A exposição «FACE A FACE – Rita Magalhães e a Natureza-Morta na Coleção do Museu Nacional Soares dos Reis» será inaugurada no próximo sábado, dia 13 de junho, às 17h00, no Museu do Abade de Baçal, em Bragança, onde estará patente ao público até 20 de setembro de 2026.
Produzida pelo Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) e comissariada por Manuela Hargreaves, a mostra propõe um diálogo entre as fotografias de Rita Magalhães e um conjunto de obras de natureza-morta pertencentes à coleção do museu portuense, criando pontes entre diferentes períodos históricos, linguagens artísticas e formas de representação.
O percurso expositivo reúne obras que atravessam vários séculos da história da arte, desde o legado das escolas flamenga, holandesa e italiana dos séculos XVII e XVIII até ao realismo e naturalismo portugueses do século XIX. Em confronto direto com estas pinturas, as fotografias de Rita Magalhães revelam a permanência e a atualidade da natureza-morta, demonstrando como este género continua a inspirar a criação artística contemporânea.
A exposição integra ainda um importante trabalho de valorização da coleção do MNSR, tendo permitido a conservação e o restauro de diversas pinturas que, durante largos anos, permaneceram em reserva. As intervenções realizadas devolveram visibilidade a obras raramente expostas e possibilitaram a recuperação de elementos fundamentais para o seu estudo e interpretação, como assinaturas, inscrições e outros detalhes até agora ocultos.
A itinerância da mostra para o Museu do Abade de Baçal reforça o compromisso do Museu Nacional Soares dos Reis com a circulação do património cultural e o acesso alargado às coleções nacionais, promovendo o encontro de novos públicos com obras de reconhecido valor artístico e histórico.
Nascida em Luanda, em 1974, Rita Magalhães vive e trabalha entre o Porto e a Bairrada. O seu percurso artístico tem-se distinguido pela exploração das relações entre fotografia e pintura, desenvolvendo uma obra amplamente reconhecida pela crítica e representada em coleções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. A exposição agora apresentada em Bragança constitui uma oportunidade para descobrir o seu trabalho em diálogo com algumas das mais relevantes naturezas-mortas da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis.

