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176º Aniversário de Nascimento de António Soares dos Reis

14 de Outubro, 2023

Patrono do Museu desde 1911, António Soares dos Reis, considerado um dos maiores escultores portugueses do séc. XIX, nasceu a 14 de outubro de 1847, no lugar de Santo Ovídio, freguesia de Mafamude, concelho de Vila Nova de Gaia.

 

Com apenas 14 anos, matriculou-se na Academia Portuense de Belas Artes, onde – durante a frequência do curso – colheu vários prémios e louvores. Em poucos anos o curso estava concluído, obtendo o 1º prémio nas cadeiras de desenho, arquitetura e escultura.

Aos 20 anos tornou-se pensionista do Estado no estrangeiro. Entre 1867 e 1870 permanece em Paris como pensionista, recebendo lições de Jouffroy, Yvon e Taine. Em Paris recebe vários prémios pelos seus trabalhos.

 

Após breve estada em Portugal, em 1871 parte para Roma, etapa decisiva na sua formação. É em Roma que inicia a execução de O desterrado (1872), obra de inspiração clássica, ensaio de transição para o naturalismo, premiada na Exposição Geral de Belas-Artes de Madrid de 1881.

 

Regressado ao Porto em 1873 para se dedicar à carreira artística, colabora em publicações e preside ao Centro Artístico Portuense. A partir de 1881, leciona Escultura na Escola de Belas-Artes do Porto, embora discorde da orgânica do ensino.

 

Soares dos Reis é admirado pelos seus contemporâneos, recebe encomendas, participa em concursos e exposições, concebe monumentos públicos. A doença e insatisfação levam-no ao suicídio, em 1889, no seu atelier.

 

Sobre o Museu Nacional Soares dos Reis

O Museu Nacional Soares dos Reis tem origem no Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil (1832-34).

 

Com a extinção das ordens religiosas recolheram-se obras, entre outros, nos mosteiros de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra. Conhecido como Museu Portuense, ficou instalado no extinto Convento de Santo António da Cidade, na praça de S. Lázaro, vindo a ser formalizado por decreto em 1836 por D. Maria II.

 

Em 1839, passou para a direção da Academia Portuense de Belas Artes, que promoveu uma série de exposições em que foram premiados notáveis artistas como Soares dos Reis, Silva Porto, Marques de Oliveira e Henrique Pousão, em sucessivas gerações de mestres e discípulos.

 

Com a proclamação da República passou a designar-se Museu Soares dos Reis em memória de um dos mais destacados nomes da Arte Portuguesa.

 

Em 1932, passou à categoria de Museu Nacional, época marcada por uma reorganização significativa de Vasco Valente, através da incorporação dos objetos do Paço Episcopal do Porto (Mitra) e do Museu Industrial, bem como do depósito das coleções do extinto Museu Municipal. Segue-se, em 1940, a instalação do Museu no Palácio dos Carrancas, onde ainda se mantém.

Visita «Pillement na Sala de Música do Palácio dos Carrancas»

13 de Outubro, 2023

No âmbito da programação proposta para o mês de outubro, decorre no próximo dia 20, pelas 11 horas, a visita orientada, por Paula Santos, «Pillement na Sala de Música do Palácio dos Carrancas».

 

Pillement na Sala de Música do Palácio dos Carrancas
20 outubro (6ª feira), 11h00
Público | Jovens e adultos
Valor | bilhete de entrada + 2 EUR
Visita orientada por Paula Santos

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

As alegorias do reinado de D. João VI servem de fundo para contextualizar a fase portuguesa do paisagista Jean Pillement (Lyon 1728-1808), cuja atividade no Porto deixou rasto visível na obra de Francisco Vieira, o mestre-dourador da antiga Porta do Olival.

 

Esta visita permitirá distinguir inovações na pintura de paisagem do século XVIII através de uma seleção de obras de um dos artistas mais influentes e apreciados na esfera do colecionismo português.

 

Jean Pillement (Lyon 1728 – 1808) foi um artista francês com formação em desenho têxtil na fábrica GobelinsParis. Viveu em Lisboa antes do Terramoto de 1755, onde trabalhava como desenhador na Real Fábrica das Sedas. Tendo viajado pela Europa, regressou a Portugal cerca de 1782, onde se distinguiu na técnica a pastel no domínio da Paisagem.

 

O pintor tratava de forma idílica cenas campestres e marinhas idealizando a natureza. Também captou aspetos de Portugal ligados à faina do Tejo e do Douro. No Porto lançou as bases de uma corrente de Paisagem junto de Domingos Vieira e seu filho, Francisco Vieira, o Portuense.

Visita Orientada «Entre o sol que desenha e a sombra do atelier»

13 de Outubro, 2023

No âmbito da programação proposta para o mês de outubro, decorre no próximo dia 19, pelas 18 horas, a visita orientada por Paula Azeredo «Entre o sol que desenha e a sombra do atelier», com participação gratuita.

 

Nesta visita, as atenções recaem sobretudo nas pinturas de Silva Porto (1850-1893), Marques de Oliveira (1853-1927) e Henrique Pousão (1859-1884). O circuito completa-se, contudo, com outros artistas que deixaram marcas na cidade do Porto da primeira metade do século XX.

 

Inscrições Formulário online (com 48 horas de antecedência)

Em 1867, as Academias de Belas Artes iniciam a atribuição de bolsas a alunos no estrangeiro. Silva Porto (1850-1893) e Marques de Oliveira (1853-1927) foram os primeiros bolseiros em Pintura.

 

Ingressaram na École des Beaux-Arts de Paris em 1873 e, na floresta de Barbizon, conviveram com um grupo de artistas seguidores da pintura de ar livre focando-se nos efeitos da luz sobre a paisagem.

 

Também Henrique Pousão seguiu para Paris em 1880. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Biografias

António Carvalho da Silva Porto (1850 – 1893)

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.

 

Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.

 

Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.

 

Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.

 

João Marques de Oliveira (1853 – 1927)

Começou a sua aprendizagem artística muito novo com o mestre particular António José da Costa, matriculando-se em seguida na Academia Portuense de Belas Artes.

 

Colega de curso de Silva Porto, com ele continuaria, entre 1873 e 1879, como pensionista do Estado no estrangeiro, Marques de Oliveira na classe de Pintura Histórica, Silva Porto na de Pintura de Paisagem. Partiu para Paris no final de 1873 e em 1874 inscreveu-se na Escola Nacional de Belas Artes de Paris.

 

Ligado à pintura histórica por dever de pensionato e, mais tarde, de docência, Marques de Oliveira manifestou sempre uma grande sensibilidade pela natureza e pelos estudos de paisagem, que tentou fixar em pequenas impressões. A sua atividade como professor foi notável, levando os alunos ao contacto direto com a natureza, mas insistindo sempre na qualidade do desenho como base de qualquer obra.

 

À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do naturalismo em Portugal. Faleceu em 1927 e em 1929 foi-lhe prestada homenagem no Porto com a inauguração de um monumento (de autoria de Soares dos Reis) em sua honra, no Jardim de S. Lázaro.

 

Henrique César de Araújo Pousão (1859-1884)

Desde cedo que a família lhe reconhecera talento, manifesto sobretudo em retratos a lápis. Com 10 anos passa a residir em Barcelos e, em 1872, fixa-se no Porto. É nesta cidade que frequenta o atelier do pintor António José da Costa para preparar a entrada na Academia Portuense de Belas-Artes (1872). Muito influenciado por Marques de Oliveira, regressado de Paris em 1879, Pousão ganha o concurso de pensionista, chegando a Paris no final do ano de 1880, acompanhado de Sousa Pinto (1856 – 1939).

 

Em Espanha, tinha visitado já o Museu do Prado e antes de ingressar no atelier de Cabanel e de Yvon, visitou também galerias de arte e museus em Paris, e conheceu o Impressionismo, especialmente em 1881 na região francesa de Puy-de-Dômes, aldeia de Saint-Sauves.

 

Neste ano, muda-se para Roma, onde aluga um atelier e, em 1882, produz significativas obras, também em Nápoles e Capri. Paisagens de um poético e vibrante cromatismo, em exercícios de captação de luz, pinturas de género como Cecília (MNSR), e retratos, com Senhora Vestida de Preto (MNSR), realizado já em Paris, revelam a sua modernidade, invulgar no panorama artístico português.

 

Vitimado aos 25 anos pela tuberculose, a sua obra adquire importância décadas mais tarde.

Conversa «Arte, Emoções e Terapia» na Exposição Portreto de la Animo

13 de Outubro, 2023

«Arte, Emoções e Terapia» é o tema de mais uma conversa do ciclo inserido no programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc. Terá como convidados Jorge Oliveira, Andreia Magalhães e Isabel Carvalho, com moderação de Ana Silva Pinto. O encontro terá lugar no dia 25 outubro, pelas 18 horas, no Museu Nacional Soares dos Reis. Entrada livre.

 

A iniciativa faz parte de um ciclo de conversas que o Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a promover neste Mês da Saúde Mental, contando com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

Arte, Emoções e Terapia

25 outubro, 18h00 – 19h30

Jorge Oliveira, Andreia Magalhães e Isabel Carvalho
Moderação: Ana Silva Pinto
Local: Museu Nacional Soares dos Reis
Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

 

 

Jorge Oliveira
Presidente do Espaço T – Associação para Apoio à Integração Social e Comunitária, uma IPSS, tutelada pelo Ministério da Saúde, com fins de saúde e com o Estatuto de Utilidade Pública. O Espaço t é um espaço aberto que utiliza a Arte como instrumento de desenvolvimento de competências artísticas, pessoais, sociais, culturais e formativas. O principal elemento diferenciador da Instituição é a promoção da inclusão de todos, desde o “dito normal” até ao individuo com doença mental e/ou física, pessoa com deficiência, imigrantes, pessoas com dificuldades psicossociais, e todos os outros.

 

Andreia Magalhães
Doutorada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, com uma tese sobre a produção artística em filme nos anos 1960 e 1970. Tem desenvolvido a sua atividade profissional, desde 2000, em museus e centros de arte, sobretudo nas áreas da gestão de coleções, programação e produção de exposições. Desde 2017 é diretora artística do Centro de Arte Oliva. É Professora Auxiliar Convidada da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.?

 

Isabel Carvalho
Artista plástica, editora e investigadora. Nos últimos anos, o seu trabalho artístico tem-se desenvolvido em torno das artes visuais, da escrita e da edição, caraterizando-se por uma forte componente de investigação – cruzando abordagens científicas e especulativas como metodologia. Editora da revista Leonorana, que dedicou o número especial We Care a Lot, realizado em parceria com o maat, ao cuidado com a saúde mental como prioridade na reflexão em torno da cultura contemporânea.

 

Ana Silva Pinto
Membro da Coordenação Regional do Norte das Políticas de Saúde Mental. Assistente Hospitalar Graduada no Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP). Coordenadora da Unidade Comunitária do CHUP. Psiquiatra na Casa de Saúde de Santa Catarina. Assistente convidada de Psicologia Médica e de Saúde Mental no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS). Integra os corpos gerentes da Sociedade Portuguesa de Psicodrama (SPP) e do Sindicato dos Médicos do Norte.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a realizar várias ações enquadradas no eixo programático «Arte & Saúde».

 

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco deste programa em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença mental, aumentando a autoconfiança e bem-estar, possibilitando a construção de um ambiente seguro, aliviando o sofrimento e diminuindo a angústia das pessoas que neles participam.

 

A exposição “Portreto de la Animo” integra peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

A exposição tem o apoio mecenático da Fundação Millenium bcp e da Lusitânia Seguros, bem como o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

Porto eleito Melhor Destino «City Break» da Europa 2023

12 de Outubro, 2023

A cidade do Porto foi galardoada com o prémio Melhor Destino Europeu para Escapadela Urbana” – Europe’s Leading City Break Destination 2023.

 

Esta é uma iniciativa que reconhece e premeia a excelência em viagens e turismo, com base na votação de profissionais da indústria de viagens, comunicação social e consumidores.

 

Em 2022, os “Óscares do Turismo” já tinham atribuído ao Porto as distinções de “Melhor Destino de Cidade da Europa” e, na competição global, “Melhor Destino de Cidade do Mundo”. Também em 2020 já havia sido eleito o “Melhor Destino Europeu para Escapadela Urbana”.

O Museu Nacional Soares dos Reis congratula-se com a distinção e regista com muita satisfação indicadores de número de visitantes que confirmam a preferência e a apetência turística pelo destino Porto.

 

No final do mês de setembro, a nova Exposição de Longa Duração do Museu Nacional Soares dos Reis tinha já ultrapassado a marca dos 40 mil visitantes. Inaugurada no passado dia 13 abril, e assinalando a reabertura plena do museu, depois da intervenção de requalificação, a exposição de longa duração reúne a coleção mais importante de arte portuguesa do século XIX. No total são 1133 peças que contam a história do museu e da arte, distribuídas por 27 salas.

 

Com uma História de quase 200 anos, o Museu Nacional Soares dos Reis – o primeiro museu público de arte do país – tem vindo a reposicionar-se, apresentando agora um renovado olhar sobre as suas coleções.

 

Para além do interesse suscitado pela exposição de longa duração, também a atual exposição temporária – Portreto de la Animo – tem registado uma muito significativa afluência de público.

 

Trata-se de uma exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

 

Composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, a mostra integra, igualmente, várias peças do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, colocadas em diálogo com as peças da Coleção Treger Saint Silvestre. Estará patente ao público até 12 novembro 2023.

Celebração dos Dias Europeus da Conservação e Restauro | 2023

12 de Outubro, 2023

Até ao próximo dia 15 de outubro, estão a decorrer os Dias Europeus da Conservação e Restauro, iniciativa promovida pela Confederação Europeia de Associações de Conservadores-Restauradores, com o objetivo de sensibilizar para a importância da conservação do património e dos profissionais que intervêm no mesmo.

 

A data é celebrada desde 2018, Ano Europeu do Património Cultural, iniciativa da Comissão Europeia, enquadrada pelos grandes objetivos da promoção da diversidade, do diálogo intercultural e da coesão social.

Sob o lema “Património: onde o passado encontra o futuro”, o Ano Europeu do Património Cultural visou incentivar mais pessoas a descobrir e explorar o património cultural da Europa e reforçar o sentimento de pertença a um espaço europeu comum.

 

O património cultural influencia a identidade e a vida quotidiana dos povos, tanto o material, o imaterial, o natural como o digital. Rodeia-os nas aldeias, vilas e cidades, nas paisagens naturais, nos monumentos, nos museus, palácios e sítios arqueológicos…

 

O património cultural não só está presente na literatura, na arte e nos objetos expostos nos museus, mas está igualmente presente nas técnicas que se aprendem com os antepassados, nos ofícios tradicionais, na música, no teatro, nos ambientes e no espírito dos lugares, na gastronomia e no cinema.

 

A celebração dos Dias Europeus da Conservação e Restauro é uma oportunidade de sensibilizar a população, especialmente as gerações mais jovens, para os resultados carregados de valor que a conservação e restauro pode proporcionar ao património cultural e à sociedade.

 

Destaca-se, assim, o respeito pela história e os valores presentes nas intervenções, além dos artistas e ofícios, que garantem a integridade do testemunho material europeu e a autenticidade do património cultural, crucial para o processo de identificação individual e coletivo.

 

O conservador-restaurador é um profissional altamente qualificado, que estuda matérias interdisciplinares, desde a química à biologia, passando pela história da arte, arqueologia e museologia. Este profissional tem a seu cargo tarefas de elevada complexidade e responsabilidade e trabalha frequentemente em redes multidisciplinares.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis é desenvolvido um trabalho contínuo nas áreas de conservação e restauro, no contexto da gestão e acompanhamento das diferentes coleções.

 

A equipa de conservadores e restauradores participa, ainda, em projetos de investigação com o objetivo de contribuir para novos estudos sobre técnicas e procedimentos de conservação e restauro.

3º Álbum do Ludovice Ensemble gravado no Museu Soares dos Reis

12 de Outubro, 2023

Gravado no final de 2021, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, o álbum «Assembleia das Nações Estrangeiras», do Ludovice Ensemble, será apresentado publicamente no próximo dia 19 outubro, pelas 18h00, no Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa.

 

Trata-se do 3º álbum discográfico do Ludovice Ensemble, um CD duplo com música de câmara de dois dos mais ilustres músicos portugueses do século XVIII: Pedro Jorge e Pedro António Avondano. Este novo álbum é o 30º da coleção Melographia Portugueza, editada pela MPMP Património Musical Vivo.

O Ludovice Ensemble é um grupo especializado na interpretação de música antiga. Foi criado em 2004, por Fernando Miguel Jalôto e Joana Amorim, com o objetivo de divulgar o repertório de câmara vocal e instrumental dos séculos XVII e XVIII, através de interpretações historicamente informadas e usando instrumentos antigos. O seu nome homenageia o arquiteto e ourives alemão Johann Friedrich Ludwig (1673-1752), conhecido em Portugal como Ludovice.

 

Para além de ter servido de palco para a gravação do disco «Assembleia das Nações Estrangeiras», do Ludovice Ensemble, o Museu Nacional Soares dos Reis cedeu também a imagem da pintura Marinha (porto de pesca), escolhida para a capa do álbum, da autoria do pintor francês Jean Pillement.

 

Jean Pillement (Lyon 1728 – 1808) foi um artista francês com formação em desenho têxtil na fábrica GobelinsParis. Viveu em Lisboa antes do Terramoto de 1755, onde trabalhava como desenhador na Real Fábrica das Sedas. Tendo viajado pela Europa, regressou a Portugal cerca de 1782, onde se distinguiu na técnica a pastel no domínio da Paisagem.

 

O pintor tratava de forma idílica cenas campestres e marinhas idealizando a natureza. Também captou aspetos de Portugal ligados à faina do Tejo e do Douro. No Porto lançou as bases de uma corrente de Paisagem junto de Domingos Vieira e seu filho, Francisco Vieira, o Portuense.

Pintura Jean Pillement

225º Aniversário de Nascimento de D. Pedro IV – O Libertador

12 de Outubro, 2023

A 12 de outubro de 1798 nasce D. Pedro IV, rei de Portugal e primeiro Imperador do Brasil. Fundador, em 1833, do Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, atual Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Rei de Portugal entre 1826 e 1834, D. Pedro IV, O Libertador, foi o primeiro imperador do Brasil. Viajou para o Brasil com a restante família real em 1807, logo após a primeira invasão francesa.

Na sequência da Revolução de 1820, em Portugal, as Cortes determinam o seu regresso à metrópole, mas D. Pedro recusa-se a embarcar para a Europa. Foi então que, como líder do movimento independentista daquela colónia, decide proclamar junto às margens do rio Ipiranga a independência do Brasil (1822). Logo depois é proclamado imperador do Brasil.

 

Após a morte de seu pai D. João VI, em 1826, D. Pedro é designado rei de Portugal pela regente D. Isabel Maria e outorga aos portugueses a Carta Constitucional de 1826. Quis abdicar em favor de sua filha, D. Maria da Glória (futura rainha D. Maria II), mas a guerra civil travada entre liberais, liderados por D. Pedro, e absolutistas, liderados por seu irmão D. Miguel, que também pretendia o trono, adiou a coroação de D. Maria até 1834.

 

O Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes foi criado com o objetivo de recolher os bens confiscados aos conventos abandonados do Porto e dos mosteiros de S. Martinho de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra. O saque decorreu durante a guerra civil que opôs absolutistas e liberais, chefiados pelo regente D. Pedro, duque de Bragança.

 

Instalou-se no Convento de Santo António, na zona oriental da cidade (Jardim de S. Lázaro), sob direção do pintor João Baptista Ribeiro. Foi confirmado por D. Maria II em 1836, no âmbito das reformas da instrução pública levadas a cabo pelo ministro Passos Manuel.

 

Em 1839, o acervo do Museu foi para a direção da Academia Portuense de Belas-Artes, o que levou a um fortalecimento da relação entre o museu e o ensino artístico no século XIX.

 

No âmbito das reformas institucionais da República em 1911, o Museu vê alterada a sua designação para Museu Soares dos Reis, escultor premiado pela Academia Portuense de Belas Artes. Em 1932, o museu centenário adquire o estatuto de Museu Nacional. A instalação no Palácio dos Carrancas em 1940 faz parte do percurso recente do Museu, na altura sob direção de Vasco Valente.

Colecionadores Richard Treger e António Saint Silvestre distinguidos

11 de Outubro, 2023

Os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger serão reconhecidos com a Medalha de Mérito Municipal em Ouro, atribuída pela Câmara Municipal de S. João da Madeira, pelo contributo “inestimável” que deram à cidade nas áreas da cultura e da arte.

 

A cerimónia de atribuição da condecoração vai decorrer durante a celebração oficial do 10º aniversário do Centro de Arte Oliva, que se assinala a 21 e 22 de outubro, contando com a presença do Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva.

No Museu Nacional Soares dos Reis está patente ao público “Portreto de la Animo”, exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

 

António Saint Silvestre, pintor e colecionador, assume a curadoria da exposição “Portreto de la Animo”. Com o músico e galerista Richard Treger, iniciou na década de 1980 a constituição da Coleção Treger Saint Silvestre, matéria fundamental da presente exposição.

 

Richard Treger e António Saint Silvestre começaram a sua coleção inspirados no percurso iniciado por Jean Dubuffet, pioneiro na recolha de produções artísticas que se convertem em relatos do inconsciente.

 

A coleção é composta por aproximadamente 1700 obras de 350 artistas, refletindo a evolução de diferentes momentos históricos e ramificações das artes marginais aos circuitos do sistema artístico estabelecido, desde os clássicos da Arte Bruta à Arte Outsider e suas variantes.

 

A coleção distingue-se particularmente pela sua grande amplitude cronológica, demarcada por artistas nascidos em finais do século XIX até autores ativos na atualidade. Diferencia-se também pela alargada representatividade geográfica, que abrange os tradicionais “centros da arte bruta” da Europa Ocidental e América do Norte, expandindo-se a artistas oriundos de África, Ásia, Europa de Leste, Central e do Sul e América Latina Central, salientando-se a diversidade de artistas portugueses e brasileiros.

 

As obras que constituem a coleção abrangem uma grande variedade de técnicas e materiais, incluindo pintura, desenho, escultura, cerâmica, tapeçaria, fotografia, mecanismos elétricos, objetos recuperados e materiais atípicos como matérias orgânicas.

 

Apresentada pela primeira vez em Portugal em 2012, na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, a coleção encontra-se em depósito de longo prazo no Centro de Arte Oliva (São João da Madeira) desde 2014.

Conversa «Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – E os Museus?»

11 de Outubro, 2023

No âmbito do programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, decorre no próximo dia 18 outubro, pelas 18 horas, a Conversa «Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – Há um lugar para os Museus?», tendo como convidados Paula Távora Vítor e António Ponte, com moderação de Pedro Morgado.

 

A iniciativa faz parte de um ciclo de conversas a decorrer durante este mês, no Museu Nacional Soares dos Reis, contando com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

Intervenientes

 

Paula Távora Vítor
Professora Auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Licenciada (2001), Mestre (2005) e Doutora (2017) pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra; Investigadora Integrada (Instituto Jurídico); Presidente da Direção do Centro de Direito da Família (FDUC); Membro do Conselho Executivo da International Society of Family Law e do Coordinating Group de Family Law in Europe Academic Network (FL-EUR); Autora de diversas monografias e artigos na área do Direito da Família e das Sucessões e do Direito das Pessoas (capacidade). Co-autora de projetos legislativos. Membro do Grupo de Trabalho de revisão da Lei de Saúde Mental.

 

António Ponte
Atual Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte é licenciado em Ciências Históricas (1993) pela Universidade Portucalense, Mestre (2007) e Doutor em Museologia (2014), pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desempenhou o cargo de Diretor Regional de Cultura do Norte, entre 2013 e 2021.

 

Pedro Morgado
Médico psiquiatra do Hospital de Braga, investigador e professor na Escola de Medicina da Universidade do Minho, e vencedor da 1.ª edição do FLAD Science Award Mental Health, o maior prémio na área da saúde mental em Portugal com um projeto na área da perturbação obsessivo-compulsiva. Desde fevereiro 2022, é Coordenador Regional do Norte para a Saúde Mental.

 

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a realizar várias ações enquadradas no eixo programático «Arte & Saúde».

 

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco deste programa em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença mental, aumentando a autoconfiança e bem-estar, possibilitando a construção de um ambiente seguro, aliviando o sofrimento e diminuindo a angústia das pessoas que neles participam.

 

A exposição “Portreto de la Animo” integra peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

A exposição tem o apoio mecenático da Fundação Millenium bcp e da Lusitânia Seguros, bem como o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – Há um lugar para os Museus?

18 de outubro, 18h00 – 19h30

Paula Távora Vítor e António Ponte

Moderação: Pedro Morgado

Local: Museu Nacional Soares dos Reis
Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

Museu recebe ‘3 artistas | 3 performances’ em torno da Arte Bruta

11 de Outubro, 2023

No âmbito do programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, decorre no próximo dia 17 outubro, pelas 18h30, a sessão ‘3 artistas | 3 performances em torno da Arte Bruta’, com a participação dos artistas Bruno Senune, Teresa Noronha Feio e Vera Mota. Entrada livre.

 

A iniciativa enquadra-se na programação do Family Film Project, a decorrer no Batalha Centro de Cinema, de 17 a 21 outubro.

Neste ciclo de performances associado ao festival, os artistas são desafiados a explorar performativamente a partir de materiais de arquivo, pessoais ou não, ou de problematizações da memória.

 

O objetivo principal é apresentar propostas performativas nas suas valências expandidas (interdisciplinares, deslocações espaciais, deslocações temáticas). Ao mesmo tempo em que se problematizam intimidades e familiaridades, projetam-se possibilidades criativas que atravessam disciplinas e fronteiras, reforçando, dentro do evento-festival, a linha fina entre o real e o performativo.

 

PROGRAMA DAS PERFORMANCES

 

NÁCAR, por BRUNO SENUNE – 18h30
Nácar é uma proposta performativa que reflete sobre esquecimento, ficção de memórias.

 

A TALE FOR THE ROOTLESS, por TERESA NORONHA FEIO – 18h45
A obra faz parte de uma investigação que permitiu à artista reconstruir e corporizar uma memória, a qual não quer que seja esquecida.

 

ROER, por VERA MOTA – 19h15
Roer propõe uma reflexão sobre o binário que distingue a matéria orgânica da inorgânica, sobre a distinção subjetiva entre corpos biológicos e geológicos.

 

O Family Film Project é um festival de cinema que decorre anualmente no Porto, desde 2012.

 

Além das sessões de cinema, o Family Film Project organiza vários tipos de eventos culturais paralelos: exposições e instalações, filmes-concerto, performances em locais diversos da cidade, masterclasses, conferências e lançamentos de livros.

 

Com diversas linhas de atuação, o festival coloca-se nas barreiras concetuais entre o cinema e as outras artes e áreas de pensamento.

O Dia Mundial da Saúde Mental assinala-se desde 1992

10 de Outubro, 2023

Com o objetivo de combater o preconceito, o estigma e promover o conhecimento sobre saúde mental, a Federação Mundial da Saúde Mental (World Federation for Mental Health) criou, em 1992, o Dia Mundial da Saúde Mental, uma data que se assinala anualmente a 10 de outubro.

 

Este ano, sob o tema “A saúde mental é um direito humano universal”, a campanha global visa colocar a saúde mental num quadro de direitos humanos para reformular a aspiração de uma boa saúde mental como um direito humano fundamental.

A iniciativa visa envolver indivíduos, comunidades e instituições em todo o mundo, com o objetivo de capacitar a defesa popular da causa da saúde mental e a sua relação com os direitos humanos.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis, e no âmbito do programa paralelo à exposição temporária Portreto de la Animo, as comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental estendem-se ao longo de todo o mês de outubro, com diversas atividades. A iniciativa conta com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

 

Já amanhã, pelas 18 horas, decorre a Conversa «Arte e Normalidade», tendo como convidados António Roma Torres e Heitor Alvelos, com moderação de Hugo Barreira.

 

No próximo dia 18 outubro, pelas 18 horas, terá lugar a Conversa «Arte, Direitos Humanos e Saúde Mental – Há um lugar para os Museus?», tendo como convidados Paula Távora Vítor e António Ponte, com moderação de Pedro Morgado.

 

Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

Museu acolhe curso para análise e estudo de peças de arte em metal

4 de Outubro, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe a 9 e 10 de outubro de 2023 o terceiro e último curso do projeto ENDLESS Metal, apoiado pelo Fundo Europeu COST Innovators com o objetivo de dotar os profissionais que trabalham na área do Património Cultural de competências que permitam avanços na análise e estudo de peças de arte produzidas em metais.

 

A formação, que traz ao Porto especialistas europeus em diferentes áreas, nomeadamente em conservação e restauro, terá uma forte componente prática e

permitirá um maior conhecimento sobre o uso de ferramentas portáteis, low-cost, minimamente invasivas e de fácil uso para identificar e analisar metais.

 

Esta edição do curso do projeto ENDLESS Metal é organizada numa parceria entre o Museu Nacional Soares dos Reis e a Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Conversa «Arte e Normalidade» assinala Dia Mundial da Saúde Mental

29 de Setembro, 2023

No âmbito do programa paralelo da Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc, patente no Museu Nacional Soares dos Reis até 13 novembro, decorre no próximo dia 11 outubro, pelas 18 horas, a Conversa «Arte e Normalidade», tendo como convidados António Roma Torres e Heitor Alvelos, com moderação de Hugo Barreira.

 

A iniciativa pretende assinalar o Dia Mundial da Saúde Mental (comemorado a 10 outubro), dando início a um ciclo de conversas que irão realizar-se ao longo do próximo mês, contando com o apoio da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, até 2030, a depressão deve tornar-se a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde.

 

Consciencializar para esta tendência crescente, alertando e sensibilizando para a necessidade de estender o debate sobre a doença mental à esfera pública, ligando comunidade científica e cidadãos, é uma necessidade premente que convoca de forma transversal todos os setores da sociedade, incluindo os museus.

 

É neste contexto que o Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a realizar várias ações enquadradas no eixo programático «Arte & Saúde».

 

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco deste programa em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença, aumentando a autoconfiança e bem-estar, possibilitando a construção de um ambiente seguro, aliviando o sofrimento e diminuindo a angústia das pessoas que neles participam.

 

A exposição “Portreto de la Animo” integra peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

A exposição tem o apoio mecenático da Fundação Millenium bcp e da Lusitânia Seguros, bem como o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Conversa Arte e Normalidade (11 outubro, 18h00 -19h30)

António Roma Torres e Heitor Alvelos

Moderação: Hugo Barreira

Local: Museu Nacional Soares dos Reis

 

Entrada livre, sujeita à capacidade da sala e a inscrição prévia, através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

 

António Roma Torres
Médico Psiquiatra, foi Diretor da Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar São João (Porto).
Membro co-fundador da Sociedade Portuguesa de Psicodrama e da Federation of European Psychodrama Trainig Organizations (FEPTO); Membro eleito do Board of Directors (2001-2009) da Internacional Association for Group Psychotherapy and Group Processes (IAGP).
Crítico de cinema do Jornal de Notícias (1975-2001), do semanário Voz Portucalense (1971-1974) e da revista de cinema A Grande Ilusão (1984-1996). Autor de vários livros sobre Cinema e sobre Saúde Mental.

 

Heitor Alvelos
Pioneiro na implementação de Design Research em Portugal. É Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e diretor do ID+ (Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura) da Universidade do Porto. Desde 2006 Heitor tem vindo a desenvolver I&D no âmbito do Programa UT Austin|Portugal em Medias Digitais, onde trabalhou como diretor de relacionamento (2010-2014), tendo sido curador do FuturePlaces Medialab para a Cidadania. Autor de vários artigos sobre arte e a transgressão dos seus limites.

 

Hugo Barreira
Docente na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigador do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar, Cultura, Espaço e Memória), é licenciado em História da Arte, assim como Mestre e Doutor em História da Arte Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. As suas áreas de investigação principais são a Arte, Arquitetura e Cultura da Época Contemporânea, a Cinematografia e a História Local.

 

Sobre o Dia Mundial da Saúde Mental

Com o objetivo de combater o preconceito, o estigma e promover o conhecimento sobre saúde mental, a Federação Mundial da Saúde Mental (World Federation for Mental Health) criou, em 1992, o Dia Mundial da Saúde Mental, uma data que se assinala anualmente a 10 de outubro.

 

Este ano, sob o tema “A saúde mental é um direito humano universal”, a campanha global visa colocar a saúde mental num quadro de direitos humanos para reformular a aspiração de uma boa saúde mental como um direito humano fundamental.

 

A iniciativa visa envolver indivíduos, comunidades e instituições em todo o mundo, com o objetivo de capacitar a defesa popular da causa da saúde mental e a sua relação com os direitos humanos.

Diretor do MNSR no Conselho Consultivo do Bombarda Quarteirão

29 de Setembro, 2023

António Ponte, na qualidade de Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, integra o recém-formado Conselho Consultivo do Bombarda Quarteirão Criativo.

 

O Conselho Consultivo é formado por um grupo de especialistas em diferentes áreas de conhecimento, cuja missão será aconselhar a equipa diretiva do Bombarda Quarteirão Criativo na sua estratégia de ação e desenvolvimento sustentado.

 

A composição do Conselho Consultivo será anunciada publicamente, esta sexta-feira, dia 29, a partir das 19h30, no CCBombarda (Rua de Miguel Bombarda, 285), durante a Sessão Informativa sobre o projeto Bombarda Digital.

Sobre a Associação

Formada em 2022 por membros ativos da comunidade local, a Quarteirão Criativo – Associação para o Desenvolvimento Local tem como grandes objetivos a promoção, apoio e desenvolvimento das potencialidades do território da sua área social, tendo em vista o crescimento local e regional na procura da melhoria das vidas das populações.

 

A Associação quer ser um motor para a promoção da solidariedade, cooperação e o trabalho em rede entre os comerciantes, empresários e moradores do Quarteirão, bem como para a animação e a implementação de programas de desenvolvimento de iniciativa e de base local e regional.

 

Documentar, valorizar e divulgar o capital social e preservar o carácter artístico e criativo do Quarteirão, potenciar a área geográfica ao nível social, urbanístico, ambiental, cultural e turístico, ou a conceção, organização e promoção de eventos locais, regionais e internacionais, são apenas algumas das linhas que orientam a atuação da Quarteirão Criativo – Associação para o Desenvolvimento Local.

 

Sobre o Quarteirão

O Quarteirão de Miguel Bombarda é, há mais de 25 anos, um epicentro de negócios e de criativos.

 

A concentração de galerias de arte contemporânea nesta área da cidade do Porto alimenta aquela que é uma marca reconhecida internacionalmente – Bombarda Porto Art District.

 

Integra mais de 178 estabelecimentos, nas áreas do comércio, serviços de media e lazer, cultura e entretenimento.

 

As Inaugurações Simultâneas são exemplo do seu dinamismo cultural. Este circuito bimensal, além de permitir otimizar e sincronizar recursos para a visibilidade da arte contemporânea, consolidou-se como um ativo magnético para novos negócios – comércio e serviços adjacentes –, já que atrai milhares de visitantes por cada edição num circuito que envolve toda a zona.

 

Localizado na União de Freguesias do Centro Histórico da cidade do Porto, no coração da antiga Freguesia de Cedofeita, o quarteirão Bombarda inclui as Ruas de Miguel Bombarda, Rua do Rosário, Rua do Breyner, Rua da Boa Nova, Rua de Adolfo Casais Monteiro, Rua D. Manuel II, Rua da Maternidade e o Largo da Maternidade.

Museu Nacional Soares dos Reis regista 40 mil visitantes em 145 dias

28 de Setembro, 2023

A nova Exposição de Longa Duração do Museu Nacional Soares dos Reis acaba de ultrapassar a marca dos 40 mil visitantes.

 

Inaugurada no passado dia 13 abril, e assinalando a reabertura plena do museu, depois da intervenção de requalificação, a exposição de longa duração reúne a coleção mais importante de arte portuguesa do século XIX. No total são 1133 peças que contam a história do museu e da arte, distribuídas por 27 salas.

 

Refira-se que, desde o início do ano até final de julho, o Museu Nacional Soares dos Reis já registou um total de 43.387 visitantes, sendo que desse universo 34,5% são estrangeiros.

Com uma História de quase 200 anos, o Museu Nacional Soares dos Reis – o primeiro museu público de arte do país – tem vindo a reposicionar-se, apresentando agora um novo olhar sobre as suas coleções.

 

A exposição de longa duração apresenta um percurso com duas narrativas complementares. A primeira reflete a história do Museu e a forma como as coleções foram sendo integradas; a segunda valoriza os artistas e as suas obras.

 

Para além do interesse suscitado pela exposição de longa duração, também a atual exposição temporária – Portreto de la Animo – tem registado uma muito significativa afluência de público.

 

Trata-se de uma exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

 

Composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, a mostra integra, igualmente, várias peças do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, colocadas em diálogo com as peças da Coleção Treger Saint Silvestre.

 

Iniciada na década de 1980, a Coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva, integra um numeroso acervo de obras de Arte Bruta, sendo uma das mais importantes e extensivas coleções privadas no mundo e contando com um largo número de autores reconhecidos.

 

A exposição “Portreto de la Animo”, de acordo com o curador António Saint Silvestre considerada “a maior mostra de Arte Bruta alguma vez realizada na Península Ibérica”, é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

 

Estará patente ao público até 12 novembro 2023.

Dia Mundial do Turismo sob o tema “Turismo e Investimentos Verdes”

27 de Setembro, 2023

Desde 1980, o Dia Mundial do Turismo é celebrado, anualmente, a 27 de setembro, por ter sido o dia que entraram em vigor as diretivas consideradas como mais marcantes para o turismo global. Este ano, a Organização Mundial do Turismo escolheu o tema “Turismo e Investimentos Verdes”.

 

A Organização Mundial do Turismo pretende demonstrar com esta comemoração, a importância do turismo e do seu valor cultural, económico e social.

Este ano, o Dia Mundial do Turismo é celebrado sob o tema  Turismo e Investimentos Verdes – uma das principais prioridades para a recuperação do turismo, crescimento e desenvolvimento futuros.

 

A Organização Mundial do Turismo destaca a necessidade de mais investimentos direcionados para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade, ?salientando a importância de encontrar soluções inovadoras que promovam e sustentem o crescimento económico e a produtividade, convergindo para as metas da? sustentabilidade.

 

Em Portugal, o número de turistas estrangeiros em visita ao nosso País ultrapassou os oito milhões entre janeiro e junho, tornando-se o melhor primeiro semestre de todos os tempos, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

 

Seguido a tendência nacional no primeiro semestre do ano, no Porto registaram-se 536,4 mil dormidas (7,2% do total), um acréscimo de 25,1% face a junho de 2019 (+31,7% nos residentes e +23,9% nos não residentes).

 

O aumento da procura turística na cidade do Porto refletiu-se, igualmente, na afluência de visitantes ao Museu Nacional Soares dos Reis que, desde o início do ano até final de julho, registou um total de 43.387 visitantes (deste universo total, 34,5% são visitantes estrangeiros).

Visita Orientada: A pintura de paisagem no Naturalismo

27 de Setembro, 2023

No âmbito da programação proposta para os Encontros ao Sábado, decorre no dia 30 setembro, pelas 15 horas, uma visita orientada dedicada ao tema A pintura de paisagem no Naturalismo.

 

A visita permitirá entender o contexto histórico-cultural em que surge a pintura naturalista em Portugal e conhecer exemplos da obra de alguns naturalistas da escola do Porto, nomeadamente Silva Porto, Artur Loureiro, Henrique Pousão e Sousa Pinto.

 

Inscrições aqui: https://shorturl.at/ouwE7

O Naturalismo foi um movimento estético e artístico que surgiu em França a partir de 1830, com a criação da Escola de Barbizon e através das pinturas de Théodore Rousseau (1812-1867), de Jean-François Millet (1814-1875) ou de Gustave Courbet (1819-1877).

 

Em Portugal, a estética naturalista e realista da Escola de Barbizon foi introduzida pelos pintores Silva Porto (1850-1893) e Marques de Oliveira (1853-1927), e durou até aos anos 20 do século XX.

 

Os pintores entraram em contacto com este novo movimento artístico durante a sua estadia em França, como pensionistas do Estado português.

 

Em 1867, as Academias de Belas Artes iniciam a atribuição de bolsas a alunos no estrangeiro. Silva Porto e Marques de Oliveira foram os primeiros bolseiros em Pintura.

 

Ingressaram na École des Beaux-Arts de Paris em 1873 e, na floresta de Barbizon, conviveram com um grupo de artistas seguidores da pintura de ar livre focando-se nos efeitos da luz sobre a paisagem.

 

Também Henrique Pousão seguiu para Paris em 1880. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Biografias

 

António Carvalho da Silva Porto (1850 – 1893)

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.

 

Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.

 

Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.

 

Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.

 

João Marques de Oliveira (1853 – 1927)

Começou a sua aprendizagem artística muito novo com o mestre particular António José da Costa, matriculando-se em seguida na Academia Portuense de Belas Artes.

 

Colega de curso de Silva Porto, com ele continuaria, entre 1873 e 1879, como pensionista do Estado no estrangeiro, Marques de Oliveira na classe de Pintura Histórica, Silva Porto na de Pintura de Paisagem. Partiu para Paris no final de 1873 e em 1874 inscreveu-se na Escola Nacional de Belas Artes de Paris.

 

Ligado à pintura histórica por dever de pensionato e, mais tarde, de docência, Marques de Oliveira manifestou sempre uma grande sensibilidade pela natureza e pelos estudos de paisagem, que tentou fixar em pequenas impressões. A sua atividade como professor foi notável, levando os alunos ao contacto direto com a natureza, mas insistindo sempre na qualidade do desenho como base de qualquer obra.

 

À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do naturalismo em Portugal. Faleceu em 1927 e em 1929 foi-lhe prestada homenagem no Porto com a inauguração de um monumento (de autoria de Soares dos Reis) em sua honra, no Jardim de S. Lázaro.

Ciclo de Visitas à Hora Certa encerra no Andar Nobre do Palácio

26 de Setembro, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Público Alvo
Jovens e adultos

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

 

Valor
Bilhete de entrada + 2 EUR

No âmbito da programação proposta para as Visitas à hora Certa, decorre na próxima sexta-feira, pelas 15 horas, uma visita guiada ao Andar Nobre do Palácio dos Carrancas. Será a última visita deste ciclo no mês de setembro.

 

Ao longo dos anos de uso a ocupação do espaço foi sofrendo alterações, devidas à mobilidade da família e à frequente existência de hóspedes.

 

No entanto, podem-se esboçar alguns princípios de utilização dos vários pisos.

 

No primeiro piso encontramos o grande átrio de entrada à volta do qual se distribuíam os armazéns, cavalariças e cocheiras.

 

O andar intermédio terá sido utilizado pela família, e o andar nobre reservado para as personagens importantes que aqui se alojavam.

 

O último andar deveria ser destinado aos criados, e as oficinas da fábrica e talvez a cozinha ocupassem as duas alas que rodeavam o jardim interior.

 

O Palácio dos Carrancas foi mandado construir em 1795 pela família Morais e Castro, descendente de cristãos-novos, pertencente à burguesia portuense e que enriqueceu com a Fábrica de Tirador de Fio de Ouro e Prata aqui instalada. O edifício, com unidade fabril e residência, testemunhou e foi palco de acontecimentos sociais, militares e políticos ao longo do século XIX.

 

Marcadamente urbano e seguidor do estilo Neoclássico, que se instalava então no Porto, o Palácio teve um carater único em contexto de construção privada. Tudo aponta para a intervenção dos arquitetos municipais Joaquim da Costa Lima Sampaio e José Francisco de Paiva. A fachada, de grande clareza de desenho, dividia o edifício em dois corpos horizontais.

 

A distribuição seguia a hierarquia do antigo regime e os tratados de Arquitetura: andar nobre, pátio fechado com muro alteado, separação da manufatura e operários e a quinta recuada. O luxo afirmava-se nos espaços interiores, nomeadamente no andar nobre, permanecendo ainda dessa época uma grandiosa Sala de Jantar e a Sala da Música.

 

A grandiosidade do edifício associou-o ao cenário dos grandes acontecimentos político-militares da cidade. Por exemplo, durante a primeira invasão francesa, foi considerado um local estratégico e ocupado pelo marechal Soult. Pouco depois, estabelecia-se aqui o seu sucessor no comando militar da cidade, chefe do exército libertador, o general Arthur Wellesley.

Lugar Cativo: exposição a céu aberto no centro do Porto

25 de Setembro, 2023

O movimento Arte pela Arte, criado pelo Lionesa Group, juntou-se ao projeto Outros Lugares, do Museu Nacional Soares dos Reis, e à SIGN para apresentar LUGAR CATIVO, uma exposição aberta à cidade, de uma seleção de obras do acervo do museu.

 

A inauguração da exposição – instalada na fachada dos edifícios – está agendada para o próximo dia 29, pelas 15h30, na Rua do Cativo, no Porto, sendo presidida pela Secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro.

 

Lugar Cativo é um conjunto de retratos que posiciona o seu olhar sobre a cidade e o espectador, uma observação bidirecional entre a personagem representada e o seu público, e vice-versa, num diálogo desenvolvido à medida de cada pessoa. Estas cerca de 40 obras são reproduções colocadas nas fachadas dos edifícios.

Reforçando o lema do Museu “Um museu de pessoas, por pessoas para pessoas”, o programa Outros Lugares pretende dar continuidade à itinerância, no território, das coleções do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) com entidades parceiras. A ação propõe-se extravasar o espaço do Museu e a sua organização formal para envolver curadorias improváveis e diferenciadoras atendendo à natureza dos parceiros, ao local de apresentação e aos respetivos contextos.

 

A seleção de obras que vai estar patente na Rua do Cativo, ao longo dos próximos meses para usufruto de quem pela rua passar, encontra no Cativo um espaço dedicado à democracia cultural. Esta é uma iniciativa conjunta do Lionesa Group, do MNSR e da SIGN – Wide Format Printing.

 

A exposição assinala também o 1º aniversário do Lionesa Group e dá continuidade à iniciativa Arte pela Arte, um movimento que vê na arte uma lupa sobre o território, um estetoscópio sobre o próximo, um estereoscópio sobre toda uma comunidade.

 

Sobre o projeto Arte pela Arte

O movimento Arte pela Arte teve início aquando do investimento em edifícios na histórica Rua do Loureiro, no Porto. Emparedados transitoriamente por segurança sanitária e orientações municipais, o Lionesa Group começou a intervenção de requalificação do edificado abrindo a rua à cidade através da arte. Cinco intervenções artísticas foram o resultado da parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). Esta primeira iniciativa proporcionou uma verdadeira galeria de arte ao ar livre, totalmente aberta aos visitantes e habitantes locais da Rua do Loureiro.

 

Segue-se agora o projeto Lugar Cativo que vai dar continuidade ao Movimento Arte pela Arte, em parceria com o Museu Nacional Soares dos Reis e a SIGN, num objetivo muito claro de transformação do território num centro de partilha de cultura, vida e arte.

 

Sobre o projeto Outros Lugares

O programa Outros Lugares tem como propósito afirmar o Museu Nacional Soares dos Reis como um lugar que extravasa o seu espaço e organização formais para envolver curadorias improváveis e diferenciadoras atendendo à natureza dos parceiros, ao local de apresentação e aos respetivos contextos.

 

No âmbito deste programa foram já apresentadas a Exposição 42 DESENHOS DE ANTÓNIO CARNEIRO PARA O INFERNO DE DANTE, na Casa dos Livros, no Porto; e a Exposição CICLO DA VIDA, a qual, a partir da alegoria QUATRO ESTAÇÕES, uma série de quatro telas do século XVII, levou ao Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS-UP), um núcleo de pinturas que estabelecem uma relação com as diferentes fases da vida do Ser Humano.

 

O projeto Lugar Cativo materializa um novo modelo de gestão do Património Cultural pela associação de entidades públicas e entidades privadas, num esforço de democratizar, cada vez mais, o acesso à cultura e de confrontar o público com as obras de arte em espaços pouco prováveis, procurando suscitar a visita às obras no seu contexto formal de exposição no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.

Aniversário da morte do escritor Ruben Andresen Leitão

23 de Setembro, 2023

Assinala-se, hoje, 23 setembro, o 48º aniversário da morte de Ruben A., pseudónimo literário de Ruben Andresen Leitão.

 

Ruben Alfredo Andresen Leitão nasceu em Lisboa em 1920 e faleceu em Londres em 1975.

 

Estreou-se, em 1949, com Páginas, um misto de diário e de ficção. A sua atividade literária na década de 60 ficou marcada pela edição de três volumes autobiográficos, O Mundo à Minha Procura. Em 1973, publicou a sua última obra, a novela Silêncio para 4.

 

Ruben Andresen Leitão foi também professor no King’s College em Londres e funcionário da Embaixada do Brasil em Lisboa durante quase 20 anos, cargo que deixou em 1972.

 

Depois dessa data foi administrador da Imprensa Nacional-Casa da Moeda e diretor-geral dos Assuntos Culturais do Ministério da Educação e Cultura, tendo lançado, em 1975, entre outras ações, um projeto de revitalização do Museu Nacional Soares dos Reis.

Ruben Andresen Leitão licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde defendeu a tese Cartas de D. Pedro V ao Conde de Lavradio. A partir daí, o seu interesse por D. Pedro V leva-o a publicar numerosos volumes da correspondência do rei, bem como outros estudos e investigações históricas.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis está hoje instalado no Palácio dos Carrancas, adquirido pelo rei D. Pedro V, em 1861, para passar a residência oficial da família real nas suas visitas ao Norte do País.

 

O edifício foi doado, em 1915, à Misericórdia, através do testamento de D. Manuel II, que pretendia aí construir um hospital, o que nunca chegou a concretizar-se.

 

Mais tarde, o Estado comprou o palácio para aqui instalar o Museu Nacional Soares dos Reis que tinha sido fundado em 1833, por D. Pedro IV, e funcionava no Convento de Santo António, atual Biblioteca Pública Municipal do Porto.

 

O Palácio das Carrancas foi novamente alvo de remodelações para a sua nova função e em 1940 foi aqui inaugurado o Museu Nacional Soares dos Reis, o mais antigo museu público de arte em Portugal.

Serviço de Documentação e Informação integra Biblioteca e Arquivo

22 de Setembro, 2023

O Serviço de Documentação e Informação do Museu Nacional Soares dos Reis integra a Biblioteca e o Arquivo, sendo que a biblioteca do Museu tem disponível online o seu catálogo bibliográfico, o qual pode ser acedido AQUI.

 

Horário
A Biblioteca funciona nos dias úteis, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00, exceto feriados nacionais e municipais.

O fundo documental é composto por obras de referência, monografias, publicações periódicas, catálogos de museus, catálogos de exposições, catálogos de leilões, teses académicas e ainda coleções de cartazes, postais e desdobráveis.

 

O Arquivo, reflexo da atividade e da história da instituição, divide-se em dois fundos, o do Museu Nacional Soares dos Reis e o do Museu Municipal do Porto. O tratamento e controlo da documentação e informação, bem como a consulta e divulgação são alguns dos serviços disponibilizados.

 

O acesso à Biblioteca requer marcação prévia através do e-mail: biblioteca@mnsr.dgpc.pt

 

Catálogo da Biblioteca acessível aqui

 

Regulamento disponível aqui

 

Contactos
biblioteca@mnsr.dgpc.pt

+351 223 39 37 70

 

Localização
Museu Nacional Soares dos Reis
Rua D. Manuel II
4050-342 Porto

Museu Nacional Soares dos Reis acolhe Programa de Estágios PEJENE

21 de Setembro, 2023

Pelo terceiro ano consecutivo, o Museu Nacional Soares dos Reis é um dos parceiros do programa PEJENE – Programa de Estágios para Universitários, promovido pela Fundação da Juventude, com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O PEJENE enquadra-se num dos vetores estratégicos de atuação da Fundação da Juventude – Emprego e Empreendedorismo – sendo um forte contributo para ultrapassar o obstáculo da falta de experiência e de Curricula dos jovens alunos e da pouca preparação para o mundo do trabalho.

 

Este programa tem vindo a responder, desde 1993, às necessidades dos jovens que se encontram a finalizar o ensino superior, permitindo desempenhar tarefas de caráter profissional, e aumentar os seus conhecimentos em ambiente real de trabalho.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis associa-se à iniciativa, proporcionando aos jovens inscritos uma oportunidade de estágio, naquele é o primeiro museu público de arte do País. O programa de estágio terá início no próximo dia 25 setembro.

Encontro no Jardim com sessão comentada sobre a Escultura O Eco

20 de Setembro, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Público Alvo
Jovens e adultos

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

 

Valor
Gratuito

Até final deste mês, o Museu Nacional Soares dos Reis tem horário alargado e gratuito todas as quintas-feiras, das 18h00 às 20h00. A iniciativa faz parte do programa de verão que tem vindo a dinamizar o Museu desde o mês de junho, com um calendário muito diverso de atividades.

 

No próximo dia 28 setembro, pelas 18 horas, haverá um Encontro no Jardim, com uma sessão comentada sobre a Escultura O Eco, na qual serão abordadas questões como a iconografia da obra, problemas de conservação e a filiação da autora, Maria Ribeiro.

 

Maria da Glória Ribeiro da Cruz, documentada entre 1902 e 1930, foi das raras mulheres que, na época, se dedicaram à escultura em Portugal, e a primeira a ter um trabalho integrado num jardim público de Lisboa.

 

Apesar de escassamente conhecida, a sua obra merece um lugar de destaque no panorama artístico de início do século XX.

 

Com formação na Escola de Belas Artes do Porto, tendo sido discípula de Teixeira Lopes, estudou também na École Nacionale de Beux-Arts, em Paris, e frequentou o Curso de Desenho da Académie Colarossi, onde recebeu um primeiro prémio.

 

Teve por mestres Laurent-Honoré Marqueste, Victor Peter e Louis-François Biloul, tendo participado em várias exposições, em Portugal e em França.

Conferência Internacional «Undoing conflict in museums»

19 de Setembro, 2023

49ª Conferência Internacional do ICAMT – ICOM International Committee for Architecture and Museum Techniques, organizada pela Universidade do Porto, de 25 a 27 de outubro de 2023, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto. O Museu Nacional Soares dos Reis é um dos parceiros oficiais do evento.

 

O International Committee for Architecture and Museum Techniques (ICAMT) do International Council of Museums (ICOM) organiza anualmente uma importante conferência internacional que reúne especialistas de diferentes áreas, nomeadamente museografia, museologia, arquitetura e design de exposições.

Este ano, a 49ª Conferência Internacional do ICAMT – ICOM International Committee for Architecture and Museum Techniques, será organizada pela Universidade do Porto, de 25 a 27 de outubro de 2023. Conjuntamente com o ICAMT, as entidades portuguesas responsáveis pela organização deste evento são o Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória” (CITCEM) e o Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo (CEAU).

 

O tema principal da conferência será “Undoing conflict in museums: materiality and meaning of museum architecture and exhibition design”. Os participantes da conferência irão poder concentrar as suas reflexões no Poder do Conflito. Debatendo como ideias opostas podem potenciar mudanças e evoluções em museus e exposições, e qual o papel da arquitetura e do design de exposições na gestão do conflito em museus.

 

No âmbito da parceria estabelecida com o Museu Nacional Soares dos Reis, no dia 25 outubro, os participantes da conferência terão oportunidade de efetuar uma visita ao museu, focando-se nos aspetos curatoriais relacionados com o processo de desenvolvimento e montagem da exposição de longa duração, bem como nos aspetos arquitetónicos do edifício.

Amadeo de Souza-Cardoso integra exposição sobre Orfismo no Guggenheim

19 de Setembro, 2023

O artista português Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) vai estar representado entre uma centena de obras de uma exposição dedicada ao Orfismo em Paris, que é inaugurada no próximo ano, no Museu Guggenheim, em Nova Iorque.

 

«Harmonia e Dissonância: Orfismo em Paris, 1910-1930» dá título à mostra dedicada à “vibrante arte abstrata do Orfismo”, um movimento da pintura francesa que nasceu a partir do cubismo, e que se tornou transnacional, com impacto na dança, a música e na poesia, na programação para 2024.

 

A exposição irá exibir obras selecionadas de artistas como Amadeo de Souza-Cardoso, Robert Delaunay, Sonia Delaunay, Marcel Duchamp, Mainie Jellett, Frantisek Kupka, Francis Picabia e dos sincronistas Stanton Macdonald-Wright e Morgan Russell.

Amadeo de Souza-Cardoso teve uma vida curta e intensa em Paris, onde fez contactos com os artistas modernistas, e regressou a Portugal no início da Primeira Guerra Mundial como um pintor reconhecido nos meios da vanguarda, tendo morrido com 30 anos, de gripe pneumónica.

 

Participou em exposições coletivas em Paris, Berlim, Nova Iorque, Chicago, Boston e Londres, e chegou a exibir e a vender o seu trabalho nos Estados Unidos, sendo considerado, pelo crítico de arte norte-americano Robert Loescher, “um dos segredos mais bem guardados do início da arte moderna”.

 

Em 2016, mais de 40 mil pessoas visitaram a exposição (na imagem) dedicada a Amadeo de Souza-Cardoso no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto (que depois seguiu para o Museu do Chiado, em Lisboa), e, no mesmo ano, no Grand Palais, em Paris, uma outra exposição reuniu cerca de 250 obras em pintura, desenho e gravura do artista.

 

Robert Delaunay e Sonia Delaunay – um casal de artistas que se destacou no impulsionamento do Orfismo – viveram cerca de um ano em Portugal durante o período da primeira Guerra Mundial, e travaram conhecimento com os artistas portugueses Amadeo de Souza-Cardoso e Almada Negreiros, de quem se tornaram amigos.

 

‘Harmonia e Dissonância: Orfismo em Paris, 1910-1930’ vai estar patente no Museu Guggenheim, em Nova Iorque, de 08 de novembro de 2024 a 09 de março de 2025.

Cerimónia das Exéquias em Memória de D. Pedro IV, o “Libertador”

18 de Setembro, 2023

Por ocasião do 189º aniversário da morte de D. Pedro IV, ocorrida a 24 de setembro de 1834, a Irmandade da Lapa e a Rota Porto Liberal promovem as Exéquias em Memória de D. Pedro IV, no dia 25 de setembro, pelas 21h30, na Igreja da Lapa, no Porto.

 

Do programa da cerimónia, faz parte a Leitura de Sermão do Pe. António de Ascensão de Oliveira, pronunciado na Igreja da Lapa em 1856; e um Concerto pela Banda do Exército, Destacamento do Porto, Coro Polifónico da Lapa, Ana Sousa Sacramento (soprano) e Filipe Veríssimo (órgão).

D. Pedro I do Brasil ou D. Pedro IV de Portugal, “o Libertador”, foi o primeiro Imperador do Brasil como Pedro I de 1822 até sua abdicação em 1831, e também Rei de Portugal e Algarves como Pedro IV entre março e maio de 1826. Era o quarto filho do rei João VI de Portugal e da rainha Carlota Joaquina da Espanha.

 

Um dos pontos de visita obrigatória no âmbito da Rota Porto Liberal é o Museu Nacional Soares dos Reis, cuja origem remonta ao Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem à sua guarda algumas peças que constituíram a farda de Coronel de Caçadores nº 5, usada por D. Pedro de Alcântara, duque de Bragança, durante o Cerco do Porto: dolman, colete, boné, chapéu armado, espada, talabarte, boldrié (cinturão com talim para suspensão de espada) óculo, porta-mapas.

 

A primeira sala da nova exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, em rotatividade, os elementos dos uniformes utilizados por D. Pedro durante a guerra civil.

 

Recorde-se que a Rota Porto Liberal foi criada em 2017, agregando várias entidades: Câmara Municipal do Porto, Direção Regional de Cultura do Norte, Exército Português, Venerável Irmandade de Nª Sª da Lapa, Museu e Igreja da Misericórdia do Porto e Museu Nacional Soares dos Reis, na divulgação dos lugares associados a esse tempo de luta e ao contributo dado por D. Pedro IV, também libertador do Brasil e seu primeiro imperador, enquanto país independente.

 

Descubra a Rota aqui

150 anos do primeiro atelier de António Soares dos Reis

18 de Setembro, 2023

Em 1873, António Soares dos Reis instalou-se naquele que seria o seu primeiro atelier de trabalho. Situado na Rua das Malmerendas, atual Rua D. Alves Veiga, no Porto, ali permaneceu até 1875, até se mudar para a casa-oficina da Rua Luís de Camões, em Vila Nova de Gaia.

 

Considerado um dos maiores escultores portugueses do séc. XIX, António Manuel Soares dos Reis nasceu a 14 de Outubro de 1847, na freguesia de S. Cristóvão de Mafamude, Vila Nova de Gaia.

 

Era filho de Manuel Soares Júnior, proprietário de uma mercearia a retalho, e de sua mulher Rita do Nascimento de Jesus.

Aos 20 anos, António Soares dos Reis tornou-se pensionista do Estado no estrangeiro. Em 1867 partiu para Paris, onde frequentou o atelier de M. Jouffroy e a École Imperiale et Speciale des Beaux Arts.

 

“Findo o período do pensionato regressou a Portugal, chegando a Vila Nova de Gaia nos primeiros dias de Setembro de 1872. Foi nessa altura que Soares dos Reis apresentou O Desterrado como prova documental do aproveitamento dos seus estudos, de modo a justificar a sua permanência no estrangeiro, ao abrigo da bolsa de Estudo. Ainda nesse ano, a 23 de Dezembro, foi nomeado Académico de Mérito pela Academia do Porto.

 

Em 1873, instalou-se naquele que foi o seu primeiro atelier, situado no n.º. 99 da Rua das Malmerendas, atual Rua Dr. Alves Veiga. (…) E assim decorreram dois anos até a encomenda de dois bustos em mármore, do Visconde de Tamandaré e do Marquês do Herval, lhe abrirem novos horizontes.

 

Manteve-se nessa primeira oficina até 1875 onde realizou ainda algumas das suas primeiras obras de relevo: Cabeça de Negro, Saudade, O Artista na Infância (obra em homenagem a Grão Vasco) e a encomenda de uma Nossa Senhora da Vitória (que não foi bem recebida pela Igreja).

 

Quando o trabalho começou a dar sinais de melhoras, o escultor Soares dos Reis começou a trabalhar num projeto, que já há muito acalentava, de mandar construir uma casa, mais próximo de seus pais, que servisse também como oficina. Em 1876 recebeu a aprovação camarária para o projeto da casa-oficina que veio a ser edificada no número 33 da Rua Luís de Camões em Vila Nova de Gaia”[1].

 

 

[1] Dissertação de Mestrado em História Regional e Local, na área de especialização de História e Gestão do Património, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 2011, por Sónia Queiroga

Exposição integra várias peças da coleção do Museu

18 de Setembro, 2023

A exposição “Portreto de la Animo”, composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, patente ao público até ao próximo dia 12 novembro, integra várias peças da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

“Portreto de la Animo” apresenta uma mostra de trabalhos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

As obras focadas no retrato e no autorretrato são colocadas em confronto ou diálogo expositivo com outras peças pertencentes à coleção do Museu Nacional Soares dos Reis: Conjunto de Miniaturas; Busto-Relicário de São Pantaleão; Sarah Afonso – óleo Mãe e Filha; Hein Semke – escultura terracota; José Joaquim Teixeira Lopes – Máscara mortuária de Soares dos Reis; Rafael Bordallo Pinheiro – Escarrador; e Rudolf Joham Weisse – Retrato de Augusto Santo.

 

No total, foi selecionado para esta exposição um conjunto de cerca de 150 obras que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

No contexto da exposição que agora se apresenta, o Museu Nacional Soares dos Reis pretende, através dos seus acervos artísticos e do recurso à Coleção Treger Saint Silvestre, desenvolver um programa que fomente a discussão e a abordagem da saúde mental através da arte e dos artistas.

 

Pretende-se proporcionar a contemplação, a empatia e o reforço do elo emocional entre o público e as composições em exposição. Trata-se de criar uma experiência de fruição, mas essencialmente de consciencialização para o mundo interior da pessoa e as suas expressões.

 

A exposição “Portreto de la Animo”, de acordo com o curador António Saint Silvestre considerada “a maior mostra de Arte Bruta alguma vez realizada na Península Ibérica”, é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

151º Aniversário de Nascimento do pintor António Carneiro

16 de Setembro, 2023

Assinala-se, hoje, dia 16 setembro, o 151º Aniversário de Nascimento do pintor António Carneiro, um dos nomes maiores da pintura e do desenho em Portugal, representado na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

No ano passado, por ocasião do seu 150º Aniversário de Nascimento, o Museu Nacional Soares dos Reis (em parceria com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto) dedicou-lhe uma exposição temporária.

Integrada no projeto colaborativo de itinerâncias Outros lugares, a exposição temporária Desenhos de António Carneiro para o Inferno de Dante esteve patente na Casa dos Livros, um espaço então recém-criado na cidade do Porto. A iniciativa assinalou os 150 anos do nascimento do pintor-poeta António Carneiro e os 700 anos da morte de Alighieri Dante.

 

Quarenta e dois desenhos de António Carneiro foram produzidos para ilustrar o Inferno da Divina Comédia de Dante Alighieri. Esta obra épica composta por três cânticos foi amplamente divulgada através da inexcedível tradução de Vasco Graça Moura, cujo acervo integral se encontra à guarda da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

 

Biografia de António Carneiro

Pintor, professor da Escola de Belas-Artes do Porto, diretor artístico da revista Águia, ligado ao movimento da Renascença Portuguesa, António Teixeira Carneiro foi uma notável figura da cultura nortenha. Nasceu em 1872, em Amarante, e veio a falecer em 1930, no Porto.

 

Foi discípulo de Soares dos Reis e de Marques de Oliveira na Academia Portuense de Belas-Artes. Em Paris, frequentou a Academia Julien. Participou na decoração da Exposição Universal de 1900. Nesta época realizou o tríptico A vida – esperança, amor, saudade (1899-1901), em que está já patente a vertente poético-simbolista que caracterizaria a sua atitude plástica.

 

Os temas literários, em Camões Lendo os Lusíadas aos Frades de S. Domingos e nos desenhos preparatórios para as ilustrações do Inferno de Dante, e uma componente mística, patente em poemas e esboços de temas bíblicos, completam o elaborar de uma perpétua interrogação.

 

Viajou frequentemente, tendo feito em 1914 a sua primeira viagem ao Brasil, expondo em S. Paulo e no Rio de Janeiro. Retratista emérito e muito solicitado, interessou-se igualmente pela paisagem, tendo pintado dezenas de marinhas de Leça da Palmeira.

 

As suas Praias do Norte aparecem invariavelmente envoltas em bruma, com figuras esbatidas que remetem para o silêncio intemporal das paragens. A pintura de António Carneiro surge com uma interioridade e uma qualidade espiritual rara na arte portuguesa do início do século, longe das preocupações naturalistas de verosimilhança ou mesmo das conceções impressionistas de captação da cor e da luz.