Loading...

Visita Orientada: Dilemas Técnicos na Conservação e Restauro de Arte Bruta

26 de Outubro, 2023

Sábado 28 outubro, 11h00
Duração: 1h (aprox.)
Visita orientada por Salomé Carvalho
Mínimo de 5 pessoas e máximo de 20 pessoas

Inscrições aqui

 

Iniciativa exclusiva para membros do Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

A Arte Contemporânea apresenta desafios específicos à Conservação e Restauro, e, sob este prisma, desenvolve-se esta visita guiada, com o objetivo de abordar problemáticas e desafios inerentes às peças expostas na exposição PORTRETO DE LA ANIMO ART BRUT ETC., a maior exposição de Arte Bruta da Península Ibérica.

 

Ser artista sem intenção de o ser define a nota biográfica comum a grande parte dos autores que contribuíram para o nascimento do conceito de Arte Bruta. Quando o conservador analisa e define uma metodologia para a conservação deste espólio, não poderá descurar o contexto social, cultural e biográfico do autor.

 

A obra é a obra e a sua circunstância – a singularidade e a contingência dos materiais reflete a autoria. O gesto percursor de pensar, criar com o que está à mão; a precaridade material presente nos suportes e superfícies; a memória do simples objeto antes do cunho artístico. A conservação deverá, assim, contribuir para a permanência imaterial respeitando a fragilidade da matéria.

 

Salomé Carvalho é licenciada e doutorada em Conservação e Restauro pela Universidade Católica do Porto, professora e investigadora na área da Conservação e Restauro há 17 anos. Conservadora-restauradora no Museu Nacional Soares dos Reis há 12 anos, tem formação complementar em diversas áreas da Conservação e Restauro, como escultura, cerâmica e vidro, têxteis, conservação preventiva, História da Arte, gestão de risco, gestão de ciência, gestão de projeto SCRUM e gestão editorial. Foi membro da Direção da ARP (Associação Profissional de Conservadores-restauradores de Portugal) de 2016 a 2020 e faz parte de comités executivos e científicos em encontros e publicações científicas.

Faça parte dos Amigos do Museu

Beneficie de vantagens exclusivas. Saiba mais aqui.

Diretor do MNSR reeleito para novo mandato no DEMHIST

26 de Outubro, 2023

António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, acaba de ser reeleito para o DEMHIST – International Committee for Historic House Museums (Comité Internacional para Casas Históricas e Casas-Museu), do ICOM, representando Portugal neste órgão.

 

A Assembleia Geral do DEMHIST, na qual foram apresentados os novos membros, teve lugar esta manhã, com participação em formato híbrido, conjugando participações por videoconferência com as presenças dos membros que estão a participar na Conferência Anual do DEMHIST, a decorrer em Belgrado, capital da Sérvia.

O DEMHIST é um fórum internacional para o debate de problemas e soluções relacionados com a conservação e administração de museus de casas históricas.

 

Um dos objetivos do comité é criar um sistema de classificação metodológica para os inúmeros tipos de museus de casas históricas, visando ajudar os profissionais na melhor compreensão dos locais históricos e na definição eficiente da sua missão e objetivos, política de conservação, gestão, segurança e comunicação entre esses profissionais e o público.

 

Este comité faz parte do Conselho Internacional de Museus (ICOM), organização mundial dos museus e dos profissionais de museus. O ICOM dedica-se à promoção e proteção do património natural e cultural, presente e futuro, material e imaterial.

 

Com mais de 35 000 membros em 135 países, a rede do ICOM é formada por profissionais que abarcam um grande leque de disciplinas relacionadas com os museus e o património.

 

O ICOM é uma organização não-governamental (ONG), que mantém uma relação formal com a UNESCO e tem estatuto de órgão consultivo do Conselho Económico e Social das Nações Unidas.

 

Nota Curricular

Natural de Mindelo (Vila do Conde), António Ponte (1970) é Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, desde abril 2021. Anteriormente, foi Diretor Regional de Cultura do Norte (2013-2021), e Diretor do Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães (2009 e 2012). Desenvolveu grande parte da sua carreira museológica no Museu de Vila do Conde (de 1994 a 2009, e também entre 2012-2013), tendo estado ligado a diversas intervenções no domínio da museologia, das quais se destacam a Alfândega Régia – Museu da Construção Naval / Nau Quinhentista e a renovação da Casa de José Régio.

 

Doutorado em Museologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), é licenciado em Ciências Históricas pela Universidade Portucalense (1993), tendo frequentado, no mesmo ano, uma Pós-Graduação em Museologia na FLUP. Regressaria mais tarde à FLUP para completar o Mestrado em Museologia (2007) com uma tese sobre o tema das Casas-Museu.

90º Aniversário de Falecimento do pintor José Malhoa

26 de Outubro, 2023
José Malhoa

Natural das Caldas da Rainha (28 abril de 1855), José Malhoa faleceu em Figueiró dos Vinhos, no dia 26 outubro de 1933.

 

Foi pioneiro do Naturalismo em Portugal, tendo integrado o Grupo do Leão. Destacou-se também por ser um dos pintores portugueses que mais se aproximou da corrente artística Impressionista.

 

Frequentou a Academia de Belas Artes de Lisboa, entre 1867 e 1875. Foi aluno de outros pintores e escultores de renome nacional como Miguel Ângelo Lupi (1826-1883), Vítor Bastos (1832-1894), Tomás da Anunciação (1818-1879) ou José Simões de Almeida (1844-1926).

 

José Malhoa dividiu a sua vida entre Lisboa e Figueiró dos Vinhos, onde se situava a sua residência, mais conhecida como o Casulo de Malhoa.

 

Preterido por duas vezes na Bolsa de Estado para Paris abandona temporariamente a pintura até que, em 1881, a exposição do quadro “A Seara Invadida em Madrid” lhe granjeou apreço crítico.

 

Sendo um dos fundadores do Grupo do Leão, ligou-se ao movimento Naturalista gerado então em redor de Silva Porto. Foi expositor da Sociedade Promotora de Belas-Artes (1880, 1884, 1887), do Grupo do Leão (1881 a 1889), do Grémio Artístico (1891 a 1899) e, desde 1901, foi presença regular nos salões da Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA).

 

Recebeu a Medalha de Honra (1903) e várias Primeiras Medalhas da SNBA e foi eleito seu Presidente em 1918.

 

Imagem: Auto-retrato de José Malhoa (1928) @Museu José Malhoa

Exposição “Portreto de la Animo” prolongada até final do ano

25 de Outubro, 2023

A Exposição “Portreto de la Animo Art Brut Etc.”, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, vai ser prolongada até 31 dezembro 2023 (assim com o seu programa paralelo). Inaugurada a 13 julho, a mostra tem despertado o interesse de centenas de visitantes, registando até ao momento cerca de 23 mil entradas.

 

Trata-se de uma exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

Composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, a mostra integra, igualmente, várias peças do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, colocadas em diálogo com as peças da Coleção Treger Saint Silvestre, de que são exemplo o Busto-Relicário de São Pantaleão; a Máscara mortuária de Soares dos Reis, de José Joaquim Teixeira Lopes; o Escarrador, de Rafael Bordallo Pinheiro; e o óleo Mãe e Filha, de Sarah Afonso; entre outras.

 

Iniciada na década de 1980, a Coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva, integra um numeroso acervo de obras de Arte Bruta, sendo uma das mais importantes e extensivas coleções privadas no mundo e contando com um largo número de autores reconhecidos.

 

A exposição “Portreto de la Animo“ é um recorte desta magnífica coleção que reúne um núcleo de obras focadas no retrato e no autorretrato.

 

Os retratos revelam uma figura interior, uma criatividade e invenção particularmente viva, como se pode observar nas obras de Aloïse Corbaz, Ted Gordon, James Deed, Edemund Monsiel, Aleksander Lobanov, Alessandra Michelangelo ou do português Jaime Fernandes, entre outros. Muitos deles parecem ser autorretratos que reivindicam uma existência da qual estes artistas foram e se sentiram privados.

 

A exposição “Portreto de la Animo” é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

 

Estará patente ao público até 31 dezembro 2023.

105º Aniversário de Falecimento de Amadeo de Souza-Cardoso

25 de Outubro, 2023

Amadeo de Souza-Cardoso pertence à primeira geração de pintores modernistas portugueses, destacando-se pela qualidade excecional da sua obra e pelo diálogo que estabeleceu com as vanguardas históricas do início do século XX.

 

Nascido em Mancelos (Amarante) a 14 novembro 1887, faleceu a 25 outubro de 1918, em Espinho, vítima da epidemia “pneumónica” que assolou a Europa no final da Guerra.

A morte aos 30 anos de idade irá ditar o fim abrupto de uma obra pictórica em plena maturidade e de uma carreira internacional promissora, mas ainda em fase de afirmação.

 

Amadeo de Souza-Cardoso teve uma vida curta e intensa em Paris, onde fez contactos com os artistas modernistas, e regressou a Portugal no início da Primeira Guerra Mundial como um pintor reconhecido nos meios da vanguarda.

 

Participou em exposições coletivas em Paris, Berlim, Nova Iorque, Chicago, Boston e Londres, e chegou a exibir e a vender o seu trabalho nos Estados Unidos, sendo considerado, pelo crítico de arte norte-americano Robert Loescher, “um dos segredos mais bem guardados do início da arte moderna”.

 

Em 2016, mais de 40 mil pessoas visitaram a exposição dedicada a Amadeo de Souza-Cardoso no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto (que depois seguiu para o Museu do Chiado, em Lisboa), e, no mesmo ano, no Grand Palais, em Paris, uma outra exposição reuniu cerca de 250 obras em pintura, desenho e gravura do artista.

 

A mostra que esteve patente no Museu Nacional Soares dos Reis foi uma recriação da exposição que o próprio Amadeo de Souza-Cardoso fez no Porto, em 1916, a única exposição individual do artista (então, no salão de festas do Jardim Passos Manuel).

82º Aniversário de Falecimento de Robert Delaunay

25 de Outubro, 2023

Robert Delaunay – artista francês que, juntamente com a sua esposa Sonia Delaunay e outros, co-fundou o movimento de arte Orfismo – nasceu em Paris. Faleceu a 25 outubro de 1941, em em Montpellier, aos 56 anos, vítima de cancro.

 

Foi educado pelos tios maternos, que o iniciaram, de um modo muito clássico, na pintura. Entre 1902 e 1904, trabalhou como aprendiz nos estúdios Ronsin, especializados em pintura para teatro. A sua formação artística foi, no entanto, essencialmente autodidacta, com as primeiras telas pintadas na Bretanha, durante o Verão de 1903.

 

Em 1907, conhece Sonia Terk, com quem virá a casar-se três anos mais tarde.

Robert Delaunay e Sonia Delaunay – um casal de artistas que se destacou no impulsionamento do Orfismo – viveram cerca de um ano em Portugal durante o período da primeira Guerra Mundial, e travaram conhecimento com os artistas portugueses Amadeo de Souza-Cardoso e Almada Negreiros, de quem se tornaram amigos.

 

Foi no Verão de 1915, que o casal de artistas se estabeleceu em Vila do Conde.

 

A estadia de Sónia Delaunay em Portugal foi o ponto de partida de uma exposição sobre esta artista, intitulada «Sónia Delaunay – Tecidos Simultâneos», que o Museu Nacional Soares dos Reis acolheu no ano em que o Porto foi Capital Europeia da Cultura (2001), tendo por objetivo ilustrar a inspiração que Portugal representou na sua obra.

 

A referida exposição incidiu sobre a obra de Sónia Delaunay enquanto designer, com grande número dos seus desenhos para tecidos a assumirem o núcleo principal da exposição.

 

Imagens:

Robert Delaunay, 1905–06, Autoportrait, oil on canvas, Musée National d’Art Moderne, Paris

Catálogo da Exposição «Sónia Delaunay – Tecidos Simultâneos», 2001/12/13 a 2002/02/24, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto [Comissariado – Petra Timmer; Coordenação – Instituto Português de Museus (Manuela Correia, Anabela Carvalho e Maria Amélia Fernandes) e MNSR (Ana Paula Machado)]

Visita Comentada «Os desafios da conservação e restauro de Arte Bruta»

24 de Outubro, 2023

No âmbito do programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, decorre no próximo dia 7 novembro, pelas 18 horas, a Visita Comentada « Os desafios da conservação e restauro de Arte Bruta», por Joana Guerreiro e Salomé Carvalho.

 

A visita faz parte de um ciclo de iniciativas a decorrer com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

Os desafios da conservação e restauro de Arte Bruta
Visita comentada | Joana Guerreiro e Salomé Carvalho
7 de novembro, 18h00
Local: Museu Nacional Soares dos Reis
Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

 

A conservação e restauro de Art Brut desperta novos desafios. Ser artista sem intenção de o ser define a nota biográfica comum a grande parte dos autores que contribuíram para o nascimento do conceito de Arte Bruta. Quando o conservador analisa e define uma metodologia para a conservação deste espólio, não poderá descurar o contexto social, cultural e biográfico do autor.

 

A obra é a obra e a sua circunstância – a singularidade e a contingência dos materiais reflete a autoria. O gesto percursor de pensar, criar com o que está à mão; a precaridade material presente nos suportes e superfícies; a memória do simples objeto antes do cunho artístico. A conservação deverá, assim, contribuir para a permanência imaterial respeitando a fragilidade da matéria.

 

Joana Guerreiro é Conservadora-Restauradora na Divisão Municipal de Arquivo Histórico do Município do Porto. Mestre em História do Império Português pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, licenciada em Arte, Conservação e Restauro pela Escola das Artes, UCP e licenciada em Arqueologia pela Universidade do Minho. Durante dez anos colaborou com o Centro de Conservação e Restauro da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, onde participou em inúmeros projetos, incluindo intervenções de conservação e restauro de obras da coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva.

 

Salomé Carvalho é licenciada e doutorada em Conservação e Restauro pela Universidade Católica do Porto, professora e investigadora na área da Conservação e Restauro há 17 anos. Conservadora-restauradora no Museu Nacional Soares dos Reis há 12 anos, tem formação complementar em diversas áreas da Conservação e Restauro, como escultura, cerâmica e vidro, têxteis, conservação preventiva, História da Arte, gestão de risco, gestão de ciência, gestão de projeto SCRUM e gestão editorial. Foi membro da Direção da ARP (Associação Profissional de Conservadores-restauradores de Portugal) de 2016 a 2020 e faz parte de comités executivos e científicos em encontros e publicações científicas.

49ª Conferência Internacional «Undoing conflict in museums»

24 de Outubro, 2023

49ª Conferência Internacional do ICAMT – ICOM International Committee for Architecture and Museum Techniques, organizada pela Universidade do Porto, de 25 a 27 de outubro de 2023, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto. O Museu Nacional Soares dos Reis é um dos parceiros oficiais do evento.

 

Amanhã, os participantes da Conferência terão oportunidade de efetuar visitas ao Museu Nacional Soares dos Reis.

O International Committee for Architecture and Museum Techniques (ICAMT) do International Council of Museums (ICOM) organiza anualmente uma importante conferência internacional que reúne especialistas de diferentes áreas, nomeadamente museografia, museologia, arquitetura e design de exposições.

 

Este ano, a 49ª Conferência Internacional do ICAMT – ICOM International Committee for Architecture and Museum Techniques, será organizada pela Universidade do Porto, de 25 a 27 de outubro de 2023. Conjuntamente com o ICAMT, as entidades portuguesas responsáveis pela organização deste evento são o Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória” (CITCEM) e o Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo (CEAU).

 

O tema principal da conferência será “Undoing conflict in museums: materiality and meaning of museum architecture and exhibition design”. Os participantes da conferência irão poder concentrar as suas reflexões no Poder do Conflito. Debatendo como ideias opostas podem potenciar mudanças e evoluções em museus e exposições, e qual o papel da arquitetura e do design de exposições na gestão do conflito em museus.

 

No âmbito da parceria estabelecida com o Museu Nacional Soares dos Reis, no dia 25 outubro, os participantes da conferência terão oportunidade de efetuar uma visita ao museu, focando-se nos aspetos curatoriais relacionados com o processo de desenvolvimento e montagem da exposição de longa duração, bem como nos aspetos arquitetónicos do edifício.

Visita Comentada por Christian Berst «Os Limites da Arte Bruta»

23 de Outubro, 2023

No âmbito do programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, decorre no próximo dia 4 novembro, 17 horas, a Visita Comentada «Os limites da Arte Bruta», por Christian Berst (sessão conduzida em Francês).

 

A visita faz parte de um ciclo de iniciativas a decorrer com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

Os limites da Arte Bruta

4 novembro, 17 horas

Por Christian Berst

Local: Museu Nacional Soares dos Reis
Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

 

Christian Berst, galerista, é também colecionador, curador e teórico. No início da década de 90, especializou-se no domínio da arte bruta contemporânea e abriu a sua primeira galeria chamada “Objet Trouvé” em Paris.

 

Enquanto especialista no domínio da arte bruta, Christian Berst trabalha com vários museus.

 

Assim, em 2012, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva (Lisboa) confiou-lhe “Arte Bruta – terra incógnita, Coleção Treger Saint-Silvestre”.

 

Com o sócio Daniel Klein, Christian Berst abriu um segundo espaço de 300 m2 em Nova Iorque, em 2014. As duas galerias adotam o novo nome “Christian Berst Art Brut (Klein & Berst)”.

 

Em 2017, é responsável por “Brut Now: art brut in technological era”, uma exposição de referência na história de arte, sendo que é a primeira a considerar e a apresentar a arte digital como um possível campo dentro da Arte Bruta.

 

A exposição “Portreto de la Animo” integra peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre, incluindo peças de cerca de 30 artistas representados pela Christian Berst Art Brut, que se relacionam com processos de autorrepresentação. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

A exposição tem o apoio mecenático da Fundação Millenium bcp e da Lusitânia Seguros, bem como o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

“O Poder e o Prazer da Leitura” com Isabel Alc?ada e Sobrinho Simo?es

23 de Outubro, 2023

“O Poder e o Prazer da Leitura” é o mote da próxima sessão do Ciclo de Conversas “Poesia ao encontro das outras Artes e do Conhecimento”, iniciativa promovida pelos Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A sessão “O Poder e o Prazer da Leitura” contará com as participações de Isabel Alc?ada e Manuel Sobrinho Simo?es, estando agendada para o dia 6 de novembro, pelas 18 horas, no Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis.

Isabel Alc?ada, escritora e consultora para a Educac?a?o do Presidente da Re?publica, e Manuel Sobrinho Simo?es, me?dico e professor eme?rito da Universidade do Porto, unem-se para lhe dar uma nova perspetiva em temas relacionados com a leitura e o seu papel nos nossos dias.

 

Inscrições através do email: amigosdomnsr@gmail.com

 

Iniciativa exclusiva para membros do Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Desde a sua fundação, em 1940, os Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis têm colaborado com o Museu na realização, evolução, – promoção dos seus projetos e programas, na aquisição de obras de arte, – valorização e organização de espaços para o enriquecimento de coleções com nomes ligados ao mais ilustre do mundo das Artes e Letras.

Faça parte dos Amigos do Museu

Beneficie de vantagens exclusivas. Saiba mais aqui.

158º Aniversário de Nascimento do pintor Manuel Maria Lúcio

21 de Outubro, 2023

Natural de Vila Nova de Gaia, Manuel Maria Lúcio nasceu a 21 outubro de 1865.

 

Em Gaia, na casa onde viveu toda a sua vida, reuniu uma coleção importante, sobretudo em pintura contemporânea, peças de mobiliário, faianças e esmaltes. Além de colecionador, Manuel Maria Lúcio foi um bibliófilo notável. O Museu Nacional de Soares dos Reis integra desde 1944 uma parte significativa do seu espólio de arte e biblioteca.

Não tendo cursado a Academia Portuense de Belas Artes, serviu-se de livros e publicações como veículos de cultura artística. Nas telas, tábuas e pastéis que pintou, abundam aspetos das regiões do Alto-Douro e do Vale do Vouga, de Gaia e do Porto, como o Rio Douro, de 1906, exposto no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Embora mais apreciado pelas paisagens, que executou, Manuel Maria Lúcio foi-o também pelos trabalhos de figura, como é o caso do Retrato da Mãe, de1907 (na foto).

 

Manuel Maria Lúcio, pintor amador, escolheu como mestre o pintor Artur Loureiro. Entre os artistas que frequentaram o atelier-escola nos jardins do Palácio de Cristal, Manuel Maria Lúcio foi um dos discípulos da sua preferência.

Delegação do Met Museum visita Museu Nacional Soares dos Reis

20 de Outubro, 2023

Uma delegação do Met Museum – The Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque, visitou hoje o Museu Nacional Soares dos Reis. Para além de elementos do Met Museum, o grupo integrou alumni das Universidades de Harvard e de Chicago.

 

Após serem recebidos, numa sessão de boas-vindas, por António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, os participantes tiveram oportunidade de deter atenção sobre a obra “Auto-retrato de José Tagarro”, numa sessão conduzida por Rika Burnham, Coordenadora do Serviço de Educação do Met Museum.

Neste duplo autorretrato, datado de 1929, o artista pinta-se no próprio ato da representação. Jogo de tempos contrários premeditadamente concretizado entre os dois universos em que se moveu o artista — o do desenho e o da pintura — com reforço evidente do primeiro, uma vez que o retrato pintado é aqui o momento de passagem e o desenho, apurado no rigor e na síntese, a obra final.

 

Esta é uma obra singular que José Tagarro realizou no final da vida e foi, aliás, prematuramente interrompida. É considerada das mais reveladoras do entendimento que o artista teve da sua própria produção e percurso e um dos mais marcantes autorretratos da arte portuguesa.

 

A delegação do Met Museum – The Metropolitan Museum of Art prosseguiu a visita orientada ao Museu Nacional Soares dos Reis, com passagens pelas salas do Romantismo e Naturalismo, adquirindo conhecimentos sobre o movimento de artistas portugueses e os seus percursos formativos no estrangeiro, assim como sobre a importância das trocas comerciais e culturais dos portugueses com os povos dos novos continentes.

Visita Orientada explora a relação «Arte e a Morte dos Artistas»

20 de Outubro, 2023

Ao longo da vida, cruzamo-nos com diversos movimentos artísticos, artistas e suas obras, mas raramente pensamos na morte dos criadores como parte integral desse cenário.

 

A visita orientada «A Arte e a Morte dos Artistas» propõe um olhar sobre a forma como a arte transcende a mortalidade dos seus criadores.

 

A visita vai decorrer no dia 31 de outubro, às 18 horas, com entrada livre, sujeita a inscrição prévia (com 48 horas de antecedência) através do formulário online.

A Arte e a Morte dos Artistas
31 outubro (3ª feira), 18h00
Público | Jovens e adultos
Valor | Entrada gratuita
Visita orientada por Cátia Ferreira

 

Ao longo da vida, cruzamo-nos com diversos movimentos artísticos, artistas e suas obras, mas raramente pensamos na morte dos criadores como parte integral desse cenário. Podemos perguntar: Estará a vida de um artista entrelaçada com a sua obra? O que é que a Conservação e o Restauro revelam sobre essa relação? Em dia de Halloween, convidamo-lo a mergulhar neste mistério. Descubra como a arte transcende a mortalidade dos seus criadores e desvende segredos ocultos na conservação das obras.

 

“(…) os labirintos da mente humana, capazes de abrigar as mais diferentes formas de pensamentos e acenar para a humanidade com possibilidades infinitas, diante de um tema que ao ser evitado não se torna desencantado, muito pelo contrário. Leva todos os seres a refletirem e buscarem os sentidos particulares que suas existências e a morte têm para cada um. Trata-se do destino certo, tal qual a luta pela vida. Torna-se a pergunta sem resposta que a arte e a esperança humana vão tentar trazer em suas mais profundas expressões. Pois é onde a Morte se torna bela, na Arte.” GALESCO, Mirna 2011

«A minha vida dava um livro – Da interioridade ao encontro do outro»

19 de Outubro, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo dia 28 outubro, duas oficinas promovidas pela Associação Compassio, intituladas «A minha vida dava um livro – Da interioridade ao encontro do outro», tendo como facilitadora Leonor Mexia.

 

As sessões destinam-se a adultos e jovens, a partir dos 16 anos, e irão decorrer nos seguintes horários: a sessão da manhã, das 10h30 às 12h30; e a sessão da tarde, das 14h30 às 16h30.

 

As inscrições estão a decorrer e podem ser efetuadas através do email se@mnsr.dgpc.pt (até 48 horas de antecedência).

28 outubro (sábado), 10h30-12h30
28 outubro (sábado), 14h30-16h30
Público | Adultos e jovens a partir dos 16 anos
Valor | 10 Euros
Oficina orientada por Leonor Mexia (Associação Compassio)

 

Nesta atividade vamos ao mais fundo de nós procurar inspiração para escrever a história mais bonita do mundo: a nossa! Através dos cinco sentidos e da nossa memória agradecida, vamos procurar a poesia escondida da nossa vida. Quanto melhor nos conhecermos, mais livres estamos para acolher o outro e compreendê-lo melhor.

 

Leonor Mexia é escritora de literatura infantil. Nasceu no Porto, em 1970. Desde 2010, faz sessões de leitura em escolas, bibliotecas, lares, e também workshops de escrita criativa para crianças. Facilitadora de workshops de acompanhamento de doentes e interioridade na associação Compassio. Formações de escrita, educação para a sexualidade, comunicação não violenta, orientadora de grupos de crianças e jovens. Colabora com vários grupos de doentes, cuidadores e pessoas em situação vulnerável.

 

Obras publicadas:

“A caixa da Avó Maria”, Porto Editora, 2009 (6 edições), recomendado pelo Plano Nacional de Leitura desde 2010

“Nós nas palavras”, Edita-me, 2010

“Onde se meteu a Lua?”, da coletânea “Mar de Contos” – Lulu Editora, 2011 (menção honrosa)

“Colar de contos”, Porto Editora, 2012 (3 edições)

“O rapaz que limpava os beijos da cara”, Editorial Novembro, 2018

“12 Histórias para Benedita” – O dia de fazer biscoitos, Editorial Novembro, 2019

“O jardim das Alfazemas”, Edição de Autor, 2019

“O Segredo da Girafa”, Editorial Novembro, 2023

Visitas à Casa-Museu Fernando de Castro também ao domingo

18 de Outubro, 2023

A partir do próximo mês, a Casa-Museu Fernando de Castro, no Porto, passará também a disponibilizar visitas guiadas em alguns domingos. A medida é implementada para dar resposta à elevada procura registada por parte dos visitantes.

 

O acesso à Casa-Museu Fernando de Castro é feito, sempre, por marcação prévia online e sujeita a confirmação de disponibilidade. Em visitas de grupo, o número máximo é de 10 participantes.

O acervo da Casa-Museu Fernando de Castro é constituído por diferentes coleções reunidas ao longo de várias décadas. É composto, maioritariamente, por arte religiosa com representações eruditas e de cariz popular, pintura naturalista portuguesa e artes decorativas. Destaca-se, ainda, um interessante núcleo de caricaturas e alguns livros da autoria de Fernando de Castro, colecionador, artista e poeta.

 

Fernando de Castro (Sé, 23 nov. 1888 – Paranhos, 7 out. 1946) foi um colecionador e empresário portuense reconhecido pela sua veia poética manifesta em publicações, com gosto pela leitura e inclinação para o desenho tendo criado várias séries de caricaturas.

 

Fernando de Castro viveu na rua das Flores junto da loja do pai, cujo negócio prosperou em vidros, espelhos e papéis pintados. Entre 1893-1908, o empresário empenhou-se na construção de uma nova casa situada na rua de Costa Cabral.

 

Desde cedo, Fernando de Castro cresceu dentro de um imaginário pleno de figuras de estilo e de ícones, em particular no que diz respeito ao mobiliário e recheio da casa de Costa Cabral— património que conservou e respeitou após a morte do pai em 1918.

 

Na idade adulta, desenvolveu os seus interesses culturais num círculo de amigos ligados aos negócios e com um gosto particular pelas artes e letras. Terá sido após a morte da mãe em 1925 que Fernando de Castro fez novas aquisições de peças.

 

A Casa-Museu Fernando de Castro é administrada pelo Museu Nacional Soares dos Reis desde 1952. As visitas estão sujeitas a marcação prévia. Saiba mais aqui.

82º Aniversário de Falecimento de Manuel Teixeira Gomes

18 de Outubro, 2023

Manuel Teixeira Gomes, sétimo presidente da Primeira República Portuguesa (de 6 outubro de 1923 a 11 de dezembro de 1925), faleceu no dia 18 outubro de 1941, em Bougie, na Argélia.

 

Natural de Portimão, Manuel Teixeira Gomes era filho de José Libânio Gomes, proprietário endinheirado, exportador de frutos secos e cônsul da Bélgica no Algarve, e de Maria da Glória Teixeira Gomes.

Depois de cumprido o serviço militar, Teixeira Gomes fixou-se no Porto, em 1881.

 

Nesse ano frequentou a Academia Politécnica do Porto (1831-1832), conviveu com intelectuais e artistas como Soares dos Reis, Marques de Oliveira e Basílio Teles. Colaborou em diversas publicações periódicas da cidade, como “O Primeiro de Janeiro” e “Folha Nova”.

 

Teixeira Gomes foi uma figura cultural de relevo. Quando foi eleito para presidente da República, tinha já obra literária publicada e uma carreira diplomática que ajudara a credibilizar e consolidar o regime republicano em Londres, principal aliado português na época.

 

Colecionador de arte, diplomata de talento, viajante incansável, apaixonado visitante de museus e galerias, Teixeira Gomes legou a sua coleção particular de arte a vários museus nacionais, entre os quais o Museu Nacional Soares dos Reis. Aqui pode contemplar o retrato de Manuel Teixeira Gomes, por Marques de Oliveira, numa obra datada de 1881 (na foto).

 

Em 2010, o Museu Nacional Soares dos Reis acolheu a exposição “Manuel Teixeira Gomes – Os anos do Porto”, organizada por ocasião do Centenário da Implantação da República. Uma iniciativa do Instituto dos Museus e da Conservação, em parceria com a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

Museu Nacional Soares dos Reis acolhe Performance Porto Sombrio

18 de Outubro, 2023

A exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis serve de palco a uma performance inspirada no tema Porto Sombrio, a realizar no dia 29 outubro, pelas 16 horas. Entrada livre.

 

A iniciativa é produzida por alunos do curso de Técnico de Organização de Eventos do Instituto de Emprego e Formação Profissional do Porto, em parceria com a Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE).

Ao longo dos diferentes espaços do Museu Nacional Soares dos Reis, vozes, corpos, sons e poesia vagueiam por entre as obras que compõem o vasto espólio do museu. Os visitantes serão surpreendidos por diferentes formas de expressão artística.

 

Da seleção de poemas escolhidos para esta atividade consta «Tristezas do Desterro», poema de exílio de Alexandre Herculano que serviu de inspiração a António Soares dos Reis para a execução da escultura O Desterrado (na foto).

 

A peça foi a prova final do curso de Escultura tendo sido realizada em Roma, onde Soares dos Reis se acolheu, no Instituto de Santo António dos Portugueses, para conclusão da bolsa no estrangeiro.

 

A emotividade saudosista que a obra transmite traduz-se no mármore pela postura nostálgica da figura assente numa rocha batida pelo mar. Num sentido mais amplo, a obra devolve-nos a imagem de um homem solitário e pensativo, que está intimamente ligada à ideia de evasão no imaginário romântico.

 

A saudade, o desejo de regresso à Pátria, a nostalgia da terra-mãe parecem formar um estado de espírito dominante na experiência marítima dos portugueses, plano em que O Desterrado de Soares dos Reis assume uma dimensão superior, de representação coletiva.

 

 

Direção artística
Cláudia Marisa

 

Organização do eventoDina Chamusca
Lucas Reis
Milagros Chacón
Raissa Marins
Sara Duarte

Sob a orientação de Paulo Correia

 

Interpretação 

Ariana Santos
Poema: AS NOITES DO PORTO – Nuno Júdice

 

Cláudia Marisa
Poema: HINO AO PORTO  – Pedro Homem de Mello

 

Constança Antunes
Poema: CHUVA OBLÍQUA – Fernando Pessoa

 

Filipa Araújo
Poema: O NOIVADO DO SEPULCRO – António Augusto Soares de Passos

 

Gonçalo Duarte Lopes
Poema: NASCI NO PORTO – Sophia de Mello Breyner Anderson

 

Helena Magalhães
Poema: METAMORFOSE – Jorge de Sena

 

Margarida Bezerra
Poema: O EUGÉNIO DE ANDRADE ESPERA-ME NUM CAFÉ – José Gomes Ferreira

 

Pedro Carvalho
Poema: MIRAGAIA – Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Mónica Perestrello
Poema: BALADA DO RIO DOURO – Pedro Homem de Mello

 

Nuno Meireles
Poema: TRISTEZAS DO DESTERRO – Alexandre Herculano
Poema: RIBEIRA – João Pedro Mésseder

 

Nuno Tudela
Poema: O PORTO É SÓ…  – Eugénio de Andrade

Nova data: Conversa «Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – E os Museus?»

17 de Outubro, 2023

No âmbito do programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, decorre no próximo dia 4 novembro, pelas 16 horas, a Conversa «Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – Há um lugar para os Museus?», tendo como convidados Paula Távora Vítor e António Ponte, com moderação de Pedro Morgado.

 

A iniciativa faz parte de um ciclo de conversas a decorrer no Museu Nacional Soares dos Reis, contando com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

Intervenientes

 

Paula Távora Vítor
Professora Auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Licenciada (2001), Mestre (2005) e Doutora (2017) pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra; Investigadora Integrada (Instituto Jurídico); Presidente da Direção do Centro de Direito da Família (FDUC); Membro do Conselho Executivo da International Society of Family Law e do Coordinating Group de Family Law in Europe Academic Network (FL-EUR); Autora de diversas monografias e artigos na área do Direito da Família e das Sucessões e do Direito das Pessoas (capacidade). Co-autora de projetos legislativos. Membro do Grupo de Trabalho de revisão da Lei de Saúde Mental.

 

António Ponte
Atual Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte é licenciado em Ciências Históricas (1993) pela Universidade Portucalense, Mestre (2007) e Doutor em Museologia (2014), pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desempenhou o cargo de Diretor Regional de Cultura do Norte, entre 2013 e 2021.

 

Pedro Morgado
Médico psiquiatra do Hospital de Braga, investigador e professor na Escola de Medicina da Universidade do Minho, e vencedor da 1.ª edição do FLAD Science Award Mental Health, o maior prémio na área da saúde mental em Portugal com um projeto na área da perturbação obsessivo-compulsiva. Desde fevereiro 2022, é Coordenador Regional do Norte para a Saúde Mental.

 

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a realizar várias ações enquadradas no eixo programático «Arte & Saúde».

 

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco deste programa em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença mental, aumentando a autoconfiança e bem-estar, possibilitando a construção de um ambiente seguro, aliviando o sofrimento e diminuindo a angústia das pessoas que neles participam.

 

A exposição “Portreto de la Animo” integra peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

A exposição tem o apoio mecenático da Fundação Millenium bcp e da Lusitânia Seguros, bem como o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – Há um lugar para os Museus?

4 de novembro, 16h00 – 17h30

Paula Távora Vítor e António Ponte

Moderação: Pedro Morgado

Local: Museu Nacional Soares dos Reis
Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

Curso livre «A Arte Nova e as suas Mu?ltiplas Expresso?es»

17 de Outubro, 2023

Local
Museu Nacional Soares dos Reis

 

Preço
Associados AMNSR: 65€
Na?o associados: 80€

 

Mais info
https://www.facebook.com/amigosdomnsr

O Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis promove o curso livre “A Arte Nova e as suas Mu?ltiplas Expresso?es”.

 

A formação será orientada pelo Prof. Doutor Gonçalo Vasconcelos e Sousa e irá decorrer nos dias 8, 15, 22 e 29 novembro e 6 dezembro 2023, das 18h30 às 19h30. Inscrições a decorrer até 3 novembro.

 

Gonçalo de Vasconcelos e Sousa é professor Catedrático da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, onde é diretor do CIONP – Centro Interpretativo da Ourivesaria do Norte de Portugal (CITAR-EA/UCP). Preside ao Conselho Científico da Escola das Artes (entre 2011-2013 e desde 2017), sendo coordenador científico da licenciatura em Arte – Conservação e Restauro, do mestrado em Conservação e Restauro de Bens Culturais e do doutoramento em Estudos do Património. Doutor (2002) e Agregado (2006) em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde defendeu a sua dissertação de mestrado (1997). Académico Correspondente da Academia Portuguesa da História (2003) e da Academia Nacional de Belas-Artes (2001).

 

O Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR é uma associação criada em 1940, pessoa coletiva de carácter cultural, sem fins lucrativos, com estatuto de utilidade pública, que tem como objetivo concorrer para o desenvolvimento da cultura, das artes, da defesa do património cultural, tendo como principal objetivo a progressiva valorização do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Desde 1942, o CDJF – Amigos do MNSR publica a revista de Artes Decorativas MVSEV, dirigida, na altura, por Vasco Valente, então Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, entre outras publicações dentro da sua atividade editorial.

 

A Associação tem centrado a sua atividade no apoio ao desenvolvimento do Museu, aumento das suas coleções, aquisições e doações, complementando a programação do Museu com viagens, cursos e visitas várias, organização de conferências, congressos, concertos, etc.

 

O CDJF – Amigos do MNSR conta, atualmente, com muitas centenas de amigos individuais tornando-a, no panorama das associações culturais de amigos dos museus, uma associação de referência, para além de um conjunto muito alargado de associados institucionais que apoiam as várias iniciativas promovidas.

Fim-de-semana repleto de atividades no Museu Soares dos Reis

17 de Outubro, 2023

Uma oficina de elaboração de um álbum de recortes (scrapbooking) e uma oficina de construção de um móbil são as propostas do Museu Nacional Soares dos Reis para o próximo fim-de-semana. As atividades são asseguradas pelo Serviço de Educação do Museu e as inscrições estão a decorrer.

 

Público
Jovens, adultos e famílias

 

Inscrições
se@mnsr.dgpc.pt (até 48 horas de antecedência)

Oficina de Scrapbooking Colecionar memórias

21 outubro (sábado), 10h30-12h30 | 14h30-17h30

Público | Jovens e adultos

Valor | 10 EUR

Oficina orientada pelo Serviço de Educação / Jorge Coutinho

 

Lembranças especiais marcam a vida das pessoas. Essas lembranças, que eternizam momentos e experiências, materializam-se sob formas diversas: um desenho, uma fotografia, uma carta ou um cartão. São lembranças que carregam um significado especial e, por isso, são guardados religiosamente. Nesta oficina, colecionamos memórias com a produção de um scrapbook. Participe!

 

Uma mão cheia de objetos

22 outubro (domingo), 10h30-12h30

Público | Famílias com crianças e jovens dos 6 aos 16 anos

Valor | 2 Euros

Oficina orientada pelo Serviço de Educação / Paula Azeredo

 

Entre pintura, escultura e artes decorativas da exposição de longa duração, apuramos o “olho de lince” mas também o pensar e sentir o que se não vê. Somos desafiados a descobrir pormenores e a conhecer histórias, técnicas, formas, funções, usos e significados. E tudo vai ficar registado na construção de um móbil. Participe em família!

Museu recebe Concerto da Orquestra de Bandolins de Esmoriz

17 de Outubro, 2023

No âmbito da programação definida para o mês de outubro, o Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo domingo, dia 22, pelas 16 horas, um Concerto da Orquestra de Bandolins de Esmoriz.

 

Entrada livre.

Seguindo a ideologia de que a música é para todos, a Orquestra de Bandolins de Esmoriz procura desmistificar a noção de que o bandolim é um instrumento unicamente popular com a apresentação de um repertório eclético e variado, do tradicional ao clássico, passando por composições originais para este tipo de orquestra.

 

David Silva é o solista convidado para a atuação a realizar no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A Orquestra de Bandolins de Esmoriz constituiu-se oficialmente em 1984, resultante de um movimento musical iniciado pelo maestro fundador Luís Marques Aleixo, onde a orquestra acompanhava o teatro de revista da altura.

 

Atualmente, conta com cerca de 20 instrumentistas, com idades entre os 14 e os 83 anos, amadores e profissionais, e com a direção musical do maestro, compositor e instrumentista, Luís Sá.

 

O solista David Silva tem vindo a participar nas mais diversas formações de Música de Câmara, tendo colaborado com a Orquestra do Norte, Orquestra Património | Ópera na Academia e na Cidade e enquanto membro fundador do Oporto Chamber Ensemble.

 

Nascido em Montreal, Canadá, no seio de uma família portuguesa, mudou-se para Portugal ainda jovem. Estudou na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo e na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto, com os Professores Iva Barbosa e António Saiote.

 

Grande vencedor dos concursos “Prix-d’Europe” e do “Canadian Music Competition – Stepping Stone” em 2016, no Canadá, obteve diversas outras distinções.

 

David é regularmente convidado por diversas orquestras: Hyogo Performing Center Orchestra (Japão), Orquestra Sinfónica de Macau, Orchestre Symphonique de Montreal, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Gulbenkian, Camerata Zurique, Musikkollegium Winterthur Orchestra e Basler Festival Orquestra (Suiça).

Boletim Bibliográfico das Bibliotecas DGPC já disponível

16 de Outubro, 2023

Já se encontra disponível para consulta online o Boletim Bibliográfico Trimestral da Rede de Bibliotecas da Direção Geral do Património Cultural, referente ao 3.º Trimestre de 2023.

 

O Serviço de Documentação e Informação do Museu Nacional Soares dos Reis selecionou um conjunto de monografias, sobre temáticas diversas.

Com 25 bibliotecas e centros de documentação, a maioria das quais com acesso público, a Direção Geral do Património Cultural (DGPC) possui uma rede única de recursos bibliográficos especializados e disponíveis a todos os interessados. Acessíveis nos serviços centrais, museus e monumentos, estes serviços documentais disponibilizam cerca de 320.000 registos bibliográficos.

 

Trata-se de um conjunto de serviços de documentação muito relevante que, pela sua riqueza e diversidade, constitui um ativo estratégico importante no quadro da sociedade da informação e do conhecimento, cuja conservação, ampliação e disponibilização são assumidos pela Direção-Geral do Património Cultural.

 

Neste contexto, a Rede de Bibliotecas lançou em 2019 um boletim bibliográfico de destaques, com uma periodicidade trimestral.

 

Este é um boletim de destaques dos acervos, pelo que cada uma das bibliotecas cooperantes do mencionado boletim escolhe, em cada trimestre, cerca de 10 obras do seu acervo que sejam consideradas importantes para o seu contexto e público-alvo. Por esta razão, o boletim inclui quer obras recentemente integradas nos respetivos acervos quer obras já existentes.

 

Para o boletim do 3º trimestre 2023, o Serviço de Documentação e Informação do Museu Nacional Soares dos Reis selecionou um conjunto de monografias, sobre temáticas diversas, onde se incluem, a título de exemplo, «A ourivesaria portuense nos séculos XVII e XVIII: subsídios para a sua história», de Joaquim Jaime B. Ferreira Alves; «Chiado, Carmo, Paris. Os lugares de Dordio Gomes e as bifurcações da pintura. Artes na esfera pública», coordenação de José Quaresma; a «A estátua de Brotero, por Soares dos Reis», de João Pereira Dias; «A ourivesaria popular em Gondomar: técnica de fundição em areia e suas tipologias», de Ana Cristina Correia de Sousa; ou a «A pintura do retrato em Portugal e no Brasil no início do século XIX: prestígio, política e saudade» de Patrícia Delayti Telles.

Visita Orientada: O Douro nas coleções do Museu Soares dos Reis

16 de Outubro, 2023

26 outubro (5ª feira), 18h00
Público | Jovens e adultos
Visita orientada por Isabel Rodrigues

 

Valor | Entrada gratuita

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

Visita Orientada «O Douro nas coleções do Museu: Manuel Maria Lúcio e Joaquim Lopes», agendada para o próximo dia 26 outubro, pelas 18 horas. Inscrições a decorrer.

 

O ponto de partida desta visita é o catálogo da exposição “O Douro visto por Artistas Plásticos”, realizada no Museu Nacional Soares dos Reis em 1963, integrada nas comemorações da inauguração da Ponte da Arrábida.

 

Nesta visita, revisitam-se notícias de jornais da época, o álbum fotográfico da inauguração da exposição, bem como os catálogos de referência em que estas obras participaram, espólio documental da biblioteca do Museu.

 

Manuel Maria Lúcio, pintor amador, escolheu como mestre o pintor Artur Loureiro. Entre os artistas que frequentaram o atelier-escola nos jardins do Palácio de Cristal, Manuel Maria Lúcio foi um dos discípulos da sua preferência. O Museu Nacional de Soares dos Reis integra desde 1944 uma parte significativa do seu espólio de arte e biblioteca.

 

Em Gaia, na casa onde viveu toda a sua vida, reuniu uma coleção importante, sobretudo em pintura contemporânea, peças de mobiliário, faianças e esmaltes. Além de colecionador, Manuel Maria Lúcio foi um bibliófilo notável.

 

Não tendo cursado a Academia Portuense de Belas Artes, serviu-se de livros e publicações como veículos de cultura artística. Nas telas, tábuas e pastéis que pintou, abundam aspetos das regiões do Alto-Douro e do Vale do Vouga, de Gaia e do Porto, como o Rio Douro, de 1906, exposto no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Joaquim Lopes matriculou-se na Escola de Belas Artes do Porto, em 1906, tendo como mestres José de Brito, em Desenho, e Marques de Oliveira, em Pintura. Este último teve grande influência na sua formação e a amizade e admiração que nutria pelo mestre estão bem patentes na obra que, mais tarde, escreveu sobre ele.

 

No Porto, Joaquim Lopes fez parte da Sociedade de Belas Artes do Porto, apresentando-se nas suas exposições desde 1918 e participando na tentativa de renovação levada a cabo por vários artistas.

 

Na sua vasta obra tocou vários géneros, como a paisagem, que constituiu motivo frequente da sua pintura, dando-lhe um colorido e vigor caraterísticos. Para além do Museu Nacional Soares dos Reis, a obra de Joaquim Lopes encontra-se espalhada por vários museus e instituições públicas, de que são exemplo o Museu do Chiado, em Lisboa, o Museu de Grão Vasco, em Viseu, ou o Museu do Abade de Baçal, em Bragança, e ainda em coleções particulares.

 

Imagem

Museu Nacional Soares dos Reis
N.º de Inventário: 900 Pin CMP/ MNSR
Denominação: Barcos à descarga no rio Douro
Autor: Lopes, Joaquim Francisco
Datação: 1927 d.C.

Em outubro, descobrimos a peça Figura de um Imortal

16 de Outubro, 2023

Público
Jovens e adultos

 

Ingresso
Entrada gratuita

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

Peça do Mês Figura de um Imortal
20 outubro (6ª feira), 13h30
21 outubro (sábado), 11h30
Público | Jovens e adultos
Sessão comentada por Patrícia Fontes

 

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, na rubrica A Peça do Mês – A Escolha do Público, a Figura de um Imortal. As sessões comentadas decorrem nos dias 20 outubro (13h30) e 21 outubro (11h30). Inscrições a decorrer.

 

Da investigação efetuada sobre esta peça, tudo leva a crer que tenha pertencido à coleção de História Natural dos prestigiados livreiros da Casa Bertrand, que o colecionador João Allen adquiriu em Lisboa. A peça faz parte de um conjunto de figuras chinesas que nos remetem para o século XVIII e o gosto fascinante pelo colecionismo de raridades.

 

João Francisco Allen (1781-1848) foi um negociante de origem inglesa (mais propriamente irlandesa), nasceu em Viana do Castelo a 1 de maio de 1781. Filho de Duarte Guilherme Allen, cônsul de Inglaterra em Viana do Castelo, foi condecorado com a ordem da Torre e Espada pela coragem demonstrada na Guerra Peninsular, para a qual se voluntariou.

 

Foi um dos promotores da criação do Palácio de Cristal, assim como do primeiro banco portuense, o Banco Comercial.

 

Fundou o Novo Museu Portuense ou Museu Allen, o primeiro a ter catálogos impressos em Portugal (o primeiro foi editado em 1853), sendo um reputado crítico de arte.

 

A extraordinária coleção reunida por João Allen foi comprada após a sua morte pela Câmara, tornando-se parte do acervo do primitivo Museu Municipal e estando hoje integrada no Museu Nacional Soares dos Reis.

176º Aniversário de Nascimento de António Soares dos Reis

14 de Outubro, 2023

Patrono do Museu desde 1911, António Soares dos Reis, considerado um dos maiores escultores portugueses do séc. XIX, nasceu a 14 de outubro de 1847, no lugar de Santo Ovídio, freguesia de Mafamude, concelho de Vila Nova de Gaia.

 

Com apenas 14 anos, matriculou-se na Academia Portuense de Belas Artes, onde – durante a frequência do curso – colheu vários prémios e louvores. Em poucos anos o curso estava concluído, obtendo o 1º prémio nas cadeiras de desenho, arquitetura e escultura.

Aos 20 anos tornou-se pensionista do Estado no estrangeiro. Entre 1867 e 1870 permanece em Paris como pensionista, recebendo lições de Jouffroy, Yvon e Taine. Em Paris recebe vários prémios pelos seus trabalhos.

 

Após breve estada em Portugal, em 1871 parte para Roma, etapa decisiva na sua formação. É em Roma que inicia a execução de O desterrado (1872), obra de inspiração clássica, ensaio de transição para o naturalismo, premiada na Exposição Geral de Belas-Artes de Madrid de 1881.

 

Regressado ao Porto em 1873 para se dedicar à carreira artística, colabora em publicações e preside ao Centro Artístico Portuense. A partir de 1881, leciona Escultura na Escola de Belas-Artes do Porto, embora discorde da orgânica do ensino.

 

Soares dos Reis é admirado pelos seus contemporâneos, recebe encomendas, participa em concursos e exposições, concebe monumentos públicos. A doença e insatisfação levam-no ao suicídio, em 1889, no seu atelier.

 

Sobre o Museu Nacional Soares dos Reis

O Museu Nacional Soares dos Reis tem origem no Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil (1832-34).

 

Com a extinção das ordens religiosas recolheram-se obras, entre outros, nos mosteiros de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra. Conhecido como Museu Portuense, ficou instalado no extinto Convento de Santo António da Cidade, na praça de S. Lázaro, vindo a ser formalizado por decreto em 1836 por D. Maria II.

 

Em 1839, passou para a direção da Academia Portuense de Belas Artes, que promoveu uma série de exposições em que foram premiados notáveis artistas como Soares dos Reis, Silva Porto, Marques de Oliveira e Henrique Pousão, em sucessivas gerações de mestres e discípulos.

 

Com a proclamação da República passou a designar-se Museu Soares dos Reis em memória de um dos mais destacados nomes da Arte Portuguesa.

 

Em 1932, passou à categoria de Museu Nacional, época marcada por uma reorganização significativa de Vasco Valente, através da incorporação dos objetos do Paço Episcopal do Porto (Mitra) e do Museu Industrial, bem como do depósito das coleções do extinto Museu Municipal. Segue-se, em 1940, a instalação do Museu no Palácio dos Carrancas, onde ainda se mantém.

Visita «Pillement na Sala de Música do Palácio dos Carrancas»

13 de Outubro, 2023

No âmbito da programação proposta para o mês de outubro, decorre no próximo dia 20, pelas 11 horas, a visita orientada, por Paula Santos, «Pillement na Sala de Música do Palácio dos Carrancas».

 

Pillement na Sala de Música do Palácio dos Carrancas
20 outubro (6ª feira), 11h00
Público | Jovens e adultos
Valor | bilhete de entrada + 2 EUR
Visita orientada por Paula Santos

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

As alegorias do reinado de D. João VI servem de fundo para contextualizar a fase portuguesa do paisagista Jean Pillement (Lyon 1728-1808), cuja atividade no Porto deixou rasto visível na obra de Francisco Vieira, o mestre-dourador da antiga Porta do Olival.

 

Esta visita permitirá distinguir inovações na pintura de paisagem do século XVIII através de uma seleção de obras de um dos artistas mais influentes e apreciados na esfera do colecionismo português.

 

Jean Pillement (Lyon 1728 – 1808) foi um artista francês com formação em desenho têxtil na fábrica GobelinsParis. Viveu em Lisboa antes do Terramoto de 1755, onde trabalhava como desenhador na Real Fábrica das Sedas. Tendo viajado pela Europa, regressou a Portugal cerca de 1782, onde se distinguiu na técnica a pastel no domínio da Paisagem.

 

O pintor tratava de forma idílica cenas campestres e marinhas idealizando a natureza. Também captou aspetos de Portugal ligados à faina do Tejo e do Douro. No Porto lançou as bases de uma corrente de Paisagem junto de Domingos Vieira e seu filho, Francisco Vieira, o Portuense.

Visita Orientada «Entre o sol que desenha e a sombra do atelier»

13 de Outubro, 2023

No âmbito da programação proposta para o mês de outubro, decorre no próximo dia 19, pelas 18 horas, a visita orientada por Paula Azeredo «Entre o sol que desenha e a sombra do atelier», com participação gratuita.

 

Nesta visita, as atenções recaem sobretudo nas pinturas de Silva Porto (1850-1893), Marques de Oliveira (1853-1927) e Henrique Pousão (1859-1884). O circuito completa-se, contudo, com outros artistas que deixaram marcas na cidade do Porto da primeira metade do século XX.

 

Inscrições Formulário online (com 48 horas de antecedência)

Em 1867, as Academias de Belas Artes iniciam a atribuição de bolsas a alunos no estrangeiro. Silva Porto (1850-1893) e Marques de Oliveira (1853-1927) foram os primeiros bolseiros em Pintura.

 

Ingressaram na École des Beaux-Arts de Paris em 1873 e, na floresta de Barbizon, conviveram com um grupo de artistas seguidores da pintura de ar livre focando-se nos efeitos da luz sobre a paisagem.

 

Também Henrique Pousão seguiu para Paris em 1880. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Biografias

António Carvalho da Silva Porto (1850 – 1893)

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.

 

Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.

 

Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.

 

Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.

 

João Marques de Oliveira (1853 – 1927)

Começou a sua aprendizagem artística muito novo com o mestre particular António José da Costa, matriculando-se em seguida na Academia Portuense de Belas Artes.

 

Colega de curso de Silva Porto, com ele continuaria, entre 1873 e 1879, como pensionista do Estado no estrangeiro, Marques de Oliveira na classe de Pintura Histórica, Silva Porto na de Pintura de Paisagem. Partiu para Paris no final de 1873 e em 1874 inscreveu-se na Escola Nacional de Belas Artes de Paris.

 

Ligado à pintura histórica por dever de pensionato e, mais tarde, de docência, Marques de Oliveira manifestou sempre uma grande sensibilidade pela natureza e pelos estudos de paisagem, que tentou fixar em pequenas impressões. A sua atividade como professor foi notável, levando os alunos ao contacto direto com a natureza, mas insistindo sempre na qualidade do desenho como base de qualquer obra.

 

À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do naturalismo em Portugal. Faleceu em 1927 e em 1929 foi-lhe prestada homenagem no Porto com a inauguração de um monumento (de autoria de Soares dos Reis) em sua honra, no Jardim de S. Lázaro.

 

Henrique César de Araújo Pousão (1859-1884)

Desde cedo que a família lhe reconhecera talento, manifesto sobretudo em retratos a lápis. Com 10 anos passa a residir em Barcelos e, em 1872, fixa-se no Porto. É nesta cidade que frequenta o atelier do pintor António José da Costa para preparar a entrada na Academia Portuense de Belas-Artes (1872). Muito influenciado por Marques de Oliveira, regressado de Paris em 1879, Pousão ganha o concurso de pensionista, chegando a Paris no final do ano de 1880, acompanhado de Sousa Pinto (1856 – 1939).

 

Em Espanha, tinha visitado já o Museu do Prado e antes de ingressar no atelier de Cabanel e de Yvon, visitou também galerias de arte e museus em Paris, e conheceu o Impressionismo, especialmente em 1881 na região francesa de Puy-de-Dômes, aldeia de Saint-Sauves.

 

Neste ano, muda-se para Roma, onde aluga um atelier e, em 1882, produz significativas obras, também em Nápoles e Capri. Paisagens de um poético e vibrante cromatismo, em exercícios de captação de luz, pinturas de género como Cecília (MNSR), e retratos, com Senhora Vestida de Preto (MNSR), realizado já em Paris, revelam a sua modernidade, invulgar no panorama artístico português.

 

Vitimado aos 25 anos pela tuberculose, a sua obra adquire importância décadas mais tarde.

Conversa «Arte, Emoções e Terapia» na Exposição Portreto de la Animo

13 de Outubro, 2023

«Arte, Emoções e Terapia» é o tema de mais uma conversa do ciclo inserido no programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc. Terá como convidados Jorge Oliveira, Andreia Magalhães e Isabel Carvalho, com moderação de Ana Silva Pinto. O encontro terá lugar no dia 25 outubro, pelas 18 horas, no Museu Nacional Soares dos Reis. Entrada livre.

 

A iniciativa faz parte de um ciclo de conversas que o Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a promover neste Mês da Saúde Mental, contando com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

Arte, Emoções e Terapia

25 outubro, 18h00 – 19h30

Jorge Oliveira, Andreia Magalhães e Isabel Carvalho
Moderação: Ana Silva Pinto
Local: Museu Nacional Soares dos Reis
Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

 

 

Jorge Oliveira
Presidente do Espaço T – Associação para Apoio à Integração Social e Comunitária, uma IPSS, tutelada pelo Ministério da Saúde, com fins de saúde e com o Estatuto de Utilidade Pública. O Espaço t é um espaço aberto que utiliza a Arte como instrumento de desenvolvimento de competências artísticas, pessoais, sociais, culturais e formativas. O principal elemento diferenciador da Instituição é a promoção da inclusão de todos, desde o “dito normal” até ao individuo com doença mental e/ou física, pessoa com deficiência, imigrantes, pessoas com dificuldades psicossociais, e todos os outros.

 

Andreia Magalhães
Doutorada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, com uma tese sobre a produção artística em filme nos anos 1960 e 1970. Tem desenvolvido a sua atividade profissional, desde 2000, em museus e centros de arte, sobretudo nas áreas da gestão de coleções, programação e produção de exposições. Desde 2017 é diretora artística do Centro de Arte Oliva. É Professora Auxiliar Convidada da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.?

 

Isabel Carvalho
Artista plástica, editora e investigadora. Nos últimos anos, o seu trabalho artístico tem-se desenvolvido em torno das artes visuais, da escrita e da edição, caraterizando-se por uma forte componente de investigação – cruzando abordagens científicas e especulativas como metodologia. Editora da revista Leonorana, que dedicou o número especial We Care a Lot, realizado em parceria com o maat, ao cuidado com a saúde mental como prioridade na reflexão em torno da cultura contemporânea.

 

Ana Silva Pinto
Membro da Coordenação Regional do Norte das Políticas de Saúde Mental. Assistente Hospitalar Graduada no Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP). Coordenadora da Unidade Comunitária do CHUP. Psiquiatra na Casa de Saúde de Santa Catarina. Assistente convidada de Psicologia Médica e de Saúde Mental no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS). Integra os corpos gerentes da Sociedade Portuguesa de Psicodrama (SPP) e do Sindicato dos Médicos do Norte.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a realizar várias ações enquadradas no eixo programático «Arte & Saúde».

 

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco deste programa em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença mental, aumentando a autoconfiança e bem-estar, possibilitando a construção de um ambiente seguro, aliviando o sofrimento e diminuindo a angústia das pessoas que neles participam.

 

A exposição “Portreto de la Animo” integra peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

A exposição tem o apoio mecenático da Fundação Millenium bcp e da Lusitânia Seguros, bem como o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

Porto eleito Melhor Destino «City Break» da Europa 2023

12 de Outubro, 2023

A cidade do Porto foi galardoada com o prémio Melhor Destino Europeu para Escapadela Urbana” – Europe’s Leading City Break Destination 2023.

 

Esta é uma iniciativa que reconhece e premeia a excelência em viagens e turismo, com base na votação de profissionais da indústria de viagens, comunicação social e consumidores.

 

Em 2022, os “Óscares do Turismo” já tinham atribuído ao Porto as distinções de “Melhor Destino de Cidade da Europa” e, na competição global, “Melhor Destino de Cidade do Mundo”. Também em 2020 já havia sido eleito o “Melhor Destino Europeu para Escapadela Urbana”.

O Museu Nacional Soares dos Reis congratula-se com a distinção e regista com muita satisfação indicadores de número de visitantes que confirmam a preferência e a apetência turística pelo destino Porto.

 

No final do mês de setembro, a nova Exposição de Longa Duração do Museu Nacional Soares dos Reis tinha já ultrapassado a marca dos 40 mil visitantes. Inaugurada no passado dia 13 abril, e assinalando a reabertura plena do museu, depois da intervenção de requalificação, a exposição de longa duração reúne a coleção mais importante de arte portuguesa do século XIX. No total são 1133 peças que contam a história do museu e da arte, distribuídas por 27 salas.

 

Com uma História de quase 200 anos, o Museu Nacional Soares dos Reis – o primeiro museu público de arte do país – tem vindo a reposicionar-se, apresentando agora um renovado olhar sobre as suas coleções.

 

Para além do interesse suscitado pela exposição de longa duração, também a atual exposição temporária – Portreto de la Animo – tem registado uma muito significativa afluência de público.

 

Trata-se de uma exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

 

Composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, a mostra integra, igualmente, várias peças do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, colocadas em diálogo com as peças da Coleção Treger Saint Silvestre. Estará patente ao público até 12 novembro 2023.

Celebração dos Dias Europeus da Conservação e Restauro | 2023

12 de Outubro, 2023

Até ao próximo dia 15 de outubro, estão a decorrer os Dias Europeus da Conservação e Restauro, iniciativa promovida pela Confederação Europeia de Associações de Conservadores-Restauradores, com o objetivo de sensibilizar para a importância da conservação do património e dos profissionais que intervêm no mesmo.

 

A data é celebrada desde 2018, Ano Europeu do Património Cultural, iniciativa da Comissão Europeia, enquadrada pelos grandes objetivos da promoção da diversidade, do diálogo intercultural e da coesão social.

Sob o lema “Património: onde o passado encontra o futuro”, o Ano Europeu do Património Cultural visou incentivar mais pessoas a descobrir e explorar o património cultural da Europa e reforçar o sentimento de pertença a um espaço europeu comum.

 

O património cultural influencia a identidade e a vida quotidiana dos povos, tanto o material, o imaterial, o natural como o digital. Rodeia-os nas aldeias, vilas e cidades, nas paisagens naturais, nos monumentos, nos museus, palácios e sítios arqueológicos…

 

O património cultural não só está presente na literatura, na arte e nos objetos expostos nos museus, mas está igualmente presente nas técnicas que se aprendem com os antepassados, nos ofícios tradicionais, na música, no teatro, nos ambientes e no espírito dos lugares, na gastronomia e no cinema.

 

A celebração dos Dias Europeus da Conservação e Restauro é uma oportunidade de sensibilizar a população, especialmente as gerações mais jovens, para os resultados carregados de valor que a conservação e restauro pode proporcionar ao património cultural e à sociedade.

 

Destaca-se, assim, o respeito pela história e os valores presentes nas intervenções, além dos artistas e ofícios, que garantem a integridade do testemunho material europeu e a autenticidade do património cultural, crucial para o processo de identificação individual e coletivo.

 

O conservador-restaurador é um profissional altamente qualificado, que estuda matérias interdisciplinares, desde a química à biologia, passando pela história da arte, arqueologia e museologia. Este profissional tem a seu cargo tarefas de elevada complexidade e responsabilidade e trabalha frequentemente em redes multidisciplinares.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis é desenvolvido um trabalho contínuo nas áreas de conservação e restauro, no contexto da gestão e acompanhamento das diferentes coleções.

 

A equipa de conservadores e restauradores participa, ainda, em projetos de investigação com o objetivo de contribuir para novos estudos sobre técnicas e procedimentos de conservação e restauro.