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Felicidade Ramos

Visita Orientada à Exposição CAC – 50 anos: A Democratização Vivida

8 de Julho, 2024

Miguel von Hafe Pérez, curador, vai orientar uma visita à Exposição ‘CAC – 50 anos: A Democratização Vivida’, no próximo dia 13 julho, pelas 11 horas.

 

Aberta à participação de todos os interessados, a visita é gratuita e está sujeita a inscrição prévia através do email comunicacao.mnsr@museusemonumentos.pt

‘CAC – 50 anos: A Democratização Vivida’ é a mais recente exposição temporária, evocativa dos 50 Anos do Centro de Arte Contemporânea, o qual nasceu e permaneceu no Museu Nacional Soares dos Reis entre 1976 e 1980, graças aos contributos de Fernando Pernes, Etheline Rosas e Mário Teixeira da Silva.

 

Durante este período foram promovidas cerca de 100 exposições e várias atividades culturais. Alberto Carneiro, Ângelo de Sousa, Álvaro Lapa, Júlio Pomar, Emília Nadal, Eduardo Nery, entre tantos outros, mostraram as suas obras de forma antológica pela primeira vez no Porto.

 

Com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, a exposição ‘Centro de Arte Contemporânea –  50 anos: A Democratização Vivida’ recria alguns dos seus momentos expositivos, trazendo à luz muitos documentos gráficos pouco conhecidos.

 

Integrando o programa oficial das Comemorações dos 50 Anos do 25 de abril, a mostra fica patente no Museu Nacional Soares dos Reis até ao final de 2024, contando com o mecenato do BPI e Fundação “la Caixa” e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

MNSR na lista dos Prémios Travelers’ Choice 2024 do Tripadvisor

5 de Julho, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis acaba de receber o Prémio Travelers’ Choice 2024 do Tripadvisor, figurando assim entre os 10% das melhores atrações do mundo.

 

Os vencedores dos Travelers’ Choice, anteriormente designados Certificados de Excelência, atribuídos desde 2011, distribuem-se nas categorias de alojamento, restaurantes e atrações em todo o mundo que propiciaram continuamente a melhor experiência aos clientes/visitantes.

 

Para António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, esta distinção confirma a “crescente procura por parte dos visitantes, nacionais e estrangeiros, e valida o trabalho de equipa que tem vindo a ser desenvolvido, procurando proporcionar uma experiência de excelência a todos os que usufruem e visitam o Museu”.

Recentemente distinguido com o Prémio Museu do Ano 2024, pela Associação Portuguesa de Museologia, o Museu Nacional Soares dos Reis totalizou, no primeiro ano após a reabertura, cerca de 86 mil visitantes (60% nacionais e 40% estrangeiros), promoveu oito exposições temporárias e realizou cerca de 700 atividades de mediação (visitas, oficinas, sessões comentadas, entre outras).

 

“Tem sido um desafio constante, com uma intensa e diversificada atividade que contribui para solidificar a reputação do Museu Nacional Soares dos Reis. As sucessivas distinções com que temos sido premiados traduzem o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido, criando mais responsabilidade para o futuro”, considera António Ponte.

 

O Prémio Travelers’ Choice é atribuído àqueles que recebem um elevado volume de avaliações e opiniões que excedem as expetativas da Comunidade do Tripadvisor ao longo de um período de 12 meses, sendo considerados a qualidade, a quantidade e a menor antiguidade das avaliações. São, igualmente, considerados o tempo de permanência dos estabelecimentos no site e a posição no ranking do Índice de popularidade.

Lançamento do Catálogo Raisonné da obra de Aurélia de Souza

5 de Julho, 2024

Integrando 471 obras, de 107 proprietários privados e nove entidades públicas, o Catálogo Raisonné da obra de Aurélia de Souza (versão digital) será apresentado no próximo dia 10 julho, pelas 18 horas, no Museu Nacional Soares dos Reis, contando com o apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo e o mecenato da Fundação Millennium bcp.

 

Em 2020, o Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) e o Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa, em parceria com a Universidade Católica do Porto, a Câmara Municipal de Matosinhos e a Câmara Municipal do Porto, lançaram-se na tarefa de identificar, catalogar e fotografar toda a obra conhecida da pintora Aurélia de Souza.

 

Feito um apelo público por vários meios de comunicação para que os proprietários, muitos deles desconhecidos, dessem a conhecer as obras em sua posse, a tarefa veio a revelar-se de dimensão avassaladora. Aurélia de Souza surpreendeu com uma produção de volume inesperado.

 

“Atingimos mais de 470 números de catálogo – em que incluímos algumas obras de que temos fotografias, mas que não foi possível localizar – mas a produção é superior, o que significa que não se trata de um estudo fechado como bem assume o seu carácter de catálogo digital, sendo de admitir revisões regulares”, refere a Historiadora de Arte e coordenadora do projeto Raquel Henriques da Silva.

 

A presente versão do Catálogo Raisonné inclui algumas das fotografias de autoria de Aurélia de Souza, pertencentes ao conjunto composto por cerca de duas centenas de negativos de vidro, recentemente adquirido pela Comissão para a Aquisição de Obras de Arte para os Museus e Palácios Nacionais, para enriquecer o acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, o qual integra já várias obras de Aurélia de Souza, entre elas, o Autorretrato, classificado como Tesouro Nacional.

 

“Este espólio fotográfico encontra-se ainda por inventariar e estudar, mas tratando-se de um conjunto muito importante para a plena valorização da artista, entendeu-se incluir algumas das fotografias desse conjunto no catálogo, como documentação associada a outras obras”, sublinha Raquel Henriques da Silva.

O Catálogo Raisonné de Aurélia de Souza (1866-1922) é uma das atividades realizadas no âmbito da evocação do centenário da sua morte que incluiu, também, as exposições Aurélia de Souza Vida e Segredo e Aurélia de Souza AS CASAS, bem como um congresso internacional cujas atas serão publicadas ainda este ano.

 

O levantamento e estudo da obra completa de Aurélia foi desenvolvido ao longo dos últimos três anos, por uma equipa de trabalho composta pela Conservadora Ana Paula Machado, pela Conservadora-Restauradora Maria Aguiar, e pelas Historiadoras de Arte Raquel Henriques da Silva e Elena Komissarova, baseada no Museu Nacional Soares dos Reis e no Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa.

 

O trabalho contou, ainda, com o apoio do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes da Universidade Católica Portuguesa, Câmara Municipal do Porto, Câmara Municipal de Matosinhos, Universidade do Porto, Laboratório HERCULES – Universidade de Évora, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Laboratório José de Figueiredo, e de numerosos colecionadores privados, sobretudo os familiares da pintora, e o mecenas do projeto, a Fundação Millennium bcp.

‘A Morte de Camões’ em exposição dedicada ao maior poeta português

4 de Julho, 2024

O desenho ‘A Morte de Camões’, de Domingos Sequeira, em depósito no Museu Nacional Soares dos Reis, integra a exposição Épico e Trágico – Camões e os românticos, a inaugurar no próximo dia 11 julho, no Museu Nacional de Arte Antiga.

 

Comissariada por Alexandra Markl e Raquel Henriques da Silva, a exposição decorre no âmbito das celebrações em 2024 dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões (1524-1580), o maior poeta português, autor d’Os Lusíadas, inspirado em A Eneida de Virgílio, que narra a história de Portugal numa perspetiva mítica, centrada na viagem de Vasco da Gama.

‘Desde finais do século XVIII, Camões e alguns temas de Os Lusíadas conhecem crescente divulgação internacional, contextualizados numa cultura pré-romântica. A vida aventurosa do poeta torna-se ela própria motivo literário e artístico. É neste ambiente que Francisco Vieira Portuense realiza uma série de composições, visando ilustrar cada um dos 10 Cantos do poema, num projeto para uma grandiosa edição. Essa publicação nunca será concretizada mas, no início de 1817 saía em França uma cuidada e amplamente ilustrada edição monumental de Os Lusíadas, por iniciativa do Morgado de Mateus.

 

Por estes mesmos anos, vários criadores portugueses, todos a viver fora do país e quase em simultâneo, consagram obras celebrativas a Camões: Domingos Bomtempo dedica-lhe uma Missa de Requiem, em 1817, e Almeida Garrett compõe um extenso poema, editado em 1825. Coincidentemente, em 1824, Domingos Sequeira, apresenta, no Salon de Paris, o quadro ‘A Morte de Camões’ que, no final, enviou para o Rio de Janeiro, oferecendo-o ao recente imperador D. Pedro I (D. Pedro IV de Portugal). A obra perdeu-se depois, mas existe um conjunto de desenhos preparatórios que evocam o poeta nos últimos momentos de vida, recebendo a terrível notícia da derrota de D. Sebastião na batalha de Alcácer Quibir. «Ao menos morro com a Pátria!» exclamaria ele.

 

O conjunto de obras expostas consagra o arranque do romantismo na arte portuguesa, comprometida com a celebração da história nacional e dos seus heróis. E os temas camonianos, entre eles o dos últimos momentos do poeta, continuaram a ter eco e a ser abordados, ao longo de todo o século XIX, tanto por pintores portugueses como por alguns europeus’.

MNSR recebe doação de Autorretrato do pintor Raul Maria Pereira

4 de Julho, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis acaba de receber um autorretrato do pintor Raul Maria Pereira, por doação particular de Mariele Delucchi Pereira (neta do pintor) e família.

 

Trata-se de um óleo sobre tela, assinado e datado de 1914, e que vem agora enriquecer o acervo da coleção de pintura do MNSR.

 

Natural do concelho de Sabrosa, Raul Maria Pereira foi contemporâneo de Aurélia de Souza na Academia de Belas Artes do Porto,  tendo sido discípulo e amigo de Marques de Oliveira.

No Porto, frequentou ainda o atelier do pintor transmontano João Augusto Ribeiro que, para além das aulas de pintura, lhe despertou outros interesses nas áreas da Literatura, História e Filosofia. Foi, também, pensionista em Roma com uma bolsa patrocinada pelo Visconde de São João da Pesqueira.

 

Pintor, arquiteto e diplomata, Raul Maria Pereira foi uma personalidade muito prestigiada no Peru e no Equador, para onde se mudou em 1908, a convite do diretor da Escola de Belas Artes dessa cidade com o propósito de aí lecionar.

 

Fez uma longa  carreira como arquiteto nessa cidade e em Lima, no Peru, para onde se transferiu em 1917, com múltiplos projetos para edifícios públicos, paralelamente com a carreira de retratista. Na década de 20, foi Cônsul e Cônsul Geral de Portugal no Peru.

Homenagem ao Fundador: Dia de D. Pedro IV comemorado a 9 julho

3 de Julho, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) assinala o Dia de D. Pedro IV, em homenagem ao seu fundador, numa iniciativa agendada o próximo dia 9 julho, com o apoio da Câmara Municipal do Porto, Anilupa – Associação de Ludotecas do Porto e editora By the book.

 

A data de celebração está associada ao histórico Desembarque das tropas liberais, na Praia de Pampelido, a norte do Porto, ocorrido a 8 julho 1832, durante as Guerras Liberais, nome pela qual ficou conhecida a Guerra Civil Portuguesa.

O programa de evocação do Dia de D. Pedro IV inicia-se pelas 18h30, com a exibição da curta-metragem ‘A nossa arte a espreitar para o infinito’, filme de animação realizado pelos alunos do 3º ano da Escola Artística do Conservatório de Música do Porto, com orientação da Anilupa – Associação de Ludotecas do Porto, no âmbito do programa Porto de Crianças, da Câmara Municipal do Porto.

 

Pelas 19h00, decorrerá uma palestra por Augusto Moutinho Borges e António Pereira de Lacerda sobre ‘O Coração de D. Pedro entregue à Cidade do Porto pelo Conde de Campanhã’, pelas 19h30, terá lugar a apresentação da obra ‘Amélia de Leuchtenberg, Imperatriz do Brasil, Duquesa de Bragança’, de autoria de Cláudia Thomé Witte.

 

A participação no evento é gratuita, estando sujeita a inscrição prévia que deverá ser efetuada através do email comunicacao.mnsr@museusemonumentos.pt

 

A primeira sala da renovada exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, em rotatividade, elementos dos uniformes utilizados por D. Pedro durante a guerra civil, tendo o MNSR à sua guarda as seguintes: dolman, colete, boné, chapéu armado, espada, talabarte, boldrié (cinturão com talim para suspensão de espada) óculo, porta-mapas.

 

Refira-se que o Museu Nacional Soares dos Reis tem origem no Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na Guerra Civil Portuguesa.

Simpósio desvenda património musical de antigo mosteiro

3 de Julho, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo dia 5 julho, a partir das 14 horas, o Simpósio ‘Musica Monialium’, uma das iniciativas do projeto “A Música em estilo concertante no antigo Mosteiro de São Bento da Avé-Maria do Porto (1764-1834)”, financiado pela FCT e realizado pelo Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa.

 

O encontro pretende apresentar à comunidade científica e ao público em geral os resultados das diversas linhas de investigação que compõem o projeto, desde a transcrição e disponibilização das partituras musicais pertencentes ao antigo mosteiro, como também o estudo da prática musical, dos modelos pré-composicionais e das influências na música produzida no cenóbio beneditino feminino da cidade.

 

Durante a transição dos séculos XVIII e XIX, as religiosas do antigo Real Mosteiro de São Bento da Avé-Maria do Porto deram origem a um legado artístico de valor inestimável. A música encomendada e interpretada por aquelas mulheres durante as principais celebrações litúrgicas atingiu um nível técnico de elevado virtuosismo, que rivalizava com o dos mais importantes centros musicais do país.

 

Com o encerramento definitivo do mosteiro no final do século XIX, as partituras foram transferidas para a Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa. Pese embora diversos estudos prévios tenham abordado vários aspetos acerca do antigo mosteiro, nenhum estudou em profundidade a integralidade dos manuscritos preservados, valiosa fonte de investigação ainda desconhecida tanto pela comunidade científica, quanto pelo público geral.

O projeto AVEMUS propõe o estudo e resgate deste corpus de partituras musicais, através da transcrição completa e edição crítica das obras provenientes do mosteiro beneditino feminino do Porto, para além da apresentação de comunicações em congressos e da publicação de artigos científicos, da realização de um simpósio, da produção de um álbum discográfico com uma seleção de obras do corpus musical tratado pelo projeto, da organização de concertos e de uma exposição temática.

 

O presente projeto, ao dar a conhecer a notável música conventual do Porto nos séculos XVIII e XIX, visa aproximar os habitantes e visitantes – presentes e futuros – da cidade invicta do seu extraordinário património imaterial.

Instalação Sonora ECO ( ) LAPSO: Encontro com o artista Henrique Fernandes

3 de Julho, 2024

No âmbito da instalação sonora ECO ( ) LAPSO, patente no Museu Nacional Soares dos Reis até ao final deste mês, decorre na próxima sexta-feira, dia 5 julho, pelas 17 horas, um encontro com o autor Henrique Fernandes/ Sonoscopia.

 

Entrada gratuita, sujeita a prévia inscrição através do email comunicacao.mnsr@museusemonumentos.pt

A instalação sonora ECO ( ) LAPSO, da autoria de Henrique Fernandes/ Sonoscopia, estabelece um diálogo entre a escultura em gesso L’ Echo! (1915), de Maria Ribeiro (Porto 1891-1989), obra do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, e uma composição musical produzida a partir de gravações sonoras e material de arquivo relacionados com o 25 de abril.

 

A presente obra explora o ECO em justaposição com o LAPSO, fenómenos de perceção auditiva e de comunicação. O sentido estético e sensorial da obra artística é elemento provocador de uma proposta de escuta individualizada do presente, a partir de uma relação de ressonância com o tempo-memória.

 

ECO ( ) LAPSO apresenta-se como uma instalação sonora site-specific, composta por um conjunto de caixas de transporte de obras de arte, dispostas no espaço expositivo e transformadas em elementos de difusão sonora.

 

Para além do material sonoro, proveniente de diversos registos áudio de abril de 1974, a Sonoscopia e um conjunto alargado de artistas realizaram, no passado dia 25 de abril, uma série de gravações de campo, em todo o território nacional, no sentido de elaborar um mapa sonoro, fazendo o contraponto temporal cinquenta anos depois.

 

Com curadoria de Rui Pinheiro, este projeto conta com o apoio mecenático do Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e integra o programa das comemorações dos 50 anos do 25 de abril.

Propostas de Joalharia Contemporânea inauguram Ciclo ‘Afinidades’

2 de Julho, 2024

Com propostas criativas de cerca de duas dezenas de artistas participantes, a Exposição ‘Afinidades na Joalharia Contemporânea’ será inaugurada no próximo dia 6 julho, pelas 16 horas, no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR).

 

A mostra é resultado do concurso do projeto plurianual ‘Afinidades’, desenvolvido pelo Museu Nacional Soares dos Reis, em parceria com a Associação Quarteirão Criativo, contando com o suporte mecenático do Super Bock Group, bem como o apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Estarão em exposição, entre 6 julho e 16 novembro, peças de joalharia elaboradas por joalheiros e artistas de diferentes áreas disciplinares, representados no Quarteirão Bombarda, desenvolvidas tendo por inspiração a escultura e dois desenhos preparatórios de ‘Firmino’, da autoria de António Soares dos Reis e pertencentes ao acervo do MNSR.

Ana Pina, Andreia Reimão, Benedetta Grasso, Carla Faro Barros, Diogo Dalloz, Joana Santos, Luís Mendonça, Luma Boêta, Margarida Valente, Maria João Portal, Mina Gallos, Monica Faverio, Noemí Díaz Patiño, Paula Castro, Paulo Azevedo, Sílvia Pinto Costa, Susana Barbosa e Telma Pinto de Oliveira, são os autores das propostas a apresentar e que serão votadas pelos visitantes da exposição e por um júri, processo através do qual se elegerá uma peça vencedora com a consequente integração da mesma na Loja do Museu.

 

Coincidindo com a habitual celebração do Dia do Vizinho, promovido pelo MNSR, esta iniciativa reforça o objetivo do Museu Nacional Soares dos Reis de fortalecer os laços com a comunidade envolvente e reforçar o sentimento de pertença, reunindo moradores e representantes de espaços comerciais e serviços localizados no quarteirão da Rua D. Manuel II, Rua do Rosário, Rua Miguel Bombarda e Rua Adolfo Casais Monteiro.

 

Por outro lado, a abertura da exposição ‘Afinidades na Joalharia Contemporânea’ acontece, igualmente, em dia de Inaugurações Simultâneas no Quarteirão Bombarda, pelo que toda a comunidade é convidada a participar deste momento inaugural do ‘Afinidades’. Um projeto inédito desenhado para um ciclo de cinco edições, com temáticas anuais, compostas por exposições, workshops e conversas que exploram momentos de sintonia, empatia e semelhança entre a cultura da comunidade criativa do Quarteirão Bombarda e a história e acervo do Museu Nacional Soares dos Reis.

MNSR é o primeiro Museu Nacional a aderir à plataforma CISOC

28 de Junho, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis aderiu ao Compromisso de Impacto Social das Organizações Culturais (CISOC), uma medida implementada no âmbito do Plano Nacional das Artes, sendo o primeiro Museu Nacional a integrar a estrutura.

 

Pretende-se com este novo instrumento de apoio auxiliar no planeamento de atividades e autoavaliação das organizações culturais, ajudando a identificar as suas necessidades e potencialidades, bem como a analisar e a monitorizar os resultados atingidos.

 

‘O processo de transformação do Museu Nacional Soares dos Reis está em curso e os resultados são já visíveis e mensuráveis. Aderir a esta plataforma [CISOC] é um passo importante para ajudar a consolidar o percurso que temos vindo a percorrer, bem como para validar as opções estratégicas já implementadas e futuras’, considera António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis.

Tendo sido uma das entidades participantes nos testes de indicadores desta inovadora plataforma, o Museu Nacional Soares dos Reis promoveu, esta semana, uma primeira reunião de trabalho interno, visando a apresentação dos objetivos e metodologias a adotar para a implementação e validação dos objetivos previstos na Carta de Princípios do Compromisso de Impacto Social das Organizações Culturais.

 

O CISOC corresponde à formulação de uma medida de política pública do Plano Estratégico 2019-2024 do Plano Nacional das Artes, inserida no eixo da Política Cultural e no Programa Impacto e Sustentabilidade.

 

A ação das organizações culturais gera impactos sociais que podem responder a necessidades, transformar e beneficiar a sociedade. Os impactos alargam a participação cultural, promovem conexões cívicas, fortalecem o conhecimento, reforçam as articulações com o sistema educativo e contribuem para a mudança. Contudo, é ainda insuficiente a avaliação do impacto social nas organizações culturais, pelo que a plataforma CISOC foi desenvolvida, precisamente, para solucionar a carência de instrumentos de gestão que apoiem o desenho de estratégias baseadas em indicadores e dados credíveis e fiáveis.

Aquisição de acervo de fotografias artísticas de Aurélia de Souza

27 de Junho, 2024

A Comissão para a Aquisição de Bens Culturais para os Museus e Palácios Nacionais garantiu esta semana a compra, por cerca de 50.000 euros, de 200 negativos fotográficos de Aurélia de Souza para as coleções do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR).

 

É convicção do Museu Nacional Soares dos Reis, mas também de investigadoras como Maria João Lello Ortigão de Oliveira ou Raquel Henriques da Silva, que se trata de um acervo excecional de fotografias artísticas realizadas por uma mulher pintora na viragem do século XIX para o século XX, cujo estudo constituirá um revolucionário avanço no conhecimento da história da arte em Portugal.

 

O lote de 200 negativos em placa de vidro, da pintora nascida no Chile em 1866, vem enriquecer o acervo do MNSR dedicado à artista, de que se destaca o famoso ‘Autorretrato’ quadro pintado a óleo que se presume tenha sido realizado em Paris por volta de 1900, classificado como Tesouro Nacional.

 

O conjunto de negativos agora adquiridos dá testemunho do uso da fotografia não só como processo complementar da pintura, mas também como uma prática artística enquanto tal, com toda a componente experimental que a fotografia abria ao olhar de uma pintora de formação.

 

“A prática da fotografia, que Aurélia de Souza comprovadamente exerceu, confere inquestionável originalidade à sua obra e à sua biografia. Aurélia, artista pintora e fotógrafa, registou a vida familiar, paisagens, modelos e composições várias, mas também se fotografou a si mesma num singular exercício de introspeção e transfiguração, pelo que é com elevada expetativa e interesse que aguardamos a recepção deste lote de fotografias artísticas”, sublinha António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A presença deste conjunto no acervo do MNSR permitirá a realização a médio-prazo de uma exposição temporária, além da apresentação da fotografia em articulação com a pintura no curso da atual exposição de longa duração, onde Aurélia de Souza é uma das presenças mais carismáticas e relevantes.

 

A Comissão para a Aquisição de Bens Culturais para os Museus e Palácios Nacionais tem como principal competência propor a aquisição de bens culturais considerados fundamentais para as coleções dos museus, monumentos e palácios nacionais, sendo presidida pelo Presidente do Conselho de Administração da Museus e Monumentos de Portugal e composta pelos diretores do Museu Nacional de Arte Antiga, do Museu Nacional do Azulejo, do Museu Nacional Soares dos Reis e do Palácio Nacional da Ajuda.

MNSR acolhe eventos do ACP – Automóvel Club de Portugal

26 de Junho, 2024

Organizado pelo ACP – Automóvel Club de Portugal, o Encontro de Clássicos Franceses vai decorrer no jardim do Velódromo Rainha D. Amélia, do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), no dia 21 julho, data que assinala o lançamento da parceria entre o ACP e o MNSR que, no Porto, passará a acolher os eventos do Automóvel Club de Portugal.

 

Juntando diversos carros clássicos de fabrico francês, o Encontro contará, igualmente, com a presença de bicicletas antigas, visando aumentar os motivos de interesse e de interação relacionados com a temática. Os participantes terão, ainda, oportunidade de visitar o Museu Nacional Soares dos Reis.

Os veículos históricos fazem parte do património cultural imaterial, simbolizando a evolução histórica da mobilidade da sociedade portuguesa, sendo um fator representativo da liberdade de circulação conferido a todos os cidadãos. A realização de atividades do ACP no Velódromo Rainha D. Amélia constituirá, assim, uma forma de valorização, dinamização e atração de novos visitantes ao MNSR.

 

Em 1894, quando a bicicleta se transformava num fenómeno social urbano, D. Carlos – sócio honorário do Automóvel Club de Portugal – autorizou o Real Velo Clube a construir nos quintais do seu Paço, hoje Museu Nacional Soares dos Reis, uma pista para velocipedistas.

 

Inaugurado nesse mesmo ano, a 29 junho, o Velódromo, de que ainda restam significativos vestígios, veio responder ao crescente entusiasmo que a elite do Porto dos finais do século XIX sentia pela bicicleta. A designação do velódromo resulta do nome da esposa do rei D. Carlos I: a rainha Dona Amélia.

Presidente da República presidiu a sessão realizada no MNSR

25 de Junho, 2024

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, presidiu à sessão de lançamento da edição fac-símile do ‘Caderno de Viagens de Soares dos Reis’. A sessão, organizada pelo Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis, decorreu no Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR).

 

O caderno de viagens e anotações de António Soares dos Reis, adquirido pelo Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR, por proposta do Museu Nacional Soares dos Reis, é uma das novidades da renovada Exposição de Longa Duração do MNSR. Este importante documento histórico, conta com 27 desenhos originais, anotações e manuscritos. Foi, primeiramente, oferecido a José Relvas pela viúva do escultor em 1904.

A edição fac-símile agora apresentada do ‘Caderno de Viagens de Soares dos Reis’, editada com o apoio das Edições Afrontamento, inclui um livro com os textos críticos Coleção de Memórias — Soares dos Reis e a ilustração do monumento histórico, por Paula Santos Triães, Gestora da Coleção de Escultura do Museu Nacional Soares dos Reis, e António Soares dos Reis. Notas de viagem, por Bernardo Pinto de Almeida, Professor Catedrático na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

 

No final da sua intervenção, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa condecorou o Presidente do Conselho Diretor da Associação Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis, Álvaro Sequeira Pinto, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

 

A Ordem do Infante D. Henrique destina-se a distinguir quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores.

 

O Presidente da República teve ainda oportunidade para visitar pormenorizadamente a mais recente exposição temporária do MNSR, evocativa dos 50 Anos do Centro de Arte Contemporânea, o qual nasceu e permaneceu no Museu Nacional Soares dos Reis entre 1976 e 1980, graças aos contributos de Fernando Pernes, Etheline Rosas e Mário Teixeira da Silva.

 

Com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, a exposição ‘Centro de Arte Contemporânea –  50 anos: A Democratização Vivida’ recria alguns dos seus momentos expositivos, trazendo à luz muitos documentos gráficos pouco conhecidos.

 

Integrando o programa oficial das Comemorações dos 50 Anos do 25 de abril, a mostra fica patente no Museu Nacional Soares dos Reis até ao final de 2024, contando com o apoio mecenático do BPI e Fundação “la Caixa”, e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

Abertas inscrições para Programa ‘Férias de Verão no Museu’

25 de Junho, 2024

De 16 a 19 julho, o Museu Nacional Soares dos Reis promove o Programa Férias de Verão no Museu, destinado a crianças e jovens dos 6 aos 12 anos. Inscrições a decorrer até 9 julho.

 

São quatro dias de pura diversão e aprendizagens com muita criatividade. Da pintura ao desenho, passando pela utilização de diferentes técnicas de produção artística, nomeadamente a aguarela e as expressões em acrílico, este programa procura criar lugares de conexão dos participantes com o Museu e com a Arte.

 

O programa inclui diferentes oficinas dinamizadas pela equipa do Serviço de Educação do MNSR e por Joana Padilha, pintora e ilustradora. Para além das oficinas ainda haverá lugar a jogos tradicionais, tais como corridas de sacos, jogo do elástico ou salto à corda, no Jardim do Velódromo.

Público-alvo: Crianças e Jovens dos 6 aos 12 anos

Duração: 4 dias

N.º de participantes: mínimo 5 e máximo 10

Valor: 160 Euros

Inscrições: se.mnsr@museusoaresdosreis.pt

 

 

Programa:

 

Dia 16 julho

10h30 – 12h30 | Visita Oficina de descoberta ‘Viajar no Museu’

12h30 – 13h30 | Almoço livre

13h30 – 14h30 | Jogos tradicionais

14h30 – 17h30 | Oficina de aguarela ‘Sinto-me livre a pintar no jardim do Museu’

 

Dia 17 julho

10h30 – 12h30 | Oficina de reutilização ‘Joias e companhia’

12h30 – 13h30 | Almoço livre

13h30 – 14h30 | Jogos tradicionais

14h30 – 17h30 | Oficina de desenho ‘Vamos desenhar as esculturas de Soares dos Reis’

 

Dia 18 julho

10h30 – 12h30 | Oficina de scrapbooking ‘Esta é a minha praia’

12h30 – 13h30 | Almoço livre

13h30 – 14h30 | Jogos tradicionais

14h30 – 17h30 | Oficina de ilustração ‘Ode à diferença’

 

Dia 19 julho

10h30 – 12h30 | Oficina de modelar ‘Moldar a natureza’

12h30 – 13h30 | Almoço livre

13h30 – 14h30 | Jogos tradicionais

14h30 – 17h30 | Oficina de expressões em acrílico ‘Recriando Silva Porto’

MNSR promove conversa sobre a vida e obra de Domingos Sequeira

21 de Junho, 2024

Uma conversa dedicada à vida e obra de Domingos Sequeira permitirá aprofundar conhecimentos sobre o pintor português e a pintura ‘Descida da Cruz’, contando com as participações de José Luís Porfírio, museólogo e crítico de arte, António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, e Ana Paula Machado, Gestora da Coleção de Pintura do MNSR.

 

A iniciativa está agendada para o próximo dia 27 junho, pelas 18 horas, no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), com entrada livre sujeita a inscrição prévia através do formulário online.

Adquirida pela Fundação Livraria Lello e colocada em depósito no Museu Nacional Soares dos Reis, a pintura ‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, está disponível para fruição pública desde o dia 1 junho, integrando o circuito expositivo do MNSR.

 

Pintura sacra datada de 1827, ‘Descida da cruz’  faz parte de um grupo de quatro pinturas tardias de Domingos Sequeira, executadas em Roma, onde o artista morreu em 1837.

 

Museólogo, historiador e crítico de arte, José Luís Porfírio foi diretor do Museu Nacional de Arte Antiga entre 1996 e 2004. É crítico de arte profissional desde 1972 e teve um papel ativo na renovação dessa área na década de 1970. Tem vasta colaboração em jornais e revistas, sendo colaborador permanente do Jornal Expresso desde 1980, com centenas de textos publicados.

Museu Nacional Soares dos Reis mais inclusivo e acessível

21 de Junho, 2024

Visando proporcionar uma experiência mais inclusiva e acessível a pessoas surdas, o Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) vai iniciar, no próximo dia 27 junho, um ciclo de visitas orientadas, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa – LGP.

 

A iniciativa resulta de um protocolo de colaboração estabelecido com o Município de Vila Nova de Famalicão, através do qual é assegurada a colaboração de Luísa Peixoto, Tradutora e Intérprete em Língua Gestual Portuguesa.

 

Estas visitas guiadas inclusivas serão realizadas a áreas temáticas da Exposição de Longa Duração do MNSR, bem como às exposições temporárias patentes no Museu, iniciando-se, no dia 27 junho, com uma visita à mais recente exposição temporária, evocativa dos 50 Anos do Centro de Arte Contemporânea, o qual nasceu e permaneceu no Museu Nacional Soares dos Reis entre 1976 e 1980, graças aos contributos de Fernando Pernes, Etheline Rosas e Mário Teixeira da Silva.

Durante este período foram promovidas cerca de 100 exposições e várias atividades culturais. Alberto Carneiro, Ângelo de Sousa, Álvaro Lapa, Júlio Pomar, Emília Nadal, Eduardo Nery, entre tantos outros, mostraram as suas obras de forma antológica pela primeira vez no Porto.

 

Com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, a exposição ‘Centro de Arte Contemporânea –  50 anos: A Democratização Vivida’ recria alguns dos seus momentos expositivos, trazendo à luz muitos documentos gráficos pouco conhecidos.

 

Integrando o programa oficial das Comemorações dos 50 Anos do 25 de abril, a mostra fica patente no Museu Nacional Soares dos Reis até ao final de 2024, contando com o apoio mecenático do BPI e Fundação “la Caixa”, e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

 

Com exceção do mês de dezembro, todas as visitas com interpretação em Língua Gestual Portuguesa serão realizadas na última quinta-feira do mês, sempre às 15 horas. As visitas são abertas à participação de todos os interessados, não sendo exclusivas para pessoas surdas, estando sujeitas a inscrição prévia que pode ser efetuada mensalmente aqui.

 

Data de realização das visitas

– 27 de junho – Visita à Exposição CAC –  50 anos: A Democratização Vivida
– 25 de julho – Visita à Exposição CAC –  50 anos: A Democratização Vivida
– 29 de agosto – Visita temática à Exposição de Longa Duração do MNSR
– 26 de setembro – Visita à Exposição CAC –  50 anos: A Democratização Vivida
– 31 de outubro – Visita temática à Exposição de Longa Duração do MNSR
– 28 de novembro – Visita temática à Exposição de Longa Duração do MNSR
– 19 de dezembro – Visita temática à Exposição de Longa Duração do MNSR

Sessão de apresentação do ‘Caderno de Viagens de Soares dos Reis’

20 de Junho, 2024

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, preside no próximo dia 24 junho, pelas 17 horas, à sessão de lançamento da edição fac-símile do “Caderno de Viagens de Soares dos Reis”, acompanhado por livro de textos críticos por Bernardo Pinto de Almeida e Paula Santos Triães.

 

A sessão, organizada pelo Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis, vai decorrer no Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis, com entrada livre, sujeita à lotação do espaço e a inscrição prévia através do email amigosdomnsr@gmail.com.

 

O caderno de viagens e anotações de António Soares dos Reis, adquirido pelo Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR, por proposta do Museu Nacional Soares dos Reis, é uma das novidades da renovada Exposição de Longa Duração do MNSR. Este importante documento histórico, conta com 27 desenhos originais, anotações e manuscritos. Foi, primeiramente, oferecido a José Relvas pela viúva do escultor em 1904.

Sobre António Soares dos Reis

Patrono do Museu desde 1911, António Soares dos Reis, considerado um dos maiores escultores portugueses do séc. XIX, nasceu a 14 de outubro de 1847, no lugar de Santo Ovídio, freguesia de Mafamude, concelho de Vila Nova de Gaia.

 

Com apenas 14 anos, matriculou-se na Academia Portuense de Belas Artes, onde – durante a frequência do curso – colheu vários prémios e louvores. Em poucos anos o curso estava concluído, obtendo o 1º prémio nas cadeiras de desenho, arquitetura e escultura.

 

Aos 20 anos tornou-se pensionista do Estado no estrangeiro. Entre 1867 e 1870, Soares dos Reis permanece em Paris como pensionista, recebendo lições de Jouffroy, Yvon e Taine. Em Paris recebe vários prémios pelos seus trabalhos.

 

Após breve estada em Portugal, em 1871 parte para Roma, etapa decisiva na sua formação. É em Roma que inicia a execução de O Desterrado (1872), obra de inspiração clássica, ensaio de transição para o naturalismo, premiada na Exposição Geral de Belas-Artes de Madrid de 1881.

 

Regressado ao Porto em 1873 para se dedicar à carreira artística, Soares dos Reis colabora em publicações e preside ao Centro Artístico Portuense. A partir de 1881, leciona Escultura na Escola de Belas-Artes do Porto, embora discorde da orgânica do ensino.

 

Soares dos Reis é admirado pelos seus contemporâneos, recebe encomendas, participa em concursos e exposições, concebe monumentos públicos. A doença e insatisfação levam-no ao suicídio, em 1889, no seu atelier.

MNSR acolhe Vinho Verde Essência Festival de 28 a 30 junho

19 de Junho, 2024

O jardim do Museu Nacional Soares dos Reis é o palco escolhido para a 3ª edição do Vinho Verde – Essência Festival (Art, Wine, Food, Music), a decorrer de 28 a 30 junho.

 

O Essência Festival vive os Vinhos Verdes entre gastronomia, música, concertos e arte, criando um ambiente único, num jardim emblemático do Porto, onde apaixonados por vinho, foodies, festivaleiros e curiosos se reúnem para celebrar.

 

Ao todo, mais de 30 produtores da Região Demarcada dos Vinhos Verdes vão apresentar a diversidade da oferta atualmente disponível, dos vinhos brancos leves e frescos aos mais complexos, gastronómicos e longevos, nativos de castas ímpares como Alvarinho, Loureiro ou Avesso, entre tantas outras. Haverá ainda rosés de prazer, tintos atlânticos e tintos de carácter, espumantes para brindar a todas as ocasiões.

Vários restaurantes e food trucks estarão em funcionamento contínuo no festival, proporcionando uma lista eclética de opções gastronómicas, das carnes na grelha aos sabores do mar, dos snacks salgados aos doces.

 

O cartaz diário de concertos já está definido. Na sexta-feira, o palco principal abre com os Bamba Social; sábado é tempo para ouvir a Joana Almeirante e dançar com os Insert Coin; a despedida, no domingo, faz-se ao som Tiago Nacarato e ao ritmo de Jéssica Pina.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis será responsável pela dinamização de duas oficinas a realizar no ‘Espaço Família’ do Essência Festival. Partindo do tema central do evento – o vinho – as oficinas, orientadas por Jorge Coutinho, abordam diferentes técnicas de produção artística estabelecendo relação com duas das coleções do Museu: a pintura e a cerâmica.

 

Para famílias com crianças a partir dos 6 anos. A compra do bilhete geral dá acesso às atividades. Participação sujeita à lotação do espaço, respeitando-se ordem de chegada.

 

Oficina «Manchar a Toalha» – Oficina de pintura a vinho sobre tecido cru
29 de junho, 14h30 – 16h00, sábado

 

Oficina «Verdes de ouro» – Oficina de modelagem em relevo com pintura a vinho
30 de junho, 14h30 – 16h00, domingo

 

Programa completo disponível para consulta.

 

Entrada pela Rua de Adolfo Casais Monteiro, 47

 

Horário

Sexta-feira | 17h00 – 00h00
Sábado | 12h00 – 00h00
Domingo | 12h00 – 22h00

Conferência ‘Luigi Rossi e os pintores naturalistas portugueses’

13 de Junho, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, amanhã, pelas 18 horas, a conferência ‘Luigi Rossi e os pintores naturalistas portugueses’, contando com as intervenções de Matteo Bianchi (Casa Museo Luigi Rossi) e Ana Paula Machado (Gestora da Coleção de Pintura do MNSR).

 

A conferência abordará afinidades e analogias entre a obra de Luigi Rossi (1853-1923), pintor e ilustrador suíço-italiano, e alguns protagonistas da cena artística portuguesa e portuense entre finais do século XIX e inícios do século XX , como Silva Porto, Henrique Pousão, José Malhoa e Aurélia de Souza.

 

O encontro é promovido em parceria com a Associazione Socio-Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri, sendo realizado em português e italiano, com tradução simultânea. Entrada gratuita, sujeita a inscrição prévia através do email: segreteria.ascipda@gmail.com

MNSR avança com segunda edição do Programa Arte e Saúde

12 de Junho, 2024

Atendendo ao sucesso da primeira edição, o Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) renovou a parceria com o Centro Hospitalar Universitário do Porto, para concretizar a segunda edição do Programa Arte e Saúde, já a partir do próximo mês de julho, estando garantido o alargamento da iniciativa ao Hospital Magalhães Lemos.

 

A Fundação Manuel António da Mota associa-se, novamente, às entidades promotoras assegurando o apoio mecenático ao projeto, o qual conta ainda com a cooperação institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

 

Distinguido com o Prémio Parceria 2024, pela Associação Portuguesa de Museologia, o Programa Arte e Saúde tem como destinatários a comunidade de utentes, acompanhantes, cuidadores e profissionais de saúde de uma das entidades mais populosas do território ‘vizinho’ do MNSR: o Centro Hospitalar Universitário do Porto, composto pelo Hospital Santo António; Centro Materno Infantil do Norte Albino Aroso; Centro de Genética Médica Jacinto de Magalhães, Centro Integrado de Cirurgia de Ambulatório e Hospital Magalhães Lemos.

Estudos relativamente recentes atribuem aos museus e à utilização das suas coleções benefícios para a saúde e o bem-estar. Esta perspetiva assenta numa visão holística que assume que a saúde e o bem-estar são determinados por uma multiplicidade de fatores de caráter individual, social e comunitário, socioeconómicos, culturais e ambientais. Considera-se, por isso, necessária uma atitude preventiva, em detrimento da cura medicamentosa, de determinadas patologias, nomeadamente do foro mental.

 

As evidências de que os museus assumem nesta esfera de ação uma função importante têm conduzindo a reflexões sobre a política e prática museológica a nível internacional. As coleções estão no centro dessas reflexões considerando-se que podem contribuir para a saúde e o bem-estar, sobretudo atendendo à sua capacidade de envolver os participantes com os objetos, estimulando, promovendo e incentivando o diálogo, suscitando a curiosidade e encorajando a fazer parte de uma experiência social.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a realizar várias ações enquadradas neste eixo programático Arte e Saúde, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença mental, aumentando a autoconfiança e bem-estar, possibilitando a construção de um ambiente seguro, aliviando o sofrimento e diminuindo a angústia das pessoas que neles participam.

 

A 2ª edição do Programa Arte e Saúde prevê o alargamento dos núcleos expositivos, a continuidade da disponibilização do bilhete de utente e acompanhante para acesso ao MNSR, um programa de mediação cultural dirigido aos profissionais do Centro Hospitalar Universitário do Porto e um programa educativo, através da dinamização de diferentes oficinas, especialmente dedicado às crianças e jovens que se encontram em regime de internamento no Centro Materno Infantil do Norte Albino Aroso.

Plataforma digital de gestão e divulgação de bens culturais renovada

7 de Junho, 2024

A Museus e Monumentos de Portugal (MMP) disponibiliza, a partir de hoje, a nova plataforma destinada ao inventário, gestão e divulgação da base de dados do património móvel português. Raiz, disponível em raiz.museusemonumentos.pt, apresenta-se como uma ferramenta ao serviço dos museus, que potencia a preservação e divulgação digital das coleções nacionais.

 

Herdeiro da plataforma Matriz, o Raiz estabelece um compromisso de continuidade com a história da museologia em Portugal e com o caminho percorrido pelos agentes institucionais responsáveis pelo desenvolvimento e implementação de boas práticas no âmbito da informatização, gestão e divulgação de acervos culturais.

 

O Raiz, ainda em fase de desenvolvimento modular, vem salvaguardar os recursos existentes no sistema Matriz, preservando o acesso público à plataforma online e renovando-a como inventário digital de todos os bens culturais móveis conservados nos museus e monumentos tutelados pela MMP, introduzindo ainda novas funcionalidades que vêm dar resposta às necessidades identificadas pelos profissionais dos museus.

 

Destaque para a maior operacionalidade e interatividade com outros recursos fundamentais da Museus e Monumentos de Portugal, designadamente o Laboratório José de Figueiredo e o Arquivo de Documentação Fotográfica, facilitando o acesso aos profissionais, investigadores e público em geral.

 

Ficam desde já disponíveis mais de 160 mil registos, com novo grafismo e interface com o público, agora mais apelativo e intuitivo. Será, assim, possível reconfigurar a relação do museu com o seu visitante, seja pela experiência virtual, seja pela antecipação da experiência física.

 

Foi igualmente salvaguardada toda a informação do PIX, a grande base de dados de imagens que constitui a memória digital do património cultural nacional, que será enriquecida com as mais de 44.000 imagens a produzir no âmbito do PRR digitalização.

 

O Raiz estabelece um compromisso de continuidade com a história da museologia em Portugal, cumprindo o desígnio de chegar a todos e cada um, com novas ferramentas e funcionalidades. A diversidade é a sua maior riqueza, integrando, entre outras, todas as instituições tuteladas pela Museus e Monumentos de Portugal, entre as quais o Museu Nacional Soares dos Reis.

De 12 a 16 junho, Jardins do MNSR recebem Porto Beer Fest

7 de Junho, 2024

De 12 a 16 junho, o Porto Beer Fest acontece no Museu Nacional Soares dos Reis, pelo segundo ano consecutivo.

 

Nesta oitava edição, o evento promete reunir mais de três centenas de marcas e “os melhores cervejeiros do mundo”, destaca a organização do festival da cerveja artesanal. O programa – a ser divulgado brevemente – inclui degustações, provas comentadas, aulas e oficinas, orientadas por especialistas na matéria.

 

A animação no recinto está garantida com performances, concertos e DJ sets.

 

Nos Jardins do Museu Nacional Soares dos Reis vão estar presentes vários profissionais e especialistas que, juntamente com os visitantes, vão celebrar a evolução na produção da cerveja artesanal.

No ano passado, o PortoBeerFest foi eleito pelos votos do público e do júri, como um dos 10 melhores festivais não musicais da Península Ibérica, nos prémios Iberian Festival Awards. Este ano, a organização preparou o recinto, como habitualmente, para que a experiência do utilizador visitante tenha ainda outros parâmetros de qualidade e fruição do evento. Assim, o PortoBeerFest desenvolveu um modelo de implementação de boas práticas ambientais e sustentabilidade ecológica, reciclagem, tratamento e regeneração de resíduos, mobilidade e acessibilidade ao recinto com parceiros da cidade.

 

No roteiro complementar ao recinto, e por toda a cidade do Porto e Matosinhos, nos bares e restaurantes aderentes, os cervejeiros desta edição apresentam as suas tendências em provas, mini eventos e conversas, em coordenação com o PortoBeerFest.

Domingos Sequeira em destaque no programa Ensaio da RTP

6 de Junho, 2024

Adquirida pela Fundação Livraria Lello e colocada em depósito no Museu Nacional Soares dos Reis, a pintura ‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, encontra-se na exposição de longa duração, disponível para fruição pública.

 

‘Descida da cruz’, pintura sacra datada de 1827, faz parte de um grupo de quatro pinturas tardias de Domingos Sequeira, executadas em Roma, onde o artista morreu em 1837. Domingos Sequeira é considerado o mais talentoso e original pintor português do seu tempo, tendo desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da arte portuguesa de início do século XIX.

 

(re)Veja a entrevista de António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, ao programa Ensaio, da RTP 3.

Pintura ‘Descida da Cruz’ integra exposição de longa duração

4 de Junho, 2024

Adquirida pela Fundação Livraria Lello e colocada em depósito no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), a pintura ‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, já se encontra disponível para fruição pública, integrando o circuito expositivo do MNSR.

 

A exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis tem já patentes quatro óleos e um conjunto significativo de desenhos de Domingos Sequeira, pelo que a ‘Descida da Cruz’ está exposta na mesma sala, enriquecendo o acervo disponível. De resto, são igualmente expostos desenhos preparatórios da obra, pertencentes ao acervo do MNSR, alimentando um “diálogo” entre a coleção do museu e este valioso novo depósito.

 

‘Descida da cruz’, pintura sacra datada de 1827, faz parte de um grupo de quatro pinturas tardias de Domingos Sequeira, executadas em Roma, onde o artista morreu em 1837.

Domingos Sequeira é considerado o mais talentoso e original pintor português do seu tempo, tendo desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da arte portuguesa de início do século XIX.

 

No dia 27 junho, pelas 18 horas, uma conversa sobre a vida e obra de Domingos Sequeira permitirá aprofundar conhecimentos sobre o pintor português e a pintura ‘Descida da Cruz’, contando com as participações de José Luís Porfírio, Museólogo e Crítico de Arte, António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, e Ana Paula Machado, Gestora da Coleção de Pintura do MNSR. Atividade gratuita, sujeita a inscrição prévia, através do formulário online.

Exposição ‘Centro de Arte Contemporânea – 50 anos: A Democratização Vivida’

4 de Junho, 2024

‘10 de junho de 1974. Não se cumpriram ainda dois meses da Revolução dos Cravos e já no Porto uma ação de rua inscreve na história da construção de centros culturais e espaços museológicos dedicados à criação contemporânea um momento inédito e até hoje sem paralelo’, descreve Miguel von Hafe Pérez, curador da exposição temporária ‘Centro de Arte Contemporânea –  50 anos: A Democratização Vivida’.

 

Com inauguração no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), agendada para a próxima sexta-feira, dia 7 junho, pelas 18 horas, presidida pela Ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, a exposição recorda esse acontecimento e evoca a história do CAC – Centro de Arte Contemporânea, embrião da Fundação de Serralves e do seu Museu de Arte Contemporânea.

 

Protagonizado por artistas e intelectuais da cidade ligados a instituições como a Cooperativa Árvore, o Teatro Experimental do Porto, a Seiva Trupe ou o Cineclube do Porto, o “Enterro do Museu Soares dos Reis” dá voz a uma reivindicação popular alimentada pela pulsão efervescente de abertura à modernidade, resgatada do pesado silêncio da ditadura.

 

Nascido de uma reclamação da cidade, o CAC — Centro de Arte Contemporânea instala-se, cerca de dois anos depois, justamente no Museu Nacional Soares dos Reis, graças aos contributos de Fernando Pernes, Etheline Rosas e Mário Teixeira da Silva.

 

De 1976 a 1980, o Centro de Arte Contemporânea promoveu cerca de 100 exposições e várias atividades culturais. Alberto Carneiro, Ângelo de Sousa, Álvaro Lapa, Júlio Pomar, Emília Nadal, Eduardo Nery, entre tantos outros, mostram as suas obras de forma antológica pela primeira vez no Porto.

 

Um intenso dinamismo de programação só possível graças ao estabelecimento de parcerias com embaixadas, institutos culturais estrangeiros e instituições, que permitiram a apresentação de importantes exposições de arte contemporânea em itinerância nacional e internacional no Porto.

 

Com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, a exposição ‘Centro de Arte Contemporânea – 50 anos: A Democratização Vivida’ revisita a história desta aventura primordial no contexto institucional português, recriando alguns dos seus momentos expositivos e trazendo à luz muitos documentos gráficos pouco conhecidos.

 

Integrando o programa oficial das Comemorações dos 50 Anos do 25 de abril, a mostra ‘Centro de Arte Contemporânea –  50 anos: A Democratização Vivida’ ficará patente no Museu Nacional Soares dos Reis até ao final de 2024, contando com o apoio mecenático do BPI e Fundação “la Caixa”, e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

Museu Nacional Soares dos Reis participa na Museum Week 2024

3 de Junho, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis participa pela primeira vez na Museum Week, iniciativa lançada pela Culture For Causes Network, uma organização sem fins lucrativos francesa, com o objetivo de promover museus e instituições culturais em todo o mundo.

 

Na edição de 2024, os participantes são convidados a partilhar, de 3 a 9 de junho, conteúdos nas suas redes sociais subordinados ao tema ‘Natureza e Cultura’ e alinhados com os subtemas e hastags diários propostos pela organização.

 

Associando-se a esta rede informal de museus e instituições culturais, que em todo o mundo reforçará a importância da valorização do património cultural, o Museu Nacional Soares dos Reis partilhará na conta de Instagram conteúdos relacionados não só com a programação de junho – associando a inauguração da exposição temporária ‘Centro de Arte Contemporânea — A democratização vivida’ e a sessão comentada da peça do mês à Museum Week 2024 –  mas também com peças e objetos do seu acervo, projetando internacionalmente a atividade do Museu.

 

Do calendário de partilhas previsto destacam-se subtemas relacionados com os bastidores dos espaços culturais, a biodiversidade, selfies na natureza, a água e espaços verdes nas cidades.

 

A MuseumWeek foi realizada pela primeira vez em 2014 e, desde então, tem-se realizado todos os anos com o apoio institucional da UNESCO. Na edição do ano passado, os conteúdos divulgados nas redes sociais levaram à partilha coletiva de cerca de 77 mil hastags, com um alcance mundial muito elevado sobretudo em países como França e Estados Unidos da América.

MNSR distinguido pela APOM com Prémio Museu do Ano

31 de Maio, 2024

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) foi hoje distinguido com o Prémio Museu do Ano, pela Associação Portuguesa de Museologia, em sessão presidida pelo Presidente da República, realizada na Alfândega do Porto.

 

Antes da cerimónia de entrega dos prémios APOM 2024, Marcelo Rebelo de Sousa teve oportunidade de visitar o Museu Nacional Soares dos Reis, detendo particular atenção na pintura ‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, pertencente à Fundação Livraria Lello, e que passará a integrar a exposição de longa duração do MNSR já a partir de amanhã.

 

Para António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, trata-se de uma distinção que “muito honra a instituição, premiando a dedicação e empenho de todos os profissionais que diariamente contribuem para elevar e sustentar a reputação do MNSR, cada vez mais fortalecida e confirmada”. Agradecendo a todos os que têm vindo a colaborar neste projeto, António Ponte lembrou a importância dos apoios mecenáticos e do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

Tratando-se de uma premiação entre pares, a atribuição do Prémio Museu do Ano “adquire ainda maior significado e relevância, traduzindo o reconhecimento pelo trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao longo dos últimos anos, sobretudo após a reabertura plena do MNSR”.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis foi ainda distinguido com o Prémio Parceria, pelo Programa Arte e Saúde, desenvolvido em parceria com o Centro Hospitalar Universitário do Porto, com o contributo mecenático da Fundação António Manuel da Mota. Este programa tem como destinatários a comunidade de utentes, acompanhantes, cuidadores e profissionais de saúde de uma das entidades mais populosas do território ‘vizinho’ do MNSR: o Centro Hospitalar Universitário do Porto, composto pelo Hospital Santo António; Centro Materno Infantil do Norte Albino Aroso; Centro de Genética Médica Jacinto de Magalhães, Centro Integrado de Cirurgia de Ambulatório e Hospital Magalhães Lemos.

 

Reunindo a coleção mais importante de arte portuguesa do século XIX, a renovada exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis, cuja abertura ao público ocorreu a 13 abril de 2023, foi construída de acordo com os mais recentes padrões de acessibilidade e inclusão museológica.

 

O MNSR assume-se como um espaço plural, de partilha de identidade e pertença através da arte e cultura, promovendo a reflexão, a criatividade e o pensamento crítico contemporâneo partindo das coleções que guarda, conserva, investiga e comunica.

 

Com uma programação regular diversa, destacam-se várias exposições temporárias, que trazendo interpretações diversificadas sobre os diferentes núcleos da sua exposição de longa duração, permitem aprofundar o conhecimento científico de artistas representados nas coleções, bem como reforçar as ligações com parceiros e visitantes.

130º Aniversário da inauguração do Velódromo Maria Amélia

30 de Maio, 2024

O Velódromo Rainha Maria Amélia foi inaugurado a 29 junho de 1894, assinalando-se este ano o 130º aniversário da sua abertura oficial.

 

Em 1893 foi fundado o Velo Club do Porto, com sede no antigo Chalet do Palácio de Cristal. Por pedido do seu presidente, o Barão de Paçô Vieira, o rei D. Carlos foi instituído como Presidente Honorário, ficando a designar-se Real Velo Club do Porto.

 

Na falta de um recinto para a prática do ciclismo em expansão em finais do século XIX entre as elites da cidade, D. Carlos cedeu os terrenos da quinta do Palácio Real para a construção do Velódromo. O engenheiro Estevão Torres, 2º secretário do clube, foi o responsável pelo levantamento das plantas da quinta para o efeito, sendo o acesso feito pela então designada rua de Pombal (atual rua Adolfo Casais Monteiro).

O Velódromo integrava construções acessórias, uma elegante tribuna em madeira para cerca de 700 pessoas (outras fontes referem 400 pessoas), albergando ao centro o camarote real. Por baixo da tribuna ficavam cerca de 50 camarotes alugados pelos sócios para aí guardarem as suas roupas, bicicletas, etc. Uma arquibancada com três ordens de assentos, com capacidade para mil lugares, ficava situada ao cimo de uma das rampas. Existia ainda um espaço descoberto destinado a peões. Em frente estava situada uma tribuna de partida e chegada com um quadro identificativo das voltas a percorrer. No mesmo local, no andar superior, encontrava-se a tribuna do júri. Entre a lotação das tribunas e os lugares de peões a capacidade de espetadores do Velódromo era aproximadamente entre 2500 a 3000 lugares. A construção do Velódromo e tribuna foi dirigida pelo sócio José Isidoro de Campos.

 

Sobre a sua vivência são conhecidas numerosas notícias de corridas e eventos aí realizados, como a de uma festa de beneficência em favor de um dispensário para crianças, patrocinado pela Rainha D. Amélia.

 

Após a implantação da República o Velódromo esteve inativo. Em 1915 reapareceu com a designação de Velo-Club do Porto e manteve a atividade no local até à década de 1930. Com a instalação do Museu Nacional Soares dos Rei em 1940, o espaço foi transformado num jardim arqueológico. As obras de reabilitação do edifício em 2001 recuperaram a memória do antigo Velódromo, com a construção dos dois semicírculos nos topos que fechavam a pista.

Pintura ‘Descida da Cruz’ disponível a partir de 1 junho

29 de Maio, 2024

Adquirida pela Fundação Livraria Lello e colocada em depósito no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), a pintura ‘Descida da Cruz’, de Domingos Sequeira, estará disponível para fruição pública a partir do próximo sábado, dia 1 junho, passando a integrar o circuito expositivo do MNSR.

 

A exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis tem já patentes quatro óleos e um conjunto significativo de desenhos de Domingos Sequeira, pelo que a ‘Descida da Cruz’ ficará exposta na mesma sala, enriquecendo o acervo disponível. De resto, serão igualmente expostos desenhos preparatórios da obra, pertencentes ao acervo do MNSR, alimentando um “diálogo” entre a coleção do museu e este valioso novo depósito.

 

‘Descida da cruz’, pintura sacra datada de 1827, faz parte de um grupo de quatro pinturas tardias de Domingos Sequeira, executadas em Roma, onde o artista morreu em 1837.

Domingos Sequeira é considerado o mais talentoso e original pintor português do seu tempo, tendo desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da arte portuguesa de início do século XIX.

 

No dia 1 de junho, o Museu Nacional Soares dos Reis irá realizar uma série de breves visitas orientadas à pintura ‘Descida da Cruz’, agendadas para as 10h30, 11h30, 15h00 e 16h00.

 

Coincidindo o primeiro dia de exposição desta obra com a celebração do Dia Mundial da Criança, será promovida uma Oficina para Famílias (com crianças entre os 6 e os 12 anos), marcada para as 15h30, inspirada na temática da obra de Domingos Sequeira.

 

No dia 27 junho, pelas 18 horas, uma conversa sobre a vida e obra de Domingos Sequeira permitirá aprofundar conhecimentos sobre o pintor português e a pintura ‘Descida da Cruz’, contando com as participações de José Luís Porfírio, museólogo e crítico de arte, António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, e Ana Paula Machado, Gestora da Coleção de Pintura do MNSR.

 

Todas as atividades são gratuitas, estando sujeitas a inscrição prévia, através do formulário online.

Museu Nacional Soares dos Reis promove ‘Visita Incógnita’

28 de Maio, 2024

Público
Jovens e adultos

 

Duração
50 minutos

 

Inscrições
Formulário online (até 48 horas de antecedência)

 

Valor
Gratuita

O Museu Nacional Soares dos Reis promove mensalmente uma visita orientada, com tema incógnito. Os participantes são desafiados a explorar o Museu e as suas coleções, descobrindo outras narrativas e outros espaços. A próxima ‘Visita Incógnita’ está agendada para o dia 2 junho, pelas 11 horas, sendo orientada pela gestora de coleção Isabel Rodrigues. Inscrições a decorrer.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis procura desenvolver a sua função de lugar de educação, mediante um programa articulado com as políticas públicas sectoriais respeitantes à família, à juventude, apoio às pessoas com deficiência, às instituições de ensino formal, turismo e combate à exclusão social.

 

O propósito é dar a conhecer o património presente nas suas coleções, permitindo que a comunidade o desfrute, mas também o compreenda, pelo envolvimento ativo – físico, intelectual e emocional -, construindo significados sobre as suas experiências.

 

Um programa que promova a função educativa no respeito pela diversidade cultural tendo em vista a educação ao longo da vida, a participação da comunidade, o aumento e a diversificação dos públicos.

 

Constituído por diferentes estratégias de educação e mediação, tais como visitas orientadas, oficinas, sessões comentadas, visitas comentadas, projetos de sensibilização ambiental e de mediação cultural, performances teatro, este programa fundamenta-se sempre nas coleções e procura explorar e desconstruir os conteúdos expostos visando a aproximação e a promoção do espaço museológico enquanto lugar de construção de conhecimento, de entendimento ou de simples fruição.

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