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MNSR na celebração dos 500 Anos do enlace de Carlos V

9 de Fevereiro, 2026

Uma Arqueta-escritório, pertencente ao acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, será cedida temporariamente ao Instituto de la Cultura y las Artes de Sevilla para integrar a Exposição Sevilla y la Boda de Carlos V.

 

A mostra decorre no âmbito das comemorações dos 500 anos do casamento imperial (1526–2026) entre Carlos V e Isabel de Portugal, ficando patente no Espaço Santa Clara (Sevilha), de 11 de março a 30 de maio.

A peça cedida é uma Arqueta-escritório (Reino do Pegu – atual Birmânia, c. 1550–1600), executada em madeira exótica entalhada, lacada e dourada, com ferragens de ferro. A cedência insere-se numa programação internacional que procura relacionar objetos provenientes de várias geografias e rotas comerciais do século XVI com o papel de Sevilha como centro do império e porto de ligação entre a Europa e o Novo Mundo.

 

A organização sublinha que a exposição principal no Espaço Santa Clara pretende «reconstituir a Sevilha imperial de 1526 através de um conjunto excecional de peças», entre as quais retratos de época, peças têxteis de cerimónia e objetos oriundos de rotas transoceânicas – uma narrativa na qual a arqueta-escritório do Museu Nacional Soares dos Reis cria diálogo direto com a presença asiática e com os fluxos mercantis que marcaram o século XVI.

 

Para o Museu Nacional Soares dos Reis, a cedência representa uma oportunidade de projeção internacional das suas coleções e de colaboração com instituições espanholas na celebração de um acontecimento histórico que transformou a cidade andaluza. A parceria com o Instituto de la Cultura y las Artes de Sevilla para a integração da peça nesta mostra responde simultaneamente a objetivos científicos (investigação e interpretação histórica), de conservação e de divulgação pública.

 

A celebração do 500.º aniversário do enlace entre Carlos V e Isabel de Portugal será assinalada em Sevilha com um programa abrangente, no qual se incluem recreações históricas, um congresso internacional de historiadores, ciclos de conferências, visitas temáticas e diversas exposições paralelas – cujo arranque oficial está marcado para o dia 11 de março (data em que se assinala a efeméride dos 500 Anos do casamento real).

 

A exposição Sevilla y la Boda de Carlos V, comissariada pelo catedrático Alfredo Morales, é apontada pela organização como o núcleo expositivo que reunirá muitas das mais importantes peças desta programação.

Museu Soares dos Reis recebe obras emblemáticas do MNAA

9 de Fevereiro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) acolherá, durante o ano 2026, um ciclo de quatro exposições constituídas por bens culturais emblemáticos do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), integradas na programação anual do MNSR dedicada ao tema «Cruzamentos Artísticos». O programa “MNAA no MNSR” propõe o diálogo entre coleções, contextos e linguagens, reforçando uma abordagem interinstitucional, interdisciplinar e contemporânea.

 

Este programa decorre do encerramento temporário do Museu Nacional de Arte Antiga para obras de requalificação dos seus edifícios e espaços.

A primeira exposição «Sequeira: os Estudos Finais» abre a 12 de fevereiro, estando a sua apresentação pública marcada para 19 de fevereiro, pelas 18h00, onde se inclui uma Conversa Cruzada, dedicada aos desenhos de Sequeira, entre Alexandra Markl (MNAA) e Ana Paula Machado (MNSR).

 

De regresso a Roma, já nos últimos anos de vida ativa, Domingos António de Sequeira (1768-1837) realiza os quatro desenhos preparatórios para a série de composições sobre os temas da Adoração dos Magos, Descida da Cruz, Ascensão de Jesus e Juízo Final. Os cartões, da coleção do MNAA, estarão de visita ao MNSR, onde vêm encontrar-se com outros estudos avulsos para as mesmas obras.

 

As quatro exposições previstas ao longo do ano apresentarão obras de referência das coleções do MNAA, proporcionando leituras renovadas em diálogo com os espaços, as coleções permanentes e o enquadramento conceptual do MNSR. “Este intercâmbio visa enriquecer a experiência do visitante, fomentar a participação dos públicos e reforçar a relevância dos museus enquanto plataformas ativas de criação de conhecimento e de fruição cultural”, sublinha António Ponte, Diretor do MNSR.

 

No âmbito do plano de rotatividade da Exposição de Longa Duração do MNSR, a realizar em fevereiro, será exposta a pintura Adoração dos Magos (peça do MNAA), juntamente com desenhos, de Domingos Sequeira, pertencentes à coleção do MNSR. Assim, durante o ano de 2026, as pinturas Adoração dos Magos e Descida da Cruz irão permanecer, lado a lado, no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

O programa “MNAA no MNSR” afirma-se como um compromisso estratégico de colaboração entre museus nacionais, promovendo a circulação de coleções, o trabalho conjunto entre equipas e o desenvolvimento de novas perspetivas curatoriais. Esta cooperação permite dar continuidade à missão pública do MNAA – reunir, conservar, estudar e partilhar um património de vocação nacional – mesmo num período em que o museu se encontra de portas fechadas.

 

 

Calendário de Exposições do Ciclo “MNAA no MNSR”

 

  • Exposição «Sequeira: os Estudos Finais» | fevereiro a abril
  • Exposição «Cavaleiro Faria» | abril a junho
  • Exposição «Miniaturas, vários suportes e linguagens» | julho a setembro
  • Exposição «Jóias de Goa» | outubro a dezembro

Museu Soares dos Reis acolhe II Fórum Cultura e Criatividade

6 de Fevereiro, 2026

A Academia Cultura e Criatividade, uma parceria entre o Pporto.pt e a VERde NOVO, promove o II Fórum Cultura e Criatividade, a ter lugar no Museu Nacional Soares dos Reis, nos próximos dias 19 e 20 de março. Nesta edição, o tema em destaque será “A Cultura em Transformação: Desafios da Contemporaneidade”.

 

Esta iniciativa visa promover um espaço de reflexão, debate e partilha de experiências e perspetivas sobre as transformações culturais na contemporaneidade, analisando os desafios e oportunidades emergentes nos campos da tecnologia, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social e, simultaneamente, estimular o diálogo interdisciplinar entre investigadores, profissionais, agentes culturais, decisores políticos e a sociedade civil.

Programa
19 de março
9h00 Receção

 

9h30 Sessão de Abertura
ACC | Patrícia Remelgado e António Luís Ferreira
MNSR | António Ponte
MMP | Alexandre Pais

 

10h00 Tema I: Tecnologia, inovação e criatividade
Moderador: Susana Medina | Museu Nacional Soares dos Reis
Comunicação: Mirian Tavares | Universidade do Algarve

 

10h50 Pausa para café

 

11h20 Painel I. Tecnologia, Inovação e Criatividade
Moderador: Susana Medina | MNSR
Joana Miranda | Braga Cidade Criativa das Artes Digitais

 

Debate

 

12h30 Pausa para almoço

 

14h30 Tema II. Desenvolvimento, sustentabilidade e coesão
Moderador: Isabel Freitas | Universidade Portucalense
Comunicação: António Covas | Universidade do Algarve

 

15h30 Pausa para café

 

16h00 Painel II. Desenvolvimento, sustentabilidade e coesão
Moderador: Isabel Freitas | Universidade Portucalense
Alexandra Cabral | CCDRN – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte
Mariana Torres | Fundação Lapa do Lobo

 

Debate

 

17h30 encerramento

 

20 de março


10h00 Tema III: Inclusão, diversidade e participação
Moderação: Alexandra Camacho | KSocial
António Ponte | Museu Nacional Soares dos Reis

 

11h00 Pausa para café

 

11h30 Painel III: Inclusão, diversidade e participação
Moderação: Alexandra Camacho | KSocial
Filipa Godinho | Projeto ELO Coliseu do Porto
Liliana Valpaços | ONGD Mundu Nôbu
Hugo de Seabra | PARTIS & Art for Change

 

Debate

 

12h40 Encerramento fórum | Pausa para almoço

 

Apoio: Museu Nacional Soares dos Reis | Museus e Monumentos de Portugal

 

Inscrições a decorrer AQUI

Museu Nacional Soares dos Reis lança projeto “Agora Nós!”

4 de Fevereiro, 2026
Projeto Agora Nós

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) lança o projeto “Agora Nós!” – Laboratório Jovem de Democracia Cultural, uma iniciativa inovadora que coloca jovens, entre os 16 e os 25 anos, no centro da construção da vida cultural do museu, enquanto cocriadores ativos e agentes de decisão.

 

Mais do que um programa educativo ou participativo, o “Agora Nós!” afirma-se como um verdadeiro laboratório de democracia cultural, inspirado na ideia de que a cultura deve ser construída com e para todos. O projeto promove o acesso, a participação e a partilha real de responsabilidades, convidando os jovens de todos os contextos sociais, educativos e culturais a intervir diretamente na programação, mediação, comunicação e narrativas do museu.

 

Pretende-se que o Museu Nacional Soares dos Reis se transforme num espaço vivo de experimentação, diálogo e ação coletiva, onde a diversidade e a liberdade criativa são princípios estruturantes. A equipa do museu compromete-se com um processo contínuo de escuta e adaptação, garantindo que as propostas e críticas dos participantes têm impacto real na instituição.

Um processo em três fases

 

O “Agora Nós!” desenvolve-se em três grandes fases:

 

Fase 1 – Auscultação e Diagnóstico (fevereiro a maio)
Realização de sessões de diálogo e laboratórios de discussão com jovens, com o objetivo de compreender perceções, expectativas e obstáculos à participação cultural, bem como refletir sobre qual o papel que um museu deve assumir no século XXI.

 

Fase 2 – Conceção e Prototipagem (junho a dezembro)
Laboratórios de cocriação, entre os jovens, a equipa do museu e parceiros, dando origem a projetos, ações ou protótipos que materializem a voz dos jovens dentro da instituição.

 

Fase 3 – Implementação (a partir de 2027 e anos seguintes)
Integração efetiva dos projetos cocriados na programação do museu, assegurando impacto, sustentabilidade e legado duradouro de participação jovem.

 

Convocatória aberta à participação

 

A constituição do grupo de jovens participantes será feita através de uma convocatória pública, a decorrer de 23 fevereiro a 8 março, garantindo igualdade de acesso, diversidade e transparência no processo de seleção.

 

Através do projeto “Agora Nós!”, o Museu Nacional Soares dos Reis continua a implementar o seu programa Comunidade 360°, reforçando o compromisso com a inclusão, a participação e a inovação, assumindo-se como um museu de criação partilhada, onde o futuro da instituição se constrói coletivamente – AGORA.

Unidades Curriculares “Cultura, Arte e Património” da U. Porto

3 de Fevereiro, 2026

Já se encontram abertas as inscrições para todos os estudantes de 1.º e 2.º ciclo da Universidade do Porto que pretendam frequentar como complemento ao plano de estudos, ao longo do 2.º semestre do ano letivo 2025/2026, mais uma edição das unidades curriculares de competências transversais “Cultura, Arte e Património”.

 

Este programa proporciona aos participantes uma formação multidisciplinar em ligação com instituições culturais da cidade, entre as quais o Museu Nacional Soares dos Reis.

Música e sociedadePrescrição cultural e O museu como lugar de fruição são as Unidades Curriculares de Competências Transversais e Transferíveis já disponíveis para o 2.º semestre do ano letivo 2025/2026. As referidas Unidades Curriculares (UC’S) são de frequência gratuita para todos(as) os/as) estudantes inscritos(as) na Universidade do Porto.

 

O museu como lugar de fruição, com o Museu Nacional de Soares dos Reis, é uma UC sediada na Faculdade de Letras da U.Porto, com apenas sete vagas disponíveis, embora este número possa ser alargado por eventuais desistências de inscritos efetivos.

 

Estas UC’s resultam de parcerias que a U.Porto vem desenvolvendo com diversas instituições culturais da cidade de forma a oferecer aos seus estudantes, independentemente da sua formação de base, unidades curriculares (UC) que, ao longo de um semestre, os colocam em contacto com o quotidiano dessas instituições e com a sua prática cultural.

 

Unidades Curriculares disponíveis

O museu como lugar de fruição, em parceria com o Museu Nacional de Soares dos Reis, é uma UC sediada na Faculdade de Letras da U.Porto.

 

Sediada na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U.Porto, e contando, igualmente, com o envolvimento do Museu Nacional Soares dos Reis, a Prescrição cultural é a mais recente unidade curricular “Cultura, Arte e Património”, e introduz uma prática inovadora que utiliza as artes e a cultura para fomentar o bem-estar e promover a saúde mental. Apoia-se numa rede de instituições, tendo o objetivo de formar profissionais que, quer ligados à área cultural, quer à área da saúde, sejam capazes de fomentar a fruição e a prática cultural para a promoção do equilíbrio psicológico e do bem-estar individual.

 

Música e sociedade, a funcionar na Casa da Música, está sediada na Faculdade de Engenharia da U.Porto.

Inauguração da Exposição ‘Face a Face’ de Rita Magalhães no MNSR

22 de Janeiro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) inaugura, a 29 janeiro, pelas 18h30, com entrada livre, a exposição “Face a Face – Rita Magalhães e a Natureza-Morta na Coleção do MNSR”, comissariada por Manuela Hargreaves.

 

A exposição ficará patente até 18 maio, contando com mecenato do BPI / Fundação “la Caixa” e apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

 

Esta exposição propõe-se, por um lado, a promover um diálogo com a pintura de natureza-morta presente na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, convocando artistas que, ainda que não tenham feito deste género a sua prática exclusiva, o exploraram de forma significativa. Estas obras convivem com as de Rita Magalhães, estabelecendo uma linha de continuidade que vai da escola flamenga e holandesa dos séculos XVII e XVIII, passando pelo realismo e naturalismo em Portugal no século XIX, até ao limiar da modernidade.

 

As fotografias de Rita Magalhães “apresentadas face a face com este conjunto de obras, estabelecem uma ligação entre dois tempos da história: o da pintura de naturezas-mortas, enquanto leitmotiv, e a sua reverberação na fotografia contemporânea, que em tudo se assemelha a uma pintura clássica – embora não o seja”, salienta Manuela Hargreaves.

Por outro lado, a exposição inscreve-se numa continuidade de projetos expositivos realizados a nível nacional e internacional que visam recuperar a natureza-morta como um género artístico autónomo. Ao longo do tempo, diversos autores contemporâneos têm recorrido a este tema em momentos específicos dos seus percursos – de David Hockney a Damien Hirst – contribuindo para a sua legitimação e reforçando a sua relevância no contexto da prática artística contemporânea.

 

Nas palavras de António Ponte, Diretor do MNSR, “o trabalho de Rita Magalhães convida-nos a olhar para os objetos do quotidiano com renovada atenção, a ponderar o significado da imagem e a apreciar a riqueza dos diálogos artísticos que atravessam séculos. Entre tradição e inovação, a natureza-morta continua viva, reinventando-se em novas linguagens e sensibilidades”.

 

Outro dos principais méritos desta exposição foi ter possibilitado a intervenção de restauro de várias das pinturas que agora se apresentam publicamente, devolvendo-lhes a visibilidade de que foram privadas pela longa permanência em reserva.

 

“Não sendo destinados à exibição imediata, [os bens culturais em reserva] tendem a ser preteridos também nas prioridades de restauro. A degradação do estado de conservação contribui para o fecho das obras sobre si próprias. No caso concreto da pintura a óleo, suportes e pigmentos degradados e vernizes envelhecidos dificultam a leitura, ocultando dados decisivos como caraterísticas de pincelada, assinaturas, marcas de fabrico, datas e outras inscrições. Na vida dos objetos instala-se então um ciclo de crise silencioso que os submerge na invisibilidade e os priva da formação de significados. Quanto mais se aprofunda a perda de significado, mais improvável se torna o resgate”, sublinham as curadoras da Coleção de Pintura do MNSR, Ana Paula Machado e Ana Nascimento.

 

Realizadas as intervenções de conservação e restauro, foi possível trazer à luz do conhecimento uma série de informações e pormenores que ajudam a documentar o histórico das pinturas, os seus autores, técnicas e materiais.

 

Das 28 obras do MNSR selecionadas para esta exposição, 15 foram agora objeto de intervenção de restauro, o que, para além de permitir a leitura das obras na sua plenitude, revelou, nalguns casos, assinaturas e marcas há muito “perdidas”. Dado o volume de obras e a complexidade de algumas intervenções, os trabalhos foram repartidos pelas equipas de restauro do Laboratório José de Figueiredo e da Divisão de Museus da Câmara Municipal do Porto. Graças ao apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis, foi ainda possível reforçar esta campanha com recurso aos serviços de uma conservadora-restauradora externa.

 

Sobre Rita Magalhães

Nasceu em Luanda, Angola, em 1974. Vive e trabalha entre o Porto e a Bairrada. Frequentou o curso de Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. O seu percurso artístico, iniciado em 1999, orientou-se desde cedo para o campo da fotografia, onde tem desenvolvido uma investigação consistente, centrada na aproximação deste medium à pintura.

 

Atualmente, encontra-se representada pela Galeria Pedro Oliveira, no Porto, e pela Galeria das Salgadeiras, em Lisboa. O seu trabalho tem suscitado relevante atenção por parte de vários autores, críticos e curadores, entre os quais Francisco Laranjo, Óscar Faria, David Barro, Bernardo Pinto de Almeida e Marc Lenot, entre outros.

 

Rita Magalhães está representada em várias coleções privadas e institucionais, em Portugal e no estrangeiro. Em 2023, foi responsável pela ilustração fotográfica do livro Lojas de Outrora e de Agora, com textos de Isabel Lopes Gomes.

Legenda da imagem

Flores
Henrique Pousão (1859–1884), 1877
Óleo sobre tela
Academia Portuense de Belas Artes
95 Pin MNSR

Recrutamento de Técnico Superior para a área da Gestão de Coleções

20 de Janeiro, 2026

Está aberto o procedimento de Recrutamento de um(a) Técnico Superior para desempenhar funções na área da Gestão de Coleções, no Museu Nacional Soares dos Reis. O prazo de candidatura termina a 30 janeiro 2026.

 

Conhecimentos e competências para:
• Desenvolver processos de investigação de coleções museológicas;
• Realizar curadoria de exposições;
• Conceber atividades de educação;
• Analisar e acompanhar os processos de conservação preventiva e restauro de coleções museológicas;
• Gerir processos de circulação de objetos museológicos;
• Emitir pareceres para incorporação de bens museológicos;
• Participar na elaboração do plano de gestão de riscos.

 

O que procuramos
• Licenciatura em História da Arte ou Património Cultural ou Artes Plásticas/Belas-Artes (ramo Escultura) e Pós-graduação ou Mestrado em Museologia, História da Arte (com formação em Património Cultural e/ou Museologia) ou Património Cultural ou Estudos da Arte (com formação em Património Cultural e/ou Museologia);
• Experiência profissional em gestão de coleções;
• Iniciativa e autonomia;
• Elevado sentido de responsabilidade e compromisso com o serviço;
• Capacidade de planeamento e de organização;
• Orientação para os resultados;
• Capacidade para trabalhar em equipa;
• Facilidade de comunicação e empatia.

 

Condições
– Contrato individual de trabalho sem termo, a tempo inteiro (35 horas semanais);
– Retribuição compatível com a formação e experiência demonstrada;
– Possibilidade de inscrição na ADSE.

 

Local de trabalho – Porto

 

Formalização da candidatura
Os candidatos deverão formalizar a sua candidatura através do envio dos seguintes documentos obrigatórios: curriculum vitae, certificado de habilitações e certificados de formação profissional, para o endereço de correio eletrónico rec.pessoas@museusemonumentos.pt, indicando a Ref. TSGC_MNSR
Pode ainda juntar outros documentos comprovativos das declarações constantes do CV, que considere relevantes.
O limite de tamanho dos anexos é de 35GB.
A apresentação de candidatura por outra via que não a indicada, a não identificação correta da referência a que se candidata, o não cumprimento do prazo, a não entrega dos documentos obrigatórios e a impossibilidade de aceder aos anexos por excederem o limite, determinam a exclusão do candidato ao concurso.

 

Prazo de candidatura
Até às 23h59 do dia 30 de janeiro de 2026

 

Para mais informações sobre os métodos de seleção, parâmetros de avaliação e sistema de avaliação final consulte AQUI

Vencedor do ‘Afinidades 2024’ anunciado a 9 novembro

29 de Outubro, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) e a Associação Quarteirão Criativo (QC) assinalam o fim da primeira edição do projeto Afinidades no próximo dia 9 de novembro de 2024. Culminando em celebração e no tão aguardado anúncio da peça vencedora do concurso, o evento terá lugar entre as 16h00 e as 18h30, no MNSR.

 

A programação de encerramento integra ainda o lançamento da publicação Afinidades na Joalharia Contemporânea, que documenta todo o percurso desta edição e cataloga a participação dos 18 artistas representados na exposição. Será também aberta a votação para a escolha do tema do Programa Afinidades 2025, promovendo uma nova fase de envolvimento com a comunidade.

Programa

16h00

  • Abertura da Sessão
  • Apresentação da jornada da primeira edição do Afinidades
  • Abertura da votação do tema do Afinidades 2025
  • Lançamento da Publicação ‘Afinidades na Joalharia Contemporânea’

 

16h30

  • Anúncio da Peça Vencedora

 

16h45 – 18h30

  • Convívio e Celebração

 

Desde julho, a exposição “Afinidades na Joalharia Contemporânea”, com curadoria de Inês Nunes, deu palco a artistas e joalheiros do quarteirão Bombarda, cujos objetos artísticos foram inspirados pela escultura “Busto de Firmino”, de António Soares dos Reis, ligando o património do MNSR à produção artística contemporânea.

 

As peças dos participantes foram, ao longo destes quatro meses, apreciadas pelos visitantes da exposição e por um júri especializado, composto por figuras de relevo da joalharia contemporânea. O anúncio da peça vencedora abrirá caminho para a sua integração na loja do MNSR.

 

Este programa plurianual é desenvolvido pelo Museu Nacional Soares dos Reis em parceria com a Associação Quarteirão Criativo, contando com o mecenato do Super Bock Group e o apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

Afinidades na Joalharia Contemporânea: Visita e Conversa

4 de Outubro, 2024

Dando continuidade ao diálogo criativo promovido pela parceria entre o Museu Nacional Soares dos Reis e a Associação Quarteirão Criativo, decorre no próximo dia 12 outubro, no MNSR, uma conversa com Ana Campos e Cristina Filipe, artistas e investigadoras, moderada por Inês Nunes, curadora do projeto Afinidades na Joalharia Contemporânea.

 

Ana Campos, cuja obra é marcada pela exploração e desconstrução das formas tradicionais da joalharia, e Cristina Filipe, conhecida pelo seu trabalho teórico e artístico, trarão uma perspetiva atual sobre o desenvolvimento da joalharia contemporânea em Portugal. Ambas têm contribuído de forma significativa para esta área artística, tanto a nível nacional como internacional.

 

Moderada por Inês Nunes, a conversa incidirá sobre o conhecimento e experiência das duas investigadoras nas suas abordagens ao universo da joalharia contemporânea enquanto expressão artística e cultural.

Será ainda uma oportunidade para o público explorar o conceito de “afinidades” a partir do tema central desta edição – Firmino – destacando-se António Soares dos Reis enquanto referência na Arte que muito contribuiu para a educação, inovação, cultura e identidade do nosso país. Através das múltiplas dimensões e tal como ilustrado na exposição, reflete-se sobre o papel da joalharia contemporânea.

 

Esta conversa é parte integrante de uma tarde dedicada à joalharia contemporânea e à exploração da vizinhança do Museu Nacional Soares dos Reis (o quarteirão Bombarda) com o seguinte programa:

 

15h00 – 15h45: Visita Orientada à Exposição “Afinidades na Joalharia Contemporânea”
Uma visita guiada pela exposição, destacando a variedade de obras e artistas que participaram no projeto e como foram influenciados pelo conceito “afinidades”.

 

15h45 – 16h30: “Afinidades na Joalharia Contemporânea”: uma Conversa com Ana Campos e Cristina Filipe, moderada por Inês Nunes.

 

16h30 – 17h30: Visita Orientada – Circuito do Quarteirão Bombarda
Esta visita guiada oferece a oportunidade de explorar o Quarteirão de Miguel Bombarda, visitando as galerias e lojas que representam os 18 participantes da exposição. O itinerário inclui: Scar ID, CRU Creative Hub, Galeria Trindade, Galeria Cruzes Canhoto, Ó! Cerâmica, Tincal Lab, Collectiva e The Jewellery Experience.

 

O projeto Afinidades é uma parceria entre o Museu Nacional Soares dos Reis e a Associação Quarteirão Criativo, promovendo a ligação entre a história do museu e a produção artística contemporânea da cidade do Porto. Com uma programação anual, o projeto inclui exposições, workshops e conversas, incentivando o diálogo criativo entre a coleção do museu e a comunidade artística local, entre o passado e o presente, a tradição e a inovação.

 

O projeto conta com o apoio mecenático do Super Bock Group e do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

MNSR recebe estreia da nova proposta artística de Pedro Bastos

4 de Outubro, 2024

Artista plástico e realizador, Pedro Bastos apresenta uma nova proposta artística, intitulada ‘Luxúria’, com estreia agendada para o Museu Nacional Soares dos Reis, no dia 24 outubro, pelas 18 horas. A apresentação do filme Luxúria será acompanhada de uma performance musical a cargo de Rui Souza.

 

Luxúria compõe-se de formas e processos criativos complementares, entre imagem estática e extática, fruto de uma investigação artística, sensorial e técnica, com o recurso ao cruzamento multidisciplinar entre o digital e analógico, entre a imagem fixa e em movimento. Estabelecem-se diálogos a partir de iconografias comuns de luxúria na escultura medieval no Norte de Portugal, trazendo para a atualidade e para uma realidade cinematográfica e dramatizada, ou romantizada, estas temáticas, efetuando leituras e releituras das mesmas, salientando os seus aspetos estéticos sob o prisma de uma poética contemporânea.

 

Trata-se de uma exposição/instalação que estará, igualmente, patente ao público no Museu de Alberto Sampaio, em Guimarães (a partir de 25 outubro), e no Museu do Abade de Baçal, em Bragança (a partir do dia 26 outubro).

Pedro Bastos é artista visual e cineasta. Os seus filmes, Ao Lobo da Madragoa (2013), Cabeça D’Asno (2016), Ambulatório Através da Poesia de Augusto dos Anjos & António Nobre (2019) e Flyby Kathy (2023), têm sido apresentados em vários festivais nacionais e internacionais, tais como IFFR – Internacional *International Film Festival of Rotterdam, Oberhausen ISFF Mostra de São Paulo, Festival du Nouveau Cinéma Montreal, IndieLisboa, Curtas de Vila do Conde, Bucharest International Experimental Film Festival, etc. Participou na Biennale d’Art Contemporain – Jeune Création Européenne 2015/17. Teve a suas obras expostas em instituições nacionais e internacionais. Participou nas residências artísticas da Contextile 2022 – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea. Publicou os livros Piche (2020) e Souvenirs Satânicos (2023).

 

Exposição/instalação patente ao público até 31 dezembro, com entrada livre.

Exposição ‘De Passagem – Moçambique 1970–1973’ patente até 13 outubro

4 de Outubro, 2024

Visita Orientada à Exposição De Passagem – Moçambique 1970–1973, pelos curadores Mafalda Martins e Rui Pinheiro. Dia 11 outubro, às 11 horas.

 

Inscrições a decorrer AQUI

A exposição De Passagem, Moc?ambique 1970–1973, de Mário Martins, é uma extensão no Porto dos Encontros da Imagem – Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais, com programação da The Cave Photography e curadoria de Mafalda Martins, Miguel Refresco, Rui Pinheiro e Sérgio Correia.

 

Mário Martins nasceu em Vila Real a 25 de Junho de 1948, filho de pais flavienses. Como milhares de portugueses, foi chamado para a Guerra Colonial em 1970, mobilizado contra a sua vontade. Esteve em Moçambique como alferes miliciano numa companhia de intervenção independente, em operações no Niassa, Zambézia e Tete. De lá trouxe as vivências apresentadas nesta exposição, que revelam a sua preocupação social numa guerra que considerava sem sentido e que fortaleceram a sua afinidade com o movimento libertador do 25 de Abril de 1974. Este idioma universal que é a fotografia seduziu-o desde sempre, mas só em Moçambique se imbuiu profundamente na sua prática.

 

Um olhar sobre o olhar, revisitando este arquivo pessoal de fotografias originais, impressas há mais de 50 anos, é a proposta apresentada no Museu Nacional Soares dos Reis. Uma narrativa deambulante, que encerra em si partes de uma coleção organizada, comentada, parcialmente fechada e onde constam elementos inerentes à prática fotográfica e a experiências de impressão, anotações técnicas e processos químicos e físicos imanentes. Imagens que transcendem a data em que foram feitas, expondo-as à razão que as antecede, algures entre o exercício de contestação ou o acto de sobrevivência.

 

50 anos depois de Abril, a possibilidade de perscrutar a Guerra Colonial sob múltiplos aspectos, num diálogo intrínseco entre memória e contemporaneidade, que transpõe a história linear e a abre a novos entendimentos.

Celebração dos Dias Europeus da Conservação e Restauro | 2024

3 de Outubro, 2024

De 14 a 20 de outubro, um pouco por toda a Europa, celebram-se os Dias Europeus da Conservação e Restauro, iniciativa promovida pela Confederação Europeia de Associações de Conservadores-Restauradores, com o objetivo de sensibilizar para a importância da conservação do património e dos profissionais que intervêm no mesmo.

 

A data é comemorada desde 2018, Ano Europeu do Património Cultural, iniciativa da Comissão Europeia, enquadrada pelos grandes objetivos da promoção da diversidade, do diálogo intercultural e da coesão social.

O conservador-restaurador é um profissional altamente qualificado, que estuda matérias interdisciplinares, desde a química à biologia, passando pela história da arte, arqueologia e museologia. Este profissional tem a seu cargo tarefas de elevada complexidade e responsabilidade e trabalha frequentemente em redes multidisciplinares.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis é desenvolvido um trabalho contínuo nas áreas de conservação e restauro, no contexto da gestão e acompanhamento das diferentes coleções.

 

A equipa de conservadores e restauradores participa, ainda, em projetos de investigação com o objetivo de contribuir para novos estudos sobre técnicas e procedimentos de conservação e restauro.

Mais de 5.340 visitantes usufruíram de entrada gratuita no MNSR

1 de Outubro, 2024
Visitantes no MNSR

Durante os meses de agosto e setembro, mais de 5.340 pessoas usufruíram de entrada gratuita no Museu Nacional Soares dos Reis, recorrendo à utilização do Voucher 52, o novo modelo de entradas gratuitas nos museus, monumentos e palácios tutelados pelo Estado central.

 

A entrada gratuita para cidadãos portugueses ou residentes em Portugal deixou de estar restringida aos domingos e feriados e passou a ser possível escolher 52 dias por ano de acesso grátis, desde 1 de agosto deste ano.

 

Para garantir o acesso aos museus, monumentos e palácios, os visitantes devem apresentar o cartão de cidadão nas bilheteiras para um registo, a fim de se poder contabilizar, numa base de dados central, o limite dos 52 dias por cada ano civil.

MNSR acolhe performance no âmbito do Family Film Project

30 de Setembro, 2024

Integrado num festival internacional de cinema sobre arquivo, memória e etnografia, o Family Film Project, este evento pretende desafiar artistas e teóricos a explorarem a performatividade a partir de material ou conceitos de arquivo pessoal ou de terceiros. Dia 15 outubro, pelas 17 horas, com entrada livre.

 

O Family Film Project é um festival de cinema que decorre anualmente no Porto, desde 2012. Além das sessões de cinema, o Family Film Project organiza vários tipos de eventos culturais paralelos: exposições e instalações, filmes-concerto, performances em locais diversos da cidade, masterclasses, conferências e lançamentos de livros.

 

Com diversas linhas de atuação, o festival coloca-se nas barreiras concetuais entre o cinema e as outras artes e áreas de pensamento.

Na presente edição do Family Film Project, a secção Private Collection será dedicada ao pensamento de Foucault. A intenção é apresentar um conjunto de propostas performativas nos seus valores expandidos (interdisciplinaridade, deslocamentos espaciais, deslocamentos temáticos) capazes de dialogar com algumas das noções centrais de Foucault.

 

Na performance ‘Para escapar à normapatia: esquizoanálise para todos’, Susana Caló e Godofredo Enes Pereira exploram uma polifonia de material documental e de arquivo, de vídeo, imagem, histórias orais e música, para apresentar a sua investigação sobre o inconsciente institucional e a ideia de uma ‘análise militante’.

 

Sinopse

Um cineasta é chamado para filmar um hospital psiquiátrico. Decide dar a camara aos pacientes para serem eles a filmar a sua vida diária. Um grupo de pacientes oferece dinheiro a uma pessoa que sonha ser ciclista. Um cozinheiro que faz terapia na cozinha ao mesmo tempo que prepara as refeições. Uma cozinha que é também uma ópera. Uma creche em que as crianças é que mandam. Um motorista que nunca tirou a carta. Uma reunião semanal onde não se fala sobre nada. Um sistema de salários em que cada um recebe o que precisa. Uma lavandaria que é lugar de encontro. Dois investigadores que investigam a própria vida. Consultas de psicoterapia por carta. Uma vaga de cristal. Dizia Jean Oury que a normopatia era a nossa doença. Dizia Tosquelles que depois de conhecer pessoas normais nunca mais teve dificuldade em compreender os loucos. Estórias-máquinas para re-imaginar a política. Só através do desejo se pode ler o desejo.

 

Biografias

Susana Caló é investigadora em filosofia, psicopolítica e semiótica. Doutorou-se no Centro de Investigação em Filosofia Moderna Contemporânea, em Londres, com uma reconstrução da política da linguagem e da semiótica a partir do trabalho do ativista e psicanalista Félix Guattari. A sua investigação atual dedica-se a reconstruir histórias menores da psicanalise e psiquiatria nas suas intersecções com lutas político-sociais mais amplas, e a vida colectiva dos conceitos no pensamento francês do pós-guerra, através de histórias orais e construção de arquivos. É investigadora convidada no Centre for Humanities and Health, King’s College London e co-investigadora do projeto “Pragmatic Genealogy of Concepts” (KCL), financiado pela British Academy. É membro do coletivo Other Ways to Care, e co-fundadora da plataforma Chaosmosemedia.

 

Godofredo Enes Pereira é arquiteto, investigador e diretor do mestrado em Environmental Architecture no Royal College of Art, em Londres. É doutorado pelo Centre for Research Architecture da Goldsmiths University London. Na última década, tem vindo a desenvolver investigação, publicações e exposições sobre arquitetura ambiental, territórios existenciais e equipamentos coletivos. É co-investigador no projeto “Scales of Climate Justice” com financiamento da British Academy e fundador do GIT/Grupo de Investigação Territorial.

 

Desde 2017, Susana Caló e Godofredo Pereira trabalham no livro CERFI. Análise militante, Equipamento coletivo e Programação Institucional, com publicação prevista para 2024, pela Minor Compositions.

Conversa ‘Será possível viver sem misteriosidade? E o cérebro?’

27 de Setembro, 2024

“Será possível viver sem misteriosidade? E o cérebro?” é o tema da próxima sessão do Ciclo de Conversas no Palácio dos Carrancas, promovido pelos Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Com os professores Jaime Milheiro e Manuel Sobrinho Simões como oradores principais, a conversa terá moderação de Carlos Magno, encenação musical de Gil Milheiro e pinturas de Joaquim Pinto Vieira.

 

Dia 3 outubro, pelas 18 horas, no Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Inscrições através do email: amigosdomnsr@gmail.com

Iniciativa exclusiva para membros do Círculo Dr. José Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Desde a sua fundação, em 1940, os Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis têm colaborado com o Museu na realização, evolução, – promoção dos seus projetos e programas, na aquisição de obras de arte, – valorização e organização de espaços para o enriquecimento de coleções com nomes ligados ao mais ilustre do mundo das Artes e Letras.

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O papel fundamental do turismo na promoção da paz mundial

27 de Setembro, 2024

Celebra-se, hoje, o Dia Mundial do Turismo, sob o tema “Turismo e Paz”. Desde 1980, o Dia Mundial do Turismo é celebrado, anualmente, a 27 de setembro, por ter sido o dia que entraram em vigor as diretivas consideradas como mais marcantes para o turismo global.

 

A Organização Mundial do Turismo pretende demonstrar com esta comemoração, a importância do turismo e do seu valor cultural, económico e social.

 

A busca pela paz é um esforço contínuo, e o progresso através do turismo é mais relevante do que nunca. O setor pode desempenhar um papel vital como catalisador para promover a paz e o entendimento entre nações e culturas e no apoio a processos de reconciliação.

É nesta lógica que este ano, o Dia Mundial do Turismo, promovido pelo Turismo da ONU, tem como tema “Turismo e Paz”, sendo Tbilisi, capital da Geórgia, a anfitriã das celebrações oficiais do Dia Mundial do Turismo 2024, destacando a interseção entre viagens e harmonia global.

 

No alinhamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, destaca-se especialmente o ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes, que promove a paz global através do turismo responsável, enfatiza a importância da compreensão intercultural e da cooperação internacional. Pretende-se, assim, refletir sobre o papel fundamental do turismo na promoção da paz mundial.

 

Considerado um dos maiores setores económicos do mundo, de acordo com o Turismo da ONU, este setor assume-se de importância vital para a economia de muitos países, que têm no turismo um elemento essencial para o crescimento e desenvolvimento económico.

 

Sendo um setor que regista elevados índices de crescimento, o turismo não só apresenta benefícios económicos, como assume importância fulcral na promoção da cultura, língua e costumes de um país, povo ou população.

Exposição ‘De Passagem – Moçambique 1970–1973’ – Visita Orientada

23 de Setembro, 2024

Visita Orientada à Exposição De Passagem – Moçambique 1970–1973, pelo autor Mário Martins, integrada no circuito de inaugurações, no Porto, dos Encontros da Imagem. Dia 28 setembro, às 17 horas.

 

Entrada livre.

A exposição De Passagem, Moc?ambique 1970–1973, de Mário Martins, é uma extensão no Porto dos Encontros da Imagem – Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais, com programação da The Cave Photography e curadoria de Mafalda Martins, Miguel Refresco, Rui Pinheiro e Sérgio Correia.

 

Mário Martins nasceu em Vila Real a 25 de Junho de 1948, filho de pais flavienses. Como milhares de portugueses, foi chamado para a Guerra Colonial em 1970, mobilizado contra a sua vontade. Esteve em Moçambique como alferes miliciano numa companhia de intervenção independente, em operações no Niassa, Zambézia e Tete. De lá trouxe as vivências apresentadas nesta exposição, que revelam a sua preocupação social numa guerra que considerava sem sentido e que fortaleceram a sua afinidade com o movimento libertador do 25 de Abril de 1974. Este idioma universal que é a fotografia seduziu-o desde sempre, mas só em Moçambique se imbuiu profundamente na sua prática.

 

Um olhar sobre o olhar, revisitando este arquivo pessoal de fotografias originais, impressas há mais de 50 anos, é a proposta apresentada no Museu Nacional Soares dos Reis. Uma narrativa deambulante, que encerra em si partes de uma coleção organizada, comentada, parcialmente fechada e onde constam elementos inerentes à prática fotográfica e a experiências de impressão, anotações técnicas e processos químicos e físicos imanentes. Imagens que transcendem a data em que foram feitas, expondo-as à razão que as antecede, algures entre o exercício de contestação ou o acto de sobrevivência.

 

50 anos depois de Abril, a possibilidade de perscrutar a Guerra Colonial sob múltiplos aspectos, num diálogo intrínseco entre memória e contemporaneidade, que transpõe a história linear e a abre a novos entendimentos.

MNSR acolhe última série de conferências do Programa Siza Baroque

23 de Setembro, 2024

José Miguel Rodrigues, Joana Couceiro, Ana Tostões e Jorge Figueira são os oradores da segunda e última série de conferências no âmbito do Programa Siza Baroque, desenvolvido pelo Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto.

 

As conferências proporcionarão um olhar sobre a obra de Álvaro Siza através de três lentes distintas, com a realização de um debate final, moderado por Sílvia Ramos, investigadora do projeto.

 

O ciclo de conferências vai decorrer no dia 28 setembro, das 11h00 às 18h00, no Museu Nacional Soares dos Reis, onde está patente a Exposição ‘Siza, Câmara Barroca’.

 

A entrada é livre, sujeita a inscrição até ao dia 27 de setembro através de formulário online.

Cerimónia das Exéquias em Memória de D. Pedro IV, o “Libertador”

19 de Setembro, 2024

Por ocasião do 190º aniversário da morte de D. Pedro IV, irá decorrer a Cerimónia das Exéquias em Memória de D. Pedro IV, no dia 24 de setembro, pelas 21h30, na Igreja da Lapa, no Porto.

 

Do programa da cerimónia, faz parte a Evocação de D. Pedro IV de Portugal, I do Brasil e Leitura de elogio fúnebre; e um concerto com a participação do Coro Polifónico da Lapa, Grupo Coral de Ribeirão, Alexandra Quinta e Costa (soprano), Banda do Exército (destacamento do Porto), Filipe Veríssimo (órgão), João Veríssimo (piano), sob direção do Capitão Artur Cardoso.

D. Pedro I do Brasil ou D. Pedro IV de Portugal, “o Libertador”, foi o primeiro Imperador do Brasil como Pedro I de 1822 até sua abdicação em 1831, e também Rei de Portugal e Algarves como Pedro IV entre março e maio de 1826. Era o quarto filho do rei João VI de Portugal e da rainha Carlota Joaquina da Espanha.

 

Um dos pontos de visita obrigatória no âmbito da Rota Porto Liberal é o Museu Nacional Soares dos Reis, cuja origem remonta ao Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem à sua guarda algumas peças que constituíram a farda de Coronel de Caçadores nº 5, usada por D. Pedro de Alcântara, duque de Bragança, durante o Cerco do Porto: dolman, colete, boné, chapéu armado, espada, talabarte, boldrié (cinturão com talim para suspensão de espada) óculo, porta-mapas.

 

A primeira sala da nova exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, em rotatividade, os elementos dos uniformes utilizados por D. Pedro durante a guerra civil.

 

Recorde-se que a Rota Porto Liberal foi criada em 2017, agregando várias entidades: Câmara Municipal do Porto, Direção Regional de Cultura do Norte, Exército Português, Venerável Irmandade de Nª Sª da Lapa, Museu e Igreja da Misericórdia do Porto e Museu Nacional Soares dos Reis, na divulgação dos lugares associados a esse tempo de luta e ao contributo dado por D. Pedro IV, também libertador do Brasil e seu primeiro imperador, enquanto país independente.

 

Descubra a Rota aqui

MNSR acolhe lançamento do livro ‘Gente do Porto e da Ordem da Trindade’

18 de Setembro, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis recebe, no próximo dia 26 de setembro, pelas 18 horas, a sessão de lançamento do livro “Gente do Porto e da Ordem da Trindade”, de Luís Lima. A apresentação estará a cargo do Prof. Doutor Mário Bruno Pastor, sendo uma oportunidade para conhecer histórias sobre os benfeitores, médicos e corpos gerentes que ajudaram a minimizar as carências sociais da cidade, especialmente através da Farmácia, Hospital, Liceu e Lar da Ordem da Trindade.

 

A Celestial Ordem Terceira da Santíssima Trindade é uma instituição com uma história que se confunde com a da cidade do Porto desde o século XVIII.

 

Fundada a 14 de maio de 1755 e com um património histórico, artístico, cultural, religioso e assistencial sem paralelo, a Ordem da Trindade realiza ações de serviço e responsabilidade social com um papel ativo no apoio aos mais idosos, promovendo o debate na comunidade sobre como todos podemos contribuir para uma sociedade mais inclusiva. Conta, para isso, com um conjunto de Irmãos diretamente vinculados às suas atividades.

 

Em 2020, no ano em que celebrou 265 anos, iniciou um importante projeto de reabilitação das suas infraestruturas, nomeadamente a reestruturação do hospital, a ampliação das Unidades de Cuidados Continuados e a criação das condições para um novo espaço de exposição da história e do espólio da Ordem.

Visita orientada com interpretação em Língua Gestual Portuguesa

17 de Setembro, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis promove, no próximo dia 26 setembro, pelas 15 horas, uma visita orientada à exposição temporária evocativa dos 50 Anos do Centro de Arte Contemporânea, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa – LGP.

 

As visitas são abertas à participação de todos os interessados, não sendo exclusivas para pessoas Surdas, estando sujeitas a inscrição prévia que pode ser efetuada aqui.

 

Visando proporcionar uma experiência mais inclusiva e acessível a pessoas surdas, o Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) promove um ciclo de visitas orientadas, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa – LGP. A iniciativa resulta de um protocolo de colaboração estabelecido com o Município de Vila Nova de Famalicão, através do qual é assegurada a colaboração de Luísa Peixoto, Tradutora e Intérprete em Língua Gestual Portuguesa.

 

Estas visitas guiadas inclusivas serão realizadas a áreas temáticas da Exposição de Longa Duração do MNSR, bem como às exposições temporárias patentes no Museu.

‘CAC – 50 anos: A Democratização Vivida’ é a mais recente exposição temporária, evocativa dos 50 Anos do Centro de Arte Contemporânea, o qual nasceu e permaneceu no Museu Nacional Soares dos Reis entre 1976 e 1980, graças aos contributos de Fernando Pernes, Etheline Rosas e Mário Teixeira da Silva.

 

Durante este período foram promovidas cerca de 100 exposições e várias atividades culturais. Alberto Carneiro, Ângelo de Sousa, Álvaro Lapa, Júlio Pomar, Emília Nadal, Eduardo Nery, entre tantos outros, mostraram as suas obras de forma antológica pela primeira vez no Porto.

 

Com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, a exposição ‘Centro de Arte Contemporânea –  50 anos: A Democratização Vivida’ recria alguns dos seus momentos expositivos, trazendo à luz muitos documentos gráficos pouco conhecidos.

 

Integrando o programa oficial das Comemorações dos 50 Anos do 25 de abril, a mostra fica patente no Museu Nacional Soares dos Reis até ao final de 2024, contando com o apoio mecenático do BPI e Fundação “la Caixa”, e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

123º Aniversário de Nascimento do poeta e escritor José Régio

17 de Setembro, 2024

No dia em que se assinala o 123º Aniversário de Nascimento de José Régio, recordamos a exposição «José Régio [Re]visitações à Torre de Marfim», comissariada por Rui Maia, e apresentada no Museu Nacional Soares dos Reis em 2021.

 

José Régio é o pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira. Nasceu em 17 setembro de 1901, em Vila do Conde, cidade onde viveu a infância e adolescência e fez os primeiros estudos.

 

Após uma estadia de dois anos no Porto, para concluir o 3.º ciclo do curso liceal, foi para Coimbra para frequentar a Faculdade de Letras. Aí se licenciou em Filologia Românica, em 1925, defendendo a tese intitulada “As correntes e as individualidades na Moderna Poesia Portuguesa”, trabalho onde foi feita, pela primeira vez, a apologia dos poetas da revista Orpheu.

Cedo, iniciou a sua atividade literária em jornais e revistas. É de salientar a colaboração de José Régio, já na década de 20, nas revistas portuenses Crisálida e A Nossa Revista e também nas coimbrãs Bizâncio e Tríptico. Mas foi em Coimbra que consolidou as suas qualidades literárias, fruto do intenso contacto com os livros que vieram a influenciar a sua obra, como ainda pelo convívio com os intelectuais que marcaram um dos períodos mais fecundos do séc. XX, tanto na criação literária como na crítica.

 

No ano seguinte à conclusão da licenciatura, publicou o seu primeiro volume de poesia Poemas de Deus e do Diabo, assinando-o com o pseudónimo literário José Régio.

 

Em março de 1927, fundou com João Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca, a revista Presença que durou treze anos e foi considerada o órgão divulgador do “segundo modernismo”.

 

Concluído o Curso da Escola Normal, iniciou a carreira docente, com uma breve experiência como professor provisório, no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, até ser nomeado, em 1930, professor efetivo no liceu de Portalegre, cargo que exerceu até se reformar, em 1962.

 

Desde então, viveu alternando a sua residência entre Vila do Conde e Portalegre, até que em 1966, se instalou definitivamente em Vila do Conde.

 

José Régio morreu a 22 de dezembro de 1969, vítima de doença cardíaca.

 

Em 2021, o Museu Nacional Soares dos Reis apresentou a exposição «José Régio [Re]visitações à Torre de Marfim». Uma mostra de poesia e desenho que permite um maior conhecimento da produção de José Régio.

 

Desenhos de cariz intimista, referências do imaginário do poeta, fixados a tinta-da-china, aguada, lápis de cor e cera pigmentada, consolidando o risco prévio a grafite, marcam o manuscrito do autor, ora incluídos na tessitura do poema, ora antecipando-o ou sucedendo-o, materializando a impressão fugaz que lhe parecia escapar, lê-se na apresentação feita pelo curador Rui Maia.

 

Esta mostra é resultado das atividades do grupo de trabalho nacional estruturado no âmbito da evocação dos 50 anos da morte de José Régio, que se assinalou em 2019.

Em setembro, descobrimos o ‘Esquife’ do Convento de Santa Clara

16 de Setembro, 2024

Público
Jovens e adultos

 

Ingresso
Entrada gratuita

 

Inscrições
Formulário online (até 48 horas de antecedência)

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, na rubrica A Peça do Mês – A Escolha do Público, um ‘Esquife’ proveniente do Convento de Santa Clara de Vila do Conde. As sessões comentadas, por Paula Oliveira, decorrem nos dias 25 setembro (13h30) e 26 setembro (18h00). Inscrições a decorrer.

 

Um esquife que servia para enterrar as freiras” é a informação que chegou até nós e que recorda a primitiva função desta peça no grandioso Convento de Santa Clara de Vila do Conde. Foi executado em pau-preto e latão dourado, materiais utilizados pelos ensambladores portugueses em finais do século XVII para a criação das suas melhores obras.

 

Situado numa pequena colina, na periferia da malha urbana de Vila do Conde, com vistas sobre o vale do rio Ave e sobre a própria cidade, o Convento de Santa Clara foi fundado em 1318 por D. Afonso Sanches, filho ilegítimo do rei D. Dinis e sua mulher D. Teresa Martins, com o intuito de acolher senhoras da nobreza com poucos recursos.

 

Foi doado no ano seguinte à Ordem de Santa Clara, tendo funcionado como convento feminino até à sua extinção no século XIX. O edifício conventual foi parcialmente reedificado em 1777, sendo alvo de sucessivas alterações até finais do século XX.

 

Integrado num vasto conjunto monumental, que integra também a Igreja Gótica de Santa Clara, o respetivo claustro e o aqueduto, a sua volumetria assume-se de forma majestosa perante a vila e sobre o vale do rio Ave, com uma imagem neoclássica.

Visita Orientada à Exposição De Passagem – Moçambique 1970–1973

16 de Setembro, 2024

Visita Orientada à Exposição De Passagem – Moçambique 1970–1973, com os curadores Rui Pinheiro, Sérgio Correia e Mafalda Martins. Dia 18 setembro, às 15 horas. Inscrições a decorrer comunicacao.mnsr@museusemonumentos.pt

 

A visita vai apresentar questões relacionadas com a prática fotográfica, a abordagem dos arquivos, a instalação expositiva, a par de questões históricas e de enquadramento com a Guerra Colonial.

A exposição De Passagem, Moc?ambique 1970–1973, de Mário Martins, é uma extensão no Porto dos Encontros da Imagem – Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais, com programação da The Cave Photography e curadoria de Mafalda Martins, Miguel Refresco, Rui Pinheiro e Sérgio Correia.

 

Mário Martins nasceu em Vila Real a 25 de Junho de 1948, filho de pais flavienses. Como milhares de portugueses, foi chamado para a Guerra Colonial em 1970, mobilizado contra a sua vontade. Esteve em Moçambique como alferes miliciano numa companhia de intervenção independente, em operações no Niassa, Zambézia e Tete. De lá trouxe as vivências apresentadas nesta exposição, que revelam a sua preocupação social numa guerra que considerava sem sentido e que fortaleceram a sua afinidade com o movimento libertador do 25 de Abril de 1974. Este idioma universal que é a fotografia seduziu-o desde sempre, mas só em Moçambique se imbuiu profundamente na sua prática.

 

Um olhar sobre o olhar, revisitando este arquivo pessoal de fotografias originais, impressas há mais de 50 anos, é a proposta apresentada no Museu Nacional Soares dos Reis. Uma narrativa deambulante, que encerra em si partes de uma coleção organizada, comentada, parcialmente fechada e onde constam elementos inerentes à prática fotográfica e a experiências de impressão, anotações técnicas e processos químicos e físicos imanentes. Imagens que transcendem a data em que foram feitas, expondo-as à razão que as antecede, algures entre o exercício de contestação ou o acto de sobrevivência.

 

50 anos depois de Abril, a possibilidade de perscrutar a Guerra Colonial sob múltiplos aspectos, num diálogo intrínseco entre memória e contemporaneidade, que transpõe a história linear e a abre a novos entendimentos.

Campanha promocional em livros e catálogos prolongada

6 de Setembro, 2024

A campanha de promoção em vários livros, revistas e catálogos à venda na loja do Museu Nacional Soares dos Reis, vai ser prolongada até final do mês de setembro. O MNSR possibilita assim a todos os interessados um prazo mais alargado para aquisição a preço promocional, com descontos até 50%, de várias publicações do Museu.

 

Abordando temáticas diversas relacionadas com a Arte e o Património, os títulos disponíveis podem ser adquiridos – a preços mais convidativos – durante o horário normal de funcionamento do Museu Nacional Soares dos Reis (de terça a domingo, das 10h00 às 18h00). Entrada livre.

Entre os vários títulos disponíveis, destacam-se:

 

  • AZUL E OURO

O catálogo resulta do levantamento extenso, realizado nas coleções públicas e privadas portuguesas, de objetos em esmalte produzidos nas oficinas de Limoges e de peças de ourivesaria com essa matéria com as mais variadas origens de fabrico. Traz, ainda, a público estudos desenvolvidos nos últimos anos e permite posicionar as peças pertencentes a coleções portuguesas num quadro patrimonial de abrangência europeia.

 

  • JULIO RESENDE. A PALAVRA E A MÃO

Catálogo da exposição que tem como fio condutor a relação do pintor com escritores como Vergílio Ferreira, Eugénio de Andrade, Mário Cláudio, Vasco Graça Moura, Fernando Namora ou Viale Moutinho, que abordaram o seu trabalho em diferentes momentos do seu longo itinerário artístico. Contempla outras dimensões da relação entre a palavra e a imagem, nomeadamente através das ilustrações literárias a que Júlio Resende se dedicou, da banda desenhada e do desenho humorístico, que desde cedo publicou na imprensa, e da produção de figurinos e cenários para textos dramáticos levados à cena pelo Teatro Experimental do Porto, pelo Teatro Experimental de Cascais e pela Seiva Trupe.
Pintura e desenho, estudos e projetos destinados a uma prática artística abrangente e de grande cunho experimental permitem observar Júlio Resende entre a imagem e o texto, na multiplicidade de discursos a que se soube adaptar e que sobre ele foram elaborados.

 

  • FÁBRICA DE LOIÇA DE MIRAGAIA

Catálogo da exposição dedicada à Fábrica de Louça de Miragaia, a qual teve a sua duração temporal desde 1775 até meados do século XIX. Este estudo permite conhecer o seu espaço, processos de fabrico e conspecto social, para além, de apresentar o “livro de receitas cerâmicas” da fábrica. O catálogo contém imagens de loiça decorativa e utilitária, com a respetiva descrição, dimensão, período de fabrico e marca.

 

  • JOÃO ALLEN. COLECIONAR O MUNDO

Catálogo da exposição sobre João Allen nos 170 anos da sua morte. Os comissários, Rui Morais e José Costa Reis, com a colaboração da família de João Allen e das outras instituições que detêm coleções que lhe pertenceram, Câmara Municipal do Porto e Misericórdia do Porto, partiram do estudo do passaporte da viagem a Itália que João Allen realizou em 1826/1827 e criaram uma exposição que traça o percurso dessa viagem e mostra a sua influência na abertura do museu deste colecionador na cidade do Porto, em 1837.

 

  • METAMORFOSES DA HUMANIDADE (BILINGUE), GRAÇA MORAIS

“Metamorfoses da Humanidade” é um catálogo bilingue da exposição que esteve patente no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, no Museu Nacional de Arte Contemporânea e no Museu Nacional Soares dos Reis. Trata-se de um conjunto de mais de oito dezenas de desenhos e pinturas sobre papel, todos de 2018, onde assistimos do lado de cá da tela a uma reflexão silenciosa sobre a natureza humana, em temas tão densos e pouco felizes como a guerra, a perda absoluta, a fome, a morte e o sofrimento. A esperança, essa, surge apenas como uma réstia, uma luz ao fundo de um túnel que parece não ter fim à vista.

Exposição ‘Memória Próxima’ de João Paulo Serafim

5 de Setembro, 2024

Ao longo de 2024, numa residência artística no Museu Nacional Soares dos Reis, João Paulo Serafim explora os temas basilares do seu trabalho num processo que intitulou de Memória Próxima. O resultado dessa residência será apresentado no formato de exposição, no Museu Nacional Soares dos Reis, a partir de 21 setembro.

 

Em Memória Próxima, João Paulo Serafim parte da sua experiência pessoal e do período em que esteve em residência no Museu Nacional Soares dos Reis, entre os meses de junho e agosto, para pensar o Museu como espaço heterotópico, de alta cultura, mas também como espaço de representação natural através das obras de arte e da fauna existente no jardim, onde inúmeras aves encontram refúgio no meio da cidade. Jardim esse que preserva a memória do primeiro Velódromo do país, fundado em 1893, o Real Velo Club do Porto.

 

Neste projeto, o autor deambula pelos vários espaços que constituem o MNSR, pelas galerias de exposição permanente cruzando-se com os visitantes; pelas diversas reservas onde as peças aguardam no escuro; pela biblioteca onde se procuram referências às obras expostas ou ao mundo animal; pelos vários espaços exteriores numa tentativa de registar em momentos fugazes a presença das várias aves identificadas. Numa tentativa de repetir gestos, outrora realizados, numa sugestão de velódromo deixada pelo arquiteto Távora aquando das obras de requalificação, pedalando anacronicamente ou apenas a sua vivência pela cidade do Porto e da sua estadia na casa de amigos onde as leituras e objetos se cruzavam com a sua pesquisa.

 

Este projeto constitui, também, uma reação ao espaço onde o trabalho será mostrado, uma galeria situada entre o espaço do Jardim e a galeria de esculturas, onde as obras de Soares dos Reis imperam. Um museu onde obras icónicas da cultura nacional são revisitadas e apropriadas e na qual se experimentam outras leituras, no encontro com pessoas que trabalham na instituição, e que, na “sombra” possibilitam o seu funcionamento. É neste gesto processual de olhar, habitar o espaço do museu, da casa e da cidade que João Paulo Serafim deambula.

125 anos do bronze ‘A Caridade’ de António Teixeira Lopes

5 de Setembro, 2024

No Dia Internacional da Caridade que hoje se celebra, evocamos o 125º aniversário do bronze ‘A Caridade’, de Teixeira Lopes, datado de 1899 e pertencente ao acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, sendo um exemplar fidedigno do modelo da Caridade pertencente à Casa-Museu Teixeira Lopes.

 

O respetivo mármore relaciona-se com o jazigo de A. Caetano de Carvalho no Cemitério de Agramonte, no Porto, sobre o qual Teixeira Lopes escreveu nas suas Memórias dizendo ter sido um dos seus melhores trabalhos.

 

A interpretação da Caridade segue os parâmetros do Naturalismo afastando-se da iconografia tradicional, que punha em cena uma mulher cobrindo com o manto crianças famintas.

 

Em vez disso, Teixeira Lopes foca-se na expressão de sofrimento de uma irmã da Caridade, caraterizada à época, amparando crianças desnutridas. Debaixo da touca vê-se o rosto de olhar perdido, enquanto as mãos emagrecidas amparam a custo os meninos desvalidos.

O Dia Internacional da Caridade, proclamado pela ONU em 2012, celebra-se anualmente a 5 de setembro, data que assinala o aniversário da morte de Madre Teresa de Calcutá.

 

Este dia é uma chamada de atenção para a necessidade de erradicar a pobreza e concretizar os objetivos da «Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável».

Museu Nacional Soares dos Reis distinguido com Prémio Tripexpert 2024

5 de Setembro, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis acaba de ser distinguido com mais um prémio de prestígio, sendo reconhecido como uma das atrações mais bem avaliadas da cidade do Porto. O MNSR recebe esta distinção pelo segundo ano consecutivo.

 

Em 2024, o Prémio Tripexpert Experts’ Choice é concedido a menos de 3% das atrações listadas, representando os melhores hotéis, restaurantes e centros turísticos e culturais do mundo, sendo a única distinção do setor baseada em avaliações profissionais.

Para atribuir esta distinção, o Tripexpert baseia-se em artigos escritos por guias de viagens, de jornalistas, escritores e outros profissionais ligados à área do turismo e das viagens, apenas considerando conteúdo escrito por pessoas credíveis, que fornecem conselhos confiáveis ??e imparciais aos viajantes e visitantes.

 

Com mais de 2.600 comentários de visitantes nas plataformas Google e Tripadvisor, o Museu Nacional Soares dos Reis ocupa o top 10 das atrações do Tripexpert, com críticas e avaliações positivas de fontes reconhecidas e credenciadas, de que são exemplo Michelin Guide, Time Out, Vogue, Lonely Planet, Fodor’s ou U.S. News & World Report.

 

Recentemente galardoado com o Prémio Museu do Ano 2024, pela Associação Portuguesa de Museologia, o Museu Nacional Soares dos Reis foi também distinguido com o Prémio Travelers’ Choice 2024 do Tripadvisor. Atribuídas desde 2011, estas distinções distribuem-se nas categorias de alojamento, restaurantes e atrações em todo o mundo que propiciaram continuamente a melhor experiência aos clientes/visitantes.

 

O que dizem sobre o MNSR

 

This museum in the Carrancas Palace has permanent collections of Portuguese painting and sculpture, including, in particular, sculptures by Soares dos Reis (1847-1889).

– Michelin Guide

 

Porto’s best art museum presents a stellar collection ranging from Neolithic carvings to Portugal’s take on modernism, all housed in the formidable Palácio das Carrancas.

– Lonely Planet

 

Art lovers will appreciate the expansive collection housed here, as well as the ornate building itself. Occupying a former royal residence, the museum features much of the work of its namesake.”

– U.S. News & World Report

140 anos da pintura ‘Interior (Costureiras trabalhando)’

4 de Setembro, 2024

Marques de Oliveira realizou esta pintura há 140 anos (em 1884), poucos anos após o regresso do seu pensionato em França e em Itália, entre 1873 e 1879.

 

Neste óleo sobre tela é representada uma cena de intimidade doméstica, bem definida no título original que o pintor lhe atribuiu quando expôs ‘Entre o almoço e o jantar’.

 

A obra revela um sentido de composição e tratamento da luz de grande qualidade plástica associado a uma rara riqueza narrativa.

 

Uma novidade inesperada nesta representação é o diálogo entre o interior, onde tudo se passa, numa atmosfera intimista, e a paisagem representada ao fundo, de onde emana a luz intensa que invade o interior em sentido oblíquo e se vê projetada na mancha branca da toalha posta sobre a mesa e na transparência da garrafa.

Sobre Marques de Oliveira

João Marques de Oliveira, pintor realista e introdutor do naturalismo em Portugal. Natural do Porto, a vocação para o desenho expressa desde a infância levou-o, com onze anos de idade, a ingressar na Academia Portuense de Belas Artes, nas aulas de Desenho Histórico, Arquitetura Civil e Perspetiva.

 

Em 1873, partiu para Paris com o colega Silva Porto, na qualidade de pensionista na classe de Pintura Histórica. Na cidade luz, Marques de Oliveira prosseguiu os estudos na Escola Nacional de Belas Artes com os professores Alexandre Cabanel e M. Yvon e teve oportunidade de contactar com alguns movimentos pictóricos, como o naturalismo da Escola de Barbizon e o Impressionismo, e de efetuar visitas de estudo à Holanda, à Bélgica e à Itália.

 

As suas obras deste período foram, por diversas vezes, agraciadas com medalhas e menções honrosas. Como prova final do pensionato apresentou o quadro Céfalo e Prócris (na imagem).

Céfalo e Prócris, de Marques de Oliveira

No regresso ao país em 1879, numa época conturbada no meio artístico portuense, dominada pelo aceso debate sobre a reforma académica e do ensino das Belas-Artes, Oliveira e Silva Porto introduziram a Pintura de Ar Livre em Portugal e foram nomeados Académicos de Mérito da APBA.

 

Neste contexto, surgiu no Porto, em 1880, o Centro Artístico Portuense, uma associação de artistas que buscavam o progresso das artes em Portugal, tal como em Lisboa pretendia o Grupo de Leão, de Silva Porto. Na primeira eleição para a direção desta instituição, o escultor Soares dos Reis assumiu a presidência e Marques de Oliveira a vice-presidência, integrando também o conselho técnico.

 

Pelo decreto de 26 de Maio de 1911, as Academias de Belas Artes deram lugar a três Conselhos de Arte e Arqueologia, ficando a Circunscrição do Porto (a 3ª) a tutelar o Museu Portuense que passou então a denominar-se Museu Soares dos Reis.

 

Em 1913 deixou o cargo de diretor da Escola de Belas Artes do Porto para assumir o de diretor do Museu Soares dos Reis, mantendo, no entanto, os seus cargos no Conselho de Arte e Arqueologia. Em 1926 foi compelido a abandonar a docência, por ter excedido a idade limite permitida pela nova lei, mas também por motivos de saúde. Faleceu, no Porto, a 9 de outubro de 1927.

Visita-Oficina ‘Na pele do artista Amadeo de Souza-Cardoso’

4 de Setembro, 2024

Um grupo de 50 crianças, dos 5 aos 9 anos, alunos da Escola Montessori do Porto, participou hoje na Visita-Oficina ‘Na pele do artista Amadeo de Souza-Cardoso’, no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A atividade começou com uma visita à obra de Amadeo de Souza-Cardoso que se encontra exposta no Museu, tendo sequência com uma oficina didática, na qual foi realizada uma composição artística com recurso a técnicas mistas, de pintura, desenho e colagens. As mesmas técnicas utilizadas por Amadeo de Souza-Cardoso nas suas obras.

 

Amadeo descobriu muito cedo que gostava de pintar.  Em criança fazia desenhos e até pintou as portas de um armário de sua casa. Mais tarde, enquanto estudante, fez caricaturas de personagens e depois desenhos de animais a tinta-da-china que decorou com linhas.

 

Em Paris, inspirado pelos seus amigos artistas e pelos estudos que fez, Amadeo criou o seu próprio estilo, experimentando o que mais gostava do que tinha visto e estudado. Nas suas obras começam a aparecer fragmentos de muitas coisas: objetos, figuras geométricas e até palavras, em diferentes planos e com muitas cores. Que objetos e palavras são essas? Que cores e figuras ele utiliza? O que nos transmitem? O grande desafio desta atividade é questionar não só o que vemos na obra, mas também o que dizemos sobre ela e o que nos faz sentir.

 

Com o início de um novo ano letivo agendado para breve, o Museu Nacional Soares dos Reis pretende continuar a posicionar-se como parceiro estratégico da comunidade educativa, proporcionando oportunidades de envolvimento e reflexão sobre temas diversos relacionados, não só com o património, mas também com assuntos prementes da atualidade. O Programa para a Comunidade Educativa 2024/2025 já se encontra disponível e pode ser consultado aqui.