O Museu Nacional Soares dos Reis recebe no próximo dia 30 de junho, às 18h00, no seu auditório, a apresentação do livro Magnânimo: Um Faqueiro de Ouro para o Rei de Portugal, uma publicação que revela o estudo aprofundado de uma das mais notáveis peças da ourivesaria portuguesa do período joanino.
Promovida pelos Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis, a sessão contará com a apresentação da obra pela Professora Doutora Isabel Mayer Godinho Mendonça e assinala a chegada ao Museu de um projeto editorial que tem despertado grande interesse junto de investigadores, especialistas e apreciadores do património artístico nacional.
Editado pela São Roque Antiguidades & Galeria de Arte, o livro centra-se num extraordinário faqueiro em ouro com estojo, cuja encomenda é atribuída, com elevada probabilidade, ao reinado de D. João V. Mais do que dar a conhecer uma peça singular, a publicação procura contextualizar a sua importância histórica, artística e patrimonial, enquadrando-a no universo das artes decorativas portuguesas e da produção setecentista.
A obra divide-se em duas partes complementares. A primeira reúne contributos de sete especialistas – António Filipe Pimentel, José de Monterroso Teixeira, Rui Galopim de Carvalho, Sílvia Ferreira, Teresa Leonor M. Vale, Hugo Miguel Crespo e Teresa Peralta – que oferecem uma leitura histórica e artística do contexto em que o conjunto foi concebido.
A segunda parte apresenta uma investigação aprofundada conduzida por Hugo Miguel Crespo, enriquecida por um estudo analítico de Isabel Tissot e Marta Manso. O trabalho inclui análises científicas por microfluorescência de raios-X aos metais, bem como o acompanhamento dos processos de conservação e limpeza da peça, proporcionando uma visão multidisciplinar sobre este raro testemunho da arte da ourivesaria portuguesa.
Para tornar a experiência ainda mais enriquecedora, o faqueiro será apresentado numa vitrine concebida especificamente para acolher o conjunto, permitindo ao público observar de perto os detalhes e a excecional qualidade técnica desta obra de arte.
A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

