheceu durante a sua passagem por Londres.

Uma obra que regressa ao MNSR

A aquisição da Duquesa de Parma acrescenta ao acervo do Museu uma obra particularmente relevante para o conhecimento da produção de Vieira Portuense e para a compreensão do papel desempenhado pelo artista na renovação da pintura portuguesa na transição para o século XIX.

 

A pintura foi apresentada no MNSR em 2001, na exposição Francisco Vieira, o Portuense (1765–1805), encontrando-se reproduzida no respetivo catálogo. Vinte e cinco anos depois, regressa ao Museu, agora para integrar definitivamente o seu acervo.

 

Nascido no Porto, em 1765, Vieira Portuense estudou em Roma, permaneceu em Parma entre 1793 e 1796 e passou posteriormente pela Alemanha e Inglaterra, onde expôs na Royal Academy of Arts, em Londres, em 1798 e 1799. A sua morte prematura, no Porto, em 1805, aos 39 anos, interrompeu uma carreira em plena afirmação.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis, Vieira Portuense ocupa já um lugar de relevo na Exposição de Longa Duração, nomeadamente através da monumental Fuga de Margarida de Anjou, de 1798. A entrada da Duquesa de Parma reforça, assim, as coleções do Museu e recupera para o património público português uma obra que testemunha a dimensão europeia da carreira do artista.

Diretor do MNSR participa no Workshop “Acessibilidade e Inclusão”

29 de Setembro, 2026

António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, participa no Workshop “Acessibilidade e Inclusão”, promovido no Mosteiro da Batalha, no dia 16 de outubro, onde apresentará o trabalho que o Museu tem vindo a desenvolver no âmbito da acessibilidade universal.

 

Integrado no programa da iniciativa, António Ponte participará no Workshop “Acessibilidade e Inclusão – Falemos de Integração e Representatividade” com a apresentação “Museu Nacional Soares dos Reis: Acessibilidade 360º”, partilhando a experiência e o percurso que o Museu está a desenvolver no sentido de tornar a instituição progressivamente mais acessível e inclusiva.

 

A participação do MNSR neste encontro insere-se no desenvolvimento do seu próprio Projeto de Acessibilidade, uma iniciativa estratégica que assume a acessibilidade universal como um princípio fundamental da ação do Museu. Assente na visão “Museu de Pessoas, por Pessoas e para Pessoas”, o projeto procura garantir que todos os públicos, independentemente das suas capacidades físicas, sensoriais, intelectuais ou culturais, possam aceder, compreender e usufruir plenamente dos espaços, coleções e conteúdos do Museu.

 

O projeto contempla um conjunto de linhas de ação orientadas para a eliminação de barreiras físicas, sensoriais e de comunicação, entre as quais a implementação do programa “MNSR – Um Museu cada vez mais acessível”, a candidatura à certificação pela Norma Internacional dedicada ao Turismo Acessível e a aquisição do Selo “Espaços Culturais Acessíveis e Inclusivos”.

Neste contexto, a participação no Workshop constitui também uma oportunidade para o MNSR partilhar práticas, refletir sobre os desafios da acessibilidade em instituições culturais e estabelecer contactos com outros profissionais e entidades que trabalham na promoção da inclusão e da participação cultural.

 

O programa do encontro reúne diferentes perspetivas e experiências, incluindo intervenções dedicadas à arquitetura e património, à acessibilidade em museus, à criação artística inclusiva e a projetos comunitários. A sessão contará ainda com momentos de debate e troca de impressões, promovendo a reflexão conjunta sobre os caminhos para uma maior integração e representatividade no acesso à cultura.

O Mote do Mundo é a Floresta: Exposição de Catarina Leitão

28 de Setembro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, a partir de 17 de outubro, O Mote do Mundo é a Floresta, uma instalação de Catarina Leitão desenvolvida especificamente para o Museu, a partir de uma investigação realizada no seu acervo.

 

Tomando de empréstimo, através de uma tradução livre, o título de The Word for World is Forest, de Ursula K. Le Guin, a exposição propõe pensar a natureza não como algo exterior à cultura, mas como uma construção material e imaginária. A floresta surge como ponto de partida para estabelecer relações entre objetos históricos, materiais, imagens e obras contemporâneas.

 

A investigação de Catarina Leitão no acervo do MNSR desloca a questão da representação da natureza para a própria matéria das obras. Cerâmica, têxtil, pedra, tinta e matéria vegetal encontram-se numa instalação onde diferentes formas de representar, transformar e construir o mundo se cruzam.

Na exposição, objetos provenientes de diferentes núcleos da coleção, entre cerâmicas, motivos de animais e plantas, pequenas ágatas e pinturas de paisagem, são reunidos numa espécie de gabinete de curiosidades. Retirados temporariamente das categorias que habitualmente os separam, estabelecem novas afinidades e revelam diferentes formas de transformar a natureza em imagem, matéria, objeto e artefacto.

 

Este universo dialoga com as Naturfaturas de Catarina Leitão, esculturas que aproximam crescimento e fabricação, matéria orgânica e matéria industrial. A ambiguidade estende-se ao próprio espaço expositivo, onde a relva artificial e outros elementos colocam em causa a fronteira entre aquilo que parece natural e aquilo que é construído.

 

A instalação ultrapassa ainda os limites da sala e prolonga-se até ao jardim do Museu, criando uma continuidade entre interior e exterior e tornando menos estáveis as fronteiras entre natureza e cultura, coleção e mundo. A floresta não é, assim, apresentada como uma paisagem a representar, mas como uma forma de relação: uma trama onde materiais, imagens, objetos e linguagens se encontram, contaminam e transformam mutuamente.

 

Com obra desenvolvida entre a escultura, a instalação, o desenho e o livro de artista, Catarina Leitão tem vindo a interrogar a construção cultural daquilo que designamos como natureza e as relações entre o orgânico, o humano e o fabricado. A sua obra integra coleções públicas como a Coleção de Arte Contemporânea do Estado, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação PLMJ.

 

«O Mote do Mundo é a Floresta» pode ser visitada no Museu Nacional Soares dos Reis de 17 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027, de terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00.

 

Entrada livre para residentes em Portugal.

MNSR representado na NEMO European Museum Conference

28 de Setembro, 2026

António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), participa no encontro europeu que, em Vilnius, debate o impacto da Inteligência Artificial no futuro dos museus.

 

A Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. (MMP) e o Museu Nacional Soares dos Reis estarão representados na NEMO European Museum Conference 2026, a decorrer de 11 a 13 de outubro, em Vilnius, na Lituânia, sob o tema “Human after all – Museums in the wake of AI”.

 

O encontro reunirá profissionais de museus, especialistas em património cultural e tecnologia para refletir sobre as transformações provocadas pela Inteligência Artificial e pela rápida evolução digital no setor museológico.

O Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte, marcará presença na conferência, integrando a representação portuguesa num dos principais espaços europeus de reflexão, partilha de conhecimento e criação de redes no setor dos museus.

 

A participação do MNSR ocorre no contexto da sua integração na estrutura da Museus e Monumentos de Portugal, entidade que figura atualmente entre os membros da NEMO – Network of European Museum Organisations, rede que reúne 189 organizações de 40 países.

 

Museus num mundo transformado pela Inteligência Artificial

Com um programa centrado na relação entre tecnologia, pessoas e missão dos museus, a conferência pretende colocar no centro do debate questões como a confiança, a ética, a autenticidade, a cibersegurança, a literacia digital e a resiliência institucional. A NEMO propõe uma reflexão que ultrapassa a adoção de novas ferramentas tecnológicas, interrogando de que forma os museus podem responder às mudanças em curso sem perder de vista a sua responsabilidade enquanto instituições públicas de conhecimento, cultura e participação.

 

A conferência é coorganizada pela NEMO, pela Lithuanian Museums Association e pelo National Museum of Lithuania, com o apoio do Ministério da Cultura da Lituânia, do Lithuanian Council for Culture e da União Europeia, entre outras entidades.

 

Para o Museu Nacional Soares dos Reis, a presença em Vilnius constitui mais uma expressão da abertura da instituição ao diálogo internacional e à partilha de experiências com outras organizações museológicas europeias. Num momento em que os museus enfrentam novas possibilidades e desafios associados à transformação digital, a participação do MNSR contribui para afirmar o Museu enquanto instituição atenta à evolução do setor, às novas formas de relação com os públicos e às questões que irão marcar o futuro da atividade museológica.

MNSR acolhe estágio de formação avançada em curadoria

24 de Setembro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) acolhe, até novembro, um estágio presencial no âmbito da Formação Avançada em Curadoria para o Desenvolvimento, promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian, com o apoio do Camões, I.P.

 

A formação é dirigida a curadores, museólogos, galeristas e programadores culturais dos PALOP e de Timor-Leste, tendo como objetivo reforçar competências na área da curadoria e contribuir para a valorização dos ativos culturais enquanto motores de desenvolvimento sustentável, explorando igualmente as dimensões de criação de valor económico e de inclusão através da curadoria.

 

A primeira fase do programa, organizada pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, decorreu entre julho de 2025 e março de 2026, em formato online, e integrou 19 módulos teóricos, mesas-redondas com convidados e seminários de projeto mensais. Os formandos selecionados após esta etapa realizam posteriormente estágios presenciais em instituições culturais de referência em Portugal.

 

É neste contexto que o MNSR recebe José Joaquim Cabral, profissional e agente cultural cabo-verdiano, cuja formação inclui Museologia, Património e Desenvolvimento, pela Universidade dos Açores, e a própria Formação Avançada em Curadoria para o Desenvolvimento, realizada na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa em 2025/2026.

 

Com uma atividade que cruza a produção cultural, a investigação e a museologia, José Cabral é autor de diversos trabalhos literários e audiovisuais, entre os quais Mar-Liso – O Último Falucho das Ilhas, de 2023, e Destino Aziago, distinguido com o Prémio Literário Arnaldo França, em 2022.

O seu percurso encontra também uma forte ligação ao património e à museologia cabo-verdianos. Integrou a equipa responsável pela instalação do Museu da Pesca e da Indústria Conserveira, no Tarrafal, ilha de São Nicolau, instituição cujo conselho científico integra. Colabora ainda com o Museu da Baleia de New Bedford, nos Estados Unidos, integrando o respetivo Comité Consultivo Cabo-verdiano, e tem em curso um projeto de musealização de arte sacra com espólio dos séculos XIX e XX.

 

A escolha do Museu Nacional Soares dos Reis como instituição de acolhimento decorre das conexões entre o projeto apresentado por José Cabral no final da formação e as áreas de trabalho e experiência do Museu.

 

Ao acolher este estágio, o MNSR reforça a sua vocação enquanto espaço de partilha de conhecimento, formação e cooperação entre profissionais e instituições culturais, promovendo o diálogo entre diferentes contextos museológicos e contribuindo para a criação de redes de colaboração no espaço lusófono.

 

Durante os próximos meses, o Museu será, assim, também lugar de aprendizagem, reflexão e intercâmbio de experiências, num encontro entre Portugal e Cabo Verde através da museologia, da curadoria e do património.

Livros de artista revelam percursos de expressão e transformação

23 de Setembro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) inaugura, no próximo dia 9 de outubro, às 18h00, a exposição «Travessia», uma mostra coletiva que reúne livros de artista criados por pessoas com experiência de doença mental, no âmbito do Programa Arte e Saúde.

 

A exposição é fruto do trabalho desenvolvido ao longo de 2026 entre o MNSR, a Unidade Local de Saúde de Santo António (ULSSA), através do Serviço de Reabilitação Psicossocial do Hospital de Magalhães Lemos, e a Unidade Local de Saúde de São João (ULSSJ), através da Unidade de Ação para o Desenvolvimento e Integração (UADI). A integração da ULSSJ constitui uma das principais novidades da edição deste ano do programa, alargando a sua ação a novos públicos e reforçando a articulação entre arte, saúde e comunidade.

«Travessia» reúne livros de artista individuais e coletivos, concebidos como territórios de expressão, memória e imaginação. Em cada página cruzam-se palavras, desenhos, colagens, pinturas, objetos, materiais diversos, silêncios e fragmentos de experiências pessoais, dando forma a universos singulares e irrepetíveis.

 

Mais do que uma reunião de objetos artísticos, «Travessia» propõe um encontro com diferentes formas de sentir, imaginar e dar sentido à experiência vivida. Cada livro constitui um território singular, construído a partir de memórias, emoções, pensamentos e fragmentos de vida, onde palavras, imagens e materiais se cruzam para criar novas narrativas. Neste percurso, o ato de criar transforma-se num espaço de descoberta e expressão, tornando visível aquilo que, muitas vezes, permanece difícil de dizer.

 

A exposição resulta, assim, de um processo de experimentação artística marcado pela partilha, pela escuta e pela valorização de cada voz. Os livros apresentados refletem percursos individuais e experiências distintas, mas revelam também a força do encontro entre pessoas, técnicas, materiais e diferentes olhares. Ao transformar o livro num espaço aberto à criação, «Travessia» convida o público a aproximar-se destas obras sem procurar respostas fechadas ou interpretações únicas, propondo antes um olhar mais atento e humano sobre aquilo que tantas vezes permanece invisível.

 

Em 2026, o Programa Arte e Saúde alarga a sua ação à ULSSJ, juntando-a à parceria já desenvolvida com a ULSSA. Esta nova configuração permitiu concretizar um projeto transversal aos diferentes serviços das duas unidades locais de saúde, assente na criação de Livros de Artista individuais e coletivos como reflexo das vivências e dos processos experienciados ao longo do programa. A exposição dá visibilidade não só às obras finais, mas também ao percurso criativo que lhes deu origem, contribuindo para a valorização e reconhecimento dos seus autores.

 

Com apoio mecenático da Fundação Manuel António da Mota e cooperação institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR, o Programa Arte e Saúde, distinguido com o Prémio Parceria 2024 da Associação Portuguesa de Museologia, assenta na observação da obra de arte, no posicionamento crítico dos artistas, na criação de momentos de convívio e contacto e no diálogo entre diferentes estéticas. Através de uma programação diversificada, procura estimular a reflexão e contribuir para o debate em torno das questões da saúde mental e do bem-estar.

 

A exposição «Travessia» estará patente, no Museu Nacional Soares dos Reis, até 13 de dezembro de 2026.

MNSR estreita diálogo com o Shanghai Art Collection Museum

21 de Setembro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis recebeu, na semana passada, uma delegação do Shanghai Art Collection Museum, instituição museológica com relevante experiência no domínio da cooperação cultural internacional.

 

A delegação, chefiada pelo Diretor do Museu, Hu Muqing, realizou uma deslocação a Portugal com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o panorama museológico português e conhecer diferentes instituições e projetos no âmbito da salvaguarda, estudo, valorização e divulgação do património cultural.

 

A visita ao Museu Nacional Soares dos Reis constituiu uma oportunidade para dar a conhecer a história, as coleções e a atividade do mais antigo museu público de arte de Portugal, bem como o trabalho desenvolvido pelo MNSR nas áreas da investigação, conservação, programação cultural, educação e mediação.

A iniciativa insere-se num contexto mais amplo de aproximação institucional entre entidades culturais, abrindo possibilidades para o desenvolvimento de futuras ações de cooperação, nomeadamente nos domínios expositivo, científico e do intercâmbio profissional.

 

O encontro permitiu ainda reforçar a dimensão internacional do Museu Nacional Soares dos Reis e a sua integração em redes de diálogo e cooperação entre instituições culturais, contribuindo para a partilha de conhecimentos e experiências e para a criação de novas oportunidades de colaboração no contexto museológico internacional.

 

A visita da delegação do Shanghai Art Collection Museum representa, assim, mais um momento de afirmação do MNSR enquanto instituição aberta ao diálogo intercultural e à construção de parcerias que valorizem o património e a cultura como espaços de conhecimento, encontro e cooperação.

Afinidades: Visita guiada e pré-lançamento do catálogo

17 de Setembro, 2026

No dia 25 de setembro, pelas 16h30, o Museu Nacional Soares dos Reis e a Associação Quarteirão Criativo convidam o público para uma tarde dedicada à exposição Afinidades 2026 – Práticas Gráficas Contemporâneas, que reúne dois momentos especiais: o pré-lançamento do catálogo da exposição e uma visita guiada conduzida pelo curador Júlio Dolbeth.

 

A sessão começa com a apresentação do catálogo, uma publicação que prolonga, através das suas páginas, o universo de obras, ideias e relações que dão forma a esta edição do Afinidades.

 

Segue-se uma visita guiada que permitirá conhecer a exposição a partir do olhar do seu curador. Júlio Dolbeth conduzirá o público por uma pluralidade de práticas e abordagens em que o desenho se cruza com o processo, a matéria, a cultura popular, a investigação académica e o simples prazer de desenhar.

 

O ponto de partida será a caneca, peça matriz desta edição. A partir dela, o curador revelará algumas das histórias que estiveram na origem da seleção dos trabalhos e os desvios que transformaram um objeto quotidiano em ponto de partida para outras narrativas.

 

Esta será uma excelente oportunidade para descobrir as relações que aproximam obras aparentemente distantes e perceber como se constroem as afinidades que dão nome à exposição.

 

A participação na visita guiada é limitada, estando sujeita a inscrição prévia.

 

Link para inscrições AQUI

Palácio dos Carrancas renovado com apoio do PRR

14 de Setembro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) foi um dos equipamentos culturais abrangidos pelo investimento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na área do Património Cultural, cujo ciclo de execução ficou concluído no final de agosto.

 

No âmbito deste programa, foi promovida uma intervenção de conservação e restauro no Palácio dos Carrancas, com um investimento global de 1,3 milhões de euros, destinada a assegurar a preservação e a valorização do edifício que acolhe o MNSR desde 1940.

 

A empreitada incluiu a substituição integral da cobertura do Palácio dos Carrancas, a revisão da cobertura do edifício técnico e a intervenção nos vãos exteriores, nomeadamente janelas e portas. Foi realizada uma importante intervenção em todos os paramentos (paredes) exteriores do edifício (fendas, pinturas e tratamento da pedra) conferindo uma imagem renovada ao MNSR.

 

Foram igualmente realizados trabalhos de tratamento e pintura das portadas bem como de conservação e restauro do painel de azulejos do Picadeiro.

A intervenção no MNSR assume particular importância pela natureza e pela história do edifício. Classificado como Imóvel de Interesse Público, o Palácio dos Carrancas foi construído a partir de 1795 e testemunhou diferentes momentos da história social, política e militar do Porto ao longo dos séculos XIX e XX.

 

Depois de ter sido adquirido pelo rei D. Pedro V e de ter acolhido ocasionalmente a família real no Porto, o Palácio passou, após a morte de D. Manuel II, para a Santa Casa da Misericórdia do Porto, vindo posteriormente a integrar o Património do Estado.

 

Em 1940, no âmbito das Comemorações Nacionais, o edifício passou a acolher o Museu Nacional Soares dos Reis, transferido do extinto Convento de Santo António da Cidade, frente ao Jardim de São Lázaro.

 

A intervenção agora concluída constitui, assim, um investimento na preservação das condições físicas de um edifício com mais de dois séculos de história e numa das casas históricas da cultura e do património museológico português.

 

A conclusão das obras no MNSR assinala, neste contexto, a concretização de mais uma das intervenções previstas no programa de requalificação do património cultural financiado pelo PRR, deixando no Palácio dos Carrancas um investimento destinado a prolongar a vida útil do edifício e a garantir melhores condições para a continuidade da missão do Museu.

Museu Soares dos Reis recebe museólogos de congénere húngaro

10 de Setembro, 2026

Uma equipa de museólogos do Damjanich János Museum, situado na cidade de Szolnok, na Hungria, realiza esta semana uma missão de formação no Museu Nacional Soares dos Reis, ao abrigo do programa de mobilidade Erasmus+ para a Educação de Adultos. A iniciativa visa aprofundar conhecimentos e promover a partilha de saberes em torno de novas abordagens à curadoria e à mediação cultural.

 

O programa inclui ainda a análise de estratégias de comunicação e de relacionamento com diferentes públicos, permitindo conhecer o trabalho desenvolvido pelo Museu Nacional Soares dos Reis e identificar metodologias que possam ser adaptadas e aplicadas noutros contextos museológicos.

No âmbito deste programa de mobilidade, os profissionais dos museus participantes têm a oportunidade de acompanhar o trabalho dos seus pares em contexto laboral, adquirindo conhecimentos e boas práticas que podem posteriormente aplicar nas suas instituições, em áreas como a curadoria, o restauro, a gestão de públicos e as estratégias de comunicação e marketing.

 

O Damjanich János Museum, localizado em Szolnok, na Hungria, é uma instituição museológica de referência na região de Jász-Nagykun-Szolnok, dedicada à preservação, investigação e valorização do património histórico, arqueológico, artístico e etnográfico. Fundado em 1933, o museu recebeu o nome de János Damjanich, general da Revolução Húngara de 1848–1849, e desenvolveu ao longo das décadas um importante trabalho de documentação e salvaguarda das memórias materiais e imateriais da região.

 

As suas coleções abrangem áreas como arqueologia, história, belas-artes, artes decorativas e cultura popular, refletindo a diversidade cultural e a evolução histórica do território. Particular relevância assume o património etnográfico, através da documentação de modos de vida, práticas tradicionais, artesanato e saberes locais. Para além da conservação e estudo das coleções, o museu desenvolve exposições, atividades educativas e iniciativas de divulgação, funcionando como espaço de conhecimento, participação comunitária e transmissão do património às novas gerações.

 

A instituição integra, assim, uma rede de equipamentos culturais que contribuem para a preservação da identidade e da memória coletiva de Szolnok e da região, articulando investigação, conservação, educação e comunicação museológica.

MNSR acolhe celebração do Dia Regional do Arquiteto

8 de Setembro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo sábado, 12 de setembro, o Dia Regional do Arquiteto, uma iniciativa promovida pela Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos, que inclui uma homenagem aos profissionais que assinalam 25 e 50 anos de inscrição na Ordem.

 

A escolha do Museu Nacional Soares dos Reis para acolher esta iniciativa reforça o seu posicionamento enquanto espaço de referência para a realização de eventos institucionais, culturais e profissionais, beneficiando da diversidade e versatilidade dos seus espaços e da singularidade de um contexto em que a realização de um evento pode ser acompanhada pela fruição da arte e do património.

Ao longo do ano, o MNSR é escolhido por diferentes entidades para acolher encontros, conferências, apresentações, cerimónias e outras iniciativas, encontrando no Museu não apenas condições adequadas à realização dos seus eventos, mas também um enquadramento cultural distintivo.

 

A possibilidade de associar a realização de eventos à experiência de visita e contacto com as coleções do Museu constitui, neste contexto, uma das características diferenciadoras do MNSR enquanto espaço de acolhimento. A arquitetura do edifício, os seus diferentes ambientes e, sobretudo, a presença das obras de arte permitem transformar cada iniciativa numa experiência que ultrapassa o momento formal do encontro.

 

É também nesta perspetiva que o Museu Nacional Soares dos Reis assume a abertura dos seus espaços à comunidade e às instituições, reforçando a sua missão enquanto lugar de cultura, conhecimento, encontro e diálogo, e afirmando-se como um espaço disponível para acolher diferentes públicos e iniciativas.

Exposição Close-Up: uma viagem pela arte em pequena escala

8 de Setembro, 2026

Pequenas dimensões, grandes histórias. É este o desafio lançado por “Close-Up: Uma Questão de Escala”, exposição que reúne no Museu Nacional Soares dos Reis uma seleção de objetos de reduzidas dimensões pertencentes às coleções do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA). A mostra pode ser visitada até 18 de outubro.

 

“Close-Up: Uma Questão de Escala” é a terceira exposição do programa “MNAA no MNSR”, iniciativa que, ao longo de 2026, tem trazido ao Porto obras das coleções do museu nacional lisboeta, reforçando a colaboração entre as duas instituições.

A exposição parte de uma pergunta simples: pode uma obra de pequenas dimensões proporcionar uma experiência artística tão intensa como uma obra monumental? A resposta encontra-se no conjunto de peças selecionadas, onde a escala reduzida não limita a riqueza artística, técnica ou narrativa.

 

Modelos de microarquitetura, peças de mobiliário, livros, retratos em miniatura, joias, caixas e relógios de bolso integram uma seleção que atravessa diferentes épocas, técnicas, estilos e geografias. Em cada objeto, a pequena escala transforma-se num exercício de precisão e virtuosismo, convidando o visitante a aproximar o olhar e a descobrir pormenores que facilmente escapariam a uma observação mais apressada.

 

É também esse o propósito da exposição: abrandar o ritmo e olhar de perto. Num tempo em que a monumentalidade tende a dominar a atenção, estas obras exigem uma relação mais próxima e demorada. A dimensão dos objetos obriga o olhar a concentrar-se e revela uma outra forma de experimentar a arte, mais íntima, minuciosa e atenta.

 

Integrada na programação de 2026 do MNSR, dedicada ao tema “Cruzamentos Artísticos”, “Close-Up: Uma Questão de Escala” dá continuidade às exposições “Sequeira: os Estudos Finais” e “Cavaleiro Faria”, aprofundando o diálogo entre as coleções do MNAA, o espaço do MNSR e diferentes possibilidades de leitura do património nacional.

 

Até 18 de outubro, o Museu Nacional Soares dos Reis convida, assim, os visitantes a aproximarem-se das obras e a descobrir como, na arte, o pequeno pode conter uma dimensão extraordinária.

Cultura em Diálogo: A comunidade patrimonial do MNSR

26 de Agosto, 2026

“O Museu Nacional Soares dos Reis e a sua comunidade patrimonial” é o tema da quarta sessão do ciclo Cultura em Diálogo, que terá lugar no dia 21 de outubro, entre as 11h00 e as 12h30, em formato online. A sessão contará com a participação de António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis.

Que papel desempenha um museu na construção da sua comunidade patrimonial? De que forma podem os museus reforçar as relações de pertença, participação e identidade com as comunidades que os rodeiam?

 

Estas são algumas das questões que estarão em debate na quarta sessão do ciclo Cultura em Diálogo, promovido pela Academia Cultura e Criatividade, que dedica esta sessão ao Museu Nacional Soares dos Reis e à sua comunidade patrimonial.

 

Com participação gratuita, a conferência realiza-se no próximo dia 21 de outubro, entre as 11h00 e as 12h30, em formato online, e terá como orador António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Partindo da experiência do MNSR, a sessão propõe uma reflexão sobre a relação entre o museu, os seus públicos e o território em que se insere, explorando o papel da participação, da memória e do património na construção de comunidades e no reforço do sentimento de pertença.

 

A abordagem encontra particular expressão na missão que o Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a afirmar: ser “um lugar de pertença, identidade e construção de significados a partir das coleções” e um espaço plural de partilha, reflexão, criatividade e pensamento crítico.

 

Neste contexto, o conceito de comunidade patrimonial assume especial relevância, convocando uma visão do museu enquanto espaço de encontro e participação, onde as coleções constituem não apenas um legado a preservar, mas também um ponto de partida para novas leituras, relações e formas de envolvimento com a sociedade.

 

O ciclo Cultura em Diálogo pretende proporcionar um espaço de partilha e reflexão sobre o setor cultural, dando a conhecer projetos, estratégias e boas práticas e promovendo o debate em torno dos desafios que se colocam às instituições culturais.

 

Inscrições AQUI

Fundação Miranda de Andrade associa-se ao MNSR como mecenas

20 de Agosto, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) conta, a partir de agora, com a Fundação Miranda de Andrade entre os seus mecenas, através da integração desta instituição no Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Recém-criada, a Fundação nasceu com o propósito de preservar e valorizar a memória da família Miranda de Andrade e da própria cidade, promovendo iniciativas nas áreas da cultura, da arte, do património e do conhecimento. A Fundação assume uma particular atenção à investigação e divulgação da história cultural do Porto, procurando estabelecer pontes entre memória e contemporaneidade.

Para o Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte, esta parceria representa mais um passo na estratégia de aproximação do Museu à cidade e às suas instituições, objetivo estratégico da atividade do MNSR. “Contar com a Fundação Miranda de Andrade, uma jovem Fundação da cidade, como amigo do Museu Nacional Soares dos Reis, é um privilégio e mais um passo no caminho da estratégia que definimos para o nosso Museu”, sublinha.

 

A ligação entre a Fundação e a valorização da memória cultural encontra uma expressão particularmente significativa na figura de Francisco Miranda de Andrade, intelectual, professor e investigador literário, natural de Barcelos, licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras do Porto. Foi professor e reitor de vários liceus, nomeadamente reitor do Liceu de Lamego e vice-reitor e reitor do Liceu de Braga. A sua produção inclui diversos estudos de literatura portuguesa, entre os quais Camões e o Platonismo, publicado em 1926.

 

É precisamente esta obra que estará no centro de uma iniciativa promovida pela Fundação Miranda de Andrade já no próximo dia 26 de agosto, estabelecendo também uma ligação direta ao Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Roteiro Camoniano passa pelo MNSR

No dia 26 de agosto, a Fundação Miranda de Andrade promove um Roteiro Camoniano no Porto, convidando a descobrir lugares da cidade que conservam memórias associadas a Luís de Camões. O percurso terá início às 16h30, no Palácio da Justiça, e incluirá diferentes espaços da cidade relacionados com a presença e a representação do poeta.

 

Entre as paragens encontra-se o Museu Nacional Soares dos Reis, onde o percurso permitirá conhecer um conjunto de peças diretamente relacionadas com a memória de Camões, nomeadamente o busto de Luís de Camões, moldado em gesso em 1876 por Francisco José Resende.

 

O roteiro terminará com a apresentação da reedição de Camões e o Platonismo (um problema de crítica literária), de Francisco Miranda de Andrade, integrada na programação da Feira do Livro do Porto. A obra, originalmente publicada em 1926 como tese de licenciatura apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, constitui uma referência na produção ensaística do autor sobre Camões.

 

A nova parceria entre a Fundação Miranda de Andrade e o MNSR reforça, assim, uma visão partilhada sobre a importância da cultura enquanto instrumento de valorização da memória, produção de conhecimento e construção de relações duradouras com a comunidade. Para o Museu, a integração da Fundação no CDJF representa também uma oportunidade para aprofundar a sua ligação a uma nova geração de instituições culturais da cidade e para afirmar o papel do MNSR enquanto espaço aberto à cidade, à sua história e ao seu futuro.

Dia Internacional da Juventude com entrada gratuita para jovens

10 de Agosto, 2026

Dia Internacional da Juventude: MNSR abre as portas gratuitamente aos jovens

 

O Museu Nacional Soares dos Reis associa-se às celebrações do Dia Internacional da Juventude, que se assinala a 12 de agosto, disponibilizando entrada gratuita a todos os visitantes entre os 12 e os 29 anos, inclusive.

 

A iniciativa é promovida pela Museus e Monumentos de Portugal e constitui uma oportunidade para os mais jovens conhecerem ou reencontrarem um dos mais importantes museus de arte do país.

Esta ação ganha particular significado no MNSR, onde a aproximação aos públicos jovens tem vindo a assumir uma importância crescente na programação e na ação do Museu.

 

Através do Serviço Educativo, o MNSR tem desenvolvido um conjunto diversificado de propostas dirigidas a crianças, adolescentes e jovens, procurando criar novas formas de relação com as coleções, o edifício e os diferentes conteúdos museológicos. Mais do que transmitir conhecimento, estas propostas educativas procuram estimular a curiosidade, o pensamento crítico, a criatividade e a participação, tornando o Museu num espaço de descoberta e de diálogo.

 

Esta estratégia encontra também expressão no projeto “Agora Nós”, atualmente em curso no MNSR, que coloca os jovens no centro de um processo de aproximação e participação, valorizando as suas vozes, experiências e perspetivas sobre o Museu e sobre a relação que estabelecem com a cultura e o património.

 

A gratuitidade no Dia Internacional da Juventude integra-se, assim, numa estratégia mais ampla e continuada do MNSR para reforçar a sua relação com as novas gerações. Facilitar o acesso é um primeiro passo, mas o objetivo é ir mais longe: criar condições para que os jovens reconheçam o Museu como um espaço que também lhes pertence, onde podem conhecer, questionar, participar e deixar a sua própria marca.

 

Uma oportunidade para descobrir o MNSR

No dia 12 de agosto, jovens entre os 12 e os 29 anos são, por isso, convidados a entrar gratuitamente no Museu Nacional Soares dos Reis e a conhecer as suas coleções, exposições e espaços.

 

12 de agosto | Dia Internacional da Juventude
Entrada gratuita | 12 aos 29 anos, inclusive
Museu Nacional Soares dos Reis | Porto

Centenas de visitantes na exposição de joalharia Coleção IFC

6 de Agosto, 2026

Centenas de pessoas marcaram presença na abertura da exposição Coleção IFC: Matéria de Sonhos, enchendo os espaços do Museu e testemunhando um momento de grande significado para a instituição, naquela que foi uma das inaugurações mais concorridas da última década.

 

A extraordinária adesão do público refletiu o interesse despertado por aquela que constitui a primeira apresentação pública, em contexto expositivo, da Coleção IFC, um dos mais relevantes conjuntos privados de joalharia portuguesa. A cerimónia reuniu representantes de instituições culturais, investigadores, especialistas, colecionadores, mecenas e numerosos visitantes, que tiveram oportunidade de descobrir um acervo de excecional qualidade artística, histórica e patrimonial.

A exposição apresenta mais de 200 peças produzidas entre os séculos XVII e XIX, revelando a riqueza material, artística e simbólica da joalharia portuguesa. O percurso expositivo propõe uma viagem por mais de três séculos de história, evidenciando a evolução das técnicas, dos estilos e das funções sociais do adorno, através de um conjunto de peças cuidadosamente reunidas ao longo de mais de quarenta anos.

 

Organizada em quatro grandes núcleos (joalharia dos séculos XVII, XVIII e XIX e ourivesaria popular oitocentista), a mostra permite compreender a evolução do adorno feminino em Portugal, ao mesmo tempo que revela novas perspetivas sobre as técnicas de produção, as gramáticas decorativas, as variantes regionais e os contextos de utilização destas peças. Mais do que objetos de excecional beleza, as joias apresentadas constituem testemunhos da identidade, da memória, da devoção, dos afetos e das relações sociais que marcaram diferentes épocas da história portuguesa.

 

A exposição estabelece igualmente um diálogo privilegiado entre a Coleção IFC e a coleção de joalharia do Museu Nacional Soares dos Reis, criando novas possibilidades de interpretação e aprofundando o conhecimento sobre um dos mais importantes patrimónios da arte ornamental portuguesa.

 

Ao acolher esta mostra, o Museu reforça a sua missão de estudar, preservar, valorizar e divulgar o património cultural, promovendo o encontro entre coleções públicas e privadas e proporcionando aos seus públicos novas formas de olhar e compreender este legado.

 

Coleção IFC: Matéria de Sonhos conta com curadoria de Rosa Maria Mota, mecenato do BPI | Fundação “la Caixa” e apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

 

A exposição poderá ser visitada no Museu Nacional Soares dos Reis até 31 de janeiro de 2027, convidando o público a descobrir um património onde arte, técnica, memória e identidade se cruzam para contar a história da joalharia portuguesa.

MNSR apresenta uma espantosa viagem pela joalharia portuguesa

20 de Julho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis inaugura, no próximo dia 30 de julho, pelas 18 horas, a exposição Coleção IFC: Matéria de Sonhos, a primeira apresentação pública, em contexto expositivo, da notável Coleção IFC, um dos mais relevantes conjuntos privados de joalharia portuguesa.

 

Com curadoria de Rosa Maria Mota, a exposição conta com mecenato do BPI | Fundação “la Caixa” e apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

 

Reunindo mais de duas centenas de peças produzidas entre os séculos XVII e XIX, a mostra revela a riqueza material, artística e simbólica da joalharia portuguesa, propondo um percurso que evidencia a evolução das técnicas, dos estilos e das funções sociais do adorno ao longo de mais de três séculos.

Construída ao longo de mais de quatro décadas, a Coleção IFC resulta de um percurso de colecionismo marcado pelo rigor, pelo conhecimento e por um profundo compromisso com a salvaguarda da joalharia e da ourivesaria portuguesas. A exposição permite dar a conhecer ao público um património que permaneceu, em grande parte, no domínio privado, revelando numerosas peças raras ou pouco conhecidas e contribuindo para ampliar o conhecimento sobre uma das mais relevantes expressões das artes decorativas nacionais.

 

Guiado pela sensibilidade estética da colecionadora, este acervo estrutura-se em quatro grandes eixos: a joalharia dos séculos XVII, XVIII e XIX, e a ourivesaria popular oitocentista. Juntas, estas vertentes ilustram o papel e o uso do adorno feminino em Portugal.

 

Como refere a curadora Rosa Maria Mota, “mais do que a satisfação de um gosto pessoal, a constituição deste acervo tem como missão proteger e preservar uma parte importante do património cultural português”, salvaguardando testemunhos essenciais para a história da joalharia nacional e para a memória coletiva.

 

A mostra evidencia a extraordinária diversidade da joalharia portuguesa, reunindo tipologias representativas de diferentes épocas, contextos sociais e linguagens estéticas. Simultaneamente, evidencia o permanente enriquecimento do conhecimento científico neste domínio, permitindo aprofundar o estudo das técnicas de produção, da evolução formal das peças, das variantes regionais e da circulação de modelos ao longo do tempo.

 

Ao acolher esta exposição, o Museu Nacional Soares dos Reis reforça a sua missão de estudar, preservar, valorizar e divulgar o património cultural português, promovendo novas leituras sobre as coleções e criando oportunidades de aproximação entre o património e os seus públicos.

 

Nas palavras do Diretor do Museu, António Ponte, “esta iniciativa assume um particular significado: permite evidenciar a joalharia não apenas enquanto arte decorativa ou testemunho de uma mestria técnica notável, mas também enquanto linguagem cultural capaz de convocar questões ligadas à identidade, à memória, à representação social, à devoção, ao afeto e à circulação de modelos, materiais e influências entre geografias e culturas.”

 

O diálogo entre a Coleção IFC e o acervo do Museu Nacional Soares dos Reis proporciona novas perspetivas de interpretação sobre a joalharia portuguesa, evidenciando continuidades, afinidades e especificidades entre coleções de natureza distinta. Ao mesmo tempo, as peças reunidas na exposição afirmam-se não apenas pelo seu valor artístico, mas também pelo seu inegável interesse documental, constituindo importantes fontes para o estudo da produção, da circulação, da utilização e da transmissão da joalharia ao longo dos séculos.

 

Mais do que apresentar um extraordinário conjunto de objetos, Coleção IFC: Matéria de Sonhos convida o público a descobrir um património onde arte, técnica, memória e identidade se cruzam, revelando a joalharia como um dos mais ricos testemunhos da cultura portuguesa.

 

A exposição estará patente no Museu Nacional Soares dos Reis entre 30 de julho de 2026 e 31 de janeiro de 2027.

Oficina de desenho inspirada na exposição de Augustas Serapinas

7 de Julho, 2026

Depois de inspirar a instalação Cultura do Corpo: Edição Porto, do artista Augustas Serapinas, através da utilização de mais de 60 réplicas de esculturas da sua coleção, o Museu Nacional Soares dos Reis convida agora o público a descobrir novas formas de olhar, interpretar e experienciar a escultura através do desenho.

 

No próximo dia 25 de julho, entre as 14h00 e as 18h00, a Galeria Municipal do Porto e o Museu Nacional Soares dos Reis promovem a oficina Exercícios do Olhar, uma experiência de desenho que estabelece um percurso entre as duas instituições culturais, orientada por Joana Padilha.

 

A participação é gratuita e as inscrições devem ser realizadas através do email galeriamunicipal@agoraporto.pt 

Dirigida ao público em geral, a partir dos 12 anos, a atividade parte da exposição de Augustas Serapinas para explorar o desenho enquanto instrumento de observação, experimentação e conhecimento. Ao longo de quatro horas, os participantes serão convidados a percorrer diferentes exercícios que estimulam a atenção, a memória, a perceção e o gesto, recuperando práticas históricas de aprendizagem artística e colocando-as em diálogo com a criação contemporânea.

 

Durante séculos, o desenho constituiu uma ferramenta essencial na formação dos artistas, que aprendiam observando esculturas, moldes de gesso, fragmentos anatómicos e o corpo humano. Em Cultura do Corpo: Edição Porto, Augustas Serapinas recupera esses dispositivos de aprendizagem e relaciona-os com a cultura contemporânea do treino físico, da performance e da construção da imagem. A oficina prolonga esta reflexão, propondo uma experiência acessível a participantes com ou sem conhecimentos de desenho, onde o importante não é o resultado final, mas o desenvolvimento do olhar e da capacidade de observar.

 

A atividade inicia-se na Galeria Municipal do Porto, com uma visita orientada à exposição e uma breve conversa sobre as relações entre treino físico e treino artístico, repetição, aprendizagem e representação do corpo. Seguem-se vários exercícios de desenho centrados na observação de fragmentos da instalação, na experimentação de diferentes materiais e técnicas, na representação a partir da memória e na leitura do espaço expositivo enquanto lugar habitado e em permanente transformação.

 

Num segundo momento, os participantes deslocam-se a pé até ao Museu Nacional Soares dos Reis, estabelecendo uma ligação física e conceptual entre os dois espaços culturais. Perante uma seleção de esculturas da coleção do Museu, serão convidados a desenvolver um circuito de desenho composto por diferentes exercícios dedicados à estrutura, ao contorno, ao detalhe, à luz e sombra e à representação integral da escultura. Através desta metodologia, o desenho é entendido como um processo de descoberta que mobiliza diferentes formas de atenção e perceção, permitindo uma aproximação sensível às obras.

 

A oficina Exercícios do Olhar propõe, assim, uma experiência de mediação cultural que estabelece pontes entre arte contemporânea e escultura histórica, entre processo e obra acabada, entre treino físico e treino artístico. Ao cruzar a instalação de Augustas Serapinas com a coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, a atividade convida os participantes a descobrir novas formas de ver, compreender e experienciar o património artístico.

Exposição desafia a descobrir a grandeza da arte em pequena escala

7 de Julho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) inaugura, no próximo dia 23 de julho, pelas 18 horas, a exposição “Close-Up: Uma Questão de Escala”, a terceira mostra integrada no programa “MNAA no MNSR”, um ciclo expositivo que, ao longo de 2026, tem vindo a trazer ao Porto algumas das obras mais emblemáticas das coleções do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

 

Integrada na programação anual do MNSR dedicada ao tema “Cruzamentos Artísticos”, a exposição propõe uma reflexão em torno da miniaturização na arte, questionando a relação entre dimensão física e intensidade estética. Poderá um objeto de pequenas dimensões proporcionar uma experiência artística tão marcante quanto uma obra monumental? É a partir desta premissa que “Close-Up: Uma Questão de Escala” desafia o visitante a descobrir que a grandeza de uma obra reside menos na sua escala e mais na força da experiência que é capaz de suscitar.

Reunindo uma criteriosa seleção de pequenos objetos das coleções do MNAA, como modelos de microarquitetura, mobiliário, livros, retratos em miniatura, netsukes, joias, caixas e relógios de bolso, a exposição evidencia o extraordinário virtuosismo técnico de artistas e artesãos que, ao longo dos séculos, exploraram as potencialidades da pequena escala em diferentes técnicas, estilos e geografias.

 

Num tempo em que a atenção é frequentemente capturada pela monumentalidade, esta mostra convida o público a desacelerar, aproximando-se das obras para uma observação cuidada e demorada. É nesse encontro íntimo entre o olhar e o objeto que se revela toda a riqueza de detalhes, a precisão técnica e a capacidade narrativa destas peças, cuja delicadeza desafia os limites da perceção.

 

Depois das exposições “Sequeira: os Estudos Finais” e “Cavaleiro Faria”, “Close-Up: Uma Questão de Escala” dá continuidade ao compromisso do programa “MNAA no MNSR” de promover novas leituras sobre as coleções nacionais, estimulando o diálogo entre obras, espaços e contextos museológicos. A iniciativa reforça igualmente a colaboração entre os dois museus nacionais, assegurando que o património do MNAA continua acessível ao público durante o período de encerramento da instituição lisboeta.

 

Ao longo de 2026, o programa tem afirmado o Museu Nacional Soares dos Reis como um espaço privilegiado para a circulação de coleções, para o desenvolvimento de novas perspetivas curatoriais e para o aprofundamento da missão pública dos museus enquanto lugares de conhecimento, investigação e fruição cultural.

Amadeo: Aquisição de obra para o MNSR coincide com estreia de minissérie

7 de Julho, 2026

A figura de Amadeo de Souza-Cardoso volta a ocupar o centro da atualidade cultural portuguesa. A partir de 13 de julho, a RTP1 estreia a minissérie Amadeo, protagonizada por Rafael Morais e realizada por Vicente Alves do Ó, uma produção inspirada na vida de um dos mais notáveis artistas portugueses do século XX.

 

A estreia surge num momento particularmente significativo para o Museu Nacional Soares dos Reis, depois de o Estado Português ter exercido o direito de preferência na aquisição da pintura Copo branco belleza dos objectos, que passará a integrar o acervo do Museu. A incorporação desta obra representa um marco de grande relevância para a instituição, que passa a contar, pela primeira vez, com uma pintura de Amadeo de Souza-Cardoso na sua coleção.

Figura maior da modernidade artística europeia, Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) desenvolveu uma obra singular e inovadora, marcada pelo diálogo com as principais correntes de vanguarda do início do século XX. A sua pintura, de linguagem profundamente original, continua a afirmar-se como uma referência incontornável da arte moderna.

 

Apesar da sua morte prematura, aos 30 anos, vítima da pandemia de gripe pneumónica, o reconhecimento internacional da sua obra tem vindo a crescer de forma consistente. Nos últimos anos, Amadeo foi protagonista de importantes exposições em instituições de referência mundial, entre as quais o Museu Guggenheim, em Nova Iorque, que integrou obras suas na exposição Harmony and Dissonance: Orphism in Paris (1910–1930), dedicada às vanguardas europeias do início do século XX.

 

Também o Museu Nacional Soares dos Reis tem desempenhado um papel relevante na divulgação da obra do artista. Em 2016 apresentou a exposição Amadeo de Souza-Cardoso, Porto-Lisboa-1916-2016, que atraiu mais de 40 mil visitantes antes de seguir para o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.

 

A coincidência entre a estreia da nova produção televisiva e a entrada de uma obra de Amadeo nas coleções do Museu Nacional Soares dos Reis reforça a atualidade de um artista que continua a despertar o interesse do público e da comunidade científica, mais de um século após a sua morte. Entre o pequeno ecrã e o património museológico nacional, o legado de Amadeo de Souza-Cardoso confirma-se como uma das expressões mais universais da arte portuguesa.