A exposição “Do riso e do siso: Coleções à margem da Casa-Museu Fernando de Castro”, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, vai ser prolongada até ao próximo dia 28 de junho, permitindo ao público mais tempo para descobrir uma das facetas menos conhecidas do colecionador Fernando de Castro.
Inicialmente prevista até abril, a mostra tem registado um interesse significativo, justificando a extensão agora anunciada. A exposição propõe uma leitura inédita do acervo da Casa-Museu Fernando de Castro, destacando a dimensão humorística, irónica e caricatural da sua coleção, um território ainda pouco explorado pela investigação.
Com curadoria de Ana Mântua, a exposição reúne caricaturas produzidas pelo próprio Fernando de Castro desde 1911, peças de cerâmica caricatural oriundas de centros como Sacavém e Caldas da Rainha, incluindo obras de artistas como Rafael Bordalo Pinheiro, além de arte oriental e raridades bibliográficas dedicadas à sátira.
Através deste conjunto diversificado de objetos, revela-se um colecionador espirituoso e atento ao quotidiano, desmontando a imagem mais austera frequentemente associada à sua figura. Figuras populares, jogos de palavras e objetos inesperados constroem um percurso expositivo onde o riso e a inteligência crítica se cruzam.
Para o diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, António Ponte, esta abordagem contribui para ampliar as narrativas sobre o acervo, oferecendo novas perspetivas ao público e reforçando a ligação entre o museu e os visitantes.
Recebida em legado pelo MNSR em 1952, a Casa-Museu Fernando de Castro é amplamente reconhecida pelo seu ambiente cenográfico único, marcado por talhas, pinturas, esculturas e milhares de objetos que transformam a antiga residência do colecionador numa verdadeira obra de arte total.

