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Felicidade Ramos

MNSR apresenta uma espantosa viagem pela joalharia portuguesa

20 de Julho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis inaugura, no próximo dia 30 de julho, pelas 18 horas, a exposição Coleção IFC: Matéria de Sonhos, a primeira apresentação pública, em contexto expositivo, da notável Coleção IFC, um dos mais relevantes conjuntos privados de joalharia portuguesa.

 

Com curadoria de Rosa Maria Mota, a exposição conta com mecenato do BPI | Fundação “la Caixa” e apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

 

Reunindo mais de duas centenas de peças produzidas entre os séculos XVII e XIX, a mostra revela a riqueza material, artística e simbólica da joalharia portuguesa, propondo um percurso que evidencia a evolução das técnicas, dos estilos e das funções sociais do adorno ao longo de mais de três séculos.

Construída ao longo de mais de quatro décadas, a Coleção IFC resulta de um percurso de colecionismo marcado pelo rigor, pelo conhecimento e por um profundo compromisso com a salvaguarda da joalharia e da ourivesaria portuguesas. A exposição permite dar a conhecer ao público um património que permaneceu, em grande parte, no domínio privado, revelando numerosas peças raras ou pouco conhecidas e contribuindo para ampliar o conhecimento sobre uma das mais relevantes expressões das artes decorativas nacionais.

 

Guiado pela sensibilidade estética da colecionadora, este acervo estrutura-se em quatro grandes eixos: a joalharia dos séculos XVII, XVIII e XIX, e a ourivesaria popular oitocentista. Juntas, estas vertentes ilustram o papel e o uso do adorno feminino em Portugal.

 

Como refere a curadora Rosa Maria Mota, “mais do que a satisfação de um gosto pessoal, a constituição deste acervo tem como missão proteger e preservar uma parte importante do património cultural português”, salvaguardando testemunhos essenciais para a história da joalharia nacional e para a memória coletiva.

 

A mostra evidencia a extraordinária diversidade da joalharia portuguesa, reunindo tipologias representativas de diferentes épocas, contextos sociais e linguagens estéticas. Simultaneamente, evidencia o permanente enriquecimento do conhecimento científico neste domínio, permitindo aprofundar o estudo das técnicas de produção, da evolução formal das peças, das variantes regionais e da circulação de modelos ao longo do tempo.

 

Ao acolher esta exposição, o Museu Nacional Soares dos Reis reforça a sua missão de estudar, preservar, valorizar e divulgar o património cultural português, promovendo novas leituras sobre as coleções e criando oportunidades de aproximação entre o património e os seus públicos.

 

Nas palavras do Diretor do Museu, António Ponte, “esta iniciativa assume um particular significado: permite evidenciar a joalharia não apenas enquanto arte decorativa ou testemunho de uma mestria técnica notável, mas também enquanto linguagem cultural capaz de convocar questões ligadas à identidade, à memória, à representação social, à devoção, ao afeto e à circulação de modelos, materiais e influências entre geografias e culturas.”

 

O diálogo entre a Coleção IFC e o acervo do Museu Nacional Soares dos Reis proporciona novas perspetivas de interpretação sobre a joalharia portuguesa, evidenciando continuidades, afinidades e especificidades entre coleções de natureza distinta. Ao mesmo tempo, as peças reunidas na exposição afirmam-se não apenas pelo seu valor artístico, mas também pelo seu inegável interesse documental, constituindo importantes fontes para o estudo da produção, da circulação, da utilização e da transmissão da joalharia ao longo dos séculos.

 

Mais do que apresentar um extraordinário conjunto de objetos, Coleção IFC: Matéria de Sonhos convida o público a descobrir um património onde arte, técnica, memória e identidade se cruzam, revelando a joalharia como um dos mais ricos testemunhos da cultura portuguesa.

 

A exposição estará patente no Museu Nacional Soares dos Reis entre 30 de julho de 2026 e 31 de janeiro de 2027.

Oficina de desenho inspirada na exposição de Augustas Serapinas

7 de Julho, 2026

Depois de inspirar a instalação Cultura do Corpo: Edição Porto, do artista Augustas Serapinas, através da utilização de mais de 60 réplicas de esculturas da sua coleção, o Museu Nacional Soares dos Reis convida agora o público a descobrir novas formas de olhar, interpretar e experienciar a escultura através do desenho.

 

No próximo dia 25 de julho, entre as 14h00 e as 18h00, a Galeria Municipal do Porto e o Museu Nacional Soares dos Reis promovem a oficina Exercícios do Olhar, uma experiência de desenho que estabelece um percurso entre as duas instituições culturais, orientada por Joana Padilha.

 

A participação é gratuita e as inscrições devem ser realizadas através do email galeriamunicipal@agoraporto.pt 

Dirigida ao público em geral, a partir dos 12 anos, a atividade parte da exposição de Augustas Serapinas para explorar o desenho enquanto instrumento de observação, experimentação e conhecimento. Ao longo de quatro horas, os participantes serão convidados a percorrer diferentes exercícios que estimulam a atenção, a memória, a perceção e o gesto, recuperando práticas históricas de aprendizagem artística e colocando-as em diálogo com a criação contemporânea.

 

Durante séculos, o desenho constituiu uma ferramenta essencial na formação dos artistas, que aprendiam observando esculturas, moldes de gesso, fragmentos anatómicos e o corpo humano. Em Cultura do Corpo: Edição Porto, Augustas Serapinas recupera esses dispositivos de aprendizagem e relaciona-os com a cultura contemporânea do treino físico, da performance e da construção da imagem. A oficina prolonga esta reflexão, propondo uma experiência acessível a participantes com ou sem conhecimentos de desenho, onde o importante não é o resultado final, mas o desenvolvimento do olhar e da capacidade de observar.

 

A atividade inicia-se na Galeria Municipal do Porto, com uma visita orientada à exposição e uma breve conversa sobre as relações entre treino físico e treino artístico, repetição, aprendizagem e representação do corpo. Seguem-se vários exercícios de desenho centrados na observação de fragmentos da instalação, na experimentação de diferentes materiais e técnicas, na representação a partir da memória e na leitura do espaço expositivo enquanto lugar habitado e em permanente transformação.

 

Num segundo momento, os participantes deslocam-se a pé até ao Museu Nacional Soares dos Reis, estabelecendo uma ligação física e conceptual entre os dois espaços culturais. Perante uma seleção de esculturas da coleção do Museu, serão convidados a desenvolver um circuito de desenho composto por diferentes exercícios dedicados à estrutura, ao contorno, ao detalhe, à luz e sombra e à representação integral da escultura. Através desta metodologia, o desenho é entendido como um processo de descoberta que mobiliza diferentes formas de atenção e perceção, permitindo uma aproximação sensível às obras.

 

A oficina Exercícios do Olhar propõe, assim, uma experiência de mediação cultural que estabelece pontes entre arte contemporânea e escultura histórica, entre processo e obra acabada, entre treino físico e treino artístico. Ao cruzar a instalação de Augustas Serapinas com a coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, a atividade convida os participantes a descobrir novas formas de ver, compreender e experienciar o património artístico.

Exposição desafia a descobrir a grandeza da arte em pequena escala

7 de Julho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) inaugura, no próximo dia 23 de julho, pelas 18 horas, a exposição “Close-Up: Uma Questão de Escala”, a terceira mostra integrada no programa “MNAA no MNSR”, um ciclo expositivo que, ao longo de 2026, tem vindo a trazer ao Porto algumas das obras mais emblemáticas das coleções do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

 

Integrada na programação anual do MNSR dedicada ao tema “Cruzamentos Artísticos”, a exposição propõe uma reflexão em torno da miniaturização na arte, questionando a relação entre dimensão física e intensidade estética. Poderá um objeto de pequenas dimensões proporcionar uma experiência artística tão marcante quanto uma obra monumental? É a partir desta premissa que “Close-Up: Uma Questão de Escala” desafia o visitante a descobrir que a grandeza de uma obra reside menos na sua escala e mais na força da experiência que é capaz de suscitar.

Reunindo uma criteriosa seleção de pequenos objetos das coleções do MNAA, como modelos de microarquitetura, mobiliário, livros, retratos em miniatura, netsukes, joias, caixas e relógios de bolso, a exposição evidencia o extraordinário virtuosismo técnico de artistas e artesãos que, ao longo dos séculos, exploraram as potencialidades da pequena escala em diferentes técnicas, estilos e geografias.

 

Num tempo em que a atenção é frequentemente capturada pela monumentalidade, esta mostra convida o público a desacelerar, aproximando-se das obras para uma observação cuidada e demorada. É nesse encontro íntimo entre o olhar e o objeto que se revela toda a riqueza de detalhes, a precisão técnica e a capacidade narrativa destas peças, cuja delicadeza desafia os limites da perceção.

 

Depois das exposições “Sequeira: os Estudos Finais” e “Cavaleiro Faria”, “Close-Up: Uma Questão de Escala” dá continuidade ao compromisso do programa “MNAA no MNSR” de promover novas leituras sobre as coleções nacionais, estimulando o diálogo entre obras, espaços e contextos museológicos. A iniciativa reforça igualmente a colaboração entre os dois museus nacionais, assegurando que o património do MNAA continua acessível ao público durante o período de encerramento da instituição lisboeta.

 

Ao longo de 2026, o programa tem afirmado o Museu Nacional Soares dos Reis como um espaço privilegiado para a circulação de coleções, para o desenvolvimento de novas perspetivas curatoriais e para o aprofundamento da missão pública dos museus enquanto lugares de conhecimento, investigação e fruição cultural.

Amadeo: Aquisição de obra para o MNSR coincide com estreia de minissérie

7 de Julho, 2026

A figura de Amadeo de Souza-Cardoso volta a ocupar o centro da atualidade cultural portuguesa. A partir de 13 de julho, a RTP1 estreia a minissérie Amadeo, protagonizada por Rafael Morais e realizada por Vicente Alves do Ó, uma produção inspirada na vida de um dos mais notáveis artistas portugueses do século XX.

 

A estreia surge num momento particularmente significativo para o Museu Nacional Soares dos Reis, depois de o Estado Português ter exercido o direito de preferência na aquisição da pintura Copo branco belleza dos objectos, que passará a integrar o acervo do Museu. A incorporação desta obra representa um marco de grande relevância para a instituição, que passa a contar, pela primeira vez, com uma pintura de Amadeo de Souza-Cardoso na sua coleção.

Figura maior da modernidade artística europeia, Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) desenvolveu uma obra singular e inovadora, marcada pelo diálogo com as principais correntes de vanguarda do início do século XX. A sua pintura, de linguagem profundamente original, continua a afirmar-se como uma referência incontornável da arte moderna.

 

Apesar da sua morte prematura, aos 30 anos, vítima da pandemia de gripe pneumónica, o reconhecimento internacional da sua obra tem vindo a crescer de forma consistente. Nos últimos anos, Amadeo foi protagonista de importantes exposições em instituições de referência mundial, entre as quais o Museu Guggenheim, em Nova Iorque, que integrou obras suas na exposição Harmony and Dissonance: Orphism in Paris (1910–1930), dedicada às vanguardas europeias do início do século XX.

 

Também o Museu Nacional Soares dos Reis tem desempenhado um papel relevante na divulgação da obra do artista. Em 2016 apresentou a exposição Amadeo de Souza-Cardoso, Porto-Lisboa-1916-2016, que atraiu mais de 40 mil visitantes antes de seguir para o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.

 

A coincidência entre a estreia da nova produção televisiva e a entrada de uma obra de Amadeo nas coleções do Museu Nacional Soares dos Reis reforça a atualidade de um artista que continua a despertar o interesse do público e da comunidade científica, mais de um século após a sua morte. Entre o pequeno ecrã e o património museológico nacional, o legado de Amadeo de Souza-Cardoso confirma-se como uma das expressões mais universais da arte portuguesa.

Museu Nacional Soares dos Reis reforça notoriedade internacional

6 de Julho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis continua a afirmar-se como uma das principais referências culturais portuguesas junto do público internacional, sendo recomendado por alguns dos mais prestigiados guias e plataformas de turismo e património.

 

Entre essas referências destaca-se o Lonely Planet, um dos mais influentes guias de viagens do mundo, que apresenta o Museu Nacional Soares dos Reis como o melhor museu de arte do Porto, recomendando a sua visita pela qualidade das coleções, pela riqueza do património artístico que conserva e pelo enquadramento arquitetónico do Palácio dos Carrancas.

O reconhecimento internacional estende-se igualmente a outras plataformas de referência. O portal Introducing Porto, da Civitatis, identifica o Museu como o mais antigo museu público de Portugal e um dos mais emblemáticos equipamentos culturais da cidade, enquanto o Tripadvisor lhe atribui o selo Travelers’ Choice, distinção reservada às atrações que se encontram entre as mais bem classificadas pelos visitantes a nível mundial. As avaliações publicadas por viajantes de diversas nacionalidades destacam, de forma consistente, a qualidade das coleções, a excelência da experiência de visita e a importância do Museu para a compreensão da história da arte portuguesa.

 

Fundado em 1833, o Museu Nacional Soares dos Reis conserva um dos mais importantes acervos artísticos nacionais, reunindo pintura, escultura, artes decorativas e arqueologia. As suas coleções incluem obras de alguns dos mais relevantes artistas portugueses, como António Soares dos Reis, Domingos António de Sequeira, Vieira Portuense, Silva Porto, Marques de Oliveira, Henrique Pousão, Aurélia de Souza, António Carneiro e Amadeo de Souza-Cardoso.

 

A projeção alcançada junto dos principais guias e plataformas internacionais de turismo cultural constitui um importante contributo para a valorização do Museu Nacional Soares dos Reis enquanto destino de excelência, reforçando a sua capacidade de atrair visitantes de diferentes geografias e de afirmar internacionalmente o património artístico português.

Agenda Porto destaca projeto de acessibilidade do MNSR

2 de Julho, 2026

O compromisso do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) com a construção de uma cultura cada vez mais acessível e inclusiva volta a merecer destaque, desta vez na edição de julho/agosto da Agenda Porto, que publica uma entrevista com Daniela Fatela Geraldes, investigadora do i2ADS – Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade e doutoranda em Educação Artística da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

 

A investigadora encontra-se a colaborar com o MNSR no desenvolvimento de soluções inovadoras de acessibilidade destinadas a pessoas cegas e com baixa visão, através da criação de imagens táteis em relevo baseadas em obras da coleção do Museu. O projeto permite que a experiência de contemplação da pintura seja também vivida através do toque, promovendo novas formas de contacto com o património artístico.

 

Na entrevista publicada pela Agenda Porto, Daniela Fatela Geraldes explica que as reproduções táteis procuram preservar os elementos essenciais de cada composição, recorrendo ao relevo para transmitir formas, volumes, profundidade e relações espaciais. A experiência é complementada por audiodescrição, proporcionando diferentes formas de leitura e interpretação das obras e respeitando a diversidade de modos de percecionar a arte.

Esta investigação integra atualmente o Projeto de Acessibilidade Universal que o Museu Nacional Soares dos Reis está a desenvolver, uma iniciativa estratégica que pretende afirmar o Museu como uma referência nacional e internacional em acessibilidade, eliminando barreiras físicas, sensoriais e de comunicação e promovendo uma experiência cultural verdadeiramente inclusiva para todos os visitantes.

 

O trabalho desenvolvido por Daniela Fatela Geraldes tem origem numa parceria estabelecida com o Museu, através da qual foram selecionadas diversas pinturas da coleção para serem transformadas em versões táteis. Estas reproduções são acompanhadas por legendas em Braille e conteúdos de audiodescrição, permitindo que pessoas cegas e com baixa visão possam explorar as obras de forma autónoma e significativa. Entre as pinturas selecionadas encontram-se obras de artistas como Aurélia de Souza, Henrique Pousão, Silva Porto, António Carneiro, Marques de Oliveira e José Tagarro, entre outros.

 

Mais do que desenvolver recursos de mediação acessíveis, o MNSR pretende construir um modelo de museu onde a inclusão esteja presente em todas as dimensões da experiência de visita. Neste âmbito, o Projeto de Acessibilidade Universal tem vindo a ser desenvolvido de forma colaborativa, envolvendo representantes das principais associações nacionais ligadas à deficiência e à inclusão, cujos contributos têm sido determinantes para definir prioridades e validar as soluções em desenvolvimento.

 

Esta estratégia reforça o compromisso do Museu Nacional Soares dos Reis com a democratização do acesso à cultura, reconhecendo que a acessibilidade constitui um direito fundamental e um fator essencial para garantir a participação plena de todos os cidadãos na vida cultural.

 

A entrevista com Daniela Fatela Geraldes pode ser lida na edição de julho/agosto da Agenda Porto e constitui mais um reconhecimento público do trabalho que o Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a desenvolver na promoção da inclusão, da inovação e da acessibilidade cultural.

 

Créditos fotográficos: Agenda Porto

MNSR integra Circuitos PLAKA – Arte Contemporânea

1 de Julho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) volta a associar-se aos Circuitos PLAKA – Arte Contemporânea, iniciativa promovida pela Direção de Arte Contemporânea da Ágora – Cultura e Desporto do Porto, que decorrerá entre os dias 17 e 19 de julho, reunindo mais de 65 espaços culturais da cidade num grande roteiro dedicado à criação artística contemporânea.

 

Ao integrar esta terceira edição dos Circuitos, o MNSR reafirma o seu compromisso com a construção de uma programação aberta ao diálogo entre património, criação contemporânea e comunidade, contribuindo para uma maior circulação de públicos entre museus, galerias, espaços independentes, ateliers e outros locais de produção e reflexão artística.

Durante três dias, o público é convidado a descobrir diferentes propostas expositivas e culturais, percorrendo diversos circuitos distribuídos pela cidade. O programa inclui exposições, visitas orientadas, performances, concertos, conversas e outras atividades, proporcionando uma experiência alargada sobre a vitalidade da cena artística contemporânea do Porto. A iniciativa tem ainda início na noite de 16 de julho, com um programa de concertos na Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal.

 

No âmbito dos Circuitos PLAKA, e pelo terceiro ano consecutivo, o MNSR convida os visitantes a descobrir as exposições temporárias patentes no museu, bem como a sua Exposição de Longa Duração, promovendo um diálogo entre a coleção histórica e as múltiplas linguagens da criação artística atual.

 

A participação nesta iniciativa insere-se na estratégia do Museu de fortalecer redes de colaboração com instituições culturais da cidade e de afirmar o seu papel como espaço de encontro, experimentação e cruzamento de práticas artísticas, contribuindo para uma oferta cultural cada vez mais integrada e acessível.

 

Os Circuitos PLAKA assumem-se como uma oportunidade privilegiada para conhecer a diversidade dos espaços dedicados à arte contemporânea no Porto, promovendo novas formas de fruição cultural e aproximando diferentes públicos dos processos de criação artística.

 

Consulte o programa AQUI

Esculturas do MNSR integram nova instalação de Augustas Serapinas

1 de Julho, 2026

Mais de 60 réplicas de esculturas da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, entre as quais a emblemática escultura O Desterrado, são o ponto de partida para Cultura do Corpo: Edição Porto, a nova instalação de grande escala do artista lituano Augustas Serapinas, que inaugura no próximo dia 11 de julho na Galeria Municipal do Porto.

 

Desenvolvido em estreita colaboração entre as duas instituições, o projeto estabelece um diálogo inovador entre património, arte contemporânea, desenho académico e prática desportiva, demonstrando como as coleções museológicas podem continuar a inspirar novas formas de criação artística.

 

Com curadoria de João Laia, Cultura do Corpo: Edição Porto constitui a primeira exposição individual de Augustas Serapinas em Portugal e foi concebida especificamente para a cidade do Porto. Para esta criação inédita, o artista inspirou-se na coleção de escultura do Museu Nacional Soares dos Reis, transformando a Galeria Municipal num espaço híbrido entre um ginásio e uma escola de desenho.

 

Na instalação, os tradicionais pesos das máquinas de musculação são substituídos por réplicas de esculturas da coleção do MNSR, que passam a desempenhar um papel central na experiência expositiva. Mais do que objetos de contemplação, estas reproduções tornam-se elementos ativos de uma obra que será periodicamente ativada por ginastas, atletas, estudantes de desenho e visitantes, convidando o público a participar numa experiência onde o património ganha uma nova dimensão física e performativa.

 

A proposta de Augustas Serapinas recupera a tradição dos antigos ginásios, entendidos como espaços de formação simultânea do corpo e da mente, estabelecendo um paralelo entre o treino físico e a aprendizagem artística. Ao colocar esculturas clássicas no centro de um ambiente dedicado ao exercício, o artista reflete sobre a representação do corpo, a repetição enquanto método de aprendizagem e o papel da cópia na transmissão do conhecimento artístico, atribuindo novos significados a obras que fazem parte do património escultórico nacional.

A utilização de réplicas da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis evidencia o potencial do património para dialogar com a criação contemporânea e reforça a missão do Museu de promover novas leituras sobre as suas coleções. Ao serem deslocadas do contexto museológico para uma instalação participativa, estas esculturas revelam a sua capacidade de gerar novas narrativas e de estabelecer pontes entre diferentes disciplinas, práticas e públicos.

 

A colaboração entre o Museu Nacional Soares dos Reis e a Galeria Municipal do Porto prolonga-se para além do espaço expositivo. Durante o período da mostra, patente de 11 de julho a 11 de outubro, o MNSR acolherá uma das obras produzidas por Augustas Serapinas para este projeto, permitindo aos visitantes descobrir um dos núcleos da exposição no contexto do Museu e reforçando o diálogo entre as duas instituições culturais.

 

Reconhecido internacionalmente pela forma como desenvolve projetos enraizados na história e nas especificidades dos lugares onde intervém, Augustas Serapinas volta a demonstrar, em Cultura do Corpo: Edição Porto, a capacidade da arte contemporânea para reinterpretar o património e criar novas formas de relação entre os objetos, os espaços e as comunidades. Nesta edição concebida para o Porto, é precisamente a coleção de escultura do Museu Nacional Soares dos Reis que serve de matéria-prima para uma reflexão inédita sobre o corpo, a aprendizagem e a permanência da arte clássica no imaginário contemporâneo.

 

Esta parceria afirma, uma vez mais, o Museu Nacional Soares dos Reis como uma instituição aberta ao diálogo interdisciplinar e à experimentação artística, demonstrando que as suas coleções continuam a constituir um recurso vivo para artistas, investigadores e públicos, inspirando novas formas de pensar, interpretar e experienciar o património.

MNSR reúne associações representativas do setor da deficiência

30 de Junho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) promoveu, hoje, mais uma reunião de trabalho no âmbito do desenvolvimento do seu Projeto de Acessibilidade, reunindo os elementos da equipa de projeto do Museu e representantes das principais associações nacionais com intervenção na área da deficiência e da inclusão. A iniciativa integra o processo participativo que o MNSR está a desenvolver para garantir que o projeto responde, de forma efetiva, às necessidades e expectativas das pessoas com deficiência.

 

Participaram neste encontro representantes da AADID – Associação dos Amigos das Deficiências Intelectuais e de Desenvolvimento, da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (Delegação do Porto), da APPACDM do Porto – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental, da Associação de Surdos do Porto e da Associação Salvador.

A reunião teve como principal objetivo apresentar as linhas estratégicas do projeto que o Museu pretende implementar, recolhendo contributos, sugestões e recomendações destas entidades, cuja experiência e conhecimento são determinantes para a construção de um museu verdadeiramente acessível, inclusivo e preparado para responder à diversidade dos seus públicos.

 

Este momento de trabalho permitiu estabelecer um diálogo aberto e construtivo sobre os desafios da acessibilidade em contexto museológico, identificando prioridades de intervenção e oportunidades de colaboração futura. O envolvimento direto das associações representa um passo essencial para assegurar que as soluções a implementar resultam de um processo de co-criação, centrado nas pessoas e nas suas necessidades reais.

 

O Projeto de Acessibilidade do MNSR, desenvolvido com o mecenato da Fundação Millennium bcp e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR, pretende afirmar o Museu como uma referência nacional e internacional em acessibilidade universal, promovendo a eliminação de barreiras físicas, sensoriais e de comunicação e garantindo uma experiência cultural mais inclusiva para todos. Entre as principais metas encontram-se a implementação do programa “MNSR – Um Museu cada vez mais acessível”, a candidatura à certificação pela norma internacional dedicada ao Turismo Acessível e a obtenção do Selo “Espaços Culturais Acessíveis e Inclusivos”.

 

A colaboração ativa das principais associações nacionais com intervenção na área da deficiência e da inclusão constitui um elemento fundamental para o sucesso do projeto e para a afirmação do Museu como um espaço onde todas as pessoas possam aceder, participar e usufruir plenamente da cultura.

Património do MNSR inspira embalagem artesanal

26 de Junho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis saúda com particular satisfação a concretização de um projeto que evidencia a capacidade do património cultural de continuar a inspirar a criação contemporânea e de contribuir para a valorização dos saberes e ofícios tradicionais portugueses.

 

A marca portuguesa Ownever acaba de apresentar uma edição especial de embalagens artesanais cuja identidade visual foi desenvolvida a partir de uma composição original inspirada num painel histórico de azulejos do Museu Nacional Soares dos Reis. A ilustração, criada pela artista Salomé Vilar, evoca três gerações de mulheres – avó, mãe e neta – simbolizando a transmissão de conhecimento, de memória e de tradição entre gerações.

 

Produzida manualmente por Estrela Almeida, artesã que se dedica a este ofício há quase quatro décadas, cada embalagem constitui uma peça única, realizada através de técnicas tradicionais que hoje enfrentam os desafios da industrialização e da uniformização dos processos de produção.

 

Este projeto traduz de forma exemplar a capacidade do património artístico preservado pelo Museu Nacional Soares dos Reis de transcender os espaços expositivos e inspirar novas formas de criação, promovendo simultaneamente o diálogo entre arte, design, artesanato e sustentabilidade.

 

Enquanto primeiro museu público de arte em Portugal e instituição comprometida com a preservação, estudo e divulgação do património artístico nacional, o MNSR reconhece nesta iniciativa um exemplo particularmente relevante de como as suas coleções continuam a gerar novas narrativas e a contribuir para a valorização dos ofícios tradicionais e da criatividade contemporânea.

 

A iniciativa desta marca portuguesa reafirma, assim, o potencial do património cultural como fonte de inspiração para projetos inovadores que aliam propósito, identidade e criação artística, demonstrando que a herança cultural portuguesa permanece viva e capaz de dialogar com os desafios e as linguagens do presente.

Estado adquire obra de Amadeo de Souza-Cardoso para o MNSR

26 de Junho, 2026

O Estado português exerceu o direito de preferência sobre a obra Copo branco belleza dos objectos, de Amadeo de Souza-Cardoso, recentemente vendida em leilão, assegurando a sua integração na coleção de pintura do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Datada de cerca de 1915-1916, a pintura pertence ao período final da criação artística de Amadeo de Souza-Cardoso, considerado pela historiografia como o momento mais consistente e poderoso da afirmação do artista enquanto uma das figuras pioneiras da modernidade portuguesa. Trata-se de uma composição quase abstrata, marcada pela experimentação formal, pelo dinamismo das formas e pela utilização de cores intensas e inesperadas, refletindo o espírito de inovação que distinguiu a obra do pintor. A própria designação atribuída pelo artista – Copo branco belleza dos objectos – integra-se na sua proposta estética, desafiando os limites da representação e da perceção do objeto.

 

A obra foi apresentada na histórica exposição individual realizada por Amadeo no Porto, em 1916, a primeira exposição de um artista modernista em Portugal, posteriormente levada a Lisboa e acolhida com entusiasmo por Almada Negreiros. Desde então, integrou praticamente todas as grandes exposições dedicadas ao artista, possuindo um percurso expositivo e um histórico de proveniência amplamente documentados.

 

A incorporação desta pintura representa um momento histórico para o Museu Nacional Soares dos Reis. Apesar de, desde meados do século XX, o Museu dedicar uma parte significativa da sua exposição permanente às primeiras gerações modernistas portuguesas e de ter organizado, em 1959, uma importante exposição dedicada a Amadeo de Souza-Cardoso, a sua coleção nunca integrou uma obra do artista. Esta aquisição vem, assim, colmatar uma lacuna histórica e reforçar a representação de um dos mais relevantes criadores da arte portuguesa do século XX.

A entrada de Copo branco belleza dos objectos na coleção de pintura do Museu Nacional Soares dos Reis enriquece de forma decisiva o património público nacional, contribuindo para a preservação, estudo e valorização de uma obra fundamental para a compreensão da modernidade artística em Portugal e assegurando a sua fruição pelas gerações presentes e futuras.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe com particular satisfação esta decisão do Estado, que reafirma o compromisso com a salvaguarda e o enriquecimento das coleções públicas nacionais e reconhece a importância de preservar, em domínio público, obras incontornáveis da história da arte portuguesa.

Lonely Planet destaca MNSR como “o melhor museu de arte do Porto”

26 de Junho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis é apontado pelo prestigiado guia internacional de viagens Lonely Planet como o “melhor museu de arte do Porto”, integrando o conjunto de locais de visita obrigatória para quem pretende descobrir a riqueza artística e patrimonial da cidade.

 

Na apresentação dedicada ao Museu, o Lonely Planet evidencia a relevância das suas coleções, instaladas no histórico Palácio dos Carrancas, e destaca a diversidade do acervo, que reúne pintura, escultura, artes decorativas e arqueologia, proporcionando um percurso pela história da arte portuguesa e europeia.

 

Reconhecido internacionalmente como uma das mais influentes publicações de viagens, o Lonely Planet é uma referência para milhões de viajantes na descoberta de destinos culturais em todo o mundo. A inclusão do Museu Nacional Soares dos Reis entre os espaços de visita recomendada constitui um importante indicador da sua projeção internacional e da relevância do seu património junto do público estrangeiro.

Fundado em 1833, o Museu Nacional Soares dos Reis é o mais antigo museu público de arte de Portugal. O seu acervo, um dos mais significativos do país, reúne obras de alguns dos mais importantes artistas portugueses, entre os quais António Soares dos Reis, Domingos António de Sequeira, Vieira Portuense, Silva Porto, Marques de Oliveira, Henrique Pousão, Aurélia de Souza, António Carneiro e Amadeo de Souza-Cardoso.

 

A exposição de longa duração, instalada no Palácio dos Carrancas, oferece aos visitantes um percurso abrangente pela evolução da arte em Portugal, complementado por um programa regular de exposições temporárias, atividades educativas e projetos de investigação.

 

A referência do Lonely Planet reforça o posicionamento do Museu Nacional Soares dos Reis como uma das principais instituições museológicas portuguesas e confirma o seu crescente reconhecimento enquanto destino cultural de excelência para visitantes nacionais e internacionais.

Peça de vidro setecentista inspira novas «Afinidades» no MNSR

25 de Junho, 2026

A exposição Afinidades – Práticas Gráficas Contemporâneas inaugura no próximo dia 25 de julho, às 16h00, no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), reunindo um conjunto de 49 obras de autor inspiradas numa Caneca Inglesa (1719–1747) da Real Fábrica de Vidros de Coina, peça pertencente à coleção de vidro do Museu.

 

A mostra integra a terceira edição do programa Afinidades, iniciativa desenvolvida pelo MNSR em parceria com a Associação Quarteirão Criativo, com mecenato do Super Bock Group e apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.

 

Com curadoria de Júlio Dolbeth, a edição de 2026 propõe uma reflexão contemporânea sobre o desenho e a imagem gráfica, apresentando cerca de meia centena de obras de artistas representados por 19 galerias e estabelecimentos comerciais do Quarteirão Bombarda. Partindo de uma peça de vidro do século XVIII, as propostas expostas estabelecem com a obra de referência relações de natureza conceptual, formal e simbólica, recorrendo a linguagens como a ilustração, o desenho, a gravura, a colagem e processos híbridos que articulam técnicas analógicas e digitais.

 

As obras apresentadas no âmbito do concurso Afinidades permanecerão em exposição até 11 de outubro, data em que terá lugar a sessão de encerramento, durante a qual será anunciado o projeto vencedor desta edição.

Distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia com uma Menção Honrosa na categoria Parceria, o programa Afinidades inscreve-se na estratégia de proximidade e envolvimento comunitário que o Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a desenvolver junto da sua envolvente territorial, promovendo uma relação de maior conhecimento, participação e pertença entre o Museu e as comunidades vizinhas.

 

Neste contexto, a parceria com o Quarteirão Bombarda assume particular relevância, potenciando o diálogo entre as coleções e a história do MNSR e a dinâmica criativa contemporânea deste território cultural da cidade.

 

Concebido como um ciclo de cinco edições temáticas, o programa integra exposições, oficinas e conversas que exploram pontos de contacto, afinidade e convergência entre o património do Museu e as práticas artísticas e culturais da comunidade de Bombarda, afirmando o MNSR como um espaço de encontro, experimentação e criação partilhada.

 

Sobre Júlio Dolbeth

Júlio Dolbeth é doutorado em Arte e Design, na área da Ilustração, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), onde concluiu também o Mestrado em Arte Multimédia e a licenciatura em Design de Comunicação. É Professor Auxiliar no Departamento de Design da FBAUP.

 

Investigador Integrado do Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura (ID+) e Investigador Colaborador do Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade (i2ADS). A sua investigação centra-se nas narrativas ilustradas e na comunicação visual a partir da ilustração, explorando relações entre imagem, memória e construção narrativa.

 

Co-fundador e curador da galeria Dama Aflita, no Porto (2008–2016), desenvolve paralelamente prática artística enquanto ilustrador, com exposições individuais e coletivas e trabalho publicado em diversas plataformas editoriais.

Férias de Verão com oficinas criativas gratuitas para crianças e jovens

22 de Junho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) convida crianças e jovens a viverem um verão de descoberta, imaginação e criação artística através de um vasto programa de oficinas criativas gratuitas que decorrerá durante o mês de julho.

 

Inspiradas nas coleções do museu e nas exposições temporárias, as atividades propõem experiências diversificadas de desenho, pintura, escultura, construção de objetos, exploração de materiais reciclados e observação da natureza e da arte. Das paisagens naturalistas às composições modernistas de Amadeo de Souza-Cardoso, passando pela criação de cadernos de viagem ou pela construção de obras coletivas abstratas, cada oficina constitui uma oportunidade para aprender, experimentar e desenvolver a criatividade.

Enquanto primeiro museu público de arte em Portugal, o Museu Nacional Soares dos Reis tem como missão preservar, estudar e divulgar o património artístico nacional, promovendo simultaneamente o acesso à cultura e a participação de todos os públicos. Através das suas coleções e da sua programação, o MNSR afirma-se como um espaço vivo de conhecimento, encontro e fruição, onde a arte se transforma numa experiência de descoberta e de cidadania.

 

Neste contexto, o Serviço de Educação desempenha um papel fundamental, desenvolvendo propostas que estimulam a observação, o pensamento crítico, a expressão artística e a relação afetiva com o património. Mais do que transmitir conhecimentos, procura criar experiências significativas e inclusivas, capazes de despertar a curiosidade e incentivar novas formas de olhar, interpretar e habitar o mundo.

 

O programa de Férias de Verão oferece às crianças e aos jovens a possibilidade de explorar o Museu de forma participativa e divertida, transformando as obras de arte em pontos de partida para a invenção, a experimentação e a construção de memórias inesquecíveis.

 

Todas as atividades são gratuitas, mediante inscrição prévia através do endereço eletrónico se.mnsr@museusemonumentos.pt.

«O Desterrado» continua a inspirar a reflexão sobre o nosso tempo

22 de Junho, 2026

Mais de 150 anos após a sua criação, O Desterrado, obra-prima de António Soares dos Reis e um dos mais emblemáticos tesouros do Museu Nacional Soares dos Reis, continua a interpelar a sociedade contemporânea e a inspirar novas leituras sobre a condição humana.

 

Recentemente, Helena Sacadura Cabral e Pedro Santa Clara evocaram a célebre escultura nas suas publicações dedicadas ao tema do desterro, tomando a obra de Soares dos Reis como metáfora das múltiplas formas de desenraizamento que marcam o nosso tempo. O sentimento de exílio, de afastamento, de perda ou de procura de pertença encontrou, na figura melancólica esculpida em mármore de Carrara, uma expressão intemporal e profundamente atual.

Concebido em Roma, em 1872, e inspirado no poema Tristezas do Desterro, de Alexandre Herculano, O Desterrado transcende a representação individual para assumir uma dimensão universal, tornando-se uma poderosa imagem da saudade, da solidão e da nostalgia de um lugar – físico ou emocional – que se perdeu ou permanece distante.

 

Que uma obra criada no século XIX continue a servir de referência para pensar os desafios e inquietações do presente constitui testemunho da sua extraordinária força simbólica e artística. No Museu Nacional Soares dos Reis, O Desterrado permanece, assim, não apenas como uma das obras maiores da escultura portuguesa, mas também como uma presença viva, capaz de suscitar novas interpretações e de convocar, geração após geração, uma reflexão sobre a experiência humana do desterro e da pertença.

MNSR acolhe lançamento de obra dedicada a um faqueiro joanino em ouro

15 de Junho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis recebe no próximo dia 30 de junho, às 18h00, no seu auditório, a apresentação do livro Magnânimo: Um Faqueiro de Ouro para o Rei de Portugal, uma publicação que revela o estudo aprofundado de uma das mais notáveis peças da ourivesaria portuguesa do período joanino.

 

Promovida pelos Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis, a sessão contará com a apresentação da obra pela Professora Doutora Isabel Mayer Godinho Mendonça e assinala a chegada ao Museu de um projeto editorial que tem despertado grande interesse junto de investigadores, especialistas e apreciadores do património artístico nacional.

 

Editado pela São Roque Antiguidades & Galeria de Arte, o livro centra-se num extraordinário faqueiro em ouro com estojo, cuja encomenda é atribuída, com elevada probabilidade, ao reinado de D. João V. Mais do que dar a conhecer uma peça singular, a publicação procura contextualizar a sua importância histórica, artística e patrimonial, enquadrando-a no universo das artes decorativas portuguesas e da produção setecentista.

A obra divide-se em duas partes complementares. A primeira reúne contributos de sete especialistas – António Filipe Pimentel, José de Monterroso Teixeira, Rui Galopim de Carvalho, Sílvia Ferreira, Teresa Leonor M. Vale, Hugo Miguel Crespo e Teresa Peralta – que oferecem uma leitura histórica e artística do contexto em que o conjunto foi concebido.

 

A segunda parte apresenta uma investigação aprofundada conduzida por Hugo Miguel Crespo, enriquecida por um estudo analítico de Isabel Tissot e Marta Manso. O trabalho inclui análises científicas por microfluorescência de raios-X aos metais, bem como o acompanhamento dos processos de conservação e limpeza da peça, proporcionando uma visão multidisciplinar sobre este raro testemunho da arte da ourivesaria portuguesa.

 

Para tornar a experiência ainda mais enriquecedora, o faqueiro será apresentado numa vitrine concebida especificamente para acolher o conjunto, permitindo ao público observar de perto os detalhes e a excecional qualidade técnica desta obra de arte.

 

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

MNSR cede pinturas de Aurélia de Souza para a exposição “Diálogo Duplo”

11 de Junho, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) volta a afirmar o seu papel enquanto instituição de referência na preservação e valorização do património artístico nacional, através da cedência de seis pinturas de Aurélia de Souza para a exposição “Diálogo Duplo”, que inaugura no próximo sábado, 13 de junho, dia do 160º Aniversário de Nascimento de Aurélia de Souza, no renovado Museu Aurélia e Sofia de Souza, no Porto.

 

A mostra integra o programa inaugural da nova identidade da antiga Casa Marta Ortigão Sampaio, agora dedicada à valorização do legado das pintoras Aurélia e Sofia de Souza e à promoção do papel das mulheres na história da arte.

 

Para esta exposição, o Museu Nacional Soares dos Reis disponibilizou um conjunto significativo de obras de Aurélia de Souza, uma das mais importantes artistas portuguesas da transição do século XIX para o século XX. Entre as peças cedidas encontram-se Busto de Homem (Academia), Retrato de Júlia Molarinho, Cabeça – Estudo e três estudos académicos de modelo feminino, obras que testemunham a qualidade técnica, a sensibilidade estética e a singularidade do percurso artístico da pintora.

 

Com curadoria de Rita Roque, “Diálogo Duplo” propõe um encontro entre a obra de Aurélia e Sofia de Souza e a criação artística contemporânea, reunindo trabalhos de Ana Rocha, Catarina Vasconcelos, Isabel Carvalho, Luísa Mota e Sofia Leitão. A exposição estabelece um diálogo entre diferentes épocas, linguagens e perspetivas artísticas, reforçando a atualidade e relevância da obra das duas pintoras.

 

A participação do Museu Nacional Soares dos Reis neste projeto constitui mais um exemplo da sua missão de promover o conhecimento, a investigação e a circulação do património cultural sob sua guarda, contribuindo para o acesso público a obras de referência da arte portuguesa e para o desenvolvimento de parcerias institucionais que valorizam a memória artística nacional.

 

A exposição integra um novo ciclo programático do Museu Aurélia e Sofia de Souza, dedicado à investigação, à criação contemporânea e à reflexão sobre o lugar das mulheres na arte e na cultura.

Exposição “Face a Face” de Rita Magalhães chega a Bragança

11 de Junho, 2026

A exposição «FACE A FACE – Rita Magalhães e a Natureza-Morta na Coleção do Museu Nacional Soares dos Reis» será inaugurada no próximo sábado, dia 13 de junho, às 17h00, no Museu do Abade de Baçal, em Bragança, onde estará patente ao público até 20 de setembro de 2026.

 

Produzida pelo Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) e comissariada por Manuela Hargreaves, a mostra propõe um diálogo entre as fotografias de Rita Magalhães e um conjunto de obras de natureza-morta pertencentes à coleção do museu portuense, criando pontes entre diferentes períodos históricos, linguagens artísticas e formas de representação.

 

O percurso expositivo reúne obras que atravessam vários séculos da história da arte, desde o legado das escolas flamenga, holandesa e italiana dos séculos XVII e XVIII até ao realismo e naturalismo portugueses do século XIX. Em confronto direto com estas pinturas, as fotografias de Rita Magalhães revelam a permanência e a atualidade da natureza-morta, demonstrando como este género continua a inspirar a criação artística contemporânea.

 

A exposição integra ainda um importante trabalho de valorização da coleção do MNSR, tendo permitido a conservação e o restauro de diversas pinturas que, durante largos anos, permaneceram em reserva. As intervenções realizadas devolveram visibilidade a obras raramente expostas e possibilitaram a recuperação de elementos fundamentais para o seu estudo e interpretação, como assinaturas, inscrições e outros detalhes até agora ocultos.

 

A itinerância da mostra para o Museu do Abade de Baçal reforça o compromisso do Museu Nacional Soares dos Reis com a circulação do património cultural e o acesso alargado às coleções nacionais, promovendo o encontro de novos públicos com obras de reconhecido valor artístico e histórico.

 

Nascida em Luanda, em 1974, Rita Magalhães vive e trabalha entre o Porto e a Bairrada. O seu percurso artístico tem-se distinguido pela exploração das relações entre fotografia e pintura, desenvolvendo uma obra amplamente reconhecida pela crítica e representada em coleções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. A exposição agora apresentada em Bragança constitui uma oportunidade para descobrir o seu trabalho em diálogo com algumas das mais relevantes naturezas-mortas da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis.

MNSR no Congresso Nacional da União das Misericórdias Portuguesas

3 de Junho, 2026

O Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte, marcará presença no 15.º Congresso Nacional da União das Misericórdias Portuguesas, presidindo ao painel dedicado ao património cultural das Misericórdias, que terá lugar no dia 6 de junho, em Braga.

 

O congresso, subordinado ao tema «A atualidade de uma evolução segura», decorre entre os dias 4 e 6 de junho, no Fórum Braga, reunindo dirigentes, especialistas, decisores políticos e representantes das Santas Casas de Misericórdia de todo o país para refletir sobre os desafios e oportunidades do setor social em Portugal.

A participação de António Ponte acontece na manhã de sábado, no âmbito de uma sessão dedicada ao património cultural das Misericórdias, uma temática de particular relevância para a valorização, preservação e divulgação do legado histórico e artístico destas instituições. O painel integra-se nas comemorações do 50.º aniversário da União das Misericórdias Portuguesas, assinalando um marco importante na história da organização e no seu contributo para a sociedade portuguesa.

 

A sessão de abertura do congresso, agendada para o dia 4 de junho, contará com a presença do Presidente da República, António José Seguro, enquanto a sessão de encerramento será presidida pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, no dia 6 de junho.

 

Ao longo de três dias, o programa integra diversos painéis de debate sobre temas como a qualificação e digitalização, o envelhecimento e a felicidade, a sustentabilidade das instituições e os desafios da saúde e da ação social, reunindo membros do Governo, especialistas e representantes de diferentes setores da sociedade.

 

O 15.º Congresso Nacional da União das Misericórdias Portuguesas afirma-se, assim, como um importante espaço de reflexão estratégica sobre o presente e o futuro das Misericórdias, destacando igualmente o papel fundamental do património cultural na identidade e missão destas instituições.

MNSR leva arte e criatividade à Festa da Criança

22 de Maio, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis associa-se à Festa da Criança 2026, promovida pela Câmara Municipal do Porto, com um programa de oficinas criativas dirigido a famílias e crianças, que terá lugar nos Jardins do Palácio de Cristal, nos dias 30 e 31 de maio e 1 de junho.

 

A iniciativa tem entrada livre e gratuita e reúne várias entidades, numa programação pensada para celebrar a infância, a criatividade, a aprendizagem e o contacto com a cultura em ambiente de festa.

Ao longo de três dias, o Museu leva até ao espaço público um conjunto de propostas educativas que cruzam arte, natureza, património e experimentação plástica, aproximando os mais novos de obras, artistas e temas presentes nas suas coleções.

 

Instalado no Palácio dos Carrancas, o Museu Nacional Soares dos Reis é herdeiro do primeiro museu público de arte criado em Portugal, em 1833, e conserva um acervo de referência nas áreas da pintura, escultura, artes decorativas, ourivesaria, cerâmica, têxteis e vidro. A sua coleção integra obras de artistas fundamentais da arte portuguesa, como Soares dos Reis, Marques de Oliveira, Aurélia de Souza, Henrique Pousão, Silva Porto e Amadeo de Souza-Cardoso.

 

Nos dias 30 e 31 de maio, a oficina “Pegada Botânica: Relevos” convida os participantes a descobrir elementos naturais nos Jardins do Palácio de Cristal, como folhas, ervas ou penas, e a criar registos em argila e gesso, explorando texturas e relevos inspirados na natureza. A atividade destina-se a famílias com crianças dos 3 aos 12 anos.

 

No dia 30 de maio, realiza-se também a oficina “Aurélia e Eu: Construindo um Autorretrato”, inspirada no autorretrato de Aurélia de Souza. Através de recorte, composição e pintura, as crianças são convidadas a explorar a criatividade, a expressão artística e a construção da própria imagem.

 

Ainda no sábado, a oficina “Retratar o Escultor: Soares dos Reis por Marques de Oliveira” parte do retrato de Soares dos Reis, pintado por Marques de Oliveira, para propor uma recriação visual da obra, explorando a expressividade, a cor, o movimento e a imaginação.

 

No dia 31 de maio, a oficina “Na pele de um artista. Entre cores, linhas e formas” inspira-se numa obra de Amadeo de Souza-Cardoso e propõe uma experiência de pintura, colagem e desenho, onde as crianças poderão criar composições livres a partir de cores vibrantes, linhas e formas.

 

No dia 1 de junho, dedicado às escolas do ensino básico do Porto, a oficina “Pegada Botânica: Monotipias” desafia as crianças a observar o jardim com atenção, escolher elementos naturais e utilizá-los para criar impressões artísticas em tecido, valorizando a descoberta sensorial e a ligação entre natureza e criação plástica.

 

Com esta participação, o Museu Nacional Soares dos Reis reforça a sua missão de abertura à comunidade e de promoção do acesso à cultura desde a infância, levando o património artístico para fora das suas salas e criando renovadas formas de encontro entre as crianças, as famílias, a cidade e a arte.

 

A presença na Festa da Criança 2026 afirma também o papel do Museu como espaço vivo de educação, participação e descoberta, onde as coleções deixam de ser apenas objeto de contemplação para se tornarem ponto de partida para experiências criativas, sensíveis e partilhadas.

 

A Festa da Criança decorre nos dias 30 e 31 de maio, entre as 10h00 e as 13h00 e das 14h00 às 19h00, e no dia 1 de junho, entre as 9h00 e as 13h00, nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto. A entrada é livre e gratuita.

MNSR no 3.º Encontro Nacional de Prescrição Cultural

20 de Maio, 2026

O 3.º Encontro Nacional de Prescrição Cultural volta a colocar em diálogo os setores da cultura, da saúde, da educação e da intervenção social, afirmando a cultura como instrumento de promoção do bem-estar, da inclusão e da qualidade de vida.

 

A iniciativa, de participação gratuita mediante inscrição prévia, dá continuidade ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em Portugal em torno da Prescrição Cultural, um campo de atuação que propõe o acesso orientado a experiências artísticas e culturais como complemento às estratégias de promoção da saúde e da participação social.

O Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a afirmar-se como uma das instituições de referência na implementação da Prescrição Cultural em contexto museológico. Parceiro do projeto desde a sua primeira edição, o Museu tem disponibilizado a sua programação, os seus espaços, as suas coleções e os seus recursos educativos para o desenvolvimento de experiências dirigidas a diferentes públicos, contribuindo para demonstrar o potencial dos museus enquanto lugares de encontro, escuta, criação, contemplação e cuidado.

 

A ligação do Museu Nacional Soares dos Reis a este projeto não é recente. Em 2024, o Museu acolheu atividades do 1.º Encontro Nacional | Prescrição Cultural – Arte, Bem-Estar e Inclusão, que decorreu entre a Reitoria da Universidade do Porto e o próprio Museu, reunindo profissionais de saúde, mediadores culturais, investigadores, estudantes e representantes da sociedade civil para refletir sobre a relação entre arte, saúde e bem-estar. O programa incluiu oficinas e experiências práticas no espaço museológico, procurando responder a questões como o papel da arte na formação dos profissionais de saúde e a forma como os museus podem tornar-se espaços de bem-estar.

 

Este envolvimento ganha particular relevância no âmbito do Consórcio Regional para a Prescrição Cultural no Norte de Portugal, formalizado em 2025, do qual o Museu Nacional Soares dos Reis é uma das entidades parceiras. A formalização deste consórcio representa um passo significativo no reforço da colaboração entre instituições culturais, académicas e de saúde, com o objetivo de promover o acesso à cultura como fator de bem-estar, inclusão social e cidadania. Para o Museu, esta integração consolida um compromisso já assumido: contribuir ativamente para estratégias que reconhecem a cultura como direito de todos e como motor de qualidade de vida.

 

A realização do 3.º Encontro Nacional de Prescrição Cultural surge, assim, como mais uma etapa na afirmação deste movimento em Portugal. Mais do que um encontro técnico ou académico, a iniciativa representa um espaço de partilha de práticas, avaliação de experiências e construção de novas formas de cooperação entre cultura e saúde.

 

Com esta participação, o Museu renova a sua disponibilidade para continuar a colaborar no desenvolvimento de respostas inovadoras, inclusivas e territorialmente enraizadas, reforçando a ideia de que a cultura pode, e deve, ocupar um lugar essencial nas políticas de saúde, educação e comunidade.

 

As inscrições para o encontro, a realizar no dia 2 de junho de 2026, na Reitoria da Universidade do Porto, estão disponíveis através do formulário de inscrição.

MNSR convida a uma semana de arte, música e descoberta

12 de Maio, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis associa-se às comemorações do Dia Internacional dos Museus 2026 com um programa especial que decorre entre 17 e 23 de maio, promovendo visitas orientadas, oficinas, conversas, música e momentos de encontro em torno das coleções, dos espaços históricos e das múltiplas formas de viver o museu.

 

Sob o mote internacional de 2026, “Museus que unem um mundo dividido”, o programa convida o público a redescobrir o Museu como lugar de diálogo, criação, memória e pertença.

Um dos momentos centrais será o concerto “Acordes de Paz”, o qual marcará o arranque de uma semana especial nos Museus e Monumentos de Portugal. No dia 17 de maio, às 16h00, 26 espaços coincidem num momento único em celebração do Dia Internacional dos Museus.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis, o concerto contará com a participação do Grupo Coral do Hospital de Magalhães Lemos da ULSSA, numa atuação que reforça o papel dos museus como espaços de inclusão, inspiração e partilha.

 

Ainda no dia 17, a conversa “A Vida Suspensa dos Objetos” dará a conhecer o trabalho de recuperação e valorização de obras habitualmente afastadas da exposição pública, abordando o modo como o restauro pode devolver leitura, presença e significado a objetos esquecidos ou invisibilizados.

 

Ao longo da semana, o Museu propõe também um conjunto de oficinas para escolas, dirigidas ao ensino pré-escolar e ao 1.º ciclo, que convidam os mais novos a experimentar a arte através da cor, da linha, da forma, do retrato e da imaginação. Para jovens, adultos e público geral, haverá sessões da oficina “Aguarelar”, inspirada nas paisagens e tabuinhas de Henrique Pousão, visitas orientadas dedicadas à relação entre música, artes visuais e sociabilidade, e a oficina “Música fora da caixa”, que desafia os participantes a criar sonoridades a partir de objetos inusitados.

 

No dia 22 de maio, o encontro “Comunicar a Investigação no Museu” dará visibilidade à investigação recentemente desenvolvida na instituição, em articulação com instituições de ensino superior e programas de âmbito nacional, reunindo estudantes, investigadores e estagiários que fizeram do Museu objeto da sua prática científica nos dois últimos anos letivos.

 

As comemorações culminam no sábado, 23 de maio, com a Noite Europeia dos Museus, dia em que o Museu estará aberto até às 23h00. A programação inclui o concerto “Fado Desterrado”, às 21h30, na Galeria de Escultura. Neste momento especial, o fado dialogará com a obra O Desterrado, numa comunhão entre voz, guitarra, mármore e saudade.

 

Com este programa, o Museu Nacional Soares dos Reis reafirma-se como espaço aberto à comunidade, à criação contemporânea, à investigação, à educação e à fruição cultural, celebrando o poder dos museus para aproximar pessoas, despertar sensibilidades e construir pontes entre tempos, histórias e mundos.

António Ponte convidado do podcast Alumni Mundus – U.Porto

30 de Abril, 2026

António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, é o convidado do mais recente episódio do podcast Alumni Mundus U.Porto: Serviço Público, uma iniciativa da Universidade do Porto dedicada à valorização do percurso dos seus antigos estudantes.

 

Nascido em 1970, António Ponte é licenciado em Ciências Históricas pela Universidade Portucalense e doutorado em Museologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. O seu percurso profissional evidencia uma ligação consistente ao serviço público, com especial enfoque na museologia, na gestão cultural e na valorização do património.

 

Paralelamente à sua atividade profissional, desenvolve também trabalho académico nas áreas da museologia e do património, lecionando no Instituto Politécnico do Porto e na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Este episódio do podcast dá a conhecer um percurso marcado pelo compromisso com o serviço público, a promoção da cultura e a preservação do património, evidenciando o contributo relevante de António Ponte nestes domínios.

 

O Alumni Mundus – U.Porto: Serviço Público organiza-se em diferentes séries temáticas e tem como objetivo divulgar trajetórias de alumni da Universidade do Porto que se destacam pelo seu percurso profissional ou singularidade. Através destes testemunhos, pretende-se evidenciar o papel da Universidade nas suas carreiras e promover a partilha de experiências, contribuindo para a criação de redes e para a reflexão sobre diferentes caminhos de realização pessoal e profissional.

 

O podcast é uma iniciativa conjunta do Gabinete Alumni da Reitoria, do Gabinete Alumni da Faculdade de Engenharia e do Gabinete de Comunicação e Imagem da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, contando com a participação das diversas unidades orgânicas da instituição e o apoio da Casa Comum.

Desenhos de Soares dos Reis integram exposição sobre Camões

30 de Abril, 2026

Um conjunto de seis desenhos, de autoria de António Soares dos Reis, foram cedidos pelo Museu Nacional Soares dos Reis para integrar a exposição «No Rasto de Luís de Camões», a decorrer na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, de 5 maio a 15 setembro de 2026.

 

A mostra propõe uma revisitação da vida e obra de Luís de Camões, explorando a forma como a sua memória foi sendo construída ao longo dos séculos, com destaque para as dimensões técnicas e científicas evocadas na sua escrita.

 

Os seis desenhos cedidos, pertencentes ao acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, datados de cerca de 1878 e executados maioritariamente a grafite sobre papel, constituem estudos gráficos inspirados em episódios de Os Lusíadas, revelando a leitura visual do artista sobre a epopeia camoniana.

 

A cedência destes desenhos reforça o diálogo entre património artístico e literário, permitindo ao público observar como a obra de Camões inspirou artistas de diferentes épocas. Ao integrar estas peças na exposição, a Biblioteca Nacional oferece uma leitura visual complementar à epopeia, evidenciando a persistência do imaginário camoniano na cultura portuguesa.

 

Aclamado como um dos maiores escultores portugueses do séc. XIX, tendo sido o primeiro bolseiro do Estado no estrangeiro, no domínio da escultura, António Soares dos Reis era também exímio no desenho, tendo colaborado na ilustração de várias obras.

 

São exemplo desses desenhos, aqueles que produziu para Os Lusíadas: poema épico em dez cantos, de autoria de Luís de Camões, edição da Imprensa Nacional. A edição desta obra data de 1878, embora só tenha sido concluída e colocada à venda em 1880, ano da comemoração do tricentenário do nascimento de Camões.

 

Considerado uma das figuras mais importantes da literatura portuguesa e uma das principais vozes da literatura épica mundial, estima-se que o nascimento de Camões tenha ocorrido algures na primeira metade do século XVI, no ano de 1524, estando em curso a evocação dos 500 anos do seu nascimento.

50 Anos das Leica Galleries celebrados no MNSR

29 de Abril, 2026

No ano em que a rede internacional das Leica Galleries celebra 50 anos de existência, o Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, de 9 de maio a 26 de julho, a exposição Leica Years, de Alfredo Cunha. Uma homenagem a um percurso maior da fotografia portuguesa e, simultaneamente, uma evocação do papel das galerias Leica enquanto lugares de criação, pensamento e encontro.

 

A inauguração decorre no dia 9 de maio, às 15h30, integrando uma conversa entre Alfredo Cunha e Karin Kaufmann, diretora artística e responsável global pelas Leica Galleries, num diálogo sobre fotografia, memória, testemunho e o poder duradouro das imagens.

Fundada em 1976 em Wetzlar, a primeira Leica Galerie deu origem a uma rede internacional que, ao longo de meio século, afirmou a fotografia como linguagem universal e as galerias como mais do que simples espaços expositivos: lugares de imaginação, diálogo e conexão.

 

Espalhadas por vários continentes, as Leica Galleries têm reunido culturas, gerações e narrativas, sustentadas pela convicção de que as imagens têm o poder de transformar perspetivas e mover consciências.

 

Esta celebração encontra em Leica Years uma expressão particularmente simbólica. A exposição reúne imagens que atravessam décadas de trabalho de Alfredo Cunha, num percurso marcado por uma proximidade singular aos acontecimentos, às pessoas e à história. Partindo de um núcleo originalmente apresentado na Leica Gallery Porto em 2020, a mostra propõe mais do que uma retrospetiva: oferece fragmentos de memória, imagens que persistem pelo seu peso humano e simbólico e que continuam a interpelar o presente.

 

Ao longo da sua carreira, Alfredo Cunha construiu uma relação íntima com as câmaras Leica, instrumentos discretos que acompanharam o seu olhar em Portugal, em África e em múltiplos territórios da transformação social e política. Entre retratos, manifestações, instantes de tensão ou silêncio, cada fotografia convoca uma experiência que ultrapassa o instante da captação, afirmando a imagem como matéria viva de tempo e memória.

 

Neste contexto, Leica Years inscreve-se plenamente no espírito dos 50 anos das Leica Galleries: celebrar uma tradição de olhar que atravessa fronteiras e reafirma a fotografia como arte viva, espaço crítico e gesto de permanência.

245.º Aniversário do Nascimento de João Francisco Allen

28 de Abril, 2026

Nascido em Viana do Castelo, a 1 de maio, João Francisco Allen (1781–1848), uma das figuras mais marcantes da vida cultural e económica do Porto oitocentista, era filho de Duarte Guilherme Allen, cônsul britânico, e descendente de uma família de origem irlandesa que se fixou em Portugal.

 

Negociante de sucesso, Allen destacou-se também pelo seu envolvimento cívico e político. Durante a Guerra Peninsular, alistou-se como voluntário, tendo sido distinguido com a Ordem da Torre e Espada pelo seu contributo. Paralelamente, desempenhou um papel ativo no desenvolvimento económico da cidade, estando associado à criação do primeiro banco portuense, o Banco Comercial do Porto, e à promoção de projetos inovadores como o Palácio de Cristal.

 

Mas é, sobretudo, no campo cultural que o seu legado permanece mais vivo. Apaixonado pelas artes, pelas ciências e pelo conhecimento, reuniu ao longo da vida uma notável e eclética coleção que incluía pintura, escultura, objetos arqueológicos, história natural, numismática, artes decorativas e biblioteca. Essa diversidade refletia o espírito enciclopédico típico do seu tempo.

Em 1837 recebeu os primeiros visitantes no chamado Museu Allen, instalado na sua residência, tornando-o um dos primeiros museus acessíveis ao público em Portugal. A iniciativa foi pioneira não só pela abertura ao público, mas também pela preocupação com a organização e estudo das coleções.

 

Após a sua morte, em 1848, a coleção foi adquirida pela Câmara Municipal do Porto, integrando o então Museu Municipal. Esse núcleo viria, mais tarde, a constituir uma parte fundamental do acervo do atual Museu Nacional Soares dos Reis, onde ainda hoje se reconhece a marca do gosto, da curiosidade e da visão de João Allen.

Exposição “Do riso e do siso” prolongada até 28 de junho

27 de Abril, 2026

A exposição “Do riso e do siso: Coleções à margem da Casa-Museu Fernando de Castro”, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, vai ser prolongada até ao próximo dia 28 de junho, permitindo ao público mais tempo para descobrir uma das facetas menos conhecidas do colecionador Fernando de Castro.

 

Inicialmente prevista até abril, a mostra tem registado um interesse significativo, justificando a extensão agora anunciada. A exposição propõe uma leitura inédita do acervo da Casa-Museu Fernando de Castro, destacando a dimensão humorística, irónica e caricatural da sua coleção, um território ainda pouco explorado pela investigação.

Com curadoria de Ana Mântua, a exposição reúne caricaturas produzidas pelo próprio Fernando de Castro desde 1911, peças de cerâmica caricatural oriundas de centros como Sacavém e Caldas da Rainha, incluindo obras de artistas como Rafael Bordalo Pinheiro, além de arte oriental e raridades bibliográficas dedicadas à sátira.

 

Através deste conjunto diversificado de objetos, revela-se um colecionador espirituoso e atento ao quotidiano, desmontando a imagem mais austera frequentemente associada à sua figura. Figuras populares, jogos de palavras e objetos inesperados constroem um percurso expositivo onde o riso e a inteligência crítica se cruzam.

 

Para o diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte, esta abordagem contribui para ampliar as narrativas sobre o acervo, oferecendo novas perspetivas ao público e reforçando a ligação entre o museu e os visitantes.

 

Recebida em legado pelo MNSR em 1952, a Casa-Museu Fernando de Castro é amplamente reconhecida pelo seu ambiente cenográfico único, marcado por talhas, pinturas, esculturas e milhares de objetos que transformam a antiga residência do colecionador numa verdadeira obra de arte total.

Desde 1911: 115 Anos a Honrar António Soares dos Reis

24 de Abril, 2026

Em 2026, assinalam-se 115 anos sobre um momento decisivo na história deste museu: a adoção da designação Museu Soares dos Reis, que ainda hoje o identifica e o liga profundamente à história da arte portuguesa.

 

Fundado em 1833 como Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, foi o primeiro museu público de arte em Portugal. Ao longo do século XIX consolidou-se como um espaço central de formação, estudo e fruição artística no Porto, intimamente ligado à então Academia de Belas-Artes.

 

Foi já em contexto republicano que ocorreu a mudança que evocamos. O Decreto n.º 1 de 26 de maio de 1911 (publicado no Diário do Governo n.º 124, de 29 de maio) promoveu uma profunda reorganização dos serviços artísticos e arqueológicos em Portugal. Este diploma criou três circunscrições artísticas (Lisboa, Porto e Coimbra) e instituiu os respetivos Conselhos de Arte e Arqueologia, responsáveis pela classificação, conservação e restauro do património.

A reforma teve impactos estruturais: reorganizou o ensino nas Escolas de Belas-Artes de Lisboa e do Porto, redefiniu a tutela das instituições culturais e colocou os museus sob a dependência desses novos conselhos, numa lógica de gestão articulada do património. Este decreto é hoje reconhecido como um marco fundador da política patrimonial da Primeira República.

 

É neste enquadramento que o museu do Porto assume a designação de Museu Soares dos Reis, homenageando António Soares dos Reis (1847–1889), figura maior da escultura portuguesa do século XIX. Autor de obras emblemáticas como O Desterrado, Soares dos Reis destacou-se pela intensidade expressiva e pelo humanismo da sua obra, tendo sido também professor na Academia Portuense. A sua ligação à cidade e à instituição justificou plenamente a consagração do seu nome no museu.

 

Assinalar os 115 anos desta mudança é, assim, reconhecer não apenas um ato administrativo, mas um momento simbólico em que o museu se afirma como espaço de memória, identidade e valorização artística. Ao adotar o nome de Soares dos Reis, a instituição reforçou a sua missão de preservar, estudar e divulgar a arte portuguesa, mantendo viva a herança de um dos seus mais notáveis criadores.

 

Hoje, o Museu Nacional Soares dos Reis continua a desempenhar um papel central na vida cultural do país, testemunhando a relevância duradoura das reformas de 1911 e a atualidade do legado de Soares dos Reis.

MNSR entre as entidades homenageadas pela Casa Comum

20 de Abril, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) foi distinguido no âmbito da sessão comemorativa que assinalou os oito anos do projeto cultural Casa Comum da Universidade do Porto, realizada no passado sábado, no auditório do Edifício Abel Salazar, e que reuniu diversas personalidades e instituições ligadas à vida cultural, científica e académica.

 

Durante a cerimónia, foram reconhecidas entidades cujo contributo foi determinante para a afirmação da Casa Comum enquanto espaço de encontro, reflexão e intervenção cultural.

 

No caso do MNSR, o prémio atribuído constitui uma expressão de reconhecimento público pela parceria estabelecida e pelo seu contributo relevante para o desenvolvimento e afirmação do projeto de intervenção cultural da Universidade do Porto.

 

O diploma sublinha ainda que, ao longo deste percurso, a colaboração do Museu Nacional Soares dos Reis foi essencial para a construção de uma Casa Comum democrática, plural e aberta à comunidade, reforçando o papel do museu não apenas como parceiro, mas como agente ativo na concretização dos valores estruturantes deste projeto cultural.

Fundado em 1833 e instalado no Palácio das Carrancas, o Museu Nacional Soares dos Reis, o mais antigo museu público de arte em Portugal tem vindo a consolidar a sua posição como instituição de referência, aliando a preservação de um acervo de excelência a uma programação contemporânea, inclusiva e orientada para o diálogo com diferentes públicos.

 

A distinção agora atribuída reconhece, assim, não só a relevância histórica e artística do museu, mas sobretudo a sua intervenção continuada e estratégica no ecossistema cultural, nomeadamente através da colaboração com a Casa Comum, que tem permitido ampliar o impacto das iniciativas culturais da Universidade do Porto.

 

Mais do que um reconhecimento simbólico, este prémio afirma o Museu Nacional Soares dos Reis como parceiro estruturante na construção de redes culturais colaborativas, contribuindo de forma decisiva para uma cultura mais acessível, participada e integrada na comunidade.

Cavaleiro Faria: o artista que desenhava como quem escrevia

15 de Abril, 2026

No âmbito do programa “MNAA no MNSR”, o Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, entre 23 de abril e 28 de junho, a exposição Cavaleiro Faria, um desenhador português do século XVIII, em parceria com o Museu Nacional de Arte Antiga.

 

Com inauguração agendada para o dia 23 abril, pelas 18 horas, esta mostra dá continuidade ao diálogo entre coleções e instituições, trazendo ao Porto um núcleo significativo da obra de um dos mais enigmáticos desenhadores portugueses do século XVIII.

Durante muito tempo conhecido apenas pela assinatura Eques Faria, o artista foi identificado como Inocêncio de Faria e Aguiar (1709–1792), funcionário do Conselho da Fazenda que, fora do exercício profissional, se dedicava ao desenho. Trabalhando exclusivamente com pena e tinta castanha, os mesmos instrumentos da escrita, construiu uma produção singular, marcada pela liberdade temática e pela originalidade gráfica.

 

A exposição reúne desenhos realizados sobretudo nas décadas de 1760 e 1770, revelando um olhar atento sobre o seu tempo. Entre cenas militares, paisagens com ruínas clássicas, vistas de aldeias, estalagens, romarias e festas campestres, emerge um testemunho raro e fascinante da vida quotidiana e do imaginário setecentista.

 

Adaptada da primeira exposição monográfica dedicada ao artista, organizada pelo Museu Nacional de Arte Antiga, esta apresentação no MNSR convida o público a descobrir uma figura pouco conhecida, mas essencial para compreender a diversidade da prática artística em Portugal no século XVIII.

 

Inserido no programa “MNAA no MNSR”, este projeto reforça o compromisso de colaboração entre museus nacionais, promovendo a circulação de obras e novas leituras sobre o património artístico português.