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Teatro do Bolhão apresenta «O prazer dos objetos»

14 de Novembro, 2023

O Teatro do Bolhão apresenta, no Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis, o espetáculo «O Prazer dos Objetos», dias 24 e 25 de novembro (sexta-feira e sábado), às 19h00, e dia 26 de novembro (domingo), às 16h00.

 

A sessão de domingo, às 16h00, terá tradução em Linguagem Gestual Portuguesa (LGP).

 

A apresentação tem um cariz solidário.

 

A entrada é gratuita e a plateia é convidada a fazer um donativo de qualquer valor para a campanha Unidos pelo Edu*.

 

Inscrição formulário online

Escrita e dirigida por Zeferino Mota, a peça «O Prazer dos Objetos» é apresentada em forma de palestra e aborda questões que se relacionam com património e memória, encontrando na sala de conferências de um museu o seu habitat natural.

 

Uma atriz na personagem de uma historiadora de arte apresenta a comunicação «O prazer dos objetos». A morte recente de uma pessoa próxima fizera-a descobrir como uma ausência significativa sacraliza fotografias, cartas, louças, gestos, etc e como são as relações de afinidade que tornam um objeto verdadeiro; torna-se real através de um vínculo e de uma proximidade.

 

Esta “revelação” é proposta diretamente ao público que ouve a “conferência”: o objeto sagrado pela memória é preservado, reciclado, convidado a ocupar um lugar, pode durar uma vida e pode mesmo ser um legado para futuras gerações; a sua contemplação demorada contrapõe-se ao ritmo do nosso tempo, em que as imagens passam de maneira fugaz pela retina e a multiplicidade de alternativas faz com que não tenhamos obrigação nem necessidade de nos demorarmos num lugar.

 

A biografia partilhada pela “performer” enquanto palestrante só aparentemente é individual; trata-se da história vivida por homens e mulheres que tentam chegar a um lugar que possam chamar lar.

 

Espetáculo precedido de conversa e apresentação da escultura O Desterrado

 

No dia da estreia do espetáculo (24 novembro), no Museu Nacional Soares dos Reis, a equipa técnica e artística do Teatro do Bolhão modera uma conversa, às 17h30, sobre os temas património e memória. Segue-se, às 18h40, e ainda antes do espetáculo, uma apresentação da obra-prima de António Soares dos Reis, O Desterrado. Paula Santos, do Museu Nacional Soares dos Reis, enquadra a emotividade saudosista que a escultura transmite no contexto em que a peça foi produzida, em Roma (1872), como prova final do curso de Escultura.

 

* A campanha Unidos pelo Edu reverte a favor da reabilitação de Eduardo Cunha, jovem de 17 anos e aluno do Curso de Intérprete (Ator/Atriz) na ACE Escola de Artes. Em abril deste ano, teve um acidente numa piscina e sofreu uma lesão grave na cervical, estando agora, depois de um processo difícil e longo nos cuidados intensivos do Hospital de Santo António, em processo intenso de reabilitação. A família que o tem apoiado permanentemente lançou uma campanha de angariação de fundos @unidospeloedu à qual a ACE Escola de Artes, o Teatro do Bolhão e o Museu Nacional Soares dos Reis se associam.

 

O Teatro do Bolhão foi formado em 2002 por um grupo de onze profissionais com direção artística de António Capelo, Glória Cheio, João Paulo Costa, Joana Providência e Pedro Aparício, a que mais tarde se juntou António Júlio. A companhia, sediada no Palácio do Bolhão, tem uma relação sinergética com a ACE Escola de Artes, integrando os/as jovens profissionais formados/as numa equipa de trabalho em constante renovação. Desde 2010, a companhia tem vindo a dinamizar um Serviço Educativo que promove uma relação contínua e orgânica com a região em que se insere através de workshops, laboratórios e oficinas, e ainda através do Teatro Portátil, que leva às escolas obras literárias lecionadas em diferentes níveis de ensino.

 

O Teatro do Bolhão é uma entidade financiada em regime quadrienal pela Direção Geral das Artes – Ministério da Cultura.

Oficina «Como construir uma câmara clara com materiais do dia-a-dia»

14 de Novembro, 2023

25 novembro (sábado), 14h00-16h00
Público | Maiores de 16 anos

 

Valor | Entrada gratuita
Oficina orientada pelo Serviço de Educação, Jorge Coutinho, e pelo Serviço de Conservação e Restauro, Salomé Carvalho

 

Inscrições
se@mnsr.dgpc.pt (até 48 horas de antecedência)

Nesta oficina, pretende-se partilhar um projeto que permite, com materiais simples, provar que é possível criar uma ferramenta ilustrativa de Arte e simultaneamente de Ótica, comprovando ainda que existe muita Ciência na Arte.

 

A câmara clara, ou camera lucida como também é conhecida, é um instrumento auxiliar do desenho muito importante para a fotografia e para a Física Ótica. Este instrumento permite ao utilizador a observação em simultâneo do objeto a desenhar e a superfície de desenho, como um decalque.

 

Através da observação pela câmara clara, o desenhador pode simplesmente documentar os pontos chave da escultura ou imagem a reproduzir, ou decalcar todas as linhas de força da forma ou da composição.

 

Esta atividade está inserida na programação da Semana da Ciência e Tecnologia 2023, a decorrer entre 20 e 26 novembro, com o objetivo de divulgar e promover os cientistas, o que investigam e os seus contributos para o avanço do conhecimento e o bem-estar da sociedade.

 

São realizadas centenas de ações de divulgação de ciência e tecnologia organizadas por instituições científicas, universidades, escolas, museus e centros de ciência em todo o país.

 

Colóquios, exposições, cafés de ciência ou atividades em laboratórios, são exemplos de iniciativas organizadas durante este período que têm vindo a contribuir para uma apropriação da ciência pelos cidadãos. O público, especialmente o mais jovem, tem assim a oportunidade de ficar a conhecer melhor a comunidade científica e os resultados de investigação mais recentes nas mais diversas áreas científicas.

 

A Semana da Ciência e da Tecnologia inclui o Dia Nacional da Cultura Científica , estabelecido a 24 de novembro em homenagem ao professor, poeta e divulgador de ciência Rómulo de Carvalho, que nasceu nesta data. O Dia Nacional da Cultura Científica foi estabelecido em 1996, tendo a celebração da cultura científica sido alargada a uma semana no ano seguinte.

Visita Orientada: O Douro nas coleções do Museu Soares dos Reis

13 de Novembro, 2023

23 novembro (5ª feira), 18h00
Público | Jovens e adultos
Visita orientada por Isabel Rodrigues

 

Valor | Entrada gratuita

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

O ponto de partida desta visita é o catálogo da exposição “O Douro visto por Artistas Plásticos”, realizada no Museu Nacional Soares dos Reis em 1963, integrada nas comemorações da inauguração da Ponte da Arrábida.

 

Nesta visita, revisitam-se notícias de jornais da época, o álbum fotográfico da inauguração da exposição, bem como os catálogos de referência em que estas obras participaram, espólio documental da biblioteca do Museu.

 

Manuel Maria Lúcio, pintor amador, escolheu como mestre o pintor Artur Loureiro. Entre os artistas que frequentaram o atelier-escola nos jardins do Palácio de Cristal, Manuel Maria Lúcio foi um dos discípulos da sua preferência. O Museu Nacional de Soares dos Reis integra desde 1944 uma parte significativa do seu espólio de arte e biblioteca.

 

Em Gaia, na casa onde viveu toda a sua vida, reuniu uma coleção importante, sobretudo em pintura contemporânea, peças de mobiliário, faianças e esmaltes. Além de colecionador, Manuel Maria Lúcio foi um bibliófilo notável.

 

Não tendo cursado a Academia Portuense de Belas Artes, serviu-se de livros e publicações como veículos de cultura artística. Nas telas, tábuas e pastéis que pintou, abundam aspetos das regiões do Alto-Douro e do Vale do Vouga, de Gaia e do Porto, como o Rio Douro, de 1906, exposto no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Joaquim Lopes matriculou-se na Escola de Belas Artes do Porto, em 1906, tendo como mestres José de Brito, em Desenho, e Marques de Oliveira, em Pintura. Este último teve grande influência na sua formação e a amizade e admiração que nutria pelo mestre estão bem patentes na obra que, mais tarde, escreveu sobre ele.

 

No Porto, Joaquim Lopes fez parte da Sociedade de Belas Artes do Porto, apresentando-se nas suas exposições desde 1918 e participando na tentativa de renovação levada a cabo por vários artistas.

 

Na sua vasta obra tocou vários géneros, como a paisagem, que constituiu motivo frequente da sua pintura, dando-lhe um colorido e vigor caraterísticos. Para além do Museu Nacional Soares dos Reis, a obra de Joaquim Lopes encontra-se espalhada por vários museus e instituições públicas, de que são exemplo o Museu do Chiado, em Lisboa, o Museu de Grão Vasco, em Viseu, ou o Museu do Abade de Baçal, em Bragança, e ainda em coleções particulares.

 

Imagem

Museu Nacional Soares dos Reis
N.º de Inventário: 900 Pin CMP/ MNSR
Denominação: Barcos à descarga no rio Douro
Autor: Lopes, Joaquim Francisco
Datação: 1927 d.C.

Visita Comentada «Curadoria de Arte Bruta» com Antonia Gaeta

13 de Novembro, 2023

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco do programa «Arte & Saúde» em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença mental.

 

Portreto de la Animo pode ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 18h00.

 

Inscrições on-line

A programação paralela da Exposição Portreto de la Animo Art Brut Etc. propõe, no dia 22 novembro, uma visita comentada por Antonia Gaeta, dedicada ao tema «Curadoria de Arte Bruta».

 

A visita irá construir-se em torno da palavra “Considerar”, e abordará aborda as obras em exposição através de observações interrogativas, perspetivas de análise etiológica, causas e efeitos. A visita desenvolve-se como um texto que se transforma em opinião e na qual a observação se entrelaça com o pensamento até chegar a um certo discernimento.

 

Antonia Gaeta é Licenciada em Conservação dos Bens Culturais pela Universidade de Bolonha. Mestre em Estudos Curatoriais pela FBAUL e Doutora em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

 

Desde 2003 desenvolve projetos de investigação, edição e exposição com diversas instituições artísticas em Portugal e no estrangeiro e tem textos publicados em catálogos de arte, revistas especializadas e programas de exposições.

 

Foi coordenadora executiva das representações portuguesas nas Bienais de Arte de Veneza (edições 2009 e 2011) e de São Paulo (edições 2008 e 2010) pela DGARTES. Em 2015 inicia a sua colaboração regular com a Coleção Treger Saint Silvestre em depósito no Centro de Arte Oliva. Em Outubro de 2019 abre em Lisboa o VERÃO, um espaço de experimentação no âmbito das artes visuais.

 

Curadora da exposição Ninguém. Só eu., uma mostra que resulta do projeto de residência e de apoio à criação artística coordenado por Antonia Gaeta em torno da exposição Jaime: “vi uma cadela minha com lobos”. Os artistas foram convidados a dialogar com a vida e obra de Jaime Fernandes, artista outsider de culto, mas cuja produção se manteve sobretudo conhecida através do filme Jaime (1974) de António Reis e não tanto pelo contacto direto com os desenhos.

 

Antonia Gaeta propôs uma reflexão sobre o imaginário do autor e das particularidades da sua biografia: Jaime Fernandes (1899-1969) foi diagnosticado com esquizofrenia e internado por mais de três décadas no Hospital Miguel Bombarda (Lisboa); o desenho e a escrita surgiram tardia e inesperadamente nos últimos anos da sua vida, no contexto da reclusão hospitalar.

 

Assim, as obras em Ninguém. Só Eu. tecem fios condutores relacionados com ideias sobre “experiência restrita”; “complementaridade entre experiência e descrição”; “imaginação e memo?ria”, reconfigurando e materializando um mundo interior de leis subjetivas e poéticas.

173º Aniversário de Nascimento do pintor Silva Porto

11 de Novembro, 2023

Assinala-se, hoje, 11 novembro, o 173º Aniversário de Nascimento de Silva Porto, um dos nomes de referência da pintura naturalista em Portugal.

 

António Carvalho da Silva nasceu no Porto (nome da terra natal que adotou para apelido artístico), em 1850, e faleceu em Lisboa, em 1893, com apenas 43 anos.

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.

 

Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.

 

Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.

 

Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.

 

De entre as inúmeras obras de Silva Porto expostas no Museu Nacional Soares dos Reis destacamos o óleo sobre tela Colheita – Ceifeiras (na imagem). Esta obra integrou a Doação Honório de Lima (DHL) feita a favor da Câmara Municipal do Porto em 1941.

 

Elisa Adelaide Bessa Lima, viúva de Eduardo Honório de Lima, em cumprimento da disposição do marido, doou à Câmara Municipal do Porto, em 1941, 21 quadros da autoria de Silva Porto. O conjunto destas 21 obras consta do Inventário Geral do Museu Municipal do Porto de 1938/39, cujo acervo foi depositado no Museu Nacional de Soares dos Reis em 1940/41, conforme o Decreto-Lei 27.879 de 21 julho de 1937.

 

Foto da capa: António Carvalho da Silva Porto (1850-1893), artista português, numa gravura publicada em 1886, no Diario Illustrado (@Biblioteca Nacional de Portugal)

Lançamento do livro infantil «Era uma vez um bicho invisível»

10 de Novembro, 2023

«Era uma vez um bicho invisível» é o título do livro infantil que será apresentado no próximo dia 26 novembro, no Museu Nacional Soares dos Reis, a partir das 15 horas.

 

Com autoria de Maria Amélia Paiva e ilustrações de Joyce Veiga, o livro infantil “Era uma vez um bicho invisível” remete para o período da pandemia pelo vírus SARS-CoV-2 (Covid) e as suas consequências.

 

Os desafios enfrentados nessa altura são narrados e ilustrados com algum humor, para lembrar que o Mundo é feito de imprevistos, e que cada um de nós pode ter sempre um papel ativo a desempenhar.

Maria Amélia Paiva

Licenciada em História, variante Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e Mestre em História da Arte em Portugal pelo Departamento de Ciências e Técnicas do Património, professora e dinamizadora cultural.

 

Tem várias publicações académicas na área de arquitetura civil, com especial enfoque para a casa nobre do concelho de Ponte de Lima. É autora do livro “As portadas no concelho de Ponte de Lima: estruturas, funções e significados”, publicado pela Câmara Municipal de Ponte de Lima, e de diversos artigos em revistas.

 

Participou em congressos nacionais e internacionais com apresentações públicas de trabalhos resultantes da sua investigação. Trabalhou, igualmente, para empresas privadas com trabalhos escritos. Criadora de dois grupos seniores UPA (Unidos pela Arte) e Mais Além, que têm o objetivo de dinamizar a vida dos mais velhos, devolvendo-lhes dignidade e qualidade de vida através de novas experiências culturais.

 

Joyce Veiga

Formada em Engenharia Agronómica pela Universidade de São Paulo, e Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Trabalhou durante 15 anos nas áreas automotiva e do petróleo.

 

Há 8 anos mudou radicalmente a sua carreira para seguir o seu sonho de trabalhar com desenho. Vive em Portugal há 4 anos.

 

Criou mais de 700 desenhos para clientes no Brasil, Estados Unidos e Europa, e ilustrou os seguintes livros: Veiga, Joyce ­ Marina, a Menina Grande. São Paulo, Brasil: Chiado Editora, 2018; Fagundes, Antoniele ­ Sua Casa: Estilo de Vida, Organização e Decoração. São Paulo, Brasil: Chiado Editora, 2018; Camacho, Artur; Araújo, Eduardo Guilhon ­ Os Meninos que Gostavam de Escrever. Rio de Janeiro, Brasil: Editora Pragmatha, 2023; Paiva, Maria Amélia – Era uma vez um bicho invisível. Porto: Edições Esgotadas, 2023.

Museu acolhe Conferência «Escultura e a obra de Delfim Maya»

10 de Novembro, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo dia 25 novembro, pelas 16 horas, a Conferência «Escultura e a obra de Delfim Maya», evento que integra a realização de uma Mesa-Redonda, Lançamento de Livro e apresentação do Prémio Delfim Maya.

 

A obra de Delfim Maya convoca diversas questões de inequívoco sincronismo com a modernidade da escultura portuguesa e europeia, sendo esses aspetos abordados por Fátima Lambert e Samuel Rama. Maria Maya, neta do escultor, apresentará o seu mais recente livro «O Modernismo de Delfim Maya», seguindo-se uma breve apresentação do prémio Delfim Maya.

 

O Prémio Escultor Delfim Maya visa dar a conhecer a obra do escultor Delfim Maya (Porto, 1886 – Lisboa, 1978), o primeiro a introduzir em Portugal a escultura em folha de metal recortada, em 1934.

Maria José Maya

Tem um Mestrado em História de Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, concluído em 2022.

 

Neta de Delfim Maya, investiga e escreve sobre ele desde há muitos anos.

 

É promotora do prémio escultor Delfim Maya, que decorre até final de dezembro de 2023, em colaboração com a ESAD.CR – Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, com a Liga dos Amigos do Museu José Malhoa e com algumas Instituições de Ensino Superior.

 

Organizou a conferência e a exposição “Um modernista autodidata: Delfim Maya (1886- 1978)” na BNP- Biblioteca Nacional.

 

Participou no catálogo digital da “História das Exposições de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian”, escrevendo sobre Delfim Maia, Hein Semke, Canto da Maia e Emmerico Nunes, em 2019.

 

Fátima Lambert

Licenciada em Filosofia (1982), Mestre em Filosofia/Estética (1986) e Doutorada em Estética/Filosofia — Faculdade de Filosofia Braga/U. Católica Portuguesa (1998). É Professora Coordenadora — Estética e Educação — na Escola Superior Educação/Politécnico do Porto, onde coordena a licenciatura Gestão do Património e o Mestrado Património, Artes e Turismo Cultural.

 

Coordena a linha de investigação de Cultura, Arte e Educação — InED (FCT)/ESE-P.Porto, de que foi diretora. Integra várias comissões científicas e editoriais de revistas científicas em Portugal, Espanha e Brasil. É Crítica de Arte (membro da AICA) e Curadora Inde-pendente. Linhas de investigação privilegiadas: Educação Estética e Arte Contemporânea; [In]visibilidade da mulher na história: pensamento, obra e ação; Viajantes: escritores e artistas no séc. XIX; Paisagem, Viagem e Utopia; Escrita, Imagem e Performance — intermedialidade. Publica regularmente em revistas científicas, autora de livros e monografias.

 

Samuel Rama

Licenciado em Artes Plásticas, na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, onde é docente desde 2003. Doutorado em Artes Visuais em 2013. Investigador do LIDA – Laboratório de Investigação em Design e Artes.

 

A sua atividade incide na pesquisa da intrincada e complexa relação entre os meios da escultura, desenho e fotografia com as noções de paisagem. De entre as suas exposições individuais destacam-se: Habitar a Penumbra (2005), Módulo – Centro Difusor de Arte, Porto; MAGMA (2008), Galeria 111 – Lisboa e Porto, SCANNING (2010) Arquivo Fotográfico de Lisboa, Lisboa; MEGAPARSECS (2012) Teatro da Politécnica, Lisboa.

 

Finalista nos prémios IV International Expanded Painting Prize (2007), Museo de Bellas Artes de Castellón, Espanha e na X Mostra Internacional UNION FENOSA (2008), Museo de Arte Contemporâneo União Fenosa, Coruña, Espanha.

Exposição Portreto de la Animo propõe Oficina e Performance

10 de Novembro, 2023

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco do programa «Arte & Saúde» em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença mental.

 

Portreto de la Animo pode ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 18h00.

 

Inscrições on-line

A programação paralela da Exposição Portreto de la Animo Art Brut Etc. propõe, no dia 19 novembro, uma oficina e uma performance relacionadas com o movimento e a coreografia.

 

Agendada para as 10h30, a Oficina «Um passeio pela natureza do corpo» pretende lançar um desafio relacionado com as múltiplas leituras sobre o corpo enquanto paisagem, máquina ou animal. Como o movimento e a sua coreografia nos podem abrir novas narrativas sobre o corpo, o olhar o outro e o sermos natureza.

 

A atividade, com duração de 1h30, é dirigida a famílias e público em geral, tendo participação gratuita.

 

Pelas 12h00, será apresentada a performance «IO – Paisagens, Máquinas, Animais», a primeira peça de uma série de trabalhos de Né Barros que se movem entre Paisagens, Máquinas e Animais. A peça IO vai buscar o nome a uma das quatro grandes luas de Júpiter que, apesar de estar localizada numa região gélida, se carateriza por ser o local com maior atividade vulcânica do Sistema Solar.

 

É com este título que José Alberto Gomes lança o seu disco, que parte da manipulação e desconstrução do timbre rico e hipnótico do saxofone barítono e que se estrutura numa obra de um só fôlego, paciente, de inúmeras camadas, assumidamente influenciado pelo universo da ficção científica e fortemente marcado pelos tons introspetivos sempre presentes no percurso de BlacKoyote (editora do disco). É este ambiente de extremos e de contrastes que também inspira a peça final dirigida por Né Barros, que assume uma forma híbrida entre concerto e performance.

 

A atividade, com duração de 50 minutos, é dirigida a famílias e público em geral, tendo entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

 

Notas biográficas

NÉ BARROS

Coreógrafa e bailarina, investigadora no Instituto de Filosofia da Universidade do Porto no grupo de Estética, Política e Conhecimento. Tem desenvolvido o seu trabalho artístico em conexão com os seus estudos académicos e pesquisas. Iniciou a sua formação em dança clássica e, posteriormente, trabalhou em dança contemporânea e composição coreográfica nos Estados Unidos (Smith College). Doutorada em Dança (Universidade de Lisboa) e Master in Dance Studies (Laban Centre, Londres). Concluiu um Pós-Doutoramento no Instituto de Filosofia sobre a estética das performances. Estudou Teatro (ESAP). Como coreógrafa, tem colaborado com artistas visuais, fotógrafos, realizadores de cinema, encenadores e músicos.

 

 

JOSÉ ALBERTO GOMES

Músico, artista sonoro e curador. Completou o curso de piano do Conservatório do Porto e, em 2007, finalizou a licenciatura em Composição na ESMAE. Doutorado em Computer Music pela Universidade Católica Portuguesa, tem estado ligado ao ensino na área da arte e novos media. Atualmente é coordenador do Serviço Educativo Braga Media Arts (Cidade Criativa da UNESCO no domínio das Media Arts) onde desenvolve e orienta conteúdos, espetáculos e projetos de criação artística ligada às novas tecnologias na arte, comunidade e educação. É docente na Escola das Artes – UCP, no Mestrado em Engenharia em Desenvolvimento em Jogos Digitais – IPCA e no Doutoramento de Media e Arte Digital na Universidade Aberta.

Em novembro, descobrimos o conjunto de livros Mangá de Hokusai

9 de Novembro, 2023

Público
Jovens e adultos

 

Ingresso
Entrada gratuita

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

Peça do Mês Mangá de Hokusai
29 novembro (4ª feira), 13h30
30 novembro (5ª feira), 18h30
Público | Jovens e adultos
Sessão comentada por Ana Anjos Mântua

 

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, na rubrica A Peça do Mês – A Escolha do Público, o conjunto de livros Mangá de Hokusai. As sessões comentadas decorrem nos dias 29 novembro (13h30) e 30 novembro (18h30). Inscrições a decorrer.

 

Mangá de Hokusai é uma coleção de esboços de diversos temas realizados pelo artista japonês Katsushika Hokusai.

 

Paisagens, ?ora e fauna, vida quotidiana, religião e o universo sobrenatural são os assuntos abordados nos 15 volumes, cuja publicação teve início em 1814.

 

Dos 15 volumes originais, Fernando de Castro adquiriu 13 que integram um recorte da sua coleção dedicada ao Oriente.

 

O artista japonês Katsushika Hokusai (1760-1849) começou uma formação como escultor aos 15 anos de idade. Dedicou depois a sua longa vida quase exclusivamente à criação de estampas em blocos de madeira colorida e usou cerca de 30 nomes de artistas diferentes.

 

A sua obra mais famosa é “A Grande Onda de Kanagawa” da série “36 Views of Fuji”. O seu estilo inspirou artistas como Vincent van Gogh, Paul Gauguin e Gustav Klimt e contribuiu também para o movimento de Japonismo.

Visita baseada no Estudo científico da escultura de Soares dos Reis

8 de Novembro, 2023

Sábado 18 novembro, 11H00
Duração: 1h (aprox.)
Visita orientada por Salomé Carvalho
Mínimo de 5 pessoas e máximo de 20 pessoas

Inscrições aqui

 

Iniciativa exclusiva para membros do Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

No âmbito da programação proposta para o mês de novembro, decorre no dia 18, pelas 11 horas, uma visita orientada baseada no Estudo técnico-científico da escultura de Soares dos Reis.

 

Esta visita desenrola-se em formato de roteiro, abrangendo algumas esculturas estudadas no âmbito do projeto de investigação GEO-SR – Abordagem multidisciplinar à alteração, alterabilidade e conservação da obra escultórica geomaterial de Soares dos Reis: reavaliação de paradigmas museológicos e criação de valor para sociedades em mudança, através do Património Cultural.

 

GEO-SR é um consórcio de investigação liderado pelo CITAR (EA-UCP), contando ainda com investigadores do GeoBioTec (U. Aveiro), Centro de Física (U. Minho), Construct (FEUP) e do Museu Nacional Soares dos Reis (DGPC-MC) e com parcerias internacionais dos Museus Rodin e Camille Claudel e da Galeria Nacional de Arte Moderna – Roma.

 

O projeto visou o estudo de 35 esculturas de Soares dos Reis, no sentido de colmatar uma lacuna profunda de conhecimento científico e tecnológico respeitante às componentes materiais, conservativas e simbólicas da escultura geomaterial europeia do século XIX.

 

A informação obtida será aplicada à elaboração de métodos de avaliação portáteis, não invasivos e mais acessíveis com vista à redefinição de questões éticas e protocolos de conservação, exposição, armazenamento, manuseamento, segurança e transporte destes objetos.

Faça parte dos Amigos do Museu

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Visita Orientada pelo universo dos Escultores contemporâneos

8 de Novembro, 2023

Escultores contemporâneos
17 novembro (6ª feira), 11h00
Público | Jovens e adultos
Valor | bilhete de entrada + 2 EUR
Visita orientada por Paula Santos

 

Inscrições: Formulário online (com 48 horas de antecedência)

Artistas de renome da escultura do século XX retomaram o seu lugar na exposição de longa duração do Museu, ao fim de mais de três décadas de afastamento do público.

 

Neste reposicionamento, a seleção de peças foi alargada tornando possível uma noção mais clara acerca da continuidade da disciplina, do naturalismo à escultura modernista.

 

Nesta visita, conduzida por Paula Santos Triães, Gestora de Coleção, são apresentados escultores portugueses relevantes, alguns na linhagem de Teixeira Lopes, o Grand Prix da Exposição Universal de 1900.

 

Biografia de António Teixeira Lopes

Discípulo de António Soares dos Reis e autor, entre outras, da icónica escultura Infância de Caim (na imagem), António Teixeira Lopes nasceu a 27 outubro 1866, em Vila Nova de Gaia.

 

António Teixeira Lopes (1866-1942) iniciou a aprendizagem de escultura com o seu pai, o escultor José Joaquim Teixeira Lopes, e foi discípulo de Soares dos Reis, na Academia Portuense de Belas-Artes, de Cavalier e Barrias, na École de Paris.

 

Em 1889, assume já um estilo próprio em Caim (Museu Nacional de Soares dos Reis), caraterizado pelo dramatismo da expressão facial e corporal que manterá ao longo da sua obra, como nas peças A Viúva e Caridade (Museu do Chiado), nas alegorias à História (no jazigo de Oliveira Martins, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa) e à Dor (estátua funerária no Cemitério de Agramonte, no Porto).

 

Tratou, essencialmente, temas religiosos para igrejas e hospitais, como Rainha Santa Isabel (Igreja de Santa Clara-a-Nova), Senhora de Fátima (Hospital de Fátima) e Santo Isidoro (Igreja Paroquial de Santo Isidoro, em Marco de Canaveses).

 

Pontualmente dedicou-se à escultura monumental nas homenagens a Soares dos Reis (Gaia), Infante D. Henrique, Afonso de Albuquerque, Camões, Antero de Quental, Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós (esta no Largo Barão de Quintela, em Lisboa).

 

Foi professor de escultura na Escola de Belas-Artes do Porto e foi condecorado com a 1.ª medalha do Grémio Artístico (1897), com o Grand Prix do Salon de Paris (1900) e a Grã-Cruz de Santiago da Espada.

Capa da Vogue Portugal fotografada no Museu Soares dos Reis

7 de Novembro, 2023

Já está disponível a edição de novembro da revista Vogue Portugal, cujo editorial é dedicado às artes. Uma das capas deste mês apresenta a modelo Kirsi Pyrhönen fotografada na Sala de Escultura do Museu Nacional Soares dos Reis, junto ao gesso da Estátua de Brotero, de autoria de António Soares dos Reis.

 

Este número da revista Vogue Portugal é “dedicado a todo o género de artes, como a Moda, celebrando obra e artista mas, acima de tudo, a criatividade e a audácia de quebrar barreiras através da expressão artística”.

 

“Quando a poeira dos séculos assenta, o que resta de cada civilização não são os seus dogmas e as suas ideologias, nem as suas razões para ir à guerra, mas as suas artes”, escreve a diretora da revista, Sofia Lucas, para a edição de novembro desta revista mensal, direcionada para o público feminino.

 

Recorde-se que esta não é a primeira experiência do Museu Nacional Soares dos Reis na ligação ao universo da moda. Em outubro do ano passado, por exemplo, o Museu Nacional Soares dos Reis foi um dos palcos do Portugal Fashion.

 

As coleções de Diogo Miranda, Huarte e Alves/Gonçalves foram apresentadas no Jardim das Camélias, no Picadeiro e no Jardim do Velódromo Rainha D. Amélia, com o Museu Nacional Soares dos Reis a servir de cenário para as novas criações.

149º Aniversário de Nascimento de António Fernandes de Sá

7 de Novembro, 2023

O escultor e professor António Fernandes de Sá nasceu em Avintes, Vila Nova de Gaia, a 7 de Novembro de 1874.

 

Entre as principais obras de António Fernandes de Sá conta-se, entre muitas outras, «A Cabeça de Velha», com evidentes influências de Rodin, cuja versão em bronze foi comprada pelo governo francês e a versão de mármore (na foto) se guarda no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto.

António Fernandes de Sá nasceu em Avintes, Vila Nova de Gaia, a 7 de Novembro de 1874. Na infância acompanhava o pai até à oficina de marmorista e fundidor de trabalhos em gesso na antiga Rua dos Lavadouros, no Porto, rua que veio a dar lugar à Avenida dos Aliados.

 

Em 1888 inscreveu-se na Escola de Belas Artes do Porto onde frequentou os cursos de Arquitetura, Pintura, Escultura e Desenho Histórico e foi discípulo, entre outros, do mestre Marques de Oliveira, na disciplina de Desenho.

 

Em 1895, com Tomás Alberto de Moura, Eduardo da Costa Alves Júnior e Abel de Vasconcelos Cardoso concorreu ao pensionato do Estado no estrangeiro, na classe de Escultura. Depois de classificado em primeiro lugar, Fernandes de Sá seguiu até Paris em 1896.

 

Na capital francesa, onde sofreu a influência da obra de Auguste Rodin (1840-1917), frequentou a Academia Julien, na qual foi discípulo de Denys Puech (1854-1942); a classe de Escultura de Alexandre Falguière (1831-1900), na École des Beaux-Arts; e a classe de Desenho de Louis-Auguste Girardot (1856-1933), na Académie Colarossi.

 

Foi admitido no Salon (1898) e participou na Exposição Universal de Paris (1900), mas não confraternizou com os artistas portugueses aí residentes, nem mesmo com o condiscípulo António Carneiro. O seu único companheiro foi o pintor Eugénio Moreira, com quem passou uns dias na Bélgica e na Holanda, na Páscoa de 1899.

 

Terminado o pensionato regressou a Portugal, em 1901. Casou com Lúcia de Araújo Lima, sua conterrânea, mulher culta e com vocação para o ensino, da qual teve três filhos: Manuel, António e Álvaro. No Porto, montou um atelier, na Rua Álvares Cabral.

 

Em 1902 enviou trabalhos para a Exposição de Belas Artes de Lisboa, sendo, de novo, premiado. No ano seguinte foi eleito Académico de Mérito da Academia Portuense de Belas Artes.

 

Anos depois, em 1917, transferiu o seu atelier para a Rua da Constituição, localização mais próxima do Colégio Araújo Lima, propriedade da família da mulher. Nesta escola, participou na formação artística dos seus alunos e, após a morte da companheira, assumiu a direção do estabelecimento de ensino.

 

A viuvez e a morte de Álvaro, o seu filho mais novo, isolaram-no do mundo.

 

Entre as principais obras de António Fernandes de Sá conta-se, entre muitas outras, «A Cabeça de Velha», com evidentes influências de Rodin, cuja versão em bronze foi comprada pelo governo francês e a versão de mármore (na foto) se guarda no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto.

 

Morreu na sua casa do Largo de Magarão, em Vila Nova de Gaia, a 26 de Novembro de 1959.

(Fonte: Universidade Digital / Gestão de Informação, 2009)

 

O busto «A Cabeça de Velha», de contorno irregular, deixa evidente a pedra mármore, matéria onde emerge a figura de uma idosa, de pálpebras descaídas e ossos salientes de um rosto magro; o tronco despido deixa ver as clavículas e o pescoço esguio.

 

O artista confronta-nos com a crua realidade da beleza perdida. Baseia-se seguramente num tema que recua a 1887 referindo-se, em concreto, a uma das pilastras das Portas do Inferno de Auguste Rodin, a quem se fica a dever também, com esta figuração, o impressionante mármore Celle qui fut la Belle Heaulmière.

 

Foto de capa: António Fernandes de Sá @Arquivo Municipal do Porto

Visita O pintor em busca do arco-íris – algumas histórias da cor

6 de Novembro, 2023

10 novembro (6ª feira), 15h00
Público | Jovens e adultos
Valor | bilhete de entrada + 2 EUR

Visita orientada por Ana Paula Machado

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

 

Nesta visita à exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis são narrados alguns episódios da atribulada história das cores e dos artistas e artesãos que as produziram e usaram.

 

Propõem-se novas perspetivas e modos de aproximação à pintura. Faz-se a ponte entre a pintura dos séculos XVI a XIX e os nossos dias, através da cor e dos materiais usados para a produzir, tanto na arte como na roupa que usamos todos os dias.

“Uma pintura, seja ela mural ou de cavalete, é formada por um conjunto de materiais de diferente natureza química organizados numa estrutura em camadas.

 

A face visível da pintura, onde se misturam cores e formas, é constituída pelas camadas mais superficiais, de que fazem parte o verniz, quando existente, por um lado, e os pigmentos, os corantes e os aglutinantes, por outro.

 

Estas camadas são aplicadas sobre uma preparação, ela própria contendo pigmentos, e esta sobre o suporte ou então encontram-se estas camadas cromáticas diretamente colocadas sobre o suporte – que, em qualquer um dos casos, pode ser de tela, madeira, alvenaria, vidro, metal ou outro material.

 

Os pigmentos, no sentido restrito do termo, são geralmente materiais de origem inorgânica, cristalinos e insolúveis, utilizados pela cor que apresentam. Distinguem-se dos corantes, igualmente usados por causa da sua cor, pelo facto de estes serem materiais orgânicos normalmente solúveis.

 

Nalgumas situações, porém, têm sido utilizados materiais compósitos que resultam da deposição dos corantes à superfície das partículas de um pigmento branco transparente, materiais estes que em português recebem o nome de lacas (…)”*.

 

 

* António João Cruz «A matéria de que é feita a cor. Os pigmentos utilizados em pintura e a sua identificação e caracterização» Comunicação aos “1.os Encontros de Conservação e Restauro – Tecnologias”, Instituto Politécnico de Tomar, 2000.

Visita Orientada «Entre o sol que desenha e a sombra do atelier»

6 de Novembro, 2023

No âmbito da programação proposta para o mês de novembro, decorre no próximo dia 9, pelas 18 horas, a visita orientada por Paula Azeredo «Entre o sol que desenha e a sombra do atelier», com participação gratuita.

 

Nesta visita, as atenções recaem sobretudo nas pinturas de Silva Porto (1850-1893), Marques de Oliveira (1853-1927) e Henrique Pousão (1859-1884). O circuito completa-se, contudo, com outros artistas que deixaram marcas na cidade do Porto da primeira metade do século XX.

 

Formulário online (com 48 horas de antecedência)

Em 1867, as Academias de Belas Artes iniciam a atribuição de bolsas a alunos no estrangeiro. Silva Porto (1850-1893) e Marques de Oliveira (1853-1927) foram os primeiros bolseiros em Pintura.

 

Ingressaram na École des Beaux-Arts de Paris em 1873 e, na floresta de Barbizon, conviveram com um grupo de artistas seguidores da pintura de ar livre focando-se nos efeitos da luz sobre a paisagem.

 

Também Henrique Pousão seguiu para Paris em 1880. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Biografias

António Carvalho da Silva Porto (1850 – 1893)

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.

 

Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.

 

Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.

 

Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.

 

João Marques de Oliveira (1853 – 1927)

Começou a sua aprendizagem artística muito novo com o mestre particular António José da Costa, matriculando-se em seguida na Academia Portuense de Belas Artes.

 

Colega de curso de Silva Porto, com ele continuaria, entre 1873 e 1879, como pensionista do Estado no estrangeiro, Marques de Oliveira na classe de Pintura Histórica, Silva Porto na de Pintura de Paisagem. Partiu para Paris no final de 1873 e em 1874 inscreveu-se na Escola Nacional de Belas Artes de Paris.

 

Ligado à pintura histórica por dever de pensionato e, mais tarde, de docência, Marques de Oliveira manifestou sempre uma grande sensibilidade pela natureza e pelos estudos de paisagem, que tentou fixar em pequenas impressões. A sua atividade como professor foi notável, levando os alunos ao contacto direto com a natureza, mas insistindo sempre na qualidade do desenho como base de qualquer obra.

 

À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do naturalismo em Portugal. Faleceu em 1927 e em 1929 foi-lhe prestada homenagem no Porto com a inauguração de um monumento (de autoria de Soares dos Reis) em sua honra, no Jardim de S. Lázaro.

 

Henrique César de Araújo Pousão (1859-1884)

Desde cedo que a família lhe reconhecera talento, manifesto sobretudo em retratos a lápis. Com 10 anos passa a residir em Barcelos e, em 1872, fixa-se no Porto. É nesta cidade que frequenta o atelier do pintor António José da Costa para preparar a entrada na Academia Portuense de Belas-Artes (1872). Muito influenciado por Marques de Oliveira, regressado de Paris em 1879, Pousão ganha o concurso de pensionista, chegando a Paris no final do ano de 1880, acompanhado de Sousa Pinto (1856 – 1939).

 

Em Espanha, tinha visitado já o Museu do Prado e antes de ingressar no atelier de Cabanel e de Yvon, visitou também galerias de arte e museus em Paris, e conheceu o Impressionismo, especialmente em 1881 na região francesa de Puy-de-Dômes, aldeia de Saint-Sauves.

 

Neste ano, muda-se para Roma, onde aluga um atelier e, em 1882, produz significativas obras, também em Nápoles e Capri. Paisagens de um poético e vibrante cromatismo, em exercícios de captação de luz, pinturas de género como Cecília (MNSR), e retratos, com Senhora Vestida de Preto (MNSR), realizado já em Paris, revelam a sua modernidade, invulgar no panorama artístico português.

 

Vitimado aos 25 anos pela tuberculose, a sua obra adquire importância décadas mais tarde.

94º Aniversário de Falecimento de Columbano Bordalo Pinheiro

6 de Novembro, 2023

No dia 6 novembro de 1929, faleceu Columbano Bordalo Pinheiro, pintor naturalista e realista português.

 

Fazia parte do “Grupo do Leão” (do qual Silva Porto era considerado o chefe), que integrava José Malhoa, António Ramalho, João Vaz e Moura Girão, entre outros.

Columbano era filho do escultor e também pintor Manuel Maria Bordalo Pinheiro.

Anos após completar a sua formação (pintor Miguel Ângelo Lupi e o escultor Simões de Almeida foram seus mestres), rumou a Paris, beneficiado por uma bolsa de estudos custeada pelo rei consorte D. Fernando II de Portugal, já viúvo da rainha D. Maria II de Portugal.

 

De regresso a Portugal, juntou-se ao “Grupo do Leão”, o qual tencionava renovar a estética das composições na arte do país. Deste período, ficaram celebres os retratos de Ramalho Ortigão, Teófilo Braga, Eça de Queirós e Antero de Quental, por ele pintados.

 

Tornou-se, em 1901, professor de pintura histórica na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde se formara na sua juventude.

 

Na cervejaria Leão d’Ouro, reunia-se habitualmente um grupo de artistas e escritores que ficou conhecido pela designação de “Grupo do Leão”. Deste grupo, que ficaria imortalizado no quadro de Columbano com o mesmo título (na foto), e no meio do qual Silva Porto era considerado o chefe, faziam parte os pintores da “geração naturalista de Lisboa”, José Malhoa, António Ramalho, João Vaz, Columbano, Moura Girão, Rafael Bordalo Pinheiro, Ribeiro Cristino, Rodrigues Vieira e Cipriano Martins.

 

Proporcionava-se o convívio entre artistas que tinham em comum o desejo de renovar os conceitos estéticos dominantes no panorama artístico português e que se propunham promover anualmente uma exposição de quadros modernos.

 

Imagem da capa: Auto-retrato inacabado de Columbano Bordalo Pinheiro. 1929
Columbano Bordalo Pinheiro // © Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado

 

Imagem: O Grupo do Leão. 1885
Columbano Bordalo Pinheiro // © Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado

Ponte D. Maria no Porto inaugurada, neste dia, há 146 anos

4 de Novembro, 2023

A 4 de novembro de 1877 foi inaugurada a Ponte D. Maria no Porto (projeto e obra dos engenheiros Téophile Seyrig e Gustave Eiffel), que permitiu a chegada do comboio à cidade.

 

A Ponte de D. Maria Pia é uma infraestrutura ferroviária, que transportava a Linha do Norte sobre o Rio Douro, entre as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, no Norte de Portugal.

 

Foi inaugurada em 4 de novembro de 1877 e foi encerrada em 24 de junho de 1991, tendo sido substituída pela Ponte de São João.

 

É considerada, junto com o Viaduto de Garabit, uma das maiores obras-primas executadas pelo engenheiro Gustave Eiffel. Na altura da sua inauguração, era a ponte com o maior arco em ferro do mundo.

 

A propósito desta efeméride, recordamos a Exposição “Entre Margens – Representações da Engenharia na Arte Portuguesa” (na foto) que o Museu Nacional Soares dos Reis acolheu em 2013, por ocasião do 50º aniversário da Ponte da Arrábida e do 100º aniversário do nascimento de Edgar Cardoso, reunindo obras de alguns dos mais significativos artistas plásticos portugueses.

 

Ao todo, a mostra integrou 140 pinturas e instalações assinadas por 61 artistas, que retratam inúmeras pontes e outras obras emblemáticas da engenharia e arquitetura portuguesas, entre elas o óleo sobre tela «Ponte Maria Pia», de Eduardo Viana, que pode ser apreciado no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

O evento foi coorganizado pelas faculdades de Engenharia (FEUP) e de Belas Artes (FBAUP) da Universidade do Porto.

Comunicação sobre Casa-Museu Fernando de Castro em Congresso no Brasil

3 de Novembro, 2023

A Casa-Museu Fernando de Castro, e as suas particularidades, será apresentada no Colóquio Internacional de Coleções de Arte, promovido pela Entresséculos – mudanças e continuidades nas artes no Brasil nos séculos XIX e XX, grupo que se dedica à investigação do desenvolvimento histórico das artes e ofícios na sociedade brasileira.

 

O XIV Seminário do Museu D. João VI – Grupo Entresséculos e X Colóquio Internacional Coleções de Arte em Portugal e Brasil, nos Séculos XIX e XX, vai realizar-se de 7 a 11 novembro, na Cidade Universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Sob o mote «Estranhamentos na História da Arte e em Coleções», o segundo dia do colóquio será dedicado a comunicações enquadradas no tema geral Coleções estranhas e estrangeiras, onde se inclui a comunicação Um “altar sem culto”: a Casa-Museu Fernando de Castro (Porto), por Ana Anjos Mântua e Vera Gonçalves.

 

De acordo com os objetivos enunciados pela organização do evento, “é diante da perspetiva do inesperado, do invulgar e singular, da visão primeira ainda sem reconhecimento, ou do estranhamente familiar, que propomos pensar juntos as várias formas de estranhamento na arte e em coleções. Com isso, pretendemos revisar a historiografia da arte e a história das coleções, no sentido de melhor compreender como os historiadores, críticos, teóricos da arte e os colecionadores lidaram com os estranhamentos a eles colocados ou deliberadamente buscados”.

 

Neste enquadramento, o tema Coleções estranhas e estrangeiras propõe a apresentação de estudos sobre coleções e colecionadores “estranhos”, seja pelo tipo de peças colecionadas ou pela forma como as coleções se formaram.

 

O acervo da Casa-Museu Fernando de Castro é constituído por diferentes coleções reunidas ao longo de várias décadas. É composto, maioritariamente, por arte religiosa com representações eruditas e de cariz popular, pintura naturalista portuguesa e artes decorativas. Destaca-se, ainda, um interessante núcleo de caricaturas e alguns livros da autoria de Fernando de Castro, colecionador, artista e poeta.

 

A Casa-Museu Fernando de Castro é administrada pelo Museu Nacional Soares dos Reis desde 1952.

A chegada a Paris de Henrique Pousão e a viagem para Roma

2 de Novembro, 2023

A 2 de novembro de 1880, Henrique Pousão chega a Paris para frequentar os ateliers de Alexandre Cabanel e, posteriormente, de Adolphe Yvon. A prática do desenho constitui o motivo central da sua aprendizagem.

 

Em 1881, é admitido na Escola de Belas-Artes de Paris. Visita o Salon de Paris na companhia de Soares dos Reis e de Sousa Pinto.

 

O agravamento do seu estado de saúde leva-o a viajar para Roma, em dezembro deste ano, instalando-se no Instituto de Santo António dos Portugueses.

 

No ano seguinte, decide não frequentar a Academia de Belas-Artes e aluga um espaço de atelier, tendo-se inscrito no Círculo Artístico de Roma. Pinta, entre muitas obras, Esperando o Sucesso (na foto).

 

Esta pintura seria, mais tarde, enviada para a Academia do Porto, fazendo parte da remessa de trabalhos correspondentes ao seu segundo ano de «pensionista» no estrangeiro.

 

A pintura foi exibida em 1883, na Galeria Atheneu D. Pedro e, depois, na Exposição Trienal da Academia de Belas-Artes do Porto, no mesmo ano da morte do jovem pintor, a qual ocorre a 25 de março de 1884.

 

Nesta obra, Henrique Pousão subverte o tema clássico do ciociaro, habitante da região italiana do Lácio, aqui representado como um rapazinho traquina, meio andrajoso, captado não em pose, mas no momento em que precisamente descansa da pose e que, atrevido, esboça ele próprio o retrato de alguém.

 

A ideia do artista improvisado, génio precoce e natural, que aproveita a ausência do pintor para tomar o seu lugar e mostrar a sua obra, na expetativa de incerto acolhimento, são aspetos que funcionam quase como uma projeção da circunstância do artista sobre a do seu modelo e revelam nesta obra uma inesperada dimensão de “manifesto” artístico enviado de Roma pelo jovem pintor aos seus mestres.

 

Vitimado aos 25 anos pela tuberculose, a sua obra adquire importância décadas mais tarde.

Museu Nacional Soares dos Reis palco do ciclo Salão Piolho

2 de Novembro, 2023

O ciclo Salão Piolho, iniciativa da Fundação Inatel, estreia-se, este ano, no Museu Nacional Soares dos Reis, com uma sessão agendada para o próximo dia 1 dezembro.

 

Dando seguimento ao espírito dos antigos Cinemas Piolho, que se “propagavam” pelas grandes cidades do país, por locais tantas vezes improvisados, assim segue o Salão Piolho na sua 7ª edição, percorrendo as cidades de Leiria, Porto e Lisboa.

Apresentando géneros cinematográficos e musicais distintos, do jazz à eletrónica, passando pela música tradicional portuguesa, este ano as sessões serão realizadas em emblemáticos locais das cidades de Leiria, Porto e Lisboa.

 

Uma das principais novidades da edição é a inclusão do Museu Nacional Soares dos Reis na lista dos palcos escolhidos, sendo que, no Porto, o ciclo vai passar também pela Estação de São Bento, Cinema Trindade e Casa das Artes.

 

O Salão Piolho reabre assim as suas “portas” a todos aqueles que adoram o Cinema, a Música e o Património.

 

No total, serão realizados 12 cineconcertos, entre novembro e dezembro, na sétima edição do ciclo Salão Piolho, iniciativa da Fundação Inatel que convida músicos portugueses a criar abordagens sonoras a clássicos do cinema mudo.

 

A edição deste ano começa com três espetáculos em Leiria, nos dias 3, 4 e 5 de novembro, numa aposta do Inatel para levar mais longe o ciclo. No Salão Piolho, que vai buscar o nome aos sítios onde, antigamente, era exibido cinema, estes clássicos surgem acompanhados de bandas sonoras de música portuguesa, desde a folk, à música tradicional, ao jazz e eletrónica.

A Arte de António Carneiro leva O Inferno de Dante até Matosinhos

2 de Novembro, 2023

Uma interpretação inédita da viagem de Dante por meio das obras de António Carneiro é a proposta cultural do Lionesa Business Hub (LBH), em parceria com o Museu Nacional Soares dos Reis, para toda comunidade e aberta à população.

A exposição Inferno – A Viagem de Dante pela mão de António Carneiro chega dia 7 de novembro, às 17:30, ao Lionesa Business Hub e termina a 30 de março de 2024, apresentando uma nova interpretação que traz a visão de uma poderosa viagem num grande barco, com velas que simbolizam o Inferno e o Paraíso.

 

Inferno – A Viagem de Dante pela mão de António Carneiro, exposição baseada nos 42 desenhos do pintor, resulta de uma parceria entre o Lionesa Business Hub, o Lionesa Group, o Museu Nacional Soares dos Reis e a ASCIPDA – Associazione Socio-Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri.

 

A instalação será composta por nove círculos, cada um representando diferentes histórias e conceitos num ciclo eterno de experiências e renascimento. Uma metáfora da vida humana, com um começo, complexidade e um ponto de chegada que também é um novo começo. O objetivo é estimular na comunidade do Lionesa Business Hub um momento único de reflexão e decisão.

 

Esta parceria entre o Museu Nacional Soares dos Reis e o Lionesa Business Hub é fruto de um protocolo de mecenato que o Lionesa Group assinou com o museu e que reverteu para a requalificação de salas do Palácio dos Carrancas. Esta iniciativa reforça a orientação para democracia cultural, despertando para os temas do bem-estar através da arte e da cultura.

 

O programa Outros Lugares tem como propósito afirmar o Museu Nacional Soares dos Reis como um lugar que extravasa o seu espaço e organização formais para envolver curadorias improváveis e diferenciadoras atendendo à natureza dos parceiros, ao local de apresentação e aos respetivos contextos.

 

Num estreito trabalho colaborativo com a Lionesa Business Hub desenhou-se uma exposição singular a partir de um conjunto de obras de António Carneiro, pintor com importante presença na coleção do Museu. A exposição traz a público um trabalho gráfico dos desenhos traçados pelo artista entre 1928-30 para ilustrar o Inferno, a primeira parte da obra literária renascentista Divina Comédia, do poeta italiano Dante Alighieri.

 

A exposição tem acesso gratuito e estará patente até final do primeiro trimestre de 2024.

Visita Comentada faz cruzamento entre «Poesia e Arte Bruta»

2 de Novembro, 2023

Sábado 11 novembro, 11H00
Duração: 1h (aprox.)
Visita orientada por Maria Reis e Ana Mântua
Mínimo de 5 pessoas e máximo de 20 pessoas

Inscrições aqui

 

Iniciativa exclusiva para membros do Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

No âmbito da programação proposta para o mês de novembro, decorre no dia 11, pelas 11 horas, uma visita comentada à Exposição Portreto de la Animo Art Brut Etc., dedicada ao tema «Poesia e Arte Bruta».

 

Esta visita pretende cruzar a poesia e a arte bruta, através de um exercício de leitura em voz alta. Entre retratos e versos da alma, pretende-se estimular os visitantes a percorrer o que mais os desassossega. Falaremos de Camilo Pessanha, Alejandra Pizarnik, Mário de Sá Carneiro, Adília Lopes e João Miguel Fernandes Jorge.

 

Maria Miguel Reis é licenciada em História e mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A sua dissertação de mestrado explora as relações entre poesia e cinema, a partir do livro Pickpocket, de João Miguel Fernandes Jorge. Encontra-se a realizar um estágio profissional no Museu Nacional Soares dos Reis e interessa-se, de sobremaneira, pelo diálogo entre a literatura e as outras artes.

 

Ana Mântua é licenciada em História, variante de História da Arte, e pós-graduada em Arte, Património e Restauro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É coordenadora da Casa-Museu Fernando de Castro, no Porto, desde 2021. Anteriormente, desempenhou funções de coordenação da Casa-Museu Anastácio Gonçalves, investigação e curadoria de exposições no Mosteiro dos Jerónimos/Torre de Belém e no Museu Nacional do Azulejo. É ainda autora de uma série de artigos científicos nas áreas do património e do colecionismo.

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Inscrições para o Workshop de joalharia criativa e sustentável

30 de Outubro, 2023

4, 11 e 18 novembro (sábado), 10h30-12h30 | 14h30-17h30

Público | Maiores de 18 anos

Valor | 25 EUR

 

Oficina orientada pelo Serviço de Educação / Jorge Coutinho

 

Inscrições
se@mnsr.dgpc.pt (até 48 horas de antecedência)

O Serviço de Educação do Museu Nacional Soares dos Reis propõe um Workshop de joalharia criativa e sustentável, para maiores de 18 anos, a decorrer nos dias 4, 11 e 18 novembro, no seguinte horário 10h30-12h30 e 14h30-17h30.

 

Trata-se de uma oficina criativa dividida em três sessões, sendo que as inscrições já estão a decorrer, devendo ser formalizadas através do email se@mnsr.dgpc.pt, até 48 horas de antecedência.

 

Cada vez se produz mais lixo devido ao consumo excessivo de produtos e à incorreta gestão dos resíduos. Todos os dias, vários materiais são considerados inúteis e colocados no lixo, mas existem vários caminhos que cada um de nós pode trilhar para encontrar soluções para este problema. A reutilização é uma das opções, o que significa utilizar um produto dando-lhe uma nova função.

 

Nesta oficina, propõe-se a reutilização de materiais comuns como latas de refrigerante (ou parte delas) transformando-as, com uma pitada de genialidade e criatividade, num objeto com uma nova função: uma joia sustentável. Todo o processo se desenvolve em três sessões com a utilização de diferentes técnicas e produtos.

Visita Orientada: A pintura Naturalista da Escola do Porto

27 de Outubro, 2023

Sábado 4 novembro, 11h00
Duração: 1h (aprox.)
Visita orientada por Ana Mascimento
Mínimo de 5 pessoas e máximo de 20 pessoas

Inscrições aqui

 

Iniciativa exclusiva para membros do Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

No âmbito da programação proposta para o mês de novembro, decorre no dia 4, pelas 11 horas, uma visita orientada dedicada ao tema A pintura de paisagem no Naturalismo.

 

A visita permitirá conhecer exemplos da obra de alguns naturalistas da escola do Porto, nomeadamente, Silva Porto, Artur Loureiro, Henrique Pousão e Sousa Pinto.

 

O Naturalismo foi um movimento estético e artístico que surgiu em França a partir de 1830, com a criação da Escola de Barbizon e através das pinturas de Théodore Rousseau (1812-1867), de Jean-François Millet (1814-1875) ou de Gustave Courbet (1819-1877).

 

Em Portugal, a estética naturalista e realista da Escola de Barbizon foi introduzida pelos pintores Silva Porto (1850-1893) e Marques de Oliveira (1853-1927), e durou até aos anos 20 do século XX.

 

Os pintores entraram em contacto com este novo movimento artístico durante a sua estadia em França, como pensionistas do Estado português.

 

Em 1867, as Academias de Belas Artes iniciam a atribuição de bolsas a alunos no estrangeiro. Silva Porto e Marques de Oliveira foram os primeiros bolseiros em Pintura.

 

Ingressaram na École des Beaux-Arts de Paris em 1873 e, na floresta de Barbizon, conviveram com um grupo de artistas seguidores da pintura de ar livre focando-se nos efeitos da luz sobre a paisagem.

 

Também Henrique Pousão seguiu para Paris em 1880. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

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157º Aniversário de Nascimento de António Teixeira Lopes

27 de Outubro, 2023

Discípulo de António Soares dos Reis e autor, entre outras, da icónica escultura Infância de Caim, António Teixeira Lopes nasceu a 27 outubro 1866, em Vila Nova de Gaia. O escultor passava grandes temporadas na aldeia onde nasceram os seus pais, São Mamede de Ribatua, em plena região do Alto Douro Vinhateiro.

 

António Teixeira Lopes (1866-1942) iniciou a aprendizagem de escultura com o seu pai, o escultor José Joaquim Teixeira Lopes, e foi discípulo de Soares dos Reis, na Academia Portuense de Belas-Artes, de Cavalier e Barrias, na École de Paris.

Dotado de um profundo sentimento plástico, foi influenciado pelos neoflorentinos e desenvolveu um particular gosto pelo lirismo no tratamento da figura humana. As suas primeiras obras parisienses, Ofélia e Botão de Rosa, denunciam uma admiração pela escultura de Falguière.

 

Em 1889, assume já um estilo próprio em Caim (Museu Nacional de Soares dos Reis), caraterizado pelo dramatismo da expressão facial e corporal que manterá ao longo da sua obra, como nas peças A Viúva e Caridade (Museu do Chiado), nas alegorias à História (no jazigo de Oliveira Martins, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa) e à Dor (estátua funerária no Cemitério de Agramonte, no Porto).

 

Tratou, essencialmente, temas religiosos para igrejas e hospitais, como Rainha Santa Isabel (Igreja de Santa Clara-a-Nova), Senhora de Fátima (Hospital de Fátima) e Santo Isidoro (Igreja Paroquial de Santo Isidoro, em Marco de Canaveses).

 

Pontualmente dedicou-se à escultura monumental nas homenagens a Soares dos Reis (Gaia), Infante D. Henrique, Afonso de Albuquerque, Camões, Antero de Quental, Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós (esta no Largo Barão de Quintela, em Lisboa).

 

Praticou também a arte do retrato nos bustos e estátuas de Teófilo Braga (em bronze na Câmara Municipal de Lisboa e em mármore na Casa-Museu Teixeira Lopes, em Gaia), de Ramalho Ortigão (Museu Nacional de Soares dos Reis) e Augusto Rosa (Museu do Chiado).

 

Foi professor de escultura na Escola de Belas-Artes do Porto e foi condecorado com a 1.ª medalha do Grémio Artístico (1897), com o Grand Prix do Salon de Paris (1900) e a Grã-Cruz de Santiago da Espada.

Infância de Caim

 

Infância de Caim
António Teixeira Lopes (1866-1942)
Paris, 1890
Mármore de Carrara

 

Obra premiada em Paris na exposição do Salon de 1890. O modelo é tratado com forte torção do tronco, de expressão perturbada e mãos encrespadas que evocam o infortúnio de Caim. Dominada pela inveja, a criança visiona-se a cometer o assassínio de Abel, o seu próprio irmão.

 

O tema recria a figura de Caim retirada do Antigo Testamento. A carga emotiva da obra e o domínio de técnica antecipam o futuro promissor de Teixeira Lopes, o célebre discípulo de Soares dos Reis.

Visita Orientada: Dilemas Técnicos na Conservação e Restauro de Arte Bruta

26 de Outubro, 2023

Sábado 28 outubro, 11h00
Duração: 1h (aprox.)
Visita orientada por Salomé Carvalho
Mínimo de 5 pessoas e máximo de 20 pessoas

Inscrições aqui

 

Iniciativa exclusiva para membros do Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

A Arte Contemporânea apresenta desafios específicos à Conservação e Restauro, e, sob este prisma, desenvolve-se esta visita guiada, com o objetivo de abordar problemáticas e desafios inerentes às peças expostas na exposição PORTRETO DE LA ANIMO ART BRUT ETC., a maior exposição de Arte Bruta da Península Ibérica.

 

Ser artista sem intenção de o ser define a nota biográfica comum a grande parte dos autores que contribuíram para o nascimento do conceito de Arte Bruta. Quando o conservador analisa e define uma metodologia para a conservação deste espólio, não poderá descurar o contexto social, cultural e biográfico do autor.

 

A obra é a obra e a sua circunstância – a singularidade e a contingência dos materiais reflete a autoria. O gesto percursor de pensar, criar com o que está à mão; a precaridade material presente nos suportes e superfícies; a memória do simples objeto antes do cunho artístico. A conservação deverá, assim, contribuir para a permanência imaterial respeitando a fragilidade da matéria.

 

Salomé Carvalho é licenciada e doutorada em Conservação e Restauro pela Universidade Católica do Porto, professora e investigadora na área da Conservação e Restauro há 17 anos. Conservadora-restauradora no Museu Nacional Soares dos Reis há 12 anos, tem formação complementar em diversas áreas da Conservação e Restauro, como escultura, cerâmica e vidro, têxteis, conservação preventiva, História da Arte, gestão de risco, gestão de ciência, gestão de projeto SCRUM e gestão editorial. Foi membro da Direção da ARP (Associação Profissional de Conservadores-restauradores de Portugal) de 2016 a 2020 e faz parte de comités executivos e científicos em encontros e publicações científicas.

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Diretor do MNSR reeleito para novo mandato no DEMHIST

26 de Outubro, 2023

António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, acaba de ser reeleito para o DEMHIST – International Committee for Historic House Museums (Comité Internacional para Casas Históricas e Casas-Museu), do ICOM, representando Portugal neste órgão.

 

A Assembleia Geral do DEMHIST, na qual foram apresentados os novos membros, teve lugar esta manhã, com participação em formato híbrido, conjugando participações por videoconferência com as presenças dos membros que estão a participar na Conferência Anual do DEMHIST, a decorrer em Belgrado, capital da Sérvia.

O DEMHIST é um fórum internacional para o debate de problemas e soluções relacionados com a conservação e administração de museus de casas históricas.

 

Um dos objetivos do comité é criar um sistema de classificação metodológica para os inúmeros tipos de museus de casas históricas, visando ajudar os profissionais na melhor compreensão dos locais históricos e na definição eficiente da sua missão e objetivos, política de conservação, gestão, segurança e comunicação entre esses profissionais e o público.

 

Este comité faz parte do Conselho Internacional de Museus (ICOM), organização mundial dos museus e dos profissionais de museus. O ICOM dedica-se à promoção e proteção do património natural e cultural, presente e futuro, material e imaterial.

 

Com mais de 35 000 membros em 135 países, a rede do ICOM é formada por profissionais que abarcam um grande leque de disciplinas relacionadas com os museus e o património.

 

O ICOM é uma organização não-governamental (ONG), que mantém uma relação formal com a UNESCO e tem estatuto de órgão consultivo do Conselho Económico e Social das Nações Unidas.

 

Nota Curricular

Natural de Mindelo (Vila do Conde), António Ponte (1970) é Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, desde abril 2021. Anteriormente, foi Diretor Regional de Cultura do Norte (2013-2021), e Diretor do Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães (2009 e 2012). Desenvolveu grande parte da sua carreira museológica no Museu de Vila do Conde (de 1994 a 2009, e também entre 2012-2013), tendo estado ligado a diversas intervenções no domínio da museologia, das quais se destacam a Alfândega Régia – Museu da Construção Naval / Nau Quinhentista e a renovação da Casa de José Régio.

 

Doutorado em Museologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), é licenciado em Ciências Históricas pela Universidade Portucalense (1993), tendo frequentado, no mesmo ano, uma Pós-Graduação em Museologia na FLUP. Regressaria mais tarde à FLUP para completar o Mestrado em Museologia (2007) com uma tese sobre o tema das Casas-Museu.

90º Aniversário de Falecimento do pintor José Malhoa

26 de Outubro, 2023
José Malhoa

Natural das Caldas da Rainha (28 abril de 1855), José Malhoa faleceu em Figueiró dos Vinhos, no dia 26 outubro de 1933.

 

Foi pioneiro do Naturalismo em Portugal, tendo integrado o Grupo do Leão. Destacou-se também por ser um dos pintores portugueses que mais se aproximou da corrente artística Impressionista.

 

Frequentou a Academia de Belas Artes de Lisboa, entre 1867 e 1875. Foi aluno de outros pintores e escultores de renome nacional como Miguel Ângelo Lupi (1826-1883), Vítor Bastos (1832-1894), Tomás da Anunciação (1818-1879) ou José Simões de Almeida (1844-1926).

 

José Malhoa dividiu a sua vida entre Lisboa e Figueiró dos Vinhos, onde se situava a sua residência, mais conhecida como o Casulo de Malhoa.

 

Preterido por duas vezes na Bolsa de Estado para Paris abandona temporariamente a pintura até que, em 1881, a exposição do quadro “A Seara Invadida em Madrid” lhe granjeou apreço crítico.

 

Sendo um dos fundadores do Grupo do Leão, ligou-se ao movimento Naturalista gerado então em redor de Silva Porto. Foi expositor da Sociedade Promotora de Belas-Artes (1880, 1884, 1887), do Grupo do Leão (1881 a 1889), do Grémio Artístico (1891 a 1899) e, desde 1901, foi presença regular nos salões da Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA).

 

Recebeu a Medalha de Honra (1903) e várias Primeiras Medalhas da SNBA e foi eleito seu Presidente em 1918.

 

Imagem: Auto-retrato de José Malhoa (1928) @Museu José Malhoa

Exposição “Portreto de la Animo” prolongada até final do ano

25 de Outubro, 2023

A Exposição “Portreto de la Animo Art Brut Etc.”, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, vai ser prolongada até 31 dezembro 2023 (assim com o seu programa paralelo). Inaugurada a 13 julho, a mostra tem despertado o interesse de centenas de visitantes, registando até ao momento cerca de 23 mil entradas.

 

Trata-se de uma exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

Composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, a mostra integra, igualmente, várias peças do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, colocadas em diálogo com as peças da Coleção Treger Saint Silvestre, de que são exemplo o Busto-Relicário de São Pantaleão; a Máscara mortuária de Soares dos Reis, de José Joaquim Teixeira Lopes; o Escarrador, de Rafael Bordallo Pinheiro; e o óleo Mãe e Filha, de Sarah Afonso; entre outras.

 

Iniciada na década de 1980, a Coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva, integra um numeroso acervo de obras de Arte Bruta, sendo uma das mais importantes e extensivas coleções privadas no mundo e contando com um largo número de autores reconhecidos.

 

A exposição “Portreto de la Animo“ é um recorte desta magnífica coleção que reúne um núcleo de obras focadas no retrato e no autorretrato.

 

Os retratos revelam uma figura interior, uma criatividade e invenção particularmente viva, como se pode observar nas obras de Aloïse Corbaz, Ted Gordon, James Deed, Edemund Monsiel, Aleksander Lobanov, Alessandra Michelangelo ou do português Jaime Fernandes, entre outros. Muitos deles parecem ser autorretratos que reivindicam uma existência da qual estes artistas foram e se sentiram privados.

 

A exposição “Portreto de la Animo” é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

 

Estará patente ao público até 31 dezembro 2023.

105º Aniversário de Falecimento de Amadeo de Souza-Cardoso

25 de Outubro, 2023

Amadeo de Souza-Cardoso pertence à primeira geração de pintores modernistas portugueses, destacando-se pela qualidade excecional da sua obra e pelo diálogo que estabeleceu com as vanguardas históricas do início do século XX.

 

Nascido em Mancelos (Amarante) a 14 novembro 1887, faleceu a 25 outubro de 1918, em Espinho, vítima da epidemia “pneumónica” que assolou a Europa no final da Guerra.

A morte aos 30 anos de idade irá ditar o fim abrupto de uma obra pictórica em plena maturidade e de uma carreira internacional promissora, mas ainda em fase de afirmação.

 

Amadeo de Souza-Cardoso teve uma vida curta e intensa em Paris, onde fez contactos com os artistas modernistas, e regressou a Portugal no início da Primeira Guerra Mundial como um pintor reconhecido nos meios da vanguarda.

 

Participou em exposições coletivas em Paris, Berlim, Nova Iorque, Chicago, Boston e Londres, e chegou a exibir e a vender o seu trabalho nos Estados Unidos, sendo considerado, pelo crítico de arte norte-americano Robert Loescher, “um dos segredos mais bem guardados do início da arte moderna”.

 

Em 2016, mais de 40 mil pessoas visitaram a exposição dedicada a Amadeo de Souza-Cardoso no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto (que depois seguiu para o Museu do Chiado, em Lisboa), e, no mesmo ano, no Grand Palais, em Paris, uma outra exposição reuniu cerca de 250 obras em pintura, desenho e gravura do artista.

 

A mostra que esteve patente no Museu Nacional Soares dos Reis foi uma recriação da exposição que o próprio Amadeo de Souza-Cardoso fez no Porto, em 1916, a única exposição individual do artista (então, no salão de festas do Jardim Passos Manuel).