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Felicidade Ramos

Em agosto, descobrimos a «Cancela Vermelha» de Silva Porto

11 de Agosto, 2023

Sessões comentadas
30 agosto (13h30) e 31 agosto (18h30)


Inscrições
comunicacao@mnsr.dgpc.pt

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 20 participantes

Público
Jovens e adultos

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, na rubrica A Peça do Mês – A Escolha do Público, o óleo sobre madeira «Cancela Vermelha», de autoria de Silva Porto. As sessões comentadas decorrem nos dias 30 agosto (13h30) e 31 agosto (18h30). Inscrições a decorrer.

 

Cancela Vermelha
Silva Porto (1850-1893)
1878-1879
Óleo sobre madeira

 

A peça pertenceu à coleção do Conde do Ameal (Dr. Ayres de Campos) tendo sido vendida no leilão da coleção em 1921.

 

Integra a Doação Honório de Lima (DHL), feita a favor da Câmara Municipal do Porto em 1941. Elisa Adelaide Bessa Lima, viúva de Eduardo Honório de Lima, em cumprimento da disposição do marido, celebrou, com a Câmara Municipal do Porto, a 17 de Maio de 1941, escritura de doação de 21 quadros da autoria de Silva Porto.

 

O conjunto de 21 obras que constitui a Doação Honório de Lima ficou associado ao Inventário Geral do Museu Municipal do Porto de 1938/39, cujo acervo foi depositado no Museu Nacional de Soares dos Reis em 1940/41.

 

António Carvalho da Silva Porto (1850 – 1893)

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.

 

Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.

 

Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.

 

Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.

Visita Orientada aos Tesouros Nacionais da coleção do Museu

10 de Agosto, 2023

Uma Visita Orientada aos Tesouros Nacionais da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis é a proposta para o final de tarde do próximo dia 17 agosto, pelas 18 horas, em mais uma sessão do ciclo Quintas fora d’horas. Entrada livre.

 

Inscrições aqui.

O Museu Nacional Soares dos Reis possui um conjunto de 10 peças classificadas como bens de interesse nacional, também designadas de Tesouros Nacionais. Uma classificação atribuída aos objetos de incontestável valor nacional pela sua antiguidade, autenticidade, criatividade, exemplaridade, memória, originalidade, raridade ou singularidade.

 

A realização desta Visita Orientada é, assim, uma excelente oportunidade para percorrer as galerias da nova Exposição de Longa Duração do Museu, detendo particular atenção nas obras de maior relevo.

 

Lista dos Tesouros Nacionais no MNSR

 

O Desterrado
António Soares dos Reis (1847-1889)
1872
Mármore de Carrara

 

Autorretrato de Aurélia de Souza
Aurélia de Sousa (1866-1922)
c. 1900
Óleo sobre tela

 

Casas brancas de Capri
Henrique Pousão (1859-1884)
1882
Óleo sobre tela

 

Busto relicário de São Pantaleão
Autoria desconhecida
Séculos XV e XVI
Prata branca, dourada e pintada; esmaltes; ouro, quartzo hialino

 

Crossa de báculo episcopal
Antonio Arrighi  (ourives)
1740
Prata fundida, cinzelada; dourada

 

Conde de Ferreira
António Soares dos Reis (1847-1889)
1876
Gesso original

 

Janela das persianas azuis
Henrique Pousão (1859-1884)
1882-1883
Óleo sobre madeira

 

Senhora vestida de preto
Henrique Pousão (1859-1884)
1882
Óleo sobre madeira

 

Cruz e Galhetas
Conjunto de cruz-relicário do Santo Lenho e par de galhetas eucarísticas
Índia
Finais do séc. XVII/ inícios do século XVIII

 

Par de Pulseiras
Bronze final Atlântico /1.ª Idade do Ferro – séculos VII / VI (final) a.C.
Achado casual no Rocio de São Sebastião, Castro Verde, Portugal

Visita Orientada «Entre o sol que desenha e a sombra do atelier»

9 de Agosto, 2023

No âmbito da programação proposta para as Quintas fora d’horas, decorre amanhã, dia 10 agosto, pelas 18 horas, uma visita guiada gratuita, com especial incidência nas galerias com trabalhos de Silva Porto e Henrique Pousão.

 

Inscrições aqui.

Em 1867, as Academias de Belas Artes iniciam a atribuição de bolsas a alunos no estrangeiro. Silva Porto (1850-1893) e Marques de Oliveira (1853-1927) foram os primeiros bolseiros em Pintura.

 

Ingressaram na École des Beaux-Arts de Paris em 1873 e, na floresta de Barbizon, conviveram com um grupo de artistas seguidores da pintura de ar livre focando-se nos efeitos da luz sobre a paisagem.

 

Também Henrique Pousão seguiu para Paris em 1880. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Biografias

António Carvalho da Silva Porto (1850 – 1893)

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.

 

Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.

 

Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.

 

Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.

 

João Marques de Oliveira (1853 – 1927)

Começou a sua aprendizagem artística muito novo com o mestre particular António José da Costa, matriculando-se em seguida na Academia Portuense de Belas Artes.

 

Colega de curso de Silva Porto, com ele continuaria, entre 1873 e 1879, como pensionista do Estado no estrangeiro, Marques de Oliveira na classe de Pintura Histórica, Silva Porto na de Pintura de Paisagem. Partiu para Paris no final de 1873 e em 1874 inscreveu-se na Escola Nacional de Belas Artes de Paris.

 

Ligado à pintura histórica por dever de pensionato e, mais tarde, de docência, Marques de Oliveira manifestou sempre uma grande sensibilidade pela natureza e pelos estudos de paisagem, que tentou fixar em pequenas impressões. A sua atividade como professor foi notável, levando os alunos ao contacto direto com a natureza, mas insistindo sempre na qualidade do desenho como base de qualquer obra.

 

À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do naturalismo em Portugal. Faleceu em 1927 e em 1929 foi-lhe prestada homenagem no Porto com a inauguração de um monumento (de autoria de Soares dos Reis) em sua honra, no Jardim de S. Lázaro.

 

Henrique Pousão (1859-1884)

Desde cedo que a família lhe reconhecera talento, manifesto sobretudo em retratos a lápis. Com 10 anos passa a residir em Barcelos e, em 1872, fixa-se no Porto. É nesta cidade que frequenta o atelier do pintor António José da Costa para preparar a entrada na Academia Portuense de Belas-Artes (1872). Muito influenciado por Marques de Oliveira, regressado de Paris em 1879, Pousão ganha o concurso de pensionista, chegando a Paris no final do ano de 1880, acompanhado de Sousa Pinto (1856 – 1939).

 

Em Espanha, tinha visitado já o Museu do Prado e antes de ingressar no atelier de Cabanel e de Yvon, visitou também galerias de arte e museus em Paris, e conheceu o Impressionismo, especialmente em 1881 na região francesa de Puy-de-Dômes, aldeia de Saint-Sauves.

 

Neste ano, muda-se para Roma, onde aluga um atelier e, em 1882, produz significativas obras, também em Nápoles e Capri. Paisagens de um poético e vibrante cromatismo, em exercícios de captação de luz, pinturas de género como Cecília (MNSR), e retratos, com Senhora Vestida de Preto (MNSR), realizado já em Paris, revelam a sua modernidade, invulgar no panorama artístico português.

 

Vitimado aos 25 anos pela tuberculose, a sua obra adquire importância décadas mais tarde.

Dia Internacional da Juventude com entrada gratuita para jovens

9 de Agosto, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis assinala o Dia Internacional da Juventude no próximo sábado, 12 de agosto, concedendo entrada gratuita a todos os jovens até aos 29 anos.

 

Os visitantes dos 12 aos 29 anos são também convidados a partilhar selfies nas suas contas de Instagram tiradas junto a retratos, autorretratos ou bustos da exposição de longa duração, utilizando adereços distribuídos nas salas do Museu.

Os jovens participantes vão colocar-se lado a lado de pinturas e esculturas de artistas portugueses representativos da coleção do Museu como Artur Loureiro, José Malhoa, António Teixeira Lopes e Marques de Oliveira e por um dia serão os principais embaixadores do Museu junto dos seguidores do Instagram.

 

atividade InstaSelfie | Dia Internacional da Juventude decorre das 10h00 às 15h00 com a captação de imagens nas galerias do Museu e respetiva publicação nas contas de Instagram dos visitantes. Nas suas publicações, deverá estar identificada a conta oficial do MNSR no Instagram. Às 17h00 o Museu contabiliza o número de likes de cada imagem e às 17h30 serão entregues prémios na loja do Museu distinguindo os vencedores por cada um dos 3 escalões etários – dos 12 aos 17 anos, dos 18 aos 23 e dos 24 aos 29.

 

O Dia Internacional da Juventude é assinalado em Portugal desde 1999 com o objetivo de promover o potencial transformador da juventude na sociedade e na sustentabilidade social, económica e ambiental. As Nações Unidas definiram como tema para a edição de 2023 «Competências verdes para a juventude: Rumo a um mundo sustentável».

Apresentação do livro «Um museu para todos. O olhar de cada um»

8 de Agosto, 2023

«Um museu para todos. O olhar de cada um» é o título do livro de contos que será apresentado no próximo dia 24 agosto, no Museu Nacional Soares dos Reis, a partir das 19 horas, em mais uma sessão da iniciativa Quintas fora d’horas. Entrada livre.

O livro reúne um conjunto de 10 contos inspirados em 10 peças do acervo do Museu de Lamego, narrativas inéditas assinadas por dez reconhecidos nomes da literatura portuguesa – Andréa Zamorano, Filipa Martins, João Morales, Manuela Gonzaga, Manuel da Silva Ramos, Nuno Camarneiro, Ricardo Fonseca Mota, Rita Taborda Duarte, Rui Zink e Tiago Salazar.

 

Dando forma ao encontro entre a Literatura e o Museu de Lamego, a sua história e suas coleções, livro resulta da exposição homónima, sendo que ambos brotaram da primeira edição de Textemunhos, o Festival Literário, promovido pelo Museu de Lamego, em outubro de 2022, com a finalidade de ensaiar uma maior cumplicidade entre os museus e a Literatura.

 

Num conjunto de iniciativas desenhado em colaboração com o jornalista programador João Morales e o escritor e jornalista Tiago Salazar, decorreu, entre lançamentos, mesas-redondas, leituras encenadas, performances, exposições, teatro, cinema e gastronomia, o anúncio do livro, agora disponível, numa edição conjunta do Museu de Lamego e a editora Ponto de Fuga.

Visita guiada à Exposição Aurélia de Souza AS CASAS

8 de Agosto, 2023

Ingresso
Bilhete de entrada + 2 EUR

 

Inscrições AQUI

 

+ INFO
T. 22 339 3770
E. comunicacao@mnsr.dgpc.pt

Visita guiada à Exposição Aurélia de Souza AS CASAS, pelo autor e curador Rui Pinheiro. Dia 9 agosto, pelas 11 horas. Inscrições a decorrer.

 

A partir da temática da interioridade, apresentada na exposição VIDA E SEGREDO Aurélia de Souza 1866-1922, este projeto revela os espac?os interiores habitados por pinturas da artista. Os locais onde as peças foram fotografadas, em muitos casos salas de estar de colecionadores particulares, são agora revelados e dão um novo contexto ao legado da artista.

 

A exposição está patente até 27 de agosto.

 

Casas de Aurélia, lugares onde habita a sua pintura, onde, no fluir dos dias, se intersetam olhares, memórias e idiossincrasias.Mostrar uma pintura ou fotografá-la.  Apropriação. Reverência distante ou paixão, indiferença ou amor filial, diletantismo ou obsessão, mas sempre apropriação. Prolongamento do desejo e da inquietação, mostrar uma pintura, seja onde e como for que o façamos, requer um dispositivo de representação, que, quase sempre à revelia, nos expõe e revela. Nas casas de Aurélia são muitos esses “autorretratos”, insubmissos, indiscretos, traiçoeiros por vezes, reclamando a cada passo a atenção e a sensibilidade do fotógrafo.

 

A campanha fotográfica realizada para o catálogo raisonée de Aurélia de Souza, que permitirá o inventário sistemático de toda a obra em coleções públicas e particulares, foi o ponto de partida para a exposição de Rui Pinheiro. Os locais onde as peças foram fotografadas, em muitos casos salas de estar de colecionadores particulares, são revelados pelo fotógrafo e dão um novo contexto ao legado da artista. O visitante é confrontado com mais de 30 fotografias de espaços interiores que se relacionam com pinturas e desenhos de Aurélia de Souza como que propondo novas histórias.

 

A exposição tem o apoio mecenático da Fundação BPI La Caixa e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

«Competências verdes para a juventude: Rumo a um mundo sustentável»

7 de Agosto, 2023

«Competências verdes para a juventude: Rumo a um mundo sustentável» é o tema definido pelas Nações Unidas para assinalar o Dia Internacional da Juventude 2023, comemorado a 12 agosto.

 

Associando-se a esta comemoração, o Museu Nacional Soares dos Reis pretende juntar jovens, dos 12 aos 29 anos, numa atividade a decorrer de modo presencial na exposição de longa duração, das 10h00 às 15h00, e com publicações na conta oficial do MNSR no Instagram.

 

Mais informações aqui.

O Dia Internacional de Juventude é celebrado no dia 12 de agosto desde 1999, depois da resolução 54/120 da Assembleia Geral das Nações Unidas que endossou as recomendações feitas pela Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude que decorreu em Lisboa entre 8 e 12 de agosto de 1998.

 

Esta data constitui uma oportunidade para assinalar a visão da população jovem sobre as questões e as suas iniciativas. Atualmente, os jovens têm um papel crucial na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O mundo tem testemunhado a mobilização, sem precedentes, das pessoas jovens em todo o mundo, o que demonstra o enorme potencial que possuem para responsabilizar decisores.

Visitas gratuitas aos domingos e feriados durante todo o dia

7 de Agosto, 2023

A partir de 1 setembro 2023, a visita ao Museu Nacional Soares dos Reis será gratuita aos domingos e feriados durante todo o dia, para todos os residentes em território nacional. O preço do bilhete normal de ingresso passará a ter um custo de oito euros. Na Casa-Museu Fernando de Castro, o preço da visita passará para cinco euros.

 

As alterações fazem parte do Despacho n.º 8030/2023, de 4 de agosto, o qual aprova o Regulamento Geral de Bilhética e Acesso aos museus, monumentos e palácios dependentes da Direção-Geral do Património Cultural.

O despacho entra em vigor no dia 1 de setembro de 2023, sem prejuízo dos casos em que a aquisição de bilhetes de ingresso tenha ocorrido em data anterior, desde que devidamente comprovados, incluindo a aquisição de pacotes de quantidade.

 

A todos os cidadãos residentes em território nacional, continuam a ser garantidas as condições de acesso gratuito, aos Domingos e Feriados, pelo que se incorporou no regime ora atualizado a norma sobre gratuitidade prevista no Despacho n.º 5401/2017, publicado no Diário da República de 9 de junho, não inibindo a possibilidade da adoção de um Bilhete Especial (“Bilhete Doação”), passando a ser gratuito o dia todo e não apenas até às 14:00.

 

Os Museus, Monumentos e Palácios (MMP) sob dependência da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) são instituições às quais compete salvaguardar, valorizar e difundir o património histórico, arqueológico e artístico à sua guarda, que é pertença de todos os portugueses, constituindo-se como equipamentos culturais fundamentais para assegurar o exercício efetivo do direito de fruição cultural.

Minicursos de verão no Museu Nacional Soares dos Reis

4 de Agosto, 2023

Em agosto, o Museu Nacional Soares dos Reis propõe dois workshops que trarão aos participantes a oportunidade de desenvolver novas competências, num ambiente informal e criativo. Inscrições a decorrer.

 

Inscrições
se@mnsr.dgpc.pt

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

Workshop sobre conservação preventiva de objetos em metal
Formadora: Salomé Carvalho
9 agosto, 10h30-12h30
Valor | Bilhete de entrada no MNSR + 2 euros

 

A Conservação e Restauro é uma área na qual atuam profissionais qualificados, contudo, é de extrema importância saber como evitar a degradação dos objetos – o que designamos por Conservação Preventiva. Adquirir este conhecimento significa saber prevenir os danos nos objetos metálicos e, assim, evitar a sua degradação.

 

Neste workshop abordaremos as caraterísticas técnicas mais relevantes, para cumprirmos esse objetivo: conhecer as peças. Aprenderemos ainda a identificar quais as principais patologias de que padece esta família de materiais, bem como as medidas fundamentais de prevenção de danos.

 

 

Workshop de joalharia criativa e sustentável
Formador: Jorge Coutinho
19 e 26 agosto, 10h30-12h30 / 14h30-17h00
Valor | 25 euros

 

Cada vez se produz mais lixo devido ao consumo excessivo de produtos e à incorreta gestão dos resíduos. Todos os dias, vários materiais são considerados inúteis e colocados no lixo, mas existem vários caminhos que cada um de nós pode trilhar para encontrar soluções para este problema. A reutilização é uma das opções, o que significa utilizar um produto dando-lhe uma nova função.

 

Nesta oficina propomos a reutilização de materiais comuns como latas de refrigerante (ou parte dela) transformando-a, com uma pitada de genialidade e criatividade, num objeto com uma nova função: uma joia sustentável. Todo o processo se desenvolve em duas sessões com a utilização de diferentes técnicas e produtos.

Jornadas Europeias do Património sob o mote «Património Vivo»

3 de Agosto, 2023

«Património Vivo» é o mote definido para as Jornadas Europeias do Património 2023. O tema pretende explorar as práticas, lugares e objetos que hoje fazem parte do nosso património cultural e têm sido transmitidos de geração em geração.

 

As Jornadas Europeias do Património 2023 (JEP 2023) celebram nos próximos dias 22, 23 e 24 de setembro as práticas, os lugares e os objetos que hoje fazem parte do nosso património cultural e que têm sido transmitidos de geração em geração, adaptando-se, recriando-se e ajustando-se às comunidades e grupos em mudança, às paisagens e aos lugares.

Está presente nas práticas, representações, expressões, saberes e artefactos únicos, tanto nos locais de origem como em todo o mundo, numa referência às práticas e às formas como o passado é preservado na memória coletiva, estabelecendo ligações entre reconhecer, salvaguardar e promover bens do património cultural imaterial, bem como transmiti-los às gerações futuras, num mundo em rápida mudança.

 

Um pouco por todo o mundo, as JEP 2023 desafiam, através do ”Património Vivo”, a uma reflexão sobre as respostas a dar aos desafios colocados pela sociedade.

 

Jornadas Europeias do Património

As JEP são uma iniciativa conjunta do Conselho da Europa e da Comissão Europeia e são o evento cultural mais amplamente celebrado e partilhado pelos cidadãos da Europa.

 

Mais de 70 000 eventos são organizados todos os anos com o objetivo de sensibilizar para o património comum da Europa e para a necessidade da sua contínua proteção, através da criação de experiências que promovam a inclusão e fomentem a criatividade e a inovação.

 

A ideia base da iniciativa é promover o acesso ao património, convidando à participação ativa na descoberta de uma herança cultural comum, implicando o envolvimento dos cidadãos europeus com o património cultural.

 

Reforçar os sentimentos de identidade cultural, de memória coletiva e de afirmação de um património comum cuja riqueza reside na sua diversidade são os grandes objetivos das JEP que representam, por isso, uma celebração da solidariedade internacional, do diálogo e da diversidade culturais, constituindo momentos de reapropriação dos vestígios culturais do passado.

 

Consulte o Programa JEP 2023 sempre em atualização

Venha descobrir os Lugares da Rota do Porto Liberal

2 de Agosto, 2023

Os locais, as histórias e os protagonistas da revolução liberal e da guerra civil estão em destaque numa rota que mostra o Porto como palco de confrontos entre Liberais e Absolutistas, as fações lideradas pelos príncipes irmãos, D. Pedro e D. Miguel.

 

Um dos pontos de visita obrigatória é o Museu Nacional Soares dos Reis.

O confronto entre ideais, no início do século XIX, marcou fortemente o Porto. Desde a Revolução de 1820 até à vitória liberal na Guerra Civil de 1832-34, a cidade viveu intensamente o confronto entre estes dois mundos, duas formas de organização social, económica, religiosa e de mentalidades. Em 1829 os absolutistas no poder mandam enforcar em praça pública os homens que ficaram conhecidos como Os Mártires da Liberdade, exibindo as suas cabeças decepadas, como forma de aviso aos demais revoltosos.

 

Palco de confrontos entre as duas fações em luta – Liberais e Absolutistas –, lideradas pelos dois príncipes irmãos, D. Pedro e D. Miguel, o Porto sofreu um cerco de 13 meses (1832-33) que deixou marcas profundas na cidade e levou a um sofrimento atroz da sua população. Estas marcas perduraram na memória urbana, nas suas ruas e lugares, mas também na música, nas artes, na arquitetura.

 

A Rota Porto Liberal lança-lhe o desafio de descobrir os lugares associados a esse tempo de luta e o coração do Rei Soldado, também libertador do Brasil e seu primeiro imperador, enquanto país independente.

 

Um dos pontos de visita obrigatória é o Museu Nacional Soares dos Reis, cuja origem remonta ao Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem à sua guarda algumas peças que constituíram a farda de Coronel de Caçadores nº 5, usada por D. Pedro de Alcântara, duque de Bragança, durante o Cerco do Porto: dolman, colete, boné, chapéu armado, espada, talabarte, boldrié (cinturão com talim para suspensão de espada) óculo, porta-mapas.

 

A primeira sala da nova exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, em rotatividade, os elementos dos uniformes utilizados por D. Pedro durante a guerra civil.

 

Recorde-se que a Rota Porto Liberal foi criada em 2017, agregando várias entidades: Câmara Municipal do Porto, Direção Regional de Cultura do Norte, Exército Português, Venerável Irmandade de Nª Sª da Lapa, Museu e Igreja da Misericórdia do Porto e Museu Nacional Soares dos Reis, na divulgação dos lugares associados a esse tempo de luta e ao contributo dado por D. Pedro IV, também libertador do Brasil e seu primeiro imperador, enquanto país independente.

 

Descubra a Rota aqui

Casa cheia na Conversa sobre Soares dos Reis e exílio

2 de Agosto, 2023

Tendo motivado o interesse por parte do público, a conversa dedicada a Soares dos Reis e o desterro em casa própria, bem como os temas do exílio, refúgio e imigração, realizada no Museu Nacional Soares dos Reis, registou uma excelente afluência.

 

A iniciativa decorreu na passada quinta-feira, dia 27 julho, a propósito da instalação-vídeo Sine Terra (variações em modo menor), de José Carlos Teixeira, e contou com a moderação de Ana Mântua e as participações de Maria de Fátima Lambert e Hugo Monteiro, investigadores da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, e o próprio artista.

Sine Terra (variações em modo menor) é uma instalação-vídeo de José Carlos Teixeira, patente ao público no Museu Nacional Soares dos Reis até ao próximo dia 27 agosto, em torno da escultura O Desterrado, obra de António Soares dos Reis, que explora conceitos relacionados com a queda, a identidade múltipla e fragmentada, o exílio e deslocações várias.

 

O artista propõe um novo olhar sobre as emoções que O Desterrado transmite aos visitantes e apresenta, simultaneamente, um registo poético e um registo documental sobre a peça esculpida em Roma há 150 anos pelo patrono do Museu.

 

José Carlos Teixeira fala da existência de dois tempos: “um mais objetivo e factual no registo da escultura in situ e na investigação sobre Soares dos Reis, aliado a um outro tempo mais subjetivo e ensaístico – o da criação e composição deste projeto, derivado das suas próprias motivações autobiográficas como autor, artista e pessoa e/imigrada”.

 

A banda sonora da instalação-vídeo é interpretada no cravo por Fernando Miguel Jalôto, com peças de Domenico Scarlatti (1685-1757) e Vasco Negreiros (1965), e inclui a declamação em português e inglês de poemas de autores nacionais e estrangeiros como Alexandre Herculano, autor do poema Tristezas do Desterro, que serviu de inspiração a Soares dos Reis para esculpir  O Desterrado.

Jardim do Museu Nacional Soares dos Reis acolhe Essência Festival

1 de Agosto, 2023

O jardim do Museu Nacional Soares dos Reis é o palco escolhido para a segunda edição do Vinho Verde – Essência Festival (Art, Wine, Food, Music), a decorrer de 22 a 24 setembro.

 

O Essência Festival vive os Vinhos Verdes entre gastronomia, música, concertos e arte, criando um ambiente único, num jardim emblemático do Porto, onde apaixonados por vinho, foodies, festivaleiros e curiosos se reúnem para celebrar um dos últimos fins-de-semana do verão.

Ao todo, 40 produtores da Região Demarcada dos Vinhos Verdes vão apresentar a diversidade da oferta atualmente disponível, dos vinhos brancos leves e frescos aos mais complexos, gastronómicos e longevos, nativos de castas ímpares como Alvarinho, Loureiro ou Avesso, entre tantas outras. Haverá ainda rosés de prazer, tintos atlânticos e tintos de carácter, espumantes para brindar a todas as ocasiões.

 

Cinco restaurantes e outros cinco food trucks estarão em funcionamento contínuo no festival, proporcionando uma lista eclética de opções gastronómicas, das carnes na grelha aos sabores do mar, dos snacks salgados aos doces.

 

O Gentlemen´s Market vai congregar marcas icónicas, as sessões “Mãos na Massa” desafiarão a autênticas aulas de cozinha, haverá provas conduzidas por especialistas, jogos e atividades para partilhar em família, atuações de DJ´s e ainda o Banquete, onde a mestria de chefes de renome é harmonizada com uma seleção apurada de vinhos com dedo de sommelier.

 

O cartaz diário de concertos já está definido com atuações dos GNR, Os Azeitonas e a Roda de Samba Cravo e Canela.

 

Programa disponível para consulta.

 

Entrada pela Rua de Adolfo Casais Monteiro, 47

 

Horário
Sexta-feira | 17h00 – 00h00
Sábado | 12h00 – 00h00
Domingo | 12h00 – 22h00

Mosteiro de Tibães será classificado como Monumento Nacional

1 de Agosto, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis manifesta a sua satisfação pelo avançar do processo de classificação do Mosteiro de Tibães como Monumento Nacional.

 

O projeto de decisão da Direção Geral do Património Cultural encontra-se em consulta pública pelo período de 30 dias, após ter sido publicado ontem em Diário da República.

 

O projeto prevê a ampliação da classificação da “Igreja e mosteiro de Tibães, fontes e construções arquitetónicas da respetiva quinta”, a reclassificação como monumento nacional (MN), e a redenominação para “Mosteiro de São Martinho de Tibães”.

Fundado no século XI, obedecendo à regra beneditina, o Mosteiro de Tibães tornou-se Casa-mãe da Congregação de S. Bento dos Reinos de Portugal a partir de 1567, estatuto que manteve até à sua extinção, em 1834.

 

Atingiu o seu máximo esplendor nos séculos XVII e XVIII emergindo como um importante centro difusor de Educação, da Arte e da Cultura Portuguesas.

 

Após o encerramento do mosteiro, a atividade religiosa manteve-se até aos nossos dias, ficando a igreja, a sacristia e o claustro do cemitério em uso paroquial. As restantes áreas do edifício e a cerca conventual foram vendidas a privados.

 

Em 1944 foi classificado como Imóvel de Interesse Público, tendo o Estado Português adquirido a cerca e a parte privada do edifício em 1986.

 

Recorde-se que o núcleo inicial da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis é composto sobretudo por obras de Pintura e Gravura retiradas em 1833 dos mosteiros, hospícios e conventos abandonados do Porto.

 

Com a promulgação do decreto de extinção das ordens religiosas em 1834, procedeu-se à integração no Museu dos bens artísticos dos mosteiros de S. Martinho de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra.

 

Em 2001, foram depositadas 66 obras do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis no Mosteiro de Tibães, de autores como Domingos Sequeira, Teixeira Barreto e Joaquim Rafael, entre outros. Outras obras foram depositadas em 2008, após terem sido sujeitas a intervenções de restauro.

 

Este primeiro museu público de arte do país inventariou pinturas, gravuras e objetos históricos.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem, assim, origem no Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil. Conhecido como Museu Portuense, ficou instalado no extinto Convento de Santo António da Cidade, na praça de S. Lázaro. Foi durante a guerra civil entre liberais e absolutistas (1832-34) que D. Pedro mandou o pintor João Batista Ribeiro recolher obras de arte dos partidários do seu adversário D. Miguel e dos conventos abandonados do Porto – núcleo que deu início à coleção do Museu.

Descontos para peregrinos e voluntários da JMJ Lisboa 2023

28 de Julho, 2023

Até 6 de agosto, o Museu Nacional Soares dos Reis concede um desconto de 50% no valor de ingresso a todos os voluntários e peregrinos inscritos na Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023.

 

A medida insere-se no âmbito da programação especial definida para este período pelo Ministério da Cultura, com a realização de um ciclo de iniciativas a estrear ou a decorrer, num contexto de religião e cultura.

Assim, todos os voluntários e peregrinos inscritos na Jornada Mundial da Juventude, devidamente credenciados e independentemente da idade, têm um desconto de 50% no valor dos bilhetes de acesso aos museus, monumentos e palácios, sob tutela da Direção-Geral do Património Cultural.

 

Lisboa prepara-se a rigor para acolher de braços abertos o maior evento da juventude católica, que junta milhares de jovens oriundos dos quatros cantos do mundo para um momento de partilha, de festa e de comunhão com o Papa Francisco, de 1 a 6 agosto.

 

Durante esta semana, estão a decorrer os “Dias nas Dioceses” (DND), em 17 dioceses de Portugal continental e ilhas: Algarve; Angra; Aveiro; Beja; Braga; Bragança-Miranda; Coimbra; Évora; Funchal; Guarda; Lamego; Leiria-Fátima; Portalegre-Castelo Branco; Porto; Viana do Castelo; Vila Real e Viseu.

 

“Dias nas Dioceses” é um encontro que antecede a semana da JMJ Lisboa 2023 e consiste na integração dos jovens vindos de todo o mundo nas comunidades paroquiais das várias dioceses do país.

 

Durante esses dias, os participantes podem ficar a conhecer melhor a região que os acolhe, bem como a Igreja local e as suas especificidades, ficando alojados, à semelhança da semana da Jornada, em casas de famílias, instalações paroquiais ou públicas, de modo a poderem fazer uma verdadeira experiência de Igreja, evangelização e missão.

Quintas fora d’horas – Programação de Agosto

28 de Julho, 2023

Inscrições
Inscrição online

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

Valor
Gratuito

 

São várias as atividades pensadas para quem quer, ao entardecer, usufruir dos diferentes espaços do Museu Nacional Soares dos Reis. São explorados temas diversos e inesperados em espaços também eles inusitados. Conheça a programação do mês de agosto e inscreva-se.

 

O Douro nas coleções do MNSR
Leitura comentada
3 agosto, 18h00
Público | Jovens e adultos

 

Entre o sol que desenha e a sombra do atelier
Visita orientada
10 agosto, 18h00
Público | Jovens e adultos

 

Tesouros Nacionais da coleção do MNSR
Visita orientada
17 agosto, 18h00
Público | Jovens e adultos

 

Memória e espaço do Velódromo Maria Amélia*
Encontro no jardim
24 agosto, 18h00
Público | Jovens e adultos
*A realização desta atividade depende das condições climáticas.

 

Um Museu para todos. O olhar de cada um
Apresentação de livro
24 agosto, 19h00
Público | Jovens e adultos
O Museu de Lamego, com a editora Ponto de Fuga, apresentam o livro Um Museu para todos. O olhar de cada um, que reúne 10 narrativas inéditas de 10 escritores portugueses – Andrea Zamorano, Filipa Martins, João Morales, Manuela Gonzaga, Manuel da Silva Ramos, Nuno Camarneiro, Ricardo Fonseca Mota, Rita Taborda Duarte, Rui Zink e Tiago Salazar. O ponto de partida das histórias são peças do acervo do Museu de Lamego.

 

A Peça do Mês – A Escolha do Público
Sessão comentada
31 agosto, 18h00
Público | Jovens e adultos

 

Franceses lideram lista de visitantes estrangeiros

27 de Julho, 2023

Os turistas de origem francesa lideram a lista dos visitantes estrangeiros que, desde o início do ano 2023, visitaram o Museu Nacional Soares dos Reis, seguidos dos visitantes oriundos do Reino Unido, Espanha, Estados Unidos da América, Brasil e China.

 

Tendo reaberto em pleno ao público no passado mês de abril, com a inauguração da nova Exposição de Longa Duração, o Museu Nacional Soares dos Reis regista, até ao momento, um total de 43.387 visitantes, sendo que desse universo 34,5% são estrangeiros.

A lista das nacionalidades que mais visitaram o Museu Nacional Soares dos Reis, durante os primeiros sete meses do ano, está assim ordenada: França (27,4%), Reino Unido (26,5%), Espanha (11,6%), Estados Unidos da América (9,4%), Brasil (4,6%) e China (3,2%), seguindo-se outras proveniências com menor expressão.

 

Os dados estatísticos do Museu Nacional Soares dos Reis confirmam a informação recentemente revelada pela Tiqets, plataforma online de reserva e compra de bilhetes para museus e atrações, de que os franceses lideram a procura por experiências culturais e de diversão em Portugal.

 

Entre janeiro e julho de 2023, a plataforma registou um aumento de 42% na reserva de bilhetes para museus e atrações nacionais face ao período homólogo de 2022.

 

Atualmente, o mercado português consta no top 10 de mercados em que a Tiqets opera, em termos de número de bilhetes vendidos, à frente de países como o Reino Unido e os Emirados Árabes Unidos.

 

De acordo com informação divulgada hoje, Portugal é o segundo país da EU (logo a seguir à Grécia) a recuperar turistas mais rápido. O turismo em Portugal prepara-se assim para bater recordes, um trajeto iniciado em 2022 e que coloca o país no top 10 mundial dos que recuperaram com maior rapidez os turistas perdidos durante o contexto pandémico.

Visita Orientada: Os Bombellis da Coleção Allen

27 de Julho, 2023

Os Bombellis da Coleção Allen
Visita orientada
29 julho, 11H00
Público | Jovens e adultos
Valor | Bilhete de entrada + 2 euros

 

No âmbito da programação especial de verão no Museu Nacional Soares dos Reis, vai decorrer a visita orientada «Os Bombellis da Coleção Allen», no próximo sábado, 29 julho, pelas 11h00. As inscrições estão a decorrer e podem ser efetuadas aqui.

 

O par de telas de Filippo Bombelli revela o interesse de João Allen pela aquisição de pintura em Itália. Na época faziam sucesso os quadros de interiores conventuais de F.M. Granet e o facto de, alegadamente, existir na coleção da coroa britânica um Coro dos Capuchinhos deste artista, influenciou a encomenda do colecionador do Porto, membro da Feitoria Portuguesa.

A primeira das duas telas, intitulada “Escola de meninas em Roma”, revela o interior de colégio feminino afeto a uma congregação religiosa de Roma. Representa um vasto salão iluminado, com quase cerca de 40 figurantes, entre mestras e discípulas envolvidas em lavores femininos.

 

A segunda tela, “Coro dos Capuchinhos na Praça Barberini, em Roma”, apresenta o interior de um edifício conventual representando o coro dos Capuchinhos na Praça Barberini, em Roma.

 

Numerosos figurantes com hábitos monásticos dispõem-se em coro circundando as paredes, junto aos cadeirais e em volta de uma estante, junto da qual se situam os sacerdotes e seus dois acólitos.

 

Ambas as pinturas a óleo, com dimensão aproximada de 170x137cms,são provenientes da Coleção Allen, adquirida em 1850 pela Câmara Municipal do Porto. Trata-se de uma extensa coleção de 599 quadros do colecionador João Allen (1781-1848), constante de um documento de avaliação elaborado em 30 de novembro de 1849 pelo pintor João Batista Ribeiro.

 

Esta coleção formou o núcleo do antigo Museu Municipal do Porto (extinto em 1937) e na sua maioria consta do “Catálogo Provisório da Galeria de Pintura”, publicado por Eduardo Allen em 1853. As obras encontram-se em depósito no Museu Nacional de Soares dos Reis desde 1940.

 

João Francisco Allen (1781-1848) foi um negociante de origem inglesa (mais propriamente irlandesa), nasceu em Viana do Castelo a 1 de maio de 1781. Filho de Duarte Guilherme Allen, cônsul de Inglaterra em Viana do Castelo, foi condecorado com a ordem da Torre e Espada pela coragem demonstrada na Guerra Peninsular, para a qual se voluntariou.

 

Foi um dos promotores da criação do Palácio de Cristal, assim como do primeiro banco portuense, o Banco Comercial.

 

Fundou o Novo Museu Portuense ou Museu Allen, o primeiro a ter catálogos impressos em Portugal (o primeiro foi editado em 1853), sendo um reputado crítico de arte.

 

A extraordinária coleção reunida por João Allen foi comprada após a sua morte pela Câmara, tornando-se parte do acervo do primitivo Museu Municipal e estando hoje integrada no Museu Nacional Soares dos Reis.

Museu Nacional Soares dos Reis na Feira do Livro

26 de Julho, 2023

De 25 de agosto a 10 de setembro, o Museu Nacional Soares dos Reis estará presente na Feira do Livro do Porto, a decorrer, como habitualmente, nos Jardins do Palácio de Cristal. Este ano, será homenageado Manuel António Pina.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis estará representado na Feira do Livro do Porto, visando a divulgação e promoção das suas publicações próprias, nomeadamente catálogos de exposições, bem como publicações transversais ao universo da Direção Geral do Património Cultural.

O festival literário vai decorrer de 25 de agosto a 10 de setembro, nos jardins do Palácio de Cristal, e vai celebrar o autor Manuel António Pina.

 

Manuel António Pina junta-se, assim, a um leque de autores homenageados no festival literário, tais como Ana Luísa Amaral, Vasco Graça Moura, Agustina Bessa-Luís, Mário Cláudio, Sophia de Mello Breyner Andresen, Leonor de Almeida, José Mário Branco, Júlio Dinis, com a atribuição de uma tília nos Jardins do Palácio de Cristal.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis estará representado no evento, sendo esta uma excelente oportunidade para adquirir livros com descontos sobre o preço de capa.

Conversa sobre Soares dos Reis, exílio, refúgio e imigração

25 de Julho, 2023

A propósito da instalação-vídeo Sine Terra (variações em modo menor), de José Carlos Teixeira, o Museu Nacional Soares dos Reis reúne para uma conversa Maria de Fátima Lambert e Hugo Monteiro, investigadores da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, e o próprio artista.

 

A conversa vai decorrer na quinta-feira, dia 27 julho, pelas 18h00, e terá como objeto Soares dos Reis e o desterro em casa própria, bem como os temas do exílio, refúgio e imigração, sobre os quais José Carlos Teixeira tem vindo a refletir na sua obra.

 

Sine Terra (variações em modo menor) é uma instalação-vídeo de José Carlos Teixeira, patente ao público até ao próximo dia 27 agosto, em torno da escultura O Desterrado, obra de António Soares dos Reis, que explora conceitos relacionados com a queda, a identidade múltipla e fragmentada, o exílio e deslocações várias.

O artista propõe um novo olhar sobre as emoções que O Desterrado transmite aos visitantes e apresenta, simultaneamente, um registo poético e um registo documental sobre a peça esculpida em Roma há 150 anos pelo patrono do Museu.

 

José Carlos Teixeira fala da existência de dois tempos: “um mais objetivo e factual no registo da escultura in situ e na investigação sobre Soares dos Reis, aliado a um outro tempo mais subjetivo e ensaístico – o da criação e composição deste projeto, derivado das suas próprias motivações autobiográficas como autor, artista e pessoa e/imigrada”.

 

A banda sonora da instalação-vídeo é interpretada no cravo por Fernando Miguel Jalôto, com peças de Domenico Scarlatti (1685-1757) e Vasco Negreiros (1965), e inclui a declamação em português e inglês de poemas de autores nacionais e estrangeiros como Alexandre Herculano, autor do poema Tristezas do Desterro, que serviu de inspiração a Soares dos Reis para esculpir  O Desterrado.

Exposição “Azul e Ouro” no Musée des Beaux-Arts de Lyon

24 de Julho, 2023

Visita do Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte, ao Musée des Beaux-Arts de Lyon, acompanhado pelo Cônsul-Geral de Portugal em Lyon, André Sobral Cordeiro, e a Comissária da Exposição Azul e Ouro. Esmaltes em Portugal da Época Medieval à Época Moderna, Ana Paula Machado.

 

A deslocação visa estabelecer uma parceria para a itinerância da referida exposição, a qual esteve patente no Museu Nacional Soares dos Reis em 2021.

 

A exposição AZUL E OURO – ESMALTES EM PORTUGAL DA ÉPOCA MEDIEVAL À ÉPOCA MODERNA é dedicada em exclusivo e pela primeira vez em Portugal ao esmalte artístico.

A exposição integra uma das peças «fundadoras» da coleção do Museu, uma série de 26 placas de esmalte pintado no século XVI, proveniente do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, para reunir e confrontar de forma inédita várias técnicas de esmalte aplicadas num conjunto sumptuoso de objetos litúrgicos, devocionais e de aparato.

 

As peças foram produzidas entre os séculos XII e XIX, sobretudo nas oficinas da região de Limoges, reconhecidas como as de maior prestígio. São diversas as representações desta singular e exigente técnica de ornamentação como é o esmalte. A mostra apresentou no Porto vários tesouros nacionais, entre os quais o tríptico da Paixão de Cristo do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, uma das peças em esmalte existentes no nosso país com maior reconhecimento internacional.

 

A exposição AZUL E OURO inclui, igualmente, outras peças de grande prestígio como dois cofres da Sé de Viseu, peças do século XII cobiçadas pelo mercado ilícito de antiguidades, roubadas em 1980 e encontradas anos mais tarde em Milão numa ação conjunta da Polícia Judiciária e da Interpol, ou uma placa de encadernação de finais do século XII, princípios do século XIII, encontrada acidentalmente numa escavação entre Leiria e o Mosteiro da Batalha.

 

A última secção da exposição é dedicada aos revivalismos, às réplicas e à contrafação que se produziram em ampla escala por toda a Europa, ao longo dos seculos XIX e XX, encantando e ludibriando o olhar dos conservadores de museus e colecionadores privados na Europa e nos Estados Unidos.

Aurélia de Souza motiva conferência em Coimbra

17 de Julho, 2023

“Aurélia de Souza, a artista e a coleção do Museu Nacional de Soares dos Reis“ é o tema da conferência a realizar no próximo dia 23 julho, pelas 22h30, no Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra.

 

A conferência será proferida por António Ponte, Diretor do Museu Nacional de Soares dos Reis, e por Maria João Lello Ortigão de Oliveira, Curadora da Exposição “Vida e Segredo: Aurélia de Souza”.

 

Este diálogo visa o (re)conhecimento da pintora Aurélia de Souza na evocação do centenário da morte (1866 – 1922) e cuja visibilidade tem sido reduzida na inversa proporção da sua importância no contexto da arte portuguesa do fim do século XIX e início do século XX.

 

A entrada é livre, mas limitada à lotação do espaço.

A exposição “Vida e Segredo”, uma evocação do 1.º centenário da morte da pintora portuguesa Aurélia de Souza (1866-1922), composta por 92 obras, esteve patente ao público, em 2022, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.

 

A conferência decorre no âmbito do Festival das Artes QuebraJazz, este ano, sob o tema “Manhãs dos Séculos”, com vários concertos, de música clássica e jazz, assim como uma vasta programação complementar que vai desde a gastronomia, ciclos de conferências ou serviço educativo (visitas guiadas, teatro para a infância, música para bebés e para crianças surdas).

 

Sobre Aurélia de Souza

Aurélia de Souza (1866-1922) é uma das personalidades mais marcantes da arte portuguesa, na transição do século XIX para o século XX. A sua obra assume alguns dos grandes temas da pintura europeia da época, sendo de destacar a prática continuada do autorretrato e da autorrepresentação que se alarga à construção de narrativas pictóricas que envolvem a casa de família e as suas gentes. Outro aspeto original da obra de Aurélia é a prática da fotografia como componente, com assinalável grau de autonomia, do trabalho da pintura.

 

Aurélia foi aluna brilhante da Academia de Belas Artes do Porto e completou a sua formação com uma estada em Paris onde frequentou a Académie Julian (acompanhada pela sua irmã, também pintora, Sofia de Souza). Bem relacionada com o meio artístico e cultural portuense, participou também, em exposições em Lisboa, na atitude determinada de se afirmar como uma pintora profissional num meio predominantemente masculino em que as mulheres artistas não deviam ambicionar mais do que o estatuto benevolente de amadoras.

«A pintura de Artur Loureiro em Terras de Bouro» nas V Jornadas Interconcelhias de Bibliotecas

14 de Julho, 2023

Ana Paula Machado, Conservadora da Coleção de Pintura do Museu Nacional Soares dos Reis, participa hoje, pelas 14h45, nas V Jornadas Interconcelhias de Bibliotecas de Amares, Terras de Bouro e Vila Verde, apresentando a comunicação «A pintura de Artur Loureiro em Terras de Bouro».

 

Licenciada em História-Variante de Arte, pós-graduada em Museologia e doutorada em História de Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Ana Paula Machado é Conservadora no Museu Nacional Soares dos Reis, trabalhando, desde 1999, com a coleção de pintura.

 

Tem desde então produzido e comissariado exposições e publicado ensaios e recensões em catálogos e periódicos especializados.

Em 2011, publicou o ensaio “Artur Loureiro, entre forma e ideia – um pintor português no encontro dos séculos” e, em parceria com Elisa Soares, coordenou o catálogo e a exposição “Artur Loureiro 1853-1932” realizada, no Museu Nacional Soares dos Reis, nesse mesmo ano.

 

As Jornadas Interconcelhias de Bibliotecas, na sua 5.ª edição, são promovidas pelas bibliotecas municipais e escolares de Amares, Terras de Bouro e Vila Verde, com a colaboração das Câmaras Municipais dos três concelhos, em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) e o Centro de Formação do Alto Cávado (CFAC).

Ministro da Saúde preside à Inauguração da Exposição “Portreto de la Animo”

13 de Julho, 2023

O Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, preside hoje, pelas 18 horas, à inauguração da Exposição «PORTRETO DE LA ANIMO ART BRUT ETC.», no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.

 

No contexto da exposição de Arte Bruta que agora se propõe, o Museu Nacional Soares dos Reis pretende, através dos seus acervos artísticos e do recurso à Coleção Treger Saint Silvestre, desenvolver um programa que fomente a discussão e a abordagem da saúde mental através da arte e dos artistas.

 

Iniciada na década de 1980, a Coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva, integra um numeroso acervo de obras de Arte Bruta, sendo uma das mais importantes e extensivas coleções privadas no mundo e contando com um largo número de autores reconhecidos.

Inspirados no percurso iniciado por Jean Dubuffet, pioneiro na recolha destas produções artísticas, os dois colecionadores reuniram um conjunto de obras que se convertem em relatos do inconsciente e assumem, de forma involuntária, aspetos subversivos perante o discurso da norma e da ordem estabelecida. Questionam os limites da razão através de diferentes mensagens codificadas, fórmulas, figuras inventadas e códigos secretos.

 

 

A exposição “Portreto de la Animo“ é um recorte desta magnífica coleção que pretende reunir um núcleo de obras focadas no retrato e no autorretrato que entrarão em confronto ou diálogo expositivo com outras peças das coleções do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

 

Os retratos pintados por estes artistas revelam uma figura interior, uma criatividade e invenção particularmente viva, como se pode observar nas obras de Aloïse Corbaz, Ted Gordon, James Deed, Edemund Monsiel, Aleksander Lobanov, Alessandra Michelangelo ou do português Jaime Fernandes, entre outros. Muitos deles parecem ser autorretratos que reivindicam uma existência da qual estes artistas foram e se sentiram privados.

 

 

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta uma exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

 

 

A exposição “Portreto de la Animo”, de acordo com o curador António Saint Silvestre considerada “a maior mostra de Arte Bruta alguma vez realizada na Península Ibérica”, é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

Catálogo da maior exposição de arte bruta da Península Ibérica

13 de Julho, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, apresenta uma exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

 

A exposição “Portreto de la Animo”, de acordo com o curador António Saint Silvestre considerada “a maior mostra de Arte Bruta alguma vez realizada na Península Ibérica”, é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

 

A exposição “Portreto de la Animo”, composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, será inaugurada hoje, 13 julho, pelas 18h00, seguida do lançamento e apresentação do catálogo (uma coedição do MNSR com a Blue Book), bem como de uma visita guiada à Exposição, conduzida pelo curador António Saint Silvestre.

 

A partir da expressão em esperanto portreto de la animo – que em português significa “retrato da alma” –, a exposição proporciona o encontro entre obras do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis e da coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva. Retratos e autorretratos apresentam-se como ferramentas de exploração do mundo interior e das suas múltiplas expressões.

Richard Treger e António Saint Silvestre começaram a sua coleção inspirados no percurso iniciado por Jean Dubuffet, pioneiro na recolha de produções artísticas que se convertem em relatos do inconsciente. Pela primeira vez, apresentam a sua Galeria de Retratos no Museu Nacional Soares dos Reis.

Dia de D. Pedro IV assinalado no Museu Soares dos Reis

7 de Julho, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis assinala o Dia de D. Pedro IV, em homenagem ao seu fundador, numa iniciativa agendada para as 16h00, do próximo dia 8 julho, data do histórico Desembarque das tropas liberais, na Praia do Pampelido, a norte do Porto, em 8 julho 1832, durante as Guerras Liberais, nome pela qual ficou conhecida a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834).

A evocação do Desembarque terá, este ano, como mote a Espada usada por D. Pedro durante o Cerco do Porto (1832 – 1833) – episódio marcante da guerra civil entre liberais e absolutistas, sendo este o pretexto para uma conversa com o investigador de armaria portuguesa, João Rato.

 

A iniciativa contará, também, com a atuação do Rancho Folclórico do Porto que apresentará Canções do Liberalismo.

 

A participação no evento é gratuita, estando sujeita a inscrição prévia que deverá ser efetuada aqui: https://shorturl.at/fsOT4

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem à sua guarda algumas peças que constituíram a farda de Coronel de Caçadores nº 5, usada por D. Pedro de Alcântara, duque de Bragança, durante o Cerco do Porto: dolman, colete, boné, chapéu armado, espada, talabarte, boldrié (cinturão com talim para suspensão de espada) óculo, porta-mapas.

 

A primeira sala da nova exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, em rotatividade, os elementos dos uniformes utilizados por D. Pedro durante a guerra civil.

 

Sobre o Museu Nacional Soares dos Reis

O Museu Nacional Soares dos Reis tem origem no Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil (1832-34).

 

Com a extinção das ordens religiosas recolheram-se obras, entre outros, nos mosteiros de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra. Conhecido como Museu Portuense, ficou instalado no extinto Convento de Santo António da Cidade, na praça de S. Lázaro, vindo a ser formalizado por decreto em 1836 por D. Maria II.

 

Em 1839, passou para a direção da Academia Portuense de Belas Artes, que promoveu uma série de exposições em que foram premiados notáveis artistas como Soares dos Reis, Silva Porto, Marques de Oliveira e Henrique Pousão, em sucessivas gerações de mestres e discípulos.

 

Com a proclamação da República passou a designar-se Museu Soares dos Reis em memória de um dos mais destacados nomes da Arte Portuguesa. Em 1932, passou à categoria de Museu Nacional, época marcada por uma reorganização significativa de Vasco Valente, através da incorporação dos objetos do Paço Episcopal do Porto (Mitra) e do Museu Industrial, bem como do depósito das coleções do extinto Museu Municipal. Segue-se, em 1940, a instalação do Museu no Palácio dos Carrancas, onde ainda se mantém.