“Desenhos de Mestres Europeus em Coleções Portuguesas III – França”
Patente até 26 de abril de 2026, esta exposição apresenta 88 obras e constitui a primeira mostra dedicada exclusivamente a desenhos franceses provenientes de coleções públicas e privadas portuguesas.
Com curadoria de Nicholas Turner, a exposição revela a influência de artistas franceses em Portugal entre os séculos XVIII e XX, destacando nomes como Pierre-Antoine Quillard e Jean-Baptiste Pillement, e sublinhando o impacto desta presença na arte portuguesa, particularmente nas artes decorativas.
“Do riso e do siso: Coleções à margem da Casa-Museu Fernando de Castro”
Também patente até 26 de abril de 2026, esta exposição propõe uma nova leitura do universo de Fernando de Castro, destacando a dimensão humorística e caricatural do seu acervo.
Com curadoria de Ana Mântua, a mostra reúne caricaturas do próprio colecionador, cerâmica caricatural das Caldas da Rainha e de Sacavém – incluindo obras de Rafael Bordalo Pinheiro -, arte oriental e raridades bibliográficas dedicadas à sátira. A exposição ilumina uma faceta menos conhecida da Casa-Museu Fernando de Castro, propondo novas narrativas sobre o legado integrado no MNSR desde 1952.
“Face a Face – Rita Magalhães e a Natureza-Morta na Coleção do MNSR”
Patente até 18 de maio de 2026, a exposição estabelece um diálogo entre a fotografia contemporânea de Rita Magalhães e a tradição da natureza-morta na coleção do Museu.
Com curadoria de Manuela Hargreaves, a mostra reúne 28 obras da coleção, das quais 15 foram alvo de intervenção de conservação e restauro, devolvendo-lhes visibilidade e revelando assinaturas e marcas ocultas pelo tempo. Entre tradição e contemporaneidade, a exposição reforça o compromisso do Museu com a investigação, a conservação ativa e a reinterpretação do património.
Programa “MNAA no MNSR” com ciclo de quatro exposições
O MNSR acolherá, durante o ano 2026, um ciclo de quatro exposições constituídas por bens culturais emblemáticos do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA). O programa “MNAA no MNSR” propõe o diálogo entre coleções, contextos e linguagens.
O programa inaugurou com “Sequeira: os Estudos Finais” (fevereiro a abril), dedicada aos desenhos preparatórios de Domingos António de Sequeira para as composições da Adoração dos Magos, Descida da Cruz, Ascensão de Jesus e Juízo Final. As pinturas Adoração dos Magos e Descida da Cruz permanecerão lado a lado no MNSR durante o ano, aprofundando o diálogo entre coleções.
Este intercâmbio estratégico reforça a colaboração entre museus nacionais e amplia a programação do MNSR.
“Temores. Livros de artista. Agostinho Santos”
Patente até 12 de abril de 2026, esta exposição apresenta o universo criativo de Agostinho Santos – artista, curador e investigador -, que há cerca de três décadas desenvolve um trabalho continuado em torno do livro de artista.
“Temores” propõe uma imersão no livro de artista enquanto espaço de experimentação plástica e reflexão crítica sobre o mundo contemporâneo. Reunindo obras que cruzam desenho, narrativa e objeto escultórico, a mostra convida o público a repensar a essência e a função do livro enquanto forma artística autónoma.
Cruzamentos Artísticos: um museu em diálogo
Paralelamente às exposições temporárias, o MNSR dá continuidade ao seu tema programático anual “Cruzamentos Artísticos”, que estrutura a atividade do museu em 2026. Este eixo promove o encontro entre épocas, disciplinas, linguagens e comunidades, incentivando leituras transversais da coleção e das exposições em curso.
“Cruzamentos Artísticos” materializa-se em visitas orientadas temáticas, percursos interdisciplinares que relacionam artes visuais, literatura e música, bem como em momentos de programação performativa que ativam os espaços do museu. O objetivo é estimular novas interpretações do património e fomentar o diálogo entre criadores contemporâneos, investigadores e públicos diversos.
Conversas e Oficinas | Serviço de Educação
O Serviço de Educação assume um papel central na dinamização da programação do MNSR, através de um programa estruturado de conversas, oficinas e laboratórios criativos dirigido a diferentes públicos – escolas, famílias, adultos e comunidades específicas.
Estas iniciativas reforçam o compromisso do MNSR com a formação de públicos críticos e participativos, transformando o museu num espaço de aprendizagem ativa e criação partilhada.
Exemplo dessa dinâmica, é o projeto “Agora Nós!” – Laboratório Jovem de Democracia Cultural, recentemente apresentado e que coloca jovens entre os 16 e os 25 anos no centro da construção da vida cultural do museu.
Mais do que um programa educativo, “Agora Nós!” afirma-se como um verdadeiro laboratório de democracia cultural, promovendo o acesso, a participação e a partilha efetiva de responsabilidades. Os jovens são convidados a intervir na programação, mediação, comunicação e construção de narrativas do Museu, assumindo-se como cocriadores ativos e agentes de decisão.
Com o “Agora Nós!”, integrado no programa Comunidade 360°, o MNSR reforça o seu compromisso com a inclusão, a inovação e a participação ativa.