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Domingos Sequeira em destaque no programa Ensaio da RTP

6 de Junho, 2024

Adquirida pela Fundação Livraria Lello e colocada em depósito no Museu Nacional Soares dos Reis, a pintura ‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, encontra-se na exposição de longa duração, disponível para fruição pública.

 

‘Descida da cruz’, pintura sacra datada de 1827, faz parte de um grupo de quatro pinturas tardias de Domingos Sequeira, executadas em Roma, onde o artista morreu em 1837. Domingos Sequeira é considerado o mais talentoso e original pintor português do seu tempo, tendo desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da arte portuguesa de início do século XIX.

 

(re)Veja a entrevista de António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, ao programa Ensaio, da RTP 3.

Pintura ‘Descida da Cruz’ integra exposição de longa duração

4 de Junho, 2024

Adquirida pela Fundação Livraria Lello e colocada em depósito no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), a pintura ‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, já se encontra disponível para fruição pública, integrando o circuito expositivo do MNSR.

 

A exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis tem já patentes quatro óleos e um conjunto significativo de desenhos de Domingos Sequeira, pelo que a ‘Descida da Cruz’ está exposta na mesma sala, enriquecendo o acervo disponível. De resto, são igualmente expostos desenhos preparatórios da obra, pertencentes ao acervo do MNSR, alimentando um “diálogo” entre a coleção do museu e este valioso novo depósito.

 

‘Descida da cruz’, pintura sacra datada de 1827, faz parte de um grupo de quatro pinturas tardias de Domingos Sequeira, executadas em Roma, onde o artista morreu em 1837.

Domingos Sequeira é considerado o mais talentoso e original pintor português do seu tempo, tendo desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da arte portuguesa de início do século XIX.

 

No dia 27 junho, pelas 18 horas, uma conversa sobre a vida e obra de Domingos Sequeira permitirá aprofundar conhecimentos sobre o pintor português e a pintura ‘Descida da Cruz’, contando com as participações de José Luís Porfírio, Museólogo e Crítico de Arte, António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, e Ana Paula Machado, Gestora da Coleção de Pintura do MNSR. Atividade gratuita, sujeita a inscrição prévia, através do formulário online.

Exposição ‘Centro de Arte Contemporânea – 50 anos: A Democratização Vivida’

4 de Junho, 2024

‘10 de junho de 1974. Não se cumpriram ainda dois meses da Revolução dos Cravos e já no Porto uma ação de rua inscreve na história da construção de centros culturais e espaços museológicos dedicados à criação contemporânea um momento inédito e até hoje sem paralelo’, descreve Miguel von Hafe Pérez, curador da exposição temporária ‘Centro de Arte Contemporânea –  50 anos: A Democratização Vivida’.

 

Com inauguração no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), agendada para a próxima sexta-feira, dia 7 junho, pelas 18 horas, presidida pela Ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, a exposição recorda esse acontecimento e evoca a história do CAC – Centro de Arte Contemporânea, embrião da Fundação de Serralves e do seu Museu de Arte Contemporânea.

 

Protagonizado por artistas e intelectuais da cidade ligados a instituições como a Cooperativa Árvore, o Teatro Experimental do Porto, a Seiva Trupe ou o Cineclube do Porto, o “Enterro do Museu Soares dos Reis” dá voz a uma reivindicação popular alimentada pela pulsão efervescente de abertura à modernidade, resgatada do pesado silêncio da ditadura.

 

Nascido de uma reclamação da cidade, o CAC — Centro de Arte Contemporânea instala-se, cerca de dois anos depois, justamente no Museu Nacional Soares dos Reis, graças aos contributos de Fernando Pernes, Etheline Rosas e Mário Teixeira da Silva.

 

De 1976 a 1980, o Centro de Arte Contemporânea promoveu cerca de 100 exposições e várias atividades culturais. Alberto Carneiro, Ângelo de Sousa, Álvaro Lapa, Júlio Pomar, Emília Nadal, Eduardo Nery, entre tantos outros, mostram as suas obras de forma antológica pela primeira vez no Porto.

 

Um intenso dinamismo de programação só possível graças ao estabelecimento de parcerias com embaixadas, institutos culturais estrangeiros e instituições, que permitiram a apresentação de importantes exposições de arte contemporânea em itinerância nacional e internacional no Porto.

 

Com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, a exposição ‘Centro de Arte Contemporânea – 50 anos: A Democratização Vivida’ revisita a história desta aventura primordial no contexto institucional português, recriando alguns dos seus momentos expositivos e trazendo à luz muitos documentos gráficos pouco conhecidos.

 

Integrando o programa oficial das Comemorações dos 50 Anos do 25 de abril, a mostra ‘Centro de Arte Contemporânea –  50 anos: A Democratização Vivida’ ficará patente no Museu Nacional Soares dos Reis até ao final de 2024, contando com o apoio mecenático do BPI e Fundação “la Caixa”, e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

Museu Nacional Soares dos Reis participa na Museum Week 2024

3 de Junho, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis participa pela primeira vez na Museum Week, iniciativa lançada pela Culture For Causes Network, uma organização sem fins lucrativos francesa, com o objetivo de promover museus e instituições culturais em todo o mundo.

 

Na edição de 2024, os participantes são convidados a partilhar, de 3 a 9 de junho, conteúdos nas suas redes sociais subordinados ao tema ‘Natureza e Cultura’ e alinhados com os subtemas e hastags diários propostos pela organização.

 

Associando-se a esta rede informal de museus e instituições culturais, que em todo o mundo reforçará a importância da valorização do património cultural, o Museu Nacional Soares dos Reis partilhará na conta de Instagram conteúdos relacionados não só com a programação de junho – associando a inauguração da exposição temporária ‘Centro de Arte Contemporânea — A democratização vivida’ e a sessão comentada da peça do mês à Museum Week 2024 –  mas também com peças e objetos do seu acervo, projetando internacionalmente a atividade do Museu.

 

Do calendário de partilhas previsto destacam-se subtemas relacionados com os bastidores dos espaços culturais, a biodiversidade, selfies na natureza, a água e espaços verdes nas cidades.

 

A MuseumWeek foi realizada pela primeira vez em 2014 e, desde então, tem-se realizado todos os anos com o apoio institucional da UNESCO. Na edição do ano passado, os conteúdos divulgados nas redes sociais levaram à partilha coletiva de cerca de 77 mil hastags, com um alcance mundial muito elevado sobretudo em países como França e Estados Unidos da América.

MNSR distinguido pela APOM com Prémio Museu do Ano

31 de Maio, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) foi hoje distinguido com o Prémio Museu do Ano, pela Associação Portuguesa de Museologia, em sessão presidida pelo Presidente da República, realizada na Alfândega do Porto.

 

Antes da cerimónia de entrega dos prémios APOM 2024, Marcelo Rebelo de Sousa teve oportunidade de visitar o Museu Nacional Soares dos Reis, detendo particular atenção na pintura ‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, pertencente à Fundação Livraria Lello, e que passará a integrar a exposição de longa duração do MNSR já a partir de amanhã.

 

Para António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, trata-se de uma distinção que “muito honra a instituição, premiando a dedicação e empenho de todos os profissionais que diariamente contribuem para elevar e sustentar a reputação do MNSR, cada vez mais fortalecida e confirmada”. Agradecendo a todos os que têm vindo a colaborar neste projeto, António Ponte lembrou a importância dos apoios mecenáticos e do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

Tratando-se de uma premiação entre pares, a atribuição do Prémio Museu do Ano “adquire ainda maior significado e relevância, traduzindo o reconhecimento pelo trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao longo dos últimos anos, sobretudo após a reabertura plena do MNSR”.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis foi ainda distinguido com o Prémio Parceria, pelo Programa Arte e Saúde, desenvolvido em parceria com o Centro Hospitalar Universitário do Porto, com o contributo mecenático da Fundação António Manuel da Mota. Este programa tem como destinatários a comunidade de utentes, acompanhantes, cuidadores e profissionais de saúde de uma das entidades mais populosas do território ‘vizinho’ do MNSR: o Centro Hospitalar Universitário do Porto, composto pelo Hospital Santo António; Centro Materno Infantil do Norte Albino Aroso; Centro de Genética Médica Jacinto de Magalhães, Centro Integrado de Cirurgia de Ambulatório e Hospital Magalhães Lemos.

 

Reunindo a coleção mais importante de arte portuguesa do século XIX, a renovada exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis, cuja abertura ao público ocorreu a 13 abril de 2023, foi construída de acordo com os mais recentes padrões de acessibilidade e inclusão museológica.

 

O MNSR assume-se como um espaço plural, de partilha de identidade e pertença através da arte e cultura, promovendo a reflexão, a criatividade e o pensamento crítico contemporâneo partindo das coleções que guarda, conserva, investiga e comunica.

 

Com uma programação regular diversa, destacam-se várias exposições temporárias, que trazendo interpretações diversificadas sobre os diferentes núcleos da sua exposição de longa duração, permitem aprofundar o conhecimento científico de artistas representados nas coleções, bem como reforçar as ligações com parceiros e visitantes.

130º Aniversário da inauguração do Velódromo Maria Amélia

30 de Maio, 2024

O Velódromo Rainha Maria Amélia foi inaugurado a 29 junho de 1894, assinalando-se este ano o 130º aniversário da sua abertura oficial.

 

Em 1893 foi fundado o Velo Club do Porto, com sede no antigo Chalet do Palácio de Cristal. Por pedido do seu presidente, o Barão de Paçô Vieira, o rei D. Carlos foi instituído como Presidente Honorário, ficando a designar-se Real Velo Club do Porto.

 

Na falta de um recinto para a prática do ciclismo em expansão em finais do século XIX entre as elites da cidade, D. Carlos cedeu os terrenos da quinta do Palácio Real para a construção do Velódromo. O engenheiro Estevão Torres, 2º secretário do clube, foi o responsável pelo levantamento das plantas da quinta para o efeito, sendo o acesso feito pela então designada rua de Pombal (atual rua Adolfo Casais Monteiro).

O Velódromo integrava construções acessórias, uma elegante tribuna em madeira para cerca de 700 pessoas (outras fontes referem 400 pessoas), albergando ao centro o camarote real. Por baixo da tribuna ficavam cerca de 50 camarotes alugados pelos sócios para aí guardarem as suas roupas, bicicletas, etc. Uma arquibancada com três ordens de assentos, com capacidade para mil lugares, ficava situada ao cimo de uma das rampas. Existia ainda um espaço descoberto destinado a peões. Em frente estava situada uma tribuna de partida e chegada com um quadro identificativo das voltas a percorrer. No mesmo local, no andar superior, encontrava-se a tribuna do júri. Entre a lotação das tribunas e os lugares de peões a capacidade de espetadores do Velódromo era aproximadamente entre 2500 a 3000 lugares. A construção do Velódromo e tribuna foi dirigida pelo sócio José Isidoro de Campos.

 

Sobre a sua vivência são conhecidas numerosas notícias de corridas e eventos aí realizados, como a de uma festa de beneficência em favor de um dispensário para crianças, patrocinado pela Rainha D. Amélia.

 

Após a implantação da República o Velódromo esteve inativo. Em 1915 reapareceu com a designação de Velo-Club do Porto e manteve a atividade no local até à década de 1930. Com a instalação do Museu Nacional Soares dos Rei em 1940, o espaço foi transformado num jardim arqueológico. As obras de reabilitação do edifício em 2001 recuperaram a memória do antigo Velódromo, com a construção dos dois semicírculos nos topos que fechavam a pista.

Pintura ‘Descida da Cruz’ disponível a partir de 1 junho

29 de Maio, 2024

Adquirida pela Fundação Livraria Lello e colocada em depósito no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), a pintura ‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, estará disponível para fruição pública a partir do próximo sábado, dia 1 junho, passando a integrar o circuito expositivo do MNSR.

 

A exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis tem já patentes quatro óleos e um conjunto significativo de desenhos de Domingos Sequeira, pelo que a ‘Descida da Cruz’ ficará exposta na mesma sala, enriquecendo o acervo disponível. De resto, serão igualmente expostos desenhos preparatórios da obra, pertencentes ao acervo do MNSR, alimentando um “diálogo” entre a coleção do museu e este valioso novo depósito.

 

‘Descida da cruz’, pintura sacra datada de 1827, faz parte de um grupo de quatro pinturas tardias de Domingos Sequeira, executadas em Roma, onde o artista morreu em 1837.

Domingos Sequeira é considerado o mais talentoso e original pintor português do seu tempo, tendo desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da arte portuguesa de início do século XIX.

 

No dia 1 de junho, o Museu Nacional Soares dos Reis irá realizar uma série de breves visitas orientadas à pintura ‘Descida da Cruz’, agendadas para as 10h30, 11h30, 15h00 e 16h00.

 

Coincidindo o primeiro dia de exposição desta obra com a celebração do Dia Mundial da Criança, será promovida uma Oficina para Famílias (com crianças entre os 6 e os 12 anos), marcada para as 15h30, inspirada na temática da obra de Domingos Sequeira.

 

No dia 27 junho, pelas 18 horas, uma conversa sobre a vida e obra de Domingos Sequeira permitirá aprofundar conhecimentos sobre o pintor português e a pintura ‘Descida da Cruz’, contando com as participações de José Luís Porfírio, museólogo e crítico de arte, António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, e Ana Paula Machado, Gestora da Coleção de Pintura do MNSR.

 

Todas as atividades são gratuitas, estando sujeitas a inscrição prévia, através do formulário online.

Museu Nacional Soares dos Reis promove ‘Visita Incógnita’

28 de Maio, 2024

Público
Jovens e adultos

 

Duração
50 minutos

 

Inscrições
Formulário online (até 48 horas de antecedência)

 

Valor
Gratuita

O Museu Nacional Soares dos Reis promove mensalmente uma visita orientada, com tema incógnito. Os participantes são desafiados a explorar o Museu e as suas coleções, descobrindo outras narrativas e outros espaços. A próxima ‘Visita Incógnita’ está agendada para o dia 2 junho, pelas 11 horas, sendo orientada pela gestora de coleção Isabel Rodrigues. Inscrições a decorrer.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis procura desenvolver a sua função de lugar de educação, mediante um programa articulado com as políticas públicas sectoriais respeitantes à família, à juventude, apoio às pessoas com deficiência, às instituições de ensino formal, turismo e combate à exclusão social.

 

O propósito é dar a conhecer o património presente nas suas coleções, permitindo que a comunidade o desfrute, mas também o compreenda, pelo envolvimento ativo – físico, intelectual e emocional -, construindo significados sobre as suas experiências.

 

Um programa que promova a função educativa no respeito pela diversidade cultural tendo em vista a educação ao longo da vida, a participação da comunidade, o aumento e a diversificação dos públicos.

 

Constituído por diferentes estratégias de educação e mediação, tais como visitas orientadas, oficinas, sessões comentadas, visitas comentadas, projetos de sensibilização ambiental e de mediação cultural, performances teatro, este programa fundamenta-se sempre nas coleções e procura explorar e desconstruir os conteúdos expostos visando a aproximação e a promoção do espaço museológico enquanto lugar de construção de conhecimento, de entendimento ou de simples fruição.

Conferência “Negócios de luxo: uma visão para a indústria de calçado”

28 de Maio, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo dia 5 junho, a conferência “Negócios de luxo: uma visão para a indústria de calçado”, promovida pela APICCAPS – Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos.

 

‘A indústria portuguesa de calçado ocupa um lugar de relevo na economia portuguesa, designadamente na atividade exportadora. Com efeito, as exportações portuguesas de calçado ascendem a 1.900 milhões de euros, o que corresponde a cerca de 90% da produção global.  Para ser competitivo a nível internacional, o setor do calçado deverá continuar a perspetivar novos mercados e alargar a sua área de intervenção a outros segmentos de maior valor acrescentado.

 

“Negócios de luxo: uma visão para a indústria de calçado” será o ponto de partida da conferência que a APICCAPS organizará, no âmbito do projeto Bioshoes4all.

Na circunstância será apresentado o “Caso de Estudo sobre o Setor de Calçado de Luxo”, da autoria da consultora internacional Ernest&Young.  Também o Centro de Estudos da Universidade Católica do Porto detalhará “Novos e Velhos Mercados: uma nova abordagem”.

 

Será, ainda, promovido um debate através da visão de quatro empresas distintas. Ana Maria Vasconcelos, da Belcinto, Fátima Oliveira, da Mariano Shoes, João Esteves, da DiVERGE e Paulo Martins, da Ambitious vão descortinar quais os negócios do futuro’.

I Encontro Internacional Património Cultural e Direitos Humanos

27 de Maio, 2024

No âmbito das celebrações dos cinquenta anos do 25 de Abril, o I Encontro Internacional sobre Património Cultural e Direitos Humanos pretende fomentar a discussão acerca das ligações entre o Património Cultural – a sua proteção, salvaguarda, gestão, mediação, perceção – e os Direitos Humanos, nomeadamente, a sua defesa, respeito, exercício e desenvolvimento.

 

O Encontro está agendado para os dias 5 e 6 junho 2024, no Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), contando entre os oradores convidados com Susana Medina, do Museu Nacional Soares dos Reis. A museóloga irá apresentar a comunicação ‘Direitos Humanos e Museus: Orientações, diagnóstico e projeções’, tomando como ponto de partida a Exposição Portreto de la Animo. Art Brut etc (na imagem), a qual esteve patente no MNSR em 2023.

O encontro é pensado num contexto em que o Património Cultural ganha visibilidade como ferramenta e/ou processo para a defesa, promoção e desenvolvimento dos Direitos Humanos, mas também como instrumento para a sua limitação, impedimento ou violação. Através de um programa que une atores do património, investigadores, agentes das relações internacionais e membros da sociedade civil, o evento propõe discutir o tema, a sua pertinência e emergência no panorama internacional contemporâneo.

 

A participação é gratuita, estando aberta à comunidade académica, setor patrimonial e sociedade civil.

 

O I Encontro Internacional sobre Património Cultural e Direitos Humanos insere-se no projeto de Doutoramento em Estudos do Património – da especialização em História da Arte -, de Inês de Carvalho Costa.

 

O respetivo projeto é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, 2021.07318.BD, https://doi.org/10.54499/2021.07318.BD) e pelo Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória» (CITCEM, Porto, Portugal), contando ainda com a colaboração do Laboratório de Patrimônios Culturais da Universidade Federal Juiz de Fora (LAPA/UFJF, MG, Brasil). A orientação científica do projeto é da responsabilidade da Professora Doutora Maria Leonor Botelho (CITCEM-FLUP/DCTP, Porto, Portugal) e do Professor Doutor Rodrigo Christofoletti (Universidade Federal de Juiz de Fora, UFJF, MG, Brasil).

Armando Basto: o ‘cronista do lápis’ no 135º aniversário de nascimento

26 de Maio, 2024

Armando Pereira de Basto nasceu no Porto em 26 maio de 1889 e morreu em Braga em 1923. Entre 1903 e 1910 frequentou as aulas de Desenho, Escultura e Arquitetura na Academia Portuense de Belas Artes.

 

Do seu temperamento rebelde e inconformista e da voluntária cabulice resultara um fraco aproveitamento escolar, não tendo concluído o curso da Academia. Entre as aulas e o convívio boémio com os amigos, Armando de Basto desenvolvia uma atividade intensa no campo da caricatura e do desenho humorístico, manifestando grande originalidade e talento. Naqueles anos que antecederam e prepararam a República, convivia com jovens artistas, escritores e jornalistas, grupo de sonhadores boémios que se reuniam no café Chaves, lugar preferencial de encontro.

 

No seio desta tertúlia, foi crescendo o seu talento de “cronista do lápis” como lhe chamava Cristiano de Carvalho. Publicou várias “folhas” e jornais humorísticos: o Lúcifer, o Monóculo, o Careca, a Corja. Colaborou ainda em diversas revistas e periódicos e em todos eles deixou registados inúmeros desenhos. É na sequência desta atividade que o vemos organizar, em 1910, a sua primeira exposição individual, no Porto, inteiramente dedicada ao desenho humorístico, caricaturas e composições: interessavam-lhe os factos políticos, os acontecimentos locais, as gentes da rua e os gracejos amigos.

 

Animado pelo êxito da exposição resolve partir para Paris, uma das suas maiores ambições, com o objetivo de fazer um curso de arquitetura. Companheiro inseparável de Diogo de Macedo, contactou também com Aquilino Ribeiro, Mário de  Sá-Carneiro, com o pintor Ferreira da Costa que o retratara, Santa Rita, Manuel Jardim, José Pacheco, entre muitos outros.

Em Paris deu continuidade à sua atividade de caricaturista tendo mesmo exposto no Salon des Humoristes e colaborado em jornais da especialidade. Começou a pintar por volta de 1913, animado pelos amigos que lhe ofereceram telas, tintas e pincéis. O seu primeiro modelo foi Diogo de Macedo e o retrato foi um dos géneros que mais praticou.

 

Está representado na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis por nove obras, parte das quais em exposição permanente.

 

Créditos Imagem: Óleo sobre tela Autorretrato de Armando Basto, 1917. @Museu Nacional Soares dos Reis

Fonte bibliográfica

Dia Nacional dos Jardins celebra vivência destes espaços

25 de Maio, 2024

A instituição de 25 de maio como Dia Nacional dos Jardins pretende celebrar “a importância e a vivência destes espaços”, bem como o legado de Gonçalo Ribeiro Telles na proteção do ambiente, na defesa da paisagem e na promoção da qualidade de vida dos cidadãos”.??

 

O arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, figura pioneira na arquitetura paisagista em Portugal, morreu em 11 de novembro de 2020, em Lisboa, aos 98 anos. Nascido em 25 maio 1922, em Lisboa, Gonçalo Ribeiro Telles foi autor de vários projetos relevantes.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis, instalado no Palácio dos Carrancas, pode usufruir de dois espaços ajardinados, o Jardim das Camélias e o Jardim do Velódromo Rainha D. Amélia.

No Jardim das Camélias, localizado no centro do edifício e com acesso pelo Picadeiro, observam-se várias espécies de Japoneira.

 

No Jardim do Velódromo Rainha D. Amélia, que resulta do arranjo paisagístico do projeto do arquiteto Fernando Távora, é visitável parte significativa da coleção de Lapidária, assim como memórias materiais do Velódromo Rainha D. Amélia, inaugurado em 1894.

 

O Palácio dos Carrancas começou a ser construído em 1795. O seu projeto é atribuído ao arquiteto Joaquim da Costa Lima Sampaio, que trabalhou na construção do Hospital de Santo António, da responsabilidade do inglês John Carr, e na Feitoria Inglesa, da autoria de Jonh Whitehead.

 

O projeto dividia a propriedade em três áreas principais: uma de residência, uma de jardim no interior do edifício e uma de cultivo nas traseiras. Em 1861, o Palácio dos Carrancas foi adquirido pelo rei D. Pedro V para passar a residência oficial da família real nas suas visitas ao Norte do País e foi remodelado.

 

Foi doado, em 1915, à Misericórdia, através do testamento de D. Manuel II, que pretendia aí construir um hospital, o que nunca chegou a concretizar-se. Mais tarde, o Estado comprou o palácio para aqui instalar o Museu Nacional de Soares dos Reis que tinha sido fundado em 1833 e funcionava no Convento de Santo António, atual Biblioteca Pública Municipal do Porto.

 

O Palácio das Carrancas foi novamente alvo de remodelações para a sua nova função e, em 1940, foi aqui inaugurado o Museu Nacional Soares dos Reis, o mais antigo museu público de arte em Portugal.

 

Entre 1992 e 2001, o edifício sofreu uma série de profundas remodelações da autoria do arquiteto Fernando Távora. No exterior há um pátio com paredes cor-de-rosa e azulejos que dá lugar ao jardim resguardado pelas paredes do edifício. O espaço verde com relvados dá total destaque às camélias.

Peças do Museu Soares dos Reis na exposição ‘Lisboa em Revolução’

24 de Maio, 2024

Inaugura, amanhã, dia 25 maio, pelas 17 horas, no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, a Exposição temporária «Lisboa em revolução, 1383-1974». A mostra, patente ao público até janeiro 2025, integrará três peças cedidas pelo Museu Nacional Soares dos Reis.

 

No ano em que se comemoram os 50 anos sobre a revolução de 25 de abril de 1974, «Lisboa em revolução. 1383-1974» relembra diferentes momentos de rutura e transformação que tiveram lugar em Lisboa, desde a Idade Média à atualidade.

A exposição foca-se em seis períodos de tensão, nomeadamente em 1383-85, 1640, 1820, 1836, 1910 e 1974, para contar histórias de resistência e de mudança, da reinvenção de valores identitários, de direitos humanos e da liberdade.

 

Partindo da voz de personagens concretas, de sítios em Lisboa onde as ações aconteceram, exploram-se as transformações na paisagem histórica política, social e cultural que se foram desenrolando no território de Lisboa.

 

Comissariada por Daniel Alves, a exposição contará com a apresentação de cerca de 135 peças provenientes do acervo do Museu de Lisboa e de mais de 40 instituições externas, entre as quais o Museu Nacional Soares dos Reis, através da cedência de uma Caixa de Rapé, da gravura Dom Miguel (na imagem) e do óleo sobre tela ‘Prisão da Duquesa de Mântua’.

Inscrições para Curso de Aguarelas Líquidas com Ingredientes da Natureza

24 de Maio, 2024

Está a decorrer o período de inscrições para o Curso de Aguarelas Líquidas com Ingredientes da Natureza, a realizar no Museu Nacional Soares dos Reis, nos dias 6 e 7 de junho.

 

Sob orientação das formadoras Isabel Guimarães e Joana Padilha, o curso é destinado ao público adulto em geral. Para além de possibilitar conhecer a origem dos materiais e das cores usadas pelos grandes mestres da pintura, este curso breve facilitará uma primeira abordagem aos princípios básicos do desenho, composição, proporção, forma, contorno, entre outros.

 

Data e Horário
6 e 7 junho, 10h30-13h00 | 14h00-17h30

Preço
140 Euros

Inscrições
se.mnsr@museusemonumentos.pt

6 junho | Criação de Aguarelas Líquidas com Ingredientes da Natureza, com Isabel Guimarães

 

No primeiro dia, vamos dar a conhecer a origem dos materiais e das cores usadas pelos grandes mestres da pintura, ao longo da história. Vamos criar aguarelas a partir de elementos naturais tais como folhas, flores, raízes, legumes, cascas, grãos e sementes, permitindo uma conexão direta com a natureza.

Serão abordados os princípios fundamentais da extração da cor, através de processos artesanais e sustentáveis. Iremos extrair cor de diferentes elementos, alguns recolhidos do jardim do museu. Aprenderemos a utilizar aglutinantes, mordentes e a alterar o PH das tintas para obter uma paleta cromática de cores mais ampla e também veremos como conservar as aguarelas líquidas de forma que perdurem mais no tempo.

Os participantes irão pintar a sua própria paleta em papel de aguarela e tirar partido dos efeitos do uso dos modificadores de cor.

 

7 junho | Desenho e pintura dos elementos naturais e de composições feitas a partir desses mesmos elementos, com Joana Padilha

 

Primeira abordagem aos princípios básicos do desenho, composição, proporção, forma, contorno, relação de um elemento em relação ao outro, e em relação ao todo.

Os participantes serão convidados a escolher um dos motivos ou mais do que um, e iniciar o seu desenho em papel próprio para posteriormente ser pintado com a aguarela líquida.

Princípios básicos da pintura em aguarela: saber utilizar o pigmento aguarela na líquida, saber aplicar o pigmento no papel, a importância da água neste tipo de pintura; entender a possibilidade de mistura de cores e tons, e possíveis efeitos conseguidos através da aprendizagem no dia anterior; conhecer as técnicas de pintura a aguarela, quantidade de água, molhado sobre molhado e molhado sobre seco, e reserva de brancos; velaturas, adicionar camadas, realces e sombras; o processo de secagem e o processo de humedecimento. Os participantes irão pintar o seu elemento ou composição.

Inscrições para Oficina Técnicas de produção artística – pintura

23 de Maio, 2024

Destinada a famílias, com crianças a partir dos 8 anos de idade, a Oficina Técnicas de produção artística dedicada à pintura está agendada para o próximo domingo, entre as 10h30 e as 12h30.

 

A participação é gratuita e as inscrições estão a decorrer através do email se@mnsr.dgpc.pt.

Criar arte gera um fascínio muito particular na maioria das pessoas. A produção artística de pintura envolve vários fatores, desde a tão misteriosa inspiração, até aos materiais e técnicas necessárias.

 

Pintar requer, sobretudo, muito treino e experimentação, até ser possível ao artista encontrar o seu estilo pessoal, a sua voz artística.

 

Conhecer a componente técnica é um passo essencial para a compreensão e domínio desta tipologia artística tão conhecida.

 

A Oficina Técnicas de produção artística – pintura será orientada por Salomé Carvalho e Filipe Fernandes, do Serviço de Conservação e Restauro do Museu Nacional Soares dos Reis.

Aurélia de Souza: um ‘caso raro’ na arte portuguesa de finais do seculo XIX

22 de Maio, 2024

Nascida no Chile, em 1866, e radicada no Porto desde a infância, Aurélia de Souza morre aos 57 anos nesta cidade, a 26 maio de 1922.

 

Segundo a tradição familiar, Aurélia de Souza terá iniciado a sua aprendizagem artística com as lições particulares de desenho e pintura de Caetano Moreira da Costa Lima. Tinha já 27 anos quando se matriculou na Academia Portuense de Belas-Artes, que frequentou entre 1893 e 1899. Interrompeu os estudos na Academia e partiu para Paris, Paris suportada financeiramente pela família. Ali permaneceu cerca de três anos e frequentou os cursos de Jean-Paul Laurens e Benjamin Constant na Academia Julian.

 

À semelhança do programa dos bolseiros do Estado, antes de regressar a Portugal, viajou por vários países europeus na companhia da irmã Sofia, também ela pintora, que se juntara a Aurélia em Paris.

 

Regressada ao Porto, Aurélia de Souza desenvolveu uma carreira reservada, algo arredada dos meios artísticos da cidade, apesar da participação regular em exposições coletivas.

 

A produção artística de Aurélia de Souza assenta num conjunto diverso de temáticas: as que preferiu e trabalhou ao longo de toda a carreira foram o retrato, a paisagem e as cenas intimistas do quotidiano doméstico. Além do seu próprio rosto, Aurélia de Souza procurava os motivos para as suas pinturas no universo familiar, fonte inesgotável de inspiração: as pessoas, os recantos da casa, os aspetos do jardim, os trechos de paisagem com o rio ao fundo.

 

É da autoria de Aurélia de Souza uma das obras de referência da arte portuguesa na viragem dos dois séculos: o Autorretrato da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, classificado como Tesouro Nacional (na imagem).

 

Museu Soares dos Reis lidera percurso turístico ideal da Time Out

21 de Maio, 2024

A britânica Ella Doyle, editora de viagens da Time Out, esteve recentemente na cidade do Porto, tendo realizado uma reportagem sobre os melhores locais a visitar na Invicta. O Museu Nacional Soares dos Reis lidera a lista deste percurso turístico ideal.

 

 

 

 

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MNSR com nova exposição temporária inspirada no cinema de terror

20 de Maio, 2024

Resultado da realização de um trabalho académico desenvolvido no Museu Nacional Soares dos Reis por Susana Henriques, aluna do 2º Ano do Mestrado em História da Arte, Património e Cultura Visual, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a exposição é um ato de comunicação pública dos resultados alcançados.

 

Da pintura à escultura, passando pelas artes decorativas, a reflexão parte do cinema e analisa como este reflete as tendências artísticas presentes em exemplares das várias coleções do Museu Nacional Soares dos Reis, colocados em diálogo com imagens de um género particular: o cinema de terror.

Sendo o período romântico caraterizado pelo foco na introspeção e de valorização das emoções, revela-se uma época propícia a uma renovada análise crítica nas artes, particularmente na revisitação ao Gótico, da qual surgem novas ideias que evoluem continuamente até aos dias de hoje.

 

Na exposição colaborou igualmente Maria Carolina da Silva Rocha, estudante do 4º ano do Curso de Design de Comunicação da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

 

A exposição fica patente ao público até 30 junho.

‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, já se encontra no MNSR

20 de Maio, 2024

A partir de 1 junho, a ‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, integrará a exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis, num depósito com duração inicial de três anos.

 

A exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis tem já patentes quatro óleos e um conjunto significativo de desenhos de Domingos Sequeira, pelo que a ‘Descida da Cruz’ ficará exposta na mesma sala, enriquecendo o acervo disponível. De resto, serão igualmente expostos desenhos preparatórios da obra, pertencentes ao acervo do MNSR, alimentando um “diálogo” entre a coleção do museu e este valioso novo depósito.

 

No passado sábado, Dia Internacional dos Museus, a pintura esteve exposta no Mosteiro de Leça do Balio, localidade onde se situa a sede da Fundação Livraria Lello, entidade privada que adquiriu a obra. Ao final da tarde, foi transportada para o Museu Nacional Soares dos Reis, onde se encontra em reserva até à sua colocação em exposição.

‘Descida da cruz’, pintura sacra datada de 1827, faz parte de um grupo de quatro pinturas tardias de Domingos Sequeira, executadas em Roma, onde o artista morreu em 1837.

 

Domingos Sequeira é considerado como o mais talentoso e original pintor português do seu tempo, tendo desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da arte portuguesa de início do século XIX.

 

 

Créditos fotográficos: MMP/MNSR/Rui Pinheiro

Museu Soares dos Reis estabelece parceria com Museo de Alicante

17 de Maio, 2024

Uma delegação do Museo de Bellas Artes Gravina (MUBAG), de Alicante, liderada pelo Deputado da Cultura da Diputación de Alicante, Juan de Dios Navarro, foi recebida por Catarina Santos Cunha, Vereadora do Turismo e da Internacionalização na Câmara Municipal do Porto, numa sessão protocolar de cumprimentos. No encontro foram, igualmente, abordadas possíveis iniciativas de parceria entre ambas as instituições, assim fortalecendo as relações entre o Porto e a Província de Alicante.

 

A delegação do MUBAG, composta pelo Diretor Jorge A. Soler Diaz, e as técnicas María José Gadea Capó e María Gazabat Barbado, encontra-se em Portugal, a convite do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), tendo oportunidade para visitar o MNSR e realizar várias reuniões de trabalho, analisando o desenvolvimento de projetos futuros entre ambas as instituições museológicas.

 

Foi ainda realizada uma visita técnica às reservas do MNSR, com particular ênfase nas coleções de pintura, escultura, mobiliário, vidro e cerâmica.

No âmbito da programação do Dia Internacional dos Museus, decorreu, ontem ao final da tarde, um colóquio público, abordando as possíveis semelhanças entre os artistas portugueses e espanhóis do Naturalismo, versando sobre as coleções de cada um dos museus representados.

 

Moderada por António Ponte, Diretor do MNSR, a conversa contou com as participações do Diretor do MUBAG, que apresentou os conteúdos e programas expositivos, e as técnicas María José Gadea Capó e María Gazabat Barbado, que dialogaram com Ana Paula Machado, Gestora da Coleção de Pintura do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Até ao final do ano, uma delegação do MNSR visitará o MUBAG para reforçar os compromissos de intercâmbio e projetos de cooperação.

 

Juan de Dios Navarro considerou esta deslocação ao Museu Nacional Soares dos Reis como “uma ação fundamental para que a cultura ultrapasse fronteiras, e para iniciar uma colaboração e conhecimento de ambos os museus que a partir deste encontro estão geminados e comprometidos com projetos futuros”.

 

Para António Ponte, Diretor do MNSR, o intercâmbio com o MUBAG vem consolidar a estratégia de internacionalização do Museu Nacional Soares dos Reis, adiantando que serão realizadas exposições e iniciativas de intercâmbio assentes nos respetivos acervos dos museus.

MNSR participa em iniciativa de promoção do livro e da leitura

17 de Maio, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis associa-se à iniciativa ‘Um livro no Museu’, promovida pela associação cultural Assarapanto, no contexto de celebração do Dia Internacional dos Museus 2024. Durante o fim-de-semana, vários livros serão colocados nas salas de exposição do MNSR para que os visitantes os possam encontrar e levar para casa gratuitamente.

 

‘Um livro no Museu’ pretende “contribuir para incentivar a visita aos Museus ao mesmo tempo que promove o Livro, a Leitura e os Autores”, refere a organização.

 

O Dia Internacional dos Museus é celebrado em todo o mundo, com o objetivo de sensibilizar para o papel dos Museus na aproximação de culturas. Para o ano de 2024 foi escolhido o tema “Museus, Educação e Investigação”, pretendendo-se realçar a importância dos museus como instituições educativas dinâmicas que promovem a aprendizagem, a descoberta e a compreensão cultural.

 

Programa disponível para consulta aqui.

MNSR recebe delegação do Museo de Bellas Artes Gravina, de Alicante

16 de Maio, 2024

Uma delegação do Museo de Bellas Artes Gravina, composta pelo Diretor Jorge A. Soler Dias, e as curadoras María José Gadea Capó e María Gazabat Barbado, encontra-se em Portugal, a convite do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), tendo, hoje de manhã, oportunidade para visitar o MNSR e realizar várias reuniões de trabalho, no contexto da estratégia de internacionalização do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Durante a tarde, será realizada uma visita técnica às reservas do MNSR, com particular ênfase nas coleções de pintura, escultura, mobiliário, vidro e cerâmica.

 

Pelas 18 horas, no âmbito da programação do Dia Internacional dos Museus, irá decorrer uma conversa aberta à participação de todos os visitantes, abordando as possíveis semelhanças entre os artistas portugueses e espanhóis do Naturalismo.

Moderada por António Ponte, Diretor do MNSR, a conversa contará com as participações de Jorge A. Soler Dias, Diretor do Museo de Bellas Artes Gravina, de Alicante, María José Gadea Capó e María Gazabat Barbado, Curadoras do respetivo museu, e Ana Paula Machado, Gestora da Coleção de Pintura do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A conversa trará a público possíveis similaridades entre os artistas portugueses e os artistas espanhóis do Naturalismo, versando sobre as coleções de cada um dos museus representados.

Programa «Olhares Cruzados» dedicado à joalharia

16 de Maio, 2024

‘Uma joia no Museu: Histórias de vida’ é o tema da próxima sessão do Programa «Olhares Cruzados sobre as Coleções», a realizar no dia 22 maio, pelas 18 horas, com entrada livre, sujeita a inscrição prévia que pode ser efetuada aqui.

 

Os objetos expostos nas vitrinas de um museu oferecem-se à contemplação dos seus visitantes, parecendo detidos no tempo. Além das questões que envolvem a sua materialidade, pode entender-se o objeto como possuidor de uma história, de uma biografia, um processo complexo não linear que aglutina vários tempos e várias fases, desde a extração dos materiais com os quais são fabricados, a própria idealização e produção dos objetos, a sua exposição e venda, o seu uso e simbolismo, o seu estudo, a entrada no museu ou as suas contínuas ressignificações nas relações com outros objetos e com as pessoas.

Com esta conversa-visita, pretende-se criar um espaço de encontro, intercâmbio e debate entre Susana Medina, Alberto Chillón e os participantes sobre a coleção de ourivesaria e joalharia do Museu Nacional Soares dos Reis, com especial atenção às fases de vida de um conjunto selecionado de peças.

 

O Programa «Olhares Cruzados sobre as Coleções» pretende fomentar espaços de reflexão participada, através do cruzamento de diferentes olhares, leituras e interpretações sobre as obras das coleções do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Tendo presente que cada um dos objetos que integra as coleções tem o poder de transmitir mensagens, despertar emoções e provocar reflexões sobre questões sociais, políticas ou mesmo filosóficas, o Museu Nacional Soares dos Reis considera que as peças que integram o seu acervo são um recurso fundamental na construção de conhecimento e entendimento, não só dos objetos em si, mas também da pessoa, das instituições e do mundo.

Em maio, descobrimos a escultura ‘O Beijo’ de Canto da Maya

15 de Maio, 2024

Público
Jovens e adultos

 

Ingresso
Entrada gratuita

 

Inscrições
Formulário online (até 48 horas de antecedência)

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, na rubrica A Peça do Mês – A Escolha do Público, a escultura ‘O Beijo’ de Canto da Maya. As sessões comentadas, por Paula Azeredo, decorrem nos dias 21 maio (18h00) e 22 maio (13h30). Inscrições a decorrer.

 

Incorporada na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis em 2001, após ter sido adquirida no ano anterior no leilão da Coleção Canto da Maya, a escultura Baiser (O Beijo) completa, em 2024, 90 anos sobre a sua criação.

 

‘O Beijo’ é uma obra modernista em barro patinado fazendo valer aspetos de uma arte figurativa que explora o ideal de retorno às raízes europeias, nas linhas propostas pelos escultores Antoine Bourdelle e Aristide Maillol, uma corrente que ganhou adesão em Paris pela década de 1920.

MNSR apresenta exposição temporária inspirada no cinema de terror

15 de Maio, 2024

Resultado da realização de um trabalho académico desenvolvido no Museu Nacional Soares dos Reis por Susana Henriques, aluna do 2º Ano do Mestrado em História da Arte, Património e Cultura Visual, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a exposição é um ato de comunicação pública dos resultados alcançados.

 

Da pintura à escultura, passando pelas artes decorativas, a reflexão parte do cinema e analisa como este reflete as tendências artísticas presentes em exemplares das várias coleções do Museu Nacional Soares dos Reis, colocados em diálogo com imagens de um género particular: o cinema de terror.

Sendo o período romântico caraterizado pelo foco na introspeção e de valorização das emoções, revela-se uma época propícia a uma renovada análise crítica nas artes, particularmente na revisitação ao Gótico, da qual surgem novas ideias que evoluem continuamente até aos dias de hoje.

 

Na exposição colaborou igualmente Maria Carolina da Silva Rocha, estudante do 4º ano do Curso de Design de Comunicação da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

 

A abertura da exposição está marcada para 18 maio, às 17 horas, ficando patente ao público até 30 junho.

Conferência ‘Arte en la época del infierno’, por Juan José Lahuerta

15 de Maio, 2024

A conferência Arte en la época del infierno, por Juan José Lahuerta, acontece no âmbito do Programa Siza Baroque, no Museu Nacional Soares dos Reis, no próximo dia 18 maio, pelas 17 horas, com entrada livre.   

 

Conferência em Espanhol

Duração: 60 min.

Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis

Entrada gratuita, mediante inscrição AQUI

 

O programa Siza Baroque vai decorrer ao longo de todo o ano com a participação dos investigadores do projeto e dos respetivos consultores. Inclui ainda uma exposição no Museu Nacional Soares dos Reis e um concerto de encerramento, com uma composição ‘barroca-contemporânea’ (como a obra de Siza), na Igreja dos Clérigos.

Tendemos a pensar, de acordo com o princípio consolidado de causalidade, que os acontecimentos do passado influenciam o presente, o que, aplicado à História da Arte, apenas evidenciaria a autoridade que os mestres do passado exercem sobre os artistas posteriores.

 

Nesta conferência defenderemos que, pelo contrário, é o presente que influencia o passado, agindo retroactivamente sobre ele. Tentaremos, portanto, revelar esta interessada retrocatividade da arte e da arquitectura, particularmente da arte e da arquitectura “modernas”, que, para afirmar – precisamente – a sua paradoxal modernidade, invocaram todo o tipo de origens memoráveis e construíram todo o tipo de genealogias. Origens tão prestigiadas quanto incertas – tão aparentemente nobres quanto convenientemente imaginárias – suspensas num Tempo sem tempo e numa História sem história. A “teoria da suspeita” será o nosso princípio. E a afirmação de Benjamin da modernidade como “a época do inferno”, o nosso lema.

 

Biografia

Juan José Lahuerta é professor de História da Arte na Escola Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona. Foi docente em universidades como o IUAV de Veneza e a Universidade de Nova Iorque, entre outras. Foi curador do Museu Picasso de Barcelona e chefe de colecções do Museu Nacional de Arte da Catalunha. Entre os seus últimos livros podem mencionar-se: Religious Painting. Picasso and Max Von Moos (2015); Marginalia. Aby Warburg, Carl Einstein (2015); Photography or Life: Popular Mies (2015); On Loos, Ornament, and Crime (2015); Antoni Gaudí. Fuego y cenizas (2016) e Arte en la época del infierno (2022). Foi comissário de exposições como Picasso. Románico (MNAC, Barcelona, em colaboração com o Musée Picasso, Paris, 2015); Gaudí (MNAC, Barcelona e Musée d’Orsay, Paris, 2022) e Julio González. Ser Artista (IVAM, Valência, 2023). É membro do conselho científico da Casabella (Milão) e director fundador da editora Mudito & Co (Barcelona, Nova Iorque, Veneza).

 

Projecto de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico no âmbito da Arquitetura de Álvaro Siza Vieira FCT: SIZA/CPT/0021/2019

 

Financiado por:

FCT, Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Ministério da Cultura; FAUP; CEAU.

 

Apoiado por:

Museu Nacional Soares dos Reis; Fundação de Serralves; Fundação Calouste Gulbenkian; CCA; Drawing Matter; Casa da Arquitectura; Fundação Marques da Silva, Irmandade dos Clérigos e Conservatório de Música do Porto.

Relação dos artistas portugueses e espanhóis do Naturalismo

14 de Maio, 2024

As possíveis semelhanças entre os artistas portugueses e espanhóis do Naturalismo serão tema de destaque de uma conversa a realizar no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), na próxima quinta-feira, dia 16 maio, pelas 18 horas.

 

Moderada por António Ponte, Diretor do MNSR, a conversa contará com as participações de Jorge A. Soler Dias, Diretor do Museo de Bellas Artes Gravina, de Alicante, María José Gadea Capó e María Gazabat Barbado, Curadoras do respetivo museu, e Ana Paula Machado, Gestora da Coleção de Pintura do Museu Nacional Soares dos Reis.

A conversa trará a público possíveis similaridades entre os artistas portugueses e os artistas espanhóis do Naturalismo, versando sobre as coleções de cada um dos museus representados.

 

Contando com o apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR, a iniciativa está integrada no programa de celebração do Dia Internacional dos Museus e resulta da estratégia de internacionalização do Museu Nacional Soares dos Reis, dando sequência ao contacto iniciado no ano transato, visando a circulação de bens culturais e exposições entre as instituições museológicas do Porto e Alicante.

 

A participação na iniciativa é gratuita, sujeita a inscrição prévia através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

Exposição «A faiança azul de safra da Fábrica de Miragaia» na RTP

14 de Maio, 2024

«A faiança azul de safra da Fábrica de Miragaia», exposição temporária do Museu Nacional Soares dos Reis, esteve em destaque no programa Portugal em Direto, da RTP 1.

 

Comissariada por José da Costa Reis, a mostra estará patente ao público até ao dia 23 de junho, promovendo a relação da coleção de cerâmica com outras coleções de artes decorativas do Museu, anteriores ao moderno conceito de design, valorizando a sua contextualização e interpretação com aproximações à história e às artes plásticas europeias, nomeadamente Pintura, Desenho e Gravura.

A partir da década de 1940, quando o Museu Nacional Soares dos Reis foi transferido para o Palácio dos Carrancas, a cerâmica ganhou grande destaque no âmbito da exposição permanente. O então diretor do Museu, Vasco Valente (1883-1950), era um apaixonado investigador e publicista sobre o tema e curiosamente tetraneto do italiano Jerónimo Rossi, fundador da Fábrica de Santo António de Vale de Piedade. Vasco Valente foi responsável pela valorização desta arte decorativa em termos da sua presença expositiva e pelo avanço do seu conhecimento, nomeadamente dos espólios que pertenceram aos extintos Museu Municipal do Porto e Museu Industrial e Comercial do Porto, aprofundando, com rigor, estudos iniciados por reputados investigadores como Joaquim de Vasconcelos, Pedro Vitorino, Rocha Peixoto, Luís Oliveira, José Queiroz, Moreira Cabral, etc.

 

Mais tarde, as conservadoras da coleção Teresa Viana e Margarida Rebelo Correia organizaram exposições de grande qualidade, hoje de referência incontornável, estabelecendo trabalhos conjuntos com arqueólogos e outros especialistas e conservadores de coleções nacionais e internacionais de cerâmica. Destacam-se os seus valiosos contributos na organização da vasta coleção na nova (2001) e qualificada reserva, a digitalização dos inventários e nas reclassificações de muitas das faianças provenientes das fábricas do Porto e de Vila Nova de Gaia, em particular de Massarelos e de Miragaia.

 

O comissário da exposição explicou, no momento da sua inauguração, que a atual mostra pretende motivar os visitantes a percorrer ou a rever a atual exposição de longa duração (ELD) do Museu Nacional Soares dos Reis, indo ao encontro de um entendimento mais alargado destas temáticas, enriquecendo a sua cultura e sensibilidade, assim como a sua relação intelectual e afetiva com o Museu.

 

A exposição «A faiança azul de safra da Fábrica de Miragaia» conta com o apoio mecenático da AOF-Augusto Oliveira Ferreira e Lusitânia Seguros, bem como o apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

125º Aniversário de Nascimento da pintora modernista Sarah Affonso

13 de Maio, 2024

Sarah Affonso nasceu a 13 maio de 1899, em Lisboa, cidade onde faleceu a 14 dezembro de 1983. Estudou pintura na Academia de Belas-Artes em Lisboa, tendo sido aluna de Columbano Bordalo Pinheiro. Antes de prosseguir estudos em Paris faz a sua primeira exposição na Sociedade de Belas Artes.

 

Sarah Affonso foi também ilustradora de livros para crianças, sendo de sua autoria os desenhos de “A Menina do Mar” de Sophia de Mello Breyner Andresen.

 

A infância passada no Minho, mais concretamente em Viana do Castelo, deixaria marcas na sua obra, em aspetos folclóricos, ligados a festividades religiosas e populares, motivos decorativos, um colorido vivo e um certo caráter ingénuo.

 

Em 1934 casa com o pintor José de Almada Negreiros, abandonando progressivamente uma intensa e aplaudida atividade artística. Em 1944 é-lhe atribuído o Prémio Souza-Cardoso, no âmbito do IX Salão de Arte Moderna, organizado pelo Secretariado de Propaganda Nacional.

No dia do 125º Aniversário do seu nascimento, revisitamos a obra de Sarah Affonso com Ana Paula Machado, Gestora de Coleção de Pintura do Museu Nacional Soares dos Reis.

Entre setembro de 2019 e março de 2020, o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado promoveu a exposição “Sarah Affonso. Os dias das pequenas coisas”, na qual o Museu Nacional Soares dos Reis colaborou através do empréstimo da obra ‘Mãe e Filha’, óleo sobre tela datado de 1939, pertencente ao acervo do MNSR e integrado na exposição de longa duração do Museu Soares dos Reis.

Vieira Portuense: o mais viajado dos artistas portugueses do seu tempo

13 de Maio, 2024

Francisco Vieira nasceu no Porto a 13 maio de 1765 e faleceu a 12 maio de 1805, vítima de tuberculose, um dia antes de completar 40 anos de idade.

 

A aprendizagem no ensino oficial iniciou-se em 1787, quando a 15 de Fevereiro se inscreveu como aluno extraordinário na recém-criada Aula Régia de Desenho, em Lisboa. Dois anos mais tarde prosseguiu os estudos em Roma, financiado pela família e pela Feitoria Inglesa ou, muito provavelmente, pela Companhia Geral de Agricultura e das Vinhas do Alto Douro.

 

Entre Junho de 1793 e 1796 passou uma temporada em Parma para pintar e estudar a obra de Antonio da Corregio (c. 1489-1534). Durante este período, travou amizade com o impressor Giambattista Bodoni (1740-1813) e com o gravador de Bolonha, Francesco Rosaspina (1762-1841), com quem veio a trocar abundante correspondência. Foi de igual modo nesta época que conheceu o pintor Thomson, seu futuro companheiro de viagem a Nápoles.

 

Viajou pelos arredores de Parma, Cremona, Colorno e Piacenza, onde o poeta Giampaolo Maggi lhe dedicou um livro. Visitou os centros culturais e artísticos de Itália, da Alemanha e de Inglaterra, que marcaram profundamente o seu trabalho.

 

Francisco Vieira fixou-se em Londres a partir de 1789, onde conheceu o famoso pintor Joshua Reynolds (1723-1792) e o gravador Francesco Bartolozzi (1725-1815). Durante a sua estadia em Londres participou nas edições de 1798 e 1799 da Exposição da Royal Academy of Arts, recebeu a encomenda de pinturas para a nova igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto e apresentou a Bodoni o projeto da publicação de uma obra sobre Camões.

 

Em 1800, depois do seu regresso a Portugal, foi contratado pela Junta da Administração da Companhia Geral de Agricultura e das Vinhas do Alto Douro como professor da Aula de Desenho da Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto.

Entre 1801 e 1802 trabalhou em Lisboa nas ilustrações de uma edição de “Os Lusíadas”, promovida por D. Rodrigo de Sousa Coutinho (1801-1802). A 1 de Julho de 1803, Francisco Vieira foi nomeado diretor da Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto.

 

Vieira Portuense, como ficou conhecido Francisco Vieira para se distinguir de Vieira Lusitano, foi o mais viajado dos artistas portugueses do seu tempo, estudando na Europa onde conviveu com obras de grandes mestres e com os mais relevantes artistas e mecenas. Homem culto e poliglota, Francisco Vieira regressou ao país para partilhar com Domingos Sequeira, o estatuto de pintor do regente D. João VI.

 

Encontra-se representado na exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis, de onde destacamos a Fuga de Margarida de Anjou (na imagem), pintada por Francisco Vieira Portuense no período em que viveu em Londres. Foi apresentada na exposição da Royal Academy of Arts em 1798 e é inspirada na História de Inglaterra de David Hume, publicada entre 1754 e 1762.

 

O episódio retratado ocorreu durante a Guerra das Duas Rosas (1455 – 1485) que opôs as famílias de Lancaster e York na disputa pelo trono de Inglaterra. A cena representa um momento da fuga da rainha Margarida de Anjou com o filho Eduardo para a Escócia. Este é talvez o momento mais emotivo de todo o enredo, reforçado aqui pelo posicionamento das figuras à mercê de uma paisagem monumental.

 

 

Fonte bibliográfica