Loading...

Ciclo de Visitas à Hora Certa encerra no Andar Nobre do Palácio

26 de Setembro, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Público Alvo
Jovens e adultos

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

 

Valor
Bilhete de entrada + 2 EUR

No âmbito da programação proposta para as Visitas à hora Certa, decorre na próxima sexta-feira, pelas 15 horas, uma visita guiada ao Andar Nobre do Palácio dos Carrancas. Será a última visita deste ciclo no mês de setembro.

 

Ao longo dos anos de uso a ocupação do espaço foi sofrendo alterações, devidas à mobilidade da família e à frequente existência de hóspedes.

 

No entanto, podem-se esboçar alguns princípios de utilização dos vários pisos.

 

No primeiro piso encontramos o grande átrio de entrada à volta do qual se distribuíam os armazéns, cavalariças e cocheiras.

 

O andar intermédio terá sido utilizado pela família, e o andar nobre reservado para as personagens importantes que aqui se alojavam.

 

O último andar deveria ser destinado aos criados, e as oficinas da fábrica e talvez a cozinha ocupassem as duas alas que rodeavam o jardim interior.

 

O Palácio dos Carrancas foi mandado construir em 1795 pela família Morais e Castro, descendente de cristãos-novos, pertencente à burguesia portuense e que enriqueceu com a Fábrica de Tirador de Fio de Ouro e Prata aqui instalada. O edifício, com unidade fabril e residência, testemunhou e foi palco de acontecimentos sociais, militares e políticos ao longo do século XIX.

 

Marcadamente urbano e seguidor do estilo Neoclássico, que se instalava então no Porto, o Palácio teve um carater único em contexto de construção privada. Tudo aponta para a intervenção dos arquitetos municipais Joaquim da Costa Lima Sampaio e José Francisco de Paiva. A fachada, de grande clareza de desenho, dividia o edifício em dois corpos horizontais.

 

A distribuição seguia a hierarquia do antigo regime e os tratados de Arquitetura: andar nobre, pátio fechado com muro alteado, separação da manufatura e operários e a quinta recuada. O luxo afirmava-se nos espaços interiores, nomeadamente no andar nobre, permanecendo ainda dessa época uma grandiosa Sala de Jantar e a Sala da Música.

 

A grandiosidade do edifício associou-o ao cenário dos grandes acontecimentos político-militares da cidade. Por exemplo, durante a primeira invasão francesa, foi considerado um local estratégico e ocupado pelo marechal Soult. Pouco depois, estabelecia-se aqui o seu sucessor no comando militar da cidade, chefe do exército libertador, o general Arthur Wellesley.

Lugar Cativo: exposição a céu aberto no centro do Porto

25 de Setembro, 2023

O movimento Arte pela Arte, criado pelo Lionesa Group, juntou-se ao projeto Outros Lugares, do Museu Nacional Soares dos Reis, e à SIGN para apresentar LUGAR CATIVO, uma exposição aberta à cidade, de uma seleção de obras do acervo do museu.

 

A inauguração da exposição – instalada na fachada dos edifícios – está agendada para o próximo dia 29, pelas 15h30, na Rua do Cativo, no Porto, sendo presidida pela Secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro.

 

Lugar Cativo é um conjunto de retratos que posiciona o seu olhar sobre a cidade e o espectador, uma observação bidirecional entre a personagem representada e o seu público, e vice-versa, num diálogo desenvolvido à medida de cada pessoa. Estas cerca de 40 obras são reproduções colocadas nas fachadas dos edifícios.

Reforçando o lema do Museu “Um museu de pessoas, por pessoas para pessoas”, o programa Outros Lugares pretende dar continuidade à itinerância, no território, das coleções do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) com entidades parceiras. A ação propõe-se extravasar o espaço do Museu e a sua organização formal para envolver curadorias improváveis e diferenciadoras atendendo à natureza dos parceiros, ao local de apresentação e aos respetivos contextos.

 

A seleção de obras que vai estar patente na Rua do Cativo, ao longo dos próximos meses para usufruto de quem pela rua passar, encontra no Cativo um espaço dedicado à democracia cultural. Esta é uma iniciativa conjunta do Lionesa Group, do MNSR e da SIGN – Wide Format Printing.

 

A exposição assinala também o 1º aniversário do Lionesa Group e dá continuidade à iniciativa Arte pela Arte, um movimento que vê na arte uma lupa sobre o território, um estetoscópio sobre o próximo, um estereoscópio sobre toda uma comunidade.

 

Sobre o projeto Arte pela Arte

O movimento Arte pela Arte teve início aquando do investimento em edifícios na histórica Rua do Loureiro, no Porto. Emparedados transitoriamente por segurança sanitária e orientações municipais, o Lionesa Group começou a intervenção de requalificação do edificado abrindo a rua à cidade através da arte. Cinco intervenções artísticas foram o resultado da parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). Esta primeira iniciativa proporcionou uma verdadeira galeria de arte ao ar livre, totalmente aberta aos visitantes e habitantes locais da Rua do Loureiro.

 

Segue-se agora o projeto Lugar Cativo que vai dar continuidade ao Movimento Arte pela Arte, em parceria com o Museu Nacional Soares dos Reis e a SIGN, num objetivo muito claro de transformação do território num centro de partilha de cultura, vida e arte.

 

Sobre o projeto Outros Lugares

O programa Outros Lugares tem como propósito afirmar o Museu Nacional Soares dos Reis como um lugar que extravasa o seu espaço e organização formais para envolver curadorias improváveis e diferenciadoras atendendo à natureza dos parceiros, ao local de apresentação e aos respetivos contextos.

 

No âmbito deste programa foram já apresentadas a Exposição 42 DESENHOS DE ANTÓNIO CARNEIRO PARA O INFERNO DE DANTE, na Casa dos Livros, no Porto; e a Exposição CICLO DA VIDA, a qual, a partir da alegoria QUATRO ESTAÇÕES, uma série de quatro telas do século XVII, levou ao Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS-UP), um núcleo de pinturas que estabelecem uma relação com as diferentes fases da vida do Ser Humano.

 

O projeto Lugar Cativo materializa um novo modelo de gestão do Património Cultural pela associação de entidades públicas e entidades privadas, num esforço de democratizar, cada vez mais, o acesso à cultura e de confrontar o público com as obras de arte em espaços pouco prováveis, procurando suscitar a visita às obras no seu contexto formal de exposição no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.

Aniversário da morte do escritor Ruben Andresen Leitão

23 de Setembro, 2023

Assinala-se, hoje, 23 setembro, o 48º aniversário da morte de Ruben A., pseudónimo literário de Ruben Andresen Leitão.

 

Ruben Alfredo Andresen Leitão nasceu em Lisboa em 1920 e faleceu em Londres em 1975.

 

Estreou-se, em 1949, com Páginas, um misto de diário e de ficção. A sua atividade literária na década de 60 ficou marcada pela edição de três volumes autobiográficos, O Mundo à Minha Procura. Em 1973, publicou a sua última obra, a novela Silêncio para 4.

 

Ruben Andresen Leitão foi também professor no King’s College em Londres e funcionário da Embaixada do Brasil em Lisboa durante quase 20 anos, cargo que deixou em 1972.

 

Depois dessa data foi administrador da Imprensa Nacional-Casa da Moeda e diretor-geral dos Assuntos Culturais do Ministério da Educação e Cultura, tendo lançado, em 1975, entre outras ações, um projeto de revitalização do Museu Nacional Soares dos Reis.

Ruben Andresen Leitão licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde defendeu a tese Cartas de D. Pedro V ao Conde de Lavradio. A partir daí, o seu interesse por D. Pedro V leva-o a publicar numerosos volumes da correspondência do rei, bem como outros estudos e investigações históricas.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis está hoje instalado no Palácio dos Carrancas, adquirido pelo rei D. Pedro V, em 1861, para passar a residência oficial da família real nas suas visitas ao Norte do País.

 

O edifício foi doado, em 1915, à Misericórdia, através do testamento de D. Manuel II, que pretendia aí construir um hospital, o que nunca chegou a concretizar-se.

 

Mais tarde, o Estado comprou o palácio para aqui instalar o Museu Nacional Soares dos Reis que tinha sido fundado em 1833, por D. Pedro IV, e funcionava no Convento de Santo António, atual Biblioteca Pública Municipal do Porto.

 

O Palácio das Carrancas foi novamente alvo de remodelações para a sua nova função e em 1940 foi aqui inaugurado o Museu Nacional Soares dos Reis, o mais antigo museu público de arte em Portugal.

Serviço de Documentação e Informação integra Biblioteca e Arquivo

22 de Setembro, 2023

O Serviço de Documentação e Informação do Museu Nacional Soares dos Reis integra a Biblioteca e o Arquivo, sendo que a biblioteca do Museu tem disponível online o seu catálogo bibliográfico, o qual pode ser acedido AQUI.

 

Horário
A Biblioteca funciona nos dias úteis, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00, exceto feriados nacionais e municipais.

O fundo documental é composto por obras de referência, monografias, publicações periódicas, catálogos de museus, catálogos de exposições, catálogos de leilões, teses académicas e ainda coleções de cartazes, postais e desdobráveis.

 

O Arquivo, reflexo da atividade e da história da instituição, divide-se em dois fundos, o do Museu Nacional Soares dos Reis e o do Museu Municipal do Porto. O tratamento e controlo da documentação e informação, bem como a consulta e divulgação são alguns dos serviços disponibilizados.

 

O acesso à Biblioteca requer marcação prévia através do e-mail: biblioteca@mnsr.dgpc.pt

 

Catálogo da Biblioteca acessível aqui

 

Regulamento disponível aqui

 

Contactos
biblioteca@mnsr.dgpc.pt

+351 223 39 37 70

 

Localização
Museu Nacional Soares dos Reis
Rua D. Manuel II
4050-342 Porto

Museu Nacional Soares dos Reis acolhe Programa de Estágios PEJENE

21 de Setembro, 2023

Pelo terceiro ano consecutivo, o Museu Nacional Soares dos Reis é um dos parceiros do programa PEJENE – Programa de Estágios para Universitários, promovido pela Fundação da Juventude, com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O PEJENE enquadra-se num dos vetores estratégicos de atuação da Fundação da Juventude – Emprego e Empreendedorismo – sendo um forte contributo para ultrapassar o obstáculo da falta de experiência e de Curricula dos jovens alunos e da pouca preparação para o mundo do trabalho.

 

Este programa tem vindo a responder, desde 1993, às necessidades dos jovens que se encontram a finalizar o ensino superior, permitindo desempenhar tarefas de caráter profissional, e aumentar os seus conhecimentos em ambiente real de trabalho.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis associa-se à iniciativa, proporcionando aos jovens inscritos uma oportunidade de estágio, naquele é o primeiro museu público de arte do País. O programa de estágio terá início no próximo dia 25 setembro.

Encontro no Jardim com sessão comentada sobre a Escultura O Eco

20 de Setembro, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Público Alvo
Jovens e adultos

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

 

Valor
Gratuito

Até final deste mês, o Museu Nacional Soares dos Reis tem horário alargado e gratuito todas as quintas-feiras, das 18h00 às 20h00. A iniciativa faz parte do programa de verão que tem vindo a dinamizar o Museu desde o mês de junho, com um calendário muito diverso de atividades.

 

No próximo dia 28 setembro, pelas 18 horas, haverá um Encontro no Jardim, com uma sessão comentada sobre a Escultura O Eco, na qual serão abordadas questões como a iconografia da obra, problemas de conservação e a filiação da autora, Maria Ribeiro.

 

Maria da Glória Ribeiro da Cruz, documentada entre 1902 e 1930, foi das raras mulheres que, na época, se dedicaram à escultura em Portugal, e a primeira a ter um trabalho integrado num jardim público de Lisboa.

 

Apesar de escassamente conhecida, a sua obra merece um lugar de destaque no panorama artístico de início do século XX.

 

Com formação na Escola de Belas Artes do Porto, tendo sido discípula de Teixeira Lopes, estudou também na École Nacionale de Beux-Arts, em Paris, e frequentou o Curso de Desenho da Académie Colarossi, onde recebeu um primeiro prémio.

 

Teve por mestres Laurent-Honoré Marqueste, Victor Peter e Louis-François Biloul, tendo participado em várias exposições, em Portugal e em França.

Conferência Internacional «Undoing conflict in museums»

19 de Setembro, 2023

49ª Conferência Internacional do ICAMT – ICOM International Committee for Architecture and Museum Techniques, organizada pela Universidade do Porto, de 25 a 27 de outubro de 2023, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto. O Museu Nacional Soares dos Reis é um dos parceiros oficiais do evento.

 

O International Committee for Architecture and Museum Techniques (ICAMT) do International Council of Museums (ICOM) organiza anualmente uma importante conferência internacional que reúne especialistas de diferentes áreas, nomeadamente museografia, museologia, arquitetura e design de exposições.

Este ano, a 49ª Conferência Internacional do ICAMT – ICOM International Committee for Architecture and Museum Techniques, será organizada pela Universidade do Porto, de 25 a 27 de outubro de 2023. Conjuntamente com o ICAMT, as entidades portuguesas responsáveis pela organização deste evento são o Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória” (CITCEM) e o Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo (CEAU).

 

O tema principal da conferência será “Undoing conflict in museums: materiality and meaning of museum architecture and exhibition design”. Os participantes da conferência irão poder concentrar as suas reflexões no Poder do Conflito. Debatendo como ideias opostas podem potenciar mudanças e evoluções em museus e exposições, e qual o papel da arquitetura e do design de exposições na gestão do conflito em museus.

 

No âmbito da parceria estabelecida com o Museu Nacional Soares dos Reis, no dia 25 outubro, os participantes da conferência terão oportunidade de efetuar uma visita ao museu, focando-se nos aspetos curatoriais relacionados com o processo de desenvolvimento e montagem da exposição de longa duração, bem como nos aspetos arquitetónicos do edifício.

Amadeo de Souza-Cardoso integra exposição sobre Orfismo no Guggenheim

19 de Setembro, 2023

O artista português Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) vai estar representado entre uma centena de obras de uma exposição dedicada ao Orfismo em Paris, que é inaugurada no próximo ano, no Museu Guggenheim, em Nova Iorque.

 

«Harmonia e Dissonância: Orfismo em Paris, 1910-1930» dá título à mostra dedicada à “vibrante arte abstrata do Orfismo”, um movimento da pintura francesa que nasceu a partir do cubismo, e que se tornou transnacional, com impacto na dança, a música e na poesia, na programação para 2024.

 

A exposição irá exibir obras selecionadas de artistas como Amadeo de Souza-Cardoso, Robert Delaunay, Sonia Delaunay, Marcel Duchamp, Mainie Jellett, Frantisek Kupka, Francis Picabia e dos sincronistas Stanton Macdonald-Wright e Morgan Russell.

Amadeo de Souza-Cardoso teve uma vida curta e intensa em Paris, onde fez contactos com os artistas modernistas, e regressou a Portugal no início da Primeira Guerra Mundial como um pintor reconhecido nos meios da vanguarda, tendo morrido com 30 anos, de gripe pneumónica.

 

Participou em exposições coletivas em Paris, Berlim, Nova Iorque, Chicago, Boston e Londres, e chegou a exibir e a vender o seu trabalho nos Estados Unidos, sendo considerado, pelo crítico de arte norte-americano Robert Loescher, “um dos segredos mais bem guardados do início da arte moderna”.

 

Em 2016, mais de 40 mil pessoas visitaram a exposição (na imagem) dedicada a Amadeo de Souza-Cardoso no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto (que depois seguiu para o Museu do Chiado, em Lisboa), e, no mesmo ano, no Grand Palais, em Paris, uma outra exposição reuniu cerca de 250 obras em pintura, desenho e gravura do artista.

 

Robert Delaunay e Sonia Delaunay – um casal de artistas que se destacou no impulsionamento do Orfismo – viveram cerca de um ano em Portugal durante o período da primeira Guerra Mundial, e travaram conhecimento com os artistas portugueses Amadeo de Souza-Cardoso e Almada Negreiros, de quem se tornaram amigos.

 

‘Harmonia e Dissonância: Orfismo em Paris, 1910-1930’ vai estar patente no Museu Guggenheim, em Nova Iorque, de 08 de novembro de 2024 a 09 de março de 2025.

Cerimónia das Exéquias em Memória de D. Pedro IV, o “Libertador”

18 de Setembro, 2023

Por ocasião do 189º aniversário da morte de D. Pedro IV, ocorrida a 24 de setembro de 1834, a Irmandade da Lapa e a Rota Porto Liberal promovem as Exéquias em Memória de D. Pedro IV, no dia 25 de setembro, pelas 21h30, na Igreja da Lapa, no Porto.

 

Do programa da cerimónia, faz parte a Leitura de Sermão do Pe. António de Ascensão de Oliveira, pronunciado na Igreja da Lapa em 1856; e um Concerto pela Banda do Exército, Destacamento do Porto, Coro Polifónico da Lapa, Ana Sousa Sacramento (soprano) e Filipe Veríssimo (órgão).

D. Pedro I do Brasil ou D. Pedro IV de Portugal, “o Libertador”, foi o primeiro Imperador do Brasil como Pedro I de 1822 até sua abdicação em 1831, e também Rei de Portugal e Algarves como Pedro IV entre março e maio de 1826. Era o quarto filho do rei João VI de Portugal e da rainha Carlota Joaquina da Espanha.

 

Um dos pontos de visita obrigatória no âmbito da Rota Porto Liberal é o Museu Nacional Soares dos Reis, cuja origem remonta ao Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem à sua guarda algumas peças que constituíram a farda de Coronel de Caçadores nº 5, usada por D. Pedro de Alcântara, duque de Bragança, durante o Cerco do Porto: dolman, colete, boné, chapéu armado, espada, talabarte, boldrié (cinturão com talim para suspensão de espada) óculo, porta-mapas.

 

A primeira sala da nova exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, em rotatividade, os elementos dos uniformes utilizados por D. Pedro durante a guerra civil.

 

Recorde-se que a Rota Porto Liberal foi criada em 2017, agregando várias entidades: Câmara Municipal do Porto, Direção Regional de Cultura do Norte, Exército Português, Venerável Irmandade de Nª Sª da Lapa, Museu e Igreja da Misericórdia do Porto e Museu Nacional Soares dos Reis, na divulgação dos lugares associados a esse tempo de luta e ao contributo dado por D. Pedro IV, também libertador do Brasil e seu primeiro imperador, enquanto país independente.

 

Descubra a Rota aqui

150 anos do primeiro atelier de António Soares dos Reis

18 de Setembro, 2023

Em 1873, António Soares dos Reis instalou-se naquele que seria o seu primeiro atelier de trabalho. Situado na Rua das Malmerendas, atual Rua D. Alves Veiga, no Porto, ali permaneceu até 1875, até se mudar para a casa-oficina da Rua Luís de Camões, em Vila Nova de Gaia.

 

Considerado um dos maiores escultores portugueses do séc. XIX, António Manuel Soares dos Reis nasceu a 14 de Outubro de 1847, na freguesia de S. Cristóvão de Mafamude, Vila Nova de Gaia.

 

Era filho de Manuel Soares Júnior, proprietário de uma mercearia a retalho, e de sua mulher Rita do Nascimento de Jesus.

Aos 20 anos, António Soares dos Reis tornou-se pensionista do Estado no estrangeiro. Em 1867 partiu para Paris, onde frequentou o atelier de M. Jouffroy e a École Imperiale et Speciale des Beaux Arts.

 

“Findo o período do pensionato regressou a Portugal, chegando a Vila Nova de Gaia nos primeiros dias de Setembro de 1872. Foi nessa altura que Soares dos Reis apresentou O Desterrado como prova documental do aproveitamento dos seus estudos, de modo a justificar a sua permanência no estrangeiro, ao abrigo da bolsa de Estudo. Ainda nesse ano, a 23 de Dezembro, foi nomeado Académico de Mérito pela Academia do Porto.

 

Em 1873, instalou-se naquele que foi o seu primeiro atelier, situado no n.º. 99 da Rua das Malmerendas, atual Rua Dr. Alves Veiga. (…) E assim decorreram dois anos até a encomenda de dois bustos em mármore, do Visconde de Tamandaré e do Marquês do Herval, lhe abrirem novos horizontes.

 

Manteve-se nessa primeira oficina até 1875 onde realizou ainda algumas das suas primeiras obras de relevo: Cabeça de Negro, Saudade, O Artista na Infância (obra em homenagem a Grão Vasco) e a encomenda de uma Nossa Senhora da Vitória (que não foi bem recebida pela Igreja).

 

Quando o trabalho começou a dar sinais de melhoras, o escultor Soares dos Reis começou a trabalhar num projeto, que já há muito acalentava, de mandar construir uma casa, mais próximo de seus pais, que servisse também como oficina. Em 1876 recebeu a aprovação camarária para o projeto da casa-oficina que veio a ser edificada no número 33 da Rua Luís de Camões em Vila Nova de Gaia”[1].

 

 

[1] Dissertação de Mestrado em História Regional e Local, na área de especialização de História e Gestão do Património, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 2011, por Sónia Queiroga

Exposição integra várias peças da coleção do Museu

18 de Setembro, 2023

A exposição “Portreto de la Animo”, composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, patente ao público até ao próximo dia 12 novembro, integra várias peças da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

“Portreto de la Animo” apresenta uma mostra de trabalhos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

As obras focadas no retrato e no autorretrato são colocadas em confronto ou diálogo expositivo com outras peças pertencentes à coleção do Museu Nacional Soares dos Reis: Conjunto de Miniaturas; Busto-Relicário de São Pantaleão; Sarah Afonso – óleo Mãe e Filha; Hein Semke – escultura terracota; José Joaquim Teixeira Lopes – Máscara mortuária de Soares dos Reis; Rafael Bordallo Pinheiro – Escarrador; e Rudolf Joham Weisse – Retrato de Augusto Santo.

 

No total, foi selecionado para esta exposição um conjunto de cerca de 150 obras que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

No contexto da exposição que agora se apresenta, o Museu Nacional Soares dos Reis pretende, através dos seus acervos artísticos e do recurso à Coleção Treger Saint Silvestre, desenvolver um programa que fomente a discussão e a abordagem da saúde mental através da arte e dos artistas.

 

Pretende-se proporcionar a contemplação, a empatia e o reforço do elo emocional entre o público e as composições em exposição. Trata-se de criar uma experiência de fruição, mas essencialmente de consciencialização para o mundo interior da pessoa e as suas expressões.

 

A exposição “Portreto de la Animo”, de acordo com o curador António Saint Silvestre considerada “a maior mostra de Arte Bruta alguma vez realizada na Península Ibérica”, é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

151º Aniversário de Nascimento do pintor António Carneiro

16 de Setembro, 2023

Assinala-se, hoje, dia 16 setembro, o 151º Aniversário de Nascimento do pintor António Carneiro, um dos nomes maiores da pintura e do desenho em Portugal, representado na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

No ano passado, por ocasião do seu 150º Aniversário de Nascimento, o Museu Nacional Soares dos Reis (em parceria com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto) dedicou-lhe uma exposição temporária.

Integrada no projeto colaborativo de itinerâncias Outros lugares, a exposição temporária Desenhos de António Carneiro para o Inferno de Dante esteve patente na Casa dos Livros, um espaço então recém-criado na cidade do Porto. A iniciativa assinalou os 150 anos do nascimento do pintor-poeta António Carneiro e os 700 anos da morte de Alighieri Dante.

 

Quarenta e dois desenhos de António Carneiro foram produzidos para ilustrar o Inferno da Divina Comédia de Dante Alighieri. Esta obra épica composta por três cânticos foi amplamente divulgada através da inexcedível tradução de Vasco Graça Moura, cujo acervo integral se encontra à guarda da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

 

Biografia de António Carneiro

Pintor, professor da Escola de Belas-Artes do Porto, diretor artístico da revista Águia, ligado ao movimento da Renascença Portuguesa, António Teixeira Carneiro foi uma notável figura da cultura nortenha. Nasceu em 1872, em Amarante, e veio a falecer em 1930, no Porto.

 

Foi discípulo de Soares dos Reis e de Marques de Oliveira na Academia Portuense de Belas-Artes. Em Paris, frequentou a Academia Julien. Participou na decoração da Exposição Universal de 1900. Nesta época realizou o tríptico A vida – esperança, amor, saudade (1899-1901), em que está já patente a vertente poético-simbolista que caracterizaria a sua atitude plástica.

 

Os temas literários, em Camões Lendo os Lusíadas aos Frades de S. Domingos e nos desenhos preparatórios para as ilustrações do Inferno de Dante, e uma componente mística, patente em poemas e esboços de temas bíblicos, completam o elaborar de uma perpétua interrogação.

 

Viajou frequentemente, tendo feito em 1914 a sua primeira viagem ao Brasil, expondo em S. Paulo e no Rio de Janeiro. Retratista emérito e muito solicitado, interessou-se igualmente pela paisagem, tendo pintado dezenas de marinhas de Leça da Palmeira.

 

As suas Praias do Norte aparecem invariavelmente envoltas em bruma, com figuras esbatidas que remetem para o silêncio intemporal das paragens. A pintura de António Carneiro surge com uma interioridade e uma qualidade espiritual rara na arte portuguesa do início do século, longe das preocupações naturalistas de verosimilhança ou mesmo das conceções impressionistas de captação da cor e da luz.

Centenário de Nascimento do arquiteto e pintor Fernando Lanhas

16 de Setembro, 2023

O pintor e arquiteto português Fernando Lanhas nasceu há 100 anos, no Porto, a 16 de setembro de 1923. Está representado na exposição de longa duração no contexto de uma nova geração de artistas e a sua obra Tambores testemunha a transição para o abstracionismo geométrico.

 

Tambores, que se encontra no Museu Nacional Soares dos Reis, é testemunho da transição para o abstracionismo geométrico a que o artista em breve entregaria toda a sua prática pictórica.

 

A obra evoca vagamente uma fisionomia, focando-se na forma da área iluminada, modulada em triângulo. As cores anunciam a “paleta natural”, que Lanhas definiria na década seguinte, em busca de síntese e harmonia com a Natureza.

Outras obras de Lanhas deste período têm títulos de referente musical, suscitando a associação de formas a sons. Foram, mais tarde, substituídos por uma combinação de siglas e números. Por razões que desconhecemos, Tambores escapa a essa normalização auto-imposta.

 

Formado em Arquitetura pela Escola Superior de Belas-Artes da Universidade do Porto em 1947, é principalmente reconhecido pela sua atividade como pintor. Durante o período de formação no Porto, dirigiu o Grupo de Estudantes de Belas-Artes. Pertencendo a um círculo de alunos dos quais faziam parte Nadir Afonso, Júlio Pomar ou Manuel Pereira da Silva, cedo se interessa pela pintura.

 

Considerado o introdutor do abstracionismo geométrico em Portugal, em 1945 expõe algumas pinturas que desenvolvera no campo do Abstracionismo, tendência que marcará as futuras Exposições Independentes.

 

Toda a sua obra se carateriza por uma unidade estilística, conferida pela recorrente utilização de linhas tensas e quebradas que se repetem, por vezes, paralelamente. O suporte do plano, no qual se organizam manchas de cores quentes e frias, lisas ou texturadas, conjugadas com linhas em perspetiva, revela-se o mais importante.

 

A gama cromática utilizada, numa escala de cinzas e ocres, alude às cores de certos minerais, por vezes usados como próprio pigmento. As linhas de traçado largo e quase mecânico estruturam o campo percetivo, delimitando áreas e assumindo a função de signos.

 

O caráter abstrato da sua pintura é ainda reforçado pela designação técnica conferida aos quadros, como por exemplo “O10-50” e “O42-69”.

Visitas à Hora Certa | O Andar Nobre do Palácio dos Carrancas

15 de Setembro, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Público Alvo
Jovens e adultos

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

 

Valor
Bilhete de entrada + 2 EUR

No âmbito da programação proposta para as Visitas à hora Certa, decorre no próximo dia 29 setembro, pelas 15 horas, uma visita guiada ao Andar Nobre do Palácio dos Carrancas.

 

Ao longo dos anos de uso a ocupação do espaço foi sofrendo alterações, devidas à mobilidade da família e à frequente existência de hóspedes.

 

No entanto, podem-se esboçar alguns princípios de utilização dos vários pisos.

 

No primeiro piso encontramos o grande átrio de entrada à volta do qual se distribuíam os armazéns, cavalariças e cocheiras.

 

O andar intermédio terá sido utilizado pela família, e o andar nobre reservado para as personagens importantes que aqui se alojavam.

 

O último andar deveria ser destinado aos criados, e as oficinas da fábrica e talvez a cozinha ocupassem as duas alas que rodeavam o jardim interior.

 

O Palácio dos Carrancas foi mandado construir em 1795 pela família Morais e Castro, descendente de cristãos-novos, pertencente à burguesia portuense e que enriqueceu com a Fábrica de Tirador de Fio de Ouro e Prata aqui instalada. O edifício, com unidade fabril e residência, testemunhou e foi palco de acontecimentos sociais, militares e políticos ao longo do século XIX.

 

Marcadamente urbano e seguidor do estilo Neoclássico, que se instalava então no Porto, o Palácio teve um carater único em contexto de construção privada. Tudo aponta para a intervenção dos arquitetos municipais Joaquim da Costa Lima Sampaio e José Francisco de Paiva. A fachada, de grande clareza de desenho, dividia o edifício em dois corpos horizontais.

 

A distribuição seguia a hierarquia do antigo regime e os tratados de Arquitetura: andar nobre, pátio fechado com muro alteado, separação da manufatura e operários e a quinta recuada. O luxo afirmava-se nos espaços interiores, nomeadamente no andar nobre, permanecendo ainda dessa época uma grandiosa Sala de Jantar e a Sala da Música.

 

A grandiosidade do edifício associou-o ao cenário dos grandes acontecimentos político-militares da cidade. Por exemplo, durante a primeira invasão francesa, foi considerado um local estratégico e ocupado pelo marechal Soult. Pouco depois, estabelecia-se aqui o seu sucessor no comando militar da cidade, chefe do exército libertador, o general Arthur Wellesley.

167º Aniversário de Nascimento do pintor Sousa Pinto

15 de Setembro, 2023

Assinala-se, hoje, dia 15 setembro, o 167º Aniversário de Nascimento do pintor Sousa Pinto, um dos nomes de referência da pintura naturalista em Portugal, representado nas coleções do Museu Nacional Soares dos Reis e da Casa-Museu Fernando de Castro.

 

No próximo dia 30 setembro, a sessão Encontros ao Sábado será, precisamente, dedicada à pintura de paisagem no Naturalismo, com uma visita guiada pelas galerias de pintura do primeiro piso da exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Neste encontro, os visitantes terão oportunidade de conhecer como surgiu o movimento naturalista em Portugal e quais as diferentes abordagens à pintura de paisagem na obra de alguns artistas da Escola do Porto, nomeadamente Silva Porto, Artur Loureiro, Henrique Pousão e Sousa Pinto.

 

A visita requer inscrição prévia.

José Júlio de Sousa Pinto, nascido nos Açores, a 15 de Setembro de 1856, morre em França, a 14 de Abril de 1939. Em 1870, iniciou os seus estudos na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi discípulo de Thadeu Maria de Almeida Furtado, João António Correia e Soares dos Reis, tendo-se revelado um aluno brilhante. Com o curso de Pintura concluído em 1878 e elevadas classificações, abrem-se-lhe novos horizontes.

 

Em 1880, candidata-se ao pensionato português no estrangeiro e, vindo a ganhar o concurso, parte para Paris nesse mesmo ano para estudar Pintura de História ou de “figura”. Partirá ao mesmo tempo que o seu condiscípulo Henrique Pousão, concorrente em Paisagem. Em Paris, inscreve-se na École des Beaux-Arts e é aluno de Yvon e Cabanel e virá a ser influenciado por Jules Breton e, sobretudo, por Bastien-Lepage. Desde logo dá provas dos seus dotes e capacidades de aplicação, trabalhando muito e alcançando prémios.

 

Ainda como estudante, apresenta no ano de 1884, nas exposições do Salon, a obra “Aprês L’Ouragan” (A Macieira Partida, hoje propriedade do MNSR). Em 1899, a pintura “La récolte des pommes de terre” conduzi-lo-á à glória da representação no Museu do Luxemburgo (hoje Museu d’Orsay).

 

Artista consagrado em vida, para além dos prémios que alcançou em muitas das exposições a que concorreu, Sousa Pinto foi condecorado com as Ordens de Santiago de Espada e de Cristo de Portugal, com a Legião de Honra de França e era membro Honorário da Sociedade de Artistas de Madrid. Está representado em vários museus de França, em Monte Carlo, nos Estados Unidos da América, na Austrália e no Rio de Janeiro.

 

Em Portugal existem obras suas dispersas por um grande número de colecionadores particulares e em museus como o de Grão Vasco, Casa-Museu dos Patudos, Casa-Museu Teixeira Lopes e Museu do Chiado.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis possui obras de Sousa Pinto provenientes da Academia Portuense de Belas Artes, do antigo Museu Municipal, de ofertas e de legados. É significativo o núcleo de obras com que este artista está representado na Casa-Museu Fernando de Castro, constituído por retratos, cenas de género e paisagens, óleos e pastéis, com temas de Portugal e de França.

Visita à Hora Certa: Fontes e Fontanários nas coleções do Museu

14 de Setembro, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Público Alvo
Jovens e adultos

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

O Museu Nacional Soares dos Reis propõe visitas com temas variados, para conhecer detalhes inesperados e surpreendentes sobre a sua história e coleções. No âmbito da programação de verão do Museu Nacional Soares dos Reis, e coincidindo com a celebração das Jornadas Europeias do Património, decorre no próximo dia 22 setembro, pelas 11 horas, a Visita à Hora Certa: Fontes e Fontanários nas coleções do MNSR.

 

A água, elemento essencial à vida, inspirou a construção de estruturas para a sua distribuição, fontes e chafarizes, que marcaram o urbanismo e a vivência nas cidades.

 

Pontos de vivacidade do município do Porto, as Fontes e os Fontanários espalhados pelas ruas, largos e praças da cidade constituem locais onde o património e a história do Porto é visível e som da água ecoa. Fonte dos Leões, Fonte Monumental Mouzinho da Silveira, Fonte da Cantareira, Chafariz do Passeio Alegre, Chafariz da Trindade e Fonte da Praça da Ribeira são alguns exemplos da Fontes mais emblemáticas da cidade.

 

Atualmente o Porto dispõe de um total de 170 Fontes e 65 Fontanários distribuídos pelo tecido urbano (fonte: Águas do Porto).

 

Nesta visita, propomos descobrir algumas estátuas fontanárias, que pertenceram a fontes desparecidas da cidade do Porto, entre outros objetos e representações, na exposição de longa-duração do Museu Nacional Soares dos Reis.

Conversa sobre sustentabilidade e o contributo dos museus

14 de Setembro, 2023

O Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte, participa no próximo dia 29 setembro, pelas 11 horas, na Conversa sobre sustentabilidade e o contributo dos museus, promovida pelo Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.

Procurando sensibilizar os públicos para os valores da defesa do património ferroviário e da importância deste meio de transporte para um futuro mais sustentável, o Museu Nacional Ferroviário assinala as Jornadas Europeias do Património 2023 com uma programação diversificada.

 

Neste contexto, e na sequência da apresentação do Plano de Sustentabilidade do Museu Nacional Ferroviário, em maio último, a Fundação Museu Nacional Ferroviário organiza uma conversa intitulada Caminhos da Sustentabilidade, na qual se pretende falar sobre sustentabilidade nas suas diferentes vertentes e o contributo dos Museus para esta temática.

 

Programa:

Manuel Cabral, presidente da FMNF – enquadramento e apresentação do Plano de Sustentabilidade do MNF

João Neto, presidente da APOM

João Pinto Coelho, coordenador da Rede de Museus do Médio Tejo

Miguel Sanches, Biosphere

António Ponte, diretor do Museu Nacional Soares dos Reis

 

Inscrições em https://bit.ly/3LbGUEH

 

Jornadas Europeias do Património

As JEP são uma iniciativa conjunta do Conselho da Europa e da Comissão Europeia e são o evento cultural mais amplamente celebrado e partilhado pelos cidadãos da Europa.

 

Mais de 70 000 eventos são organizados todos os anos com o objetivo de sensibilizar para o património comum da Europa e para a necessidade da sua contínua proteção, através da criação de experiências que promovam a inclusão e fomentem a criatividade e a inovação.

 

A ideia base da iniciativa é promover o acesso ao património, convidando à participação ativa na descoberta de uma herança cultural comum, implicando o envolvimento dos cidadãos europeus com o património cultural.

 

Reforçar os sentimentos de identidade cultural, de memória coletiva e de afirmação de um património comum cuja riqueza reside na sua diversidade são os grandes objetivos das JEP que representam, por isso, uma celebração da solidariedade internacional, do diálogo e da diversidade culturais, constituindo momentos de reapropriação dos vestígios culturais do passado.

 

Consulte o Programa JEP 2023 sempre em atualização

Jornadas Europeias do Património com entrada gratuita

13 de Setembro, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis terá acesso gratuito nos dias 22, 23 e 24 setembro, propondo várias atividades para celebrar as Jornadas Europeias do Património.

 

«Património Vivo» é o mote definido para as Jornadas Europeias do Património 2023. O tema pretende explorar as práticas, lugares e objetos que hoje fazem parte do nosso património cultural e têm sido transmitidos de geração em geração.

 

As Jornadas Europeias do Património 2023 (JEP 2023) celebram nos próximos dias 22, 23 e 24 de setembro as práticas, os lugares e os objetos que hoje fazem parte do nosso património cultural e que têm sido transmitidos de geração em geração, adaptando-se, recriando-se e ajustando-se às comunidades e grupos em mudança, às paisagens e aos lugares.

Está presente nas práticas, representações, expressões, saberes e artefactos únicos, tanto nos locais de origem como em todo o mundo, numa referência às práticas e às formas como o passado é preservado na memória coletiva, estabelecendo ligações entre reconhecer, salvaguardar e promover bens do património cultural imaterial, bem como transmiti-los às gerações futuras, num mundo em rápida mudança.

 

Um pouco por todo o mundo, as JEP 2023 desafiam, através do ”Património Vivo”, a uma reflexão sobre as respostas a dar aos desafios colocados pela sociedade.

 

Estas são as propostas do Museu Nacional Soares dos Reis para assinalar as Jornadas Europeias do Património:

 

Da palavra bruta ao princípio do mundo

Oficina de Escrita + INFO

Dia: 23 de setembro de 2023   Hora: 14h00

Contactos para Inscrição: comunicacao@mnsr.dgpc.pt

 

Uma mão cheia de objetos 

Ateliers lúdicos/oficinas pedagógicas/Workshops + INFO

Dia: 24 de setembro 2023   Hora: 10h30

Contactos para Inscrição: se@mnsr.dgpc.pt

 

Fontes e Fontanários nas coleções do MNSR

Visitas guiadas/percursos orientados

Dia: 22 de setembro 2023   Hora: 11h00

Contactos para Inscrição: Online aqui

 

Consulte o Programa JEP 2023 sempre em atualização

Segunda edição do Vinho Verde Essência Festival tem novas datas

13 de Setembro, 2023

O jardim do Museu Nacional Soares dos Reis é o palco escolhido para a segunda edição do Vinho Verde – Essência Festival (Art, Wine, Food, Music), a decorrer de 22 a 24 setembro, depois de ter sido adiado devido à instabilidade das condições climatéricas.

 

O Essência Festival vive os Vinhos Verdes entre gastronomia, música, concertos e arte, criando um ambiente único, num jardim emblemático do Porto, onde apaixonados por vinho, foodies, festivaleiros e curiosos se reúnem para celebrar um dos últimos fins-de-semana do verão.

O cartaz previsto não sofre alterações de relevo e mantém os concertos de GNR (dia 22, sexta-feira, 21:30), Os Azeitonas (dia 23, sábado, 21:30) e Roda de Samba Cravo & Canela (dia 24, domingo, 18:00). Também os Banquetes continuarão a ser liderados pelos chefes de cozinha Rui Paula (duas estrelas Michelin no restaurante da Casa de Chá da Boa Nova, Leça da Palmeira), Angélica Salvador (restaurante InDiferente, Porto) e Tiago Bonito (a preparar a abertura de dois novos restaurantes na cidade).

 

Ao todo, 40 produtores da Região Demarcada dos Vinhos Verdes vão apresentar a diversidade da oferta atualmente disponível, dos vinhos brancos leves e frescos aos mais complexos, gastronómicos e longevos, nativos de castas ímpares como Alvarinho, Loureiro ou Avesso, entre tantas outras. Haverá ainda rosés de prazer, tintos atlânticos e tintos de carácter, espumantes para brindar a todas as ocasiões.

 

Cinco restaurantes e outros cinco food trucks estarão em funcionamento contínuo no festival, proporcionando uma lista eclética de opções gastronómicas, das carnes na grelha aos sabores do mar, dos snacks salgados aos doces.

 

O Gentlemen´s Market vai congregar marcas icónicas, as sessões “Mãos na Massa” desafiarão a autênticas aulas de cozinha, haverá provas conduzidas por especialistas, jogos e atividades para partilhar em família, atuações de DJ´s e ainda o Banquete, onde a mestria de chefes de renome é harmonizada com uma seleção apurada de vinhos com dedo de sommelier.

 

Programa disponível para consulta.

 

Entrada pela Rua de Adolfo Casais Monteiro, 47

 

Horário
Sexta-feira | 17h00 – 00h00
Sábado | 12h00 – 00h00
Domingo | 12h00 – 22h00

Visita orientada O retrato na produção artística: que representações?

13 de Setembro, 2023

Programa de Verão

 

Visitas à hora certa, 22 setembro, 15h

 

Visita condicionada ao mínimo de 5 participantes com inscrição prévia

O programa de Verão do Museu Nacional Soares dos Reis prossegue com visitas à hora certa e no dia 22 de setembro, às 15h, os visitantes serão conduzidos por um percurso na exposição de longa duração que destaca o retrato na produção artística.

 

A representação do outro ou outros tem sido uma constante nas manifestações artísticas e constitui-se como um poderoso documento do desejo de eternidade, do estatuto pessoal, social e artístico, do modo como ambicionamos ser vistos na vida e na posteridade. Nesta visita, o circuito centra-se nos românticos e naturalistas do século XIX e em diferentes ambientes ao longo de gerações.

 

Saiba mais na visita orientada por Liliana Aguiar, do Serviço de Educação do Museu.

 

Consulte aqui o Programa Verão 2023 do Museu e participe!

Naturalistas da Escola do Porto são destaque em visita orientada

8 de Setembro, 2023

Programa de Verão

 

Encontros ao sábado, 30 setembro, 15h

 

Visita condicionada ao mínimo de 5 participantes com inscrição prévia

O programa de Verão do Museu Nacional Soares dos Reis encerra em setembro e termina com a rubrica Encontros ao Sábado. No dia 30 de setembro, a agenda inclui a visita orientada A pintura de paisagem no Naturalismo.

 

Os visitantes ficam a conhecer, nas galerias de pintura do primeiro piso da exposição de longa duração, como surgiu o movimento naturalista em Portugal e quais as diferentes abordagens à pintura de paisagem na obra de alguns artistas da Escola do Porto.

 

A visita permitirá entender o contexto histórico-cultural em que surge a pintura naturalista em Portugal e conhecer exemplos da obra de alguns naturalistas da escola do Porto, nomeadamente Silva Porto, Artur Loureiro, Henrique Pousão e Sousa Pinto.

 

Saiba mais na visita orientada por Ana Nascimento, gestora de coleção. A visita é condicionada ao número mínimo de 5 participantes e requer inscrição prévia.

 

Consulte aqui o Programa Verão 2023 do Museu e participe!

Encontros ao Sábado: Cristo crucificado do século XIII

8 de Setembro, 2023

Cristo crucificado

Oficina de Valladolid ou Palência

Espanha, século XIII

Madeira policromada

Depósito Câmara Municipal do Porto | antigo MMP

O programa de Verão do Museu Nacional Soares dos Reis prossegue em setembro e mantém a rubrica Encontros ao Sábado. No dia 16 de setembro, a agenda inclui a visita orientada O Cristo medieval e outros segmentos de arte europeia.

 

No segundo piso da exposição de longa duração, dedicado à diversidade de coleções, os visitantes são encaminhados para a sala onde se encontra um Cristo em grande formato, do século XIII e de origem peninsular, o qual nos reenvia para outras imagens muito qualificadas de produção europeia.

 

A escultura faz parte de um restrito número de Cristos na cruz em madeira existentes em Portugal e nos últimos anos encontrava-se nas reservas do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Saiba mais na visita orientada por Paula Santos, gestora de coleção. A visita é condicionada ao número mínimo de 5 participantes e requer inscrição prévia.

 

Consulte aqui o Programa Verão 2023 do Museu e participe!

Exposição celebra Manuel Jardim e o Modernismo em Portugal

6 de Setembro, 2023

O Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, inaugura a 7 de setembro a exposição Manuel Jardim e o Modernismo em Portugal, com pinturas e aguarelas do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis. As peças, assinadas por artistas portugueses contemporâneos de Manuel Jardim, permitem relacionar e confrontar a obra deste pintor da primeira geração do Modernismo português.

 

A exposição, patente até 7 de janeiro, integra um autorretrato de Adriano Sousa Lopes, uma pintura de Armando de Basto alusiva ao centro histórico do Porto do início do século XX e duas aguarelas assinadas por Tomaz Leal da Câmara, que ilustram episódios da publicação A Velhice do Padre Eterno, de Guerra Junqueiro.

O Museu Nacional Machado de Castro assinala com esta mostra os 100 anos da morte de Manuel Jardim e apresenta obras de outros artistas do Modernismo português como Amadeo de Sousa Cardoso, Guilherme de Santa Rita, Eduardo Viana e Almada Negreiros.

Mais de 600 visitantes no primeiro domingo com entrada gratuita

4 de Setembro, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis recebeu mais de 600 visitantes no primeiro domingo em que a entrada passou a ser gratuita das 10h às 18h para os residentes em Portugal.

 

Recorde-se que de acordo com a nova legislação as entradas são gratuitas todo o dia aos domingos e feriados, a partir de 1 de setembro.

 

Neste primeiro dia, contaram-se 627 visitantes, dos quais 443 (cerca de 71 %) são residentes no país.

O horário mantém-se de terça-feira a domingo 10h00 às 18h00 (última entrada às 17h30), com encerramento à segunda-feira. Até ao final de setembro, e seguindo o horário de verão, o Museu tem prolongamento de horário às quintas-feiras, entre as 18h00 e as 20h00, também com entrada gratuita.

 

Exposição de longa duração, jardins e exposição temporária

 

Os visitantes podem visitar integralmente o Museu Nacional Soares dos Reis, incluindo a exposição de longa duração, os jardins e a exposição temporária Portreto de la Animo Art Brut Etc., patente até 12 de novembro.

Jardim do Museu Nacional Soares dos Reis é palco do Maracujália

30 de Agosto, 2023

O jardim do Museu Nacional Soares dos Reis é palco, no próximo dia 16 setembro, de mais uma edição do Maracujália, evento criado em 2015 e que conta já com cerca de 30 edições realizadas entre Porto, Lisboa e Rio de Janeiro.

 

Este amplo espaço verde no coração da cidade será preenchido com uma energia vibrante, cores vivas, alegria contagiante, movimento constante e uma dose generosa de criatividade.

 

O dia será recheado de atividades diversificadas, desde a dança e arte até à street food, conferências, performances, cinema e muita música.

Será  proporcionada uma viagem musical eclética, começando nos ritmos ancestrais da world music e passando pelo sabor intenso da cumbia e das sonoridades tropicais da América Latina. No meio deste espectro musical, a intensidade e o poder da música eletrónica, com base no house e em ritmos tribais alegres e contagiantes. O Funk Carioca também cabe no alinhamento.

 

O antigo velódromo Maria Amélia

O jardim do Museu Nacional Soares dos Reis localiza-se nas traseiras do Palácio dos Carrancas, onde, em 1894, foi inaugurado o velódromo Maria Amélia, de que ainda restam significativos vestígios.

 

Um equipamento que, na altura, veio dar resposta ao crescente entusiasmo que a elite do Porto dos finais do século XIX sentia pela bicicleta.

 

Destinado para corridas dessas “loucas e velozes máquinas”, com um traçado que permitia percorrer um quilómetro em três voltas, este foi um dos primeiros recintos desportivos da cidade e integrava também dois campos de ténis.

 

Aberto no que seria então uma pequena mata e espaço de hortas, cedidos pelo rei D. Carlos à Associação Velo Club do Porto, o velódromo desenvolvia-se nas traseiras do neoclássico Palácio dos Carrancas mandado construir em 1795 pela família Morais e Castro e que, adquirido em 1861 pelo rei D. Pedro V, se convertera na residência oficial da família real em deslocações ao Porto.

 

Posteriormente, a partir de 1940, foi convertido no Museu Nacional Soares dos Reis. A designação do velódromo resulta do nome da esposa do rei D. Carlos I: a rainha Dona Amélia.

 

Atualmente, em exposição no Jardim do Museu (ex-velódromo) estão objetos em pedra ligados à história da cidade do Porto. A grande maioria destes objetos é proveniente de demolições de edifícios (conventos ou capelas), fontes e muralhas, que se verificaram no final do século XIX e início do XX, em consequência do crescimento urbanístico da cidade.

«O Centro de Arte Contemporânea do Museu Nacional Soares dos Reis»

30 de Agosto, 2023

Já se encontra disponível um novo número da Revista MIDAS. Trata-se de um dossier temático dedicado ao tema “Museologia: Diálogos e Encontros Ibéricos”, coordenado por Ana Carvalho e Susana S. Martins.

 

De entre os vários artigos publicados, destacamos “O Centro de Arte Contemporânea e o Museu Nacional de Soares dos Reis. Análise de uma parceria institucional”, de autoria de Inês Silvestre.

 

O Centro de Arte Contemporânea (CAC) funcionou entre 1976 e 1980 no Museu Nacional de Soares dos Reis (MNSR), no Porto, com vista à exposição, estudo e divulgação de arte contemporânea.

Neste artigo, a autora visa analisar a parceria institucional estabelecida entre o CAC e o MNSR durante esses quatro anos. Para tal, é contextualizada “a criação do CAC a partir da perspetiva da ausência de um museu de arte moderna capaz de atender às necessidades da comunidade artística nacional, bem como do panorama das intensas dinâmicas artísticas desenvolvidas no Porto a partir de meados do século XX”.

 

No período pós-revolução de 1974, a cidade do Porto foi palco de alguns movimentos que reclamavam para a cidade a criação de um espaço para a exibição da arte produzida à época, de que é exemplo mais conhecido o designado “Enterro do Museu Nacional de Soares dos Reis”, uma manifestação de carácter performático realizada no dia 10 de Junho de 1974.

 

A importância do já existente Centro de Arte Contemporânea foi determinante para que a Secretaria de Estado da Cultura viesse a escolher o Porto para localização do futuro Museu Nacional de Arte Moderna. Em 1986, o Estado adquiriu a Quinta de Serralves para esse fim, e em 1989, é criada a Fundação de Serralves.

 

No final do ano passado, Inês Silvestre (Doutoranda em História da Arte na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) apresentou uma comunicação sobre o mesmo tema no VI Fórum Ibérico de Estudos Museológicos: Novas Perspectivas de Investigação, promovido pela Universidade de Évora.

 

A MIDAS é uma revista dedicada aos museus enquanto campo de trabalho e reflexão interdisciplinar, com arbitragem científica, semestral e em acesso aberto. A revista é publicada em Portugal, mas assume uma abordagem internacional, privilegiando uma relação de proximidade e diálogo com os países de língua portuguesa e espanhola.

 

 

Créditos da imagem ©Arquivo MNSR DGPC/ADF
Fotografia da obra Um campo depois da colheita para deleite estético do nosso corpo (1973-1976) apresentada na exposição retrospetiva de Alberto Carneiro no MNSR em setembro de 1976.

Utentes da OficINa de visita à Exposição Portreto de La Animo

29 de Agosto, 2023

Um grupo de utentes da OficINa – Arte Bruta Inclusiva, espaço de criação artística da Associação r.INseRIR, em parceria com o Departamento de Psiquiatria do Hospital Distrital de Santarém, visitou, esta manhã, a Exposição «Portreto de La Animo Art Brut etc», patente no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A OficINa – Arte Bruta Inclusiva tem por objetivo apostar na reabilitação de pessoas com doença mental grave, mobilizando a arte como ferramenta terapêutica. Pintura, costura ou restauro de móveis são algumas das atividades desenvolvidas neste espaço.

 

A temática da Exposição «Portreto de La Animo Art Brut etc» insere-se, assim, no âmbito dos objetivos programáticos deste projeto, criado em maio de 2021.

De resto, um dos elementos do grupo de utentes da OficINa – Arte Bruta Inclusiva que, esta terça-feira, visitou o Museu Nacional Soares dos Reis é Tomás Vieira*, autor de duas das peças que integram a atual exposição.

 

A mostra é composta por peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

Pretende-se proporcionar a contemplação, a empatia e o reforço do elo emocional entre o público e as composições em exposição. Trata-se de criar uma experiência de fruição, mas essencialmente de consciencialização para o mundo interior da pessoa e as suas expressões.

 

De acordo com informação disponibilizada pela Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, Portugal é o segundo país com a mais elevada prevalência de doenças psiquiátricas da Europa.

 

A exposição “Portreto de La Animo Art Brut etc”, de acordo com o curador António Saint Silvestre considerada “a maior mostra de Arte Bruta alguma vez realizada na Península Ibérica”, é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

 

Estará patente ao público até 12 novembro 2023.

Obras de Tomás Vieira

*Tomás Vieira é um apaixonado pelas artes, cinema e música. Gosta de pintar ao som da música, a sucessão de sons é a sua inspiração para “rabiscos” e composições artísticas.

 

As cores são inspiradas nas décadas musicais que ouve, cada década tem a sua estética. Para Vieira os anos 60 são uma bola vermelha, os anos 70 são cinzentos, os anos 80 são roxos, os anos 90 são verdes, os anos 2000 são brancos e a partir de 2010 são as cores néon.

 

Tomás Vieira tem um senso de humor aguçado e aprecia a simplicidade da vida. Crítica o uso excessivo de plástico. A família e os amigos são o seu refúgio. Van Gogh e Andy Warhol são os seus artistas preferidos e Bob Dylan, David Bowie e Talking Heads os grupos musicais favoritos.

 

Atualmente frequenta o “OficINa—Arte Bruta Inclusiva”, atelier artístico do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Distrital de Santarém.

Jaime Fernandes: um dos nomes mais marcantes da arte bruta portuguesa

29 de Agosto, 2023

Iniciada na década de 1980, a Coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva, integra um numeroso acervo de obras de Arte Bruta, sendo uma das mais importantes e extensivas coleções privadas no mundo e contando com um largo número de autores reconhecidos.

 

Inspirados no percurso iniciado por Jean Dubuffet, pioneiro na recolha destas produções artísticas, os dois colecionadores reuniram um conjunto de obras que se convertem em relatos do inconsciente e assumem, de forma involuntária, aspetos subversivos perante o discurso da norma e da ordem estabelecida.

A exposição “Portreto de la Animo“, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, é um recorte desta magnífica coleção que reúne um núcleo de obras focadas no retrato e no autorretrato, em confronto ou diálogo expositivo com outras peças das coleções do Museu.

 

Os retratos pintados por estes artistas revelam uma figura interior, uma criatividade e invenção particularmente viva, como se pode observar, por exemplo, nas obras de Aloïse Corbaz, Ted Gordon, James Deed, Edemund Monsiel, Aleksander Lobanov, Alessandra Michelangelo ou de Jaime Fernandes, um dos nomes mais marcantes da arte bruta portuguesa.

 

Jaime Fernandes (Portugal, 1899 – 1969)

“Jaime Fernandes e? inequivocamente o mais reconhecido artista da Arte Bruta/Outsider Portuguesa. Porém, este reconhecimento acontece sobretudo fora do país, facto que se explica quer pela perda de uma grande parte da sua obra, quer porque a maioria remanescente se encontra dispersa em coleções no estrangeiro.

 

Esta obscuridade prende-se com factos a que não são estranhas as circunstâncias da sua vida isolada, a forma como desenvolveu a sua obra e como esta posteriormente circulou: diagnosticado com esquizofrenia em 1938, Jaime foi internado por mais de três décadas no Hospital Miguel Bombarda (Lisboa), onde viria a morrer em 1969.

 

De acordo com testemunhos e referências feitas aos desenhos nos registos clínicos do hospital, e com as cartas que escrevia a? mulher,  Jaime Fernandes começou, de forma inesperada, a desenhar aos 66 anos, quatro anos antes da sua morte.

 

A totalidade da sua obra conhecida e? composta por desenhos não datados, feitos com esferográficas coloridas sobre diversos tipos de papel. Neles um reduzido formulário de figuras, entre as quais animais imaginários, figuras humanas ou antropomórficas surgem e ressurgem em inúmeras variações, sempre desenhadas numa densa trama de linhas.

 

As cartas, outros escritos e os seus desenhos foram filmados, já? depois da sua morte, por António Reis e Margarida Cordeiro, dando origem ao filme Jaime (1974), que marcou o primeiro momento público de divulgação da obra do artista.

 

Recuperando as palavras de António Reis, Jaime Fernandes «tinha perfeita noção do espaço a ocupar pelo desenho ou pintura. Como estava limitado pelas pequenas dimensões do papel, muitas das suas figuras-homens têm os braços caídos ou levantados, enquanto as figuras-animais têm a cauda caída. Portanto, as atitudes do desenho estão sempre em função da delimitação do papel, para a qual ele achava sempre uma solução plástica genial. É possível que também estejam ligadas a uma estereotipia emocional, obsessiva e a arquétipos…»”

 

Fonte: Centro de Arte Oliva

Casa-Museu Fernando de Castro apresenta novo retrato

29 de Agosto, 2023

A Sala Amarela da Casa-Museu Fernando de Castro, no Porto, tem agora em exposição um retrato do músico Francisco Eduardo Costa, que se encontrava nas reservas da Casa-Museu. O retrato integra-se no ambiente criado pelo colecionador Fernando de Castro.

 

O acervo da Casa-Museu Fernando de Castro é constituído por diferentes coleções reunidas ao longo de várias décadas. É composto, maioritariamente, por arte religiosa com representações eruditas e de cariz popular, pintura naturalista portuguesa e artes decorativas. Destaca-se, ainda, um interessante núcleo de caricaturas e alguns livros da autoria de Fernando de Castro, colecionador, artista e poeta.

Fernando de Castro (Sé, 23 nov. 1888 – Paranhos, 7 out. 1946) foi um colecionador e empresário portuense reconhecido pela sua veia poética manifesta em publicações, com gosto pela leitura e inclinação para o desenho tendo criado várias séries de caricaturas.

 

Fernando de Castro viveu na rua das Flores junto da loja do pai, cujo negócio prosperou em vidros, espelhos e papéis pintados. Entre 1893-1908, o empresário empenhou-se na construção de uma nova casa situada na rua de Costa Cabral.

 

Desde cedo, Fernando de Castro cresceu dentro de um imaginário pleno de figuras de estilo e de ícones, em particular no que diz respeito ao mobiliário e recheio da casa de Costa Cabral— património que conservou e respeitou após a morte do pai em 1918.

 

Na idade adulta, desenvolveu os seus interesses culturais num círculo de amigos ligados aos negócios e com um gosto particular pelas artes e letras. Terá sido após a morte da mãe em 1925 que Fernando de Castro fez novas aquisições de peças.

 

A Casa-Museu Fernando de Castro é administrada pelo Museu Nacional Soares dos Reis desde 1952. As visitas estão sujeitas a marcação prévia. Saiba mais aqui.

Programa para a Comunidade Educativa 2023/2024 já disponível

28 de Agosto, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis acaba de disponibilizar o Programa para a Comunidade Educativa 2023/2024.

 

Com o início de um novo ano letivo agendado para breve, o Museu Nacional Soares dos Reis pretende continuar a posicionar-se como parceiro estratégico da comunidade educativa, proporcionando oportunidades de envolvimento e reflexão sobre temas diversos relacionados, não só com o património, mas também com assuntos prementes da atualidade.

Considerando que o museu do século XXI é um recurso poderoso no processo de ensino / aprendizagem; o Museu Nacional Soares dos Reis assume-se como um espaço inclusivo e participativo; um lugar de encontro, de envolvimento e de oportunidades e um palco de discussão e reflexão sobre patrimónios e temas difíceis e controversos da atualidade.

 

O Serviço de Educação do Museu Nacional Soares dos Reis pretende, assim, ser um lugar de valorização da pessoa, proporcionando espaços de mediação criadores de aprendizagens, vivências e memórias com uma programação direcionada a toda a comunidade educativa com o propósito de criar ambientes e espaços propícios a uma aprendizagem inspiradora.

 

Assim, o Programa para a Comunidade Educativa 2023/2024, a desenvolver entre outubro 2023 e junho 2024, pretende lançar bases para:

 

> Construir conhecimento e entendimento

> Adquirir competências

> Desenvolver atitudes e valores

> Manifestar ação, comportamento e desenvolvimento

> Sentir satisfação, inspiração e criatividade

 

A colaboração entre o Museu e a Comunidade Educativa é cada vez mais pertinente no processo de ensino e aprendizagem onde cada um, de forma individual e coletiva, tem um papel preponderante.

 

Consulte o programa proposto aqui: https://shorturl.at/jqrQS

 

Contactos

MUSEU NACIONAL SOARES DOS REIS
Rua de D. Manuel II nº 44
4050-522 Porto

 

Email: se@mnsr.dgpc.pt

 

Telefone: 223393770 Ext 150