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Nota de Pesar pelo falecimento do artista plástico Armando Alves

31 de Março, 2026

O Museu Nacional Soares dos Reis manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do artista plástico Armando Alves, relevante figura da arte contemporânea portuguesa e presença significativa na sua exposição de longa duração.

 

Nascido em 1935, em Estremoz, Armando Alves desenvolveu um percurso artístico notável, marcado por uma linguagem plástica singular que atravessa a pintura, o design gráfico e a investigação estética. Formado na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, integrou o grupo “Os Quatro Vintes”, sendo um dos protagonistas da renovação artística portuguesa nas décadas de 1960 e 1970. Ao longo da sua carreira, destacou-se pela exploração rigorosa da cor, da geometria e da abstração, a par de uma relevante atividade no campo das artes gráficas e da edição.

A sua obra encontra-se representada em diversas coleções públicas e privadas, nacionais e internacionais, incluindo no Museu Nacional Soares dos Reis, onde integra a narrativa expositiva dedicada à arte contemporânea portuguesa, constituindo um testemunho duradouro da relevância do seu contributo artístico.

 

O percurso de Armando Alves cruza-se também com a história do Centro de Arte Contemporânea (CAC), estrutura pioneira que funcionou no Museu Nacional Soares dos Reis, entre 1976 e 1980, e que desempenhou um papel determinante na afirmação e divulgação da arte contemporânea em Portugal, promovendo cerca de uma centena de exposições e atividades culturais num contexto de profunda transformação social e política.

 

Em 2024, o Museu evocou este momento fundador através da exposição “Centro de Arte Contemporânea – 50 anos: A Democratização Vivida”, com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, integrada nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. A mostra revisitou a história e o impacto do CAC, reunindo artistas que nele participaram ou cuja trajetória se relaciona com esse período, entre os quais Armando Alves, reafirmando a sua relevância no contexto artístico nacional e a sua ligação a este importante capítulo da vida cultural portuguesa.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis endereça sentidas condolências à família, amigos e a toda a comunidade artística, evocando a memória de Armando Alves como um criador de exceção, cuja obra e legado permanecem indissociáveis da história da arte contemporânea em Portugal.

Legenda da imagem

Escultura (Sem título), de Armando Alves, na exposição Centro de Arte Contemporânea – 50 anos: A Democratização Vivida
Museu Nacional Soares dos Reis | 2024