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Visita Orientada explora a relação «Arte e a Morte dos Artistas»

20 de Outubro, 2023

Ao longo da vida, cruzamo-nos com diversos movimentos artísticos, artistas e suas obras, mas raramente pensamos na morte dos criadores como parte integral desse cenário.

 

A visita orientada «A Arte e a Morte dos Artistas» propõe um olhar sobre a forma como a arte transcende a mortalidade dos seus criadores.

 

A visita vai decorrer no dia 31 de outubro, às 18 horas, com entrada livre, sujeita a inscrição prévia (com 48 horas de antecedência) através do formulário online.

A Arte e a Morte dos Artistas
31 outubro (3ª feira), 18h00
Público | Jovens e adultos
Valor | Entrada gratuita
Visita orientada por Cátia Ferreira

 

Ao longo da vida, cruzamo-nos com diversos movimentos artísticos, artistas e suas obras, mas raramente pensamos na morte dos criadores como parte integral desse cenário. Podemos perguntar: Estará a vida de um artista entrelaçada com a sua obra? O que é que a Conservação e o Restauro revelam sobre essa relação? Em dia de Halloween, convidamo-lo a mergulhar neste mistério. Descubra como a arte transcende a mortalidade dos seus criadores e desvende segredos ocultos na conservação das obras.

 

“(…) os labirintos da mente humana, capazes de abrigar as mais diferentes formas de pensamentos e acenar para a humanidade com possibilidades infinitas, diante de um tema que ao ser evitado não se torna desencantado, muito pelo contrário. Leva todos os seres a refletirem e buscarem os sentidos particulares que suas existências e a morte têm para cada um. Trata-se do destino certo, tal qual a luta pela vida. Torna-se a pergunta sem resposta que a arte e a esperança humana vão tentar trazer em suas mais profundas expressões. Pois é onde a Morte se torna bela, na Arte.” GALESCO, Mirna 2011

«A minha vida dava um livro – Da interioridade ao encontro do outro»

19 de Outubro, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo dia 28 outubro, duas oficinas promovidas pela Associação Compassio, intituladas «A minha vida dava um livro – Da interioridade ao encontro do outro», tendo como facilitadora Leonor Mexia.

 

As sessões destinam-se a adultos e jovens, a partir dos 16 anos, e irão decorrer nos seguintes horários: a sessão da manhã, das 10h30 às 12h30; e a sessão da tarde, das 14h30 às 16h30.

 

As inscrições estão a decorrer e podem ser efetuadas através do email se@mnsr.dgpc.pt (até 48 horas de antecedência).

28 outubro (sábado), 10h30-12h30
28 outubro (sábado), 14h30-16h30
Público | Adultos e jovens a partir dos 16 anos
Valor | 10 Euros
Oficina orientada por Leonor Mexia (Associação Compassio)

 

Nesta atividade vamos ao mais fundo de nós procurar inspiração para escrever a história mais bonita do mundo: a nossa! Através dos cinco sentidos e da nossa memória agradecida, vamos procurar a poesia escondida da nossa vida. Quanto melhor nos conhecermos, mais livres estamos para acolher o outro e compreendê-lo melhor.

 

Leonor Mexia é escritora de literatura infantil. Nasceu no Porto, em 1970. Desde 2010, faz sessões de leitura em escolas, bibliotecas, lares, e também workshops de escrita criativa para crianças. Facilitadora de workshops de acompanhamento de doentes e interioridade na associação Compassio. Formações de escrita, educação para a sexualidade, comunicação não violenta, orientadora de grupos de crianças e jovens. Colabora com vários grupos de doentes, cuidadores e pessoas em situação vulnerável.

 

Obras publicadas:

“A caixa da Avó Maria”, Porto Editora, 2009 (6 edições), recomendado pelo Plano Nacional de Leitura desde 2010

“Nós nas palavras”, Edita-me, 2010

“Onde se meteu a Lua?”, da coletânea “Mar de Contos” – Lulu Editora, 2011 (menção honrosa)

“Colar de contos”, Porto Editora, 2012 (3 edições)

“O rapaz que limpava os beijos da cara”, Editorial Novembro, 2018

“12 Histórias para Benedita” – O dia de fazer biscoitos, Editorial Novembro, 2019

“O jardim das Alfazemas”, Edição de Autor, 2019

“O Segredo da Girafa”, Editorial Novembro, 2023

Visitas à Casa-Museu Fernando de Castro também ao domingo

18 de Outubro, 2023

A partir do próximo mês, a Casa-Museu Fernando de Castro, no Porto, passará também a disponibilizar visitas guiadas em alguns domingos. A medida é implementada para dar resposta à elevada procura registada por parte dos visitantes.

 

O acesso à Casa-Museu Fernando de Castro é feito, sempre, por marcação prévia online e sujeita a confirmação de disponibilidade. Em visitas de grupo, o número máximo é de 10 participantes.

O acervo da Casa-Museu Fernando de Castro é constituído por diferentes coleções reunidas ao longo de várias décadas. É composto, maioritariamente, por arte religiosa com representações eruditas e de cariz popular, pintura naturalista portuguesa e artes decorativas. Destaca-se, ainda, um interessante núcleo de caricaturas e alguns livros da autoria de Fernando de Castro, colecionador, artista e poeta.

 

Fernando de Castro (Sé, 23 nov. 1888 – Paranhos, 7 out. 1946) foi um colecionador e empresário portuense reconhecido pela sua veia poética manifesta em publicações, com gosto pela leitura e inclinação para o desenho tendo criado várias séries de caricaturas.

 

Fernando de Castro viveu na rua das Flores junto da loja do pai, cujo negócio prosperou em vidros, espelhos e papéis pintados. Entre 1893-1908, o empresário empenhou-se na construção de uma nova casa situada na rua de Costa Cabral.

 

Desde cedo, Fernando de Castro cresceu dentro de um imaginário pleno de figuras de estilo e de ícones, em particular no que diz respeito ao mobiliário e recheio da casa de Costa Cabral— património que conservou e respeitou após a morte do pai em 1918.

 

Na idade adulta, desenvolveu os seus interesses culturais num círculo de amigos ligados aos negócios e com um gosto particular pelas artes e letras. Terá sido após a morte da mãe em 1925 que Fernando de Castro fez novas aquisições de peças.

 

A Casa-Museu Fernando de Castro é administrada pelo Museu Nacional Soares dos Reis desde 1952. As visitas estão sujeitas a marcação prévia. Saiba mais aqui.

82º Aniversário de Falecimento de Manuel Teixeira Gomes

18 de Outubro, 2023

Manuel Teixeira Gomes, sétimo presidente da Primeira República Portuguesa (de 6 outubro de 1923 a 11 de dezembro de 1925), faleceu no dia 18 outubro de 1941, em Bougie, na Argélia.

 

Natural de Portimão, Manuel Teixeira Gomes era filho de José Libânio Gomes, proprietário endinheirado, exportador de frutos secos e cônsul da Bélgica no Algarve, e de Maria da Glória Teixeira Gomes.

Depois de cumprido o serviço militar, Teixeira Gomes fixou-se no Porto, em 1881.

 

Nesse ano frequentou a Academia Politécnica do Porto (1831-1832), conviveu com intelectuais e artistas como Soares dos Reis, Marques de Oliveira e Basílio Teles. Colaborou em diversas publicações periódicas da cidade, como “O Primeiro de Janeiro” e “Folha Nova”.

 

Teixeira Gomes foi uma figura cultural de relevo. Quando foi eleito para presidente da República, tinha já obra literária publicada e uma carreira diplomática que ajudara a credibilizar e consolidar o regime republicano em Londres, principal aliado português na época.

 

Colecionador de arte, diplomata de talento, viajante incansável, apaixonado visitante de museus e galerias, Teixeira Gomes legou a sua coleção particular de arte a vários museus nacionais, entre os quais o Museu Nacional Soares dos Reis. Aqui pode contemplar o retrato de Manuel Teixeira Gomes, por Marques de Oliveira, numa obra datada de 1881 (na foto).

 

Em 2010, o Museu Nacional Soares dos Reis acolheu a exposição “Manuel Teixeira Gomes – Os anos do Porto”, organizada por ocasião do Centenário da Implantação da República. Uma iniciativa do Instituto dos Museus e da Conservação, em parceria com a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

Museu Nacional Soares dos Reis acolhe Performance Porto Sombrio

18 de Outubro, 2023

A exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis serve de palco a uma performance inspirada no tema Porto Sombrio, a realizar no dia 29 outubro, pelas 16 horas. Entrada livre.

 

A iniciativa é produzida por alunos do curso de Técnico de Organização de Eventos do Instituto de Emprego e Formação Profissional do Porto, em parceria com a Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE).

Ao longo dos diferentes espaços do Museu Nacional Soares dos Reis, vozes, corpos, sons e poesia vagueiam por entre as obras que compõem o vasto espólio do museu. Os visitantes serão surpreendidos por diferentes formas de expressão artística.

 

Da seleção de poemas escolhidos para esta atividade consta «Tristezas do Desterro», poema de exílio de Alexandre Herculano que serviu de inspiração a António Soares dos Reis para a execução da escultura O Desterrado (na foto).

 

A peça foi a prova final do curso de Escultura tendo sido realizada em Roma, onde Soares dos Reis se acolheu, no Instituto de Santo António dos Portugueses, para conclusão da bolsa no estrangeiro.

 

A emotividade saudosista que a obra transmite traduz-se no mármore pela postura nostálgica da figura assente numa rocha batida pelo mar. Num sentido mais amplo, a obra devolve-nos a imagem de um homem solitário e pensativo, que está intimamente ligada à ideia de evasão no imaginário romântico.

 

A saudade, o desejo de regresso à Pátria, a nostalgia da terra-mãe parecem formar um estado de espírito dominante na experiência marítima dos portugueses, plano em que O Desterrado de Soares dos Reis assume uma dimensão superior, de representação coletiva.

 

 

Direção artística
Cláudia Marisa

 

Organização do eventoDina Chamusca
Lucas Reis
Milagros Chacón
Raissa Marins
Sara Duarte

Sob a orientação de Paulo Correia

 

Interpretação 

Ariana Santos
Poema: AS NOITES DO PORTO – Nuno Júdice

 

Cláudia Marisa
Poema: HINO AO PORTO  – Pedro Homem de Mello

 

Constança Antunes
Poema: CHUVA OBLÍQUA – Fernando Pessoa

 

Filipa Araújo
Poema: O NOIVADO DO SEPULCRO – António Augusto Soares de Passos

 

Gonçalo Duarte Lopes
Poema: NASCI NO PORTO – Sophia de Mello Breyner Anderson

 

Helena Magalhães
Poema: METAMORFOSE – Jorge de Sena

 

Margarida Bezerra
Poema: O EUGÉNIO DE ANDRADE ESPERA-ME NUM CAFÉ – José Gomes Ferreira

 

Pedro Carvalho
Poema: MIRAGAIA – Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Mónica Perestrello
Poema: BALADA DO RIO DOURO – Pedro Homem de Mello

 

Nuno Meireles
Poema: TRISTEZAS DO DESTERRO – Alexandre Herculano
Poema: RIBEIRA – João Pedro Mésseder

 

Nuno Tudela
Poema: O PORTO É SÓ…  – Eugénio de Andrade

Nova data: Conversa «Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – E os Museus?»

17 de Outubro, 2023

No âmbito do programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, decorre no próximo dia 4 novembro, pelas 16 horas, a Conversa «Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – Há um lugar para os Museus?», tendo como convidados Paula Távora Vítor e António Ponte, com moderação de Pedro Morgado.

 

A iniciativa faz parte de um ciclo de conversas a decorrer no Museu Nacional Soares dos Reis, contando com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

Intervenientes

 

Paula Távora Vítor
Professora Auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Licenciada (2001), Mestre (2005) e Doutora (2017) pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra; Investigadora Integrada (Instituto Jurídico); Presidente da Direção do Centro de Direito da Família (FDUC); Membro do Conselho Executivo da International Society of Family Law e do Coordinating Group de Family Law in Europe Academic Network (FL-EUR); Autora de diversas monografias e artigos na área do Direito da Família e das Sucessões e do Direito das Pessoas (capacidade). Co-autora de projetos legislativos. Membro do Grupo de Trabalho de revisão da Lei de Saúde Mental.

 

António Ponte
Atual Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte é licenciado em Ciências Históricas (1993) pela Universidade Portucalense, Mestre (2007) e Doutor em Museologia (2014), pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desempenhou o cargo de Diretor Regional de Cultura do Norte, entre 2013 e 2021.

 

Pedro Morgado
Médico psiquiatra do Hospital de Braga, investigador e professor na Escola de Medicina da Universidade do Minho, e vencedor da 1.ª edição do FLAD Science Award Mental Health, o maior prémio na área da saúde mental em Portugal com um projeto na área da perturbação obsessivo-compulsiva. Desde fevereiro 2022, é Coordenador Regional do Norte para a Saúde Mental.

 

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a realizar várias ações enquadradas no eixo programático «Arte & Saúde».

 

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco deste programa em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença mental, aumentando a autoconfiança e bem-estar, possibilitando a construção de um ambiente seguro, aliviando o sofrimento e diminuindo a angústia das pessoas que neles participam.

 

A exposição “Portreto de la Animo” integra peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

A exposição tem o apoio mecenático da Fundação Millenium bcp e da Lusitânia Seguros, bem como o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – Há um lugar para os Museus?

4 de novembro, 16h00 – 17h30

Paula Távora Vítor e António Ponte

Moderação: Pedro Morgado

Local: Museu Nacional Soares dos Reis
Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

Curso livre «A Arte Nova e as suas Mu?ltiplas Expresso?es»

17 de Outubro, 2023

Local
Museu Nacional Soares dos Reis

 

Preço
Associados AMNSR: 65€
Na?o associados: 80€

 

Mais info
https://www.facebook.com/amigosdomnsr

O Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis promove o curso livre “A Arte Nova e as suas Mu?ltiplas Expresso?es”.

 

A formação será orientada pelo Prof. Doutor Gonçalo Vasconcelos e Sousa e irá decorrer nos dias 8, 15, 22 e 29 novembro e 6 dezembro 2023, das 18h30 às 19h30. Inscrições a decorrer até 3 novembro.

 

Gonçalo de Vasconcelos e Sousa é professor Catedrático da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, onde é diretor do CIONP – Centro Interpretativo da Ourivesaria do Norte de Portugal (CITAR-EA/UCP). Preside ao Conselho Científico da Escola das Artes (entre 2011-2013 e desde 2017), sendo coordenador científico da licenciatura em Arte – Conservação e Restauro, do mestrado em Conservação e Restauro de Bens Culturais e do doutoramento em Estudos do Património. Doutor (2002) e Agregado (2006) em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde defendeu a sua dissertação de mestrado (1997). Académico Correspondente da Academia Portuguesa da História (2003) e da Academia Nacional de Belas-Artes (2001).

 

O Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR é uma associação criada em 1940, pessoa coletiva de carácter cultural, sem fins lucrativos, com estatuto de utilidade pública, que tem como objetivo concorrer para o desenvolvimento da cultura, das artes, da defesa do património cultural, tendo como principal objetivo a progressiva valorização do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Desde 1942, o CDJF – Amigos do MNSR publica a revista de Artes Decorativas MVSEV, dirigida, na altura, por Vasco Valente, então Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, entre outras publicações dentro da sua atividade editorial.

 

A Associação tem centrado a sua atividade no apoio ao desenvolvimento do Museu, aumento das suas coleções, aquisições e doações, complementando a programação do Museu com viagens, cursos e visitas várias, organização de conferências, congressos, concertos, etc.

 

O CDJF – Amigos do MNSR conta, atualmente, com muitas centenas de amigos individuais tornando-a, no panorama das associações culturais de amigos dos museus, uma associação de referência, para além de um conjunto muito alargado de associados institucionais que apoiam as várias iniciativas promovidas.

Fim-de-semana repleto de atividades no Museu Soares dos Reis

17 de Outubro, 2023

Uma oficina de elaboração de um álbum de recortes (scrapbooking) e uma oficina de construção de um móbil são as propostas do Museu Nacional Soares dos Reis para o próximo fim-de-semana. As atividades são asseguradas pelo Serviço de Educação do Museu e as inscrições estão a decorrer.

 

Público
Jovens, adultos e famílias

 

Inscrições
se@mnsr.dgpc.pt (até 48 horas de antecedência)

Oficina de Scrapbooking Colecionar memórias

21 outubro (sábado), 10h30-12h30 | 14h30-17h30

Público | Jovens e adultos

Valor | 10 EUR

Oficina orientada pelo Serviço de Educação / Jorge Coutinho

 

Lembranças especiais marcam a vida das pessoas. Essas lembranças, que eternizam momentos e experiências, materializam-se sob formas diversas: um desenho, uma fotografia, uma carta ou um cartão. São lembranças que carregam um significado especial e, por isso, são guardados religiosamente. Nesta oficina, colecionamos memórias com a produção de um scrapbook. Participe!

 

Uma mão cheia de objetos

22 outubro (domingo), 10h30-12h30

Público | Famílias com crianças e jovens dos 6 aos 16 anos

Valor | 2 Euros

Oficina orientada pelo Serviço de Educação / Paula Azeredo

 

Entre pintura, escultura e artes decorativas da exposição de longa duração, apuramos o “olho de lince” mas também o pensar e sentir o que se não vê. Somos desafiados a descobrir pormenores e a conhecer histórias, técnicas, formas, funções, usos e significados. E tudo vai ficar registado na construção de um móbil. Participe em família!

Museu recebe Concerto da Orquestra de Bandolins de Esmoriz

17 de Outubro, 2023

No âmbito da programação definida para o mês de outubro, o Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo domingo, dia 22, pelas 16 horas, um Concerto da Orquestra de Bandolins de Esmoriz.

 

Entrada livre.

Seguindo a ideologia de que a música é para todos, a Orquestra de Bandolins de Esmoriz procura desmistificar a noção de que o bandolim é um instrumento unicamente popular com a apresentação de um repertório eclético e variado, do tradicional ao clássico, passando por composições originais para este tipo de orquestra.

 

David Silva é o solista convidado para a atuação a realizar no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A Orquestra de Bandolins de Esmoriz constituiu-se oficialmente em 1984, resultante de um movimento musical iniciado pelo maestro fundador Luís Marques Aleixo, onde a orquestra acompanhava o teatro de revista da altura.

 

Atualmente, conta com cerca de 20 instrumentistas, com idades entre os 14 e os 83 anos, amadores e profissionais, e com a direção musical do maestro, compositor e instrumentista, Luís Sá.

 

O solista David Silva tem vindo a participar nas mais diversas formações de Música de Câmara, tendo colaborado com a Orquestra do Norte, Orquestra Património | Ópera na Academia e na Cidade e enquanto membro fundador do Oporto Chamber Ensemble.

 

Nascido em Montreal, Canadá, no seio de uma família portuguesa, mudou-se para Portugal ainda jovem. Estudou na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo e na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto, com os Professores Iva Barbosa e António Saiote.

 

Grande vencedor dos concursos “Prix-d’Europe” e do “Canadian Music Competition – Stepping Stone” em 2016, no Canadá, obteve diversas outras distinções.

 

David é regularmente convidado por diversas orquestras: Hyogo Performing Center Orchestra (Japão), Orquestra Sinfónica de Macau, Orchestre Symphonique de Montreal, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Gulbenkian, Camerata Zurique, Musikkollegium Winterthur Orchestra e Basler Festival Orquestra (Suiça).

Boletim Bibliográfico das Bibliotecas DGPC já disponível

16 de Outubro, 2023

Já se encontra disponível para consulta online o Boletim Bibliográfico Trimestral da Rede de Bibliotecas da Direção Geral do Património Cultural, referente ao 3.º Trimestre de 2023.

 

O Serviço de Documentação e Informação do Museu Nacional Soares dos Reis selecionou um conjunto de monografias, sobre temáticas diversas.

Com 25 bibliotecas e centros de documentação, a maioria das quais com acesso público, a Direção Geral do Património Cultural (DGPC) possui uma rede única de recursos bibliográficos especializados e disponíveis a todos os interessados. Acessíveis nos serviços centrais, museus e monumentos, estes serviços documentais disponibilizam cerca de 320.000 registos bibliográficos.

 

Trata-se de um conjunto de serviços de documentação muito relevante que, pela sua riqueza e diversidade, constitui um ativo estratégico importante no quadro da sociedade da informação e do conhecimento, cuja conservação, ampliação e disponibilização são assumidos pela Direção-Geral do Património Cultural.

 

Neste contexto, a Rede de Bibliotecas lançou em 2019 um boletim bibliográfico de destaques, com uma periodicidade trimestral.

 

Este é um boletim de destaques dos acervos, pelo que cada uma das bibliotecas cooperantes do mencionado boletim escolhe, em cada trimestre, cerca de 10 obras do seu acervo que sejam consideradas importantes para o seu contexto e público-alvo. Por esta razão, o boletim inclui quer obras recentemente integradas nos respetivos acervos quer obras já existentes.

 

Para o boletim do 3º trimestre 2023, o Serviço de Documentação e Informação do Museu Nacional Soares dos Reis selecionou um conjunto de monografias, sobre temáticas diversas, onde se incluem, a título de exemplo, «A ourivesaria portuense nos séculos XVII e XVIII: subsídios para a sua história», de Joaquim Jaime B. Ferreira Alves; «Chiado, Carmo, Paris. Os lugares de Dordio Gomes e as bifurcações da pintura. Artes na esfera pública», coordenação de José Quaresma; a «A estátua de Brotero, por Soares dos Reis», de João Pereira Dias; «A ourivesaria popular em Gondomar: técnica de fundição em areia e suas tipologias», de Ana Cristina Correia de Sousa; ou a «A pintura do retrato em Portugal e no Brasil no início do século XIX: prestígio, política e saudade» de Patrícia Delayti Telles.

Visita Orientada: O Douro nas coleções do Museu Soares dos Reis

16 de Outubro, 2023

26 outubro (5ª feira), 18h00
Público | Jovens e adultos
Visita orientada por Isabel Rodrigues

 

Valor | Entrada gratuita

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

Visita Orientada «O Douro nas coleções do Museu: Manuel Maria Lúcio e Joaquim Lopes», agendada para o próximo dia 26 outubro, pelas 18 horas. Inscrições a decorrer.

 

O ponto de partida desta visita é o catálogo da exposição “O Douro visto por Artistas Plásticos”, realizada no Museu Nacional Soares dos Reis em 1963, integrada nas comemorações da inauguração da Ponte da Arrábida.

 

Nesta visita, revisitam-se notícias de jornais da época, o álbum fotográfico da inauguração da exposição, bem como os catálogos de referência em que estas obras participaram, espólio documental da biblioteca do Museu.

 

Manuel Maria Lúcio, pintor amador, escolheu como mestre o pintor Artur Loureiro. Entre os artistas que frequentaram o atelier-escola nos jardins do Palácio de Cristal, Manuel Maria Lúcio foi um dos discípulos da sua preferência. O Museu Nacional de Soares dos Reis integra desde 1944 uma parte significativa do seu espólio de arte e biblioteca.

 

Em Gaia, na casa onde viveu toda a sua vida, reuniu uma coleção importante, sobretudo em pintura contemporânea, peças de mobiliário, faianças e esmaltes. Além de colecionador, Manuel Maria Lúcio foi um bibliófilo notável.

 

Não tendo cursado a Academia Portuense de Belas Artes, serviu-se de livros e publicações como veículos de cultura artística. Nas telas, tábuas e pastéis que pintou, abundam aspetos das regiões do Alto-Douro e do Vale do Vouga, de Gaia e do Porto, como o Rio Douro, de 1906, exposto no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Joaquim Lopes matriculou-se na Escola de Belas Artes do Porto, em 1906, tendo como mestres José de Brito, em Desenho, e Marques de Oliveira, em Pintura. Este último teve grande influência na sua formação e a amizade e admiração que nutria pelo mestre estão bem patentes na obra que, mais tarde, escreveu sobre ele.

 

No Porto, Joaquim Lopes fez parte da Sociedade de Belas Artes do Porto, apresentando-se nas suas exposições desde 1918 e participando na tentativa de renovação levada a cabo por vários artistas.

 

Na sua vasta obra tocou vários géneros, como a paisagem, que constituiu motivo frequente da sua pintura, dando-lhe um colorido e vigor caraterísticos. Para além do Museu Nacional Soares dos Reis, a obra de Joaquim Lopes encontra-se espalhada por vários museus e instituições públicas, de que são exemplo o Museu do Chiado, em Lisboa, o Museu de Grão Vasco, em Viseu, ou o Museu do Abade de Baçal, em Bragança, e ainda em coleções particulares.

 

Imagem

Museu Nacional Soares dos Reis
N.º de Inventário: 900 Pin CMP/ MNSR
Denominação: Barcos à descarga no rio Douro
Autor: Lopes, Joaquim Francisco
Datação: 1927 d.C.

Em outubro, descobrimos a peça Figura de um Imortal

16 de Outubro, 2023

Público
Jovens e adultos

 

Ingresso
Entrada gratuita

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

Peça do Mês Figura de um Imortal
20 outubro (6ª feira), 13h30
21 outubro (sábado), 11h30
Público | Jovens e adultos
Sessão comentada por Patrícia Fontes

 

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, na rubrica A Peça do Mês – A Escolha do Público, a Figura de um Imortal. As sessões comentadas decorrem nos dias 20 outubro (13h30) e 21 outubro (11h30). Inscrições a decorrer.

 

Da investigação efetuada sobre esta peça, tudo leva a crer que tenha pertencido à coleção de História Natural dos prestigiados livreiros da Casa Bertrand, que o colecionador João Allen adquiriu em Lisboa. A peça faz parte de um conjunto de figuras chinesas que nos remetem para o século XVIII e o gosto fascinante pelo colecionismo de raridades.

 

João Francisco Allen (1781-1848) foi um negociante de origem inglesa (mais propriamente irlandesa), nasceu em Viana do Castelo a 1 de maio de 1781. Filho de Duarte Guilherme Allen, cônsul de Inglaterra em Viana do Castelo, foi condecorado com a ordem da Torre e Espada pela coragem demonstrada na Guerra Peninsular, para a qual se voluntariou.

 

Foi um dos promotores da criação do Palácio de Cristal, assim como do primeiro banco portuense, o Banco Comercial.

 

Fundou o Novo Museu Portuense ou Museu Allen, o primeiro a ter catálogos impressos em Portugal (o primeiro foi editado em 1853), sendo um reputado crítico de arte.

 

A extraordinária coleção reunida por João Allen foi comprada após a sua morte pela Câmara, tornando-se parte do acervo do primitivo Museu Municipal e estando hoje integrada no Museu Nacional Soares dos Reis.

176º Aniversário de Nascimento de António Soares dos Reis

14 de Outubro, 2023

Patrono do Museu desde 1911, António Soares dos Reis, considerado um dos maiores escultores portugueses do séc. XIX, nasceu a 14 de outubro de 1847, no lugar de Santo Ovídio, freguesia de Mafamude, concelho de Vila Nova de Gaia.

 

Com apenas 14 anos, matriculou-se na Academia Portuense de Belas Artes, onde – durante a frequência do curso – colheu vários prémios e louvores. Em poucos anos o curso estava concluído, obtendo o 1º prémio nas cadeiras de desenho, arquitetura e escultura.

Aos 20 anos tornou-se pensionista do Estado no estrangeiro. Entre 1867 e 1870 permanece em Paris como pensionista, recebendo lições de Jouffroy, Yvon e Taine. Em Paris recebe vários prémios pelos seus trabalhos.

 

Após breve estada em Portugal, em 1871 parte para Roma, etapa decisiva na sua formação. É em Roma que inicia a execução de O desterrado (1872), obra de inspiração clássica, ensaio de transição para o naturalismo, premiada na Exposição Geral de Belas-Artes de Madrid de 1881.

 

Regressado ao Porto em 1873 para se dedicar à carreira artística, colabora em publicações e preside ao Centro Artístico Portuense. A partir de 1881, leciona Escultura na Escola de Belas-Artes do Porto, embora discorde da orgânica do ensino.

 

Soares dos Reis é admirado pelos seus contemporâneos, recebe encomendas, participa em concursos e exposições, concebe monumentos públicos. A doença e insatisfação levam-no ao suicídio, em 1889, no seu atelier.

 

Sobre o Museu Nacional Soares dos Reis

O Museu Nacional Soares dos Reis tem origem no Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil (1832-34).

 

Com a extinção das ordens religiosas recolheram-se obras, entre outros, nos mosteiros de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra. Conhecido como Museu Portuense, ficou instalado no extinto Convento de Santo António da Cidade, na praça de S. Lázaro, vindo a ser formalizado por decreto em 1836 por D. Maria II.

 

Em 1839, passou para a direção da Academia Portuense de Belas Artes, que promoveu uma série de exposições em que foram premiados notáveis artistas como Soares dos Reis, Silva Porto, Marques de Oliveira e Henrique Pousão, em sucessivas gerações de mestres e discípulos.

 

Com a proclamação da República passou a designar-se Museu Soares dos Reis em memória de um dos mais destacados nomes da Arte Portuguesa.

 

Em 1932, passou à categoria de Museu Nacional, época marcada por uma reorganização significativa de Vasco Valente, através da incorporação dos objetos do Paço Episcopal do Porto (Mitra) e do Museu Industrial, bem como do depósito das coleções do extinto Museu Municipal. Segue-se, em 1940, a instalação do Museu no Palácio dos Carrancas, onde ainda se mantém.

Visita «Pillement na Sala de Música do Palácio dos Carrancas»

13 de Outubro, 2023

No âmbito da programação proposta para o mês de outubro, decorre no próximo dia 20, pelas 11 horas, a visita orientada, por Paula Santos, «Pillement na Sala de Música do Palácio dos Carrancas».

 

Pillement na Sala de Música do Palácio dos Carrancas
20 outubro (6ª feira), 11h00
Público | Jovens e adultos
Valor | bilhete de entrada + 2 EUR
Visita orientada por Paula Santos

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

As alegorias do reinado de D. João VI servem de fundo para contextualizar a fase portuguesa do paisagista Jean Pillement (Lyon 1728-1808), cuja atividade no Porto deixou rasto visível na obra de Francisco Vieira, o mestre-dourador da antiga Porta do Olival.

 

Esta visita permitirá distinguir inovações na pintura de paisagem do século XVIII através de uma seleção de obras de um dos artistas mais influentes e apreciados na esfera do colecionismo português.

 

Jean Pillement (Lyon 1728 – 1808) foi um artista francês com formação em desenho têxtil na fábrica GobelinsParis. Viveu em Lisboa antes do Terramoto de 1755, onde trabalhava como desenhador na Real Fábrica das Sedas. Tendo viajado pela Europa, regressou a Portugal cerca de 1782, onde se distinguiu na técnica a pastel no domínio da Paisagem.

 

O pintor tratava de forma idílica cenas campestres e marinhas idealizando a natureza. Também captou aspetos de Portugal ligados à faina do Tejo e do Douro. No Porto lançou as bases de uma corrente de Paisagem junto de Domingos Vieira e seu filho, Francisco Vieira, o Portuense.

Visita Orientada «Entre o sol que desenha e a sombra do atelier»

13 de Outubro, 2023

No âmbito da programação proposta para o mês de outubro, decorre no próximo dia 19, pelas 18 horas, a visita orientada por Paula Azeredo «Entre o sol que desenha e a sombra do atelier», com participação gratuita.

 

Nesta visita, as atenções recaem sobretudo nas pinturas de Silva Porto (1850-1893), Marques de Oliveira (1853-1927) e Henrique Pousão (1859-1884). O circuito completa-se, contudo, com outros artistas que deixaram marcas na cidade do Porto da primeira metade do século XX.

 

Inscrições Formulário online (com 48 horas de antecedência)

Em 1867, as Academias de Belas Artes iniciam a atribuição de bolsas a alunos no estrangeiro. Silva Porto (1850-1893) e Marques de Oliveira (1853-1927) foram os primeiros bolseiros em Pintura.

 

Ingressaram na École des Beaux-Arts de Paris em 1873 e, na floresta de Barbizon, conviveram com um grupo de artistas seguidores da pintura de ar livre focando-se nos efeitos da luz sobre a paisagem.

 

Também Henrique Pousão seguiu para Paris em 1880. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Biografias

António Carvalho da Silva Porto (1850 – 1893)

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.

 

Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.

 

Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.

 

Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.

 

João Marques de Oliveira (1853 – 1927)

Começou a sua aprendizagem artística muito novo com o mestre particular António José da Costa, matriculando-se em seguida na Academia Portuense de Belas Artes.

 

Colega de curso de Silva Porto, com ele continuaria, entre 1873 e 1879, como pensionista do Estado no estrangeiro, Marques de Oliveira na classe de Pintura Histórica, Silva Porto na de Pintura de Paisagem. Partiu para Paris no final de 1873 e em 1874 inscreveu-se na Escola Nacional de Belas Artes de Paris.

 

Ligado à pintura histórica por dever de pensionato e, mais tarde, de docência, Marques de Oliveira manifestou sempre uma grande sensibilidade pela natureza e pelos estudos de paisagem, que tentou fixar em pequenas impressões. A sua atividade como professor foi notável, levando os alunos ao contacto direto com a natureza, mas insistindo sempre na qualidade do desenho como base de qualquer obra.

 

À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do naturalismo em Portugal. Faleceu em 1927 e em 1929 foi-lhe prestada homenagem no Porto com a inauguração de um monumento (de autoria de Soares dos Reis) em sua honra, no Jardim de S. Lázaro.

 

Henrique César de Araújo Pousão (1859-1884)

Desde cedo que a família lhe reconhecera talento, manifesto sobretudo em retratos a lápis. Com 10 anos passa a residir em Barcelos e, em 1872, fixa-se no Porto. É nesta cidade que frequenta o atelier do pintor António José da Costa para preparar a entrada na Academia Portuense de Belas-Artes (1872). Muito influenciado por Marques de Oliveira, regressado de Paris em 1879, Pousão ganha o concurso de pensionista, chegando a Paris no final do ano de 1880, acompanhado de Sousa Pinto (1856 – 1939).

 

Em Espanha, tinha visitado já o Museu do Prado e antes de ingressar no atelier de Cabanel e de Yvon, visitou também galerias de arte e museus em Paris, e conheceu o Impressionismo, especialmente em 1881 na região francesa de Puy-de-Dômes, aldeia de Saint-Sauves.

 

Neste ano, muda-se para Roma, onde aluga um atelier e, em 1882, produz significativas obras, também em Nápoles e Capri. Paisagens de um poético e vibrante cromatismo, em exercícios de captação de luz, pinturas de género como Cecília (MNSR), e retratos, com Senhora Vestida de Preto (MNSR), realizado já em Paris, revelam a sua modernidade, invulgar no panorama artístico português.

 

Vitimado aos 25 anos pela tuberculose, a sua obra adquire importância décadas mais tarde.

Conversa «Arte, Emoções e Terapia» na Exposição Portreto de la Animo

13 de Outubro, 2023

«Arte, Emoções e Terapia» é o tema de mais uma conversa do ciclo inserido no programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc. Terá como convidados Jorge Oliveira, Andreia Magalhães e Isabel Carvalho, com moderação de Ana Silva Pinto. O encontro terá lugar no dia 25 outubro, pelas 18 horas, no Museu Nacional Soares dos Reis. Entrada livre.

 

A iniciativa faz parte de um ciclo de conversas que o Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a promover neste Mês da Saúde Mental, contando com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

Arte, Emoções e Terapia

25 outubro, 18h00 – 19h30

Jorge Oliveira, Andreia Magalhães e Isabel Carvalho
Moderação: Ana Silva Pinto
Local: Museu Nacional Soares dos Reis
Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

 

 

Jorge Oliveira
Presidente do Espaço T – Associação para Apoio à Integração Social e Comunitária, uma IPSS, tutelada pelo Ministério da Saúde, com fins de saúde e com o Estatuto de Utilidade Pública. O Espaço t é um espaço aberto que utiliza a Arte como instrumento de desenvolvimento de competências artísticas, pessoais, sociais, culturais e formativas. O principal elemento diferenciador da Instituição é a promoção da inclusão de todos, desde o “dito normal” até ao individuo com doença mental e/ou física, pessoa com deficiência, imigrantes, pessoas com dificuldades psicossociais, e todos os outros.

 

Andreia Magalhães
Doutorada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, com uma tese sobre a produção artística em filme nos anos 1960 e 1970. Tem desenvolvido a sua atividade profissional, desde 2000, em museus e centros de arte, sobretudo nas áreas da gestão de coleções, programação e produção de exposições. Desde 2017 é diretora artística do Centro de Arte Oliva. É Professora Auxiliar Convidada da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.?

 

Isabel Carvalho
Artista plástica, editora e investigadora. Nos últimos anos, o seu trabalho artístico tem-se desenvolvido em torno das artes visuais, da escrita e da edição, caraterizando-se por uma forte componente de investigação – cruzando abordagens científicas e especulativas como metodologia. Editora da revista Leonorana, que dedicou o número especial We Care a Lot, realizado em parceria com o maat, ao cuidado com a saúde mental como prioridade na reflexão em torno da cultura contemporânea.

 

Ana Silva Pinto
Membro da Coordenação Regional do Norte das Políticas de Saúde Mental. Assistente Hospitalar Graduada no Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP). Coordenadora da Unidade Comunitária do CHUP. Psiquiatra na Casa de Saúde de Santa Catarina. Assistente convidada de Psicologia Médica e de Saúde Mental no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS). Integra os corpos gerentes da Sociedade Portuguesa de Psicodrama (SPP) e do Sindicato dos Médicos do Norte.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a realizar várias ações enquadradas no eixo programático «Arte & Saúde».

 

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco deste programa em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença mental, aumentando a autoconfiança e bem-estar, possibilitando a construção de um ambiente seguro, aliviando o sofrimento e diminuindo a angústia das pessoas que neles participam.

 

A exposição “Portreto de la Animo” integra peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

A exposição tem o apoio mecenático da Fundação Millenium bcp e da Lusitânia Seguros, bem como o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

Porto eleito Melhor Destino «City Break» da Europa 2023

12 de Outubro, 2023

A cidade do Porto foi galardoada com o prémio Melhor Destino Europeu para Escapadela Urbana” – Europe’s Leading City Break Destination 2023.

 

Esta é uma iniciativa que reconhece e premeia a excelência em viagens e turismo, com base na votação de profissionais da indústria de viagens, comunicação social e consumidores.

 

Em 2022, os “Óscares do Turismo” já tinham atribuído ao Porto as distinções de “Melhor Destino de Cidade da Europa” e, na competição global, “Melhor Destino de Cidade do Mundo”. Também em 2020 já havia sido eleito o “Melhor Destino Europeu para Escapadela Urbana”.

O Museu Nacional Soares dos Reis congratula-se com a distinção e regista com muita satisfação indicadores de número de visitantes que confirmam a preferência e a apetência turística pelo destino Porto.

 

No final do mês de setembro, a nova Exposição de Longa Duração do Museu Nacional Soares dos Reis tinha já ultrapassado a marca dos 40 mil visitantes. Inaugurada no passado dia 13 abril, e assinalando a reabertura plena do museu, depois da intervenção de requalificação, a exposição de longa duração reúne a coleção mais importante de arte portuguesa do século XIX. No total são 1133 peças que contam a história do museu e da arte, distribuídas por 27 salas.

 

Com uma História de quase 200 anos, o Museu Nacional Soares dos Reis – o primeiro museu público de arte do país – tem vindo a reposicionar-se, apresentando agora um renovado olhar sobre as suas coleções.

 

Para além do interesse suscitado pela exposição de longa duração, também a atual exposição temporária – Portreto de la Animo – tem registado uma muito significativa afluência de público.

 

Trata-se de uma exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

 

Composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, a mostra integra, igualmente, várias peças do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, colocadas em diálogo com as peças da Coleção Treger Saint Silvestre. Estará patente ao público até 12 novembro 2023.

Celebração dos Dias Europeus da Conservação e Restauro | 2023

12 de Outubro, 2023

Até ao próximo dia 15 de outubro, estão a decorrer os Dias Europeus da Conservação e Restauro, iniciativa promovida pela Confederação Europeia de Associações de Conservadores-Restauradores, com o objetivo de sensibilizar para a importância da conservação do património e dos profissionais que intervêm no mesmo.

 

A data é celebrada desde 2018, Ano Europeu do Património Cultural, iniciativa da Comissão Europeia, enquadrada pelos grandes objetivos da promoção da diversidade, do diálogo intercultural e da coesão social.

Sob o lema “Património: onde o passado encontra o futuro”, o Ano Europeu do Património Cultural visou incentivar mais pessoas a descobrir e explorar o património cultural da Europa e reforçar o sentimento de pertença a um espaço europeu comum.

 

O património cultural influencia a identidade e a vida quotidiana dos povos, tanto o material, o imaterial, o natural como o digital. Rodeia-os nas aldeias, vilas e cidades, nas paisagens naturais, nos monumentos, nos museus, palácios e sítios arqueológicos…

 

O património cultural não só está presente na literatura, na arte e nos objetos expostos nos museus, mas está igualmente presente nas técnicas que se aprendem com os antepassados, nos ofícios tradicionais, na música, no teatro, nos ambientes e no espírito dos lugares, na gastronomia e no cinema.

 

A celebração dos Dias Europeus da Conservação e Restauro é uma oportunidade de sensibilizar a população, especialmente as gerações mais jovens, para os resultados carregados de valor que a conservação e restauro pode proporcionar ao património cultural e à sociedade.

 

Destaca-se, assim, o respeito pela história e os valores presentes nas intervenções, além dos artistas e ofícios, que garantem a integridade do testemunho material europeu e a autenticidade do património cultural, crucial para o processo de identificação individual e coletivo.

 

O conservador-restaurador é um profissional altamente qualificado, que estuda matérias interdisciplinares, desde a química à biologia, passando pela história da arte, arqueologia e museologia. Este profissional tem a seu cargo tarefas de elevada complexidade e responsabilidade e trabalha frequentemente em redes multidisciplinares.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis é desenvolvido um trabalho contínuo nas áreas de conservação e restauro, no contexto da gestão e acompanhamento das diferentes coleções.

 

A equipa de conservadores e restauradores participa, ainda, em projetos de investigação com o objetivo de contribuir para novos estudos sobre técnicas e procedimentos de conservação e restauro.

3º Álbum do Ludovice Ensemble gravado no Museu Soares dos Reis

12 de Outubro, 2023

Gravado no final de 2021, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, o álbum «Assembleia das Nações Estrangeiras», do Ludovice Ensemble, será apresentado publicamente no próximo dia 19 outubro, pelas 18h00, no Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa.

 

Trata-se do 3º álbum discográfico do Ludovice Ensemble, um CD duplo com música de câmara de dois dos mais ilustres músicos portugueses do século XVIII: Pedro Jorge e Pedro António Avondano. Este novo álbum é o 30º da coleção Melographia Portugueza, editada pela MPMP Património Musical Vivo.

O Ludovice Ensemble é um grupo especializado na interpretação de música antiga. Foi criado em 2004, por Fernando Miguel Jalôto e Joana Amorim, com o objetivo de divulgar o repertório de câmara vocal e instrumental dos séculos XVII e XVIII, através de interpretações historicamente informadas e usando instrumentos antigos. O seu nome homenageia o arquiteto e ourives alemão Johann Friedrich Ludwig (1673-1752), conhecido em Portugal como Ludovice.

 

Para além de ter servido de palco para a gravação do disco «Assembleia das Nações Estrangeiras», do Ludovice Ensemble, o Museu Nacional Soares dos Reis cedeu também a imagem da pintura Marinha (porto de pesca), escolhida para a capa do álbum, da autoria do pintor francês Jean Pillement.

 

Jean Pillement (Lyon 1728 – 1808) foi um artista francês com formação em desenho têxtil na fábrica GobelinsParis. Viveu em Lisboa antes do Terramoto de 1755, onde trabalhava como desenhador na Real Fábrica das Sedas. Tendo viajado pela Europa, regressou a Portugal cerca de 1782, onde se distinguiu na técnica a pastel no domínio da Paisagem.

 

O pintor tratava de forma idílica cenas campestres e marinhas idealizando a natureza. Também captou aspetos de Portugal ligados à faina do Tejo e do Douro. No Porto lançou as bases de uma corrente de Paisagem junto de Domingos Vieira e seu filho, Francisco Vieira, o Portuense.

Pintura Jean Pillement

225º Aniversário de Nascimento de D. Pedro IV – O Libertador

12 de Outubro, 2023

A 12 de outubro de 1798 nasce D. Pedro IV, rei de Portugal e primeiro Imperador do Brasil. Fundador, em 1833, do Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, atual Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Rei de Portugal entre 1826 e 1834, D. Pedro IV, O Libertador, foi o primeiro imperador do Brasil. Viajou para o Brasil com a restante família real em 1807, logo após a primeira invasão francesa.

Na sequência da Revolução de 1820, em Portugal, as Cortes determinam o seu regresso à metrópole, mas D. Pedro recusa-se a embarcar para a Europa. Foi então que, como líder do movimento independentista daquela colónia, decide proclamar junto às margens do rio Ipiranga a independência do Brasil (1822). Logo depois é proclamado imperador do Brasil.

 

Após a morte de seu pai D. João VI, em 1826, D. Pedro é designado rei de Portugal pela regente D. Isabel Maria e outorga aos portugueses a Carta Constitucional de 1826. Quis abdicar em favor de sua filha, D. Maria da Glória (futura rainha D. Maria II), mas a guerra civil travada entre liberais, liderados por D. Pedro, e absolutistas, liderados por seu irmão D. Miguel, que também pretendia o trono, adiou a coroação de D. Maria até 1834.

 

O Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes foi criado com o objetivo de recolher os bens confiscados aos conventos abandonados do Porto e dos mosteiros de S. Martinho de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra. O saque decorreu durante a guerra civil que opôs absolutistas e liberais, chefiados pelo regente D. Pedro, duque de Bragança.

 

Instalou-se no Convento de Santo António, na zona oriental da cidade (Jardim de S. Lázaro), sob direção do pintor João Baptista Ribeiro. Foi confirmado por D. Maria II em 1836, no âmbito das reformas da instrução pública levadas a cabo pelo ministro Passos Manuel.

 

Em 1839, o acervo do Museu foi para a direção da Academia Portuense de Belas-Artes, o que levou a um fortalecimento da relação entre o museu e o ensino artístico no século XIX.

 

No âmbito das reformas institucionais da República em 1911, o Museu vê alterada a sua designação para Museu Soares dos Reis, escultor premiado pela Academia Portuense de Belas Artes. Em 1932, o museu centenário adquire o estatuto de Museu Nacional. A instalação no Palácio dos Carrancas em 1940 faz parte do percurso recente do Museu, na altura sob direção de Vasco Valente.

Colecionadores Richard Treger e António Saint Silvestre distinguidos

11 de Outubro, 2023

Os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger serão reconhecidos com a Medalha de Mérito Municipal em Ouro, atribuída pela Câmara Municipal de S. João da Madeira, pelo contributo “inestimável” que deram à cidade nas áreas da cultura e da arte.

 

A cerimónia de atribuição da condecoração vai decorrer durante a celebração oficial do 10º aniversário do Centro de Arte Oliva, que se assinala a 21 e 22 de outubro, contando com a presença do Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva.

No Museu Nacional Soares dos Reis está patente ao público “Portreto de la Animo”, exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

 

António Saint Silvestre, pintor e colecionador, assume a curadoria da exposição “Portreto de la Animo”. Com o músico e galerista Richard Treger, iniciou na década de 1980 a constituição da Coleção Treger Saint Silvestre, matéria fundamental da presente exposição.

 

Richard Treger e António Saint Silvestre começaram a sua coleção inspirados no percurso iniciado por Jean Dubuffet, pioneiro na recolha de produções artísticas que se convertem em relatos do inconsciente.

 

A coleção é composta por aproximadamente 1700 obras de 350 artistas, refletindo a evolução de diferentes momentos históricos e ramificações das artes marginais aos circuitos do sistema artístico estabelecido, desde os clássicos da Arte Bruta à Arte Outsider e suas variantes.

 

A coleção distingue-se particularmente pela sua grande amplitude cronológica, demarcada por artistas nascidos em finais do século XIX até autores ativos na atualidade. Diferencia-se também pela alargada representatividade geográfica, que abrange os tradicionais “centros da arte bruta” da Europa Ocidental e América do Norte, expandindo-se a artistas oriundos de África, Ásia, Europa de Leste, Central e do Sul e América Latina Central, salientando-se a diversidade de artistas portugueses e brasileiros.

 

As obras que constituem a coleção abrangem uma grande variedade de técnicas e materiais, incluindo pintura, desenho, escultura, cerâmica, tapeçaria, fotografia, mecanismos elétricos, objetos recuperados e materiais atípicos como matérias orgânicas.

 

Apresentada pela primeira vez em Portugal em 2012, na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, a coleção encontra-se em depósito de longo prazo no Centro de Arte Oliva (São João da Madeira) desde 2014.

Conversa «Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – E os Museus?»

11 de Outubro, 2023

No âmbito do programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, decorre no próximo dia 18 outubro, pelas 18 horas, a Conversa «Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – Há um lugar para os Museus?», tendo como convidados Paula Távora Vítor e António Ponte, com moderação de Pedro Morgado.

 

A iniciativa faz parte de um ciclo de conversas a decorrer durante este mês, no Museu Nacional Soares dos Reis, contando com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

Intervenientes

 

Paula Távora Vítor
Professora Auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Licenciada (2001), Mestre (2005) e Doutora (2017) pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra; Investigadora Integrada (Instituto Jurídico); Presidente da Direção do Centro de Direito da Família (FDUC); Membro do Conselho Executivo da International Society of Family Law e do Coordinating Group de Family Law in Europe Academic Network (FL-EUR); Autora de diversas monografias e artigos na área do Direito da Família e das Sucessões e do Direito das Pessoas (capacidade). Co-autora de projetos legislativos. Membro do Grupo de Trabalho de revisão da Lei de Saúde Mental.

 

António Ponte
Atual Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte é licenciado em Ciências Históricas (1993) pela Universidade Portucalense, Mestre (2007) e Doutor em Museologia (2014), pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desempenhou o cargo de Diretor Regional de Cultura do Norte, entre 2013 e 2021.

 

Pedro Morgado
Médico psiquiatra do Hospital de Braga, investigador e professor na Escola de Medicina da Universidade do Minho, e vencedor da 1.ª edição do FLAD Science Award Mental Health, o maior prémio na área da saúde mental em Portugal com um projeto na área da perturbação obsessivo-compulsiva. Desde fevereiro 2022, é Coordenador Regional do Norte para a Saúde Mental.

 

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a realizar várias ações enquadradas no eixo programático «Arte & Saúde».

 

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco deste programa em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença mental, aumentando a autoconfiança e bem-estar, possibilitando a construção de um ambiente seguro, aliviando o sofrimento e diminuindo a angústia das pessoas que neles participam.

 

A exposição “Portreto de la Animo” integra peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

A exposição tem o apoio mecenático da Fundação Millenium bcp e da Lusitânia Seguros, bem como o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – Há um lugar para os Museus?

18 de outubro, 18h00 – 19h30

Paula Távora Vítor e António Ponte

Moderação: Pedro Morgado

Local: Museu Nacional Soares dos Reis
Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

Museu recebe ‘3 artistas | 3 performances’ em torno da Arte Bruta

11 de Outubro, 2023

No âmbito do programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, decorre no próximo dia 17 outubro, pelas 18h30, a sessão ‘3 artistas | 3 performances em torno da Arte Bruta’, com a participação dos artistas Bruno Senune, Teresa Noronha Feio e Vera Mota. Entrada livre.

 

A iniciativa enquadra-se na programação do Family Film Project, a decorrer no Batalha Centro de Cinema, de 17 a 21 outubro.

Neste ciclo de performances associado ao festival, os artistas são desafiados a explorar performativamente a partir de materiais de arquivo, pessoais ou não, ou de problematizações da memória.

 

O objetivo principal é apresentar propostas performativas nas suas valências expandidas (interdisciplinares, deslocações espaciais, deslocações temáticas). Ao mesmo tempo em que se problematizam intimidades e familiaridades, projetam-se possibilidades criativas que atravessam disciplinas e fronteiras, reforçando, dentro do evento-festival, a linha fina entre o real e o performativo.

 

PROGRAMA DAS PERFORMANCES

 

NÁCAR, por BRUNO SENUNE – 18h30
Nácar é uma proposta performativa que reflete sobre esquecimento, ficção de memórias.

 

A TALE FOR THE ROOTLESS, por TERESA NORONHA FEIO – 18h45
A obra faz parte de uma investigação que permitiu à artista reconstruir e corporizar uma memória, a qual não quer que seja esquecida.

 

ROER, por VERA MOTA – 19h15
Roer propõe uma reflexão sobre o binário que distingue a matéria orgânica da inorgânica, sobre a distinção subjetiva entre corpos biológicos e geológicos.

 

O Family Film Project é um festival de cinema que decorre anualmente no Porto, desde 2012.

 

Além das sessões de cinema, o Family Film Project organiza vários tipos de eventos culturais paralelos: exposições e instalações, filmes-concerto, performances em locais diversos da cidade, masterclasses, conferências e lançamentos de livros.

 

Com diversas linhas de atuação, o festival coloca-se nas barreiras concetuais entre o cinema e as outras artes e áreas de pensamento.

O Dia Mundial da Saúde Mental assinala-se desde 1992

10 de Outubro, 2023

Com o objetivo de combater o preconceito, o estigma e promover o conhecimento sobre saúde mental, a Federação Mundial da Saúde Mental (World Federation for Mental Health) criou, em 1992, o Dia Mundial da Saúde Mental, uma data que se assinala anualmente a 10 de outubro.

 

Este ano, sob o tema “A saúde mental é um direito humano universal”, a campanha global visa colocar a saúde mental num quadro de direitos humanos para reformular a aspiração de uma boa saúde mental como um direito humano fundamental.

A iniciativa visa envolver indivíduos, comunidades e instituições em todo o mundo, com o objetivo de capacitar a defesa popular da causa da saúde mental e a sua relação com os direitos humanos.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis, e no âmbito do programa paralelo à exposição temporária Portreto de la Animo, as comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental estendem-se ao longo de todo o mês de outubro, com diversas atividades. A iniciativa conta com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

 

Já amanhã, pelas 18 horas, decorre a Conversa «Arte e Normalidade», tendo como convidados António Roma Torres e Heitor Alvelos, com moderação de Hugo Barreira.

 

No próximo dia 18 outubro, pelas 18 horas, terá lugar a Conversa «Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – Há um lugar para os Museus?», tendo como convidados Paula Távora Vítor e António Ponte, com moderação de Pedro Morgado.

 

Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

Museu acolhe curso para análise e estudo de peças de arte em metal

4 de Outubro, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe a 9 e 10 de outubro de 2023 o terceiro e último curso do projeto ENDLESS Metal, apoiado pelo Fundo Europeu COST Innovators com o objetivo de dotar os profissionais que trabalham na área do Património Cultural de competências que permitam avanços na análise e estudo de peças de arte produzidas em metais.

 

A formação, que traz ao Porto especialistas europeus em diferentes áreas, nomeadamente em conservação e restauro, terá uma forte componente prática e

permitirá um maior conhecimento sobre o uso de ferramentas portáteis, low-cost, minimamente invasivas e de fácil uso para identificar e analisar metais.

 

Esta edição do curso do projeto ENDLESS Metal é organizada numa parceria entre o Museu Nacional Soares dos Reis e a Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Conversa «Arte e Normalidade» assinala Dia Mundial da Saúde Mental

29 de Setembro, 2023

No âmbito do programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc, patente no Museu Nacional Soares dos Reis até 13 novembro, decorre no próximo dia 11 outubro, pelas 18 horas, a Conversa «Arte e Normalidade», tendo como convidados António Roma Torres e Heitor Alvelos, com moderação de Hugo Barreira.

 

A iniciativa pretende assinalar o Dia Mundial da Saúde Mental (comemorado a 10 outubro), dando início a um ciclo de conversas que irão realizar-se ao longo do próximo mês, contando com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, até 2030, a depressão deve tornar-se a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde.

 

Consciencializar para esta tendência crescente, alertando e sensibilizando para a necessidade de estender o debate sobre a doença mental à esfera pública, ligando comunidade científica e cidadãos, é uma necessidade premente que convoca de forma transversal todos os setores da sociedade, incluindo os museus.

 

É neste contexto que o Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a realizar várias ações enquadradas no eixo programático «Arte & Saúde».

 

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco deste programa em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença, aumentando a autoconfiança e bem-estar, possibilitando a construção de um ambiente seguro, aliviando o sofrimento e diminuindo a angústia das pessoas que neles participam.

 

A exposição “Portreto de la Animo” integra peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

A exposição tem o apoio mecenático da Fundação Millenium bcp e da Lusitânia Seguros, bem como o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Conversa Arte e Normalidade (11 outubro, 18h00 -19h30)

António Roma Torres e Heitor Alvelos

Moderação: Hugo Barreira

Local: Museu Nacional Soares dos Reis

 

Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

 

António Roma Torres
Médico Psiquiatra, foi Diretor da Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar São João (Porto).
Membro co-fundador da Sociedade Portuguesa de Psicodrama e da Federation of European Psychodrama Trainig Organizations (FEPTO); Membro eleito do Board of Directors (2001-2009) da Internacional Association for Group Psychotherapy and Group Processes (IAGP).
Crítico de cinema do Jornal de Notícias (1975-2001), do semanário Voz Portucalense (1971-1974) e da revista de cinema A Grande Ilusão (1984-1996). Autor de vários livros sobre Cinema e sobre Saúde Mental.

 

Heitor Alvelos
Pioneiro na implementação de Design Research em Portugal. É Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e diretor do ID+ (Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura) da Universidade do Porto. Desde 2006 Heitor tem vindo a desenvolver I&D no âmbito do Programa UT Austin|Portugal em Medias Digitais, onde trabalhou como diretor de relacionamento (2010-2014), tendo sido curador do FuturePlaces Medialab para a Cidadania. Autor de vários artigos sobre arte e a transgressão dos seus limites.

 

Hugo Barreira
Docente na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigador do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar, Cultura, Espaço e Memória), é licenciado em História da Arte, assim como Mestre e Doutor em História da Arte Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. As suas áreas de investigação principais são a Arte, Arquitetura e Cultura da Época Contemporânea, a Cinematografia e a História Local.

 

Sobre o Dia Mundial da Saúde Mental

Com o objetivo de combater o preconceito, o estigma e promover o conhecimento sobre saúde mental, a Federação Mundial da Saúde Mental (World Federation for Mental Health) criou, em 1992, o Dia Mundial da Saúde Mental, uma data que se assinala anualmente a 10 de outubro.

 

Este ano, sob o tema “A saúde mental é um direito humano universal”, a campanha global visa colocar a saúde mental num quadro de direitos humanos para reformular a aspiração de uma boa saúde mental como um direito humano fundamental.

 

A iniciativa visa envolver indivíduos, comunidades e instituições em todo o mundo, com o objetivo de capacitar a defesa popular da causa da saúde mental e a sua relação com os direitos humanos.

Diretor do MNSR no Conselho Consultivo do Bombarda Quarteirão

29 de Setembro, 2023

António Ponte, na qualidade de Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, integra o recém-formado Conselho Consultivo do Bombarda Quarteirão Criativo.

 

O Conselho Consultivo é formado por um grupo de especialistas em diferentes áreas de conhecimento, cuja missão será aconselhar a equipa diretiva do Bombarda Quarteirão Criativo na sua estratégia de ação e desenvolvimento sustentado.

 

A composição do Conselho Consultivo será anunciada publicamente, esta sexta-feira, dia 29, a partir das 19h30, no CCBombarda (Rua de Miguel Bombarda, 285), durante a Sessão Informativa sobre o projeto Bombarda Digital.

Sobre a Associação

Formada em 2022 por membros ativos da comunidade local, a Quarteirão Criativo – Associação para o Desenvolvimento Local tem como grandes objetivos a promoção, apoio e desenvolvimento das potencialidades do território da sua área social, tendo em vista o crescimento local e regional na procura da melhoria das vidas das populações.

 

A Associação quer ser um motor para a promoção da solidariedade, cooperação e o trabalho em rede entre os comerciantes, empresários e moradores do Quarteirão, bem como para a animação e a implementação de programas de desenvolvimento de iniciativa e de base local e regional.

 

Documentar, valorizar e divulgar o capital social e preservar o carácter artístico e criativo do Quarteirão, potenciar a área geográfica ao nível social, urbanístico, ambiental, cultural e turístico, ou a conceção, organização e promoção de eventos locais, regionais e internacionais, são apenas algumas das linhas que orientam a atuação da Quarteirão Criativo – Associação para o Desenvolvimento Local.

 

Sobre o Quarteirão

O Quarteirão de Miguel Bombarda é, há mais de 25 anos, um epicentro de negócios e de criativos.

 

A concentração de galerias de arte contemporânea nesta área da cidade do Porto alimenta aquela que é uma marca reconhecida internacionalmente – Bombarda Porto Art District.

 

Integra mais de 178 estabelecimentos, nas áreas do comércio, serviços de media e lazer, cultura e entretenimento.

 

As Inaugurações Simultâneas são exemplo do seu dinamismo cultural. Este circuito bimensal, além de permitir otimizar e sincronizar recursos para a visibilidade da arte contemporânea, consolidou-se como um ativo magnético para novos negócios – comércio e serviços adjacentes –, já que atrai milhares de visitantes por cada edição num circuito que envolve toda a zona.

 

Localizado na União de Freguesias do Centro Histórico da cidade do Porto, no coração da antiga Freguesia de Cedofeita, o quarteirão Bombarda inclui as Ruas de Miguel Bombarda, Rua do Rosário, Rua do Breyner, Rua da Boa Nova, Rua de Adolfo Casais Monteiro, Rua D. Manuel II, Rua da Maternidade e o Largo da Maternidade.

Museu Nacional Soares dos Reis regista 40 mil visitantes em 145 dias

28 de Setembro, 2023

A nova Exposição de Longa Duração do Museu Nacional Soares dos Reis acaba de ultrapassar a marca dos 40 mil visitantes.

 

Inaugurada no passado dia 13 abril, e assinalando a reabertura plena do museu, depois da intervenção de requalificação, a exposição de longa duração reúne a coleção mais importante de arte portuguesa do século XIX. No total são 1133 peças que contam a história do museu e da arte, distribuídas por 27 salas.

 

Refira-se que, desde o início do ano até final de julho, o Museu Nacional Soares dos Reis já registou um total de 43.387 visitantes, sendo que desse universo 34,5% são estrangeiros.

Com uma História de quase 200 anos, o Museu Nacional Soares dos Reis – o primeiro museu público de arte do país – tem vindo a reposicionar-se, apresentando agora um novo olhar sobre as suas coleções.

 

A exposição de longa duração apresenta um percurso com duas narrativas complementares. A primeira reflete a história do Museu e a forma como as coleções foram sendo integradas; a segunda valoriza os artistas e as suas obras.

 

Para além do interesse suscitado pela exposição de longa duração, também a atual exposição temporária – Portreto de la Animo – tem registado uma muito significativa afluência de público.

 

Trata-se de uma exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

 

Composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, a mostra integra, igualmente, várias peças do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, colocadas em diálogo com as peças da Coleção Treger Saint Silvestre.

 

Iniciada na década de 1980, a Coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva, integra um numeroso acervo de obras de Arte Bruta, sendo uma das mais importantes e extensivas coleções privadas no mundo e contando com um largo número de autores reconhecidos.

 

A exposição “Portreto de la Animo”, de acordo com o curador António Saint Silvestre considerada “a maior mostra de Arte Bruta alguma vez realizada na Península Ibérica”, é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

 

Estará patente ao público até 12 novembro 2023.

Dia Mundial do Turismo sob o tema “Turismo e Investimentos Verdes”

27 de Setembro, 2023

Desde 1980, o Dia Mundial do Turismo é celebrado, anualmente, a 27 de setembro, por ter sido o dia que entraram em vigor as diretivas consideradas como mais marcantes para o turismo global. Este ano, a Organização Mundial do Turismo escolheu o tema “Turismo e Investimentos Verdes”.

 

A Organização Mundial do Turismo pretende demonstrar com esta comemoração, a importância do turismo e do seu valor cultural, económico e social.

Este ano, o Dia Mundial do Turismo é celebrado sob o tema  Turismo e Investimentos Verdes – uma das principais prioridades para a recuperação do turismo, crescimento e desenvolvimento futuros.

 

A Organização Mundial do Turismo destaca a necessidade de mais investimentos direcionados para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade, ?salientando a importância de encontrar soluções inovadoras que promovam e sustentem o crescimento económico e a produtividade, convergindo para as metas da? sustentabilidade.

 

Em Portugal, o número de turistas estrangeiros em visita ao nosso País ultrapassou os oito milhões entre janeiro e junho, tornando-se o melhor primeiro semestre de todos os tempos, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

 

Seguido a tendência nacional no primeiro semestre do ano, no Porto registaram-se 536,4 mil dormidas (7,2% do total), um acréscimo de 25,1% face a junho de 2019 (+31,7% nos residentes e +23,9% nos não residentes).

 

O aumento da procura turística na cidade do Porto refletiu-se, igualmente, na afluência de visitantes ao Museu Nacional Soares dos Reis que, desde o início do ano até final de julho, registou um total de 43.387 visitantes (deste universo total, 34,5% são visitantes estrangeiros).

Visita Orientada: A pintura de paisagem no Naturalismo

27 de Setembro, 2023

No âmbito da programação proposta para os Encontros ao Sábado, decorre no dia 30 setembro, pelas 15 horas, uma visita orientada dedicada ao tema A pintura de paisagem no Naturalismo.

 

A visita permitirá entender o contexto histórico-cultural em que surge a pintura naturalista em Portugal e conhecer exemplos da obra de alguns naturalistas da escola do Porto, nomeadamente Silva Porto, Artur Loureiro, Henrique Pousão e Sousa Pinto.

 

Inscrições aqui: https://shorturl.at/ouwE7

O Naturalismo foi um movimento estético e artístico que surgiu em França a partir de 1830, com a criação da Escola de Barbizon e através das pinturas de Théodore Rousseau (1812-1867), de Jean-François Millet (1814-1875) ou de Gustave Courbet (1819-1877).

 

Em Portugal, a estética naturalista e realista da Escola de Barbizon foi introduzida pelos pintores Silva Porto (1850-1893) e Marques de Oliveira (1853-1927), e durou até aos anos 20 do século XX.

 

Os pintores entraram em contacto com este novo movimento artístico durante a sua estadia em França, como pensionistas do Estado português.

 

Em 1867, as Academias de Belas Artes iniciam a atribuição de bolsas a alunos no estrangeiro. Silva Porto e Marques de Oliveira foram os primeiros bolseiros em Pintura.

 

Ingressaram na École des Beaux-Arts de Paris em 1873 e, na floresta de Barbizon, conviveram com um grupo de artistas seguidores da pintura de ar livre focando-se nos efeitos da luz sobre a paisagem.

 

Também Henrique Pousão seguiu para Paris em 1880. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Biografias

 

António Carvalho da Silva Porto (1850 – 1893)

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.

 

Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.

 

Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.

 

Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.

 

João Marques de Oliveira (1853 – 1927)

Começou a sua aprendizagem artística muito novo com o mestre particular António José da Costa, matriculando-se em seguida na Academia Portuense de Belas Artes.

 

Colega de curso de Silva Porto, com ele continuaria, entre 1873 e 1879, como pensionista do Estado no estrangeiro, Marques de Oliveira na classe de Pintura Histórica, Silva Porto na de Pintura de Paisagem. Partiu para Paris no final de 1873 e em 1874 inscreveu-se na Escola Nacional de Belas Artes de Paris.

 

Ligado à pintura histórica por dever de pensionato e, mais tarde, de docência, Marques de Oliveira manifestou sempre uma grande sensibilidade pela natureza e pelos estudos de paisagem, que tentou fixar em pequenas impressões. A sua atividade como professor foi notável, levando os alunos ao contacto direto com a natureza, mas insistindo sempre na qualidade do desenho como base de qualquer obra.

 

À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do naturalismo em Portugal. Faleceu em 1927 e em 1929 foi-lhe prestada homenagem no Porto com a inauguração de um monumento (de autoria de Soares dos Reis) em sua honra, no Jardim de S. Lázaro.