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Exposição Close-Up: uma viagem pela arte em pequena escala

8 de Setembro, 2026

Pequenas dimensões, grandes histórias. É este o desafio lançado por “Close-Up: Uma Questão de Escala”, exposição que reúne no Museu Nacional Soares dos Reis uma seleção de objetos de reduzidas dimensões pertencentes às coleções do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA). A mostra pode ser visitada até 18 de outubro.

 

“Close-Up: Uma Questão de Escala” é a terceira exposição do programa “MNAA no MNSR”, iniciativa que, ao longo de 2026, tem trazido ao Porto obras das coleções do museu nacional lisboeta, reforçando a colaboração entre as duas instituições.

A exposição parte de uma pergunta simples: pode uma obra de pequenas dimensões proporcionar uma experiência artística tão intensa como uma obra monumental? A resposta encontra-se no conjunto de peças selecionadas, onde a escala reduzida não limita a riqueza artística, técnica ou narrativa.

 

Modelos de microarquitetura, peças de mobiliário, livros, retratos em miniatura, joias, caixas e relógios de bolso integram uma seleção que atravessa diferentes épocas, técnicas, estilos e geografias. Em cada objeto, a pequena escala transforma-se num exercício de precisão e virtuosismo, convidando o visitante a aproximar o olhar e a descobrir pormenores que facilmente escapariam a uma observação mais apressada.

 

É também esse o propósito da exposição: abrandar o ritmo e olhar de perto. Num tempo em que a monumentalidade tende a dominar a atenção, estas obras exigem uma relação mais próxima e demorada. A dimensão dos objetos obriga o olhar a concentrar-se e revela uma outra forma de experimentar a arte, mais íntima, minuciosa e atenta.

 

Integrada na programação de 2026 do MNSR, dedicada ao tema “Cruzamentos Artísticos”, “Close-Up: Uma Questão de Escala” dá continuidade às exposições “Sequeira: os Estudos Finais” e “Cavaleiro Faria”, aprofundando o diálogo entre as coleções do MNAA, o espaço do MNSR e diferentes possibilidades de leitura do património nacional.

 

Até 18 de outubro, o Museu Nacional Soares dos Reis convida, assim, os visitantes a aproximarem-se das obras e a descobrir como, na arte, o pequeno pode conter uma dimensão extraordinária.