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Horário Especial de Natal nos Museus, Monumentos e Palácios

19 de Dezembro, 2023
Fachada do Museu Nacional Soares dos Reis

Os Museus, Monumentos e Palácios sob gestão da Direção Geral do Património Cultural vão manter-se abertos nos dias 26 dezembro 2023 e 02 janeiro de 2024, encerrando nos dias 24 e 31 de dezembro.

Considerando o Despacho nº12959-A/2023, de 18 de dezembro 2023, que concede tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, nos dias 26 dezembro 2023 e no dia 2 janeiro 2024, foi determinado:

 

– Por razões de interesse público, nos dias 26 de dezembro de 2023 e no dia 2 de janeiro de 2024, os serviços dependentes da Direção Geral do Património Cultural irão manter-se abertos ao público, encerrando nos dias 24 e 31 de dezembro de 2023.

 

– Os Museus, Monumentos e Palácios estarão também encerrados nos dias 25 dezembro e 1 janeiro.

Portreto de la Animo: Visita comentada por artistas

19 de Dezembro, 2023

Visita Comentada pelos artistas Carla Gonçalves, Daniel Gonçalves e ZMB (Rui Lourenço)
com moderação de Inês Costa
22 de dezembro, 17h00

Entrada: Gratuita

 

Programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo

 

Inscrições online

Carla Gonçalves é licenciada em Arqueologia, tendo trabalhado durante alguns anos como bancária. Após a aposentação, passou a dedicar-se à pintura em exclusivo. Nos últimos dez anos, além de pintar e desenhar, adapta também livros e álbuns antigos criando assemblagens (termo francês trazido à arte por Jean Dubuffet em 1953. É usado para definir colagens com objetos e materiais tridimensionais).

 

Daniel Gonçalves, desenhador e pintor autodidata, desde muito novo relaciona-se com o mundo através da expressão plástica, tendo participado na última década em múltiplas exposições coletivas realizadas no Porto. No percurso pleno de experimentações que fez, na procura de uma marca pessoal, independentemente da multiplicidade de estilos, sempre revelou uma atenção particular pelos jogos de formas e de cores.

 

ZMB (Rui Lourenço), artista autodidata, formou-se em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações, na Universidade de Aveiro, reprimindo na altura o apelo que sempre sentiu pelas artes plásticas. Em 1995, ainda durante a frequência universitária, começou a desenhar. Com cultos e gostos profundamente desajustados da corrente de gosto dominante, passou a frequentar alguns ateliês de arte-terapia e a expor em locais alternativos da cidade do Porto, como o Espaço T, a Casa da Horta e A Cadeira de Van Gogh. Paralelamente à atividade da pintura, dedica-se à escrita e à composição musical, tudo envolvido num processo não-consciente de expressão surrealista.

 

Inês Costa atua na área de Humanidades, com especial ênfase na História da Arte. Frequentou o primeiro ano da Licenciatura em Teatro-Interpretação (2013-2014), na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE), que interrompeu para mudar de área. É licenciada em História da Arte (2015-2018) e Mestre em História da Arte, Património e Cultura Visual (2018-2020), pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).

Realizou um período de intercâmbio ao abrigo do programa Erasmus+, na Università degli Studi di Verona (2017-2018, Itália), e um estágio de investigação no LAPA/UFJF (Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil, 2023). Atualmente, frequenta o Doutoramento em Estudos do Património (2020-), na FLUP, é Investigadora Integrada do CITCEM, Bolseira da FCT (2021.07318.BD) e uma das fundadoras da rede informal e internacional de Jovens Profissionais do Património, os Heritageeks.

Boletim Bibliográfico Trimestral das Bibliotecas DGPC já disponível

19 de Dezembro, 2023

Já se encontra disponível para consulta online o Boletim Bibliográfico Trimestral da Rede de Bibliotecas da Direção Geral do Património Cultural, referente ao 4.º Trimestre de 2023.

 

O Serviço de Documentação e Informação do Museu Nacional Soares dos Reis selecionou um conjunto de monografias, sobre temáticas diversas.

Com 25 bibliotecas e centros de documentação, a maioria das quais com acesso público, a Direção Geral do Património Cultural (DGPC) possui uma rede única de recursos bibliográficos especializados e disponíveis a todos os interessados. Acessíveis nos serviços centrais, museus e monumentos, estes serviços documentais disponibilizam cerca de 320.000 registos bibliográficos.

 

Trata-se de um conjunto de serviços de documentação muito relevante que, pela sua riqueza e diversidade, constitui um ativo estratégico importante no quadro da sociedade da informação e do conhecimento, cuja conservação, ampliação e disponibilização são assumidos pela Direção-Geral do Património Cultural.

 

Neste contexto, a Rede de Bibliotecas lançou em 2019 um boletim bibliográfico de destaques, com uma periodicidade trimestral.

 

Este é um boletim de destaques dos acervos, pelo que cada uma das bibliotecas cooperantes do mencionado boletim escolhe, em cada trimestre, cerca de 10 obras do seu acervo que sejam consideradas importantes para o seu contexto e público-alvo. Por esta razão, o boletim inclui quer obras recentemente integradas nos respetivos acervos quer obras já existentes.

 

Para o boletim do 4º trimestre 2023, o Serviço de Documentação e Informação do Museu Nacional Soares dos Reis selecionou um conjunto de monografias, sobre temáticas diversas, onde se incluem, a título de exemplo, «O pintor Henrique Pousão», de Manuel de Figueiredo; «Um túmulo de rara importância arqueológica da escola coimbrã», de Lourenço Chaves de Almeida e «Os lampadários do altar de Santo António da Igreja de S. Francisco de Guimarães» de António José de Oliveira e Lígia Márcia Cardoso Correia de Sousa Oliveira.

Visita Orientada «1900. A Arte portuguesa na encruzilhada dos tempos»

18 de Dezembro, 2023
Sala de Pintura

Público
Jovens e adultos

 

Duração
50 minutos

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

 

Valor
Bilhete de entrada + 2 Eur

No âmbito da programação proposta para o mês de dezembro, decorre no dia 22, sexta-feira, pelas 15 horas, uma visita orientada, pela gestora de coleção do Museu Nacional Soares dos Reis Ana Paula Machado, dedicada ao tema «1900. A Arte portuguesa na encruzilhada dos tempos».

 

Propõe-se uma conversa acerca da ideia de que a viragem do milénio precipita inexoravelmente grandes mudanças no pensamento e na arte.

 

No ano 2000, Robert Rosenblum, historiador de Arte, crítico e curador do Guggenheim, apresentou na Royal Academy, em Londres, a exposição “1900: Art at the Crossroads”, propondo uma releitura da produção artística nos anos imediatamente anteriores e posteriores à Exposição Universal de 1900 em Paris.

 

A Arte portuguesa participou amplamente no certame de 1900 e foi por isso também chamada à exposição de Rosenblum, levando à constatação de que alguns dos  artistas então consagrados estão hoje esquecidos, enquanto outros mantêm ou retomaram essa popularidade.

Portreto de la Animo: Visita comentada por Carlos Mota Cardoso

18 de Dezembro, 2023

21 dezembro (5ªfeira), 13h30
Visita comentada por Carlos Mota Cardoso
Programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo

Entrada: Gratuita

 

Inscrições online

Carlos Mota Cardoso é professor catedrático convidado na Escola Superior de Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP), docente e pesquisador na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) e ex-diretor do Hospital Conde de Ferreira (HCF).

 

Em 2017, foi nomeado académico correspondente estrangeiro pela Real Academia Nacional de Medicina de Espanha (RANF).

Durante mais de 15 anos foi o criador e dinamizador dos célebres “Serões da Bonjóia”, um programa de inclusão das pessoas socialmente deprimidas, inclusão essa operada pelo lado da cultura.

 

Os Serões da Bonjóia foram uma iniciativa de caráter sociocultural e educativa promovida pela Fundação Porto Social com o objetivo de contribuir para o progresso e desenvolvimento social da população da Cidade do Porto, promovendo para isso um conjunto de intervenções, projetos e atividades em vários domínios.

Oficina para crianças «Resgatar o postal de Natal»

15 de Dezembro, 2023
Oficina Postais de Natal

20 e 21 dezembro (4ª e 5ª feira), 10h30-12h30 ou 14h30-16h30

Público | Crianças dos 7 aos 12 anos

Valor | 2 Euros

Oficina orientada pelo Serviço de Educação

O Natal está mesmo a chegar e com ele a lembrança daquele amigo ou familiar que se encontra longe a quem queremos desejar Festas Felizes.

 

Telefonar é uma hipótese, mandar mensagem também, mas nada melhor do que recuperar a tradição e enviar um postal. Se for personalizado ainda melhor, tem muito mais significado.

 

Nesta oficina o desafio é fazer o próprio postal de Natal. Recorrendo a vários materiais e várias técnicas e com criatividade e bom gosto será uma excelente oportunidade para recuperar a tradição na forma de comunicar.

Museu acolhe concerto «É este Natal!» pelo Coral Vox Cantabile

15 de Dezembro, 2023
Vox Cantabile

Público
>= 6 anos

Ingresso
Entrada gratuita

Inscrição
Formulário online

Duração
50 minutos

Concerto protagonizado pelo Coral Vox Cantabile, Grupo vocal MSS Voices e Ensemble de Cordofones da Escola de Música Maestro Samuel Santos. Serão interpretados vários temas alusivos à época festiva, abarcando diferentes estilos, desde a música gospel à música tradicional americana. Dia 19 dezembro, pelas 21h30, no Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis. Entrada livre.

 

“É este Natal!” é um espetáculo alegre e envolvente. Um rico percurso pelas tradicionais músicas de Natal do Mundo interpretadas pelas enérgicas vozes do Coral Vox Cantabile. Um convite a uma viagem pelos variados estilos e géneros musicais de diversas origens geográficas e de diferentes períodos históricos. Inclui música gospel e música tradicional americana.

 

Tendo sempre como pano de fundo os valores do Natal, este espetáculo propõe um verdadeiro desafio aos sentidos numa emocionante interpretação pelas mãos do Maestro Samuel Santos.

 

A quatro vozes mistas, o Coral Vox Cantabile pretende preencher um espaço cultural privilegiado, tendo como objetivos promover a música vocal em particular e a cultura em geral. Composto por elementos de várias faixas etárias, dedica-se à interpretação de repertórios sacros e profanos de todas as épocas, com maior incidência para a música ocidental.

 

O nome Vox Cantabile advém de duas palavras de idiomas diferentes: VOX em latim que significa voz, instrumento base deste projeto. CANTABILE que significa cantável, pronto a cantar. A alegria associada ao termo reflete a filosofia do projeto, sendo o ato de cantar a forma por excelência de exteriorizar sentimentos e emoções.

Serviço Educativo promove Oficina «Uma mão cheia de objetos»

15 de Dezembro, 2023
Louças de Barcelos, pintado por Eduardo Viana, em 1915

Público | Famílias com crianças e jovens dos 6 aos 16 anos

Valor | Gratuita

Oficina orientada pelo Serviço de Educação

Inscrições: se@mnsr.dgpc.pt

Entre pintura, escultura e artes decorativas da exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis, apuramos o “olho de lince” mas também o pensar e sentir o que se não vê, nesta Visita para Famílias.

 

Somos desafiados a descobrir pormenores e a conhecer histórias, técnicas, formas, funções, usos e significados. E tudo vai ficar registado na construção de um móbil.

 

Participe em família!

Museu Soares dos Reis acolhe Concerto por Ensemble Music Theater

14 de Dezembro, 2023
Ensemble Music Theater

O Ensemble Music Theater apresenta-se, no próximo sábado, dia 16 dezembro, pelas 16 horas, no Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis. Entrada livre.

 

Um elenco de 12 obras são executadas por piano, dois violinos, violoncelo e uma narradora-personagem.

 

O Ensemble Music Theater traz ao palco do Museu Nacional Soares dos Reis música-cénica, pela mão de compositores como Kurt Weill, Hans Eisler, Paul Dessau, que emergem através de um repertório criativo e reproduzem ideias cénicas.

Sobre os Compositores

 

Ennio Morricone

As suas composições são como rios que fluem em sons, pintando paisagens. Cada acorde é um convite à imaginação, à surpresa, ao encantamento. As suas melodias convidam-nos a voar para além do tudo

 

Philip Glass

Um minimalismo que nos transporta para um universo desconhecido de sensações. As suas notas são cristais em suspensão

 

Kurt Weill

A sua música cénica é uma mistura de jazz, cabaret e clássica, é um quadro que nos desperta para um bailado de notas, vibrantes e livres, que nos convida a imaginar estórias de gloria

 

Karl Jenkins

Compositor genial e visionário. Mistura géneros e tradições, desafiando os limites das sensações

 

Jacob de Haan

Cada nota é uma estória, por vezes um sussurro que nos obriga a escutar, como se tratasse do fluir de um rio sereno

 

Hans Zimmer

É considerado um dos maiores compositores de trilhas sonoras e é conhecido por seu estilo único e emocional, numa abordagem épica e emotiva

 

Hanns Eisler

As suas melodias são eco de resistência onde arte e política se entrelaçam. Da parceria eterna com Brecht nasceu uma magia cénica

Estatísticas da Cultura 2022: Museus com mais 8,3 milhões de visitantes

14 de Dezembro, 2023
Visitantes no MNSR

O Instituto Nacional de Estatística acaba de disponibilizar para consulta online a publicação Estatísticas da Cultura – 2022.

 

No documento é divulgada informação estatística do sector cultural e criativo nomeadamente: ensino; emprego; índice de preços no consumidor de bens e serviços culturais; empresas do sector cultural e criativo; comércio internacional de bens culturais; participação cultural; património cultural; artes plásticas; materiais impressos e de literatura; audiovisual e multimédia; artes do espetáculo; radiodifusão e financiamento público das atividades culturais e criativas.

Em 2022, o número de visitantes dos museus foi 15,8 milhões, representando um aumento de 8,3 milhões (+110,3%) relativamente a 2021. Apesar da recuperação registada no período em análise, o número de visitantes foi inferior ao registado nos anos pré-pandemia (19,8 milhões de visitantes em 2019).

 

O número de visitantes estrangeiros atingiu 7,7 milhões (mais 4,8 milhões do que no ano anterior), passando a representar 48,6% do total de visitantes nos museus (representavam 38,6% em 2021).

 

Os visitantes inseridos em grupos escolares totalizaram 1,2 milhões, mais 786,5 mil (+294,3%) do que em 2021.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, parcialmente encerrado em 2022, registou 44.166 entradas. Recorde-se que a reabertura plena do museu, depois da intervenção de requalificação, ocorreu no dia 13 abril 2023.

 

A renovada exposição de longa duração reúne a coleção mais importante de arte portuguesa do século XIX. No total são 1133 peças que contam a história do museu e da arte, distribuídas por 27 salas.

 

Outros dados a reter na publicação Estatísticas da Cultura – 2022

 

Em 2022, realizaram-se 41 388 sessões de espetáculos ao vivo (24 469 em 2021), às quais assistiram 14,9 milhões de espectadores (3,6 milhões em 2021), e foram vendidos 6,6 milhões de bilhetes (2,0 milhões em 2021), que geraram 147,3 milhões de euros de receitas de bilheteira (28,0 milhões de euros em 2021).

 

A circulação total de publicações periódicas (jornais e revistas) foi de 338,9 milhões, da qual 30,9% foi circulação paga e 69,1% correspondeu a circulação gratuita. Neste ano foram editados-impressos 11 449 livros (dados provisórios), a que correspondeu um decréscimo de 5,2% em relação a 2021.

 

O emprego cultural foi estimado em 190,6 mil pessoas, representado 3,9% do total da economia. A remuneração bruta mensal média por trabalhador nas atividades do sector cultural e criativo foi 1 417 euros (mais 4,0% do que em 2021).

Serviço de Documentação e Informação divulga novidades bibliográficas

13 de Dezembro, 2023

O Serviço de Documentação e Informação do Museu Nacional Soares dos Reis acaba de lançar para consulta o catálogo das novidades bibliográficas registadas no Sistema Integrado de Gestão de Bibliotecas, durante os meses de outubro e novembro 2023.

 

Todas as obras listadas no catálogo encontram-se disponíveis para consulta na Biblioteca do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Entre as novidades cita-se, a título de exemplo, “Portugal, memória do futuro: cultura, moda, um povo”, que inclui texto temático de António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis: Encajes de Bolillos : un arte del passado para el futuro.

O Serviço de Documentação e Informação integra a Biblioteca e o Arquivo do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A Biblioteca é especializada em História da Arte, nomeadamente nas áreas temáticas das suas coleções — Pintura, Escultura, Artes Decorativas, Gravura, Desenho, Arqueologia — e ainda em História da cidade do Porto e Museologia.

 

O fundo documental é composto por obras de referência, monografias, publicações periódicas, catálogos de museus, catálogos de exposições, catálogos de leilões, teses académicas e ainda coleções de cartazes, postais e desdobráveis.

 

O Arquivo, reflexo da atividade e da história da instituição, divide-se em dois fundos, o do Museu Nacional Soares dos Reis e o do Museu Municipal do Porto. O tratamento e controlo da documentação e informação, bem como a consulta e divulgação são alguns dos serviços disponibilizados.

 

A Biblioteca funciona nos dias úteis, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00, exceto feriados nacionais e municipais.

O acesso à Biblioteca requer marcação prévia por e-mail: biblioteca@mnsr.dgpc.pt

 

Catálogo da Biblioteca acessível aqui

Regulamento disponível aqui

Visita Orientada dedicada a intervenções de conservação e restauro

13 de Dezembro, 2023

Sábado, 16 dezembro, 11H00
Duração: 1h (aprox.)
Visita orientada por Salomé Carvalho
Mínimo de 5 pessoas e máximo de 20 pessoas

Inscrições aqui

 

Iniciativa exclusiva para membros do Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

No âmbito da programação proposta para o mês de dezembro, decorre no dia 16, pelas 11 horas, uma visita orientada em torno da intervenção de Conservação e Restauro das pinturas sobre madeira, «Natividade» e «Apresentação do Menino no Templo», atribuídas ao Grupo dos “maneiristas de Antuérpia”.

 

A visita irá abordar as principais questões técnicas e materiais que a obra apresenta.

 

A Conservação e Restauro promove a salvaguarda e consequente transmissão do Património Cultural às gerações futuras. Engloba todas as ações e medidas, diretas e indiretas, que garantem a preservação material dos objetos culturais e artísticos.

 

Na intervenção em análise, houve uma ênfase na camada pictórica, ou seja, no estrato de tinta que constitui a composição. Salienta-se a substituição do verniz envelhecido, processo comum em conservação e restauro de pintura, e que altera completamente o aspeto visual da peça.

 

Os vernizes eram aplicados sobre a camada de óleo completamente seco, para proteção da tinta e para saturação das cores. Com o passar do tempo, os vernizes sofrem degradação fotoquímica, isto é, vão envelhecendo e perdendo propriedades, por ação da radiação UV presente na luz solar.

 

Consoante vão escurecendo e amarelecendo, vão perdendo a capacidade de proteger as pinturas, e, por esse motivo, são substituídos por um verniz novo, selecionado de acordo com as suas características químicas e óticas, para que a camada de cor se mantenha salvaguardada.

Faça parte dos Amigos do Museu

Beneficie de vantagens exclusivas. Saiba mais aqui.

Portreto de la Animo: Visita Comentada «Poesia e Arte Bruta»

12 de Dezembro, 2023

Sábado 19 dezembro, 18H00
Duração: 1h (aprox.)
Visita orientada por Maria Reis e Ana Mântua

Inscrições online

No âmbito da programação proposta para o mês de dezembro, decorre no dia 19, pelas 18 horas, uma visita comentada à Exposição Portreto de la Animo Art Brut Etc., dedicada ao tema «Poesia e Arte Bruta».

 

Esta visita pretende cruzar a poesia e a arte bruta, através de um exercício de leitura em voz alta. Entre retratos e versos da alma, pretende-se estimular os visitantes a percorrer o que mais os desassossega. Falaremos de Camilo Pessanha, Alejandra Pizarnik, Mário de Sá Carneiro, Adília Lopes e João Miguel Fernandes Jorge.

 

Maria Miguel Reis é licenciada em História e mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A sua dissertação de mestrado explora as relações entre poesia e cinema, a partir do livro Pickpocket, de João Miguel Fernandes Jorge. Encontra-se a realizar um estágio profissional no Museu Nacional Soares dos Reis e interessa-se, de sobremaneira, pelo diálogo entre a literatura e as outras artes.

 

Ana Mântua é licenciada em História, variante de História da Arte, e pós-graduada em Arte, Património e Restauro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É coordenadora da Casa-Museu Fernando de Castro, no Porto, desde 2021. Anteriormente, desempenhou funções de coordenação da Casa-Museu Anastácio Gonçalves, investigação e curadoria de exposições no Mosteiro dos Jerónimos/Torre de Belém e no Museu Nacional do Azulejo. É ainda autora de uma série de artigos científicos nas áreas do património e do colecionismo.

Museu Nacional Soares dos Reis volta a ser sala de aula da U. Porto

12 de Dezembro, 2023

Já se encontram abertas as inscrições para todos os estudantes de 1.º e 2.º ciclo da Universidade do Porto que pretendam frequentar como complemento ao plano de estudos, ao longo do 2.º semestre do ano letivo 2023/2024, mais uma edição das unidades curriculares de competências transversais “Cultura, Arte e Património”.

 

Este programa proporciona aos participantes uma formação multidisciplinar em ligação com instituições culturais da cidade, entre as quais o Museu Nacional Soares dos Reis.

Neste momento, já estão abertas as inscrições para as unidades curriculares Jardim: o Desenho e Cultivo da Biodiversidade, lecionada no Jardim Botânico da Universidade do Porto, e O Museu como Lugar de Fruição, lecionada no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Na unidade curricular O Museu como Lugar de Fruição, sediada na Faculdade de Letras (FLUP), as questões a colocar são: Como é, afinal, o trabalho num museu? Como é feita a conservação das peças? Como é que se conceptualiza e organiza, de forma prática, uma exposição? Que formas são utilizadas para comunicar com o(s) público(s)?

 

Acompanhados pelos profissionais do Museu Nacional Soares dos Reis, os participantes ficarão familiarizados com tudo o que é necessário para fazer funcionar e atrair o público àquele que foi o primeiro museu nacional de arte em Portugal.

Simulacro de Intervenção e Evacuação de Bens Culturais

11 de Dezembro, 2023

Decorreu, esta manhã, um simulacro de incêndio no Museu Nacional Soares dos Reis, no âmbito da contínua revisão e atualização do Plano de Segurança existente.

 

A iniciativa contou com o envolvimento e participação da Proteção Civil Municipal, Polícia de Segurança Pública, Regimento de Sapadores Bombeiros e empresa responsável pela realização do simulacro.

 

O objetivo do exercício visa a melhoria da capacidade de resposta da equipa do Museu a um eventual caso de incêndio nas instalações do Palácio dos Carrancas, garantindo não só a evacuação de pessoas, mas também a salvaguarda das obras que integram o acervo museológico (Simulacro de Intervenção e Evacuação de Bens Culturais).

A realização destes simulacros permite criar novas sinergias e cooperações mais estreitas entre o Museu Nacional Soares dos Reis – enquanto instituição que gere bens culturais – e os diferentes serviços que integram a Proteção Civil, tendo em vista uma gestão mais eficaz em situações de crise, com controlo e redução de perdas e danos.

 

A Direção do Museu Nacional Soares dos Reis agradece a participação de todas as entidades envolvidas, bem como de todos os funcionários que ativamente se empenharam para o sucesso do simulacro.

93º Aniversário de Nascimento da Escultora Irene Vilar

11 de Dezembro, 2023

Irene Vilar nasceu a 11 dezembro de 1930, em Matosinhos. Apesar de ter trabalhado em diferentes áreas, foi à escultura que Irene Vilar dedicou grande parte da sua vida.

 

Nos estudos enveredou, desde cedo, por esta arte. Licenciou-se na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e obteve 20 valores na sua tese de escultura, tendo sido discípula de Barata Feyo e Dórdio Gomes.

 

Em Portugal, o espólio de Irene Vilar encontra-se disperso pelo Museu Nacional Soares dos Reis, Museu Amadeo Souza-Cardoso, Biblioteca-Museu de Vila Franca de Xira, Museu do Chiado, Património Artístico de Matosinhos, entre outros.

Em 1958, como bolseira do Instituto de Alta Cultura e da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou em Itália e viajou por Espanha, França e Suíça.

 

Estagiou na Escola de Gomes Teixeira e na Escola Secundária de Clara de Resende, no Porto, lecionou as disciplinas de Desenho, Educação Visual e História do Traje. Foi também diretora da antiga Escola Industrial Aurélia de Sousa (hoje Escola Secundária), igualmente no Porto.

 

Depois de um interregno no período pós 25 de Abril de 1974, viria a terminar a sua carreira de docente na Escola Secundária Clara de Resende, em 1987. A partir desta data passou a dedicar-se inteiramente à Arte.

 

É autora de uma variada, ampla e riquíssima obra plástica, nas áreas da escultura, da medalhística, da numismática, da ourivesaria e da pintura, mostrada num sem número de exposições (individuais e coletivas) e distinguida com vários prémios.

 

A escultura em bronze, datada de 1954, da escritora Maria de Castro Henriques Oswald (na foto), de autoria de Irene Vilar e pertencente ao acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, reflete a ligação que muitas vezes se gera entre escultores e intelectuais, aspeto que é notório na coleção de escultura do MNSR. Tal relação teve na obra de Irene Vilar um significado especial, como fica claro nos seus retratos de poetas, entre eles, Fernando Pessoa, Florbela Espanca e Cesário Verde.

 

Irene Vilar faleceu a 12 maio de 2008, com 77 anos, no Porto, vítima de doença prolongada.

 

(Créditos)

800 Anos do primeiro Presépio criado por São Francisco de Assis

11 de Dezembro, 2023

No Natal de 1223, São Francisco de Assis criou o primeiro presépio da história. Na cidade de Greccio, São Francisco de Assis reuniu pessoas que representaram o nascimento de Jesus.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis, várias peças do acervo evocam cenas alusivas ao presépio e à Sagrada Família, como o exemplo aqui apresentado «Sagrada Família, São João e um Anjo», óleo sobre cobre, datado dos séculos XVI-XVII, proveniente da doação de Berta Pinto dos Santos Villares (1204 Pin MNSR).

 

Segundo o primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano, daquele presépio do Natal de 1223, “todos voltaram para suas casas, cheios de inefável alegria”.  A Igreja considera que com a simplicidade daquele gesto, São Francisco realizou uma grande obra de evangelização.

Símbolo icónico do Cristianismo, o presépio tem como objetivo representar o Menino Jesus nascido em Belém. Naquela época, a ação de São Francisco tinha um propósito didático, visando facilitar a compreensão das pessoas sobre o nascimento de Jesus.

 

Escreveu S. Boaventura, a propósito do presépio de Greccio: «Três anos antes da morte [S. Francisco] resolveu celebrar com a maior solenidade possível a festa do Nascimento do Menino Jesus, ao pé da povoação de Greccio, a fim de estimular a devoção daquela gente. Mas para que um tal projeto não fosse tido por revolucionário, pediu para isso licença ao Sumo Pontífice, que lha concedeu.

 

Mandou preparar uma manjedoira com palha, e trazer um boi e um burrito. Convocaram-se muitos Irmãos; vieram inúmeras pessoas; pela floresta ressoaram cânticos alegres… Essa noite venerável revestiu-se de esplendor e solenidade, iluminada por uma infinidade de tochas a arder e ao som de cânticos harmoniosos. O homem de Deus estava de pé diante do presépio, cheio de piedade, banhado em lágrimas e irradiante de alegria. O altar dessa missa foi a manjedoira.

 

Francisco, que era diácono, fez a proclamação do Evangelho. Em seguida dirigiu a palavra à assembleia, contando o nascimento do pobre Rei, a quem chamou, com ternura e devoção, o Menino de Belém. (…) O exemplo de Francisco correu mundo e ainda hoje consegue excitar à fé de Cristo muitos corações adormecidos.»

150 anos do gesso original do «Cristo Morto» de Soares dos Reis

7 de Dezembro, 2023

“As escassas sete obras de pendor religioso realizadas nos primeiros anos da carreira de Soares dos Reis resumem a sua breve incursão pela temática. Entre os poucos modelos de cariz devoto, que o Museu Nacional Soares dos Reis conserva, figura o gesso do Cristo Morto, que serviu de modelo para a imagem oferecida por Soares dos Reis à Igreja de Mafamude, em Gaia (altar de S. Vicente).

 

Destinado a um altar e apresentando-se originalmente como um nú, para ter aceitação, teve de ser sujeito a encobrimento com uma faixa em tela endurecida, tal como se observa no Cristo de madeira. Essa degeneração não se vê, felizmente, na maquete em gesso do Museu Nacional Soares dos Reis, que apresenta o jacente em estado original.

O corpo é esbelto, mas não musculado quanto seria mister para que se apresentasse corpulento. Tem a cabeça proporcionada, pendente sobre o lado direito, a cabeleira é farta e mostra um ondulado largo, o tronco exibe musculatura correta, as pernas altas, delgadas, mas vigorosas.

 

Tão sujeito a uma interpretação naturalista, como acontece a um modelo humano em geral, este Cristo apresenta modelado correto, graças à técnica apurada no estrangeiro e à influência benéfica de António Luís da Silva Cruz.

 

Para o belo efeito da composição contribui a liberdade de movimentos, notável no arqueado do peito, na fronte caída e nas mechas pendentes do cabelo.

 

Em Soares dos Reis, o modo de trabalhar o barro diferenciou-se, nalguns casos, da obra acabada, com prejuízo desta. Não é o caso do Cristo em madeira de Mafamude, que apresenta uma extraordinária perfeição no modelado mas sem que isso se traduza num acabamento excessivo ou polimento exagerado; pelo contrário, daí resulta vantajoso aumento de vibração, ao invés do original em gesso do Museu Nacional Soares dos Reis, onde se observa menos vigor quer no relevo quer no movimento”[1].

 

A versão em madeira policromada do «Cristo Morto» foi oferecida por António Soares dos Reis à Igreja de S. Cristóvão de Mafamude, sua freguesia de origem, assinalando o local onde foi batizado.

 

[1] SANTOS, Paula M. Mesquita Leite, A escultura religiosa de Soares dos Reis e a iconografia da Virgem para Guimarães. Revista de Guimarães, 112 Jan.-Dez. 2002, p. 385-408.

Visita «Escultura de Devoção do século XIII ao século XVIII»

7 de Dezembro, 2023

Público
Jovens e adultos

 

Duração
50 minutos

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

 

Valor
Bilhete de entrada + 2 Eur

No âmbito da programação proposta para o mês de dezembro, decorre no dia 15, pelas 11 horas, uma visita orientada dedicada ao tema «Escultura de Devoção do século XIII ao século XVIII».

 

De diferentes épocas, proveniências e materiais. Assim é a escultura que vamos observar nesta visita orientada. Descontextualizada do espaço original, a sua história interliga-se com a do Museu.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem origem no Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil (1832-34).

 

Com a extinção das ordens religiosas recolheram-se obras, entre outros, nos mosteiros de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra. Conhecido como Museu Portuense, ficou instalado no extinto Convento de Santo António da Cidade, na praça de S. Lázaro, vindo a ser formalizado por decreto em 1836 por D. Maria II.

Visita Orientada «Uma casa onde não nos perdemos»

7 de Dezembro, 2023

Público
Jovens e adultos

 

Duração
50 minutos

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

 

Valor
Gratuita

Agendada para o próximo dia 14 dezembro, com entrada gratuita, nesta visita o participante é desafiado a explorar a arquitetura do edifício onde está instalado o Museu Nacional Soares dos Reis desde 1940.

 

Numa comparação feita com outros edifícios e outras funcionalidades, será possível compreender a planta do Palácio dos Carrancas.

 

A partir de uma dupla visão de fora para dentro e de dentro para fora, o visitante percorre múltiplos espaços e toma consciência das formas e módulos que estão na base do pensamento neoclássico.

 

O Palácio dos Carrancas foi mandado construir em 1795 pela família Morais e Castro, descendente de cristãos-novos, pertencente à burguesia portuense e que enriqueceu com a Fábrica de Tirador de Fio de Ouro e Prata aqui instalada. O edifício, com unidade fabril e residência, testemunhou e foi palco de acontecimentos sociais, militares e políticos ao longo do século XIX.

 

Marcadamente urbano e seguidor do estilo Neoclássico, que se instalava então no Porto, o Palácio teve um carater único em contexto de construção privada. Tudo aponta para a intervenção dos arquitetos municipais Joaquim da Costa Lima Sampaio e José Francisco de Paiva. A fachada, de grande clareza de desenho, dividia o edifício em dois corpos horizontais.

 

A distribuição seguia a hierarquia do antigo regime e os tratados de Arquitetura: andar nobre, pátio fechado com muro alteado, separação da manufatura e operários e a quinta recuada. O luxo afirmava-se nos espaços interiores, nomeadamente no andar nobre, permanecendo ainda dessa época a Sala de Jantar e a Sala da Música.

 

A grandiosidade do edifício associou-o ao cenário dos grandes acontecimentos político-militares da cidade. Por exemplo, durante a primeira invasão francesa, foi considerado um local estratégico e ocupado pelo marechal Soult. Pouco depois, estabelecia-se aqui o seu sucessor no comando militar da cidade, chefe do exército libertador, o general Arthur Wellesley.

145 anos da escultura «Flor Agreste» de Soares dos Reis

6 de Dezembro, 2023

Considerada uma das obras mais emblemáticas de António Soares dos Reis, a escultura Flor Agreste, em gesso patinado, foi executada em 1878, há precisamente 145 anos.

 

Supõe-se que o modelo da Flor Agreste era filha de uma carvoeira que passava por perto do atelier de Soares dos Reis. A menina foi retratada em 1878, quando Soares dos Reis aguardava a construção da sua casa-oficina na Rua Luís de Camões, em Vila Nova de Gaia.

 

A escultura em mármore foi vendida numa exposição-bazar do Centro Artístico Portuense, de que Soares dos Reis foi um dos fundadores, realizada em 1881, no Palácio de Cristal.

 

Postumamente, o modelo em gesso da Flor Agreste serviu de matriz para diversos tipos de reprodução, em vários tamanhos e materiais, conferindo à obra uma difusão extraordinária.

Considerado um dos maiores escultores portugueses do séc. XIX, António Manuel Soares dos Reis nasceu a 14 de Outubro de 1847, na freguesia de S. Cristóvão de Mafamude, Vila Nova de Gaia.

 

Era filho de Manuel Soares Júnior, proprietário de uma mercearia a retalho, e de sua mulher Rita do Nascimento de Jesus.

 

Aos 20 anos, António Soares dos Reis tornou-se pensionista do Estado no estrangeiro. Em 1867 partiu para Paris, onde frequentou o atelier de M. Jouffroy e a École Imperiale et Speciale des Beaux Arts.

 

Findo o período do pensionato regressou a Portugal, chegando a Vila Nova de Gaia nos primeiros dias de Setembro de 1872. Foi nessa altura que Soares dos Reis apresentou O Desterrado como prova documental do aproveitamento dos seus estudos, de modo a justificar a sua permanência no estrangeiro, ao abrigo da bolsa de Estudo.

 

Ainda nesse ano, a 23 de Dezembro, foi nomeado Académico de Mérito pela Academia do Porto.

 

A partir de 1881, leciona Escultura na Escola de Belas-Artes do Porto, embora discorde da orgânica do ensino.

 

Soares dos Reis é admirado pelos seus contemporâneos, recebe encomendas, participa em concursos e exposições, concebe monumentos públicos. A doença e insatisfação levam-no ao suicídio, em 1889, no seu atelier.

Portreto de la Animo: Exposição regista mais de 31.500 visitantes

6 de Dezembro, 2023

Mais de 31.500 pessoas já visitaram a Exposição “Portreto de la Animo Art Brut Etc.”, no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Trata-se de uma exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

 

Composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, a mostra integra, igualmente, várias peças do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, colocadas em diálogo com as peças da Coleção Treger Saint Silvestre, de que são exemplo o Busto-Relicário de São Pantaleão; a Máscara mortuária de Soares dos Reis, de José Joaquim Teixeira Lopes; o Escarrador, de Rafael Bordallo Pinheiro; e o óleo Mãe e Filha, de Sarah Afonso; entre outras.

Iniciada na década de 1980, a Coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva, integra um numeroso acervo de obras de Arte Bruta, sendo uma das mais importantes e extensivas coleções privadas no mundo e contando com um largo número de autores reconhecidos.

 

A exposição “Portreto de la Animo“ é um recorte desta magnífica coleção que reúne um núcleo de obras focadas no retrato e no autorretrato.

 

Os retratos revelam uma figura interior, uma criatividade e invenção particularmente viva, como se pode observar nas obras de Aloïse Corbaz, Ted Gordon, James Deed, Edemund Monsiel, Aleksander Lobanov, Alessandra Michelangelo ou do português Jaime Fernandes, entre outros. Muitos deles parecem ser autorretratos que reivindicam uma existência da qual estes artistas foram e se sentiram privados.

 

A exposição “Portreto de la Animo” é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

 

Estará patente ao público até 31 dezembro 2023. Consulte a programação paralela da exposição e participe.

Em dezembro, descobrimos a Visitação de Aurélia de Souza

5 de Dezembro, 2023

Público
Jovens e adultos

 

Ingresso
Entrada gratuita

 

Inscrições
Formulário online  (com 48 horas de antecedência)

Peça do Mês: Visitação de Aurélia de Souza

13 dezembro (4ª feira), 18h00
15 dezembro (6ª feira), 13h30

Público | Jovens e adultos
Sessão comentada por Paula Azeredo

 

Numa visão pessoal, reveladora da sua espiritualidade, Aurélia de Souza transporta a passagem bíblica da Visitação da Virgem Maria à sua prima Isabel (Lc.1, 36-56) para o seu espaço de trabalho e convida-nos a contemplar uma outra narrativa onde o sagrado e o humano se conjugam de forma singular.

 

Antiga estudante da Academia Portuense de Belas Artes, Maria Aurélia Martins de Souza (1866-1922) é reconhecida, essencialmente, pela sua pintura inconvencional e vanguardista, mas, também pelos seus trabalhos de desenho, ilustração e fotografia.

 

Natural da cidade de Valparaíso (Chile), onde nasceu a 13 de junho de 1866, fixou-se no Porto, aos três anos de idade, juntamente com os pais, emigrantes portugueses na América Latina. Foi na Invicta que iniciou a sua aprendizagem artística com lições particulares de desenho e pintura de Caetano Moreira da Costa Lima. Aos 27 anos, entrou na Academia Portuense de Belas-Artes, que frequentou entre 1893 e 1898.

 

Em 1899, Aurélia de Souza partiu para Paris para, durante três anos, completar os cursos ministrados por Jean-Paul Laurens e Benjamin Constant, na Academia Julien. Foi nesse período que pintou o famoso “Autorretrato” (1900), hoje integrado na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis.

Visita Comentada dedicada ao artista Jaime Fernandes

5 de Dezembro, 2023

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco do programa «Arte & Saúde» em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença mental.

 

Portreto de la Animo pode ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 18h00.

 

Inscrições online

A programação paralela da Exposição Portreto de la Animo Art Brut Etc. propõe, no dia 13 dezembro, pelas 13h30, uma visita comentada por Miguel Almeida, do Centro de Arte Oliva, dedicada ao artista Jaime Fernandes (Portugal, 1899 – 1969). Inscrições a decorrer.

 

“Jaime Fernandes e? inequivocamente o mais reconhecido artista da Arte Bruta/Outsider Portuguesa. Porém, este reconhecimento acontece sobretudo fora do país, facto que se explica quer pela perda de uma grande parte da sua obra, quer porque a maioria remanescente se encontra dispersa em coleções no estrangeiro.

 

Esta obscuridade prende-se com factos a que não são estranhas as circunstâncias da sua vida isolada, a forma como desenvolveu a sua obra e como esta posteriormente circulou: diagnosticado com esquizofrenia em 1938, Jaime foi internado por mais de três décadas no Hospital Miguel Bombarda (Lisboa), onde viria a morrer em 1969.

 

De acordo com testemunhos e referências feitas aos desenhos nos registos clínicos do hospital, e com as cartas que escrevia a? mulher,  Jaime Fernandes começou, de forma inesperada, a desenhar aos 66 anos, quatro anos antes da sua morte.

 

A totalidade da sua obra conhecida e? composta por desenhos não datados, feitos com esferográficas coloridas sobre diversos tipos de papel. Neles um reduzido formulário de figuras, entre as quais animais imaginários, figuras humanas ou antropomórficas surgem e ressurgem em inúmeras variações, sempre desenhadas numa densa trama de linhas.

 

As cartas, outros escritos e os seus desenhos foram filmados, já depois da sua morte, por António Reis e Margarida Cordeiro, dando origem ao filme Jaime (1974), que marcou o primeiro momento público de divulgação da obra do artista.

 

Recuperando as palavras de António Reis, Jaime Fernandes «tinha perfeita noção do espaço a ocupar pelo desenho ou pintura. Como estava limitado pelas pequenas dimensões do papel, muitas das suas figuras-homens têm os braços caídos ou levantados, enquanto as figuras-animais têm a cauda caída. Portanto, as atitudes do desenho estão sempre em função da delimitação do papel, para a qual ele achava sempre uma solução plástica genial. É possível que também estejam ligadas a uma estereotipia emocional, obsessiva e a arquétipos…»”

 

Fonte: Centro de Arte Oliva

124º Aniversário de Nascimento de Salvador Barata Feyo

5 de Dezembro, 2023

Nascido a 5 dezembro de 1899, em Angola, Salvador Barata Feyo destacou-se como figura maior da segunda geração de escultores modernistas portugueses, sendo autor de uma obra vasta e diversificada.

 

Salvador Barata Feyo foi diretor do Museu Nacional Soares dos Reis de 1950 a 1961. Ficou reconhecido por uma política dinâmica de aquisições de obras de arte. Deve-se à direção do escultor Salvador Barata Feyo a aquisição de obras de autores contemporâneos, adeptos de correntes artísticas ainda em definição.

 

Salvador Barata Feyo cria uma sala dedicada à Arte Contemporânea, reedita o roteiro sumário do Museu, lança o catálogo da coleção da Lapidária e o guia da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis.

Escultor, ensaísta e pedagogo, foi como estatuário que mais se notabilizou. Ingressa na Escola de Belas-Artes de Lisboa em 1923, frequentando os cursos de Pintura e Arquitetura, antes de se dedicar à Escultura, curso que conclui em 1929.

 

Em 1933 ganha uma bolsa do Instituto de Alta Cultura e parte para Itália. Participa na Exposição do Mundo Português em 1940 (estátua de D. João I) e, em 1949, começa a lecionar na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, fixando residência na cidade.

 

Ao longo das décadas de 40 e 50, o seu trabalho ganha notoriedade e reconhecimento, recebendo numerosos prémios, como o prémio de Escultura Mestre Manuel Pereira (1945 e 1951), o Grande Prémio de Escultura da Fundação Calouste Gulbenkian (1957) ou o primeiro lugar no concurso para o monumento ao Infante D. Henrique (Sagres, 1958). É autor, por exemplo, do busto de Silva Porto, inaugurado em 1950, no Jardim de S. Lázaro, no Porto (na foto).

 

Entre 1950 e 1960, Barata Feyo acumula a atividade artística e docente com a direção do Museu Nacional Soares dos Reis, assumindo posteriormente o cargo de Conservador Adjunto dos Museus e Palácios Nacionais.

 

Também se dedica ao desenho e à atividade como escritor, sendo autor dos livros A Escultura de Alcobaça (1945) e José Tagarro (1960), e de inúmeros artigos sobre artistas no jornal O Comércio do Porto. (a partir de texto de Joana Baião)

Visita Orientada dedicada ao tema «Escultura de Devoção»

4 de Dezembro, 2023

Sábado, 9 dezembro, 11H00
Duração: 1h (aprox.)
Visita orientada por Adelaide Carvalho
Mínimo de 5 pessoas e máximo de 20 pessoas

Inscrições aqui

 

Iniciativa exclusiva para membros do Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

No âmbito da programação proposta para o mês de dezembro, decorre no dia 9, pelas 11 horas, uma visita orientada dedicada ao tema «Escultura de Devoção do século XIII ao século XVIII».

 

De diferentes épocas, proveniências e materiais. Assim é a escultura que vamos observar nesta visita orientada. Descontextualizada do espaço original, a sua história interliga-se com a do Museu.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem origem no Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil (1832-34).

 

Com a extinção das ordens religiosas recolheram-se obras, entre outros, nos mosteiros de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra. Conhecido como Museu Portuense, ficou instalado no extinto Convento de Santo António da Cidade, na praça de S. Lázaro, vindo a ser formalizado por decreto em 1836 por D. Maria II.

Faça parte dos Amigos do Museu

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134º Aniversário de Nascimento de Heitor Cramez

1 de Dezembro, 2023

Assinala-se, hoje, 1 de dezembro, o aniversário de nascimento de Heitor Cramez, artista transmontano de nascimento e portuense de adoção. Nas suas obras destacam-se os retratos e as paisagens, mas foi como professor de desenho que legou um valioso contributo para a renovação do ensino académico.

 

Heitor Cramez nasceu em Vila Real em 1889, tendo vindo para o Porto em 1905, para frequentar a Escola de Belas Artes, onde teve como professores mais marcantes José de Brito, em Desenho, e Marques de Oliveira, em Pintura. Teve sempre boas classificações e os ensinamentos dos mestres vincaram a sua obra, sobretudo pela correção do desenho.

 

De entre os companheiros de Escola é de salientar Joaquim Lopes (na imagem ao lado, num retrato de autoria de Heitor Cramez), seu futuro colega na docência da mesma Escola, Diogo de Macedo, grande amigo de toda a vida e que fará parte do grupo de artistas com quem convive em Paris, bem como Armando de Basto. Terminado o curso, ganhou uma bolsa para prosseguir os estudos em Paris, como pensionista do Estado, o que só se concretizou depois de terminada a 1ª Guerra Mundial.

 

Matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde teve como professor Cormon e frequentou o círculo de artistas portugueses que, nos anos 20, se encontravam naquela cidade, alguns dos quais, de regresso a Portugal, iriam ter um papel relevante na renovação do panorama artístico nacional. Foram seus amigos e companheiros de tertúlia artistas como Francisco Franco, Manuel Jardim, Abel Manta, Diogo de Macedo ou Dórdio Gomes. Com este último manteria sempre uma relação de amizade, reforçada mais tarde pela vinda de ambos para o Porto, onde ensinaram na Escola de Belas Artes.

Regressado de Paris, Heitor Cramez foi durante alguns anos professor do Ensino Técnico em Vila Real e, posteriormente, da Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, no Porto, ingressando em 1948 na Escola de Belas Artes desta cidade, como professor de Desenho, lugar que ocupou até ao jubileu em 1959.

 

Foi, aliás, neste âmbito que o contributo de Cramez para a evolução artística, sobretudo no que diz respeito ao meio portuense, se revelou mais valioso, porque pertenceu a uma geração de professores cuja atividade proporcionou a renovação do ensino académico, formando gerações de novos artistas em moldes mais modernos e com uma maior abertura a novas correntes e formas de expressão.

 

A obra de Heitor Cramez é variada, mas nela sobressaem os retratos, de cariz intimista, e as paisagens, onde predominam as serranias transmontanas, reflexo das suas raízes de que tanto se orgulhava. A estadia em Paris e o convívio com os artistas já citados não podiam deixar de influenciar a sua obra. Exigente e modesto em relação ao seu trabalho, Heitor Cramez participou em poucas exposições, confinando-se quase exclusivamente ao Porto.

 

A obra de Heitor Cramez encontra-se sobretudo em coleções particulares, quer em Portugal, quer em França, o que a torna pouca conhecida do grande público.

 

Morreu em Mira, Coimbra, em 30 de Agosto de 1967.

Reunião preparatória para simulacro de incêndio no Museu

30 de Novembro, 2023

Decorreu, esta manhã, uma reunião preparatória do simulacro de incêndio que, em breve, será realizado no Museu Nacional Soares dos Reis, no âmbito da contínua revisão e atualização do Plano de Segurança existente.

 

A reunião contou com a presença de representantes da Proteção Civil, Polícia de Segurança Pública, Batalhão de Sapadores Bombeiros e da empresa responsável pela realização do simulacro.

O objetivo do exercício a realizar visa a melhoria da capacidade de resposta da equipa do Museu a um eventual caso de incêndio nas instalações do Palácio dos Carrancas, garantindo não só a evacuação de pessoas, mas também a salvaguarda das obras que integram o acervo museológico (Simulacro de Intervenção e Evacuação de Bens Culturais).

 

A realização destas reuniões permite criar novas sinergias e cooperações mais estreitas entre o Museu Nacional Soares dos Reis – enquanto instituição que gere bens culturais – e os diferentes serviços que integram a Proteção Civil, tendo em vista uma gestão mais eficaz em situações de crise, com controlo e redução de perdas e danos.

130º Aniversário da Morte do artista Francisco José Resende

30 de Novembro, 2023

Assinala-se hoje, 30 novembro, o 130º Aniversário da Morte de Francisco José Resende, artista que, seguindo na esteira de Roquemont com uma pintura de género a valorizar o lado pitoresco dos costumes, marcou lugar na história do romantismo português.

 

Francisco José Resende de Vasconcelos nasceu no Porto a 3 de dezembro de 1825. Estudou no ateliê de Augusto Roquemont, cuja influência se fez sentir na sua pintura, e frequentou a Academia Portuense de Belas Artes.

 

A partir de 1851, passou a ocupar nesta mesma Academia o cargo de professor substituto da cadeira de Pintura Histórica, nomeação feita por decreto especial, firmado pela Rainha D. Maria II.

Com o objetivo de finalizar a sua aprendizagem artística partiu para Paris em 1854, custeado particularmente pelo rei D. Fernando II, ingressando no ateliê de Adolphe Yvon, onde trabalhou sob a sua direção durante 5 anos. De volta a Portugal, retomou o seu lugar na Academia Portuense de Belas Artes, prosseguindo com as mesmas funções de regente da cadeira de Pintura Histórica até ser jubilado.

 

Realizou obra vasta e variada, marcada por algumas quebras da qualidade que lhe valeram, ainda em vida, acesas críticas por parte de alguns colegas. Conhecido pela pintura de género, onde fixou tipos e costumes populares das regiões nortenhas, Resende pintou também inúmeros retratos, algumas paisagens, flores e naturezas mortas. A sua atividade artística passou pela miniatura, pontualmente pela escultura, estendendo-se à crítica literária colaborando em vários jornais, com destaque para “O Comércio do Porto”.

 

Participou em numerosas exposições em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente Paris, Madrid e Londres, onde foi premiado com uma medalha de prata atribuída ao quadro “Pescadores de Leça”. Seguindo na esteira de Roquemont com uma pintura de género a valorizar o lado pitoresco dos costumes, Resende marcou lugar na história do romantismo português.

 

Francisco José Resende faleceu a 30 novembro de 1893. Seis anos após a morte do artista, Claire, sua filha, doou a tela “Amai-vos uns aos outros” (pormenor na foto) à Academia Portuense de Belas Artes, quadro que hoje integra o acervo do Museu Nacional Soares dos Reis.

Programação de Natal no Museu Nacional Soares dos Reis

30 de Novembro, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis oferece, em dezembro, um programa de atividades evocativo da quadra natalícia, tendo como inspiração a renovada exposição de longa duração.

 

Visitas temáticas, sessões comentadas, oficinas e concertos fazem parte do calendário proposto.

A primeira iniciativa decorre a 2 e 9 de dezembro, com uma oficina de criação do cartão postal dirigida a maiores de 16 anos.

 

A pensar nas famílias será realizada uma oficina de construção de um móbil alusivo ao Natal a 16 de dezembro.

 

Em período de férias escolares, a 20 e 21 de dezembro, o Serviço de Educação dinamiza oficinas de construção de postais de Natal para crianças e jovens dos 7 aos 12 anos.

 

Nas sessões comentadas, destaca-se a sessão dedicada à pintura Visitação, de Aurélia de Souza, escolhida pelos seguidores das redes sociais do Museu Nacional Soares dos Reis como peça do mês. Na tela, a artista representa num espaço interior doméstico uma mulher vestida de negro a fazer uma vénia a um anjo. A sessão comentada realiza-se a 13 de dezembro, às 18h, com repetição dia 15, às 13h30.

 

Já as visitas temáticas decorrem entre os dias 8 e 22 de dezembro e percorrem cenas alusivas à natividade em pinturas e esculturas presentes na exposição de longa duração. O Museu Nacional Soares dos Reis propõe, igualmente, visitas comentadas que estimulam a abordagem sobre a descoberta de novos lugares, percorrendo as origens da produção artística, e a importância da Arte portuguesa na encruzilhada dos tempos (1900) e dos materiais utilizados para a produzir, tanto na pintura como no têxtil.

 

Ainda em dezembro, o Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis acolhe dois concertos com entrada gratuita. A 16 de dezembro (sábado), às 16h, o Ensemble Music Theater traz música-cénica num repertório de 12 obras para piano, violino e violoncelo.

 

A 19 de dezembro (terça-feira), às 21h30, o Coral Vox Cantabile, o Grupo vocal “MSS Voices” e o Ensemble de Cordofones da Escola de Música Maestro Samuel Santos apresentam um Concerto de Natal, abarcando diferentes estilos, desde a música gospel à música tradicional americana.