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Felicidade Ramos

MNSR promove formação certificada para professores

6 de Outubro, 2026

Partir das obras de arte para imaginar personagens, criar adereços e construir cenários é o desafio lançado pelo Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) aos profissionais da educação. Com o apoio do Plano Nacional das Artes (PNA), o Museu apresenta três ações de formação certificada que procuram explorar as potencialidades das coleções enquanto recurso para novas experiências de aprendizagem.

 

Reunidas sob o conceito “O Museu como um Palco Inspirador”, as propostas conjugam a observação e interpretação das obras com uma componente prática e criativa, proporcionando aos participantes ferramentas e recursos suscetíveis de serem posteriormente explorados em contexto educativo.

 

Museu como espaço de aprendizagem e criação

As três propostas procuram reforçar o Museu enquanto espaço de educação não formal, experimentação e criatividade, estimulando novas formas de aproximação às coleções e a sua utilização como recurso pedagógico.

A participação é gratuita e limitada a 15 participantes em cada ação. A pré-inscrição obrigatória deve ser realizada através do email: se@museusoaresdosreis.pt

O Baú Imaginário e a Criação de Adereços

A primeira ação, “O Baú Imaginário e a Criação de Adereços”, realiza-se nos dias 6 e 13 de novembro, entre as 16h00 e as 19h00, e destina-se a educadores de infância e professores do 1.º Ciclo, dos 1.º e 2.º anos.

A partir da seleção e observação de objetos das coleções do MNSR, os participantes são convidados a descobrir pormenores e características das obras e a produzir registos de contemplação e interpretação que servirão de ponto de partida para a criação de adereços. Recorrendo a diferentes técnicas e materiais, serão construídos recursos que poderão posteriormente apoiar a criação de personagens, interpretações e narrativas em torno das obras de arte.

 

O Baú Imaginário e a Criação de Personagens

Nos dias 20 e 27 de novembro, das 16h00 às 19h00, decorre “O Baú Imaginário e a Criação de Personagens”, destinada a professores do 1.º Ciclo, dos 3.º e 4.º anos.

O retrato e o autorretrato constituem o ponto de partida desta formação, tirando partido da presença significativa destes géneros nas coleções de Pintura e Escultura do Museu. A observação de expressões, poses e ambientes permitirá explorar a caracterização física e psicológica de personagens reais ou ficcionadas e refletir sobre aquilo que um retrato revela, sugere ou esconde.

A proposta desafia os professores a experimentar processos que poderão ser posteriormente desenvolvidos com os alunos, através da palavra, da escrita ou da realização plástica, promovendo simultaneamente o conhecimento de si e do outro.

 

O Baú Imaginário e a Criação de Cenários

A terceira ação, “O Baú Imaginário e a Criação de Cenários”, está agendada para 13 e 20 de março de 2027, entre as 10h00 e as 13h00, e dirige-se a professores do 2.º Ciclo, dos 5.º e 6.º anos.

Nesta formação, a atenção centra-se na construção dos espaços representados na pintura de paisagem e de interiores, bem como nos ambientes sugeridos pela Escultura e pelas Artes Decorativas. Luz, sombra, cor, sonoridades, texturas, equilíbrio, tensão, peso ou leveza serão alguns dos elementos explorados para estimular a construção de cenários e atmosferas associados às narrativas suscitadas pelas obras.

 

 

As duas formações de novembro contam com a participação da artista plástica Joana Mendonça, cuja atividade se desenvolve na relação entre arte contemporânea, públicos, educação artística e contextos museológicos. A formação dedicada à criação de cenários contará com Nuno Lucena, cenógrafo e docente com experiência nas áreas do teatro, cenografia e realização plástica do espetáculo.

MNSR reforça coleção com aquisição de obra de Vieira Portuense

29 de Setembro, 2026

O Estado português adquiriu, em leilão, o Retrato de Maria Amália de Habsburgo, Arquiduquesa de Áustria, Duquesa de Parma (1746–1804), de Francisco Vieira, o Portuense, assegurando a sua integração na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR).

 

A aquisição da pintura de Vieira Portuense, pelo valor de 40 mil euros, foi decidida no quadro das competências da Comissão para a Aquisição de Bens Culturais para os Museus e Palácios Nacionais, reforçando o património público nacional e contribuindo para a preservação e valorização de uma das mais relevantes produções da arte portuguesa.

 

Datada de 1795, a pintura foi realizada durante a permanência de Vieira Portuense em Parma, entre 1793 e 1796, num momento decisivo da sua formação e afirmação internacional. O retrato constitui um testemunho particularmente expressivo da capacidade do artista para assimilar diferentes tradições da pintura europeia e desenvolver uma linguagem própria no domínio do retrato.

 

A representação de Maria Amália ultrapassa a dimensão convencional do retrato de corte. Aos 49 anos, a Duquesa de Parma surge em traje de caça, segurando uma espingarda e um delicado chapéu, numa composição que articula poder e informalidade, autoridade e feminilidade. Esta escolha inscreve-se numa tradição da retratística europeia que associava a representação feminina em traje de caça a ideias de poder, autonomia e carácter.

 

A qualidade da pintura revela o domínio de Vieira Portuense sobre a tradição do retrato europeu. O cuidado colocado na representação dos tecidos, rendas e fitas, associado à construção cenográfica da figura diante de uma paisagem profunda e sombria, aproxima a obra do gosto neoclássico e da tradição inglesa do Grand Manner, associada a artistas como Joshua Reynolds, que Vieira conheceu durante a sua passagem por Londres.

Uma obra que regressa ao MNSR

A aquisição da Duquesa de Parma acrescenta ao acervo do Museu uma obra particularmente relevante para o conhecimento da produção de Vieira Portuense e para a compreensão do papel desempenhado pelo artista na renovação da pintura portuguesa na transição para o século XIX.

 

A pintura foi apresentada no MNSR em 2001, na exposição Francisco Vieira, o Portuense (1765–1805), encontrando-se reproduzida no respetivo catálogo. Vinte e cinco anos depois, regressa ao Museu, agora para integrar definitivamente o seu acervo.

 

Nascido no Porto, em 1765, Vieira Portuense estudou em Roma, permaneceu em Parma entre 1793 e 1796 e passou posteriormente pela Alemanha e Inglaterra, onde expôs na Royal Academy of Arts, em Londres, em 1798 e 1799. A sua morte prematura, no Porto, em 1805, aos 39 anos, interrompeu uma carreira em plena afirmação.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis, Vieira Portuense ocupa já um lugar de relevo na Exposição de Longa Duração, nomeadamente através da monumental Fuga de Margarida de Anjou, de 1798. A entrada da Duquesa de Parma reforça, assim, as coleções do Museu e recupera para o património público português uma obra que testemunha a dimensão europeia da carreira do artista.

Diretor do MNSR participa no Workshop “Acessibilidade e Inclusão”

29 de Setembro, 2026

António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, participa no Workshop “Acessibilidade e Inclusão”, promovido no Mosteiro da Batalha, no dia 16 de outubro, onde apresentará o trabalho que o Museu tem vindo a desenvolver no âmbito da acessibilidade universal.

 

Integrado no programa da iniciativa, António Ponte participará no Workshop “Acessibilidade e Inclusão – Falemos de Integração e Representatividade” com a apresentação “Museu Nacional Soares dos Reis: Acessibilidade 360º”, partilhando a experiência e o percurso que o Museu está a desenvolver no sentido de tornar a instituição progressivamente mais acessível e inclusiva.

 

A participação do MNSR neste encontro insere-se no desenvolvimento do seu próprio Projeto de Acessibilidade, uma iniciativa estratégica que assume a acessibilidade universal como um princípio fundamental da ação do Museu. Assente na visão “Museu de Pessoas, por Pessoas e para Pessoas”, o projeto procura garantir que todos os públicos, independentemente das suas capacidades físicas, sensoriais, intelectuais ou culturais, possam aceder, compreender e usufruir plenamente dos espaços, coleções e conteúdos do Museu.

 

O projeto contempla um conjunto de linhas de ação orientadas para a eliminação de barreiras físicas, sensoriais e de comunicação, entre as quais a implementação do programa “MNSR – Um Museu cada vez mais acessível”, a candidatura à certificação pela Norma Internacional dedicada ao Turismo Acessível e a aquisição do Selo “Espaços Culturais Acessíveis e Inclusivos”.

Neste contexto, a participação no Workshop constitui também uma oportunidade para o MNSR partilhar práticas, refletir sobre os desafios da acessibilidade em instituições culturais e estabelecer contactos com outros profissionais e entidades que trabalham na promoção da inclusão e da participação cultural.

 

O programa do encontro reúne diferentes perspetivas e experiências, incluindo intervenções dedicadas à arquitetura e património, à acessibilidade em museus, à criação artística inclusiva e a projetos comunitários. A sessão contará ainda com momentos de debate e troca de impressões, promovendo a reflexão conjunta sobre os caminhos para uma maior integração e representatividade no acesso à cultura.

O Mote do Mundo é a Floresta: Exposição de Catarina Leitão

28 de Setembro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, a partir de 17 de outubro, O Mote do Mundo é a Floresta, uma instalação de Catarina Leitão desenvolvida especificamente para o Museu, a partir de uma investigação realizada no seu acervo.

 

Tomando de empréstimo, através de uma tradução livre, o título de The Word for World is Forest, de Ursula K. Le Guin, a exposição propõe pensar a natureza não como algo exterior à cultura, mas como uma construção material e imaginária. A floresta surge como ponto de partida para estabelecer relações entre objetos históricos, materiais, imagens e obras contemporâneas.

 

A investigação de Catarina Leitão no acervo do MNSR desloca a questão da representação da natureza para a própria matéria das obras. Cerâmica, têxtil, pedra, tinta e matéria vegetal encontram-se numa instalação onde diferentes formas de representar, transformar e construir o mundo se cruzam.

Na exposição, objetos provenientes de diferentes núcleos da coleção, entre cerâmicas, motivos de animais e plantas, pequenas ágatas e pinturas de paisagem, são reunidos numa espécie de gabinete de curiosidades. Retirados temporariamente das categorias que habitualmente os separam, estabelecem novas afinidades e revelam diferentes formas de transformar a natureza em imagem, matéria, objeto e artefacto.

 

Este universo dialoga com as Naturfaturas de Catarina Leitão, esculturas que aproximam crescimento e fabricação, matéria orgânica e matéria industrial. A ambiguidade estende-se ao próprio espaço expositivo, onde a relva artificial e outros elementos colocam em causa a fronteira entre aquilo que parece natural e aquilo que é construído.

 

A instalação ultrapassa ainda os limites da sala e prolonga-se até ao jardim do Museu, criando uma continuidade entre interior e exterior e tornando menos estáveis as fronteiras entre natureza e cultura, coleção e mundo. A floresta não é, assim, apresentada como uma paisagem a representar, mas como uma forma de relação: uma trama onde materiais, imagens, objetos e linguagens se encontram, contaminam e transformam mutuamente.

 

Com obra desenvolvida entre a escultura, a instalação, o desenho e o livro de artista, Catarina Leitão tem vindo a interrogar a construção cultural daquilo que designamos como natureza e as relações entre o orgânico, o humano e o fabricado. A sua obra integra coleções públicas como a Coleção de Arte Contemporânea do Estado, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação PLMJ.

 

«O Mote do Mundo é a Floresta» pode ser visitada no Museu Nacional Soares dos Reis de 17 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027, de terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00.

 

Entrada livre para residentes em Portugal.

MNSR representado na NEMO European Museum Conference

28 de Setembro, 2026

António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), participa no encontro europeu que, em Vilnius, debate o impacto da Inteligência Artificial no futuro dos museus.

 

A Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. (MMP) e o Museu Nacional Soares dos Reis estarão representados na NEMO European Museum Conference 2026, a decorrer de 11 a 13 de outubro, em Vilnius, na Lituânia, sob o tema “Human after all – Museums in the wake of AI”.

 

O encontro reunirá profissionais de museus, especialistas em património cultural e tecnologia para refletir sobre as transformações provocadas pela Inteligência Artificial e pela rápida evolução digital no setor museológico.

O Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte, marcará presença na conferência, integrando a representação portuguesa num dos principais espaços europeus de reflexão, partilha de conhecimento e criação de redes no setor dos museus.

 

A participação do MNSR ocorre no contexto da sua integração na estrutura da Museus e Monumentos de Portugal, entidade que figura atualmente entre os membros da NEMO – Network of European Museum Organisations, rede que reúne 189 organizações de 40 países.

 

Museus num mundo transformado pela Inteligência Artificial

Com um programa centrado na relação entre tecnologia, pessoas e missão dos museus, a conferência pretende colocar no centro do debate questões como a confiança, a ética, a autenticidade, a cibersegurança, a literacia digital e a resiliência institucional. A NEMO propõe uma reflexão que ultrapassa a adoção de novas ferramentas tecnológicas, interrogando de que forma os museus podem responder às mudanças em curso sem perder de vista a sua responsabilidade enquanto instituições públicas de conhecimento, cultura e participação.

 

A conferência é coorganizada pela NEMO, pela Lithuanian Museums Association e pelo National Museum of Lithuania, com o apoio do Ministério da Cultura da Lituânia, do Lithuanian Council for Culture e da União Europeia, entre outras entidades.

 

Para o Museu Nacional Soares dos Reis, a presença em Vilnius constitui mais uma expressão da abertura da instituição ao diálogo internacional e à partilha de experiências com outras organizações museológicas europeias. Num momento em que os museus enfrentam novas possibilidades e desafios associados à transformação digital, a participação do MNSR contribui para afirmar o Museu enquanto instituição atenta à evolução do setor, às novas formas de relação com os públicos e às questões que irão marcar o futuro da atividade museológica.

MNSR acolhe estágio de formação avançada em curadoria

24 de Setembro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) acolhe, até novembro, um estágio presencial no âmbito da Formação Avançada em Curadoria para o Desenvolvimento, promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian, com o apoio do Camões, I.P.

 

A formação é dirigida a curadores, museólogos, galeristas e programadores culturais dos PALOP e de Timor-Leste, tendo como objetivo reforçar competências na área da curadoria e contribuir para a valorização dos ativos culturais enquanto motores de desenvolvimento sustentável, explorando igualmente as dimensões de criação de valor económico e de inclusão através da curadoria.

 

A primeira fase do programa, organizada pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, decorreu entre julho de 2025 e março de 2026, em formato online, e integrou 19 módulos teóricos, mesas-redondas com convidados e seminários de projeto mensais. Os formandos selecionados após esta etapa realizam posteriormente estágios presenciais em instituições culturais de referência em Portugal.

 

É neste contexto que o MNSR recebe José Joaquim Cabral, profissional e agente cultural cabo-verdiano, cuja formação inclui Museologia, Património e Desenvolvimento, pela Universidade dos Açores, e a própria Formação Avançada em Curadoria para o Desenvolvimento, realizada na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa em 2025/2026.

 

Com uma atividade que cruza a produção cultural, a investigação e a museologia, José Cabral é autor de diversos trabalhos literários e audiovisuais, entre os quais Mar-Liso – O Último Falucho das Ilhas, de 2023, e Destino Aziago, distinguido com o Prémio Literário Arnaldo França, em 2022.

O seu percurso encontra também uma forte ligação ao património e à museologia cabo-verdianos. Integrou a equipa responsável pela instalação do Museu da Pesca e da Indústria Conserveira, no Tarrafal, ilha de São Nicolau, instituição cujo conselho científico integra. Colabora ainda com o Museu da Baleia de New Bedford, nos Estados Unidos, integrando o respetivo Comité Consultivo Cabo-verdiano, e tem em curso um projeto de musealização de arte sacra com espólio dos séculos XIX e XX.

 

A escolha do Museu Nacional Soares dos Reis como instituição de acolhimento decorre das conexões entre o projeto apresentado por José Cabral no final da formação e as áreas de trabalho e experiência do Museu.

 

Ao acolher este estágio, o MNSR reforça a sua vocação enquanto espaço de partilha de conhecimento, formação e cooperação entre profissionais e instituições culturais, promovendo o diálogo entre diferentes contextos museológicos e contribuindo para a criação de redes de colaboração no espaço lusófono.

 

Durante os próximos meses, o Museu será, assim, também lugar de aprendizagem, reflexão e intercâmbio de experiências, num encontro entre Portugal e Cabo Verde através da museologia, da curadoria e do património.

Livros de artista revelam percursos de expressão e transformação

23 de Setembro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) inaugura, no próximo dia 9 de outubro, às 18h00, a exposição «Travessia», uma mostra coletiva que reúne livros de artista criados por pessoas com experiência de doença mental, no âmbito do Programa Arte e Saúde.

 

A exposição é fruto do trabalho desenvolvido ao longo de 2026 entre o MNSR, a Unidade Local de Saúde de Santo António (ULSSA), através do Serviço de Reabilitação Psicossocial do Hospital de Magalhães Lemos, e a Unidade Local de Saúde de São João (ULSSJ), através da Unidade de Ação para o Desenvolvimento e Integração (UADI). A integração da ULSSJ constitui uma das principais novidades da edição deste ano do programa, alargando a sua ação a novos públicos e reforçando a articulação entre arte, saúde e comunidade.

«Travessia» reúne livros de artista individuais e coletivos, concebidos como territórios de expressão, memória e imaginação. Em cada página cruzam-se palavras, desenhos, colagens, pinturas, objetos, materiais diversos, silêncios e fragmentos de experiências pessoais, dando forma a universos singulares e irrepetíveis.

 

Mais do que uma reunião de objetos artísticos, «Travessia» propõe um encontro com diferentes formas de sentir, imaginar e dar sentido à experiência vivida. Cada livro constitui um território singular, construído a partir de memórias, emoções, pensamentos e fragmentos de vida, onde palavras, imagens e materiais se cruzam para criar novas narrativas. Neste percurso, o ato de criar transforma-se num espaço de descoberta e expressão, tornando visível aquilo que, muitas vezes, permanece difícil de dizer.

 

A exposição resulta, assim, de um processo de experimentação artística marcado pela partilha, pela escuta e pela valorização de cada voz. Os livros apresentados refletem percursos individuais e experiências distintas, mas revelam também a força do encontro entre pessoas, técnicas, materiais e diferentes olhares. Ao transformar o livro num espaço aberto à criação, «Travessia» convida o público a aproximar-se destas obras sem procurar respostas fechadas ou interpretações únicas, propondo antes um olhar mais atento e humano sobre aquilo que tantas vezes permanece invisível.

 

Em 2026, o Programa Arte e Saúde alarga a sua ação à ULSSJ, juntando-a à parceria já desenvolvida com a ULSSA. Esta nova configuração permitiu concretizar um projeto transversal aos diferentes serviços das duas unidades locais de saúde, assente na criação de Livros de Artista individuais e coletivos como reflexo das vivências e dos processos experienciados ao longo do programa. A exposição dá visibilidade não só às obras finais, mas também ao percurso criativo que lhes deu origem, contribuindo para a valorização e reconhecimento dos seus autores.

 

Com apoio mecenático da Fundação Manuel António da Mota e cooperação institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR, o Programa Arte e Saúde, distinguido com o Prémio Parceria 2024 da Associação Portuguesa de Museologia, assenta na observação da obra de arte, no posicionamento crítico dos artistas, na criação de momentos de convívio e contacto e no diálogo entre diferentes estéticas. Através de uma programação diversificada, procura estimular a reflexão e contribuir para o debate em torno das questões da saúde mental e do bem-estar.

 

A exposição «Travessia» estará patente, no Museu Nacional Soares dos Reis, até 13 de dezembro de 2026.

MNSR estreita diálogo com o Shanghai Art Collection Museum

21 de Setembro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis recebeu, na semana passada, uma delegação do Shanghai Art Collection Museum, instituição museológica com relevante experiência no domínio da cooperação cultural internacional.

 

A delegação, chefiada pelo Diretor do Museu, Hu Muqing, realizou uma deslocação a Portugal com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o panorama museológico português e conhecer diferentes instituições e projetos no âmbito da salvaguarda, estudo, valorização e divulgação do património cultural.

 

A visita ao Museu Nacional Soares dos Reis constituiu uma oportunidade para dar a conhecer a história, as coleções e a atividade do mais antigo museu público de arte de Portugal, bem como o trabalho desenvolvido pelo MNSR nas áreas da investigação, conservação, programação cultural, educação e mediação.

A iniciativa insere-se num contexto mais amplo de aproximação institucional entre entidades culturais, abrindo possibilidades para o desenvolvimento de futuras ações de cooperação, nomeadamente nos domínios expositivo, científico e do intercâmbio profissional.

 

O encontro permitiu ainda reforçar a dimensão internacional do Museu Nacional Soares dos Reis e a sua integração em redes de diálogo e cooperação entre instituições culturais, contribuindo para a partilha de conhecimentos e experiências e para a criação de novas oportunidades de colaboração no contexto museológico internacional.

 

A visita da delegação do Shanghai Art Collection Museum representa, assim, mais um momento de afirmação do MNSR enquanto instituição aberta ao diálogo intercultural e à construção de parcerias que valorizem o património e a cultura como espaços de conhecimento, encontro e cooperação.

Afinidades: Visita guiada e pré-lançamento do catálogo

17 de Setembro, 2026

No dia 25 de setembro, pelas 16h30, o Museu Nacional Soares dos Reis e a Associação Quarteirão Criativo convidam o público para uma tarde dedicada à exposição Afinidades 2026 – Práticas Gráficas Contemporâneas, que reúne dois momentos especiais: o pré-lançamento do catálogo da exposição e uma visita guiada conduzida pelo curador Júlio Dolbeth.

 

A sessão começa com a apresentação do catálogo, uma publicação que prolonga, através das suas páginas, o universo de obras, ideias e relações que dão forma a esta edição do Afinidades.

 

Segue-se uma visita guiada que permitirá conhecer a exposição a partir do olhar do seu curador. Júlio Dolbeth conduzirá o público por uma pluralidade de práticas e abordagens em que o desenho se cruza com o processo, a matéria, a cultura popular, a investigação académica e o simples prazer de desenhar.

 

O ponto de partida será a caneca, peça matriz desta edição. A partir dela, o curador revelará algumas das histórias que estiveram na origem da seleção dos trabalhos e os desvios que transformaram um objeto quotidiano em ponto de partida para outras narrativas.

 

Esta será uma excelente oportunidade para descobrir as relações que aproximam obras aparentemente distantes e perceber como se constroem as afinidades que dão nome à exposição.

 

A participação na visita guiada é limitada, estando sujeita a inscrição prévia.

 

Link para inscrições AQUI

Palácio dos Carrancas renovado com apoio do PRR

14 de Setembro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) foi um dos equipamentos culturais abrangidos pelo investimento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na área do Património Cultural, cujo ciclo de execução ficou concluído no final de agosto.

 

No âmbito deste programa, foi promovida uma intervenção de conservação e restauro no Palácio dos Carrancas, com um investimento global de 1,3 milhões de euros, destinada a assegurar a preservação e a valorização do edifício que acolhe o MNSR desde 1940.

 

A empreitada incluiu a substituição integral da cobertura do Palácio dos Carrancas, a revisão da cobertura do edifício técnico e a intervenção nos vãos exteriores, nomeadamente janelas e portas. Foi realizada uma importante intervenção em todos os paramentos (paredes) exteriores do edifício (fendas, pinturas e tratamento da pedra) conferindo uma imagem renovada ao MNSR.

 

Foram igualmente realizados trabalhos de tratamento e pintura das portadas bem como de conservação e restauro do painel de azulejos do Picadeiro.

A intervenção no MNSR assume particular importância pela natureza e pela história do edifício. Classificado como Imóvel de Interesse Público, o Palácio dos Carrancas foi construído a partir de 1795 e testemunhou diferentes momentos da história social, política e militar do Porto ao longo dos séculos XIX e XX.

 

Depois de ter sido adquirido pelo rei D. Pedro V e de ter acolhido ocasionalmente a família real no Porto, o Palácio passou, após a morte de D. Manuel II, para a Santa Casa da Misericórdia do Porto, vindo posteriormente a integrar o Património do Estado.

 

Em 1940, no âmbito das Comemorações Nacionais, o edifício passou a acolher o Museu Nacional Soares dos Reis, transferido do extinto Convento de Santo António da Cidade, frente ao Jardim de São Lázaro.

 

A intervenção agora concluída constitui, assim, um investimento na preservação das condições físicas de um edifício com mais de dois séculos de história e numa das casas históricas da cultura e do património museológico português.

 

A conclusão das obras no MNSR assinala, neste contexto, a concretização de mais uma das intervenções previstas no programa de requalificação do património cultural financiado pelo PRR, deixando no Palácio dos Carrancas um investimento destinado a prolongar a vida útil do edifício e a garantir melhores condições para a continuidade da missão do Museu.

Museu Soares dos Reis recebe museólogos de congénere húngaro

10 de Setembro, 2026

Uma equipa de museólogos do Damjanich János Museum, situado na cidade de Szolnok, na Hungria, realiza esta semana uma missão de formação no Museu Nacional Soares dos Reis, ao abrigo do programa de mobilidade Erasmus+ para a Educação de Adultos. A iniciativa visa aprofundar conhecimentos e promover a partilha de saberes em torno de novas abordagens à curadoria e à mediação cultural.

 

O programa inclui ainda a análise de estratégias de comunicação e de relacionamento com diferentes públicos, permitindo conhecer o trabalho desenvolvido pelo Museu Nacional Soares dos Reis e identificar metodologias que possam ser adaptadas e aplicadas noutros contextos museológicos.

No âmbito deste programa de mobilidade, os profissionais dos museus participantes têm a oportunidade de acompanhar o trabalho dos seus pares em contexto laboral, adquirindo conhecimentos e boas práticas que podem posteriormente aplicar nas suas instituições, em áreas como a curadoria, o restauro, a gestão de públicos e as estratégias de comunicação e marketing.

 

O Damjanich János Museum, localizado em Szolnok, na Hungria, é uma instituição museológica de referência na região de Jász-Nagykun-Szolnok, dedicada à preservação, investigação e valorização do património histórico, arqueológico, artístico e etnográfico. Fundado em 1933, o museu recebeu o nome de János Damjanich, general da Revolução Húngara de 1848–1849, e desenvolveu ao longo das décadas um importante trabalho de documentação e salvaguarda das memórias materiais e imateriais da região.

 

As suas coleções abrangem áreas como arqueologia, história, belas-artes, artes decorativas e cultura popular, refletindo a diversidade cultural e a evolução histórica do território. Particular relevância assume o património etnográfico, através da documentação de modos de vida, práticas tradicionais, artesanato e saberes locais. Para além da conservação e estudo das coleções, o museu desenvolve exposições, atividades educativas e iniciativas de divulgação, funcionando como espaço de conhecimento, participação comunitária e transmissão do património às novas gerações.

 

A instituição integra, assim, uma rede de equipamentos culturais que contribuem para a preservação da identidade e da memória coletiva de Szolnok e da região, articulando investigação, conservação, educação e comunicação museológica.

MNSR acolhe celebração do Dia Regional do Arquiteto

8 de Setembro, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo sábado, 12 de setembro, o Dia Regional do Arquiteto, uma iniciativa promovida pela Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos, que inclui uma homenagem aos profissionais que assinalam 25 e 50 anos de inscrição na Ordem.

 

A escolha do Museu Nacional Soares dos Reis para acolher esta iniciativa reforça o seu posicionamento enquanto espaço de referência para a realização de eventos institucionais, culturais e profissionais, beneficiando da diversidade e versatilidade dos seus espaços e da singularidade de um contexto em que a realização de um evento pode ser acompanhada pela fruição da arte e do património.

Ao longo do ano, o MNSR é escolhido por diferentes entidades para acolher encontros, conferências, apresentações, cerimónias e outras iniciativas, encontrando no Museu não apenas condições adequadas à realização dos seus eventos, mas também um enquadramento cultural distintivo.

 

A possibilidade de associar a realização de eventos à experiência de visita e contacto com as coleções do Museu constitui, neste contexto, uma das características diferenciadoras do MNSR enquanto espaço de acolhimento. A arquitetura do edifício, os seus diferentes ambientes e, sobretudo, a presença das obras de arte permitem transformar cada iniciativa numa experiência que ultrapassa o momento formal do encontro.

 

É também nesta perspetiva que o Museu Nacional Soares dos Reis assume a abertura dos seus espaços à comunidade e às instituições, reforçando a sua missão enquanto lugar de cultura, conhecimento, encontro e diálogo, e afirmando-se como um espaço disponível para acolher diferentes públicos e iniciativas.

Exposição Close-Up: uma viagem pela arte em pequena escala

8 de Setembro, 2026

Pequenas dimensões, grandes histórias. É este o desafio lançado por “Close-Up: Uma Questão de Escala”, exposição que reúne no Museu Nacional Soares dos Reis uma seleção de objetos de reduzidas dimensões pertencentes às coleções do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA). A mostra pode ser visitada até 18 de outubro.

 

“Close-Up: Uma Questão de Escala” é a terceira exposição do programa “MNAA no MNSR”, iniciativa que, ao longo de 2026, tem trazido ao Porto obras das coleções do museu nacional lisboeta, reforçando a colaboração entre as duas instituições.

A exposição parte de uma pergunta simples: pode uma obra de pequenas dimensões proporcionar uma experiência artística tão intensa como uma obra monumental? A resposta encontra-se no conjunto de peças selecionadas, onde a escala reduzida não limita a riqueza artística, técnica ou narrativa.

 

Modelos de microarquitetura, peças de mobiliário, livros, retratos em miniatura, joias, caixas e relógios de bolso integram uma seleção que atravessa diferentes épocas, técnicas, estilos e geografias. Em cada objeto, a pequena escala transforma-se num exercício de precisão e virtuosismo, convidando o visitante a aproximar o olhar e a descobrir pormenores que facilmente escapariam a uma observação mais apressada.

 

É também esse o propósito da exposição: abrandar o ritmo e olhar de perto. Num tempo em que a monumentalidade tende a dominar a atenção, estas obras exigem uma relação mais próxima e demorada. A dimensão dos objetos obriga o olhar a concentrar-se e revela uma outra forma de experimentar a arte, mais íntima, minuciosa e atenta.

 

Integrada na programação de 2026 do MNSR, dedicada ao tema “Cruzamentos Artísticos”, “Close-Up: Uma Questão de Escala” dá continuidade às exposições “Sequeira: os Estudos Finais” e “Cavaleiro Faria”, aprofundando o diálogo entre as coleções do MNAA, o espaço do MNSR e diferentes possibilidades de leitura do património nacional.

 

Até 18 de outubro, o Museu Nacional Soares dos Reis convida, assim, os visitantes a aproximarem-se das obras e a descobrir como, na arte, o pequeno pode conter uma dimensão extraordinária.

Cultura em Diálogo: A comunidade patrimonial do MNSR

26 de Agosto, 2026

“O Museu Nacional Soares dos Reis e a sua comunidade patrimonial” é o tema da quarta sessão do ciclo Cultura em Diálogo, que terá lugar no dia 21 de outubro, entre as 11h00 e as 12h30, em formato online. A sessão contará com a participação de António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis.

Que papel desempenha um museu na construção da sua comunidade patrimonial? De que forma podem os museus reforçar as relações de pertença, participação e identidade com as comunidades que os rodeiam?

 

Estas são algumas das questões que estarão em debate na quarta sessão do ciclo Cultura em Diálogo, promovido pela Academia Cultura e Criatividade, que dedica esta sessão ao Museu Nacional Soares dos Reis e à sua comunidade patrimonial.

 

Com participação gratuita, a conferência realiza-se no próximo dia 21 de outubro, entre as 11h00 e as 12h30, em formato online, e terá como orador António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Partindo da experiência do MNSR, a sessão propõe uma reflexão sobre a relação entre o museu, os seus públicos e o território em que se insere, explorando o papel da participação, da memória e do património na construção de comunidades e no reforço do sentimento de pertença.

 

A abordagem encontra particular expressão na missão que o Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a afirmar: ser “um lugar de pertença, identidade e construção de significados a partir das coleções” e um espaço plural de partilha, reflexão, criatividade e pensamento crítico.

 

Neste contexto, o conceito de comunidade patrimonial assume especial relevância, convocando uma visão do museu enquanto espaço de encontro e participação, onde as coleções constituem não apenas um legado a preservar, mas também um ponto de partida para novas leituras, relações e formas de envolvimento com a sociedade.

 

O ciclo Cultura em Diálogo pretende proporcionar um espaço de partilha e reflexão sobre o setor cultural, dando a conhecer projetos, estratégias e boas práticas e promovendo o debate em torno dos desafios que se colocam às instituições culturais.

 

Inscrições AQUI

Fundação Miranda de Andrade associa-se ao MNSR como mecenas

20 de Agosto, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) conta, a partir de agora, com a Fundação Miranda de Andrade entre os seus mecenas, através da integração desta instituição no Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Recém-criada, a Fundação nasceu com o propósito de preservar e valorizar a memória da família Miranda de Andrade e da própria cidade, promovendo iniciativas nas áreas da cultura, da arte, do património e do conhecimento. A Fundação assume uma particular atenção à investigação e divulgação da história cultural do Porto, procurando estabelecer pontes entre memória e contemporaneidade.

Para o Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte, esta parceria representa mais um passo na estratégia de aproximação do Museu à cidade e às suas instituições, objetivo estratégico da atividade do MNSR. “Contar com a Fundação Miranda de Andrade, uma jovem Fundação da cidade, como amigo do Museu Nacional Soares dos Reis, é um privilégio e mais um passo no caminho da estratégia que definimos para o nosso Museu”, sublinha.

 

A ligação entre a Fundação e a valorização da memória cultural encontra uma expressão particularmente significativa na figura de Francisco Miranda de Andrade, intelectual, professor e investigador literário, natural de Barcelos, licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras do Porto. Foi professor e reitor de vários liceus, nomeadamente reitor do Liceu de Lamego e vice-reitor e reitor do Liceu de Braga. A sua produção inclui diversos estudos de literatura portuguesa, entre os quais Camões e o Platonismo, publicado em 1926.

 

É precisamente esta obra que estará no centro de uma iniciativa promovida pela Fundação Miranda de Andrade já no próximo dia 26 de agosto, estabelecendo também uma ligação direta ao Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Roteiro Camoniano passa pelo MNSR

No dia 26 de agosto, a Fundação Miranda de Andrade promove um Roteiro Camoniano no Porto, convidando a descobrir lugares da cidade que conservam memórias associadas a Luís de Camões. O percurso terá início às 16h30, no Palácio da Justiça, e incluirá diferentes espaços da cidade relacionados com a presença e a representação do poeta.

 

Entre as paragens encontra-se o Museu Nacional Soares dos Reis, onde o percurso permitirá conhecer um conjunto de peças diretamente relacionadas com a memória de Camões, nomeadamente o busto de Luís de Camões, moldado em gesso em 1876 por Francisco José Resende.

 

O roteiro terminará com a apresentação da reedição de Camões e o Platonismo (um problema de crítica literária), de Francisco Miranda de Andrade, integrada na programação da Feira do Livro do Porto. A obra, originalmente publicada em 1926 como tese de licenciatura apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, constitui uma referência na produção ensaística do autor sobre Camões.

 

A nova parceria entre a Fundação Miranda de Andrade e o MNSR reforça, assim, uma visão partilhada sobre a importância da cultura enquanto instrumento de valorização da memória, produção de conhecimento e construção de relações duradouras com a comunidade. Para o Museu, a integração da Fundação no CDJF representa também uma oportunidade para aprofundar a sua ligação a uma nova geração de instituições culturais da cidade e para afirmar o papel do MNSR enquanto espaço aberto à cidade, à sua história e ao seu futuro.

Dia Internacional da Juventude com entrada gratuita para jovens

10 de Agosto, 2026

Dia Internacional da Juventude: MNSR abre as portas gratuitamente aos jovens

 

O Museu Nacional Soares dos Reis associa-se às celebrações do Dia Internacional da Juventude, que se assinala a 12 de agosto, disponibilizando entrada gratuita a todos os visitantes entre os 12 e os 29 anos, inclusive.

 

A iniciativa é promovida pela Museus e Monumentos de Portugal e constitui uma oportunidade para os mais jovens conhecerem ou reencontrarem um dos mais importantes museus de arte do país.

Esta ação ganha particular significado no MNSR, onde a aproximação aos públicos jovens tem vindo a assumir uma importância crescente na programação e na ação do Museu.

 

Através do Serviço Educativo, o MNSR tem desenvolvido um conjunto diversificado de propostas dirigidas a crianças, adolescentes e jovens, procurando criar novas formas de relação com as coleções, o edifício e os diferentes conteúdos museológicos. Mais do que transmitir conhecimento, estas propostas educativas procuram estimular a curiosidade, o pensamento crítico, a criatividade e a participação, tornando o Museu num espaço de descoberta e de diálogo.

 

Esta estratégia encontra também expressão no projeto “Agora Nós”, atualmente em curso no MNSR, que coloca os jovens no centro de um processo de aproximação e participação, valorizando as suas vozes, experiências e perspetivas sobre o Museu e sobre a relação que estabelecem com a cultura e o património.

 

A gratuitidade no Dia Internacional da Juventude integra-se, assim, numa estratégia mais ampla e continuada do MNSR para reforçar a sua relação com as novas gerações. Facilitar o acesso é um primeiro passo, mas o objetivo é ir mais longe: criar condições para que os jovens reconheçam o Museu como um espaço que também lhes pertence, onde podem conhecer, questionar, participar e deixar a sua própria marca.

 

Uma oportunidade para descobrir o MNSR

No dia 12 de agosto, jovens entre os 12 e os 29 anos são, por isso, convidados a entrar gratuitamente no Museu Nacional Soares dos Reis e a conhecer as suas coleções, exposições e espaços.

 

12 de agosto | Dia Internacional da Juventude
Entrada gratuita | 12 aos 29 anos, inclusive
Museu Nacional Soares dos Reis | Porto

Centenas de visitantes na exposição de joalharia Coleção IFC

6 de Agosto, 2026

Centenas de pessoas marcaram presença na abertura da exposição Coleção IFC: Matéria de Sonhos, enchendo os espaços do Museu e testemunhando um momento de grande significado para a instituição, naquela que foi uma das inaugurações mais concorridas da última década.

 

A extraordinária adesão do público refletiu o interesse despertado por aquela que constitui a primeira apresentação pública, em contexto expositivo, da Coleção IFC, um dos mais relevantes conjuntos privados de joalharia portuguesa. A cerimónia reuniu representantes de instituições culturais, investigadores, especialistas, colecionadores, mecenas e numerosos visitantes, que tiveram oportunidade de descobrir um acervo de excecional qualidade artística, histórica e patrimonial.

A exposição apresenta mais de 200 peças produzidas entre os séculos XVII e XIX, revelando a riqueza material, artística e simbólica da joalharia portuguesa. O percurso expositivo propõe uma viagem por mais de três séculos de história, evidenciando a evolução das técnicas, dos estilos e das funções sociais do adorno, através de um conjunto de peças cuidadosamente reunidas ao longo de mais de quarenta anos.

 

Organizada em quatro grandes núcleos (joalharia dos séculos XVII, XVIII e XIX e ourivesaria popular oitocentista), a mostra permite compreender a evolução do adorno feminino em Portugal, ao mesmo tempo que revela novas perspetivas sobre as técnicas de produção, as gramáticas decorativas, as variantes regionais e os contextos de utilização destas peças. Mais do que objetos de excecional beleza, as joias apresentadas constituem testemunhos da identidade, da memória, da devoção, dos afetos e das relações sociais que marcaram diferentes épocas da história portuguesa.

 

A exposição estabelece igualmente um diálogo privilegiado entre a Coleção IFC e a coleção de joalharia do Museu Nacional Soares dos Reis, criando novas possibilidades de interpretação e aprofundando o conhecimento sobre um dos mais importantes patrimónios da arte ornamental portuguesa.

 

Ao acolher esta mostra, o Museu reforça a sua missão de estudar, preservar, valorizar e divulgar o património cultural, promovendo o encontro entre coleções públicas e privadas e proporcionando aos seus públicos novas formas de olhar e compreender este legado.

 

Coleção IFC: Matéria de Sonhos conta com curadoria de Rosa Maria Mota, mecenato do BPI | Fundação “la Caixa” e apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

 

A exposição poderá ser visitada no Museu Nacional Soares dos Reis até 31 de janeiro de 2027, convidando o público a descobrir um património onde arte, técnica, memória e identidade se cruzam para contar a história da joalharia portuguesa.

MNSR apresenta uma espantosa viagem pela joalharia portuguesa

20 de Julho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis inaugura, no próximo dia 30 de julho, pelas 18 horas, a exposição Coleção IFC: Matéria de Sonhos, a primeira apresentação pública, em contexto expositivo, da notável Coleção IFC, um dos mais relevantes conjuntos privados de joalharia portuguesa.

 

Com curadoria de Rosa Maria Mota, a exposição conta com mecenato do BPI | Fundação “la Caixa” e apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

 

Reunindo mais de duas centenas de peças produzidas entre os séculos XVII e XIX, a mostra revela a riqueza material, artística e simbólica da joalharia portuguesa, propondo um percurso que evidencia a evolução das técnicas, dos estilos e das funções sociais do adorno ao longo de mais de três séculos.

Construída ao longo de mais de quatro décadas, a Coleção IFC resulta de um percurso de colecionismo marcado pelo rigor, pelo conhecimento e por um profundo compromisso com a salvaguarda da joalharia e da ourivesaria portuguesas. A exposição permite dar a conhecer ao público um património que permaneceu, em grande parte, no domínio privado, revelando numerosas peças raras ou pouco conhecidas e contribuindo para ampliar o conhecimento sobre uma das mais relevantes expressões das artes decorativas nacionais.

 

Guiado pela sensibilidade estética da colecionadora, este acervo estrutura-se em quatro grandes eixos: a joalharia dos séculos XVII, XVIII e XIX, e a ourivesaria popular oitocentista. Juntas, estas vertentes ilustram o papel e o uso do adorno feminino em Portugal.

 

Como refere a curadora Rosa Maria Mota, “mais do que a satisfação de um gosto pessoal, a constituição deste acervo tem como missão proteger e preservar uma parte importante do património cultural português”, salvaguardando testemunhos essenciais para a história da joalharia nacional e para a memória coletiva.

 

A mostra evidencia a extraordinária diversidade da joalharia portuguesa, reunindo tipologias representativas de diferentes épocas, contextos sociais e linguagens estéticas. Simultaneamente, evidencia o permanente enriquecimento do conhecimento científico neste domínio, permitindo aprofundar o estudo das técnicas de produção, da evolução formal das peças, das variantes regionais e da circulação de modelos ao longo do tempo.

 

Ao acolher esta exposição, o Museu Nacional Soares dos Reis reforça a sua missão de estudar, preservar, valorizar e divulgar o património cultural português, promovendo novas leituras sobre as coleções e criando oportunidades de aproximação entre o património e os seus públicos.

 

Nas palavras do Diretor do Museu, António Ponte, “esta iniciativa assume um particular significado: permite evidenciar a joalharia não apenas enquanto arte decorativa ou testemunho de uma mestria técnica notável, mas também enquanto linguagem cultural capaz de convocar questões ligadas à identidade, à memória, à representação social, à devoção, ao afeto e à circulação de modelos, materiais e influências entre geografias e culturas.”

 

O diálogo entre a Coleção IFC e o acervo do Museu Nacional Soares dos Reis proporciona novas perspetivas de interpretação sobre a joalharia portuguesa, evidenciando continuidades, afinidades e especificidades entre coleções de natureza distinta. Ao mesmo tempo, as peças reunidas na exposição afirmam-se não apenas pelo seu valor artístico, mas também pelo seu inegável interesse documental, constituindo importantes fontes para o estudo da produção, da circulação, da utilização e da transmissão da joalharia ao longo dos séculos.

 

Mais do que apresentar um extraordinário conjunto de objetos, Coleção IFC: Matéria de Sonhos convida o público a descobrir um património onde arte, técnica, memória e identidade se cruzam, revelando a joalharia como um dos mais ricos testemunhos da cultura portuguesa.

 

A exposição estará patente no Museu Nacional Soares dos Reis entre 30 de julho de 2026 e 31 de janeiro de 2027.

Oficina de desenho inspirada na exposição de Augustas Serapinas

7 de Julho, 2026

Depois de inspirar a instalação Cultura do Corpo: Edição Porto, do artista Augustas Serapinas, através da utilização de mais de 60 réplicas de esculturas da sua coleção, o Museu Nacional Soares dos Reis convida agora o público a descobrir novas formas de olhar, interpretar e experienciar a escultura através do desenho.

 

No próximo dia 25 de julho, entre as 14h00 e as 18h00, a Galeria Municipal do Porto e o Museu Nacional Soares dos Reis promovem a oficina Exercícios do Olhar, uma experiência de desenho que estabelece um percurso entre as duas instituições culturais, orientada por Joana Padilha.

 

A participação é gratuita e as inscrições devem ser realizadas através do email galeriamunicipal@agoraporto.pt 

Dirigida ao público em geral, a partir dos 12 anos, a atividade parte da exposição de Augustas Serapinas para explorar o desenho enquanto instrumento de observação, experimentação e conhecimento. Ao longo de quatro horas, os participantes serão convidados a percorrer diferentes exercícios que estimulam a atenção, a memória, a perceção e o gesto, recuperando práticas históricas de aprendizagem artística e colocando-as em diálogo com a criação contemporânea.

 

Durante séculos, o desenho constituiu uma ferramenta essencial na formação dos artistas, que aprendiam observando esculturas, moldes de gesso, fragmentos anatómicos e o corpo humano. Em Cultura do Corpo: Edição Porto, Augustas Serapinas recupera esses dispositivos de aprendizagem e relaciona-os com a cultura contemporânea do treino físico, da performance e da construção da imagem. A oficina prolonga esta reflexão, propondo uma experiência acessível a participantes com ou sem conhecimentos de desenho, onde o importante não é o resultado final, mas o desenvolvimento do olhar e da capacidade de observar.

 

A atividade inicia-se na Galeria Municipal do Porto, com uma visita orientada à exposição e uma breve conversa sobre as relações entre treino físico e treino artístico, repetição, aprendizagem e representação do corpo. Seguem-se vários exercícios de desenho centrados na observação de fragmentos da instalação, na experimentação de diferentes materiais e técnicas, na representação a partir da memória e na leitura do espaço expositivo enquanto lugar habitado e em permanente transformação.

 

Num segundo momento, os participantes deslocam-se a pé até ao Museu Nacional Soares dos Reis, estabelecendo uma ligação física e conceptual entre os dois espaços culturais. Perante uma seleção de esculturas da coleção do Museu, serão convidados a desenvolver um circuito de desenho composto por diferentes exercícios dedicados à estrutura, ao contorno, ao detalhe, à luz e sombra e à representação integral da escultura. Através desta metodologia, o desenho é entendido como um processo de descoberta que mobiliza diferentes formas de atenção e perceção, permitindo uma aproximação sensível às obras.

 

A oficina Exercícios do Olhar propõe, assim, uma experiência de mediação cultural que estabelece pontes entre arte contemporânea e escultura histórica, entre processo e obra acabada, entre treino físico e treino artístico. Ao cruzar a instalação de Augustas Serapinas com a coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, a atividade convida os participantes a descobrir novas formas de ver, compreender e experienciar o património artístico.

Exposição desafia a descobrir a grandeza da arte em pequena escala

7 de Julho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) inaugura, no próximo dia 23 de julho, pelas 18 horas, a exposição “Close-Up: Uma Questão de Escala”, a terceira mostra integrada no programa “MNAA no MNSR”, um ciclo expositivo que, ao longo de 2026, tem vindo a trazer ao Porto algumas das obras mais emblemáticas das coleções do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

 

Integrada na programação anual do MNSR dedicada ao tema “Cruzamentos Artísticos”, a exposição propõe uma reflexão em torno da miniaturização na arte, questionando a relação entre dimensão física e intensidade estética. Poderá um objeto de pequenas dimensões proporcionar uma experiência artística tão marcante quanto uma obra monumental? É a partir desta premissa que “Close-Up: Uma Questão de Escala” desafia o visitante a descobrir que a grandeza de uma obra reside menos na sua escala e mais na força da experiência que é capaz de suscitar.

Reunindo uma criteriosa seleção de pequenos objetos das coleções do MNAA, como modelos de microarquitetura, mobiliário, livros, retratos em miniatura, netsukes, joias, caixas e relógios de bolso, a exposição evidencia o extraordinário virtuosismo técnico de artistas e artesãos que, ao longo dos séculos, exploraram as potencialidades da pequena escala em diferentes técnicas, estilos e geografias.

 

Num tempo em que a atenção é frequentemente capturada pela monumentalidade, esta mostra convida o público a desacelerar, aproximando-se das obras para uma observação cuidada e demorada. É nesse encontro íntimo entre o olhar e o objeto que se revela toda a riqueza de detalhes, a precisão técnica e a capacidade narrativa destas peças, cuja delicadeza desafia os limites da perceção.

 

Depois das exposições “Sequeira: os Estudos Finais” e “Cavaleiro Faria”, “Close-Up: Uma Questão de Escala” dá continuidade ao compromisso do programa “MNAA no MNSR” de promover novas leituras sobre as coleções nacionais, estimulando o diálogo entre obras, espaços e contextos museológicos. A iniciativa reforça igualmente a colaboração entre os dois museus nacionais, assegurando que o património do MNAA continua acessível ao público durante o período de encerramento da instituição lisboeta.

 

Ao longo de 2026, o programa tem afirmado o Museu Nacional Soares dos Reis como um espaço privilegiado para a circulação de coleções, para o desenvolvimento de novas perspetivas curatoriais e para o aprofundamento da missão pública dos museus enquanto lugares de conhecimento, investigação e fruição cultural.

Amadeo: Aquisição de obra para o MNSR coincide com estreia de minissérie

7 de Julho, 2026

A figura de Amadeo de Souza-Cardoso volta a ocupar o centro da atualidade cultural portuguesa. A partir de 13 de julho, a RTP1 estreia a minissérie Amadeo, protagonizada por Rafael Morais e realizada por Vicente Alves do Ó, uma produção inspirada na vida de um dos mais notáveis artistas portugueses do século XX.

 

A estreia surge num momento particularmente significativo para o Museu Nacional Soares dos Reis, depois de o Estado Português ter exercido o direito de preferência na aquisição da pintura Copo branco belleza dos objectos, que passará a integrar o acervo do Museu. A incorporação desta obra representa um marco de grande relevância para a instituição, que passa a contar, pela primeira vez, com uma pintura de Amadeo de Souza-Cardoso na sua coleção.

Figura maior da modernidade artística europeia, Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) desenvolveu uma obra singular e inovadora, marcada pelo diálogo com as principais correntes de vanguarda do início do século XX. A sua pintura, de linguagem profundamente original, continua a afirmar-se como uma referência incontornável da arte moderna.

 

Apesar da sua morte prematura, aos 30 anos, vítima da pandemia de gripe pneumónica, o reconhecimento internacional da sua obra tem vindo a crescer de forma consistente. Nos últimos anos, Amadeo foi protagonista de importantes exposições em instituições de referência mundial, entre as quais o Museu Guggenheim, em Nova Iorque, que integrou obras suas na exposição Harmony and Dissonance: Orphism in Paris (1910–1930), dedicada às vanguardas europeias do início do século XX.

 

Também o Museu Nacional Soares dos Reis tem desempenhado um papel relevante na divulgação da obra do artista. Em 2016 apresentou a exposição Amadeo de Souza-Cardoso, Porto-Lisboa-1916-2016, que atraiu mais de 40 mil visitantes antes de seguir para o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.

 

A coincidência entre a estreia da nova produção televisiva e a entrada de uma obra de Amadeo nas coleções do Museu Nacional Soares dos Reis reforça a atualidade de um artista que continua a despertar o interesse do público e da comunidade científica, mais de um século após a sua morte. Entre o pequeno ecrã e o património museológico nacional, o legado de Amadeo de Souza-Cardoso confirma-se como uma das expressões mais universais da arte portuguesa.

Museu Nacional Soares dos Reis reforça notoriedade internacional

6 de Julho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis continua a afirmar-se como uma das principais referências culturais portuguesas junto do público internacional, sendo recomendado por alguns dos mais prestigiados guias e plataformas de turismo e património.

 

Entre essas referências destaca-se o Lonely Planet, um dos mais influentes guias de viagens do mundo, que apresenta o Museu Nacional Soares dos Reis como o melhor museu de arte do Porto, recomendando a sua visita pela qualidade das coleções, pela riqueza do património artístico que conserva e pelo enquadramento arquitetónico do Palácio dos Carrancas.

O reconhecimento internacional estende-se igualmente a outras plataformas de referência. O portal Introducing Porto, da Civitatis, identifica o Museu como o mais antigo museu público de Portugal e um dos mais emblemáticos equipamentos culturais da cidade, enquanto o Tripadvisor lhe atribui o selo Travelers’ Choice, distinção reservada às atrações que se encontram entre as mais bem classificadas pelos visitantes a nível mundial. As avaliações publicadas por viajantes de diversas nacionalidades destacam, de forma consistente, a qualidade das coleções, a excelência da experiência de visita e a importância do Museu para a compreensão da história da arte portuguesa.

 

Fundado em 1833, o Museu Nacional Soares dos Reis conserva um dos mais importantes acervos artísticos nacionais, reunindo pintura, escultura, artes decorativas e arqueologia. As suas coleções incluem obras de alguns dos mais relevantes artistas portugueses, como António Soares dos Reis, Domingos António de Sequeira, Vieira Portuense, Silva Porto, Marques de Oliveira, Henrique Pousão, Aurélia de Souza, António Carneiro e Amadeo de Souza-Cardoso.

 

A projeção alcançada junto dos principais guias e plataformas internacionais de turismo cultural constitui um importante contributo para a valorização do Museu Nacional Soares dos Reis enquanto destino de excelência, reforçando a sua capacidade de atrair visitantes de diferentes geografias e de afirmar internacionalmente o património artístico português.

Agenda Porto destaca projeto de acessibilidade do MNSR

2 de Julho, 2026

O compromisso do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) com a construção de uma cultura cada vez mais acessível e inclusiva volta a merecer destaque, desta vez na edição de julho/agosto da Agenda Porto, que publica uma entrevista com Daniela Fatela Geraldes, investigadora do i2ADS – Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade e doutoranda em Educação Artística da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

 

A investigadora encontra-se a colaborar com o MNSR no desenvolvimento de soluções inovadoras de acessibilidade destinadas a pessoas cegas e com baixa visão, através da criação de imagens táteis em relevo baseadas em obras da coleção do Museu. O projeto permite que a experiência de contemplação da pintura seja também vivida através do toque, promovendo novas formas de contacto com o património artístico.

 

Na entrevista publicada pela Agenda Porto, Daniela Fatela Geraldes explica que as reproduções táteis procuram preservar os elementos essenciais de cada composição, recorrendo ao relevo para transmitir formas, volumes, profundidade e relações espaciais. A experiência é complementada por audiodescrição, proporcionando diferentes formas de leitura e interpretação das obras e respeitando a diversidade de modos de percecionar a arte.

Esta investigação integra atualmente o Projeto de Acessibilidade Universal que o Museu Nacional Soares dos Reis está a desenvolver, uma iniciativa estratégica que pretende afirmar o Museu como uma referência nacional e internacional em acessibilidade, eliminando barreiras físicas, sensoriais e de comunicação e promovendo uma experiência cultural verdadeiramente inclusiva para todos os visitantes.

 

O trabalho desenvolvido por Daniela Fatela Geraldes tem origem numa parceria estabelecida com o Museu, através da qual foram selecionadas diversas pinturas da coleção para serem transformadas em versões táteis. Estas reproduções são acompanhadas por legendas em Braille e conteúdos de audiodescrição, permitindo que pessoas cegas e com baixa visão possam explorar as obras de forma autónoma e significativa. Entre as pinturas selecionadas encontram-se obras de artistas como Aurélia de Souza, Henrique Pousão, Silva Porto, António Carneiro, Marques de Oliveira e José Tagarro, entre outros.

 

Mais do que desenvolver recursos de mediação acessíveis, o MNSR pretende construir um modelo de museu onde a inclusão esteja presente em todas as dimensões da experiência de visita. Neste âmbito, o Projeto de Acessibilidade Universal tem vindo a ser desenvolvido de forma colaborativa, envolvendo representantes das principais associações nacionais ligadas à deficiência e à inclusão, cujos contributos têm sido determinantes para definir prioridades e validar as soluções em desenvolvimento.

 

Esta estratégia reforça o compromisso do Museu Nacional Soares dos Reis com a democratização do acesso à cultura, reconhecendo que a acessibilidade constitui um direito fundamental e um fator essencial para garantir a participação plena de todos os cidadãos na vida cultural.

 

A entrevista com Daniela Fatela Geraldes pode ser lida na edição de julho/agosto da Agenda Porto e constitui mais um reconhecimento público do trabalho que o Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a desenvolver na promoção da inclusão, da inovação e da acessibilidade cultural.

 

Créditos fotográficos: Agenda Porto

MNSR integra Circuitos PLAKA – Arte Contemporânea

1 de Julho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) volta a associar-se aos Circuitos PLAKA – Arte Contemporânea, iniciativa promovida pela Direção de Arte Contemporânea da Ágora – Cultura e Desporto do Porto, que decorrerá entre os dias 17 e 19 de julho, reunindo mais de 65 espaços culturais da cidade num grande roteiro dedicado à criação artística contemporânea.

 

Ao integrar esta terceira edição dos Circuitos, o MNSR reafirma o seu compromisso com a construção de uma programação aberta ao diálogo entre património, criação contemporânea e comunidade, contribuindo para uma maior circulação de públicos entre museus, galerias, espaços independentes, ateliers e outros locais de produção e reflexão artística.

Durante três dias, o público é convidado a descobrir diferentes propostas expositivas e culturais, percorrendo diversos circuitos distribuídos pela cidade. O programa inclui exposições, visitas orientadas, performances, concertos, conversas e outras atividades, proporcionando uma experiência alargada sobre a vitalidade da cena artística contemporânea do Porto. A iniciativa tem ainda início na noite de 16 de julho, com um programa de concertos na Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal.

 

No âmbito dos Circuitos PLAKA, e pelo terceiro ano consecutivo, o MNSR convida os visitantes a descobrir as exposições temporárias patentes no museu, bem como a sua Exposição de Longa Duração, promovendo um diálogo entre a coleção histórica e as múltiplas linguagens da criação artística atual.

 

A participação nesta iniciativa insere-se na estratégia do Museu de fortalecer redes de colaboração com instituições culturais da cidade e de afirmar o seu papel como espaço de encontro, experimentação e cruzamento de práticas artísticas, contribuindo para uma oferta cultural cada vez mais integrada e acessível.

 

Os Circuitos PLAKA assumem-se como uma oportunidade privilegiada para conhecer a diversidade dos espaços dedicados à arte contemporânea no Porto, promovendo novas formas de fruição cultural e aproximando diferentes públicos dos processos de criação artística.

 

Consulte o programa AQUI

Esculturas do MNSR integram nova instalação de Augustas Serapinas

1 de Julho, 2026

Mais de 60 réplicas de esculturas da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, entre as quais a emblemática escultura O Desterrado, são o ponto de partida para Cultura do Corpo: Edição Porto, a nova instalação de grande escala do artista lituano Augustas Serapinas, que inaugura no próximo dia 11 de julho na Galeria Municipal do Porto.

 

Desenvolvido em estreita colaboração entre as duas instituições, o projeto estabelece um diálogo inovador entre património, arte contemporânea, desenho académico e prática desportiva, demonstrando como as coleções museológicas podem continuar a inspirar novas formas de criação artística.

 

Com curadoria de João Laia, Cultura do Corpo: Edição Porto constitui a primeira exposição individual de Augustas Serapinas em Portugal e foi concebida especificamente para a cidade do Porto. Para esta criação inédita, o artista inspirou-se na coleção de escultura do Museu Nacional Soares dos Reis, transformando a Galeria Municipal num espaço híbrido entre um ginásio e uma escola de desenho.

 

Na instalação, os tradicionais pesos das máquinas de musculação são substituídos por réplicas de esculturas da coleção do MNSR, que passam a desempenhar um papel central na experiência expositiva. Mais do que objetos de contemplação, estas reproduções tornam-se elementos ativos de uma obra que será periodicamente ativada por ginastas, atletas, estudantes de desenho e visitantes, convidando o público a participar numa experiência onde o património ganha uma nova dimensão física e performativa.

 

A proposta de Augustas Serapinas recupera a tradição dos antigos ginásios, entendidos como espaços de formação simultânea do corpo e da mente, estabelecendo um paralelo entre o treino físico e a aprendizagem artística. Ao colocar esculturas clássicas no centro de um ambiente dedicado ao exercício, o artista reflete sobre a representação do corpo, a repetição enquanto método de aprendizagem e o papel da cópia na transmissão do conhecimento artístico, atribuindo novos significados a obras que fazem parte do património escultórico nacional.

A utilização de réplicas da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis evidencia o potencial do património para dialogar com a criação contemporânea e reforça a missão do Museu de promover novas leituras sobre as suas coleções. Ao serem deslocadas do contexto museológico para uma instalação participativa, estas esculturas revelam a sua capacidade de gerar novas narrativas e de estabelecer pontes entre diferentes disciplinas, práticas e públicos.

 

A colaboração entre o Museu Nacional Soares dos Reis e a Galeria Municipal do Porto prolonga-se para além do espaço expositivo. Durante o período da mostra, patente de 11 de julho a 11 de outubro, o MNSR acolherá uma das obras produzidas por Augustas Serapinas para este projeto, permitindo aos visitantes descobrir um dos núcleos da exposição no contexto do Museu e reforçando o diálogo entre as duas instituições culturais.

 

Reconhecido internacionalmente pela forma como desenvolve projetos enraizados na história e nas especificidades dos lugares onde intervém, Augustas Serapinas volta a demonstrar, em Cultura do Corpo: Edição Porto, a capacidade da arte contemporânea para reinterpretar o património e criar novas formas de relação entre os objetos, os espaços e as comunidades. Nesta edição concebida para o Porto, é precisamente a coleção de escultura do Museu Nacional Soares dos Reis que serve de matéria-prima para uma reflexão inédita sobre o corpo, a aprendizagem e a permanência da arte clássica no imaginário contemporâneo.

 

Esta parceria afirma, uma vez mais, o Museu Nacional Soares dos Reis como uma instituição aberta ao diálogo interdisciplinar e à experimentação artística, demonstrando que as suas coleções continuam a constituir um recurso vivo para artistas, investigadores e públicos, inspirando novas formas de pensar, interpretar e experienciar o património.

MNSR reúne associações representativas do setor da deficiência

30 de Junho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) promoveu, hoje, mais uma reunião de trabalho no âmbito do desenvolvimento do seu Projeto de Acessibilidade, reunindo os elementos da equipa de projeto do Museu e representantes das principais associações nacionais com intervenção na área da deficiência e da inclusão. A iniciativa integra o processo participativo que o MNSR está a desenvolver para garantir que o projeto responde, de forma efetiva, às necessidades e expectativas das pessoas com deficiência.

 

Participaram neste encontro representantes da AADID – Associação dos Amigos das Deficiências Intelectuais e de Desenvolvimento, da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (Delegação do Porto), da APPACDM do Porto – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental, da Associação de Surdos do Porto e da Associação Salvador.

A reunião teve como principal objetivo apresentar as linhas estratégicas do projeto que o Museu pretende implementar, recolhendo contributos, sugestões e recomendações destas entidades, cuja experiência e conhecimento são determinantes para a construção de um museu verdadeiramente acessível, inclusivo e preparado para responder à diversidade dos seus públicos.

 

Este momento de trabalho permitiu estabelecer um diálogo aberto e construtivo sobre os desafios da acessibilidade em contexto museológico, identificando prioridades de intervenção e oportunidades de colaboração futura. O envolvimento direto das associações representa um passo essencial para assegurar que as soluções a implementar resultam de um processo de co-criação, centrado nas pessoas e nas suas necessidades reais.

 

O Projeto de Acessibilidade do MNSR, desenvolvido com o mecenato da Fundação Millennium bcp e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR, pretende afirmar o Museu como uma referência nacional e internacional em acessibilidade universal, promovendo a eliminação de barreiras físicas, sensoriais e de comunicação e garantindo uma experiência cultural mais inclusiva para todos. Entre as principais metas encontram-se a implementação do programa “MNSR – Um Museu cada vez mais acessível”, a candidatura à certificação pela norma internacional dedicada ao Turismo Acessível e a obtenção do Selo “Espaços Culturais Acessíveis e Inclusivos”.

 

A colaboração ativa das principais associações nacionais com intervenção na área da deficiência e da inclusão constitui um elemento fundamental para o sucesso do projeto e para a afirmação do Museu como um espaço onde todas as pessoas possam aceder, participar e usufruir plenamente da cultura.

Património do MNSR inspira embalagem artesanal

26 de Junho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis saúda com particular satisfação a concretização de um projeto que evidencia a capacidade do património cultural de continuar a inspirar a criação contemporânea e de contribuir para a valorização dos saberes e ofícios tradicionais portugueses.

 

A marca portuguesa Ownever acaba de apresentar uma edição especial de embalagens artesanais cuja identidade visual foi desenvolvida a partir de uma composição original inspirada num painel histórico de azulejos do Museu Nacional Soares dos Reis. A ilustração, criada pela artista Salomé Vilar, evoca três gerações de mulheres – avó, mãe e neta – simbolizando a transmissão de conhecimento, de memória e de tradição entre gerações.

 

Produzida manualmente por Estrela Almeida, artesã que se dedica a este ofício há quase quatro décadas, cada embalagem constitui uma peça única, realizada através de técnicas tradicionais que hoje enfrentam os desafios da industrialização e da uniformização dos processos de produção.

 

Este projeto traduz de forma exemplar a capacidade do património artístico preservado pelo Museu Nacional Soares dos Reis de transcender os espaços expositivos e inspirar novas formas de criação, promovendo simultaneamente o diálogo entre arte, design, artesanato e sustentabilidade.

 

Enquanto primeiro museu público de arte em Portugal e instituição comprometida com a preservação, estudo e divulgação do património artístico nacional, o MNSR reconhece nesta iniciativa um exemplo particularmente relevante de como as suas coleções continuam a gerar novas narrativas e a contribuir para a valorização dos ofícios tradicionais e da criatividade contemporânea.

 

A iniciativa desta marca portuguesa reafirma, assim, o potencial do património cultural como fonte de inspiração para projetos inovadores que aliam propósito, identidade e criação artística, demonstrando que a herança cultural portuguesa permanece viva e capaz de dialogar com os desafios e as linguagens do presente.

Estado adquire obra de Amadeo de Souza-Cardoso para o MNSR

26 de Junho, 2026

O Estado português exerceu o direito de preferência sobre a obra Copo branco belleza dos objectos, de Amadeo de Souza-Cardoso, recentemente vendida em leilão, assegurando a sua integração na coleção de pintura do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Datada de cerca de 1915-1916, a pintura pertence ao período final da criação artística de Amadeo de Souza-Cardoso, considerado pela historiografia como o momento mais consistente e poderoso da afirmação do artista enquanto uma das figuras pioneiras da modernidade portuguesa. Trata-se de uma composição quase abstrata, marcada pela experimentação formal, pelo dinamismo das formas e pela utilização de cores intensas e inesperadas, refletindo o espírito de inovação que distinguiu a obra do pintor. A própria designação atribuída pelo artista – Copo branco belleza dos objectos – integra-se na sua proposta estética, desafiando os limites da representação e da perceção do objeto.

 

A obra foi apresentada na histórica exposição individual realizada por Amadeo no Porto, em 1916, a primeira exposição de um artista modernista em Portugal, posteriormente levada a Lisboa e acolhida com entusiasmo por Almada Negreiros. Desde então, integrou praticamente todas as grandes exposições dedicadas ao artista, possuindo um percurso expositivo e um histórico de proveniência amplamente documentados.

 

A incorporação desta pintura representa um momento histórico para o Museu Nacional Soares dos Reis. Apesar de, desde meados do século XX, o Museu dedicar uma parte significativa da sua exposição permanente às primeiras gerações modernistas portuguesas e de ter organizado, em 1959, uma importante exposição dedicada a Amadeo de Souza-Cardoso, a sua coleção nunca integrou uma obra do artista. Esta aquisição vem, assim, colmatar uma lacuna histórica e reforçar a representação de um dos mais relevantes criadores da arte portuguesa do século XX.

A entrada de Copo branco belleza dos objectos na coleção de pintura do Museu Nacional Soares dos Reis enriquece de forma decisiva o património público nacional, contribuindo para a preservação, estudo e valorização de uma obra fundamental para a compreensão da modernidade artística em Portugal e assegurando a sua fruição pelas gerações presentes e futuras.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe com particular satisfação esta decisão do Estado, que reafirma o compromisso com a salvaguarda e o enriquecimento das coleções públicas nacionais e reconhece a importância de preservar, em domínio público, obras incontornáveis da história da arte portuguesa.

Lonely Planet destaca MNSR como “o melhor museu de arte do Porto”

26 de Junho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis é apontado pelo prestigiado guia internacional de viagens Lonely Planet como o “melhor museu de arte do Porto”, integrando o conjunto de locais de visita obrigatória para quem pretende descobrir a riqueza artística e patrimonial da cidade.

 

Na apresentação dedicada ao Museu, o Lonely Planet evidencia a relevância das suas coleções, instaladas no histórico Palácio dos Carrancas, e destaca a diversidade do acervo, que reúne pintura, escultura, artes decorativas e arqueologia, proporcionando um percurso pela história da arte portuguesa e europeia.

 

Reconhecido internacionalmente como uma das mais influentes publicações de viagens, o Lonely Planet é uma referência para milhões de viajantes na descoberta de destinos culturais em todo o mundo. A inclusão do Museu Nacional Soares dos Reis entre os espaços de visita recomendada constitui um importante indicador da sua projeção internacional e da relevância do seu património junto do público estrangeiro.

Fundado em 1833, o Museu Nacional Soares dos Reis é o mais antigo museu público de arte de Portugal. O seu acervo, um dos mais significativos do país, reúne obras de alguns dos mais importantes artistas portugueses, entre os quais António Soares dos Reis, Domingos António de Sequeira, Vieira Portuense, Silva Porto, Marques de Oliveira, Henrique Pousão, Aurélia de Souza, António Carneiro e Amadeo de Souza-Cardoso.

 

A exposição de longa duração, instalada no Palácio dos Carrancas, oferece aos visitantes um percurso abrangente pela evolução da arte em Portugal, complementado por um programa regular de exposições temporárias, atividades educativas e projetos de investigação.

 

A referência do Lonely Planet reforça o posicionamento do Museu Nacional Soares dos Reis como uma das principais instituições museológicas portuguesas e confirma o seu crescente reconhecimento enquanto destino cultural de excelência para visitantes nacionais e internacionais.

Peça de vidro setecentista inspira novas «Afinidades» no MNSR

25 de Junho, 2026

A exposição Afinidades – Práticas Gráficas Contemporâneas inaugura no próximo dia 25 de julho, às 16h00, no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), reunindo um conjunto de 49 obras de autor inspiradas numa Caneca Inglesa (1719–1747) da Real Fábrica de Vidros de Coina, peça pertencente à coleção de vidro do Museu.

 

A mostra integra a terceira edição do programa Afinidades, iniciativa desenvolvida pelo MNSR em parceria com a Associação Quarteirão Criativo, com mecenato do Super Bock Group e apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.

 

Com curadoria de Júlio Dolbeth, a edição de 2026 propõe uma reflexão contemporânea sobre o desenho e a imagem gráfica, apresentando cerca de meia centena de obras de artistas representados por 19 galerias e estabelecimentos comerciais do Quarteirão Bombarda. Partindo de uma peça de vidro do século XVIII, as propostas expostas estabelecem com a obra de referência relações de natureza conceptual, formal e simbólica, recorrendo a linguagens como a ilustração, o desenho, a gravura, a colagem e processos híbridos que articulam técnicas analógicas e digitais.

 

As obras apresentadas no âmbito do concurso Afinidades permanecerão em exposição até 11 de outubro, data em que terá lugar a sessão de encerramento, durante a qual será anunciado o projeto vencedor desta edição.

Distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia com uma Menção Honrosa na categoria Parceria, o programa Afinidades inscreve-se na estratégia de proximidade e envolvimento comunitário que o Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a desenvolver junto da sua envolvente territorial, promovendo uma relação de maior conhecimento, participação e pertença entre o Museu e as comunidades vizinhas.

 

Neste contexto, a parceria com o Quarteirão Bombarda assume particular relevância, potenciando o diálogo entre as coleções e a história do MNSR e a dinâmica criativa contemporânea deste território cultural da cidade.

 

Concebido como um ciclo de cinco edições temáticas, o programa integra exposições, oficinas e conversas que exploram pontos de contacto, afinidade e convergência entre o património do Museu e as práticas artísticas e culturais da comunidade de Bombarda, afirmando o MNSR como um espaço de encontro, experimentação e criação partilhada.

 

Sobre Júlio Dolbeth

Júlio Dolbeth é doutorado em Arte e Design, na área da Ilustração, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), onde concluiu também o Mestrado em Arte Multimédia e a licenciatura em Design de Comunicação. É Professor Auxiliar no Departamento de Design da FBAUP.

 

Investigador Integrado do Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura (ID+) e Investigador Colaborador do Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade (i2ADS). A sua investigação centra-se nas narrativas ilustradas e na comunicação visual a partir da ilustração, explorando relações entre imagem, memória e construção narrativa.

 

Co-fundador e curador da galeria Dama Aflita, no Porto (2008–2016), desenvolve paralelamente prática artística enquanto ilustrador, com exposições individuais e coletivas e trabalho publicado em diversas plataformas editoriais.