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Dia Nacional dos Jardins celebra vivência destes espaços

25 de Maio, 2024

A instituição de 25 de maio como Dia Nacional dos Jardins pretende celebrar “a importância e a vivência destes espaços”, bem como o legado de Gonçalo Ribeiro Telles na proteção do ambiente, na defesa da paisagem e na promoção da qualidade de vida dos cidadãos”.??

 

O arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, figura pioneira na arquitetura paisagista em Portugal, morreu em 11 de novembro de 2020, em Lisboa, aos 98 anos. Nascido em 25 maio 1922, em Lisboa, Gonçalo Ribeiro Telles foi autor de vários projetos relevantes.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis, instalado no Palácio dos Carrancas, pode usufruir de dois espaços ajardinados, o Jardim das Camélias e o Jardim do Velódromo Rainha D. Amélia.

No Jardim das Camélias, localizado no centro do edifício e com acesso pelo Picadeiro, observam-se várias espécies de Japoneira.

 

No Jardim do Velódromo Rainha D. Amélia, que resulta do arranjo paisagístico do projeto do arquiteto Fernando Távora, é visitável parte significativa da coleção de Lapidária, assim como memórias materiais do Velódromo Rainha D. Amélia, inaugurado em 1894.

 

O Palácio dos Carrancas começou a ser construído em 1795. O seu projeto é atribuído ao arquiteto Joaquim da Costa Lima Sampaio, que trabalhou na construção do Hospital de Santo António, da responsabilidade do inglês John Carr, e na Feitoria Inglesa, da autoria de Jonh Whitehead.

 

O projeto dividia a propriedade em três áreas principais: uma de residência, uma de jardim no interior do edifício e uma de cultivo nas traseiras. Em 1861, o Palácio dos Carrancas foi adquirido pelo rei D. Pedro V para passar a residência oficial da família real nas suas visitas ao Norte do País e foi remodelado.

 

Foi doado, em 1915, à Misericórdia, através do testamento de D. Manuel II, que pretendia aí construir um hospital, o que nunca chegou a concretizar-se. Mais tarde, o Estado comprou o palácio para aqui instalar o Museu Nacional de Soares dos Reis que tinha sido fundado em 1833 e funcionava no Convento de Santo António, atual Biblioteca Pública Municipal do Porto.

 

O Palácio das Carrancas foi novamente alvo de remodelações para a sua nova função e, em 1940, foi aqui inaugurado o Museu Nacional Soares dos Reis, o mais antigo museu público de arte em Portugal.

 

Entre 1992 e 2001, o edifício sofreu uma série de profundas remodelações da autoria do arquiteto Fernando Távora. No exterior há um pátio com paredes cor-de-rosa e azulejos que dá lugar ao jardim resguardado pelas paredes do edifício. O espaço verde com relvados dá total destaque às camélias.

Peças do Museu Soares dos Reis na exposição ‘Lisboa em Revolução’

24 de Maio, 2024

Inaugura, amanhã, dia 25 maio, pelas 17 horas, no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, a Exposição temporária «Lisboa em revolução, 1383-1974». A mostra, patente ao público até janeiro 2025, integrará três peças cedidas pelo Museu Nacional Soares dos Reis.

 

No ano em que se comemoram os 50 anos sobre a revolução de 25 de abril de 1974, «Lisboa em revolução. 1383-1974» relembra diferentes momentos de rutura e transformação que tiveram lugar em Lisboa, desde a Idade Média à atualidade.

A exposição foca-se em seis períodos de tensão, nomeadamente em 1383-85, 1640, 1820, 1836, 1910 e 1974, para contar histórias de resistência e de mudança, da reinvenção de valores identitários, de direitos humanos e da liberdade.

 

Partindo da voz de personagens concretas, de sítios em Lisboa onde as ações aconteceram, exploram-se as transformações na paisagem histórica política, social e cultural que se foram desenrolando no território de Lisboa.

 

Comissariada por Daniel Alves, a exposição contará com a apresentação de cerca de 135 peças provenientes do acervo do Museu de Lisboa e de mais de 40 instituições externas, entre as quais o Museu Nacional Soares dos Reis, através da cedência de uma Caixa de Rapé, da gravura Dom Miguel (na imagem) e do óleo sobre tela ‘Prisão da Duquesa de Mântua’.

Inscrições para Curso de Aguarelas Líquidas com Ingredientes da Natureza

24 de Maio, 2024

Está a decorrer o período de inscrições para o Curso de Aguarelas Líquidas com Ingredientes da Natureza, a realizar no Museu Nacional Soares dos Reis, nos dias 6 e 7 de junho.

 

Sob orientação das formadoras Isabel Guimarães e Joana Padilha, o curso é destinado ao público adulto em geral. Para além de possibilitar conhecer a origem dos materiais e das cores usadas pelos grandes mestres da pintura, este curso breve facilitará uma primeira abordagem aos princípios básicos do desenho, composição, proporção, forma, contorno, entre outros.

 

Data e Horário
6 e 7 junho, 10h30-13h00 | 14h00-17h30

Preço
140 Euros

Inscrições
se.mnsr@museusemonumentos.pt

6 junho | Criação de Aguarelas Líquidas com Ingredientes da Natureza, com Isabel Guimarães

 

No primeiro dia, vamos dar a conhecer a origem dos materiais e das cores usadas pelos grandes mestres da pintura, ao longo da história. Vamos criar aguarelas a partir de elementos naturais tais como folhas, flores, raízes, legumes, cascas, grãos e sementes, permitindo uma conexão direta com a natureza.

Serão abordados os princípios fundamentais da extração da cor, através de processos artesanais e sustentáveis. Iremos extrair cor de diferentes elementos, alguns recolhidos do jardim do museu. Aprenderemos a utilizar aglutinantes, mordentes e a alterar o PH das tintas para obter uma paleta cromática de cores mais ampla e também veremos como conservar as aguarelas líquidas de forma que perdurem mais no tempo.

Os participantes irão pintar a sua própria paleta em papel de aguarela e tirar partido dos efeitos do uso dos modificadores de cor.

 

7 junho | Desenho e pintura dos elementos naturais e de composições feitas a partir desses mesmos elementos, com Joana Padilha

 

Primeira abordagem aos princípios básicos do desenho, composição, proporção, forma, contorno, relação de um elemento em relação ao outro, e em relação ao todo.

Os participantes serão convidados a escolher um dos motivos ou mais do que um, e iniciar o seu desenho em papel próprio para posteriormente ser pintado com a aguarela líquida.

Princípios básicos da pintura em aguarela: saber utilizar o pigmento aguarela na líquida, saber aplicar o pigmento no papel, a importância da água neste tipo de pintura; entender a possibilidade de mistura de cores e tons, e possíveis efeitos conseguidos através da aprendizagem no dia anterior; conhecer as técnicas de pintura a aguarela, quantidade de água, molhado sobre molhado e molhado sobre seco, e reserva de brancos; velaturas, adicionar camadas, realces e sombras; o processo de secagem e o processo de humedecimento. Os participantes irão pintar o seu elemento ou composição.

Inscrições para Oficina Técnicas de produção artística – pintura

23 de Maio, 2024

Destinada a famílias, com crianças a partir dos 8 anos de idade, a Oficina Técnicas de produção artística dedicada à pintura está agendada para o próximo domingo, entre as 10h30 e as 12h30.

 

A participação é gratuita e as inscrições estão a decorrer através do email se@mnsr.dgpc.pt.

Criar arte gera um fascínio muito particular na maioria das pessoas. A produção artística de pintura envolve vários fatores, desde a tão misteriosa inspiração, até aos materiais e técnicas necessárias.

 

Pintar requer, sobretudo, muito treino e experimentação, até ser possível ao artista encontrar o seu estilo pessoal, a sua voz artística.

 

Conhecer a componente técnica é um passo essencial para a compreensão e domínio desta tipologia artística tão conhecida.

 

A Oficina Técnicas de produção artística – pintura será orientada por Salomé Carvalho e Filipe Fernandes, do Serviço de Conservação e Restauro do Museu Nacional Soares dos Reis.

Aurélia de Souza: um ‘caso raro’ na arte portuguesa de finais do seculo XIX

22 de Maio, 2024

Nascida no Chile, em 1866, e radicada no Porto desde a infância, Aurélia de Souza morre aos 57 anos nesta cidade, a 26 maio de 1922.

 

Segundo a tradição familiar, Aurélia de Souza terá iniciado a sua aprendizagem artística com as lições particulares de desenho e pintura de Caetano Moreira da Costa Lima. Tinha já 27 anos quando se matriculou na Academia Portuense de Belas-Artes, que frequentou entre 1893 e 1899. Interrompeu os estudos na Academia e partiu para Paris, Paris suportada financeiramente pela família. Ali permaneceu cerca de três anos e frequentou os cursos de Jean-Paul Laurens e Benjamin Constant na Academia Julian.

 

À semelhança do programa dos bolseiros do Estado, antes de regressar a Portugal, viajou por vários países europeus na companhia da irmã Sofia, também ela pintora, que se juntara a Aurélia em Paris.

 

Regressada ao Porto, Aurélia de Souza desenvolveu uma carreira reservada, algo arredada dos meios artísticos da cidade, apesar da participação regular em exposições coletivas.

 

A produção artística de Aurélia de Souza assenta num conjunto diverso de temáticas: as que preferiu e trabalhou ao longo de toda a carreira foram o retrato, a paisagem e as cenas intimistas do quotidiano doméstico. Além do seu próprio rosto, Aurélia de Souza procurava os motivos para as suas pinturas no universo familiar, fonte inesgotável de inspiração: as pessoas, os recantos da casa, os aspetos do jardim, os trechos de paisagem com o rio ao fundo.

 

É da autoria de Aurélia de Souza uma das obras de referência da arte portuguesa na viragem dos dois séculos: o Autorretrato da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, classificado como Tesouro Nacional (na imagem).

 

Museu Soares dos Reis lidera percurso turístico ideal da Time Out

21 de Maio, 2024

A britânica Ella Doyle, editora de viagens da Time Out, esteve recentemente na cidade do Porto, tendo realizado uma reportagem sobre os melhores locais a visitar na Invicta. O Museu Nacional Soares dos Reis lidera a lista deste percurso turístico ideal.

 

 

 

 

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MNSR com nova exposição temporária inspirada no cinema de terror

20 de Maio, 2024

Resultado da realização de um trabalho académico desenvolvido no Museu Nacional Soares dos Reis por Susana Henriques, aluna do 2º Ano do Mestrado em História da Arte, Património e Cultura Visual, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a exposição é um ato de comunicação pública dos resultados alcançados.

 

Da pintura à escultura, passando pelas artes decorativas, a reflexão parte do cinema e analisa como este reflete as tendências artísticas presentes em exemplares das várias coleções do Museu Nacional Soares dos Reis, colocados em diálogo com imagens de um género particular: o cinema de terror.

Sendo o período romântico caraterizado pelo foco na introspeção e de valorização das emoções, revela-se uma época propícia a uma renovada análise crítica nas artes, particularmente na revisitação ao Gótico, da qual surgem novas ideias que evoluem continuamente até aos dias de hoje.

 

Na exposição colaborou igualmente Maria Carolina da Silva Rocha, estudante do 4º ano do Curso de Design de Comunicação da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

 

A exposição fica patente ao público até 30 junho.

‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, já se encontra no MNSR

20 de Maio, 2024

A partir de 1 junho, a ‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, integrará a exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis, num depósito com duração inicial de três anos.

 

A exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis tem já patentes quatro óleos e um conjunto significativo de desenhos de Domingos Sequeira, pelo que a ‘Descida da Cruz’ ficará exposta na mesma sala, enriquecendo o acervo disponível. De resto, serão igualmente expostos desenhos preparatórios da obra, pertencentes ao acervo do MNSR, alimentando um “diálogo” entre a coleção do museu e este valioso novo depósito.

 

No passado sábado, Dia Internacional dos Museus, a pintura esteve exposta no Mosteiro de Leça do Balio, localidade onde se situa a sede da Fundação Livraria Lello, entidade privada que adquiriu a obra. Ao final da tarde, foi transportada para o Museu Nacional Soares dos Reis, onde se encontra em reserva até à sua colocação em exposição.

‘Descida da cruz’, pintura sacra datada de 1827, faz parte de um grupo de quatro pinturas tardias de Domingos Sequeira, executadas em Roma, onde o artista morreu em 1837.

 

Domingos Sequeira é considerado como o mais talentoso e original pintor português do seu tempo, tendo desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da arte portuguesa de início do século XIX.

 

 

Créditos fotográficos: MMP/MNSR/Rui Pinheiro

Museu Soares dos Reis estabelece parceria com Museo de Alicante

17 de Maio, 2024

Uma delegação do Museo de Bellas Artes Gravina (MUBAG), de Alicante, liderada pelo Deputado da Cultura da Diputación de Alicante, Juan de Dios Navarro, foi recebida por Catarina Santos Cunha, Vereadora do Turismo e da Internacionalização na Câmara Municipal do Porto, numa sessão protocolar de cumprimentos. No encontro foram, igualmente, abordadas possíveis iniciativas de parceria entre ambas as instituições, assim fortalecendo as relações entre o Porto e a Província de Alicante.

 

A delegação do MUBAG, composta pelo Diretor Jorge A. Soler Diaz, e as técnicas María José Gadea Capó e María Gazabat Barbado, encontra-se em Portugal, a convite do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), tendo oportunidade para visitar o MNSR e realizar várias reuniões de trabalho, analisando o desenvolvimento de projetos futuros entre ambas as instituições museológicas.

 

Foi ainda realizada uma visita técnica às reservas do MNSR, com particular ênfase nas coleções de pintura, escultura, mobiliário, vidro e cerâmica.

No âmbito da programação do Dia Internacional dos Museus, decorreu, ontem ao final da tarde, um colóquio público, abordando as possíveis semelhanças entre os artistas portugueses e espanhóis do Naturalismo, versando sobre as coleções de cada um dos museus representados.

 

Moderada por António Ponte, Diretor do MNSR, a conversa contou com as participações do Diretor do MUBAG, que apresentou os conteúdos e programas expositivos, e as técnicas María José Gadea Capó e María Gazabat Barbado, que dialogaram com Ana Paula Machado, Gestora da Coleção de Pintura do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Até ao final do ano, uma delegação do MNSR visitará o MUBAG para reforçar os compromissos de intercâmbio e projetos de cooperação.

 

Juan de Dios Navarro considerou esta deslocação ao Museu Nacional Soares dos Reis como “uma ação fundamental para que a cultura ultrapasse fronteiras, e para iniciar uma colaboração e conhecimento de ambos os museus que a partir deste encontro estão geminados e comprometidos com projetos futuros”.

 

Para António Ponte, Diretor do MNSR, o intercâmbio com o MUBAG vem consolidar a estratégia de internacionalização do Museu Nacional Soares dos Reis, adiantando que serão realizadas exposições e iniciativas de intercâmbio assentes nos respetivos acervos dos museus.

MNSR participa em iniciativa de promoção do livro e da leitura

17 de Maio, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis associa-se à iniciativa ‘Um livro no Museu’, promovida pela associação cultural Assarapanto, no contexto de celebração do Dia Internacional dos Museus 2024. Durante o fim-de-semana, vários livros serão colocados nas salas de exposição do MNSR para que os visitantes os possam encontrar e levar para casa gratuitamente.

 

‘Um livro no Museu’ pretende “contribuir para incentivar a visita aos Museus ao mesmo tempo que promove o Livro, a Leitura e os Autores”, refere a organização.

 

O Dia Internacional dos Museus é celebrado em todo o mundo, com o objetivo de sensibilizar para o papel dos Museus na aproximação de culturas. Para o ano de 2024 foi escolhido o tema “Museus, Educação e Investigação”, pretendendo-se realçar a importância dos museus como instituições educativas dinâmicas que promovem a aprendizagem, a descoberta e a compreensão cultural.

 

Programa disponível para consulta aqui.

MNSR recebe delegação do Museo de Bellas Artes Gravina, de Alicante

16 de Maio, 2024

Uma delegação do Museo de Bellas Artes Gravina, composta pelo Diretor Jorge A. Soler Dias, e as curadoras María José Gadea Capó e María Gazabat Barbado, encontra-se em Portugal, a convite do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), tendo, hoje de manhã, oportunidade para visitar o MNSR e realizar várias reuniões de trabalho, no contexto da estratégia de internacionalização do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Durante a tarde, será realizada uma visita técnica às reservas do MNSR, com particular ênfase nas coleções de pintura, escultura, mobiliário, vidro e cerâmica.

 

Pelas 18 horas, no âmbito da programação do Dia Internacional dos Museus, irá decorrer uma conversa aberta à participação de todos os visitantes, abordando as possíveis semelhanças entre os artistas portugueses e espanhóis do Naturalismo.

Moderada por António Ponte, Diretor do MNSR, a conversa contará com as participações de Jorge A. Soler Dias, Diretor do Museo de Bellas Artes Gravina, de Alicante, María José Gadea Capó e María Gazabat Barbado, Curadoras do respetivo museu, e Ana Paula Machado, Gestora da Coleção de Pintura do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A conversa trará a público possíveis similaridades entre os artistas portugueses e os artistas espanhóis do Naturalismo, versando sobre as coleções de cada um dos museus representados.

Programa «Olhares Cruzados» dedicado à joalharia

16 de Maio, 2024

‘Uma joia no Museu: Histórias de vida’ é o tema da próxima sessão do Programa «Olhares Cruzados sobre as Coleções», a realizar no dia 22 maio, pelas 18 horas, com entrada livre, sujeita a inscrição prévia que pode ser efetuada aqui.

 

Os objetos expostos nas vitrinas de um museu oferecem-se à contemplação dos seus visitantes, parecendo detidos no tempo. Além das questões que envolvem a sua materialidade, pode entender-se o objeto como possuidor de uma história, de uma biografia, um processo complexo não linear que aglutina vários tempos e várias fases, desde a extração dos materiais com os quais são fabricados, a própria idealização e produção dos objetos, a sua exposição e venda, o seu uso e simbolismo, o seu estudo, a entrada no museu ou as suas contínuas ressignificações nas relações com outros objetos e com as pessoas.

Com esta conversa-visita, pretende-se criar um espaço de encontro, intercâmbio e debate entre Susana Medina, Alberto Chillón e os participantes sobre a coleção de ourivesaria e joalharia do Museu Nacional Soares dos Reis, com especial atenção às fases de vida de um conjunto selecionado de peças.

 

O Programa «Olhares Cruzados sobre as Coleções» pretende fomentar espaços de reflexão participada, através do cruzamento de diferentes olhares, leituras e interpretações sobre as obras das coleções do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Tendo presente que cada um dos objetos que integra as coleções tem o poder de transmitir mensagens, despertar emoções e provocar reflexões sobre questões sociais, políticas ou mesmo filosóficas, o Museu Nacional Soares dos Reis considera que as peças que integram o seu acervo são um recurso fundamental na construção de conhecimento e entendimento, não só dos objetos em si, mas também da pessoa, das instituições e do mundo.

Em maio, descobrimos a escultura ‘O Beijo’ de Canto da Maya

15 de Maio, 2024

Público
Jovens e adultos

 

Ingresso
Entrada gratuita

 

Inscrições
Formulário online (até 48 horas de antecedência)

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, na rubrica A Peça do Mês – A Escolha do Público, a escultura ‘O Beijo’ de Canto da Maya. As sessões comentadas, por Paula Azeredo, decorrem nos dias 21 maio (18h00) e 22 maio (13h30). Inscrições a decorrer.

 

Incorporada na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis em 2001, após ter sido adquirida no ano anterior no leilão da Coleção Canto da Maya, a escultura Baiser (O Beijo) completa, em 2024, 90 anos sobre a sua criação.

 

‘O Beijo’ é uma obra modernista em barro patinado fazendo valer aspetos de uma arte figurativa que explora o ideal de retorno às raízes europeias, nas linhas propostas pelos escultores Antoine Bourdelle e Aristide Maillol, uma corrente que ganhou adesão em Paris pela década de 1920.

MNSR apresenta exposição temporária inspirada no cinema de terror

15 de Maio, 2024

Resultado da realização de um trabalho académico desenvolvido no Museu Nacional Soares dos Reis por Susana Henriques, aluna do 2º Ano do Mestrado em História da Arte, Património e Cultura Visual, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a exposição é um ato de comunicação pública dos resultados alcançados.

 

Da pintura à escultura, passando pelas artes decorativas, a reflexão parte do cinema e analisa como este reflete as tendências artísticas presentes em exemplares das várias coleções do Museu Nacional Soares dos Reis, colocados em diálogo com imagens de um género particular: o cinema de terror.

Sendo o período romântico caraterizado pelo foco na introspeção e de valorização das emoções, revela-se uma época propícia a uma renovada análise crítica nas artes, particularmente na revisitação ao Gótico, da qual surgem novas ideias que evoluem continuamente até aos dias de hoje.

 

Na exposição colaborou igualmente Maria Carolina da Silva Rocha, estudante do 4º ano do Curso de Design de Comunicação da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

 

A abertura da exposição está marcada para 18 maio, às 17 horas, ficando patente ao público até 30 junho.

Conferência ‘Arte en la época del infierno’, por Juan José Lahuerta

15 de Maio, 2024

A conferência Arte en la época del infierno, por Juan José Lahuerta, acontece no âmbito do Programa Siza Baroque, no Museu Nacional Soares dos Reis, no próximo dia 18 maio, pelas 17 horas, com entrada livre.   

 

Conferência em Espanhol

Duração: 60 min.

Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis

Entrada gratuita, mediante inscrição AQUI

 

O programa Siza Baroque vai decorrer ao longo de todo o ano com a participação dos investigadores do projeto e dos respetivos consultores. Inclui ainda uma exposição no Museu Nacional Soares dos Reis e um concerto de encerramento, com uma composição ‘barroca-contemporânea’ (como a obra de Siza), na Igreja dos Clérigos.

Tendemos a pensar, de acordo com o princípio consolidado de causalidade, que os acontecimentos do passado influenciam o presente, o que, aplicado à História da Arte, apenas evidenciaria a autoridade que os mestres do passado exercem sobre os artistas posteriores.

 

Nesta conferência defenderemos que, pelo contrário, é o presente que influencia o passado, agindo retroactivamente sobre ele. Tentaremos, portanto, revelar esta interessada retrocatividade da arte e da arquitectura, particularmente da arte e da arquitectura “modernas”, que, para afirmar – precisamente – a sua paradoxal modernidade, invocaram todo o tipo de origens memoráveis e construíram todo o tipo de genealogias. Origens tão prestigiadas quanto incertas – tão aparentemente nobres quanto convenientemente imaginárias – suspensas num Tempo sem tempo e numa História sem história. A “teoria da suspeita” será o nosso princípio. E a afirmação de Benjamin da modernidade como “a época do inferno”, o nosso lema.

 

Biografia

Juan José Lahuerta é professor de História da Arte na Escola Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona. Foi docente em universidades como o IUAV de Veneza e a Universidade de Nova Iorque, entre outras. Foi curador do Museu Picasso de Barcelona e chefe de colecções do Museu Nacional de Arte da Catalunha. Entre os seus últimos livros podem mencionar-se: Religious Painting. Picasso and Max Von Moos (2015); Marginalia. Aby Warburg, Carl Einstein (2015); Photography or Life: Popular Mies (2015); On Loos, Ornament, and Crime (2015); Antoni Gaudí. Fuego y cenizas (2016) e Arte en la época del infierno (2022). Foi comissário de exposições como Picasso. Románico (MNAC, Barcelona, em colaboração com o Musée Picasso, Paris, 2015); Gaudí (MNAC, Barcelona e Musée d’Orsay, Paris, 2022) e Julio González. Ser Artista (IVAM, Valência, 2023). É membro do conselho científico da Casabella (Milão) e director fundador da editora Mudito & Co (Barcelona, Nova Iorque, Veneza).

 

Projecto de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico no âmbito da Arquitetura de Álvaro Siza Vieira FCT: SIZA/CPT/0021/2019

 

Financiado por:

FCT, Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Ministério da Cultura; FAUP; CEAU.

 

Apoiado por:

Museu Nacional Soares dos Reis; Fundação de Serralves; Fundação Calouste Gulbenkian; CCA; Drawing Matter; Casa da Arquitectura; Fundação Marques da Silva, Irmandade dos Clérigos e Conservatório de Música do Porto.

Relação dos artistas portugueses e espanhóis do Naturalismo

14 de Maio, 2024

As possíveis semelhanças entre os artistas portugueses e espanhóis do Naturalismo serão tema de destaque de uma conversa a realizar no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), na próxima quinta-feira, dia 16 maio, pelas 18 horas.

 

Moderada por António Ponte, Diretor do MNSR, a conversa contará com as participações de Jorge A. Soler Dias, Diretor do Museo de Bellas Artes Gravina, de Alicante, María José Gadea Capó e María Gazabat Barbado, Curadoras do respetivo museu, e Ana Paula Machado, Gestora da Coleção de Pintura do Museu Nacional Soares dos Reis.

A conversa trará a público possíveis similaridades entre os artistas portugueses e os artistas espanhóis do Naturalismo, versando sobre as coleções de cada um dos museus representados.

 

Contando com o apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR, a iniciativa está integrada no programa de celebração do Dia Internacional dos Museus e resulta da estratégia de internacionalização do Museu Nacional Soares dos Reis, dando sequência ao contacto iniciado no ano transato, visando a circulação de bens culturais e exposições entre as instituições museológicas do Porto e Alicante.

 

A participação na iniciativa é gratuita, sujeita a inscrição prévia através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

Exposição «A faiança azul de safra da Fábrica de Miragaia» na RTP

14 de Maio, 2024

«A faiança azul de safra da Fábrica de Miragaia», exposição temporária do Museu Nacional Soares dos Reis, esteve em destaque no programa Portugal em Direto, da RTP 1.

 

Comissariada por José da Costa Reis, a mostra estará patente ao público até ao dia 23 de junho, promovendo a relação da coleção de cerâmica com outras coleções de artes decorativas do Museu, anteriores ao moderno conceito de design, valorizando a sua contextualização e interpretação com aproximações à história e às artes plásticas europeias, nomeadamente Pintura, Desenho e Gravura.

A partir da década de 1940, quando o Museu Nacional Soares dos Reis foi transferido para o Palácio dos Carrancas, a cerâmica ganhou grande destaque no âmbito da exposição permanente. O então diretor do Museu, Vasco Valente (1883-1950), era um apaixonado investigador e publicista sobre o tema e curiosamente tetraneto do italiano Jerónimo Rossi, fundador da Fábrica de Santo António de Vale de Piedade. Vasco Valente foi responsável pela valorização desta arte decorativa em termos da sua presença expositiva e pelo avanço do seu conhecimento, nomeadamente dos espólios que pertenceram aos extintos Museu Municipal do Porto e Museu Industrial e Comercial do Porto, aprofundando, com rigor, estudos iniciados por reputados investigadores como Joaquim de Vasconcelos, Pedro Vitorino, Rocha Peixoto, Luís Oliveira, José Queiroz, Moreira Cabral, etc.

 

Mais tarde, as conservadoras da coleção Teresa Viana e Margarida Rebelo Correia organizaram exposições de grande qualidade, hoje de referência incontornável, estabelecendo trabalhos conjuntos com arqueólogos e outros especialistas e conservadores de coleções nacionais e internacionais de cerâmica. Destacam-se os seus valiosos contributos na organização da vasta coleção na nova (2001) e qualificada reserva, a digitalização dos inventários e nas reclassificações de muitas das faianças provenientes das fábricas do Porto e de Vila Nova de Gaia, em particular de Massarelos e de Miragaia.

 

O comissário da exposição explicou, no momento da sua inauguração, que a atual mostra pretende motivar os visitantes a percorrer ou a rever a atual exposição de longa duração (ELD) do Museu Nacional Soares dos Reis, indo ao encontro de um entendimento mais alargado destas temáticas, enriquecendo a sua cultura e sensibilidade, assim como a sua relação intelectual e afetiva com o Museu.

 

A exposição «A faiança azul de safra da Fábrica de Miragaia» conta com o apoio mecenático da AOF-Augusto Oliveira Ferreira e Lusitânia Seguros, bem como o apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

125º Aniversário de Nascimento da pintora modernista Sarah Affonso

13 de Maio, 2024

Sarah Affonso nasceu a 13 maio de 1899, em Lisboa, cidade onde faleceu a 14 dezembro de 1983. Estudou pintura na Academia de Belas-Artes em Lisboa, tendo sido aluna de Columbano Bordalo Pinheiro. Antes de prosseguir estudos em Paris faz a sua primeira exposição na Sociedade de Belas Artes.

 

Sarah Affonso foi também ilustradora de livros para crianças, sendo de sua autoria os desenhos de “A Menina do Mar” de Sophia de Mello Breyner Andresen.

 

A infância passada no Minho, mais concretamente em Viana do Castelo, deixaria marcas na sua obra, em aspetos folclóricos, ligados a festividades religiosas e populares, motivos decorativos, um colorido vivo e um certo caráter ingénuo.

 

Em 1934 casa com o pintor José de Almada Negreiros, abandonando progressivamente uma intensa e aplaudida atividade artística. Em 1944 é-lhe atribuído o Prémio Souza-Cardoso, no âmbito do IX Salão de Arte Moderna, organizado pelo Secretariado de Propaganda Nacional.

No dia do 125º Aniversário do seu nascimento, revisitamos a obra de Sarah Affonso com Ana Paula Machado, Gestora de Coleção de Pintura do Museu Nacional Soares dos Reis.

Entre setembro de 2019 e março de 2020, o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado promoveu a exposição “Sarah Affonso. Os dias das pequenas coisas”, na qual o Museu Nacional Soares dos Reis colaborou através do empréstimo da obra ‘Mãe e Filha’, óleo sobre tela datado de 1939, pertencente ao acervo do MNSR e integrado na exposição de longa duração do Museu Soares dos Reis.

Vieira Portuense: o mais viajado dos artistas portugueses do seu tempo

13 de Maio, 2024

Francisco Vieira nasceu no Porto a 13 maio de 1765 e faleceu a 12 maio de 1805, vítima de tuberculose, um dia antes de completar 40 anos de idade.

 

A aprendizagem no ensino oficial iniciou-se em 1787, quando a 15 de Fevereiro se inscreveu como aluno extraordinário na recém-criada Aula Régia de Desenho, em Lisboa. Dois anos mais tarde prosseguiu os estudos em Roma, financiado pela família e pela Feitoria Inglesa ou, muito provavelmente, pela Companhia Geral de Agricultura e das Vinhas do Alto Douro.

 

Entre Junho de 1793 e 1796 passou uma temporada em Parma para pintar e estudar a obra de Antonio da Corregio (c. 1489-1534). Durante este período, travou amizade com o impressor Giambattista Bodoni (1740-1813) e com o gravador de Bolonha, Francesco Rosaspina (1762-1841), com quem veio a trocar abundante correspondência. Foi de igual modo nesta época que conheceu o pintor Thomson, seu futuro companheiro de viagem a Nápoles.

 

Viajou pelos arredores de Parma, Cremona, Colorno e Piacenza, onde o poeta Giampaolo Maggi lhe dedicou um livro. Visitou os centros culturais e artísticos de Itália, da Alemanha e de Inglaterra, que marcaram profundamente o seu trabalho.

 

Francisco Vieira fixou-se em Londres a partir de 1789, onde conheceu o famoso pintor Joshua Reynolds (1723-1792) e o gravador Francesco Bartolozzi (1725-1815). Durante a sua estadia em Londres participou nas edições de 1798 e 1799 da Exposição da Royal Academy of Arts, recebeu a encomenda de pinturas para a nova igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto e apresentou a Bodoni o projeto da publicação de uma obra sobre Camões.

 

Em 1800, depois do seu regresso a Portugal, foi contratado pela Junta da Administração da Companhia Geral de Agricultura e das Vinhas do Alto Douro como professor da Aula de Desenho da Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto.

Entre 1801 e 1802 trabalhou em Lisboa nas ilustrações de uma edição de “Os Lusíadas”, promovida por D. Rodrigo de Sousa Coutinho (1801-1802). A 1 de Julho de 1803, Francisco Vieira foi nomeado diretor da Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto.

 

Vieira Portuense, como ficou conhecido Francisco Vieira para se distinguir de Vieira Lusitano, foi o mais viajado dos artistas portugueses do seu tempo, estudando na Europa onde conviveu com obras de grandes mestres e com os mais relevantes artistas e mecenas. Homem culto e poliglota, Francisco Vieira regressou ao país para partilhar com Domingos Sequeira, o estatuto de pintor do regente D. João VI.

 

Encontra-se representado na exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis, de onde destacamos a Fuga de Margarida de Anjou (na imagem), pintada por Francisco Vieira Portuense no período em que viveu em Londres. Foi apresentada na exposição da Royal Academy of Arts em 1798 e é inspirada na História de Inglaterra de David Hume, publicada entre 1754 e 1762.

 

O episódio retratado ocorreu durante a Guerra das Duas Rosas (1455 – 1485) que opôs as famílias de Lancaster e York na disputa pelo trono de Inglaterra. A cena representa um momento da fuga da rainha Margarida de Anjou com o filho Eduardo para a Escócia. Este é talvez o momento mais emotivo de todo o enredo, reforçado aqui pelo posicionamento das figuras à mercê de uma paisagem monumental.

 

 

Fonte bibliográfica

‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, no MNSR a partir de junho

10 de Maio, 2024

A partir de 1 junho, a ‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, integrará a exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis, num depósito com duração inicial de três anos, renovável mediante acordo entre as partes.

 

No dia 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, a pintura estará exposta no Mosteiro de Leça do Balio, localidade onde se situa a sede da Fundação Livraria Lello, entidade privada que adquiriu a obra.

 

A exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis tem já patentes quatro óleos e um conjunto significativo de desenhos de Domingos Sequeira, pelo que a ‘Descida da Cruz’ ficará exposta na mesma sala, enriquecendo o acervo disponível. De resto, serão igualmente expostos desenhos preparatórios da obra, pertencentes ao acervo do MNSR, alimentando um “diálogo” entre a coleção do museu e este valioso novo depósito.

Recorde-se que a compra da pintura ocorreu no passado dia 10 de março, no âmbito da feira de arte e antiguidades TEFAF de Maastricht, em estreita articulação com a Museus e Monumentos de Portugal, entidade com a qual a Fundação Livraria Lello firmou um compromisso para a fruição pública da obra.

 

‘Descida da cruz’, pintura sacra datada de 1827, faz parte de um grupo de quatro pinturas tardias de Domingos Sequeira, executadas em Roma, onde o artista morreu em 1837.

 

Domingos Sequeira é considerado como o mais talentoso e original pintor português do seu tempo, tendo desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da arte portuguesa de início do século XIX.

 

Filho de um barqueiro e nascido no seio de uma família pobre, em 1768, Domingos Sequeira foi educado na Casa Pia, onde frequentou o curso de Desenho e Figura.

 

Com bolsa real concedida por D. Maria l, recebe aulas de pintura e desenho de Antonio Cavallucci, em Roma. De regresso a Lisboa é nomeado, pelo futuro rei D. João VI,  pintor da corte e corresponsável da empreitada de pintura do Palácio da Ajuda. Foi ainda professor de Desenho e Pintura da Família Real e, em 1806, dirigiu a aula da Academia de Marinha, Porto.

 

No contexto das invasões francesas, Domingos Sequeira estabeleceu amizades com oficiais do exército napoleónico, como o Conde de Forbin, oficial e pintor amador. Esta aproximação valeu-lhe a encomenda de uma representação alegórica da ação protetora do general Junot sobre Lisboa. O óleo sobre tela Junot protegendo a cidade de Lisboa, data de 1808 e integra o acervo do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Graças a essa atividade, Sequeira foi visto como colaborador do inimigo ocupante e por isso alvo de perseguições e processos condenatórios de que só a muito custo se reabilitou. Os últimos anos da sua vida são passados em Roma, onde se dedica sobretudo à pintura religiosa.

Quatro dias de festa para celebrar o Dia Internacional dos Museus

9 de Maio, 2024

De 16 a 19 maio, o Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) promove um programa de atividades diversas para assinalar o Dia Internacional dos Museus e Noite Europeia dos Museus, celebrados a 18 maio.

 

O Dia Internacional dos Museus é celebrado em todo o mundo, com o objetivo de sensibilizar para o papel dos Museus na aproximação de culturas. Para o ano de 2024 foi escolhido o tema “Museus, Educação e Investigação”, pretendendo-se realçar a importância dos museus como instituições educativas dinâmicas que promovem a aprendizagem, a descoberta e a compreensão cultural.

Entre conversas, visitas, oficinas e sessões comentadas, do programa proposto pelo Museu Nacional Soares dos Reis destaca-se o Encontro “Comunicar a Investigação no Museu”, no qual será dada divulgada a investigação recentemente realizada no MNSR e que resulta da cooperação com instituições de ensino superior ou da inserção de investigadores em programas de âmbito nacional. O encontro será um momento de comunicação pública de processos e de resultados alcançados por estudantes, investigadores e estagiários, que fizeram do Museu Nacional Soares dos Reis o foco da sua prática científica nos dois últimos anos letivos.

 

O programa abre no dia 16 maio, pelas 18 horas, com uma conversa moderada por António Ponte, Diretor do MNSR, e que irá juntar Jorge A. Soler Dias, Diretor do Museo de Bellas Artes de Alicante, María José Gadea Capó e María Gazabat Barbado, Curadoras do respetivo museu, e Ana Paula Machado, Gestora da Coleção de Pintura do Museu Nacional Soares dos Reis. Versando sobre as coleções de cada um dos museus representados, a conversa trará a público possíveis similaridades entre os artistas portugueses e os artistas espanhóis do Naturalismo.

 

O Dia Internacional dos Museus, 18 maio, será assinalado com entrada gratuita e prolongamento de horário, o que permitirá celebrar, em simultâneo, a Noite Europeia dos Museus.

 

Criada em 2005 pelo Ministério da Cultura de França, na Noite Europeia dos Museus são organizadas múltiplas atividades que convidam os visitantes a usufruírem de uma experiência cultural diferente, em período noturno. No Museu Nacional Soares dos Reis, a abertura extraordinária ao público até às 23 horas possibilitará dar a conhecer o Museu e as suas coleções através de uma oficina preparada especialmente para as famílias.

 

Na Casa-Museu Fernando de Castro serão realizadas visitas noturnas com lanternas, numa iniciativa que irá proporcionar uma insólita experiência sensorial, num ambiente cenográfico excessivo e surpreendente.

 

Os membros do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis beneficiarão de uma visita orientada, agendada para o dia 18 maio, pelas 11 horas, que pretende dar a conhecer alguns aspetos da história do Ensino Artístico a partir das coleções do Museu, identificando as várias gerações de artistas. A visita está integrada no calendário regular de atividades dirigidas exclusivamente aos Amigos do MNSR, sendo este um dos muitos benefícios da adesão ao Círculo Dr. José de Figueiredo que, atualmente, tem em curso uma muito bem-sucedida campanha de angariação de novos associados.

Dia Internacional dos Museus e Noite Europeia dos Museus

18 de maio das 10h00 às 23h00 | Entrada gratuita

 

Todas as atividades estão sujeitas a inscrição prévia através do email comunicacao@mnsr.dgpc.pt

MNSR acolhe atividade da Semana da Museologia da FLUP

9 de Maio, 2024

No âmbito da Semana da Museologia, promovida pela FLUP – Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo dia 14 maio, pelas 10 horas, uma sessão com os estagiários Alberto Chillón e Beatriz Figueirinha que darão a conhecer os seus trabalhos.

 

A primeira edição da Semana de Museologia decorre de 13 a 18 de maio, fruto do trabalho e organização dos alunos de primeiro ano do Mestrado em Museologia da FLUP, em parceria com o CITCEM. Todas as atividades foram construídas no âmbito do tema proposto pelo ICOM para assinalar o Dia Internacional dos Museus 2024: “Museus, Educação e Investigação”, pelo que se pretende proporcionar experiências enriquecedoras a toda a comunidade estudantil e outros públicos, sendo esta uma oportunidade para adquirir e partilhar conhecimentos.

 

Entre conferências, encontros, visitas e exposições, o programa conta com a participação de várias profissionais do Museu Nacional Soares dos Reis, nomeadamente Liliana Aguiar, Maria Lobato Guimarães e Susana Medina.

 

O Dia Internacional dos Museus é celebrado em todo o mundo a 18 de maio, com o objetivo de sensibilizar para o papel dos Museus na aproximação de culturas. Para o ano de 2024 foi escolhido o tema “Museus, Educação e Investigação”, pretendendo-se realçar a importância dos museus como instituições educativas dinâmicas que promovem a aprendizagem, a descoberta e a compreensão cultural.

 

Durante o ano 2023, no Museu Nacional Soares dos Reis foi prestado apoio científico a cerca de duas dezenas de estudantes e investigadores que se debruçaram sobre a história do MNSR e respetivo acervo.

Henrique Moreira: Aniversário de Nascimento do ‘escultor do Porto’

9 de Maio, 2024

Natural de Avintes, Vila Nova de Gaia, Henrique Araújo Moreira nasceu a 9 maio de 1890.

 

Em 1905, com 15 anos de idade ingressou na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi discípulo de José de Brito, António Teixeira Lopes, Sousa Pinto e Marques da Silva, e condiscípulo dos escultores Diogo de Macedo, António de Azevedo, Zeferino Couto, Sousa Caldas, Manuel Martins e Azulina Gouveia, dos pintores Joaquim Lopes, Heitor Cramez e Armando Basto e ainda dos arquitetos Manuel e Francisco Marques.

 

Após a conclusão da licenciatura passou a trabalhar no atelier do Mestre Teixeira Lopes, vindo, poucos anos depois, a seguir um caminho autónomo, tendo dedicado toda a sua vida profissional à produção escultórica.

São inúmeras as obras de autoria de Henrique Moreira espalhadas por todo o País, mas a parte mais substancial foi produzida para a cidade do Porto, sendo por isso justamente considerado “o escultor do Porto”.

 

Citem-se, a título de exemplo, o busto de Camilo Castelo Branco, na Avenida Camilo; A Juventude popularmente conhecida como a Menina da Avenida e Os Meninos, na Avenida dos Aliados, O Salva-vidas ou Lobo-do-mar e o monumento de homenagem a Raul Brandão na Foz do Douro, a estátua do Padre Américo no Jardim da República ou o Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular na Rotunda da Boavista.

 

A sua obra, figurativa, academista e centrada na representação de figuras ilustres e populares, granjeou-lhe vários galardões e honrarias, tais como: a Medalha de ouro na Exposição Ibero-americana de Sevilha de 1929, vários prémios na Sociedade Nacional de Belas Artes (1916, 1917 e 1935), o Prémio Soares dos Reis, em 1963, a Medalha de Ouro da cidade do Porto e a Medalha de Honra da Vila de Avintes.

 

Henrique Moreira morreu no Porto em 16 fevereiro de 1979, sendo sepultado no Cemitério de Agramonte.

 

Encontra-se representado no acervo do Museu Nacional Soares dos Reis e da Casa-Museu Fernando de Castro, de onde destacamos o conjunto escultórico em barro policromado ‘Cantar ao Desafio’ (na imagem), peça de grande vivacidade cromática.

 

 

Fonte bibliográfica

MNSR recebeu a visita de Alina Ponomarenko, Cônsul da Ucrânia no Porto

8 de Maio, 2024

A Cônsul da Ucrânia no Porto, Alina Ponomarenko, visitou o Museu Nacional Soares dos Reis, para apresentação de cumprimentos e perspetivar possíveis mecanismos de apoio do MNSR à Ucrânia, nomeadamente no que respeita à proteção e divulgação do Património Cultural ucraniano.

 

Alina Ponomarenko foi recebida e acompanhada durante a sua visita pelo Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte.

Em junho, MNSR acolhe Vinho Verde Essência Festival

8 de Maio, 2024

O jardim do Museu Nacional Soares dos Reis é o palco escolhido para a 3ª edição do Vinho Verde – Essência Festival (Art, Wine, Food, Music), a decorrer de 28 a 30 junho.

 

O Essência Festival vive os Vinhos Verdes entre gastronomia, música, concertos e arte, criando um ambiente único, num jardim emblemático do Porto, onde apaixonados por vinho, foodies, festivaleiros e curiosos se reúnem para celebrar.

 

Ao todo, mais de 30 produtores da Região Demarcada dos Vinhos Verdes vão apresentar a diversidade da oferta atualmente disponível, dos vinhos brancos leves e frescos aos mais complexos, gastronómicos e longevos, nativos de castas ímpares como Alvarinho, Loureiro ou Avesso, entre tantas outras. Haverá ainda rosés de prazer, tintos atlânticos e tintos de carácter, espumantes para brindar a todas as ocasiões.

Vários restaurantes e food trucks estarão em funcionamento contínuo no festival, proporcionando uma lista eclética de opções gastronómicas, das carnes na grelha aos sabores do mar, dos snacks salgados aos doces.

 

O cartaz diário de concertos já está definido. Na sexta-feira, o palco principal abre com os Bamba Social; sábado é tempo para ouvir a Joana Almeirante e dançar com os Insert Coin; a despedida, no domingo, faz-se ao som Tiago Nacarato e ao ritmo de Jéssica Pina.

 

Programa completo disponível para consulta.

 

Entrada pela Rua de Adolfo Casais Monteiro, 47

 

Horário

Sexta-feira | 17h00 – 00h00
Sábado | 12h00 – 00h00
Domingo | 12h00 – 22h00

Instalação sonora inspirada em peça do acervo do MNSR

7 de Maio, 2024

A instalação sonora ECO ( ) LAPSO, da autoria de Henrique Fernandes/ Sonoscopia, estabelece um diálogo entre a escultura em gesso L’ Echo! (1915), de Maria da Glória Ribeiro (Porto 1891-1989), obra do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), e uma composição musical produzida a partir de gravações sonoras e material de arquivo relacionados com o 25 de abril.

 

A presente obra explora o ECO em justaposição com o LAPSO, fenómenos de perceção auditiva e de comunicação. O sentido estético e sensorial da obra artística é elemento provocador de uma proposta de escuta individualizada do presente, a partir de uma relação de ressonância com o tempo-memória.

 

ECO ( ) LAPSO apresenta-se como uma instalação sonora site-specific, composta por um conjunto de caixas de transporte de obras de arte, dispostas no espaço expositivo e transformadas em elementos de difusão sonora.

Para além do material sonoro, proveniente de diversos registos áudio de abril de 1974, a Sonoscopia e um conjunto alargado de artistas realizaram, no passado dia 25 de abril, uma série de gravações de campo, em todo o território nacional, no sentido de elaborar um mapa sonoro, fazendo o contraponto temporal cinquenta anos depois.

 

ECO ( ) LAPSO surge de um convite do Museu Nacional Soares dos Reis à Sonoscopia, para a criação de uma exposição enquadrada no tema ‘Liberdade e Transgressões’, transversal a toda a programação do MNSR em 2024.

 

Henrique Fernandes é membro fundador da Sonoscopia, associação para a criação, produção e promoção de projetos artísticos e educativos, centrada nas áreas da música experimental, na pesquisa sonora e nos seus cruzamentos transdisciplinares.

 

Com curadoria de Rui Pinheiro, este projeto conta com o apoio mecenático do Millennium bcp e da Lusitânia Seguros.

 

Disponível de 11 maio (com abertura às 18h) a 28 julho

 

 

Programa paralelo

27 junho (quinta-feira), 18h00
Encontro com artistas do projeto ECO ( ) LAPSO

 

27 julho (sábado), 18h00
Concerto/Performance com artistas do projeto ECO ( ) LAPSO

A mais importante doação particular da história do MNSR

6 de Maio, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis acaba de receber a doação da valiosa coleção Cândida e Vasco Duarte Silva, que vem enriquecer de forma significativa o acervo de artes plásticas e artes decorativas da instituição.

 

No âmbito das doações particulares, esta doação é a mais importante de toda a história do museu e testemunha o reconhecimento, por parte dos colecionadores, da capacidade do Museu Nacional Soares dos Reis em conservar, estudar, divulgar e potenciar junto do público uma coleção reunida ao longo de décadas.

 

Entre outras tipologias de objetos, a coleção Cândida e Vasco Duarte Silva integra pintura e desenho de artistas portugueses dos séculos XIX e XX, faiança nacional dos séculos XVIII a XX (sobretudo produções do Porto e Caldas), porcelanas nacionais e europeias, ourivesaria portuguesa (Porto e Lisboa), escultura oriental, etc.

Refiram-se obras dos artistas Abel Salazar, Alvarez, Ana Jotta, Ana Vidigal, António Carneiro, António Palolo, Artur Loureiro, Ayres de Gouveia, Cargaleiro, Cruzeiro Seixas, Eduardo Luiz, Ernesto Condeixa, Francisco José de Resende, Fernanda Fragateiro, Francisco Smith, Jorge Queirós, Júlio, Júlio Resende, Mário Botas, Marques de Oliveira, Nikias Skapinakis, Paula Rego, Pedro Cabrita Reis, Pedro Portugal, Sá Nogueira, Sousa Pinto, etc.

 

São algumas centenas de objetos que agora foram incorporados no acervo deste Museu e que após um período de estudo e tratamento técnico estarão disponíveis na exposição de longa duração e em exposições temporárias de diversa ordem.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis está profundamente grato aos doadores, acreditando que este gesto de generosidade em prol da comunidade também poderá estimular outras doações de coleções privadas.

Coleção Cândida e Vasco Duarte Silva

Super Bock Group assume mecenato do projeto ‘Afinidades’

30 de Abril, 2024

O Super Bock Group apoia o ‘Afinidades’ projeto inédito desenvolvido pelo Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), em parceria com a Associação Quarteirão Criativo, que visa a promoção e valorização da comunidade artística do icónico Quarteirão Bombarda, no Porto.

 

O Protocolo de Mecenato foi assinado, esta terça-feira, no MNSR, entre Rui Lopes Ferreira, CEO do Super Bock Group, e António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, na presença de Álvaro Sequeira Pinto, Presidente do Círculo Dr. José de Figueiredo-Amigos do MNSR, e de Tânia Santos, Presidente da Direção da Associação Bombarda – Quarteirão Criativo.

 

O projeto Afinidades terá a duração de cinco anos e ao longo deste ciclo, com edições temáticas anuais, serão organizadas exposições, workshops e conversas que exploram momentos de sintonia, empatia e semelhança entre a cultura da comunidade criativa do quarteirão Bombarda e a história e acervo do MNSR.

Na primeira edição, em 2024, sob o tema Joalharia Contemporânea e com curadoria de Inês Nunes, a comunidade artística é desafiada a desenvolver propostas criativas e inovadoras de joalharia contemporânea em estreita relação com obras selecionadas do acervo do MNSR. O resultado dessas participações será, posteriormente, apresentado numa exposição anual que demonstrará as afinidades entre a peça do Museu e as criações dos diversos artistas.

 

Rui Lopes Ferreira, CEO do Super Bock Group, refere que “o apoio à cultura e às artes é um forte compromisso do Super Bock Group, que assumimos há já muitos anos, certos da sua importância para o desenvolvimento de sociedades mais fortes e prósperas. Fazemo-lo privilegiando relações de proximidade que beneficiem as comunidades em que estamos inseridos, a qualidade dos próprios projetos e a credibilidade das instituições por eles responsáveis”.

 

Para António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, este projeto vem consolidar a ação estratégica de ativação da relação do Museu com os seus ‘Vizinhos’, fechando o perímetro de proximidade: “Depois das ações de parceria já realizadas com o Centro Hospitalar Universitário de Santo António (Hospital Santo António, Centro Materno Infantil do Norte Albino Aroso e Centro Integrado de Cirurgia de Ambulatório), bem como com o ICBAS – Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, o projeto ‘Afinidades’ permitirá reforçar a ligação ao Quarteirão Bombarda, dinamizando e estimulando a criatividade dos artistas ali instalados em torno das coleções que compõem o acervo do Museu Nacional Soares dos Reis”.

 

Até 20 de maio, está a decorrer o período de apresentação de candidaturas ao concurso ‘Afinidades’, as quais devem ser realizadas através de formulário próprio disponível na página do Concurso – Afinidades na Joalharia Contemporânea.

‘El proyecto continuo, fondos y figuras’, por Ángel García-Posada

30 de Abril, 2024

A conferência El proyecto continuo, fondos y figuras, por Ángel García-Posada, acontece no âmbito do Programa Siza Baroque, no Museu Nacional Soares dos Reis, no próximo dia 4 maio, pelas 16 horas, com entrada livre.   

 

Conferência em Espanhol

Duração: 60 min.

Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis

Entrada gratuita, mediante inscrição AQUI

 

Biografia Ángel García-Posada

Arquitecto pela Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Sevilha (2001), e doutorado pela Universidade de Sevilha (2008). É professor catedrático do Departamento de Projectos Arquitectónicos da Universidade de Sevilha e director editorial das colecções da Fundação Arquia. Autor e editor de vários livros e inúmeros artigos em revistas de arquitetura e arte. Participou em diversos projectos de investigação sobre a relação entre a arquitectura e a paisagem, as transferências entre a arte e a arquitectura e a noção de tempo na arquitectura, na arte e no território. Desenvolve a sua actividade em arquitectura, ensino e investigação a partir de uma compreensão transversal da cultura e da continuidade entre projecto e investigação. Actualmente é co-director da XVI Bienal Espanhola de Arquitectura e Urbanismo.

 

O programa Siza Baroque vai decorrer ao longo de todo o ano com a participação dos investigadores do projeto e dos respetivos consultores. Inclui ainda uma exposição no Museu Nacional Soares dos Reis e um concerto de encerramento, com uma composição ‘barroca-contemporânea’ (como a obra de Siza), na Igreja dos Clérigos.

‘Para Álvaro Siza, a arquitectura é continuidade e transformação. A começar pelo pensamento e o olhar, pela matéria que vem do lápis, conjuga uma tentativa de compreender o nosso universo a partir de uma pequena ordem parcial, para o melhorar depois.

A ideia de projecto enquanto continuidade apela à compreensão de que o projecto está ligado a acontecimentos que ocorreram antes e que continuarão muito depois. O arquiteto desenha entre os tempos, funde os seus gestos com o ambiente, acomodando-os, aspirando sempre a que os seus projectos qualifiquem os lugares.

Esta continuidade entre o projecto e o lugar, que nasce no momento em que o desenho começa a decifrar as suas chaves, pode ser alargada à continuidade do próprio desenho, desde a primeira visita ao lugar até ao processo da obra, a este desenho contínuo e, em reciprocidade, à mão que se move como a terra gostaria de mover-se com os projectos. Numa reflexão escrita sobre Aalto, Siza indicou que devemos “incluir tudo no desenho”, “tomar tudo como um estímulo”, aludindo ao desejo de que tudo acabe por encontrar o seu lugar no projecto’.

 

“Siza e Picasso” @Fotografia de Fernando Guerra

 

 

Projecto de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico no âmbito da Arquitetura de Álvaro Siza Vieira FCT: SIZA/CPT/0021/2019

 

Financiado por:

FCT, Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Ministério da Cultura; FAUP; CEAU.

 

Apoiado por:

Museu Nacional Soares dos Reis; Fundação de Serralves; Fundação Calouste Gulbenkian; CCA; Drawing Matter; Casa da Arquitectura; Fundação Marques da Silva, Irmandade dos Clérigos e Conservatório de Música do Porto.

‘Um Palácio onde não nos perdemos. A arquitetura e o gosto ao antigo’

29 de Abril, 2024

Público
Jovens e adultos

 

Duração
50 minutos

 

Inscrições
Formulário online (com 48 horas de antecedência)

 

Valor
8 Euros

Agendada para o próximo dia 3 maio, pelas 11 horas, nesta visita o participante é desafiado a explorar a arquitetura do edifício onde está instalado o Museu Nacional Soares dos Reis desde 1940.

 

Numa comparação feita com outros edifícios e outras funcionalidades, será possível compreender a planta do Palácio dos Carrancas.

 

A partir de uma dupla visão de fora para dentro e de dentro para fora, o visitante percorre múltiplos espaços e toma consciência das formas e módulos que estão na base do pensamento neoclássico.

 

O Palácio dos Carrancas foi mandado construir em 1795 pela família Morais e Castro, descendente de cristãos-novos, pertencente à burguesia portuense e que enriqueceu com a Fábrica de Tirador de Fio de Ouro e Prata aqui instalada. O edifício, com unidade fabril e residência, testemunhou e foi palco de acontecimentos sociais, militares e políticos ao longo do século XIX.

 

Marcadamente urbano e seguidor do estilo Neoclássico, que se instalava então no Porto, o Palácio teve um carater único em contexto de construção privada. Tudo aponta para a intervenção dos arquitetos municipais Joaquim da Costa Lima Sampaio e José Francisco de Paiva. A fachada, de grande clareza de desenho, dividia o edifício em dois corpos horizontais.

 

A distribuição seguia a hierarquia do antigo regime e os tratados de Arquitetura: andar nobre, pátio fechado com muro alteado, separação da manufatura e operários e a quinta recuada. O luxo afirmava-se nos espaços interiores, nomeadamente no andar nobre, permanecendo ainda dessa época a Sala de Jantar e a Sala da Música.

 

A grandiosidade do edifício associou-o ao cenário dos grandes acontecimentos político-militares da cidade. Por exemplo, durante a primeira invasão francesa, foi considerado um local estratégico e ocupado pelo marechal Soult. Pouco depois, estabelecia-se aqui o seu sucessor no comando militar da cidade, chefe do exército libertador, o general Arthur Wellesley.