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201º Aniversário de Nascimento de João António Correia

26 de Dezembro, 2023

Assinala-se hoje o 201º Aniversário de Nascimento de João António Correia, que se destacou como professor e diretor da Academia Portuense de Belas Artes, tendo tido como alunos Soares dos Reis, Marques de Oliveira, Silva Porto e Henrique Pousão.

 

João António Correia nasceu no Porto, a 26 de dezembro de 1822. Nesta cidade, estudou primeiramente desenho e matemática na Academia Politécnica, onde foi aluno de João Baptista Ribeiro e de Roquemont, frequentando em seguida a Academia Portuense de Belas Artes, entre 1839 e 1843, aprendendo a perspetiva linear, anatomia artística e pintura histórica.

 

Alguns amigos, reconhecendo as suas qualidades artísticas facultaram-lhe a possibilidade de partir para Paris. Aí chegou por volta de 1848, estudando ao longo de 7 anos com Horace Vernet, Delaroche e Ingres. Após esta longa permanência em França, de regresso ao Porto, concorreu, em 1856, ao lugar de professor de Pintura Histórica da Academia Portuense de Belas Artes, que se encontrava vago. Primeiro foi nomeado para reger a cadeira, depois conciliou com o cargo de Diretor da Academia.

 

Bom desenhador e excelente pedagogo, exerceu grande influência na formação dos seus alunos destacando-se entre eles Soares dos Reis, Marques de Oliveira, Silva Porto e Henrique Pousão.

 

Tendo assistido em França e em Portugal aos movimentos que marcaram a rutura com as formas académicas do ensino, João Correia embora simpatizante, pouco se deixou influenciar por eles. Aderiu ao espírito do romantismo, mas manteve-se fiel a uma conceção clássica da arte.

 

Com um grande conhecimento das técnicas do desenho expressas numa preocupação constante pelo “equilíbrio das proporções e da linha”, revelou-se mais desenhador do que pintor. Como retratista também foi exímio. A valorização que João António Correia deu ao desenho como base de formação de qualquer artista independentemente da sua área vocacional, aliado a um espírito crítico e exigente ainda que liberal, ao permitir que os seus alunos desenvolvessem as qualidades pessoais, valeu-lhe um professorado benéfico que exerceu influência considerável tanto na sua geração como nas seguintes.

Não se limitando a temática da sua obra exclusivamente ao retrato, abordou outros temas como a pintura histórica, religiosa e de natureza-morta, embora em menor escala. Participou em várias exposições trienais da Academia Portuense de Belas Artes e da Sociedade Promotora de Belas Artes.

 

Imagem: Óleo sobre tela O Negro, João António Correia, 1869

Firmino: De estudante a guarda da Academia Portuense de Belas Artes

22 de Dezembro, 2023

Ao longo da carreira, Soares dos Reis recorreu ao desenho como método de estudo e na preparação das suas obras.

 

Na Academia Portuense de Belas Artes aprendeu a desenhar a partir de gessos e gravuras com o professor Tadeu de Almeida Furtado e sob orientação de João António Correia praticou o estudo da figura humana na Aula do Nu.

 

Em 1867, apresentou-se a concurso para uma bolsa no estrangeiro, na Academia Portuense de Belas Artes, com a obra Busto de Firmino. António Firmino dos Santos Almeida era estudante de Escultura, tendo sido também porteiro do Museu Portuense e modelo na Aula do Nu.

Imortalizado pela mão do escultor António Soares dos Reis, António Augusto Firmino dos Santos Almeida nasceu a 22 julho 1842, filho de José Ribeiro e Maria Augusta dos Santos Almeida, na freguesia da Vitória, Porto.

 

Ingressou na Academia Portuense de Belas Artes em 1865, aos 23 anos. Dois anos mais tarde, serviu de modelo a António Soares dos Reis, seu colega na Academia, para a realização do “Busto de Firmino” com que Soares dos Reis se apresentou ao concurso de Pensionista do Estado.

 

Alguns críticos deram a esta obra o título de “Desafio” já que consideravam tratar-se de “uma escultura com alma, de grande riqueza interior, patente não só na firmeza do olhar como na posição oblíqua, muito diferente dos cânones tradicionais, a demonstrar um conceito estético diferente daquele que tinha aprendido com os seus mestres”.[1]

 

Este tipo de busto, posicionado de frente com torção da cabeça, não se repetirá na obra de Soares dos Reis. Deve ter sido estudado num esboço em desenho, onde se identificam os traços do modelo, de cabelo ondulado e bigode.

Firmino - Desenho de Soares dos Reis

Apesar de ter sido um aluno regular na Academia Portuense de Belas Artes, frequentando as aulas de Desenho Histórico, Pintura e Escultura, António Augusto Firmino dos Santos Almeida concorreu em 1872, aos 30 anos de idade, ao lugar de porteiro do Museu Portuense (ou Ateneu D. Pedro), tendo ficado classificado em 1º lugar entre os nove candidatos que se apresentaram a concurso.

 

Nos anos seguintes, concorreu para o lugar de guarda da Academia Portuense de Belas Artes e do Museu Portuense, mas só em 1901 – por falecimento do atual guarda – é nomeado para exercer interinamente o cargo de porteiro do Museu. A conferência geral do concurso para o lugar definitivo ocorreu a 15 fevereiro de 1901, tendo António Augusto Firmino dos Santos Almeida, já com 59 anos de idade, sido aprovado em 1º lugar.

 

A este concurso apresentaram-se oito concorrentes que prestaram provas de análise gramatical, redação de ofícios e operações matemáticas. O mérito absoluto de cada candidato foi votado pelos cinco membros da comissão de avaliação, de que fazia parte António Teixeira Lopes, na altura académico de mérito da Academia Portuense de Belas Artes.

 

[1] M. Silva (1889), A Modernidade na Arte de Soares dos Reis

54º Aniversário de Falecimento do poeta e escritor José Régio

22 de Dezembro, 2023

No dia em que se assinala o 54º Aniversário de Falecimento de José Régio, recordamos a exposição «José Régio [Re]visitações à Torre de Marfim», comissariada por Rui Maia, e apresentada no Museu Nacional Soares dos Reis em 2021.

 

José Régio é o pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira. Nasceu em 17 setembro de 1901, em Vila do Conde, cidade onde viveu a infância e adolescência e fez os primeiros estudos.

 

Após uma estadia de dois anos no Porto, para concluir o 3.º ciclo do curso liceal, foi para Coimbra para frequentar a Faculdade de Letras. Aí se licenciou em Filologia Românica, em 1925, defendendo a tese intitulada “As correntes e as individualidades na Moderna Poesia Portuguesa”, trabalho onde foi feita, pela primeira vez, a apologia dos poetas da revista Orpheu.

Cedo, iniciou a sua atividade literária em jornais e revistas. É de salientar a colaboração de José Régio, já na década de 20, nas revistas portuenses Crisálida e A Nossa Revista e também nas coimbrãs Bizâncio e Tríptico. Mas foi em Coimbra que consolidou as suas qualidades literárias, fruto do intenso contacto com os livros que vieram a influenciar a sua obra, como ainda pelo convívio com os intelectuais que marcaram um dos períodos mais fecundos do séc. XX, tanto na criação literária como na crítica.

 

No ano seguinte à conclusão da licenciatura, publicou o seu primeiro volume de poesia Poemas de Deus e do Diabo, assinando-o com o pseudónimo literário José Régio.

 

Em março de 1927, fundou com João Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca, a revista Presença que durou treze anos e foi considerada o órgão divulgador do “segundo modernismo”.

 

Concluído o Curso da Escola Normal, iniciou a carreira docente, com uma breve experiência como professor provisório, no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, até ser nomeado, em 1930, professor efetivo no liceu de Portalegre, cargo que exerceu até se reformar, em 1962.

 

Desde então, viveu alternando a sua residência entre Vila do Conde e Portalegre, até que em 1966, se instalou definitivamente em Vila do Conde.

 

José Régio morreu a 22 de dezembro de 1969, vítima de doença cardíaca.

 

Em 2021, o Museu Nacional Soares dos Reis apresentou a exposição «José Régio [Re]visitações à Torre de Marfim». Uma mostra de poesia e desenho que permite um maior conhecimento da produção de José Régio.

 

Desenhos de cariz intimista, referências do imaginário do poeta, fixados a tinta-da-china, aguada, lápis de cor e cera pigmentada, consolidando o risco prévio a grafite, marcam o manuscrito do autor, ora incluídos na tessitura do poema, ora antecipando-o ou sucedendo-o, materializando a impressão fugaz que lhe parecia escapar, lê-se na apresentação feita pelo curador Rui Maia.

 

Esta mostra é resultado das atividades do grupo de trabalho nacional estruturado no âmbito da evocação dos 50 anos da morte de José Régio, que se assinalou em 2019.

Oficina «Como construir uma câmara clara com materiais do dia-a-dia»

21 de Dezembro, 2023

27 dezembro (quarta), 14h00-16h00
Público | Maiores de 16 anos

 

Valor | Entrada gratuita
Oficina orientada pelo Serviço de Educação, Jorge Coutinho, e pelo Serviço de Conservação e Restauro, Salomé Carvalho

 

Inscrições
se@mnsr.dgpc.pt (até 48 horas de antecedência)

Nesta oficina, pretende-se partilhar um projeto que permite, com materiais simples, provar que é possível criar uma ferramenta ilustrativa de Arte e simultaneamente de Ótica, comprovando ainda que existe muita Ciência na Arte.

 

A câmara clara, ou camera lucida como também é conhecida, é um instrumento auxiliar do desenho muito importante para a fotografia e para a Física Ótica. Este instrumento permite ao utilizador a observação em simultâneo do objeto a desenhar e a superfície de desenho, como um decalque.

 

Através da observação pela câmara clara, o desenhador pode simplesmente documentar os pontos chave da escultura ou imagem a reproduzir, ou decalcar todas as linhas de força da forma ou da composição.

Top 10 das páginas e notícias mais lidas em 2023

21 de Dezembro, 2023
Homepage site MNSR

Apresentado, oficialmente, no dia 13 abril, aquando da reabertura plena do Museu Nacional Soares dos Reis, o site oficial do museu totaliza 61 mil utilizadores, com mais de 212 mil páginas visualizadas e 555 mil eventos registados.

 

Confira o ranking das dez páginas e notícias mais lidas em 2023:

 

1 – Exposição Portreto de la Animo

Exposição de retratos e autorretratos que integram a Coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

 

2 – Casa-Museu Fernando de Castro

A Casa-Museu Fernando de Castro foi a residência de uma família de colecionadores dedicada às Pintura, Escultura e Artes Decorativas.

 

3 – Jardim do Museu Nacional Soares dos Reis acolhe Essência Festival

O jardim do Museu Nacional Soares dos Reis foi, este ano, o palco escolhido para a segunda edição do Vinho Verde – Essência Festival (Art, Wine, Food, Music).

 

4 – Jornadas Europeias do Património com entrada gratuita

Com o mote «Património Vivo», as Jornadas Europeias do Património visam explorar as práticas, lugares e objetos que hoje fazem parte do nosso património cultural e têm sido transmitidos de geração em geração.

 

5 – 800 Anos do primeiro Presépio criado por S. Francisco de Assis

No Museu Nacional Soares dos Reis, várias peças do acervo evocam cenas alusivas à Sagrada Família e ao presépio, cuja primeira versão foi criada em 1223 por São Francisco de Assis.

 

6 – Dia Internacional dos Museus 2023

O Conselho Internacional dos Museus (ICOM) definiu como tema de 2023 «Museus, Sustentabilidade e Bem-Estar», visando refletir sobre o papel dos museus como lugares de descoberta, que nos falam sobre o passado e impulsionam novas ideias e perspetivas.

 

7 – Capa da Vogue Portugal fotografada no Museu Soares dos Reis

O editorial de novembro da revista Vogue Portugal é dedicado às artes. A modelo Kirsi Pyrhönen foi fotografada na Sala de Escultura do Museu Nacional Soares dos Reis, junto ao gesso da Estátua de Brotero, de autoria de António Soares dos Reis.

 

8 – Instalação-vídeo Sine Terra (variações em modo menor)

Sine Terra (variações em modo menor) é uma instalação-vídeo de José Carlos Teixeira em torno da escultura O Desterrado, obra de António Soares dos Reis, que explora conceitos relacionados com a queda, a identidade múltipla e fragmentada, o exílio e deslocações várias.

 

9 – Noite Europeia dos Museus 2023

A iniciativa, criada em 2005 pelo Ministério da Cultura e da Comunicação de França com o apoio do Conselho Internacional dos Museus (ICOM), tem vindo a permitir novas interações com os visitantes e diferentes experiências com a abertura no período noturno.

 

10 – Lugar Cativo: exposição a céu aberto no centro do Porto

O movimento Arte pela Arte, criado pelo Lionesa Group, juntou-se ao projeto Outros Lugares, do Museu Nacional Soares dos Reis, e à SIGN, para apresentar Lugar Cativo, uma exposição de uma seleção de obras do acervo do museu patente na Rua do Cativo, no Porto.

152º Aniversário de Nascimento de José de Figueiredo

20 de Dezembro, 2023
José de Figueiredo

José de Figueiredo, historiador e crítico de arte, nasceu no Porto, a 20 dezembro 1871. Foi o primeiro diretor do Museu Nacional de Arte Antiga, junto ao qual existe hoje um largo com o seu nome (Largo José de Figueiredo). O museu criou o Instituto José de Figueiredo também em sua homenagem.

 

No Porto, foi criado em 1940, o Círculo José de Figueiredo, Associação de Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis, que, através da sua designação, presta homenagem a esta personalidade de referência para a história e museologia da arte em Portugal.

 

José de Figueiredo dedicou a sua vida à arte e à procura de objetos da arte Portuguesa espalhados pela Europa, principalmente em França e na Holanda. Adquiriu grande parte do espólio que hoje se encontra exposto no Museu de Arte Antiga, em Lisboa. O seu irmão era proprietário da Casa de Farelães, no Minho, sendo este um dos mais antigos solares da Península Ibérica e ainda hoje na posse da família Figueiredo.

 

É com a institucionalização dos primeiros museus – em 1840 o Museu Portuense, atualmente Museu Nacional Soares dos Reis, e, em 1884, o Museu Nacional de Belas Artes, posteriormente Museu Nacional de Arte Antiga – que a preocupação com a situação de degradação que as obras de arte neles recolhidas (transferidas das extintas ordens religiosas) começa a emergir.

 

Em 1911, José de Figueiredo assume o cargo de Diretor do Museu Nacional de Arte Antiga e ali instala uma oficina de beneficiação e restauro das obras de arte do Museu (dando origem, mais tarde, ao atual Instituto José de Figueiredo).

 

Foi agraciado com os seguintes graus das Ordens Honoríficas Portuguesas: Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (14 de fevereiro de 1920), Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (28 de julho de 1933), Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública (7 de setembro de 1935) e Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (14 de novembro de 1936).

José de Figueiredo era tio de Manuel de Figueiredo, escritor e pensador que, durante vários anos (1961 – 1968), foi diretor do Museu Soares dos Reis, sendo responsável pela criação do serviço educativo no Museu e por fomentar o ensino e a leitura das obras de arte.

 

Licenciado em Direito, Manuel de Figueiredo ficou igualmente reconhecido como Diretor da Associação Comercial do Porto, Vereador da Câmara Municipal do Porto e vogal das Comissões Municipais de Arte, Arqueologia e Urbanismo.

221º Aniversário de Nascimento de Manuel da Fonseca Pinto

20 de Dezembro, 2023

Manuel da Fonseca Pinto nasceu a 20 dezembro de 1802, no concelho do Marco de Canaveses.

 

No Porto, frequentou a oficina do escultor João Joaquim e a aula de desenho, de francês e o 1.º ano Matemático na Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto. Em 1827, e no âmbito da cadeira de Desenho tutelada pelo professor Raymundo Joaquim da Costa e pelo substituto João Baptista Ribeiro, recebeu um 1.º prémio.

 

Manuel da Fonseca Pinto rapidamente granjeou simpatias na cidade e as suas obras tornaram-se conhecidas.

Foi autor da decoração escultórica da Real Escuna de D. Miguel, de figuras e ornamentos de talha para a popa, proa e alforges de navios de vela construídos nos estaleiros do Ouro, no Porto, e nos de Vila Nova de Gaia. Desenhou e litografou retratos de celebridades políticas e produziu miniaturas.

 

Participou em várias exposições da Academia Portuense de Belas Artes, onde apresentou obras como Vénus deitada (1854), O tempo (1863), Viriato jurando sobre o cadáver de uma jovem na guerra eterna aos romanos (baixo-relevo 1866), o Busto do conde de Samodães (1874, na foto) e o autorretrato de D. Pedro IV, a cavalo (barro cozido e bronzeado, 1878).

 

Em paralelo com a carreira artística desenvolveu atividades educativas. Em 1834, foi nomeado professor substituto da Aula de Desenho da Academia Real, embora tenha sido exonerado da função pelo decreto de 19 de outubro de 1836 devido ao facto de se ter recusado jurar a Constituição de 1822. Em 1840 foi nomeado para servir interinamente na cadeira de Desenho da Universidade de Coimbra, anexa à Faculdade de Matemática.

 

Em 1842, foi nomeado lente de Escultura da Academia Portuense de Belas Artes, onde foi mestre de Soares dos Reis. Dirigiu esta Academia (1864-1882) e jubilou-se em 1880. Faleceu a 5 outubro de 1882.

 

 

Créditos Fotográficos

Na capa: Retrato-miniatura (têmpera sobre marfim) de Manuel da Fonseca Pinto, c. 1851, da autoria de Francisca de Almeida Furtado. Na coleção do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, Portugal.

No artigo: Busto do Conde de Samodães, Inspetor da Academia Portuense de Belas Artes (gesso), de autoria de Manuel da Fonseca Pinto, 1ª metade do século XIX. Acervo do Museu Nacional Soares dos Reis (184 Esc MNSR).

 

Horário Especial de Natal nos Museus, Monumentos e Palácios

19 de Dezembro, 2023
Fachada do Museu Nacional Soares dos Reis

Os Museus, Monumentos e Palácios sob gestão da Direção Geral do Património Cultural vão manter-se abertos nos dias 26 dezembro 2023 e 02 janeiro de 2024, encerrando nos dias 24 e 31 de dezembro.

Considerando o Despacho nº12959-A/2023, de 18 de dezembro 2023, que concede tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, nos dias 26 dezembro 2023 e no dia 2 janeiro 2024, foi determinado:

 

– Por razões de interesse público, nos dias 26 de dezembro de 2023 e no dia 2 de janeiro de 2024, os serviços dependentes da Direção Geral do Património Cultural irão manter-se abertos ao público, encerrando nos dias 24 e 31 de dezembro de 2023.

 

– Os Museus, Monumentos e Palácios estarão também encerrados nos dias 25 dezembro e 1 janeiro.

Portreto de la Animo: Visita comentada por artistas

19 de Dezembro, 2023

Visita Comentada pelos artistas Carla Gonçalves, Daniel Gonçalves e ZMB (Rui Lourenço)
com moderação de Inês Costa
22 de dezembro, 17h00

Entrada: Gratuita

 

Programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo

 

Inscrições online

Carla Gonçalves é licenciada em Arqueologia, tendo trabalhado durante alguns anos como bancária. Após a aposentação, passou a dedicar-se à pintura em exclusivo. Nos últimos dez anos, além de pintar e desenhar, adapta também livros e álbuns antigos criando assemblagens (termo francês trazido à arte por Jean Dubuffet em 1953. É usado para definir colagens com objetos e materiais tridimensionais).

 

Daniel Gonçalves, desenhador e pintor autodidata, desde muito novo relaciona-se com o mundo através da expressão plástica, tendo participado na última década em múltiplas exposições coletivas realizadas no Porto. No percurso pleno de experimentações que fez, na procura de uma marca pessoal, independentemente da multiplicidade de estilos, sempre revelou uma atenção particular pelos jogos de formas e de cores.

 

ZMB (Rui Lourenço), artista autodidata, formou-se em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações, na Universidade de Aveiro, reprimindo na altura o apelo que sempre sentiu pelas artes plásticas. Em 1995, ainda durante a frequência universitária, começou a desenhar. Com cultos e gostos profundamente desajustados da corrente de gosto dominante, passou a frequentar alguns ateliês de arte-terapia e a expor em locais alternativos da cidade do Porto, como o Espaço T, a Casa da Horta e A Cadeira de Van Gogh. Paralelamente à atividade da pintura, dedica-se à escrita e à composição musical, tudo envolvido num processo não-consciente de expressão surrealista.

 

Inês Costa atua na área de Humanidades, com especial ênfase na História da Arte. Frequentou o primeiro ano da Licenciatura em Teatro-Interpretação (2013-2014), na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE), que interrompeu para mudar de área. É licenciada em História da Arte (2015-2018) e Mestre em História da Arte, Património e Cultura Visual (2018-2020), pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).

Realizou um período de intercâmbio ao abrigo do programa Erasmus+, na Università degli Studi di Verona (2017-2018, Itália), e um estágio de investigação no LAPA/UFJF (Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil, 2023). Atualmente, frequenta o Doutoramento em Estudos do Património (2020-), na FLUP, é Investigadora Integrada do CITCEM, Bolseira da FCT (2021.07318.BD) e uma das fundadoras da rede informal e internacional de Jovens Profissionais do Património, os Heritageeks.

Boletim Bibliográfico Trimestral das Bibliotecas DGPC já disponível

19 de Dezembro, 2023

Já se encontra disponível para consulta online o Boletim Bibliográfico Trimestral da Rede de Bibliotecas da Direção Geral do Património Cultural, referente ao 4.º Trimestre de 2023.

 

O Serviço de Documentação e Informação do Museu Nacional Soares dos Reis selecionou um conjunto de monografias, sobre temáticas diversas.

Com 25 bibliotecas e centros de documentação, a maioria das quais com acesso público, a Direção Geral do Património Cultural (DGPC) possui uma rede única de recursos bibliográficos especializados e disponíveis a todos os interessados. Acessíveis nos serviços centrais, museus e monumentos, estes serviços documentais disponibilizam cerca de 320.000 registos bibliográficos.

 

Trata-se de um conjunto de serviços de documentação muito relevante que, pela sua riqueza e diversidade, constitui um ativo estratégico importante no quadro da sociedade da informação e do conhecimento, cuja conservação, ampliação e disponibilização são assumidos pela Direção-Geral do Património Cultural.

 

Neste contexto, a Rede de Bibliotecas lançou em 2019 um boletim bibliográfico de destaques, com uma periodicidade trimestral.

 

Este é um boletim de destaques dos acervos, pelo que cada uma das bibliotecas cooperantes do mencionado boletim escolhe, em cada trimestre, cerca de 10 obras do seu acervo que sejam consideradas importantes para o seu contexto e público-alvo. Por esta razão, o boletim inclui quer obras recentemente integradas nos respetivos acervos quer obras já existentes.

 

Para o boletim do 4º trimestre 2023, o Serviço de Documentação e Informação do Museu Nacional Soares dos Reis selecionou um conjunto de monografias, sobre temáticas diversas, onde se incluem, a título de exemplo, «O pintor Henrique Pousão», de Manuel de Figueiredo; «Um túmulo de rara importância arqueológica da escola coimbrã», de Lourenço Chaves de Almeida e «Os lampadários do altar de Santo António da Igreja de S. Francisco de Guimarães» de António José de Oliveira e Lígia Márcia Cardoso Correia de Sousa Oliveira.

Visita Orientada «1900. A Arte portuguesa na encruzilhada dos tempos»

18 de Dezembro, 2023
Sala de Pintura

Público
Jovens e adultos

 

Duração
50 minutos

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

 

Valor
Bilhete de entrada + 2 Eur

No âmbito da programação proposta para o mês de dezembro, decorre no dia 22, sexta-feira, pelas 15 horas, uma visita orientada, pela gestora de coleção do Museu Nacional Soares dos Reis Ana Paula Machado, dedicada ao tema «1900. A Arte portuguesa na encruzilhada dos tempos».

 

Propõe-se uma conversa acerca da ideia de que a viragem do milénio precipita inexoravelmente grandes mudanças no pensamento e na arte.

 

No ano 2000, Robert Rosenblum, historiador de Arte, crítico e curador do Guggenheim, apresentou na Royal Academy, em Londres, a exposição “1900: Art at the Crossroads”, propondo uma releitura da produção artística nos anos imediatamente anteriores e posteriores à Exposição Universal de 1900 em Paris.

 

A Arte portuguesa participou amplamente no certame de 1900 e foi por isso também chamada à exposição de Rosenblum, levando à constatação de que alguns dos  artistas então consagrados estão hoje esquecidos, enquanto outros mantêm ou retomaram essa popularidade.

Portreto de la Animo: Visita comentada por Carlos Mota Cardoso

18 de Dezembro, 2023

21 dezembro (5ªfeira), 13h30
Visita comentada por Carlos Mota Cardoso
Programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo

Entrada: Gratuita

 

Inscrições online

Carlos Mota Cardoso é professor catedrático convidado na Escola Superior de Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP), docente e pesquisador na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) e ex-diretor do Hospital Conde de Ferreira (HCF).

 

Em 2017, foi nomeado académico correspondente estrangeiro pela Real Academia Nacional de Medicina de Espanha (RANF).

Durante mais de 15 anos foi o criador e dinamizador dos célebres “Serões da Bonjóia”, um programa de inclusão das pessoas socialmente deprimidas, inclusão essa operada pelo lado da cultura.

 

Os Serões da Bonjóia foram uma iniciativa de caráter sociocultural e educativa promovida pela Fundação Porto Social com o objetivo de contribuir para o progresso e desenvolvimento social da população da Cidade do Porto, promovendo para isso um conjunto de intervenções, projetos e atividades em vários domínios.

Oficina para crianças «Resgatar o postal de Natal»

15 de Dezembro, 2023
Oficina Postais de Natal

20 e 21 dezembro (4ª e 5ª feira), 10h30-12h30 ou 14h30-16h30

Público | Crianças dos 7 aos 12 anos

Valor | 2 Euros

Oficina orientada pelo Serviço de Educação

O Natal está mesmo a chegar e com ele a lembrança daquele amigo ou familiar que se encontra longe a quem queremos desejar Festas Felizes.

 

Telefonar é uma hipótese, mandar mensagem também, mas nada melhor do que recuperar a tradição e enviar um postal. Se for personalizado ainda melhor, tem muito mais significado.

 

Nesta oficina o desafio é fazer o próprio postal de Natal. Recorrendo a vários materiais e várias técnicas e com criatividade e bom gosto será uma excelente oportunidade para recuperar a tradição na forma de comunicar.

Museu acolhe concerto «É este Natal!» pelo Coral Vox Cantabile

15 de Dezembro, 2023
Vox Cantabile

Público
>= 6 anos

Ingresso
Entrada gratuita

Inscrição
Formulário online

Duração
50 minutos

Concerto protagonizado pelo Coral Vox Cantabile, Grupo vocal MSS Voices e Ensemble de Cordofones da Escola de Música Maestro Samuel Santos. Serão interpretados vários temas alusivos à época festiva, abarcando diferentes estilos, desde a música gospel à música tradicional americana. Dia 19 dezembro, pelas 21h30, no Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis. Entrada livre.

 

“É este Natal!” é um espetáculo alegre e envolvente. Um rico percurso pelas tradicionais músicas de Natal do Mundo interpretadas pelas enérgicas vozes do Coral Vox Cantabile. Um convite a uma viagem pelos variados estilos e géneros musicais de diversas origens geográficas e de diferentes períodos históricos. Inclui música gospel e música tradicional americana.

 

Tendo sempre como pano de fundo os valores do Natal, este espetáculo propõe um verdadeiro desafio aos sentidos numa emocionante interpretação pelas mãos do Maestro Samuel Santos.

 

A quatro vozes mistas, o Coral Vox Cantabile pretende preencher um espaço cultural privilegiado, tendo como objetivos promover a música vocal em particular e a cultura em geral. Composto por elementos de várias faixas etárias, dedica-se à interpretação de repertórios sacros e profanos de todas as épocas, com maior incidência para a música ocidental.

 

O nome Vox Cantabile advém de duas palavras de idiomas diferentes: VOX em latim que significa voz, instrumento base deste projeto. CANTABILE que significa cantável, pronto a cantar. A alegria associada ao termo reflete a filosofia do projeto, sendo o ato de cantar a forma por excelência de exteriorizar sentimentos e emoções.

Serviço Educativo promove Oficina «Uma mão cheia de objetos»

15 de Dezembro, 2023
Louças de Barcelos, pintado por Eduardo Viana, em 1915

Público | Famílias com crianças e jovens dos 6 aos 16 anos

Valor | Gratuita

Oficina orientada pelo Serviço de Educação

Inscrições: se@mnsr.dgpc.pt

Entre pintura, escultura e artes decorativas da exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis, apuramos o “olho de lince” mas também o pensar e sentir o que se não vê, nesta Visita para Famílias.

 

Somos desafiados a descobrir pormenores e a conhecer histórias, técnicas, formas, funções, usos e significados. E tudo vai ficar registado na construção de um móbil.

 

Participe em família!

Museu Soares dos Reis acolhe Concerto por Ensemble Music Theater

14 de Dezembro, 2023
Ensemble Music Theater

O Ensemble Music Theater apresenta-se, no próximo sábado, dia 16 dezembro, pelas 16 horas, no Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis. Entrada livre.

 

Um elenco de 12 obras são executadas por piano, dois violinos, violoncelo e uma narradora-personagem.

 

O Ensemble Music Theater traz ao palco do Museu Nacional Soares dos Reis música-cénica, pela mão de compositores como Kurt Weill, Hans Eisler, Paul Dessau, que emergem através de um repertório criativo e reproduzem ideias cénicas.

Sobre os Compositores

 

Ennio Morricone

As suas composições são como rios que fluem em sons, pintando paisagens. Cada acorde é um convite à imaginação, à surpresa, ao encantamento. As suas melodias convidam-nos a voar para além do tudo

 

Philip Glass

Um minimalismo que nos transporta para um universo desconhecido de sensações. As suas notas são cristais em suspensão

 

Kurt Weill

A sua música cénica é uma mistura de jazz, cabaret e clássica, é um quadro que nos desperta para um bailado de notas, vibrantes e livres, que nos convida a imaginar estórias de gloria

 

Karl Jenkins

Compositor genial e visionário. Mistura géneros e tradições, desafiando os limites das sensações

 

Jacob de Haan

Cada nota é uma estória, por vezes um sussurro que nos obriga a escutar, como se tratasse do fluir de um rio sereno

 

Hans Zimmer

É considerado um dos maiores compositores de trilhas sonoras e é conhecido por seu estilo único e emocional, numa abordagem épica e emotiva

 

Hanns Eisler

As suas melodias são eco de resistência onde arte e política se entrelaçam. Da parceria eterna com Brecht nasceu uma magia cénica

Estatísticas da Cultura 2022: Museus com mais 8,3 milhões de visitantes

14 de Dezembro, 2023
Visitantes no MNSR

O Instituto Nacional de Estatística acaba de disponibilizar para consulta online a publicação Estatísticas da Cultura – 2022.

 

No documento é divulgada informação estatística do sector cultural e criativo nomeadamente: ensino; emprego; índice de preços no consumidor de bens e serviços culturais; empresas do sector cultural e criativo; comércio internacional de bens culturais; participação cultural; património cultural; artes plásticas; materiais impressos e de literatura; audiovisual e multimédia; artes do espetáculo; radiodifusão e financiamento público das atividades culturais e criativas.

Em 2022, o número de visitantes dos museus foi 15,8 milhões, representando um aumento de 8,3 milhões (+110,3%) relativamente a 2021. Apesar da recuperação registada no período em análise, o número de visitantes foi inferior ao registado nos anos pré-pandemia (19,8 milhões de visitantes em 2019).

 

O número de visitantes estrangeiros atingiu 7,7 milhões (mais 4,8 milhões do que no ano anterior), passando a representar 48,6% do total de visitantes nos museus (representavam 38,6% em 2021).

 

Os visitantes inseridos em grupos escolares totalizaram 1,2 milhões, mais 786,5 mil (+294,3%) do que em 2021.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, parcialmente encerrado em 2022, registou 44.166 entradas. Recorde-se que a reabertura plena do museu, depois da intervenção de requalificação, ocorreu no dia 13 abril 2023.

 

A renovada exposição de longa duração reúne a coleção mais importante de arte portuguesa do século XIX. No total são 1133 peças que contam a história do museu e da arte, distribuídas por 27 salas.

 

Outros dados a reter na publicação Estatísticas da Cultura – 2022

 

Em 2022, realizaram-se 41 388 sessões de espetáculos ao vivo (24 469 em 2021), às quais assistiram 14,9 milhões de espectadores (3,6 milhões em 2021), e foram vendidos 6,6 milhões de bilhetes (2,0 milhões em 2021), que geraram 147,3 milhões de euros de receitas de bilheteira (28,0 milhões de euros em 2021).

 

A circulação total de publicações periódicas (jornais e revistas) foi de 338,9 milhões, da qual 30,9% foi circulação paga e 69,1% correspondeu a circulação gratuita. Neste ano foram editados-impressos 11 449 livros (dados provisórios), a que correspondeu um decréscimo de 5,2% em relação a 2021.

 

O emprego cultural foi estimado em 190,6 mil pessoas, representado 3,9% do total da economia. A remuneração bruta mensal média por trabalhador nas atividades do sector cultural e criativo foi 1 417 euros (mais 4,0% do que em 2021).

Serviço de Documentação e Informação divulga novidades bibliográficas

13 de Dezembro, 2023

O Serviço de Documentação e Informação do Museu Nacional Soares dos Reis acaba de lançar para consulta o catálogo das novidades bibliográficas registadas no Sistema Integrado de Gestão de Bibliotecas, durante os meses de outubro e novembro 2023.

 

Todas as obras listadas no catálogo encontram-se disponíveis para consulta na Biblioteca do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Entre as novidades cita-se, a título de exemplo, “Portugal, memória do futuro: cultura, moda, um povo”, que inclui texto temático de António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis: Encajes de Bolillos : un arte del passado para el futuro.

O Serviço de Documentação e Informação integra a Biblioteca e o Arquivo do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A Biblioteca é especializada em História da Arte, nomeadamente nas áreas temáticas das suas coleções — Pintura, Escultura, Artes Decorativas, Gravura, Desenho, Arqueologia — e ainda em História da cidade do Porto e Museologia.

 

O fundo documental é composto por obras de referência, monografias, publicações periódicas, catálogos de museus, catálogos de exposições, catálogos de leilões, teses académicas e ainda coleções de cartazes, postais e desdobráveis.

 

O Arquivo, reflexo da atividade e da história da instituição, divide-se em dois fundos, o do Museu Nacional Soares dos Reis e o do Museu Municipal do Porto. O tratamento e controlo da documentação e informação, bem como a consulta e divulgação são alguns dos serviços disponibilizados.

 

A Biblioteca funciona nos dias úteis, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00, exceto feriados nacionais e municipais.

O acesso à Biblioteca requer marcação prévia por e-mail: biblioteca@mnsr.dgpc.pt

 

Catálogo da Biblioteca acessível aqui

Regulamento disponível aqui

Visita Orientada dedicada a intervenções de conservação e restauro

13 de Dezembro, 2023

Sábado, 16 dezembro, 11H00
Duração: 1h (aprox.)
Visita orientada por Salomé Carvalho
Mínimo de 5 pessoas e máximo de 20 pessoas

Inscrições aqui

 

Iniciativa exclusiva para membros do Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

No âmbito da programação proposta para o mês de dezembro, decorre no dia 16, pelas 11 horas, uma visita orientada em torno da intervenção de Conservação e Restauro das pinturas sobre madeira, «Natividade» e «Apresentação do Menino no Templo», atribuídas ao Grupo dos “maneiristas de Antuérpia”.

 

A visita irá abordar as principais questões técnicas e materiais que a obra apresenta.

 

A Conservação e Restauro promove a salvaguarda e consequente transmissão do Património Cultural às gerações futuras. Engloba todas as ações e medidas, diretas e indiretas, que garantem a preservação material dos objetos culturais e artísticos.

 

Na intervenção em análise, houve uma ênfase na camada pictórica, ou seja, no estrato de tinta que constitui a composição. Salienta-se a substituição do verniz envelhecido, processo comum em conservação e restauro de pintura, e que altera completamente o aspeto visual da peça.

 

Os vernizes eram aplicados sobre a camada de óleo completamente seco, para proteção da tinta e para saturação das cores. Com o passar do tempo, os vernizes sofrem degradação fotoquímica, isto é, vão envelhecendo e perdendo propriedades, por ação da radiação UV presente na luz solar.

 

Consoante vão escurecendo e amarelecendo, vão perdendo a capacidade de proteger as pinturas, e, por esse motivo, são substituídos por um verniz novo, selecionado de acordo com as suas características químicas e óticas, para que a camada de cor se mantenha salvaguardada.

Faça parte dos Amigos do Museu

Beneficie de vantagens exclusivas. Saiba mais aqui.

Portreto de la Animo: Visita Comentada «Poesia e Arte Bruta»

12 de Dezembro, 2023

Sábado 19 dezembro, 18H00
Duração: 1h (aprox.)
Visita orientada por Maria Reis e Ana Mântua

Inscrições online

No âmbito da programação proposta para o mês de dezembro, decorre no dia 19, pelas 18 horas, uma visita comentada à Exposição Portreto de la Animo Art Brut Etc., dedicada ao tema «Poesia e Arte Bruta».

 

Esta visita pretende cruzar a poesia e a arte bruta, através de um exercício de leitura em voz alta. Entre retratos e versos da alma, pretende-se estimular os visitantes a percorrer o que mais os desassossega. Falaremos de Camilo Pessanha, Alejandra Pizarnik, Mário de Sá Carneiro, Adília Lopes e João Miguel Fernandes Jorge.

 

Maria Miguel Reis é licenciada em História e mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A sua dissertação de mestrado explora as relações entre poesia e cinema, a partir do livro Pickpocket, de João Miguel Fernandes Jorge. Encontra-se a realizar um estágio profissional no Museu Nacional Soares dos Reis e interessa-se, de sobremaneira, pelo diálogo entre a literatura e as outras artes.

 

Ana Mântua é licenciada em História, variante de História da Arte, e pós-graduada em Arte, Património e Restauro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É coordenadora da Casa-Museu Fernando de Castro, no Porto, desde 2021. Anteriormente, desempenhou funções de coordenação da Casa-Museu Anastácio Gonçalves, investigação e curadoria de exposições no Mosteiro dos Jerónimos/Torre de Belém e no Museu Nacional do Azulejo. É ainda autora de uma série de artigos científicos nas áreas do património e do colecionismo.

Museu Nacional Soares dos Reis volta a ser sala de aula da U. Porto

12 de Dezembro, 2023

Já se encontram abertas as inscrições para todos os estudantes de 1.º e 2.º ciclo da Universidade do Porto que pretendam frequentar como complemento ao plano de estudos, ao longo do 2.º semestre do ano letivo 2023/2024, mais uma edição das unidades curriculares de competências transversais “Cultura, Arte e Património”.

 

Este programa proporciona aos participantes uma formação multidisciplinar em ligação com instituições culturais da cidade, entre as quais o Museu Nacional Soares dos Reis.

Neste momento, já estão abertas as inscrições para as unidades curriculares Jardim: o Desenho e Cultivo da Biodiversidade, lecionada no Jardim Botânico da Universidade do Porto, e O Museu como Lugar de Fruição, lecionada no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Na unidade curricular O Museu como Lugar de Fruição, sediada na Faculdade de Letras (FLUP), as questões a colocar são: Como é, afinal, o trabalho num museu? Como é feita a conservação das peças? Como é que se conceptualiza e organiza, de forma prática, uma exposição? Que formas são utilizadas para comunicar com o(s) público(s)?

 

Acompanhados pelos profissionais do Museu Nacional Soares dos Reis, os participantes ficarão familiarizados com tudo o que é necessário para fazer funcionar e atrair o público àquele que foi o primeiro museu nacional de arte em Portugal.

Simulacro de Intervenção e Evacuação de Bens Culturais

11 de Dezembro, 2023

Decorreu, esta manhã, um simulacro de incêndio no Museu Nacional Soares dos Reis, no âmbito da contínua revisão e atualização do Plano de Segurança existente.

 

A iniciativa contou com o envolvimento e participação da Proteção Civil Municipal, Polícia de Segurança Pública, Regimento de Sapadores Bombeiros e empresa responsável pela realização do simulacro.

 

O objetivo do exercício visa a melhoria da capacidade de resposta da equipa do Museu a um eventual caso de incêndio nas instalações do Palácio dos Carrancas, garantindo não só a evacuação de pessoas, mas também a salvaguarda das obras que integram o acervo museológico (Simulacro de Intervenção e Evacuação de Bens Culturais).

A realização destes simulacros permite criar novas sinergias e cooperações mais estreitas entre o Museu Nacional Soares dos Reis – enquanto instituição que gere bens culturais – e os diferentes serviços que integram a Proteção Civil, tendo em vista uma gestão mais eficaz em situações de crise, com controlo e redução de perdas e danos.

 

A Direção do Museu Nacional Soares dos Reis agradece a participação de todas as entidades envolvidas, bem como de todos os funcionários que ativamente se empenharam para o sucesso do simulacro.

93º Aniversário de Nascimento da Escultora Irene Vilar

11 de Dezembro, 2023

Irene Vilar nasceu a 11 dezembro de 1930, em Matosinhos. Apesar de ter trabalhado em diferentes áreas, foi à escultura que Irene Vilar dedicou grande parte da sua vida.

 

Nos estudos enveredou, desde cedo, por esta arte. Licenciou-se na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e obteve 20 valores na sua tese de escultura, tendo sido discípula de Barata Feyo e Dórdio Gomes.

 

Em Portugal, o espólio de Irene Vilar encontra-se disperso pelo Museu Nacional Soares dos Reis, Museu Amadeo Souza-Cardoso, Biblioteca-Museu de Vila Franca de Xira, Museu do Chiado, Património Artístico de Matosinhos, entre outros.

Em 1958, como bolseira do Instituto de Alta Cultura e da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou em Itália e viajou por Espanha, França e Suíça.

 

Estagiou na Escola de Gomes Teixeira e na Escola Secundária de Clara de Resende, no Porto, lecionou as disciplinas de Desenho, Educação Visual e História do Traje. Foi também diretora da antiga Escola Industrial Aurélia de Sousa (hoje Escola Secundária), igualmente no Porto.

 

Depois de um interregno no período pós 25 de Abril de 1974, viria a terminar a sua carreira de docente na Escola Secundária Clara de Resende, em 1987. A partir desta data passou a dedicar-se inteiramente à Arte.

 

É autora de uma variada, ampla e riquíssima obra plástica, nas áreas da escultura, da medalhística, da numismática, da ourivesaria e da pintura, mostrada num sem número de exposições (individuais e coletivas) e distinguida com vários prémios.

 

A escultura em bronze, datada de 1954, da escritora Maria de Castro Henriques Oswald (na foto), de autoria de Irene Vilar e pertencente ao acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, reflete a ligação que muitas vezes se gera entre escultores e intelectuais, aspeto que é notório na coleção de escultura do MNSR. Tal relação teve na obra de Irene Vilar um significado especial, como fica claro nos seus retratos de poetas, entre eles, Fernando Pessoa, Florbela Espanca e Cesário Verde.

 

Irene Vilar faleceu a 12 maio de 2008, com 77 anos, no Porto, vítima de doença prolongada.

 

(Créditos)

800 Anos do primeiro Presépio criado por São Francisco de Assis

11 de Dezembro, 2023

No Natal de 1223, São Francisco de Assis criou o primeiro presépio da história. Na cidade de Greccio, São Francisco de Assis reuniu pessoas que representaram o nascimento de Jesus.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis, várias peças do acervo evocam cenas alusivas ao presépio e à Sagrada Família, como o exemplo aqui apresentado «Sagrada Família, São João e um Anjo», óleo sobre cobre, datado dos séculos XVI-XVII, proveniente da doação de Berta Pinto dos Santos Villares (1204 Pin MNSR).

 

Segundo o primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano, daquele presépio do Natal de 1223, “todos voltaram para suas casas, cheios de inefável alegria”.  A Igreja considera que com a simplicidade daquele gesto, São Francisco realizou uma grande obra de evangelização.

Símbolo icónico do Cristianismo, o presépio tem como objetivo representar o Menino Jesus nascido em Belém. Naquela época, a ação de São Francisco tinha um propósito didático, visando facilitar a compreensão das pessoas sobre o nascimento de Jesus.

 

Escreveu S. Boaventura, a propósito do presépio de Greccio: «Três anos antes da morte [S. Francisco] resolveu celebrar com a maior solenidade possível a festa do Nascimento do Menino Jesus, ao pé da povoação de Greccio, a fim de estimular a devoção daquela gente. Mas para que um tal projeto não fosse tido por revolucionário, pediu para isso licença ao Sumo Pontífice, que lha concedeu.

 

Mandou preparar uma manjedoira com palha, e trazer um boi e um burrito. Convocaram-se muitos Irmãos; vieram inúmeras pessoas; pela floresta ressoaram cânticos alegres… Essa noite venerável revestiu-se de esplendor e solenidade, iluminada por uma infinidade de tochas a arder e ao som de cânticos harmoniosos. O homem de Deus estava de pé diante do presépio, cheio de piedade, banhado em lágrimas e irradiante de alegria. O altar dessa missa foi a manjedoira.

 

Francisco, que era diácono, fez a proclamação do Evangelho. Em seguida dirigiu a palavra à assembleia, contando o nascimento do pobre Rei, a quem chamou, com ternura e devoção, o Menino de Belém. (…) O exemplo de Francisco correu mundo e ainda hoje consegue excitar à fé de Cristo muitos corações adormecidos.»

150 anos do gesso original do «Cristo Morto» de Soares dos Reis

7 de Dezembro, 2023

“As escassas sete obras de pendor religioso realizadas nos primeiros anos da carreira de Soares dos Reis resumem a sua breve incursão pela temática. Entre os poucos modelos de cariz devoto, que o Museu Nacional Soares dos Reis conserva, figura o gesso do Cristo Morto, que serviu de modelo para a imagem oferecida por Soares dos Reis à Igreja de Mafamude, em Gaia (altar de S. Vicente).

 

Destinado a um altar e apresentando-se originalmente como um nú, para ter aceitação, teve de ser sujeito a encobrimento com uma faixa em tela endurecida, tal como se observa no Cristo de madeira. Essa degeneração não se vê, felizmente, na maquete em gesso do Museu Nacional Soares dos Reis, que apresenta o jacente em estado original.

O corpo é esbelto, mas não musculado quanto seria mister para que se apresentasse corpulento. Tem a cabeça proporcionada, pendente sobre o lado direito, a cabeleira é farta e mostra um ondulado largo, o tronco exibe musculatura correta, as pernas altas, delgadas, mas vigorosas.

 

Tão sujeito a uma interpretação naturalista, como acontece a um modelo humano em geral, este Cristo apresenta modelado correto, graças à técnica apurada no estrangeiro e à influência benéfica de António Luís da Silva Cruz.

 

Para o belo efeito da composição contribui a liberdade de movimentos, notável no arqueado do peito, na fronte caída e nas mechas pendentes do cabelo.

 

Em Soares dos Reis, o modo de trabalhar o barro diferenciou-se, nalguns casos, da obra acabada, com prejuízo desta. Não é o caso do Cristo em madeira de Mafamude, que apresenta uma extraordinária perfeição no modelado mas sem que isso se traduza num acabamento excessivo ou polimento exagerado; pelo contrário, daí resulta vantajoso aumento de vibração, ao invés do original em gesso do Museu Nacional Soares dos Reis, onde se observa menos vigor quer no relevo quer no movimento”[1].

 

A versão em madeira policromada do «Cristo Morto» foi oferecida por António Soares dos Reis à Igreja de S. Cristóvão de Mafamude, sua freguesia de origem, assinalando o local onde foi batizado.

 

[1] SANTOS, Paula M. Mesquita Leite, A escultura religiosa de Soares dos Reis e a iconografia da Virgem para Guimarães. Revista de Guimarães, 112 Jan.-Dez. 2002, p. 385-408.

Visita «Escultura de Devoção do século XIII ao século XVIII»

7 de Dezembro, 2023

Público
Jovens e adultos

 

Duração
50 minutos

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

 

Valor
Bilhete de entrada + 2 Eur

No âmbito da programação proposta para o mês de dezembro, decorre no dia 15, pelas 11 horas, uma visita orientada dedicada ao tema «Escultura de Devoção do século XIII ao século XVIII».

 

De diferentes épocas, proveniências e materiais. Assim é a escultura que vamos observar nesta visita orientada. Descontextualizada do espaço original, a sua história interliga-se com a do Museu.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem origem no Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil (1832-34).

 

Com a extinção das ordens religiosas recolheram-se obras, entre outros, nos mosteiros de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra. Conhecido como Museu Portuense, ficou instalado no extinto Convento de Santo António da Cidade, na praça de S. Lázaro, vindo a ser formalizado por decreto em 1836 por D. Maria II.

Visita Orientada «Uma casa onde não nos perdemos»

7 de Dezembro, 2023

Público
Jovens e adultos

 

Duração
50 minutos

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

 

Valor
Gratuita

Agendada para o próximo dia 14 dezembro, com entrada gratuita, nesta visita o participante é desafiado a explorar a arquitetura do edifício onde está instalado o Museu Nacional Soares dos Reis desde 1940.

 

Numa comparação feita com outros edifícios e outras funcionalidades, será possível compreender a planta do Palácio dos Carrancas.

 

A partir de uma dupla visão de fora para dentro e de dentro para fora, o visitante percorre múltiplos espaços e toma consciência das formas e módulos que estão na base do pensamento neoclássico.

 

O Palácio dos Carrancas foi mandado construir em 1795 pela família Morais e Castro, descendente de cristãos-novos, pertencente à burguesia portuense e que enriqueceu com a Fábrica de Tirador de Fio de Ouro e Prata aqui instalada. O edifício, com unidade fabril e residência, testemunhou e foi palco de acontecimentos sociais, militares e políticos ao longo do século XIX.

 

Marcadamente urbano e seguidor do estilo Neoclássico, que se instalava então no Porto, o Palácio teve um carater único em contexto de construção privada. Tudo aponta para a intervenção dos arquitetos municipais Joaquim da Costa Lima Sampaio e José Francisco de Paiva. A fachada, de grande clareza de desenho, dividia o edifício em dois corpos horizontais.

 

A distribuição seguia a hierarquia do antigo regime e os tratados de Arquitetura: andar nobre, pátio fechado com muro alteado, separação da manufatura e operários e a quinta recuada. O luxo afirmava-se nos espaços interiores, nomeadamente no andar nobre, permanecendo ainda dessa época a Sala de Jantar e a Sala da Música.

 

A grandiosidade do edifício associou-o ao cenário dos grandes acontecimentos político-militares da cidade. Por exemplo, durante a primeira invasão francesa, foi considerado um local estratégico e ocupado pelo marechal Soult. Pouco depois, estabelecia-se aqui o seu sucessor no comando militar da cidade, chefe do exército libertador, o general Arthur Wellesley.

145 anos da escultura «Flor Agreste» de Soares dos Reis

6 de Dezembro, 2023

Considerada uma das obras mais emblemáticas de António Soares dos Reis, a escultura Flor Agreste, em gesso patinado, foi executada em 1878, há precisamente 145 anos.

 

Supõe-se que o modelo da Flor Agreste era filha de uma carvoeira que passava por perto do atelier de Soares dos Reis. A menina foi retratada em 1878, quando Soares dos Reis aguardava a construção da sua casa-oficina na Rua Luís de Camões, em Vila Nova de Gaia.

 

A escultura em mármore foi vendida numa exposição-bazar do Centro Artístico Portuense, de que Soares dos Reis foi um dos fundadores, realizada em 1881, no Palácio de Cristal.

 

Postumamente, o modelo em gesso da Flor Agreste serviu de matriz para diversos tipos de reprodução, em vários tamanhos e materiais, conferindo à obra uma difusão extraordinária.

Considerado um dos maiores escultores portugueses do séc. XIX, António Manuel Soares dos Reis nasceu a 14 de Outubro de 1847, na freguesia de S. Cristóvão de Mafamude, Vila Nova de Gaia.

 

Era filho de Manuel Soares Júnior, proprietário de uma mercearia a retalho, e de sua mulher Rita do Nascimento de Jesus.

 

Aos 20 anos, António Soares dos Reis tornou-se pensionista do Estado no estrangeiro. Em 1867 partiu para Paris, onde frequentou o atelier de M. Jouffroy e a École Imperiale et Speciale des Beaux Arts.

 

Findo o período do pensionato regressou a Portugal, chegando a Vila Nova de Gaia nos primeiros dias de Setembro de 1872. Foi nessa altura que Soares dos Reis apresentou O Desterrado como prova documental do aproveitamento dos seus estudos, de modo a justificar a sua permanência no estrangeiro, ao abrigo da bolsa de Estudo.

 

Ainda nesse ano, a 23 de Dezembro, foi nomeado Académico de Mérito pela Academia do Porto.

 

A partir de 1881, leciona Escultura na Escola de Belas-Artes do Porto, embora discorde da orgânica do ensino.

 

Soares dos Reis é admirado pelos seus contemporâneos, recebe encomendas, participa em concursos e exposições, concebe monumentos públicos. A doença e insatisfação levam-no ao suicídio, em 1889, no seu atelier.

Portreto de la Animo: Exposição regista mais de 31.500 visitantes

6 de Dezembro, 2023

Mais de 31.500 pessoas já visitaram a Exposição “Portreto de la Animo Art Brut Etc.”, no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Trata-se de uma exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

 

Composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, a mostra integra, igualmente, várias peças do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, colocadas em diálogo com as peças da Coleção Treger Saint Silvestre, de que são exemplo o Busto-Relicário de São Pantaleão; a Máscara mortuária de Soares dos Reis, de José Joaquim Teixeira Lopes; o Escarrador, de Rafael Bordallo Pinheiro; e o óleo Mãe e Filha, de Sarah Afonso; entre outras.

Iniciada na década de 1980, a Coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva, integra um numeroso acervo de obras de Arte Bruta, sendo uma das mais importantes e extensivas coleções privadas no mundo e contando com um largo número de autores reconhecidos.

 

A exposição “Portreto de la Animo“ é um recorte desta magnífica coleção que reúne um núcleo de obras focadas no retrato e no autorretrato.

 

Os retratos revelam uma figura interior, uma criatividade e invenção particularmente viva, como se pode observar nas obras de Aloïse Corbaz, Ted Gordon, James Deed, Edemund Monsiel, Aleksander Lobanov, Alessandra Michelangelo ou do português Jaime Fernandes, entre outros. Muitos deles parecem ser autorretratos que reivindicam uma existência da qual estes artistas foram e se sentiram privados.

 

A exposição “Portreto de la Animo” é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

 

Estará patente ao público até 31 dezembro 2023. Consulte a programação paralela da exposição e participe.

Em dezembro, descobrimos a Visitação de Aurélia de Souza

5 de Dezembro, 2023

Público
Jovens e adultos

 

Ingresso
Entrada gratuita

 

Inscrições
Formulário online  (com 48 horas de antecedência)

Peça do Mês: Visitação de Aurélia de Souza

13 dezembro (4ª feira), 18h00
15 dezembro (6ª feira), 13h30

Público | Jovens e adultos
Sessão comentada por Paula Azeredo

 

Numa visão pessoal, reveladora da sua espiritualidade, Aurélia de Souza transporta a passagem bíblica da Visitação da Virgem Maria à sua prima Isabel (Lc.1, 36-56) para o seu espaço de trabalho e convida-nos a contemplar uma outra narrativa onde o sagrado e o humano se conjugam de forma singular.

 

Antiga estudante da Academia Portuense de Belas Artes, Maria Aurélia Martins de Souza (1866-1922) é reconhecida, essencialmente, pela sua pintura inconvencional e vanguardista, mas, também pelos seus trabalhos de desenho, ilustração e fotografia.

 

Natural da cidade de Valparaíso (Chile), onde nasceu a 13 de junho de 1866, fixou-se no Porto, aos três anos de idade, juntamente com os pais, emigrantes portugueses na América Latina. Foi na Invicta que iniciou a sua aprendizagem artística com lições particulares de desenho e pintura de Caetano Moreira da Costa Lima. Aos 27 anos, entrou na Academia Portuense de Belas-Artes, que frequentou entre 1893 e 1898.

 

Em 1899, Aurélia de Souza partiu para Paris para, durante três anos, completar os cursos ministrados por Jean-Paul Laurens e Benjamin Constant, na Academia Julien. Foi nesse período que pintou o famoso “Autorretrato” (1900), hoje integrado na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis.