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O Dia Mundial da Saúde Mental assinala-se desde 1992

10 de Outubro, 2023

Com o objetivo de combater o preconceito, o estigma e promover o conhecimento sobre saúde mental, a Federação Mundial da Saúde Mental (World Federation for Mental Health) criou, em 1992, o Dia Mundial da Saúde Mental, uma data que se assinala anualmente a 10 de outubro.

 

Este ano, sob o tema “A saúde mental é um direito humano universal”, a campanha global visa colocar a saúde mental num quadro de direitos humanos para reformular a aspiração de uma boa saúde mental como um direito humano fundamental.

A iniciativa visa envolver indivíduos, comunidades e instituições em todo o mundo, com o objetivo de capacitar a defesa popular da causa da saúde mental e a sua relação com os direitos humanos.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis, e no âmbito do programa paralelo à exposição temporária Portreto de la Animo, as comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental estendem-se ao longo de todo o mês de outubro, com diversas atividades. A iniciativa conta com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

 

Já amanhã, pelas 18 horas, decorre a Conversa «Arte e Normalidade», tendo como convidados António Roma Torres e Heitor Alvelos, com moderação de Hugo Barreira.

 

No próximo dia 18 outubro, pelas 18 horas, terá lugar a Conversa «Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – Há um lugar para os Museus?», tendo como convidados Paula Távora Vítor e António Ponte, com moderação de Pedro Morgado.

 

Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

Museu acolhe curso para análise e estudo de peças de arte em metal

4 de Outubro, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe a 9 e 10 de outubro de 2023 o terceiro e último curso do projeto ENDLESS Metal, apoiado pelo Fundo Europeu COST Innovators com o objetivo de dotar os profissionais que trabalham na área do Património Cultural de competências que permitam avanços na análise e estudo de peças de arte produzidas em metais.

 

A formação, que traz ao Porto especialistas europeus em diferentes áreas, nomeadamente em conservação e restauro, terá uma forte componente prática e

permitirá um maior conhecimento sobre o uso de ferramentas portáteis, low-cost, minimamente invasivas e de fácil uso para identificar e analisar metais.

 

Esta edição do curso do projeto ENDLESS Metal é organizada numa parceria entre o Museu Nacional Soares dos Reis e a Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Conversa «Arte e Normalidade» assinala Dia Mundial da Saúde Mental

29 de Setembro, 2023

No âmbito do programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc, patente no Museu Nacional Soares dos Reis até 13 novembro, decorre no próximo dia 11 outubro, pelas 18 horas, a Conversa «Arte e Normalidade», tendo como convidados António Roma Torres e Heitor Alvelos, com moderação de Hugo Barreira.

 

A iniciativa pretende assinalar o Dia Mundial da Saúde Mental (comemorado a 10 outubro), dando início a um ciclo de conversas que irão realizar-se ao longo do próximo mês, contando com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, até 2030, a depressão deve tornar-se a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde.

 

Consciencializar para esta tendência crescente, alertando e sensibilizando para a necessidade de estender o debate sobre a doença mental à esfera pública, ligando comunidade científica e cidadãos, é uma necessidade premente que convoca de forma transversal todos os setores da sociedade, incluindo os museus.

 

É neste contexto que o Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a realizar várias ações enquadradas no eixo programático «Arte & Saúde».

 

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco deste programa em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença, aumentando a autoconfiança e bem-estar, possibilitando a construção de um ambiente seguro, aliviando o sofrimento e diminuindo a angústia das pessoas que neles participam.

 

A exposição “Portreto de la Animo” integra peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

A exposição tem o apoio mecenático da Fundação Millenium bcp e da Lusitânia Seguros, bem como o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Conversa Arte e Normalidade (11 outubro, 18h00 -19h30)

António Roma Torres e Heitor Alvelos

Moderação: Hugo Barreira

Local: Museu Nacional Soares dos Reis

 

Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

 

António Roma Torres
Médico Psiquiatra, foi Diretor da Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar São João (Porto).
Membro co-fundador da Sociedade Portuguesa de Psicodrama e da Federation of European Psychodrama Trainig Organizations (FEPTO); Membro eleito do Board of Directors (2001-2009) da Internacional Association for Group Psychotherapy and Group Processes (IAGP).
Crítico de cinema do Jornal de Notícias (1975-2001), do semanário Voz Portucalense (1971-1974) e da revista de cinema A Grande Ilusão (1984-1996). Autor de vários livros sobre Cinema e sobre Saúde Mental.

 

Heitor Alvelos
Pioneiro na implementação de Design Research em Portugal. É Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e diretor do ID+ (Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura) da Universidade do Porto. Desde 2006 Heitor tem vindo a desenvolver I&D no âmbito do Programa UT Austin|Portugal em Medias Digitais, onde trabalhou como diretor de relacionamento (2010-2014), tendo sido curador do FuturePlaces Medialab para a Cidadania. Autor de vários artigos sobre arte e a transgressão dos seus limites.

 

Hugo Barreira
Docente na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigador do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar, Cultura, Espaço e Memória), é licenciado em História da Arte, assim como Mestre e Doutor em História da Arte Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. As suas áreas de investigação principais são a Arte, Arquitetura e Cultura da Época Contemporânea, a Cinematografia e a História Local.

 

Sobre o Dia Mundial da Saúde Mental

Com o objetivo de combater o preconceito, o estigma e promover o conhecimento sobre saúde mental, a Federação Mundial da Saúde Mental (World Federation for Mental Health) criou, em 1992, o Dia Mundial da Saúde Mental, uma data que se assinala anualmente a 10 de outubro.

 

Este ano, sob o tema “A saúde mental é um direito humano universal”, a campanha global visa colocar a saúde mental num quadro de direitos humanos para reformular a aspiração de uma boa saúde mental como um direito humano fundamental.

 

A iniciativa visa envolver indivíduos, comunidades e instituições em todo o mundo, com o objetivo de capacitar a defesa popular da causa da saúde mental e a sua relação com os direitos humanos.

Diretor do MNSR no Conselho Consultivo do Bombarda Quarteirão

29 de Setembro, 2023

António Ponte, na qualidade de Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, integra o recém-formado Conselho Consultivo do Bombarda Quarteirão Criativo.

 

O Conselho Consultivo é formado por um grupo de especialistas em diferentes áreas de conhecimento, cuja missão será aconselhar a equipa diretiva do Bombarda Quarteirão Criativo na sua estratégia de ação e desenvolvimento sustentado.

 

A composição do Conselho Consultivo será anunciada publicamente, esta sexta-feira, dia 29, a partir das 19h30, no CCBombarda (Rua de Miguel Bombarda, 285), durante a Sessão Informativa sobre o projeto Bombarda Digital.

Sobre a Associação

Formada em 2022 por membros ativos da comunidade local, a Quarteirão Criativo – Associação para o Desenvolvimento Local tem como grandes objetivos a promoção, apoio e desenvolvimento das potencialidades do território da sua área social, tendo em vista o crescimento local e regional na procura da melhoria das vidas das populações.

 

A Associação quer ser um motor para a promoção da solidariedade, cooperação e o trabalho em rede entre os comerciantes, empresários e moradores do Quarteirão, bem como para a animação e a implementação de programas de desenvolvimento de iniciativa e de base local e regional.

 

Documentar, valorizar e divulgar o capital social e preservar o carácter artístico e criativo do Quarteirão, potenciar a área geográfica ao nível social, urbanístico, ambiental, cultural e turístico, ou a conceção, organização e promoção de eventos locais, regionais e internacionais, são apenas algumas das linhas que orientam a atuação da Quarteirão Criativo – Associação para o Desenvolvimento Local.

 

Sobre o Quarteirão

O Quarteirão de Miguel Bombarda é, há mais de 25 anos, um epicentro de negócios e de criativos.

 

A concentração de galerias de arte contemporânea nesta área da cidade do Porto alimenta aquela que é uma marca reconhecida internacionalmente – Bombarda Porto Art District.

 

Integra mais de 178 estabelecimentos, nas áreas do comércio, serviços de media e lazer, cultura e entretenimento.

 

As Inaugurações Simultâneas são exemplo do seu dinamismo cultural. Este circuito bimensal, além de permitir otimizar e sincronizar recursos para a visibilidade da arte contemporânea, consolidou-se como um ativo magnético para novos negócios – comércio e serviços adjacentes –, já que atrai milhares de visitantes por cada edição num circuito que envolve toda a zona.

 

Localizado na União de Freguesias do Centro Histórico da cidade do Porto, no coração da antiga Freguesia de Cedofeita, o quarteirão Bombarda inclui as Ruas de Miguel Bombarda, Rua do Rosário, Rua do Breyner, Rua da Boa Nova, Rua de Adolfo Casais Monteiro, Rua D. Manuel II, Rua da Maternidade e o Largo da Maternidade.

Museu Nacional Soares dos Reis regista 40 mil visitantes em 145 dias

28 de Setembro, 2023

A nova Exposição de Longa Duração do Museu Nacional Soares dos Reis acaba de ultrapassar a marca dos 40 mil visitantes.

 

Inaugurada no passado dia 13 abril, e assinalando a reabertura plena do museu, depois da intervenção de requalificação, a exposição de longa duração reúne a coleção mais importante de arte portuguesa do século XIX. No total são 1133 peças que contam a história do museu e da arte, distribuídas por 27 salas.

 

Refira-se que, desde o início do ano até final de julho, o Museu Nacional Soares dos Reis já registou um total de 43.387 visitantes, sendo que desse universo 34,5% são estrangeiros.

Com uma História de quase 200 anos, o Museu Nacional Soares dos Reis – o primeiro museu público de arte do país – tem vindo a reposicionar-se, apresentando agora um novo olhar sobre as suas coleções.

 

A exposição de longa duração apresenta um percurso com duas narrativas complementares. A primeira reflete a história do Museu e a forma como as coleções foram sendo integradas; a segunda valoriza os artistas e as suas obras.

 

Para além do interesse suscitado pela exposição de longa duração, também a atual exposição temporária – Portreto de la Animo – tem registado uma muito significativa afluência de público.

 

Trata-se de uma exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

 

Composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, a mostra integra, igualmente, várias peças do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, colocadas em diálogo com as peças da Coleção Treger Saint Silvestre.

 

Iniciada na década de 1980, a Coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva, integra um numeroso acervo de obras de Arte Bruta, sendo uma das mais importantes e extensivas coleções privadas no mundo e contando com um largo número de autores reconhecidos.

 

A exposição “Portreto de la Animo”, de acordo com o curador António Saint Silvestre considerada “a maior mostra de Arte Bruta alguma vez realizada na Península Ibérica”, é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

 

Estará patente ao público até 12 novembro 2023.

Dia Mundial do Turismo sob o tema “Turismo e Investimentos Verdes”

27 de Setembro, 2023

Desde 1980, o Dia Mundial do Turismo é celebrado, anualmente, a 27 de setembro, por ter sido o dia que entraram em vigor as diretivas consideradas como mais marcantes para o turismo global. Este ano, a Organização Mundial do Turismo escolheu o tema “Turismo e Investimentos Verdes”.

 

A Organização Mundial do Turismo pretende demonstrar com esta comemoração, a importância do turismo e do seu valor cultural, económico e social.

Este ano, o Dia Mundial do Turismo é celebrado sob o tema  Turismo e Investimentos Verdes – uma das principais prioridades para a recuperação do turismo, crescimento e desenvolvimento futuros.

 

A Organização Mundial do Turismo destaca a necessidade de mais investimentos direcionados para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade, ?salientando a importância de encontrar soluções inovadoras que promovam e sustentem o crescimento económico e a produtividade, convergindo para as metas da? sustentabilidade.

 

Em Portugal, o número de turistas estrangeiros em visita ao nosso País ultrapassou os oito milhões entre janeiro e junho, tornando-se o melhor primeiro semestre de todos os tempos, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

 

Seguido a tendência nacional no primeiro semestre do ano, no Porto registaram-se 536,4 mil dormidas (7,2% do total), um acréscimo de 25,1% face a junho de 2019 (+31,7% nos residentes e +23,9% nos não residentes).

 

O aumento da procura turística na cidade do Porto refletiu-se, igualmente, na afluência de visitantes ao Museu Nacional Soares dos Reis que, desde o início do ano até final de julho, registou um total de 43.387 visitantes (deste universo total, 34,5% são visitantes estrangeiros).

Visita Orientada: A pintura de paisagem no Naturalismo

27 de Setembro, 2023

No âmbito da programação proposta para os Encontros ao Sábado, decorre no dia 30 setembro, pelas 15 horas, uma visita orientada dedicada ao tema A pintura de paisagem no Naturalismo.

 

A visita permitirá entender o contexto histórico-cultural em que surge a pintura naturalista em Portugal e conhecer exemplos da obra de alguns naturalistas da escola do Porto, nomeadamente Silva Porto, Artur Loureiro, Henrique Pousão e Sousa Pinto.

 

Inscrições aqui: https://shorturl.at/ouwE7

O Naturalismo foi um movimento estético e artístico que surgiu em França a partir de 1830, com a criação da Escola de Barbizon e através das pinturas de Théodore Rousseau (1812-1867), de Jean-François Millet (1814-1875) ou de Gustave Courbet (1819-1877).

 

Em Portugal, a estética naturalista e realista da Escola de Barbizon foi introduzida pelos pintores Silva Porto (1850-1893) e Marques de Oliveira (1853-1927), e durou até aos anos 20 do século XX.

 

Os pintores entraram em contacto com este novo movimento artístico durante a sua estadia em França, como pensionistas do Estado português.

 

Em 1867, as Academias de Belas Artes iniciam a atribuição de bolsas a alunos no estrangeiro. Silva Porto e Marques de Oliveira foram os primeiros bolseiros em Pintura.

 

Ingressaram na École des Beaux-Arts de Paris em 1873 e, na floresta de Barbizon, conviveram com um grupo de artistas seguidores da pintura de ar livre focando-se nos efeitos da luz sobre a paisagem.

 

Também Henrique Pousão seguiu para Paris em 1880. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Biografias

 

António Carvalho da Silva Porto (1850 – 1893)

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.

 

Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.

 

Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.

 

Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.

 

João Marques de Oliveira (1853 – 1927)

Começou a sua aprendizagem artística muito novo com o mestre particular António José da Costa, matriculando-se em seguida na Academia Portuense de Belas Artes.

 

Colega de curso de Silva Porto, com ele continuaria, entre 1873 e 1879, como pensionista do Estado no estrangeiro, Marques de Oliveira na classe de Pintura Histórica, Silva Porto na de Pintura de Paisagem. Partiu para Paris no final de 1873 e em 1874 inscreveu-se na Escola Nacional de Belas Artes de Paris.

 

Ligado à pintura histórica por dever de pensionato e, mais tarde, de docência, Marques de Oliveira manifestou sempre uma grande sensibilidade pela natureza e pelos estudos de paisagem, que tentou fixar em pequenas impressões. A sua atividade como professor foi notável, levando os alunos ao contacto direto com a natureza, mas insistindo sempre na qualidade do desenho como base de qualquer obra.

 

À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do naturalismo em Portugal. Faleceu em 1927 e em 1929 foi-lhe prestada homenagem no Porto com a inauguração de um monumento (de autoria de Soares dos Reis) em sua honra, no Jardim de S. Lázaro.

Ciclo de Visitas à Hora Certa encerra no Andar Nobre do Palácio

26 de Setembro, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Público Alvo
Jovens e adultos

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

 

Valor
Bilhete de entrada + 2 EUR

No âmbito da programação proposta para as Visitas à hora Certa, decorre na próxima sexta-feira, pelas 15 horas, uma visita guiada ao Andar Nobre do Palácio dos Carrancas. Será a última visita deste ciclo no mês de setembro.

 

Ao longo dos anos de uso a ocupação do espaço foi sofrendo alterações, devidas à mobilidade da família e à frequente existência de hóspedes.

 

No entanto, podem-se esboçar alguns princípios de utilização dos vários pisos.

 

No primeiro piso encontramos o grande átrio de entrada à volta do qual se distribuíam os armazéns, cavalariças e cocheiras.

 

O andar intermédio terá sido utilizado pela família, e o andar nobre reservado para as personagens importantes que aqui se alojavam.

 

O último andar deveria ser destinado aos criados, e as oficinas da fábrica e talvez a cozinha ocupassem as duas alas que rodeavam o jardim interior.

 

O Palácio dos Carrancas foi mandado construir em 1795 pela família Morais e Castro, descendente de cristãos-novos, pertencente à burguesia portuense e que enriqueceu com a Fábrica de Tirador de Fio de Ouro e Prata aqui instalada. O edifício, com unidade fabril e residência, testemunhou e foi palco de acontecimentos sociais, militares e políticos ao longo do século XIX.

 

Marcadamente urbano e seguidor do estilo Neoclássico, que se instalava então no Porto, o Palácio teve um carater único em contexto de construção privada. Tudo aponta para a intervenção dos arquitetos municipais Joaquim da Costa Lima Sampaio e José Francisco de Paiva. A fachada, de grande clareza de desenho, dividia o edifício em dois corpos horizontais.

 

A distribuição seguia a hierarquia do antigo regime e os tratados de Arquitetura: andar nobre, pátio fechado com muro alteado, separação da manufatura e operários e a quinta recuada. O luxo afirmava-se nos espaços interiores, nomeadamente no andar nobre, permanecendo ainda dessa época uma grandiosa Sala de Jantar e a Sala da Música.

 

A grandiosidade do edifício associou-o ao cenário dos grandes acontecimentos político-militares da cidade. Por exemplo, durante a primeira invasão francesa, foi considerado um local estratégico e ocupado pelo marechal Soult. Pouco depois, estabelecia-se aqui o seu sucessor no comando militar da cidade, chefe do exército libertador, o general Arthur Wellesley.

Lugar Cativo: exposição a céu aberto no centro do Porto

25 de Setembro, 2023

O movimento Arte pela Arte, criado pelo Lionesa Group, juntou-se ao projeto Outros Lugares, do Museu Nacional Soares dos Reis, e à SIGN para apresentar LUGAR CATIVO, uma exposição aberta à cidade, de uma seleção de obras do acervo do museu.

 

A inauguração da exposição – instalada na fachada dos edifícios – está agendada para o próximo dia 29, pelas 15h30, na Rua do Cativo, no Porto, sendo presidida pela Secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro.

 

Lugar Cativo é um conjunto de retratos que posiciona o seu olhar sobre a cidade e o espectador, uma observação bidirecional entre a personagem representada e o seu público, e vice-versa, num diálogo desenvolvido à medida de cada pessoa. Estas cerca de 40 obras são reproduções colocadas nas fachadas dos edifícios.

Reforçando o lema do Museu “Um museu de pessoas, por pessoas para pessoas”, o programa Outros Lugares pretende dar continuidade à itinerância, no território, das coleções do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) com entidades parceiras. A ação propõe-se extravasar o espaço do Museu e a sua organização formal para envolver curadorias improváveis e diferenciadoras atendendo à natureza dos parceiros, ao local de apresentação e aos respetivos contextos.

 

A seleção de obras que vai estar patente na Rua do Cativo, ao longo dos próximos meses para usufruto de quem pela rua passar, encontra no Cativo um espaço dedicado à democracia cultural. Esta é uma iniciativa conjunta do Lionesa Group, do MNSR e da SIGN – Wide Format Printing.

 

A exposição assinala também o 1º aniversário do Lionesa Group e dá continuidade à iniciativa Arte pela Arte, um movimento que vê na arte uma lupa sobre o território, um estetoscópio sobre o próximo, um estereoscópio sobre toda uma comunidade.

 

Sobre o projeto Arte pela Arte

O movimento Arte pela Arte teve início aquando do investimento em edifícios na histórica Rua do Loureiro, no Porto. Emparedados transitoriamente por segurança sanitária e orientações municipais, o Lionesa Group começou a intervenção de requalificação do edificado abrindo a rua à cidade através da arte. Cinco intervenções artísticas foram o resultado da parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). Esta primeira iniciativa proporcionou uma verdadeira galeria de arte ao ar livre, totalmente aberta aos visitantes e habitantes locais da Rua do Loureiro.

 

Segue-se agora o projeto Lugar Cativo que vai dar continuidade ao Movimento Arte pela Arte, em parceria com o Museu Nacional Soares dos Reis e a SIGN, num objetivo muito claro de transformação do território num centro de partilha de cultura, vida e arte.

 

Sobre o projeto Outros Lugares

O programa Outros Lugares tem como propósito afirmar o Museu Nacional Soares dos Reis como um lugar que extravasa o seu espaço e organização formais para envolver curadorias improváveis e diferenciadoras atendendo à natureza dos parceiros, ao local de apresentação e aos respetivos contextos.

 

No âmbito deste programa foram já apresentadas a Exposição 42 DESENHOS DE ANTÓNIO CARNEIRO PARA O INFERNO DE DANTE, na Casa dos Livros, no Porto; e a Exposição CICLO DA VIDA, a qual, a partir da alegoria QUATRO ESTAÇÕES, uma série de quatro telas do século XVII, levou ao Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS-UP), um núcleo de pinturas que estabelecem uma relação com as diferentes fases da vida do Ser Humano.

 

O projeto Lugar Cativo materializa um novo modelo de gestão do Património Cultural pela associação de entidades públicas e entidades privadas, num esforço de democratizar, cada vez mais, o acesso à cultura e de confrontar o público com as obras de arte em espaços pouco prováveis, procurando suscitar a visita às obras no seu contexto formal de exposição no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.

Aniversário da morte do escritor Ruben Andresen Leitão

23 de Setembro, 2023

Assinala-se, hoje, 23 setembro, o 48º aniversário da morte de Ruben A., pseudónimo literário de Ruben Andresen Leitão.

 

Ruben Alfredo Andresen Leitão nasceu em Lisboa em 1920 e faleceu em Londres em 1975.

 

Estreou-se, em 1949, com Páginas, um misto de diário e de ficção. A sua atividade literária na década de 60 ficou marcada pela edição de três volumes autobiográficos, O Mundo à Minha Procura. Em 1973, publicou a sua última obra, a novela Silêncio para 4.

 

Ruben Andresen Leitão foi também professor no King’s College em Londres e funcionário da Embaixada do Brasil em Lisboa durante quase 20 anos, cargo que deixou em 1972.

 

Depois dessa data foi administrador da Imprensa Nacional-Casa da Moeda e diretor-geral dos Assuntos Culturais do Ministério da Educação e Cultura, tendo lançado, em 1975, entre outras ações, um projeto de revitalização do Museu Nacional Soares dos Reis.

Ruben Andresen Leitão licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde defendeu a tese Cartas de D. Pedro V ao Conde de Lavradio. A partir daí, o seu interesse por D. Pedro V leva-o a publicar numerosos volumes da correspondência do rei, bem como outros estudos e investigações históricas.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis está hoje instalado no Palácio dos Carrancas, adquirido pelo rei D. Pedro V, em 1861, para passar a residência oficial da família real nas suas visitas ao Norte do País.

 

O edifício foi doado, em 1915, à Misericórdia, através do testamento de D. Manuel II, que pretendia aí construir um hospital, o que nunca chegou a concretizar-se.

 

Mais tarde, o Estado comprou o palácio para aqui instalar o Museu Nacional Soares dos Reis que tinha sido fundado em 1833, por D. Pedro IV, e funcionava no Convento de Santo António, atual Biblioteca Pública Municipal do Porto.

 

O Palácio das Carrancas foi novamente alvo de remodelações para a sua nova função e em 1940 foi aqui inaugurado o Museu Nacional Soares dos Reis, o mais antigo museu público de arte em Portugal.

Serviço de Documentação e Informação integra Biblioteca e Arquivo

22 de Setembro, 2023

O Serviço de Documentação e Informação do Museu Nacional Soares dos Reis integra a Biblioteca e o Arquivo, sendo que a biblioteca do Museu tem disponível online o seu catálogo bibliográfico, o qual pode ser acedido AQUI.

 

Horário
A Biblioteca funciona nos dias úteis, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00, exceto feriados nacionais e municipais.

O fundo documental é composto por obras de referência, monografias, publicações periódicas, catálogos de museus, catálogos de exposições, catálogos de leilões, teses académicas e ainda coleções de cartazes, postais e desdobráveis.

 

O Arquivo, reflexo da atividade e da história da instituição, divide-se em dois fundos, o do Museu Nacional Soares dos Reis e o do Museu Municipal do Porto. O tratamento e controlo da documentação e informação, bem como a consulta e divulgação são alguns dos serviços disponibilizados.

 

O acesso à Biblioteca requer marcação prévia através do e-mail: biblioteca@mnsr.dgpc.pt

 

Catálogo da Biblioteca acessível aqui

 

Regulamento disponível aqui

 

Contactos
biblioteca@mnsr.dgpc.pt

+351 223 39 37 70

 

Localização
Museu Nacional Soares dos Reis
Rua D. Manuel II
4050-342 Porto

Museu Nacional Soares dos Reis acolhe Programa de Estágios PEJENE

21 de Setembro, 2023

Pelo terceiro ano consecutivo, o Museu Nacional Soares dos Reis é um dos parceiros do programa PEJENE – Programa de Estágios para Universitários, promovido pela Fundação da Juventude, com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O PEJENE enquadra-se num dos vetores estratégicos de atuação da Fundação da Juventude – Emprego e Empreendedorismo – sendo um forte contributo para ultrapassar o obstáculo da falta de experiência e de Curricula dos jovens alunos e da pouca preparação para o mundo do trabalho.

 

Este programa tem vindo a responder, desde 1993, às necessidades dos jovens que se encontram a finalizar o ensino superior, permitindo desempenhar tarefas de caráter profissional, e aumentar os seus conhecimentos em ambiente real de trabalho.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis associa-se à iniciativa, proporcionando aos jovens inscritos uma oportunidade de estágio, naquele é o primeiro museu público de arte do País. O programa de estágio terá início no próximo dia 25 setembro.

Encontro no Jardim com sessão comentada sobre a Escultura O Eco

20 de Setembro, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Público Alvo
Jovens e adultos

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

 

Valor
Gratuito

Até final deste mês, o Museu Nacional Soares dos Reis tem horário alargado e gratuito todas as quintas-feiras, das 18h00 às 20h00. A iniciativa faz parte do programa de verão que tem vindo a dinamizar o Museu desde o mês de junho, com um calendário muito diverso de atividades.

 

No próximo dia 28 setembro, pelas 18 horas, haverá um Encontro no Jardim, com uma sessão comentada sobre a Escultura O Eco, na qual serão abordadas questões como a iconografia da obra, problemas de conservação e a filiação da autora, Maria Ribeiro.

 

Maria da Glória Ribeiro da Cruz, documentada entre 1902 e 1930, foi das raras mulheres que, na época, se dedicaram à escultura em Portugal, e a primeira a ter um trabalho integrado num jardim público de Lisboa.

 

Apesar de escassamente conhecida, a sua obra merece um lugar de destaque no panorama artístico de início do século XX.

 

Com formação na Escola de Belas Artes do Porto, tendo sido discípula de Teixeira Lopes, estudou também na École Nacionale de Beux-Arts, em Paris, e frequentou o Curso de Desenho da Académie Colarossi, onde recebeu um primeiro prémio.

 

Teve por mestres Laurent-Honoré Marqueste, Victor Peter e Louis-François Biloul, tendo participado em várias exposições, em Portugal e em França.

Conferência Internacional «Undoing conflict in museums»

19 de Setembro, 2023

49ª Conferência Internacional do ICAMT – ICOM International Committee for Architecture and Museum Techniques, organizada pela Universidade do Porto, de 25 a 27 de outubro de 2023, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto. O Museu Nacional Soares dos Reis é um dos parceiros oficiais do evento.

 

O International Committee for Architecture and Museum Techniques (ICAMT) do International Council of Museums (ICOM) organiza anualmente uma importante conferência internacional que reúne especialistas de diferentes áreas, nomeadamente museografia, museologia, arquitetura e design de exposições.

Este ano, a 49ª Conferência Internacional do ICAMT – ICOM International Committee for Architecture and Museum Techniques, será organizada pela Universidade do Porto, de 25 a 27 de outubro de 2023. Conjuntamente com o ICAMT, as entidades portuguesas responsáveis pela organização deste evento são o Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória” (CITCEM) e o Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo (CEAU).

 

O tema principal da conferência será “Undoing conflict in museums: materiality and meaning of museum architecture and exhibition design”. Os participantes da conferência irão poder concentrar as suas reflexões no Poder do Conflito. Debatendo como ideias opostas podem potenciar mudanças e evoluções em museus e exposições, e qual o papel da arquitetura e do design de exposições na gestão do conflito em museus.

 

No âmbito da parceria estabelecida com o Museu Nacional Soares dos Reis, no dia 25 outubro, os participantes da conferência terão oportunidade de efetuar uma visita ao museu, focando-se nos aspetos curatoriais relacionados com o processo de desenvolvimento e montagem da exposição de longa duração, bem como nos aspetos arquitetónicos do edifício.

Amadeo de Souza-Cardoso integra exposição sobre Orfismo no Guggenheim

19 de Setembro, 2023

O artista português Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) vai estar representado entre uma centena de obras de uma exposição dedicada ao Orfismo em Paris, que é inaugurada no próximo ano, no Museu Guggenheim, em Nova Iorque.

 

«Harmonia e Dissonância: Orfismo em Paris, 1910-1930» dá título à mostra dedicada à “vibrante arte abstrata do Orfismo”, um movimento da pintura francesa que nasceu a partir do cubismo, e que se tornou transnacional, com impacto na dança, a música e na poesia, na programação para 2024.

 

A exposição irá exibir obras selecionadas de artistas como Amadeo de Souza-Cardoso, Robert Delaunay, Sonia Delaunay, Marcel Duchamp, Mainie Jellett, Frantisek Kupka, Francis Picabia e dos sincronistas Stanton Macdonald-Wright e Morgan Russell.

Amadeo de Souza-Cardoso teve uma vida curta e intensa em Paris, onde fez contactos com os artistas modernistas, e regressou a Portugal no início da Primeira Guerra Mundial como um pintor reconhecido nos meios da vanguarda, tendo morrido com 30 anos, de gripe pneumónica.

 

Participou em exposições coletivas em Paris, Berlim, Nova Iorque, Chicago, Boston e Londres, e chegou a exibir e a vender o seu trabalho nos Estados Unidos, sendo considerado, pelo crítico de arte norte-americano Robert Loescher, “um dos segredos mais bem guardados do início da arte moderna”.

 

Em 2016, mais de 40 mil pessoas visitaram a exposição (na imagem) dedicada a Amadeo de Souza-Cardoso no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto (que depois seguiu para o Museu do Chiado, em Lisboa), e, no mesmo ano, no Grand Palais, em Paris, uma outra exposição reuniu cerca de 250 obras em pintura, desenho e gravura do artista.

 

Robert Delaunay e Sonia Delaunay – um casal de artistas que se destacou no impulsionamento do Orfismo – viveram cerca de um ano em Portugal durante o período da primeira Guerra Mundial, e travaram conhecimento com os artistas portugueses Amadeo de Souza-Cardoso e Almada Negreiros, de quem se tornaram amigos.

 

‘Harmonia e Dissonância: Orfismo em Paris, 1910-1930’ vai estar patente no Museu Guggenheim, em Nova Iorque, de 08 de novembro de 2024 a 09 de março de 2025.

Cerimónia das Exéquias em Memória de D. Pedro IV, o “Libertador”

18 de Setembro, 2023

Por ocasião do 189º aniversário da morte de D. Pedro IV, ocorrida a 24 de setembro de 1834, a Irmandade da Lapa e a Rota Porto Liberal promovem as Exéquias em Memória de D. Pedro IV, no dia 25 de setembro, pelas 21h30, na Igreja da Lapa, no Porto.

 

Do programa da cerimónia, faz parte a Leitura de Sermão do Pe. António de Ascensão de Oliveira, pronunciado na Igreja da Lapa em 1856; e um Concerto pela Banda do Exército, Destacamento do Porto, Coro Polifónico da Lapa, Ana Sousa Sacramento (soprano) e Filipe Veríssimo (órgão).

D. Pedro I do Brasil ou D. Pedro IV de Portugal, “o Libertador”, foi o primeiro Imperador do Brasil como Pedro I de 1822 até sua abdicação em 1831, e também Rei de Portugal e Algarves como Pedro IV entre março e maio de 1826. Era o quarto filho do rei João VI de Portugal e da rainha Carlota Joaquina da Espanha.

 

Um dos pontos de visita obrigatória no âmbito da Rota Porto Liberal é o Museu Nacional Soares dos Reis, cuja origem remonta ao Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem à sua guarda algumas peças que constituíram a farda de Coronel de Caçadores nº 5, usada por D. Pedro de Alcântara, duque de Bragança, durante o Cerco do Porto: dolman, colete, boné, chapéu armado, espada, talabarte, boldrié (cinturão com talim para suspensão de espada) óculo, porta-mapas.

 

A primeira sala da nova exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, em rotatividade, os elementos dos uniformes utilizados por D. Pedro durante a guerra civil.

 

Recorde-se que a Rota Porto Liberal foi criada em 2017, agregando várias entidades: Câmara Municipal do Porto, Direção Regional de Cultura do Norte, Exército Português, Venerável Irmandade de Nª Sª da Lapa, Museu e Igreja da Misericórdia do Porto e Museu Nacional Soares dos Reis, na divulgação dos lugares associados a esse tempo de luta e ao contributo dado por D. Pedro IV, também libertador do Brasil e seu primeiro imperador, enquanto país independente.

 

Descubra a Rota aqui

150 anos do primeiro atelier de António Soares dos Reis

18 de Setembro, 2023

Em 1873, António Soares dos Reis instalou-se naquele que seria o seu primeiro atelier de trabalho. Situado na Rua das Malmerendas, atual Rua D. Alves Veiga, no Porto, ali permaneceu até 1875, até se mudar para a casa-oficina da Rua Luís de Camões, em Vila Nova de Gaia.

 

Considerado um dos maiores escultores portugueses do séc. XIX, António Manuel Soares dos Reis nasceu a 14 de Outubro de 1847, na freguesia de S. Cristóvão de Mafamude, Vila Nova de Gaia.

 

Era filho de Manuel Soares Júnior, proprietário de uma mercearia a retalho, e de sua mulher Rita do Nascimento de Jesus.

Aos 20 anos, António Soares dos Reis tornou-se pensionista do Estado no estrangeiro. Em 1867 partiu para Paris, onde frequentou o atelier de M. Jouffroy e a École Imperiale et Speciale des Beaux Arts.

 

“Findo o período do pensionato regressou a Portugal, chegando a Vila Nova de Gaia nos primeiros dias de Setembro de 1872. Foi nessa altura que Soares dos Reis apresentou O Desterrado como prova documental do aproveitamento dos seus estudos, de modo a justificar a sua permanência no estrangeiro, ao abrigo da bolsa de Estudo. Ainda nesse ano, a 23 de Dezembro, foi nomeado Académico de Mérito pela Academia do Porto.

 

Em 1873, instalou-se naquele que foi o seu primeiro atelier, situado no n.º. 99 da Rua das Malmerendas, atual Rua Dr. Alves Veiga. (…) E assim decorreram dois anos até a encomenda de dois bustos em mármore, do Visconde de Tamandaré e do Marquês do Herval, lhe abrirem novos horizontes.

 

Manteve-se nessa primeira oficina até 1875 onde realizou ainda algumas das suas primeiras obras de relevo: Cabeça de Negro, Saudade, O Artista na Infância (obra em homenagem a Grão Vasco) e a encomenda de uma Nossa Senhora da Vitória (que não foi bem recebida pela Igreja).

 

Quando o trabalho começou a dar sinais de melhoras, o escultor Soares dos Reis começou a trabalhar num projeto, que já há muito acalentava, de mandar construir uma casa, mais próximo de seus pais, que servisse também como oficina. Em 1876 recebeu a aprovação camarária para o projeto da casa-oficina que veio a ser edificada no número 33 da Rua Luís de Camões em Vila Nova de Gaia”[1].

 

 

[1] Dissertação de Mestrado em História Regional e Local, na área de especialização de História e Gestão do Património, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 2011, por Sónia Queiroga

Exposição integra várias peças da coleção do Museu

18 de Setembro, 2023

A exposição “Portreto de la Animo”, composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, patente ao público até ao próximo dia 12 novembro, integra várias peças da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

“Portreto de la Animo” apresenta uma mostra de trabalhos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

As obras focadas no retrato e no autorretrato são colocadas em confronto ou diálogo expositivo com outras peças pertencentes à coleção do Museu Nacional Soares dos Reis: Conjunto de Miniaturas; Busto-Relicário de São Pantaleão; Sarah Afonso – óleo Mãe e Filha; Hein Semke – escultura terracota; José Joaquim Teixeira Lopes – Máscara mortuária de Soares dos Reis; Rafael Bordallo Pinheiro – Escarrador; e Rudolf Joham Weisse – Retrato de Augusto Santo.

 

No total, foi selecionado para esta exposição um conjunto de cerca de 150 obras que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

No contexto da exposição que agora se apresenta, o Museu Nacional Soares dos Reis pretende, através dos seus acervos artísticos e do recurso à Coleção Treger Saint Silvestre, desenvolver um programa que fomente a discussão e a abordagem da saúde mental através da arte e dos artistas.

 

Pretende-se proporcionar a contemplação, a empatia e o reforço do elo emocional entre o público e as composições em exposição. Trata-se de criar uma experiência de fruição, mas essencialmente de consciencialização para o mundo interior da pessoa e as suas expressões.

 

A exposição “Portreto de la Animo”, de acordo com o curador António Saint Silvestre considerada “a maior mostra de Arte Bruta alguma vez realizada na Península Ibérica”, é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

151º Aniversário de Nascimento do pintor António Carneiro

16 de Setembro, 2023

Assinala-se, hoje, dia 16 setembro, o 151º Aniversário de Nascimento do pintor António Carneiro, um dos nomes maiores da pintura e do desenho em Portugal, representado na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

No ano passado, por ocasião do seu 150º Aniversário de Nascimento, o Museu Nacional Soares dos Reis (em parceria com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto) dedicou-lhe uma exposição temporária.

Integrada no projeto colaborativo de itinerâncias Outros lugares, a exposição temporária Desenhos de António Carneiro para o Inferno de Dante esteve patente na Casa dos Livros, um espaço então recém-criado na cidade do Porto. A iniciativa assinalou os 150 anos do nascimento do pintor-poeta António Carneiro e os 700 anos da morte de Alighieri Dante.

 

Quarenta e dois desenhos de António Carneiro foram produzidos para ilustrar o Inferno da Divina Comédia de Dante Alighieri. Esta obra épica composta por três cânticos foi amplamente divulgada através da inexcedível tradução de Vasco Graça Moura, cujo acervo integral se encontra à guarda da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

 

Biografia de António Carneiro

Pintor, professor da Escola de Belas-Artes do Porto, diretor artístico da revista Águia, ligado ao movimento da Renascença Portuguesa, António Teixeira Carneiro foi uma notável figura da cultura nortenha. Nasceu em 1872, em Amarante, e veio a falecer em 1930, no Porto.

 

Foi discípulo de Soares dos Reis e de Marques de Oliveira na Academia Portuense de Belas-Artes. Em Paris, frequentou a Academia Julien. Participou na decoração da Exposição Universal de 1900. Nesta época realizou o tríptico A vida – esperança, amor, saudade (1899-1901), em que está já patente a vertente poético-simbolista que caracterizaria a sua atitude plástica.

 

Os temas literários, em Camões Lendo os Lusíadas aos Frades de S. Domingos e nos desenhos preparatórios para as ilustrações do Inferno de Dante, e uma componente mística, patente em poemas e esboços de temas bíblicos, completam o elaborar de uma perpétua interrogação.

 

Viajou frequentemente, tendo feito em 1914 a sua primeira viagem ao Brasil, expondo em S. Paulo e no Rio de Janeiro. Retratista emérito e muito solicitado, interessou-se igualmente pela paisagem, tendo pintado dezenas de marinhas de Leça da Palmeira.

 

As suas Praias do Norte aparecem invariavelmente envoltas em bruma, com figuras esbatidas que remetem para o silêncio intemporal das paragens. A pintura de António Carneiro surge com uma interioridade e uma qualidade espiritual rara na arte portuguesa do início do século, longe das preocupações naturalistas de verosimilhança ou mesmo das conceções impressionistas de captação da cor e da luz.

Centenário de Nascimento do arquiteto e pintor Fernando Lanhas

16 de Setembro, 2023

O pintor e arquiteto português Fernando Lanhas nasceu há 100 anos, no Porto, a 16 de setembro de 1923. Está representado na exposição de longa duração no contexto de uma nova geração de artistas e a sua obra Tambores testemunha a transição para o abstracionismo geométrico.

 

Tambores, que se encontra no Museu Nacional Soares dos Reis, é testemunho da transição para o abstracionismo geométrico a que o artista em breve entregaria toda a sua prática pictórica.

 

A obra evoca vagamente uma fisionomia, focando-se na forma da área iluminada, modulada em triângulo. As cores anunciam a “paleta natural”, que Lanhas definiria na década seguinte, em busca de síntese e harmonia com a Natureza.

Outras obras de Lanhas deste período têm títulos de referente musical, suscitando a associação de formas a sons. Foram, mais tarde, substituídos por uma combinação de siglas e números. Por razões que desconhecemos, Tambores escapa a essa normalização auto-imposta.

 

Formado em Arquitetura pela Escola Superior de Belas-Artes da Universidade do Porto em 1947, é principalmente reconhecido pela sua atividade como pintor. Durante o período de formação no Porto, dirigiu o Grupo de Estudantes de Belas-Artes. Pertencendo a um círculo de alunos dos quais faziam parte Nadir Afonso, Júlio Pomar ou Manuel Pereira da Silva, cedo se interessa pela pintura.

 

Considerado o introdutor do abstracionismo geométrico em Portugal, em 1945 expõe algumas pinturas que desenvolvera no campo do Abstracionismo, tendência que marcará as futuras Exposições Independentes.

 

Toda a sua obra se carateriza por uma unidade estilística, conferida pela recorrente utilização de linhas tensas e quebradas que se repetem, por vezes, paralelamente. O suporte do plano, no qual se organizam manchas de cores quentes e frias, lisas ou texturadas, conjugadas com linhas em perspetiva, revela-se o mais importante.

 

A gama cromática utilizada, numa escala de cinzas e ocres, alude às cores de certos minerais, por vezes usados como próprio pigmento. As linhas de traçado largo e quase mecânico estruturam o campo percetivo, delimitando áreas e assumindo a função de signos.

 

O caráter abstrato da sua pintura é ainda reforçado pela designação técnica conferida aos quadros, como por exemplo “O10-50” e “O42-69”.

Visitas à Hora Certa | O Andar Nobre do Palácio dos Carrancas

15 de Setembro, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Público Alvo
Jovens e adultos

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

 

Valor
Bilhete de entrada + 2 EUR

No âmbito da programação proposta para as Visitas à hora Certa, decorre no próximo dia 29 setembro, pelas 15 horas, uma visita guiada ao Andar Nobre do Palácio dos Carrancas.

 

Ao longo dos anos de uso a ocupação do espaço foi sofrendo alterações, devidas à mobilidade da família e à frequente existência de hóspedes.

 

No entanto, podem-se esboçar alguns princípios de utilização dos vários pisos.

 

No primeiro piso encontramos o grande átrio de entrada à volta do qual se distribuíam os armazéns, cavalariças e cocheiras.

 

O andar intermédio terá sido utilizado pela família, e o andar nobre reservado para as personagens importantes que aqui se alojavam.

 

O último andar deveria ser destinado aos criados, e as oficinas da fábrica e talvez a cozinha ocupassem as duas alas que rodeavam o jardim interior.

 

O Palácio dos Carrancas foi mandado construir em 1795 pela família Morais e Castro, descendente de cristãos-novos, pertencente à burguesia portuense e que enriqueceu com a Fábrica de Tirador de Fio de Ouro e Prata aqui instalada. O edifício, com unidade fabril e residência, testemunhou e foi palco de acontecimentos sociais, militares e políticos ao longo do século XIX.

 

Marcadamente urbano e seguidor do estilo Neoclássico, que se instalava então no Porto, o Palácio teve um carater único em contexto de construção privada. Tudo aponta para a intervenção dos arquitetos municipais Joaquim da Costa Lima Sampaio e José Francisco de Paiva. A fachada, de grande clareza de desenho, dividia o edifício em dois corpos horizontais.

 

A distribuição seguia a hierarquia do antigo regime e os tratados de Arquitetura: andar nobre, pátio fechado com muro alteado, separação da manufatura e operários e a quinta recuada. O luxo afirmava-se nos espaços interiores, nomeadamente no andar nobre, permanecendo ainda dessa época uma grandiosa Sala de Jantar e a Sala da Música.

 

A grandiosidade do edifício associou-o ao cenário dos grandes acontecimentos político-militares da cidade. Por exemplo, durante a primeira invasão francesa, foi considerado um local estratégico e ocupado pelo marechal Soult. Pouco depois, estabelecia-se aqui o seu sucessor no comando militar da cidade, chefe do exército libertador, o general Arthur Wellesley.

167º Aniversário de Nascimento do pintor Sousa Pinto

15 de Setembro, 2023

Assinala-se, hoje, dia 15 setembro, o 167º Aniversário de Nascimento do pintor Sousa Pinto, um dos nomes de referência da pintura naturalista em Portugal, representado nas coleções do Museu Nacional Soares dos Reis e da Casa-Museu Fernando de Castro.

 

No próximo dia 30 setembro, a sessão Encontros ao Sábado será, precisamente, dedicada à pintura de paisagem no Naturalismo, com uma visita guiada pelas galerias de pintura do primeiro piso da exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Neste encontro, os visitantes terão oportunidade de conhecer como surgiu o movimento naturalista em Portugal e quais as diferentes abordagens à pintura de paisagem na obra de alguns artistas da Escola do Porto, nomeadamente Silva Porto, Artur Loureiro, Henrique Pousão e Sousa Pinto.

 

A visita requer inscrição prévia.

José Júlio de Sousa Pinto, nascido nos Açores, a 15 de Setembro de 1856, morre em França, a 14 de Abril de 1939. Em 1870, iniciou os seus estudos na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi discípulo de Thadeu Maria de Almeida Furtado, João António Correia e Soares dos Reis, tendo-se revelado um aluno brilhante. Com o curso de Pintura concluído em 1878 e elevadas classificações, abrem-se-lhe novos horizontes.

 

Em 1880, candidata-se ao pensionato português no estrangeiro e, vindo a ganhar o concurso, parte para Paris nesse mesmo ano para estudar Pintura de História ou de “figura”. Partirá ao mesmo tempo que o seu condiscípulo Henrique Pousão, concorrente em Paisagem. Em Paris, inscreve-se na École des Beaux-Arts e é aluno de Yvon e Cabanel e virá a ser influenciado por Jules Breton e, sobretudo, por Bastien-Lepage. Desde logo dá provas dos seus dotes e capacidades de aplicação, trabalhando muito e alcançando prémios.

 

Ainda como estudante, apresenta no ano de 1884, nas exposições do Salon, a obra “Aprês L’Ouragan” (A Macieira Partida, hoje propriedade do MNSR). Em 1899, a pintura “La récolte des pommes de terre” conduzi-lo-á à glória da representação no Museu do Luxemburgo (hoje Museu d’Orsay).

 

Artista consagrado em vida, para além dos prémios que alcançou em muitas das exposições a que concorreu, Sousa Pinto foi condecorado com as Ordens de Santiago de Espada e de Cristo de Portugal, com a Legião de Honra de França e era membro Honorário da Sociedade de Artistas de Madrid. Está representado em vários museus de França, em Monte Carlo, nos Estados Unidos da América, na Austrália e no Rio de Janeiro.

 

Em Portugal existem obras suas dispersas por um grande número de colecionadores particulares e em museus como o de Grão Vasco, Casa-Museu dos Patudos, Casa-Museu Teixeira Lopes e Museu do Chiado.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis possui obras de Sousa Pinto provenientes da Academia Portuense de Belas Artes, do antigo Museu Municipal, de ofertas e de legados. É significativo o núcleo de obras com que este artista está representado na Casa-Museu Fernando de Castro, constituído por retratos, cenas de género e paisagens, óleos e pastéis, com temas de Portugal e de França.

Visita à Hora Certa: Fontes e Fontanários nas coleções do Museu

14 de Setembro, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Público Alvo
Jovens e adultos

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

O Museu Nacional Soares dos Reis propõe visitas com temas variados, para conhecer detalhes inesperados e surpreendentes sobre a sua história e coleções. No âmbito da programação de verão do Museu Nacional Soares dos Reis, e coincidindo com a celebração das Jornadas Europeias do Património, decorre no próximo dia 22 setembro, pelas 11 horas, a Visita à Hora Certa: Fontes e Fontanários nas coleções do MNSR.

 

A água, elemento essencial à vida, inspirou a construção de estruturas para a sua distribuição, fontes e chafarizes, que marcaram o urbanismo e a vivência nas cidades.

 

Pontos de vivacidade do município do Porto, as Fontes e os Fontanários espalhados pelas ruas, largos e praças da cidade constituem locais onde o património e a história do Porto é visível e som da água ecoa. Fonte dos Leões, Fonte Monumental Mouzinho da Silveira, Fonte da Cantareira, Chafariz do Passeio Alegre, Chafariz da Trindade e Fonte da Praça da Ribeira são alguns exemplos da Fontes mais emblemáticas da cidade.

 

Atualmente o Porto dispõe de um total de 170 Fontes e 65 Fontanários distribuídos pelo tecido urbano (fonte: Águas do Porto).

 

Nesta visita, propomos descobrir algumas estátuas fontanárias, que pertenceram a fontes desparecidas da cidade do Porto, entre outros objetos e representações, na exposição de longa-duração do Museu Nacional Soares dos Reis.

Conversa sobre sustentabilidade e o contributo dos museus

14 de Setembro, 2023

O Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte, participa no próximo dia 29 setembro, pelas 11 horas, na Conversa sobre sustentabilidade e o contributo dos museus, promovida pelo Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.

Procurando sensibilizar os públicos para os valores da defesa do património ferroviário e da importância deste meio de transporte para um futuro mais sustentável, o Museu Nacional Ferroviário assinala as Jornadas Europeias do Património 2023 com uma programação diversificada.

 

Neste contexto, e na sequência da apresentação do Plano de Sustentabilidade do Museu Nacional Ferroviário, em maio último, a Fundação Museu Nacional Ferroviário organiza uma conversa intitulada Caminhos da Sustentabilidade, na qual se pretende falar sobre sustentabilidade nas suas diferentes vertentes e o contributo dos Museus para esta temática.

 

Programa:

Manuel Cabral, presidente da FMNF – enquadramento e apresentação do Plano de Sustentabilidade do MNF

João Neto, presidente da APOM

João Pinto Coelho, coordenador da Rede de Museus do Médio Tejo

Miguel Sanches, Biosphere

António Ponte, diretor do Museu Nacional Soares dos Reis

 

Inscrições em https://bit.ly/3LbGUEH

 

Jornadas Europeias do Património

As JEP são uma iniciativa conjunta do Conselho da Europa e da Comissão Europeia e são o evento cultural mais amplamente celebrado e partilhado pelos cidadãos da Europa.

 

Mais de 70 000 eventos são organizados todos os anos com o objetivo de sensibilizar para o património comum da Europa e para a necessidade da sua contínua proteção, através da criação de experiências que promovam a inclusão e fomentem a criatividade e a inovação.

 

A ideia base da iniciativa é promover o acesso ao património, convidando à participação ativa na descoberta de uma herança cultural comum, implicando o envolvimento dos cidadãos europeus com o património cultural.

 

Reforçar os sentimentos de identidade cultural, de memória coletiva e de afirmação de um património comum cuja riqueza reside na sua diversidade são os grandes objetivos das JEP que representam, por isso, uma celebração da solidariedade internacional, do diálogo e da diversidade culturais, constituindo momentos de reapropriação dos vestígios culturais do passado.

 

Consulte o Programa JEP 2023 sempre em atualização

Jornadas Europeias do Património com entrada gratuita

13 de Setembro, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis terá acesso gratuito nos dias 22, 23 e 24 setembro, propondo várias atividades para celebrar as Jornadas Europeias do Património.

 

«Património Vivo» é o mote definido para as Jornadas Europeias do Património 2023. O tema pretende explorar as práticas, lugares e objetos que hoje fazem parte do nosso património cultural e têm sido transmitidos de geração em geração.

 

As Jornadas Europeias do Património 2023 (JEP 2023) celebram nos próximos dias 22, 23 e 24 de setembro as práticas, os lugares e os objetos que hoje fazem parte do nosso património cultural e que têm sido transmitidos de geração em geração, adaptando-se, recriando-se e ajustando-se às comunidades e grupos em mudança, às paisagens e aos lugares.

Está presente nas práticas, representações, expressões, saberes e artefactos únicos, tanto nos locais de origem como em todo o mundo, numa referência às práticas e às formas como o passado é preservado na memória coletiva, estabelecendo ligações entre reconhecer, salvaguardar e promover bens do património cultural imaterial, bem como transmiti-los às gerações futuras, num mundo em rápida mudança.

 

Um pouco por todo o mundo, as JEP 2023 desafiam, através do ”Património Vivo”, a uma reflexão sobre as respostas a dar aos desafios colocados pela sociedade.

 

Estas são as propostas do Museu Nacional Soares dos Reis para assinalar as Jornadas Europeias do Património:

 

Da palavra bruta ao princípio do mundo

Oficina de Escrita + INFO

Dia: 23 de setembro de 2023   Hora: 14h00

Contactos para Inscrição: comunicacao@mnsr.dgpc.pt

 

Uma mão cheia de objetos 

Ateliers lúdicos/oficinas pedagógicas/Workshops + INFO

Dia: 24 de setembro 2023   Hora: 10h30

Contactos para Inscrição: se@mnsr.dgpc.pt

 

Fontes e Fontanários nas coleções do MNSR

Visitas guiadas/percursos orientados

Dia: 22 de setembro 2023   Hora: 11h00

Contactos para Inscrição: Online aqui

 

Consulte o Programa JEP 2023 sempre em atualização

Segunda edição do Vinho Verde Essência Festival tem novas datas

13 de Setembro, 2023

O jardim do Museu Nacional Soares dos Reis é o palco escolhido para a segunda edição do Vinho Verde – Essência Festival (Art, Wine, Food, Music), a decorrer de 22 a 24 setembro, depois de ter sido adiado devido à instabilidade das condições climatéricas.

 

O Essência Festival vive os Vinhos Verdes entre gastronomia, música, concertos e arte, criando um ambiente único, num jardim emblemático do Porto, onde apaixonados por vinho, foodies, festivaleiros e curiosos se reúnem para celebrar um dos últimos fins-de-semana do verão.

O cartaz previsto não sofre alterações de relevo e mantém os concertos de GNR (dia 22, sexta-feira, 21:30), Os Azeitonas (dia 23, sábado, 21:30) e Roda de Samba Cravo & Canela (dia 24, domingo, 18:00). Também os Banquetes continuarão a ser liderados pelos chefes de cozinha Rui Paula (duas estrelas Michelin no restaurante da Casa de Chá da Boa Nova, Leça da Palmeira), Angélica Salvador (restaurante InDiferente, Porto) e Tiago Bonito (a preparar a abertura de dois novos restaurantes na cidade).

 

Ao todo, 40 produtores da Região Demarcada dos Vinhos Verdes vão apresentar a diversidade da oferta atualmente disponível, dos vinhos brancos leves e frescos aos mais complexos, gastronómicos e longevos, nativos de castas ímpares como Alvarinho, Loureiro ou Avesso, entre tantas outras. Haverá ainda rosés de prazer, tintos atlânticos e tintos de carácter, espumantes para brindar a todas as ocasiões.

 

Cinco restaurantes e outros cinco food trucks estarão em funcionamento contínuo no festival, proporcionando uma lista eclética de opções gastronómicas, das carnes na grelha aos sabores do mar, dos snacks salgados aos doces.

 

O Gentlemen´s Market vai congregar marcas icónicas, as sessões “Mãos na Massa” desafiarão a autênticas aulas de cozinha, haverá provas conduzidas por especialistas, jogos e atividades para partilhar em família, atuações de DJ´s e ainda o Banquete, onde a mestria de chefes de renome é harmonizada com uma seleção apurada de vinhos com dedo de sommelier.

 

Programa disponível para consulta.

 

Entrada pela Rua de Adolfo Casais Monteiro, 47

 

Horário
Sexta-feira | 17h00 – 00h00
Sábado | 12h00 – 00h00
Domingo | 12h00 – 22h00

Visita orientada O retrato na produção artística: que representações?

13 de Setembro, 2023

Programa de Verão

 

Visitas à hora certa, 22 setembro, 15h

 

Visita condicionada ao mínimo de 5 participantes com inscrição prévia

O programa de Verão do Museu Nacional Soares dos Reis prossegue com visitas à hora certa e no dia 22 de setembro, às 15h, os visitantes serão conduzidos por um percurso na exposição de longa duração que destaca o retrato na produção artística.

 

A representação do outro ou outros tem sido uma constante nas manifestações artísticas e constitui-se como um poderoso documento do desejo de eternidade, do estatuto pessoal, social e artístico, do modo como ambicionamos ser vistos na vida e na posteridade. Nesta visita, o circuito centra-se nos românticos e naturalistas do século XIX e em diferentes ambientes ao longo de gerações.

 

Saiba mais na visita orientada por Liliana Aguiar, do Serviço de Educação do Museu.

 

Consulte aqui o Programa Verão 2023 do Museu e participe!

Naturalistas da Escola do Porto são destaque em visita orientada

8 de Setembro, 2023

Programa de Verão

 

Encontros ao sábado, 30 setembro, 15h

 

Visita condicionada ao mínimo de 5 participantes com inscrição prévia

O programa de Verão do Museu Nacional Soares dos Reis encerra em setembro e termina com a rubrica Encontros ao Sábado. No dia 30 de setembro, a agenda inclui a visita orientada A pintura de paisagem no Naturalismo.

 

Os visitantes ficam a conhecer, nas galerias de pintura do primeiro piso da exposição de longa duração, como surgiu o movimento naturalista em Portugal e quais as diferentes abordagens à pintura de paisagem na obra de alguns artistas da Escola do Porto.

 

A visita permitirá entender o contexto histórico-cultural em que surge a pintura naturalista em Portugal e conhecer exemplos da obra de alguns naturalistas da escola do Porto, nomeadamente Silva Porto, Artur Loureiro, Henrique Pousão e Sousa Pinto.

 

Saiba mais na visita orientada por Ana Nascimento, gestora de coleção. A visita é condicionada ao número mínimo de 5 participantes e requer inscrição prévia.

 

Consulte aqui o Programa Verão 2023 do Museu e participe!

Encontros ao Sábado: Cristo crucificado do século XIII

8 de Setembro, 2023

Cristo crucificado

Oficina de Valladolid ou Palência

Espanha, século XIII

Madeira policromada

Depósito Câmara Municipal do Porto | antigo MMP

O programa de Verão do Museu Nacional Soares dos Reis prossegue em setembro e mantém a rubrica Encontros ao Sábado. No dia 16 de setembro, a agenda inclui a visita orientada O Cristo medieval e outros segmentos de arte europeia.

 

No segundo piso da exposição de longa duração, dedicado à diversidade de coleções, os visitantes são encaminhados para a sala onde se encontra um Cristo em grande formato, do século XIII e de origem peninsular, o qual nos reenvia para outras imagens muito qualificadas de produção europeia.

 

A escultura faz parte de um restrito número de Cristos na cruz em madeira existentes em Portugal e nos últimos anos encontrava-se nas reservas do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Saiba mais na visita orientada por Paula Santos, gestora de coleção. A visita é condicionada ao número mínimo de 5 participantes e requer inscrição prévia.

 

Consulte aqui o Programa Verão 2023 do Museu e participe!

Exposição celebra Manuel Jardim e o Modernismo em Portugal

6 de Setembro, 2023

O Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, inaugura a 7 de setembro a exposição Manuel Jardim e o Modernismo em Portugal, com pinturas e aguarelas do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis. As peças, assinadas por artistas portugueses contemporâneos de Manuel Jardim, permitem relacionar e confrontar a obra deste pintor da primeira geração do Modernismo português.

 

A exposição, patente até 7 de janeiro, integra um autorretrato de Adriano Sousa Lopes, uma pintura de Armando de Basto alusiva ao centro histórico do Porto do início do século XX e duas aguarelas assinadas por Tomaz Leal da Câmara, que ilustram episódios da publicação A Velhice do Padre Eterno, de Guerra Junqueiro.

O Museu Nacional Machado de Castro assinala com esta mostra os 100 anos da morte de Manuel Jardim e apresenta obras de outros artistas do Modernismo português como Amadeo de Sousa Cardoso, Guilherme de Santa Rita, Eduardo Viana e Almada Negreiros.