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Casa-Museu Fernando de Castro

Visita

Casa-Museu Fernando de Castro

Horário e Bilhética

O acesso à Casa Museu Fernando de Castro faz-se com visita guiada por marcação online e sujeita a confirmação de disponibilidade. Em visitas de grupo, o número máximo é de 10 participantes.

Bilhete geral | 5 Euros | Despacho 8030/2023

 

Como chegar

Casa-Museu Fernando de Castro
Rua Costa Cabral 716, Porto

Carro

A Rua Costa Cabral é das mais extensas do Porto, prolongando-se da central Praça do Marquês à Estrada da Circunvalação, no limite da cidade. Se vier do centro, deverá virar à direita na Praça do Marquês, junto da intersecção com a Rua da Constituição. Se vier do exterior da cidade, poderá localizar-se na Rotunda da Areosa e virar à esquerda, no sentido da Rua de Costa Cabral.

Autocarros

Dependendo do ponto de partida, existem várias linhas do STCP que têm paragem perto da Casa-Museu Fernando de Castro (305, 701, 702, 703). Programe a sua viagem aqui.

 

Metro

A estação de metro que serve a CMFC é a dos Combatentes, que se localiza na Linha Amarela e liga o centro da cidade ao Hospital de São João. A estação tem uma saída para a Rua Costa Cabral e encontra-se a 300 metros a pé da CMFC. Programe a sua viagem aqui.

 

Estacionamento

A CMFC não possui estacionamento próprio, mas nas imediações existem diversos lugares de estacionamento. A CMFC permite o estacionamento, na área exterior da casa, de bicicletas.

 

Acessibilidades

A CMFC localiza-se numa casa de habitação com 3 pisos e o circuito da visita inclui 5 lanços de escadas sem elevador. À entrada, o visitante deverá deixar malas, guarda-chuvas ou outros objetos de grandes dimensões no bengaleiro.

O espaço disponibiliza, ainda, um WC feminino e um WC masculino.

Casa-Museu Fernando de Castro

História

Casa-Museu Fernando de Castro

A Casa-Museu Fernando de Castro foi a residência de uma família de colecionadores dedicada às Pintura, Escultura e Artes Decorativas. Coube à última herdeira, Maria da Luz de Araújo Castro, fazer a doação ao Estado do imóvel e recheio cumprindo postumamente o desejo do seu irmão, Fernando de Castro, em fundar um museu público. Por decreto de 15 de dezembro de 1951 a CMFC foi classificada e anexada ao Museu Nacional Soares dos Reis.

Casa-Museu Fernando de Castro

Patrono – Fernando de Castro

Fernando de Castro

Fernando de Castro (Sé, 26 nov. 1888 – Paranhos, 7 out. 1946) foi um colecionador e empresário portuense reconhecido pela sua veia poética manifesta em publicações, com gosto pela leitura e inclinação para o desenho tendo criado várias séries de caricaturas. Entre elas destaca-se o cartoon de 1938 onde se autorretrata como um gentleman, pose condizente com um estatuto que lhe dava acesso ao prestigiado Ateneu Comercial do Porto.

Fernando de Castro foi perfilhado aos 9 anos pelo pai, Fernando António de Castro, e legitimado pelo casamento deste com a mãe, Maria Maximina de Araújo em 1906. Viveu na rua das Flores junto da loja do pai, cujo negócio prosperou em vidros, espelhos e papéis pintados. Entre 1893-1908, o empresário empenhou-se na construção de uma nova casa situada na rua de Costa Cabral. Desde cedo, Fernando de Castro cresceu dentro de um imaginário pleno de figuras de estilo e de ícones, em particular no que diz respeito ao mobiliário e recheio da casa de Costa Cabral— património que conservou e respeitou após a morte do pai em 1918.

Na idade adulta, desenvolveu os seus interesses culturais num círculo de amigos ligados aos negócios e com um gosto particular pelas artes e letras, como António Nicolau de Almeida, Fernando Rosas, Ramos Pinto, entre outros. Neste sentido, terá sido após a morte da mãe em 1925 que Fernando de Castro fez novas aquisições de peças sendo possível documentá-las quanto a artistas contemporâneos.

Casa-Museu Fernando de Castro

A casa: memória dos ambientes tardo românticos do Porto

Casa-Museu Fernando de Castro

A decoração interior da Casa-Museu é dominada por uma atmosfera revivalista, onde sobressai o trabalho da talha e domina a arte sacra transmitindo ao espaço um certo espírito de antiquário, em consonância com o culto dos estilos nacionais e das antiguidades em finais do século XIX. Constitui por isso um dos raros ambientes do Romantismo tardio na cidade.

Estudos recentes indicam que a decoração fixa da casa corresponde à época da sua construção, entre 1893 e 1908, incluindo lambris de madeira entalhada, de fabrico moderno ou restaurada, tetos de caixotão, espelhos, mobiliário, papéis de parede, lustres e lanternas. Este revestimento original parece resultar de um verdadeiro projeto de interiores, concebido com ostentação dentro de um gosto atualizado seguido pelo fundador da casa, Fernando António de Castro. Notar que este negociante da Rua das Flores era dedicado à decoração de interiores e, além disso, provinha de um ambiente instruído, sendo filho de um tabelião e membro da família Campos Melo, próspera nos lanifícios da Covilhã.

Tendo vivido na freguesia da Sé, o empreendedor decidiu mudar-se para a zona das Antas em 1893. Esta é a data de aprovação da casa que mandou construir com dois pisos na rua de Costa Cabral, a que se sucedeu uma ampliação em 1908 incluindo uma cozinha junto à sala de jantar no 1.º piso e a construção de um 3.º piso para 4 quartos e 2 salas. O prédio surge-nos como morada do investidor apenas em 1909. Após a sua morte, questões familiares conduziram à ocultação de todos os documentos referentes à herança, transmitida em 1918 aos seus dois filhos, Maria da Luz e Fernando de Castro, o sucessor da casa.

Casa-Museu Fernando de Castro

Coleções

O acervo da Casa-Museu Fernando de Castro é constituído por diferentes coleções reunidas ao longo de várias décadas. É constituído, maioritariamente, por arte religiosa com representações eruditas e de cariz popular, pintura naturalista portuguesa e artes decorativas. Destaca-se, ainda, um interessante núcleo de caricaturas e alguns livros da autoria de Fernando de Castro, colecionador, artista e poeta. No essencial, a disposição dos objetos pelas salas é bastante fiel à deixada pela sua irmã, Maria da Luz.