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António Ponte convidado do podcast Alumni Mundus – U.Porto

30 de Abril, 2026

António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, é o convidado do mais recente episódio do podcast Alumni Mundus U.Porto: Serviço Público, uma iniciativa da Universidade do Porto dedicada à valorização do percurso dos seus antigos estudantes.

 

Nascido em 1970, António Ponte é licenciado em Ciências Históricas pela Universidade Portucalense e doutorado em Museologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. O seu percurso profissional evidencia uma ligação consistente ao serviço público, com especial enfoque na museologia, na gestão cultural e na valorização do património.

 

Paralelamente à sua atividade profissional, desenvolve também trabalho académico nas áreas da museologia e do património, lecionando no Instituto Politécnico do Porto e na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Este episódio do podcast dá a conhecer um percurso marcado pelo compromisso com o serviço público, a promoção da cultura e a preservação do património, evidenciando o contributo relevante de António Ponte nestes domínios.

 

O Alumni Mundus – U.Porto: Serviço Público organiza-se em diferentes séries temáticas e tem como objetivo divulgar trajetórias de alumni da Universidade do Porto que se destacam pelo seu percurso profissional ou singularidade. Através destes testemunhos, pretende-se evidenciar o papel da Universidade nas suas carreiras e promover a partilha de experiências, contribuindo para a criação de redes e para a reflexão sobre diferentes caminhos de realização pessoal e profissional.

 

O podcast é uma iniciativa conjunta do Gabinete Alumni da Reitoria, do Gabinete Alumni da Faculdade de Engenharia e do Gabinete de Comunicação e Imagem da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, contando com a participação das diversas unidades orgânicas da instituição e o apoio da Casa Comum.

Desenhos de Soares dos Reis integram exposição sobre Camões

30 de Abril, 2026

Um conjunto de seis desenhos, de autoria de António Soares dos Reis, foram cedidos pelo Museu Nacional Soares dos Reis para integrar a exposição «No Rasto de Luís de Camões», a decorrer na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, de 5 maio a 15 setembro de 2026.

 

A mostra propõe uma revisitação da vida e obra de Luís de Camões, explorando a forma como a sua memória foi sendo construída ao longo dos séculos, com destaque para as dimensões técnicas e científicas evocadas na sua escrita.

 

Os seis desenhos cedidos, pertencentes ao acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, datados de cerca de 1878 e executados maioritariamente a grafite sobre papel, constituem estudos gráficos inspirados em episódios de Os Lusíadas, revelando a leitura visual do artista sobre a epopeia camoniana.

 

A cedência destes desenhos reforça o diálogo entre património artístico e literário, permitindo ao público observar como a obra de Camões inspirou artistas de diferentes épocas. Ao integrar estas peças na exposição, a Biblioteca Nacional oferece uma leitura visual complementar à epopeia, evidenciando a persistência do imaginário camoniano na cultura portuguesa.

 

Aclamado como um dos maiores escultores portugueses do séc. XIX, tendo sido o primeiro bolseiro do Estado no estrangeiro, no domínio da escultura, António Soares dos Reis era também exímio no desenho, tendo colaborado na ilustração de várias obras.

 

São exemplo desses desenhos, aqueles que produziu para Os Lusíadas: poema épico em dez cantos, de autoria de Luís de Camões, edição da Imprensa Nacional. A edição desta obra data de 1878, embora só tenha sido concluída e colocada à venda em 1880, ano da comemoração do tricentenário do nascimento de Camões.

 

Considerado uma das figuras mais importantes da literatura portuguesa e uma das principais vozes da literatura épica mundial, estima-se que o nascimento de Camões tenha ocorrido algures na primeira metade do século XVI, no ano de 1524, estando em curso a evocação dos 500 anos do seu nascimento.

50 Anos das Leica Galleries celebrados no MNSR

29 de Abril, 2026

No ano em que a rede internacional das Leica Galleries celebra 50 anos de existência, o Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, de 9 de maio a 26 de julho, a exposição Leica Years, de Alfredo Cunha. Uma homenagem a um percurso maior da fotografia portuguesa e, simultaneamente, uma evocação do papel das galerias Leica enquanto lugares de criação, pensamento e encontro.

 

A inauguração decorre no dia 9 de maio, às 15h30, integrando uma conversa entre Alfredo Cunha e Karin Kaufmann, diretora artística e responsável global pelas Leica Galleries, num diálogo sobre fotografia, memória, testemunho e o poder duradouro das imagens.

Fundada em 1976 em Wetzlar, a primeira Leica Galerie deu origem a uma rede internacional que, ao longo de meio século, afirmou a fotografia como linguagem universal e as galerias como mais do que simples espaços expositivos: lugares de imaginação, diálogo e conexão.

 

Espalhadas por vários continentes, as Leica Galleries têm reunido culturas, gerações e narrativas, sustentadas pela convicção de que as imagens têm o poder de transformar perspetivas e mover consciências.

 

Esta celebração encontra em Leica Years uma expressão particularmente simbólica. A exposição reúne imagens que atravessam décadas de trabalho de Alfredo Cunha, num percurso marcado por uma proximidade singular aos acontecimentos, às pessoas e à história. Partindo de um núcleo originalmente apresentado na Leica Gallery Porto em 2020, a mostra propõe mais do que uma retrospetiva: oferece fragmentos de memória, imagens que persistem pelo seu peso humano e simbólico e que continuam a interpelar o presente.

 

Ao longo da sua carreira, Alfredo Cunha construiu uma relação íntima com as câmaras Leica, instrumentos discretos que acompanharam o seu olhar em Portugal, em África e em múltiplos territórios da transformação social e política. Entre retratos, manifestações, instantes de tensão ou silêncio, cada fotografia convoca uma experiência que ultrapassa o instante da captação, afirmando a imagem como matéria viva de tempo e memória.

 

Neste contexto, Leica Years inscreve-se plenamente no espírito dos 50 anos das Leica Galleries: celebrar uma tradição de olhar que atravessa fronteiras e reafirma a fotografia como arte viva, espaço crítico e gesto de permanência.

245.º Aniversário do Nascimento de João Francisco Allen

28 de Abril, 2026

Nascido em Viana do Castelo, a 1 de maio, João Francisco Allen (1781–1848), uma das figuras mais marcantes da vida cultural e económica do Porto oitocentista, era filho de Duarte Guilherme Allen, cônsul britânico, e descendente de uma família de origem irlandesa que se fixou em Portugal.

 

Negociante de sucesso, Allen destacou-se também pelo seu envolvimento cívico e político. Durante a Guerra Peninsular, alistou-se como voluntário, tendo sido distinguido com a Ordem da Torre e Espada pelo seu contributo. Paralelamente, desempenhou um papel ativo no desenvolvimento económico da cidade, estando associado à criação do primeiro banco portuense, o Banco Comercial do Porto, e à promoção de projetos inovadores como o Palácio de Cristal.

 

Mas é, sobretudo, no campo cultural que o seu legado permanece mais vivo. Apaixonado pelas artes, pelas ciências e pelo conhecimento, reuniu ao longo da vida uma notável e eclética coleção que incluía pintura, escultura, objetos arqueológicos, história natural, numismática, artes decorativas e biblioteca. Essa diversidade refletia o espírito enciclopédico típico do seu tempo.

Em 1837 recebeu os primeiros visitantes no chamado Museu Allen, instalado na sua residência, tornando-o um dos primeiros museus acessíveis ao público em Portugal. A iniciativa foi pioneira não só pela abertura ao público, mas também pela preocupação com a organização e estudo das coleções.

 

Após a sua morte, em 1848, a coleção foi adquirida pela Câmara Municipal do Porto, integrando o então Museu Municipal. Esse núcleo viria, mais tarde, a constituir uma parte fundamental do acervo do atual Museu Nacional Soares dos Reis, onde ainda hoje se reconhece a marca do gosto, da curiosidade e da visão de João Allen.

Exposição “Do riso e do siso” prolongada até 28 de junho

27 de Abril, 2026

A exposição “Do riso e do siso: Coleções à margem da Casa-Museu Fernando de Castro”, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, vai ser prolongada até ao próximo dia 28 de junho, permitindo ao público mais tempo para descobrir uma das facetas menos conhecidas do colecionador Fernando de Castro.

 

Inicialmente prevista até abril, a mostra tem registado um interesse significativo, justificando a extensão agora anunciada. A exposição propõe uma leitura inédita do acervo da Casa-Museu Fernando de Castro, destacando a dimensão humorística, irónica e caricatural da sua coleção, um território ainda pouco explorado pela investigação.

Com curadoria de Ana Mântua, a exposição reúne caricaturas produzidas pelo próprio Fernando de Castro desde 1911, peças de cerâmica caricatural oriundas de centros como Sacavém e Caldas da Rainha, incluindo obras de artistas como Rafael Bordalo Pinheiro, além de arte oriental e raridades bibliográficas dedicadas à sátira.

 

Através deste conjunto diversificado de objetos, revela-se um colecionador espirituoso e atento ao quotidiano, desmontando a imagem mais austera frequentemente associada à sua figura. Figuras populares, jogos de palavras e objetos inesperados constroem um percurso expositivo onde o riso e a inteligência crítica se cruzam.

 

Para o diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte, esta abordagem contribui para ampliar as narrativas sobre o acervo, oferecendo novas perspetivas ao público e reforçando a ligação entre o museu e os visitantes.

 

Recebida em legado pelo MNSR em 1952, a Casa-Museu Fernando de Castro é amplamente reconhecida pelo seu ambiente cenográfico único, marcado por talhas, pinturas, esculturas e milhares de objetos que transformam a antiga residência do colecionador numa verdadeira obra de arte total.

Desde 1911: 115 Anos a Honrar António Soares dos Reis

24 de Abril, 2026

Em 2026, assinalam-se 115 anos sobre um momento decisivo na história deste museu: a adoção da designação Museu Soares dos Reis, que ainda hoje o identifica e o liga profundamente à história da arte portuguesa.

 

Fundado em 1833 como Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, foi o primeiro museu público de arte em Portugal. Ao longo do século XIX consolidou-se como um espaço central de formação, estudo e fruição artística no Porto, intimamente ligado à então Academia de Belas-Artes.

 

Foi já em contexto republicano que ocorreu a mudança que evocamos. O Decreto n.º 1 de 26 de maio de 1911 (publicado no Diário do Governo n.º 124, de 29 de maio) promoveu uma profunda reorganização dos serviços artísticos e arqueológicos em Portugal. Este diploma criou três circunscrições artísticas (Lisboa, Porto e Coimbra) e instituiu os respetivos Conselhos de Arte e Arqueologia, responsáveis pela classificação, conservação e restauro do património.

A reforma teve impactos estruturais: reorganizou o ensino nas Escolas de Belas-Artes de Lisboa e do Porto, redefiniu a tutela das instituições culturais e colocou os museus sob a dependência desses novos conselhos, numa lógica de gestão articulada do património. Este decreto é hoje reconhecido como um marco fundador da política patrimonial da Primeira República.

 

É neste enquadramento que o museu do Porto assume a designação de Museu Soares dos Reis, homenageando António Soares dos Reis (1847–1889), figura maior da escultura portuguesa do século XIX. Autor de obras emblemáticas como O Desterrado, Soares dos Reis destacou-se pela intensidade expressiva e pelo humanismo da sua obra, tendo sido também professor na Academia Portuense. A sua ligação à cidade e à instituição justificou plenamente a consagração do seu nome no museu.

 

Assinalar os 115 anos desta mudança é, assim, reconhecer não apenas um ato administrativo, mas um momento simbólico em que o museu se afirma como espaço de memória, identidade e valorização artística. Ao adotar o nome de Soares dos Reis, a instituição reforçou a sua missão de preservar, estudar e divulgar a arte portuguesa, mantendo viva a herança de um dos seus mais notáveis criadores.

 

Hoje, o Museu Nacional Soares dos Reis continua a desempenhar um papel central na vida cultural do país, testemunhando a relevância duradoura das reformas de 1911 e a atualidade do legado de Soares dos Reis.

MNSR entre as entidades homenageadas pela Casa Comum

20 de Abril, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) foi distinguido no âmbito da sessão comemorativa que assinalou os oito anos do projeto cultural Casa Comum da Universidade do Porto, realizada no passado sábado, no auditório do Edifício Abel Salazar, e que reuniu diversas personalidades e instituições ligadas à vida cultural, científica e académica.

 

Durante a cerimónia, foram reconhecidas entidades cujo contributo foi determinante para a afirmação da Casa Comum enquanto espaço de encontro, reflexão e intervenção cultural.

 

No caso do MNSR, o prémio atribuído constitui uma expressão de reconhecimento público pela parceria estabelecida e pelo seu contributo relevante para o desenvolvimento e afirmação do projeto de intervenção cultural da Universidade do Porto.

 

O diploma sublinha ainda que, ao longo deste percurso, a colaboração do Museu Nacional Soares dos Reis foi essencial para a construção de uma Casa Comum democrática, plural e aberta à comunidade, reforçando o papel do museu não apenas como parceiro, mas como agente ativo na concretização dos valores estruturantes deste projeto cultural.

Fundado em 1833 e instalado no Palácio das Carrancas, o Museu Nacional Soares dos Reis, o mais antigo museu público de arte em Portugal tem vindo a consolidar a sua posição como instituição de referência, aliando a preservação de um acervo de excelência a uma programação contemporânea, inclusiva e orientada para o diálogo com diferentes públicos.

 

A distinção agora atribuída reconhece, assim, não só a relevância histórica e artística do museu, mas sobretudo a sua intervenção continuada e estratégica no ecossistema cultural, nomeadamente através da colaboração com a Casa Comum, que tem permitido ampliar o impacto das iniciativas culturais da Universidade do Porto.

 

Mais do que um reconhecimento simbólico, este prémio afirma o Museu Nacional Soares dos Reis como parceiro estruturante na construção de redes culturais colaborativas, contribuindo de forma decisiva para uma cultura mais acessível, participada e integrada na comunidade.

Cavaleiro Faria: o artista que desenhava como quem escrevia

15 de Abril, 2026

No âmbito do programa “MNAA no MNSR”, o Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, entre 23 de abril e 28 de junho, a exposição Cavaleiro Faria, um desenhador português do século XVIII, em parceria com o Museu Nacional de Arte Antiga.

 

Com inauguração agendada para o dia 23 abril, pelas 18 horas, esta mostra dá continuidade ao diálogo entre coleções e instituições, trazendo ao Porto um núcleo significativo da obra de um dos mais enigmáticos desenhadores portugueses do século XVIII.

Durante muito tempo conhecido apenas pela assinatura Eques Faria, o artista foi identificado como Inocêncio de Faria e Aguiar (1709–1792), funcionário do Conselho da Fazenda que, fora do exercício profissional, se dedicava ao desenho. Trabalhando exclusivamente com pena e tinta castanha, os mesmos instrumentos da escrita, construiu uma produção singular, marcada pela liberdade temática e pela originalidade gráfica.

 

A exposição reúne desenhos realizados sobretudo nas décadas de 1760 e 1770, revelando um olhar atento sobre o seu tempo. Entre cenas militares, paisagens com ruínas clássicas, vistas de aldeias, estalagens, romarias e festas campestres, emerge um testemunho raro e fascinante da vida quotidiana e do imaginário setecentista.

 

Adaptada da primeira exposição monográfica dedicada ao artista, organizada pelo Museu Nacional de Arte Antiga, esta apresentação no MNSR convida o público a descobrir uma figura pouco conhecida, mas essencial para compreender a diversidade da prática artística em Portugal no século XVIII.

 

Inserido no programa “MNAA no MNSR”, este projeto reforça o compromisso de colaboração entre museus nacionais, promovendo a circulação de obras e novas leituras sobre o património artístico português.

Património Cultural 360®: Visita Virtual ao MNSR já disponível

13 de Abril, 2026

A visita virtual ao Museu Nacional Soares dos Reis, produzida no âmbito do projeto Património Cultural 360®, já se encontra disponível online, permitindo ao público explorar digitalmente a Exposição de Longa Duração e o histórico edifício do Palácio dos Carrancas, sem restrições de acesso, podendo ser acedida AQUI.

 

A campanha de digitalização de um conjunto selecionado de bens culturais, que integram o acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, ultrapassou as expetativas e metas iniciais. No total, foram digitalizados 2200 bens culturais em 2D e 160 em 3D.

Entretanto, o projeto Património Cultural 360® foi dado como concluído em março último. No balanço final, foram digitalizados 61.263 bens culturais móveis em 2D e 3D, ultrapassando a meta inicial de 59.500.

 

Para além da digitalização, o projeto permitiu ainda a produção de 67 visitas virtuais e a realização de 13 documentários, reforçando significativamente a disponibilização digital do património cultural português.

 

Promovido pelo Património Cultural, I.P., em parceria com a Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E., e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o projeto constituiu a mais abrangente iniciativa de digitalização do património cultural em Portugal, envolvendo dezenas de entidades e especialistas de diversas áreas.

MNSR participa em ação de capacitação de museus angolanos

9 de Abril, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis participa, entre os dias 13 e 17 de abril, numa ação de capacitação dirigida a profissionais de museus angolanos, numa iniciativa que sublinha o seu compromisso com a internacionalização e a cooperação cultural.

 

A decorrer no Camões – Centro Cultural Português em Luanda, esta participação concretiza-se através da presença da Técnica Superior Paula Azeredo, que orientará a ação de formação na área do Serviço Educativo, centrada na mediação cultural e no desenvolvimento de práticas educativas em contexto museológico.

 

Integrada no projeto “Formar com Arte: Júlio Pomar e a Educação em Museus”, a iniciativa assinala o centenário do nascimento de Júlio Pomar e tem como principal objetivo reforçar competências técnicas e pedagógicas junto de profissionais angolanos, promovendo simultaneamente a criação de programas educativos sustentáveis.

 

Para António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, esta iniciativa constitui uma “oportunidade estratégica para afirmar o papel do MNSR no panorama internacional, promovendo a partilha de conhecimento, o intercâmbio de boas práticas e o fortalecimento de redes de cooperação no setor museológico”. Ao assegurar a participação ativa neste projeto, o MNSR fortalece a sua missão de valorização do património artístico e educativo além-fronteiras.

 

A ação em Luanda integra ainda um programa cultural mais alargado dedicado à obra de Júlio Pomar. No dia 14 de abril, terá lugar a inauguração da exposição itinerante “Júlio Pomar, 100 anos”, preparada pelo Atelier-Museu Júlio Pomar, com visita orientada por Paula Azeredo, proporcionando ao público uma leitura aprofundada da obra do artista.

 

O programa proposto contribui para a promoção do diálogo entre públicos, artistas e instituições no contexto da cooperação cultural entre Portugal e Angola, bem como para a valorização da educação em museus como ferramenta de transformação social.

MNSR reforça compromisso com a acessibilidade universal

7 de Abril, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) está a desenvolver um novo Projeto de Acessibilidade, iniciativa estratégica que visa transformar a instituição numa referência nacional e internacional em acessibilidade universal.

 

Assente na visão “Museu de Pessoas, por Pessoas e para Pessoas”, o MNSR reconhece a acessibilidade como um princípio fundamental, garantindo que todos os públicos, independentemente das suas capacidades físicas, sensoriais, intelectuais ou culturais, possam aceder, compreender e usufruir plenamente dos seus espaços, coleções e conteúdos.

Com mecenato da Fundação Millennium bcp e apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR, o projeto tem como objetivo eliminar barreiras físicas, sensoriais e de comunicação, promovendo uma experiência museológica verdadeiramente inclusiva. Entre as principais linhas de ação, destacam-se:

 

  • Implementação do programa “MNSR – Um Museu cada vez mais acessível”
  • Candidatura à certificação pela Norma Internacional dedicada ao Turismo Acessível
  • Aquisição do Selo “Espaços Culturais Acessíveis e Inclusivos”

 

A acessibilidade em museus e instituições de fruição cultural desempenha um papel essencial na construção de sociedades mais justas, participativas e democráticas. Ao garantir o acesso equitativo à cultura, estas instituições promovem não apenas a inclusão social, mas também o reconhecimento da diversidade humana como um valor central. Tornar a cultura acessível é assegurar que todas as pessoas possam exercer plenamente o seu direito à participação cultural, contribuindo para o enriquecimento coletivo e para o fortalecimento da cidadania.

 

Assim, num compromisso contínuo com a inclusão e no âmbito do desenvolvimento deste projeto, o Museu Nacional Soares dos Reis pretende reforçar parcerias com instituições especializadas no apoio a pessoas com deficiência e investir na formação técnica das suas equipas, garantindo uma resposta qualificada e sensível às diversas necessidades dos visitantes.

 

O projeto encontra-se atualmente na fase inicial de desenvolvimento, estando prevista a implementação das medidas definidas ao longo de 2027.

Museu Nacional Soares dos Reis associa-se ao novo festival literário Babell

1 de Abril, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis é uma das entidades parceiras que acolherão parte da programação do novo festival literário internacional Babell, reforçando o papel das instituições culturais da cidade na construção deste evento dedicado à palavra, à leitura e ao pensamento contemporâneo.

 

Promovido pela Fundação Livraria Lello, em coprodução com a Câmara Municipal do Porto, o Babell – Cidade-Livro decorrerá entre 24 e 30 de junho de 2026, propondo transformar o Porto num verdadeiro ecossistema literário vivo, com iniciativas distribuídas por diversos espaços culturais da cidade.

A primeira edição do Babell contará com a presença de algumas das mais relevantes figuras da literatura e do pensamento internacional, afirmando-se desde logo como um evento de forte projeção cultural.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis acolherá uma exposição da artista Ana Vidigal, cuja inauguração está marcada para o dia 25 de junho, integrando a programação oficial do festival.

 

A inclusão desta exposição de Ana Vidigal, uma das figuras mais relevantes da arte contemporânea em Portugal, com um percurso consolidado desde os anos 1980, reforça a dimensão interdisciplinar do Babell, promovendo o diálogo entre literatura e artes visuais e valorizando a presença de artistas contemporâneos no contexto do evento.

 

Com um programa que integra conversas, exposições, performances e outras iniciativas, o festival pretende não só atrair nomes de referência internacional, mas também envolver a comunidade local e valorizar o tecido cultural da cidade.

 

A participação do Museu Nacional Soares dos Reis como espaço anfitrião da apresentação da obra de Ana Vidigal constitui, assim, uma oportunidade para potenciar o cruzamento entre diferentes linguagens artísticas, contribuindo para afirmar o Porto como um polo cultural dinâmico e de projeção internacional.

Créditos de imagem: @Fundação Livraria Lello

Nota de Pesar pelo falecimento do artista plástico Armando Alves

31 de Março, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do artista plástico Armando Alves, relevante figura da arte contemporânea portuguesa e presença significativa na sua exposição de longa duração.

 

Nascido em 1935, em Estremoz, Armando Alves desenvolveu um percurso artístico notável, marcado por uma linguagem plástica singular que atravessa a pintura, o design gráfico e a investigação estética. Formado na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, integrou o grupo “Os Quatro Vintes”, sendo um dos protagonistas da renovação artística portuguesa nas décadas de 1960 e 1970. Ao longo da sua carreira, destacou-se pela exploração rigorosa da cor, da geometria e da abstração, a par de uma relevante atividade no campo das artes gráficas e da edição.

A sua obra encontra-se representada em diversas coleções públicas e privadas, nacionais e internacionais, incluindo no Museu Nacional Soares dos Reis, onde integra a narrativa expositiva dedicada à arte contemporânea portuguesa, constituindo um testemunho duradouro da relevância do seu contributo artístico.

 

O percurso de Armando Alves cruza-se também com a história do Centro de Arte Contemporânea (CAC), estrutura pioneira que funcionou no Museu Nacional Soares dos Reis, entre 1976 e 1980, e que desempenhou um papel determinante na afirmação e divulgação da arte contemporânea em Portugal, promovendo cerca de uma centena de exposições e atividades culturais num contexto de profunda transformação social e política.

 

Em 2024, o Museu evocou este momento fundador através da exposição “Centro de Arte Contemporânea – 50 anos: A Democratização Vivida”, com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, integrada nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. A mostra revisitou a história e o impacto do CAC, reunindo artistas que nele participaram ou cuja trajetória se relaciona com esse período, entre os quais Armando Alves, reafirmando a sua relevância no contexto artístico nacional e a sua ligação a este importante capítulo da vida cultural portuguesa.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis endereça sentidas condolências à família, amigos e a toda a comunidade artística, evocando a memória de Armando Alves como um criador de exceção, cuja obra e legado permanecem indissociáveis da história da arte contemporânea em Portugal.

Legenda da imagem

Escultura (Sem título), de Armando Alves, na exposição Centro de Arte Contemporânea – 50 anos: A Democratização Vivida
Museu Nacional Soares dos Reis | 2024

Jovens debatem futuros possíveis do Museu Soares dos Reis

26 de Março, 2026

O 1.º Encontro do projeto “Agora Nós!” marcou o arranque de um processo participativo que pretende transformar o Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) num verdadeiro laboratório de democracia cultural, colocando os jovens no centro da reflexão e construção do futuro da instituição.

 

Integrado na fase inicial de Avaliação e Diagnóstico, o encontro teve como principais objetivos ouvir, partilhar e promover o diálogo entre os cerca de 30 participantes que responderam à chamada e a equipa do Museu, reunindo jovens de áreas tão diversas como História da Arte, Direito, Comunicação, Teatro, Design ou Música, uma diversidade assumida como uma mais-valia estratégica para o projeto.

Para muitos dos participantes, o MNSR continua a ser uma referência cultural, mas ainda pouco valorizada nas práticas sociais contemporâneas, sobretudo entre os mais jovens. Nesse sentido, foram já identificados alguns temas estratégicos a trabalhar, como a necessidade de diversificar estratégias ao nível da programação, conteúdos e comunicação; a criação de novas formas de apresentar obras, privilegiando estímulos visuais e interpretações contemporâneas e o equilíbrio entre inovação e preservação da identidade institucional.

 

O encontro reforçou o propósito central do projeto “Agora Nós!”: dar voz aos jovens e integrar as suas perspetivas na construção do museu, não apenas como público, mas como cocriadores e agentes de decisão. Mais do que um programa participativo, a iniciativa afirma-se como um modelo de democracia cultural, promovendo a partilha real de responsabilidades e a criação de um museu mais inclusivo, experimental e conectado com a sociedade.

 

O processo continua com novas sessões de trabalho, incluindo visitas às reservas e à exposição de longa duração, seguidas de debates orientados para identificar os valores e funções que os jovens atribuem ao museu no século XXI. Este percurso culminará em fases de cocriação e implementação, garantindo que as ideias recolhidas se traduzem em mudanças concretas e duradouras na instituição.

 

Com o “Agora Nós!”, o Museu Nacional Soares dos Reis dá um passo decisivo para se afirmar como um espaço vivo, participativo e construído em conjunto, onde o futuro se pensa e desenvolve, também, com as novas gerações.

Humor de Fernando de Castro chega ao Lionesa Business Hub

23 de Março, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis inaugura, no próximo dia 25 de março, às 16h00, no Lionesa Business Hub, em Leça do Balio, a exposição Do Riso e do Siso – Coleções à margem da Casa-Museu Fernando de Castro, uma extensão da mostra patente ao público no MNSR até 26 de abril.

 

Esta exposição dá a conhecer uma vertente menos conhecida de Fernando de Castro – comerciante, poeta, colecionador e cenógrafo portuense – revelando o seu olhar irónico e bem-humorado através de um conjunto de reproduções de caricaturas que exploram a sociedade e o quotidiano da cidade do Porto.

 

Apesar da atmosfera austera e barroca da sua casa, hoje Casa-Museu, Fernando de Castro cultivava um humor subtil e observador. Nas suas caricaturas, utilizava o desenho como ferramenta de reflexão e crítica social, transformando o riso numa forma de diálogo com o mundo.

 

Entre os temas apresentados destacam-se séries como “Um pouco de Geografia”, onde a toponímia nacional é reinterpretada com imaginação e sátira, e “Pessoas da Sociedade Portuense”, em que Fernando de Castro capta, com ironia e cumplicidade, figuras e comportamentos da sociedade da época.

 

A apresentação da exposição de reproduções de caricaturas de Fernando de Castro, patrono da casa-museu com o mesmo nome, reforça a relação entre o Museu Nacional Soares dos Reis e o Lionesa Business Hub e concretiza, de forma exemplar, os objetivos do programa Outros Lugares, iniciativa lançada em 2021 que procura afirmar o Museu como uma marca que extravasa o seu território, promovendo novas leituras e diálogos através de parcerias e de contextos expositivos alternativos.

O Lionesa Business Hub, um dinâmico centro empresarial dedicado à Indústria 5.0 em Portugal, que acolhe mais de 120 empresas e uma comunidade de cerca de 7.000 pessoas, revelou-se um parceiro ideal para potenciar esta estratégia de extensão museológica. O seu ambiente multicultural e orientado para a inovação permitiu estabelecer novas relações entre a arte, a cultura contemporânea e as dinâmicas corporativas, reforçando a missão do MNSR de comunicar o seu património a públicos diversificados e em contextos não convencionais.

 

Esta iniciativa reforça a visão do Museu Nacional Soares dos Reis, no âmbito do programa Comunidade 360º, bem como a circulação das suas coleções. A parceria com o Lionesa Business Hub representa um marco relevante nesta estratégia, demonstrando como a colaboração entre instituições culturais e ecossistemas empresariais pode gerar novos horizontes de fruição, conhecimento e identidade cultural partilhada.

INATEL assinala 90 anos com lançamento de fotobiografia no MNSR

23 de Março, 2026

No âmbito das comemorações do 90.º aniversário da Fundação INATEL, assinalado no ano transato, a Fundação Inatel promove a apresentação de «Uma Fotobiografia 1935-2025», no próximo dia 26 de março, pelas 15h00, no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Trata-se de uma fotobiografia documental em formato de álbum, de natureza eminentemente iconográfica, que recorre à narrativa visual para contar a história da INATEL, através da reprodução fotográfica de acontecimentos marcantes ao longo de nove décadas.

 

Os momentos foram criteriosamente selecionados para construir uma narrativa coesa, baseada em imagens captadas pelas objetivas de fotógrafos como Óscar Coelho da Silva, José António Correia, Carlos Gil e José Frade, evidenciando a vocação da instituição na promoção do lazer, do bem-estar e na melhoria das condições de vida da população. Ao longo dos anos, a INATEL deixou uma marca indelével na sociedade portuguesa, influenciando sucessivas gerações.

 

«Uma Fotobiografia 1935-2025» destaca, assim, episódios e iniciativas emblemáticas desde a sua génese, a 13 de junho de 1935, então sob a designação de Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT), até à atualidade, refletindo também os diferentes contextos históricos e sociais que moldaram a sua evolução.

 

A Fundação INATEL centra a sua atividade na promoção da qualidade da ocupação dos tempos livres de jovens, trabalhadores e seniores, desenvolvendo e valorizando áreas como o turismo social, a criação e fruição cultural, a atividade física e desportiva, bem como a inclusão e a solidariedade social.

 

Paralelamente, a instituição tem vindo a reforçar a sua estratégia de modernização e aproximação a novos públicos, em particular às gerações mais jovens, apostando em iniciativas inovadoras, na digitalização de serviços e na diversificação da oferta cultural e turística, sem abdicar dos valores fundadores que orientam a sua missão.

MNSR apresenta exposição «Onde meus pés pisam» de Hilda de Paulo

20 de Março, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, inaugura a 28 março de 2026, pelas 15 horas, a exposição Onde meus pés pisam, da artista brasileira Hilda de Paulo. A mostra estará patente até 24 maio de 2026.

 

A inauguração ocorre às vésperas do Dia Internacional da Visibilidade Trans, assinalado a 31 de março, situando a exposição num contexto simbólico de reconhecimento e reflexão sobre a presença de pessoas trans nos espaços culturais.

 

Com curadoria executiva de Rui Pinheiro e texto de Agrippina R. Manhattan, a exposição reúne um conjunto de obras que atravessam diferentes linguagens – pintura, fotografia, objetos e performance – acompanhando percursos que a artista tem vindo a construir desde que deixou Inhumas, no estado de Goiás (Brasil), até à sua trajetória no contexto artístico português.

As obras surgem no espaço expositivo como fragmentos de uma caminhada marcada pelo deslocamento, pela escuta e pela construção de vínculos. Entre os núcleos apresentados destaca-se Rota Solitária, série de pequenas pinturas que evocam paisagens de uma viagem em curso, sugerindo vestígios de uma travessia ainda em escrita.

 

A exposição estabelece também diálogos com obras de artistas convidados, de que são exemplo Anita Malfatti, Índigo e Tales Frey, bem como com trabalhos do próprio acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, incluindo peças de Aurélia de Sousa e Alberto Aires de Gouveia, ampliando as relações entre diferentes tempos e narrativas no espaço museológico.

 

A programação pública inclui visitas guiadas com a artista e uma ação performativa de Tales Frey com participação de Hilda de Paulo.

 

Sobre a artista

Hilda de Paulo (Inhumas-GO, Brasil, 1987) é artista, pesquisadora, escritora transfeminista e curadora independente. Desenvolve uma prática artística transdisciplinar que transita entre pintura, escultura, performance, escrita e pedagogia crítica, abordando temas como dissidências de género, perspetivas decoloniais e pertencimento. É doutoranda em Estudos Literários, Culturais e Interartísticos pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e integra exposições e projetos em Portugal e no Brasil.

Museu Nacional Soares dos Reis e Vila do Conde cruzam obras de Julio

20 de Março, 2026

A exposição “Interseções: em torno da expressão artística – Pintura, desenho, dança, música e poesia na obra de Julio”, patente na Galeria Julio | Centro de Memória de Vila do Conde, entre 21 de março e 27 de setembro, conta com a cedência temporária de obras do artista Júlio Reis Pereira, reforçando o diálogo institucional entre o Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) e a Câmara Municipal de Vila do Conde, bem como a valorização e circulação do património artístico nacional.

 

No âmbito desta colaboração, as obras “O Circo” (1931) e “Duas Irmãs” (1934), da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), serão excecionalmente apresentadas ao público em Vila do Conde.

 

Estas obras constituem depósito permanente da CACE na Fundação de Serralves, cedidas desde 2023 para integração no percurso expositivo do Museu Nacional Soares dos Reis. Em regime de reciprocidade, o MNSR receberá duas obras da Coleção Galeria Julio: “No jardim” (1927), óleo sobre cartão, e “Sem título”, óleo sobre tela.

A exposição reúne 163 obras, entre pinturas a óleo e desenhos, bem como manuscritos, publicações diversas e objetos que pertenceram ao atelier do artista, num percurso que atravessa mais de cinco décadas de criação, de 1918 até aos anos 70.

 

Figura central do modernismo português, Júlio Maria dos Reis Pereira (1902–1983) destacou-se pela diversidade da sua produção artística. Pintor, desenhador, ilustrador e poeta, utilizou o pseudónimo Julio nas artes plásticas e Saúl Dias na poesia. A sua obra caracteriza-se pelo diálogo entre diferentes formas de expressão, sobretudo entre as artes visuais e a literatura.

 

Nascido em Vila do Conde, estudou na Escola de Belas-Artes do Porto e integrou o ambiente modernista das primeiras décadas do século XX, colaborando com a revista Presença, uma das publicações mais importantes do modernismo em Portugal. Ao longo da sua carreira, desenvolveu uma linguagem artística própria, marcada pela representação da figura humana, por cenas intimistas e por temas ligados ao espetáculo, ao mundo urbano e à cultura popular, explorando também influências do expressionismo, do surrealismo e da abstração.

 

A sua obra revela ainda a atenção às correntes artísticas europeias e a influência de artistas como Marc Chagall ou Pablo Picasso. Este diálogo entre diferentes artes – pintura, desenho, poesia, música, dança ou teatro – está no centro da exposição “Interseções”, que procura destacar a riqueza e a diversidade do seu percurso criativo.

 

A cedência temporária destas obras inscreve-se, assim, numa estratégia mais ampla de cooperação entre instituições culturais, promovendo a circulação de bens artísticos, o aprofundamento da investigação e a aproximação dos públicos ao legado de um artista cuja importância para a arte portuguesa do século XX continua a ser progressivamente redescoberta e valorizada.

Quatro dezenas de novas peças enriquecem exposição do MNSR

12 de Março, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) acaba de concretizar a renovação da sua Exposição de Longa Duração (ELD), introduzindo mais de quatro dezenas de novos bens culturais, reforçando o compromisso assumido aquando da reabertura do Museu: afirmar a exposição como um organismo vivo, dinâmico e em permanente diálogo com o vasto acervo que guarda.

 

Inaugurada em abril de 2023, a ELD foi concebida para permitir a rotatividade regular de obras, fomentando novas interpretações e estimulando o regresso do público para visitas regulares.

 

À semelhança do processo iniciado no ano anterior, esta atualização dá continuidade à estratégia de valorização de peças em reserva, integrando novos depósitos, aquisições, doações e recontextualizações curatoriais.

 

Considerando que a ELD apresenta apenas uma parte dos cerca de 19.000 bens culturais que compõem a totalidade do acervo do Museu, a renovação agora efetuada permite revelar ao público núcleos inéditos e obras recentemente incorporadas. O objetivo é ampliar a narrativa da arte portuguesa, com especial enfoque nos séculos XIX e início do século XX, e aprofundar o diálogo entre pintura, escultura, desenho e artes decorativas.

Novos núcleos e obras em destaque

A renovação de 2026 da Exposição de Longa Duração introduz novos núcleos que reforçam a coerência e a ambição narrativa do percurso expositivo, destacando-se a apresentação da Adoração dos Magos, de Domingos António de Sequeira e respetivos estudos preparatórios; o reforço da paisagem oitocentista com obras de John Wilson Carmichael e Joaquim Rafael; o aprofundamento do núcleo dedicado a Henrique Pousão; a valorização do desenho e da escultura de António Soares dos Reis; o enriquecimento do naturalismo com obras de José Malhoa e Columbano Bordalo Pinheiro; e a afirmação da modernidade através de Amadeo de Souza-Cardoso e Armando de Basto, a par da valorização das artes decorativas e do património têxtil.

 

O universo de Domingos António de Sequeira

A exposição foi enriquecida com a pintura Adoração dos Magos (1828), proveniente do Museu Nacional de Arte Antiga, acompanhada por um significativo conjunto de estudos preparatórios (carvão, esfuminho e lápis sobre papel).

Este núcleo permite ao visitante compreender o processo criativo de Sequeira, desde o esboço à composição final, evidenciando a dimensão espiritual e simbólica da obra.

As pinturas Adoração dos Magos e Descida da Cruz – duas das grandes composições religiosas de Domingos António de Sequeira – vão permanecer, lado a lado, no MNSR ao longo de 2026, proporcionando, pela primeira vez no Porto, a contemplação conjunta destas obras de referência.

 

O desenho de António Soares dos Reis

O núcleo dedicado ao patrono do Museu é reforçado com novos estudos de modelo nu masculino, estudos e desenhos preparatórios para a escultura Nossa Senhora da Vitória, bem como com as versões em gesso e bronze da Virgem com o Menino e o cordeiro místico.

Estas obras evidenciam a centralidade do desenho na prática artística de Soares dos Reis e a articulação entre escultura e estudo gráfico.

 

A paisagem do Douro e Henrique Pousão

A paisagem oitocentista foi aumentada com a apresentação de Vista do Douro, Porto e Gaia, de John Wilson Carmichael (depósito Novo Banco, 2024), dialogando com obras como Barco do Douro com pipas, de Joaquim Rafael.

Este conjunto sublinha a importância iconográfica e identitária do rio Douro na construção da imagem da cidade do Porto ao longo do século XIX.

A presença de Pousão foi, também, ampliada com Natureza-morta com Pombo (1876), adquirida em 2025 pela Comissão para a Aquisição de Bens Culturais, e com um Retrato (1880), em depósito pelo Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR. Estas incorporações aprofundam o conhecimento sobre a breve, mas notável, produção do jovem artista pertencente à 1.ª geração naturalista em Portugal.

 

Naturalismo e Modernidade

A Exposição de Longa Duração passa a integrar novos depósitos com obras de artistas fundamentais como José Malhoa, Columbano Bordalo Pinheiro e Artur Loureiro, entre outros.

Destacam-se ainda retratos e estudos que enriquecem a representação do meio artístico e intelectual português de finais do século XIX e primeiras décadas do século XX.

Já na narrativa da modernidade destaca-se Trou de la serrure PARTO DA VIOLA Bon ménage Fraise avant-garde, de Amadeo de Souza-Cardoso (CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian), e com N’Aldeia (Retrato de sua mulher), de Armando de Basto.

 

Artes decorativas e têxteis

A renovação de 2026 valoriza, igualmente, o património têxtil e as artes decorativas, com a apresentação de paramentos litúrgicos dos séculos XVII e XVIII, bem como pintura naturalista e cenas musicais de inícios do século XX.

 

Um museu em permanente renovação

Com uma história de quase dois séculos e 27 salas de exposição, o Museu Nacional Soares dos Reis reafirma, com esta renovação, a sua missão de preservar, estudar e divulgar o património artístico nacional, proporcionando novas leituras e novas narrativas a cada visita.

O público é, assim, convidado a redescobrir o Museu através de um percurso enriquecido, mais abrangente e continuamente renovado.

MNSR promove oficinas “Gerações Criativas: Retratos de um Ofício”

11 de Março, 2026

Em 2026, o Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) promove o ciclo de oficinas “Gerações Criativas: Retratos de um Ofício”, uma iniciativa que cruza arte, património e sustentabilidade, convidando a comunidade a mergulhar num diálogo entre a pintura e escultura académica do século XIX e os saber-fazer dos ofícios tradicionais portugueses.

 

Partindo das coleções e artistas presentes na exposição de longa duração e dos jardins envolventes, este ciclo assinala ainda o contributo do MNSR para a Agenda 2030 da ONU, promovendo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável através da sensibilização para a redução da pegada ecológica individual.

Uma viagem entre arte e ofício

Incluído no tema orientador da programação do Museu Nacional Soares dos Reis para 2026 – “Cruzamentos Artísticos” –, o ciclo de oficinas “Gerações Criativas: retratos de um ofício” propõe uma viagem sensorial e prática ao século XIX – um período de profundas transformações artísticas e sociais. O objetivo central é estabelecer um diálogo entre grandes obras da pintura e escultura académica e os ofícios tradicionais portugueses, como a renda de bilros, a olaria, a cestaria e o bordado.

 

Inspiradas em obras como Interior – rapariga a fazer renda de bilros, de Sofia de Souza; Louças de Barcelos, de Eduardo Viana; A Filha dos Condes de Almedina, de António Soares dos Reis; e Entre o almoço e o jantar ou interior (costureiras trabalhando), de Marques de Oliveira, as oficinas propostas convidam os participantes a refletir sobre o retrato social presente nestas obras: quem eram estas pessoas, como trabalhavam, quais os seus gestos, ferramentas e o significado do trabalho manual na sua dignidade e identidade.

 

A atividade desenvolve-se em dois momentos complementares:

 

A Janela para o Mundo: A Arte do Século XIX
Análise orientada das obras, com enfoque na dimensão estética e social.

As mãos que fazem a História: Os ofícios tradicionais
Oficinas práticas conduzidas por artesãos e mestres locais, proporcionando contacto direto com os ofícios representados nas obras.

 

Cada participante terá, assim, oportunidade de experienciar que a arte não vive apenas nos museus, mas também no gesto preciso da rendilheira, nas mãos do oleiro e do cesteiro, e na agulha da bordadeira – reconhecendo o passado como matéria-prima para inovar o futuro.

 

Dirigido à comunidade em geral e com um calendário que prevê a realização de uma Oficina Cruzada por trimestre, a primeira proposta, agendada para o dia 28 março, pelas 15h00, será dedicada às Rendas de Bilros, sendo esta uma oficina desenvolvida com a colaboração da Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde.

 

Cronograma

1.º Trimestre | março – A Renda de Bilros
Exploração da precisão e atenção retratadas em cenas de interior, a partir da obra Interior – rapariga a fazer renda de bilros, de Sofia de Souza.

2.º Trimestre | junho – A Olaria
Modelagem do barro numa ligação entre tradição e contemporaneidade, inspirada na obra Louças de Barcelos, de Eduardo Viana.

3.º Trimestre | setembro – A Cestaria
Entrelaçar resistência e delicadeza, entre tradição e modernidade, a partir da obra A Filha dos Condes de Almedina, de António Soares dos Reis.

4.º Trimestre | dezembro – O Bordado
Reviver pontos e narrativas criadas à luz da candeia, inspiradas na obra Entre o almoço e o jantar ou interior (costureiras trabalhando), de Marques de Oliveira.

 

Com forte componente prática, mas sustentadas numa base teórica sólida, estas Oficinas Cruzadas exploram diversas linguagens artísticas, valorizando a aprendizagem pela ação e afirmando-se como um espaço de encontro entre gerações, memórias e futuros possíveis, onde a arte e o ofício se entrelaçam para contar histórias, preservar identidades e construir novas formas de criar.

MNSR apresenta “Tocador de Flauta” na Casa da Música

4 de Março, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) apresenta, a partir do próximo dia 14 de março, na Casa da Música, a escultura Tocador de Flauta, dando continuidade ao ciclo de exposições que tem vindo a afirmar a colaboração entre as duas instituições culturais da cidade do Porto.

 

À semelhança das edições anteriores – que integraram a apresentação de obras do acervo do MNSR na abertura das temporadas artísticas da Casa da Música, como a escultura A Música, de António Soares dos Reis, em 2024, e L’ Echo, de Maria Ribeiro, em 2025 – esta nova edição reforça o projeto de circulação de obras do Museu em “Outros Lugares”, promovendo o diálogo entre as artes visuais e a música.

 

A escolha da escultura Tocador de Flauta insere-se numa linha temática que aproxima o património museológico do universo musical, criando pontes entre a expressão plástica e a dimensão performativa que caracteriza a programação da Casa da Música, ficando patente ao público até fevereiro 2027.

Datada do século XVIII, de autor desconhecido, esta escultura em madeira, entalhada e policromada, foi adquirida pelo Estado em março de 1948, passando a integrar o acervo do MNSR.

 

A figura representa um homem a tocar flauta, vestindo traje do século XVIII, com detalhes de indumentária cuidadosamente representados (casaca, colete, meias e sapatos), sugerindo um costume ou personagem popular da época. A obra posiciona-se no contexto do período barroco tardio / início de classicismo português, fase em que a escultura figurativa muitas vezes integrava temas de género, como músicos, pastores ou festejos populares, em peças devocionais ou decorativas.

 

Com esta iniciativa, o Museu Nacional Soares dos Reis reafirma a sua missão de valorização, estudo e divulgação do património artístico nacional, promovendo a sua fruição em contextos diversificados e aproximando novos públicos das obras do seu acervo.

 

A parceria com a Casa da Música tem vindo a consolidar-se como um exemplo de cooperação institucional na cidade do Porto, potenciando sinergias entre diferentes disciplinas artísticas e ampliando a presença do Museu no espaço público.

MNSR reforça dinâmica cultural intensa com cinco novas exposições

27 de Fevereiro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), no Porto, inicia 2026 com uma programação particularmente intensa, reunindo várias exposições temporárias que reforçam o seu papel enquanto plataforma ativa de criação de conhecimento, investigação, conservação e fruição cultural.

 

Entre diálogos internacionais, revisitações da coleção, arte contemporânea e projetos interinstitucionais, o Museu afirma-se como um espaço em permanente movimento.

 

Com cinco exposições patentes ao público em simultâneo – abrangendo desenho antigo, fotografia contemporânea, património restaurado, diálogo interinstitucional e experimentação artística – o Museu Nacional Soares dos Reis evidencia uma programação dinâmica e plural, afirmando-se como um museu vivo, onde confluem tempos, linguagens e olhares diversos, consolidando o seu papel central no panorama cultural nacional.

“Desenhos de Mestres Europeus em Coleções Portuguesas III – França”

Patente até 26 de abril de 2026, esta exposição apresenta 88 obras e constitui a primeira mostra dedicada exclusivamente a desenhos franceses provenientes de coleções públicas e privadas portuguesas.

Com curadoria de Nicholas Turner, a exposição revela a influência de artistas franceses em Portugal entre os séculos XVIII e XX, destacando nomes como Pierre-Antoine Quillard e Jean-Baptiste Pillement, e sublinhando o impacto desta presença na arte portuguesa, particularmente nas artes decorativas.

 

 “Do riso e do siso: Coleções à margem da Casa-Museu Fernando de Castro”

Também patente até 26 de abril de 2026, esta exposição propõe uma nova leitura do universo de Fernando de Castro, destacando a dimensão humorística e caricatural do seu acervo.

Com curadoria de Ana Mântua, a mostra reúne caricaturas do próprio colecionador, cerâmica caricatural das Caldas da Rainha e de Sacavém – incluindo obras de Rafael Bordalo Pinheiro -, arte oriental e raridades bibliográficas dedicadas à sátira. A exposição ilumina uma faceta menos conhecida da Casa-Museu Fernando de Castro, propondo novas narrativas sobre o legado integrado no MNSR desde 1952.

 

“Face a Face – Rita Magalhães e a Natureza-Morta na Coleção do MNSR”

Patente até 18 de maio de 2026, a exposição estabelece um diálogo entre a fotografia contemporânea de Rita Magalhães e a tradição da natureza-morta na coleção do Museu.

Com curadoria de Manuela Hargreaves, a mostra reúne 28 obras da coleção, das quais 15 foram alvo de intervenção de conservação e restauro, devolvendo-lhes visibilidade e revelando assinaturas e marcas ocultas pelo tempo. Entre tradição e contemporaneidade, a exposição reforça o compromisso do Museu com a investigação, a conservação ativa e a reinterpretação do património.

 

Programa “MNAA no MNSR” com ciclo de quatro exposições

O MNSR acolherá, durante o ano 2026, um ciclo de quatro exposições constituídas por bens culturais emblemáticos do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA). O programa “MNAA no MNSR” propõe o diálogo entre coleções, contextos e linguagens.

O programa inaugurou com “Sequeira: os Estudos Finais” (fevereiro a abril), dedicada aos desenhos preparatórios de Domingos António de Sequeira para as composições da Adoração dos Magos, Descida da Cruz, Ascensão de Jesus e Juízo Final. As pinturas Adoração dos Magos e Descida da Cruz permanecerão lado a lado no MNSR durante o ano, aprofundando o diálogo entre coleções.

Este intercâmbio estratégico reforça a colaboração entre museus nacionais e amplia a programação do MNSR.

 

“Temores. Livros de artista. Agostinho Santos”

Patente até 12 de abril de 2026, esta exposição apresenta o universo criativo de Agostinho Santos – artista, curador e investigador -, que há cerca de três décadas desenvolve um trabalho continuado em torno do livro de artista.

“Temores” propõe uma imersão no livro de artista enquanto espaço de experimentação plástica e reflexão crítica sobre o mundo contemporâneo. Reunindo obras que cruzam desenho, narrativa e objeto escultórico, a mostra convida o público a repensar a essência e a função do livro enquanto forma artística autónoma.

 

 

Cruzamentos Artísticos: um museu em diálogo

Paralelamente às exposições temporárias, o MNSR dá continuidade ao seu tema programático anual “Cruzamentos Artísticos”, que estrutura a atividade do museu em 2026. Este eixo promove o encontro entre épocas, disciplinas, linguagens e comunidades, incentivando leituras transversais da coleção e das exposições em curso.

“Cruzamentos Artísticos” materializa-se em visitas orientadas temáticas, percursos interdisciplinares que relacionam artes visuais, literatura e música, bem como em momentos de programação performativa que ativam os espaços do museu. O objetivo é estimular novas interpretações do património e fomentar o diálogo entre criadores contemporâneos, investigadores e públicos diversos.

 

 

Conversas e Oficinas | Serviço de Educação

O Serviço de Educação assume um papel central na dinamização da programação do MNSR, através de um programa estruturado de conversas, oficinas e laboratórios criativos dirigido a diferentes públicos – escolas, famílias, adultos e comunidades específicas.

Estas iniciativas reforçam o compromisso do MNSR com a formação de públicos críticos e participativos, transformando o museu num espaço de aprendizagem ativa e criação partilhada.

Exemplo dessa dinâmica, é o projeto “Agora Nós!” – Laboratório Jovem de Democracia Cultural, recentemente apresentado e que coloca jovens entre os 16 e os 25 anos no centro da construção da vida cultural do museu.

Mais do que um programa educativo, “Agora Nós!” afirma-se como um verdadeiro laboratório de democracia cultural, promovendo o acesso, a participação e a partilha efetiva de responsabilidades. Os jovens são convidados a intervir na programação, mediação, comunicação e construção de narrativas do Museu, assumindo-se como cocriadores ativos e agentes de decisão.

Com o “Agora Nós!”, integrado no programa Comunidade 360°, o MNSR reforça o seu compromisso com a inclusão, a inovação e a participação ativa.

Gravado no MNSR álbum Prix sans Prix regressa com novo volume

26 de Fevereiro, 2026

Após o sucesso do primeiro volume, Prix sans Prix regressa com Vol. 2, um projeto discográfico dedicado a compositoras dos séculos XIX ao XXI.

 

Gravado no Museu Nacional Soares dos Reis, o álbum desafia narrativas redutoras e o apagamento histórico através de obras para flauta e harpa de Marguerite Roesgen-Champion, Norma Beecroft, Teresa Procaccini, Clotilde Rosa, Clémence de Grandval, Carmen Petra-Basacopol e Yuko Uebayashi.

 

Interpretado por Adriana Ferreira (flauta) e Silvia Podrecca (harpa), solistas principais da Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia (Roma), o disco propõe uma escuta crítica e luminosa, evidenciando percursos artísticos singulares, moldados por contextos históricos e culturais distintos.

O concerto de apresentação e lançamento do álbum Prix sans Prix aconteceu, em julho do ano passado, no MNSR, em torno de repertório escrito por mulheres compositoras para flauta solo, para flauta e piano e para flauta e harpa.

 

O Volume 2 será agora lançado no Museu Nacional da Música, Mafra, já no próximo domingo, dia 1 março, pelas 15 horas, com apresentação por Helena Lopes Braga, e performance de Adriana Ferreira.

Consórcio de Prescrição Cultural promove Workshops Arte e Saúde

24 de Fevereiro, 2026

No âmbito do movimento do Consórcio de Prescrição Cultural, de que o Museu Nacional Soares dos Reis é parceiro, a Universidade do Porto dá início à implementação de um projeto-piloto que integra os Workshops Arte e Saúde, uma iniciativa orientada para a promoção do bem-estar físico, emocional e social dos estudantes da U.Porto.

 

Um dos workshops em destaque será dinamizado por Abigail Ascenso, artista residente da U.Porto, e intitula-se “Offline – Laboratório de expressão plástica”. Esta proposta convida os participantes a abrandar o ritmo, desligar das exigências do quotidiano académico e mergulhar num espaço de experimentação criativa, onde não há certo nem errado – apenas liberdade de expressão.

 

O “Offline” afirma-se como um laboratório artístico aberto à exploração de gestos espontâneos e processos criativos, promovendo momentos de pausa, introspeção e partilha. A iniciativa pretende estimular a criatividade enquanto ferramenta de autocuidado e equilíbrio emocional.

As sessões decorrerão às quartas-feiras, das 15h às 17h, com início a 25 de fevereiro, estando previstas 10 vagas (máximo) para participantes.

 

O workshop, a realizar no Museu Nacional Soares dos Reis, está estruturado em 10 sessões, organizadas em dois ciclos de cinco sessões cada:

 

1.º ciclo – “Go Off”: 25 de fevereiro, 4, 11, 18 e 25 de março

2.º ciclo – “Go On”: 8, 15, 22 e 29 de abril e 6 de maio

 

Com esta iniciativa, o Consórcio de Prescrição Cultural reforça o compromisso da U.Porto em integrar práticas artísticas e culturais como ferramentas essenciais na promoção da saúde e do bem-estar estudantil.

 

Inscrições AQUI

MNSR abre convocatória pública para projeto “Agora Nós!”

23 de Fevereiro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis abre convocatória pública para integrar o grupo de jovens participantes do projeto “Agora Nós! – Laboratório Jovem de Democracia Cultural”, uma iniciativa que coloca jovens entre os 16 e os 25 anos no centro da construção da vida cultural do museu.

 

Mais do que um programa participativo, o “Agora Nós!” é um espaço real de escuta, decisão e cocriação. Procuramos jovens de todos os contextos sociais, educativos e culturais que queiram pensar o museu do século XXI, questionar, propor e experimentar novas formas de participação cultural.

 

Inscrições até 8 março AQUI

Quem pode candidatar-se?

  • Jovens entre os 16 e os 25 anos
  • Com vontade de intervir na programação, comunicação, mediação e narrativas do museu
  • Interessados em cultura, cidadania, criação, pensamento crítico ou transformação social

Não é necessária experiência prévia.

 

O que propomos?

  • Participação em sessões de diálogo e laboratórios criativos
  • Desenvolvimento de projetos em cocriação com a equipa do museu
  • Impacto real na programação e nas decisões da instituição
  • Certificação de participação no projeto

 

Calendário do Open Call

23 de fevereiro a 8 de março

 

A seleção será feita através de um processo transparente que garante diversidade, igualdade de acesso e representatividade.

 

O projeto desenvolve-se em três fases – auscultação, conceção e implementação – assegurando que as ideias e propostas dos jovens têm continuidade e impacto real no futuro do museu.

 

O futuro do museu constrói-se coletivamente.
Agora é contigo.

‘Adoração dos Magos’ e ‘Descida da Cruz’ em circulação entre museus

20 de Fevereiro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) acolheu, ontem ao final da tarde, a apresentação pública do programa “MNAA no MNSR”, uma iniciativa que integra um ciclo de quatro exposições com obras emblemáticas do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), atualmente encerrado para obras de requalificação dos seus espaços.

 

A sessão contou com intervenções de António Ponte, Diretor do MNSR, de Maria de Jesus Monge, Diretora do MNAA, e de Álvaro Sequeira Pinto, Presidente do CDJF – Amigos do MNSR, que sublinharam o carácter estratégico da cooperação entre museus nacionais e a importância de manter e reforçar o diálogo entre coleções e públicos.

 

A apresentação serviu igualmente de contexto à exposição “Sequeira: os Estudos Finais”, a primeira de quatro exposições programadas no âmbito do ciclo “MNAA no MNSR”. A sessão incluiu ainda uma conversa cruzada dedicada aos desenhos de Domingos Sequeira, com as gestoras de coleção de pintura Ana Paula Machado (MNSR) e Alexandra Markl (MNAA).

Um encontro raro entre duas obras-ícone de Sequeira

No âmbito do programa, e integradas no plano de rotatividade da Exposição de Longa Duração do MNSR, as pinturas Adoração dos Magos e Descida da Cruz, de Domingos António de Sequeira – duas das grandes composições religiosas do artista – vão permanecer lado a lado no MNSR ao longo de 2026, proporcionando, pela primeira vez no Porto, a contemplação conjunta destas obras de referência.

 

Rumo a 2027

O programa “MNAA no MNSR” afirma-se como um compromisso estratégico de colaboração institucional, que promove a circulação de coleções e o trabalho conjunto entre equipas museológicas mesmo durante o período em que o MNAA está fechado. Em 2027, está já previsto que as mesmas pinturas se integrem numa exposição no MNAA – reforçando o intercâmbio entre Porto e Lisboa e ampliando o acesso do público a estas obras-ícone do património artístico português.

 

Ao longo do ano de 2026, o MNSR acolherá outras três exposições deste ciclo – “Cavaleiro Faria”, “Miniaturas, vários suportes e linguagens” e “Jóias de Goa” – reforçando a sua programação, este ano dedicada ao tema «Cruzamentos Artísticos» e proporcionando múltiplos olhares sobre a riqueza e diversidade das coleções nacionais.

Obras do MNSR incluídas na base de dados “Marks on Art”

19 de Fevereiro, 2026

Um conjunto de sete pinturas a óleo sobre cobre, realizadas por artistas de Antuérpia e pertencentes ao acervo do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), foi recentemente integrado na base de dados Marks on Art, desenvolvida pelo RKD – Instituto Neerlandês de História da Arte.

 

De acesso livre, esta base de dados reúne diferentes tipologias de marcas presentes em obras de arte, incluindo marcas de oficina, de mestre, de corporações, de transporte e de posicionamento.

 

O projeto é desenvolvido em colaboração com museus de diversos países europeus e assume particular relevância, uma vez que estas marcas se localizam, na maioria dos casos, em áreas pouco visíveis das obras, como o verso ou as margens, passando frequentemente despercebidas. No entanto, constituem uma fonte de informação essencial para a datação das obras, a identificação do local de origem, o conhecimento dos processos de produção e da proveniência dos materiais, contribuindo igualmente para o esclarecimento de questões relacionadas com autoria e autenticidade.

 

Integrada na infraestrutura de investigação do RKD, a base de dados Marks on Art inclui marcas identificadas em esculturas e pinturas. No domínio da pintura, o enfoque incide sobretudo nas marcas de artistas e de corporações existentes no verso de pinturas neerlandesas e flamengas dos séculos XVI e XVII.

 

A coleção de pintura do MNSR integra um conjunto de pinturas a óleo sobre cobre, realizadas por artistas de Antuérpia, que apresentam este tipo de marcas. Estas obras foram identificadas em 1991 pela investigadora Ursula Härting e, em 2025, passaram a integrar a base de dados Marks on Art, na sequência da investigação conduzida pelo Professor Jørgen Wadum, especialista nesta área há mais de quatro décadas.

 

Entretanto, o projeto foi alargado a outras obras holandesas e flamengas da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, nas quais intervenções de restauro recentes permitiram a identificação de novas marcas, atualmente em fase de estudo. As sete pinturas a óleo sobre cobre encontram-se já disponíveis para consulta na base de dados.

Créditos Fotográficos: MMP | MNSR | ADF

MNSR propõe imersão no universo dos livros de artista

13 de Fevereiro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta a exposição “Temores. Livros de artista. Agostinho Santos”, com inauguração marcada para o próximo dia 21 de fevereiro, às 16h00, propondo uma imersão no universo dos livros de artista enquanto território de experimentação estética, pensamento crítico e reflexão sobre o mundo contemporâneo.

 

A exposição reúne um conjunto de obras de Agostinho Santos, artista, curador e investigador, que há cerca de três décadas desenvolve um trabalho continuado em torno do livro de artista, entendido não apenas como objeto editorial, mas como suporte plástico, conceptual e narrativo. Nesta mostra, o livro assume-se como espaço de registo de memórias, viagens, leituras, diálogos, emoções e inquietações, ultrapassando os limites tradicionais do papel e da tinta e abrindo-se a uma total liberdade de criação.

“Temores” constitui uma viagem ao imaginário do artista, tendo como pilar o aflitivo e inquietante mundo contemporâneo. As obras expostas refletem preocupações, desesperos, desejos, ambições e sonhos, transformados em desenhos e composições visuais que desafiam convenções formais e funcionais do livro, afirmando-o como objeto de arte pleno. Para Agostinho Santos, esta exposição representa um desafio acrescido ao nível do pensamento, do risco, da estética e da imaginação.

 

Nascido em 1960, em Vila Nova de Gaia, Agostinho Santos é jornalista, artista plástico, curador independente e investigador académico. Doutorado em Museologia e pós-doutorado em Ciências da Arte e do Património, realizou mais de 150 exposições individuais e participou em mais de 500 exposições coletivas, em Portugal e no estrangeiro. É autor de diversos livros nas áreas do jornalismo, pintura e desenho, estando representado em inúmeras coleções públicas e privadas.

 

A exposição “Temores. Livros de artista. Agostinho Santos” convida o público a questionar a essência, a forma e a função do livro, num diálogo intenso entre arte, pensamento e contemporaneidade.

Porto celebra a viagem de Dante pelo olhar de António Carneiro

11 de Fevereiro, 2026

No próximo domingo, 15 de fevereiro, às 11h30, o Museu do Porto organiza a visita guiada “As Ilustrações do Inferno de Dante, de António Carneiro”, proposta que convida o público a explorar as interpretações do pintor português para o Inferno descrito por Dante Alighieri na Divina Comédia.

 

A iniciativa será conduzida por Ana Nascimento, do Museu Nacional de Soares dos Reis, e decorre no Ateliê António Carneiro, com entrada gratuita e lotação limitada a 20 participantes, mediante inscrição prévia através do formulário.

 

A visita oferece um encontro com o universo criativo de António Carneiro (1872-1930), através de uma seleção de desenhos que exploram luz, sombra e textura numa fusão entre palavra literária e representação plástica. A proposta é permitir aos visitantes perceber como os estados emocionais e filosóficos do poema de Dante são traduzidos em traço e composição por Carneiro.

Esta visita insere-se num contexto mais amplo de interesse pela obra do pintor portuense em torno do tema dantesco. Entre 2023 e 2024, esteve patente no Lionesa Business Hub, em Matosinhos, a exposição “Inferno – A Viagem de Dante pela mão de António Carneiro”, organizada em parceria com o Museu Nacional Soares dos Reis e a Associazione Socio-Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri.

 

Baseada nos 42 desenhos que Carneiro realizou, entre 1928 e 1930, para ilustrar o Inferno da Divina Comédia, a exposição propunha uma leitura simbólica da jornada dantesca. A instalação era concebida como uma sequência de nove círculos, cada um correspondendo a diferentes zonas infernais e experiências humanas, representando de forma metafórica a complexidade da condição humana e a passagem da escuridão para a luz. Esta montagem artística transformava a obra gráfica do pintor numa narrativa imersiva que culminava na saída rumo ao Paraíso, sugerindo uma reflexão sobre vida, erro e redenção.

 

O interesse pelo conjunto dos 42 desenhos de António Carneiro para Inferno tem raízes mais antigas: em 2022, uma mostra dedicada a estes desenhos foi apresentada na Casa dos Livros da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, integrando as comemorações dos 150 anos do nascimento do artista e destacando a importância do seu trabalho gráfico inspirado na obra-mestre de Dante.

 

Com estas iniciativas, a cidade do Porto e instituições culturais ligadas ao seu património artístico aprofundam o diálogo entre literatura clássica e artes visuais, promovendo interpretações contemporâneas de um dos episódios mais icónicos da história da literatura universal.

 

Créditos fotográficos: CMP | Rui Oliveira

Panteão Nacional promove visita aos gessos de Soares dos Reis

10 de Fevereiro, 2026

O Panteão Nacional irá abrir o coro baixo, entre os dias 12 de fevereiro e 15 de março, para que os visitantes possam apreciar os cinco gessos aí expostos, da autoria de Soares dos Reis e Anatole Calmels, dois reputados artistas, com obra notável no final do século XIX.

 

Dois dos gessos são da autoria de Anatole Célestin Calmels (1822-1906), e são moldes de duas peças – o Trabalho e a Força – que estão à porta da Procuradoria-Geral da República (antigo Palácio dos Duques de Palmela), em Lisboa.

 

As outras três esculturas foram concebidas por António Soares dos Reis (1847-1889) e representam A Música, A Poesia e a Abundância. Datam de 1877 e estão assinadas pelo autor.

Sobre Soares dos Reis

António Soares dos Reis nasceu a 14 outubro de 1847, no lugar de Santo Ovídio, freguesia de Mafamude, concelho de Vila Nova de Gaia.

 

Com apenas 14 anos, matriculou-se na Academia Portuense de Belas Artes, onde – durante a frequência do curso – colheu vários prémios e louvores. Em poucos anos o curso estava concluído, obtendo o 1º prémio nas cadeiras de desenho, arquitetura e escultura.

 

Aos 20 anos tornou-se pensionista do Estado no estrangeiro. Entre 1867 e 1870 permanece em Paris como pensionista, recebendo lições de Jouffroy, Yvon e Taine. Em Paris recebe vários prémios pelos seus trabalhos.

 

Após breve estada em Portugal, em 1871 parte para Roma, etapa decisiva na sua formação. É em Roma que inicia a execução de O Desterrado (1872), obra de inspiração clássica, ensaio de transição para o naturalismo, premiada na Exposição Geral de Belas-Artes de Madrid de 1881.

 

Regressado ao Porto em 1873 para se dedicar à carreira artística, colabora em publicações e preside ao Centro Artístico Portuense. A partir de 1881, leciona Escultura na Escola de Belas-Artes do Porto, embora discorde da orgânica do ensino.

 

Soares dos Reis é admirado pelos seus contemporâneos, recebe encomendas, participa em concursos e exposições, concebe monumentos públicos.

 

Incapaz de se sobrepor à incompreensão e ao descrédito lançados contra o seu valor artístico e de enfrentar a obstrução sistemática aos seus esforços de inovação como docente, recorreu ao suicídio, deixando uma obra ímpar na escultura da segunda metade do século XIX.