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Evocação dos 140 anos da morte do pintor Henrique Pousão

20 de Março, 2024

Considerado um dos nomes maiores da pintura portuguesa da segunda metade do século XIX, Henrique Pousão faleceu aos 25 anos, a 20 março de 1884, vítima de tuberculose.

 

O jovem artista frequentou a Academia Portuense de Belas-Artes e foi pensionista do Estado em França e Itália. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

Desde cedo que a família lhe reconhecera talento, manifesto sobretudo em retratos a lápis. Com 10 anos passa a residir em Barcelos e, em 1872, fixa-se no Porto. É nesta cidade que frequenta o atelier do pintor António José da Costa para preparar a entrada na Academia Portuense de Belas-Artes (1872).

 

Muito influenciado por Marques de Oliveira, regressado de Paris em 1879, Pousão ganha o concurso de pensionista, chegando a Paris no final do ano de 1880, acompanhado de Sousa Pinto (1856 – 1939).

 

Antes de ingressar no atelier de Cabanel e de Yvon, visitou galerias de arte e museus tanto em Paris, como em Madrid.

 

Neste ano, muda-se para Roma, onde aluga um atelier e, em 1882, produz significativas obras, também em Nápoles e Capri.

 

Paisagens de um poético e vibrante cromatismo, em exercícios de captação de luz, pinturas de género como Cecília, e retratos, com Senhora Vestida de Preto, realizado já em Paris, revelam a sua modernidade, invulgar no panorama artístico português. No final de 1883, já doente, decide regressar a Portugal. A viagem foi efetuada via Génova, passando por Marselha e Barcelona.

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, a obra de Henrique Pousão está fortemente representada com destaque para as obras “Casas Brancas de Capri”, “Senhora Vestida de Preto” e “Janelas das Persianas Azuis”, todas classificadas como tesouros nacionais.

Evocação dos 140 anos da morte do pintor Henrique Pousão

1 de Março, 2024

Considerado um dos nomes maiores da pintura portuguesa da segunda metade do século XIX, Henrique Pousão faleceu aos 25 anos, a 20 março de 1884, vítima de tuberculose.

 

O jovem artista frequentou a Academia Portuense de Belas-Artes e foi pensionista do Estado em França e Itália. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

Desde cedo que a família lhe reconhecera talento, manifesto sobretudo em retratos a lápis. Com 10 anos passa a residir em Barcelos e, em 1872, fixa-se no Porto. É nesta cidade que frequenta o atelier do pintor António José da Costa para preparar a entrada na Academia Portuense de Belas-Artes (1872).

 

Muito influenciado por Marques de Oliveira, regressado de Paris em 1879, Pousão ganha o concurso de pensionista, chegando a Paris no final do ano de 1880, acompanhado de Sousa Pinto (1856 – 1939).

Antes de ingressar no atelier de Cabanel e de Yvon, visitou galerias de arte e museus tanto em Paris, como em Madrid.

 

Neste ano, muda-se para Roma, onde aluga um atelier e, em 1882, produz significativas obras, também em Nápoles e Capri.

Paisagens de um poético e vibrante cromatismo, em exercícios de captação de luz, pinturas de género como Cecília, e retratos, com Senhora Vestida de Preto, realizado já em Paris, revelam a sua modernidade, invulgar no panorama artístico português.

 

No final de 1883, já doente, decide regressar a Portugal. A viagem foi efetuada via Génova, passando por Marselha e Barcelona, onde pinta “Cais de Barcelona” (na imagem ao lado).

 

Em março de 1884, poucos dias antes de falecer pinta “Um ramo de flores” (na imagem superior).

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, a obra de Henrique Pousão está fortemente representada com destaque para as obras “Casas Brancas de Capri”, “Senhora Vestida de Preto” e “Janelas das Persianas Azuis”, todas classificadas como tesouros nacionais.

Cais de Barcelona, Henrique Pousão

MNSR no Encontro de Profissionais de Conservação e Restauro

27 de Fevereiro, 2024

A equipa de conservadores-restauradores do Museu Nacional Soares dos Reis participou, ontem, em Lisboa, no Encontro de Profissionais de Conservação e Restauro, promovido pela Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. (na imagem).

 

A iniciativa “foi uma oportunidade para partilhar experiências e boas práticas entre todos os profissionais responsáveis pela conservação dos bens culturais à guarda das instituições museológicas nacionais, e para debater o trabalho em rede que se pretende implementar, em estreita ligação com o Laboratório José de Figueiredo”.

O conservador-restaurador é um profissional altamente qualificado, que estuda matérias interdisciplinares, desde a química à biologia, passando pela história da arte, arqueologia e museologia. Este profissional tem a seu cargo tarefas de elevada complexidade e responsabilidade e trabalha frequentemente em redes multidisciplinares.

 

No Museu Nacional Soares dos Reis é desenvolvido um trabalho contínuo nas áreas de conservação e restauro, no contexto da gestão e acompanhamento das diferentes coleções, formação contínua, orientação de estagiários e investigação, realizada em colaboração com universidades.

 

A equipa de conservadores-restauradores participa regularmente em projetos de investigação com o objetivo de contribuir para novos estudos sobre técnicas e procedimentos de conservação e restauro.

 

Em 2023, foram intervencionadas 163 obras (115 pela equipa do MNSR e 48 realizadas por profissionais externos).

Ministro defende “capacidade de abertura e de diálogo dos museus”

23 de Fevereiro, 2024

O Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, visitou hoje o Museu Nacional Soares dos Reis, onde teve oportunidade de apreciar a recém-inaugurada exposição temporária «Teresa Gonçalves Lobo e Domingos Sequeira: um diálogo no tempo», bem como «Paisagem», exposição temporária de fotografia de José Zagalo Ilharco.

 

Acompanhado por Pedro Sobrado, Presidente do Conselho de Administração da Museus e Monumentos de Portugal, EPE, o Ministro da Cultura foi recebido por Paula Oliveira, em representação do Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A visita contou ainda com as presenças do curador da exposição Bernardo Pinto de Almeida e da artista Teresa Gonçalves Lobo.

Pedro Adão e Silva referiu que a visita foi motivada pelo seu “interesse e curiosidade em ver esta exposição em particular [«Teresa Gonçalves Lobo e Domingos Sequeira: um diálogo no tempo»], porque se trata de uma mostra que corresponde àquilo que deve ser a afirmação de um museu como o Museu Nacional Soares dos Reis. Ou seja, a possibilidade de abertura e de cruzamento entre as coleções que pertencem ao museu e o diálogo com aquilo que se faz atualmente a nível artístico”.

 

Considerando que os museus não devem ser encarados como uma espécie de ‘arquivo morto’, onde são depositadas várias peças de interesse histórico, o Ministro da Cultura salientou a necessidade de “estimular a capacidade de abertura e de diálogo [dos acervos dos museus] com a contemporaneidade, neste caso particular, das artes visuais”, acrescentando que “esse diálogo e esse cruzamento são fundamentais para que os museus se abram à sociedade”, conquistando assim novos públicos.

 

Teresa Gonçalves Lobo (Funchal, 1968), cujo trabalho se iniciou há mais de duas décadas, centrou-se logo de início no desenho como campo expressivo onde tem desenvolvido notável pesquisa. Está representada em diversas coleções, privadas e institucionais, em Portugal e no estrangeiro.

 

Domingos Sequeira (Lisboa, 1768 – Roma, 1837), considerado por alguns o mais talentoso e original pintor português do seu tempo, desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da arte portuguesa de início do século XIX.

 

As exposições temporárias «Teresa Gonçalves Lobo e Domingos Sequeira: um diálogo no tempo» e «Paisagem» estarão patentes ao público, no Museu Nacional Soares dos Reis, até 28 abril.

145 anos da pintura ‘Mártir Cristão’ de Joaquim Vitorino Ribeiro

23 de Fevereiro, 2024

Produzida em 1879, a obra “Mártir Cristão” de Joaquim Vitorino Ribeiro, que integra a exposição de longa duração do Museu Nacional Soares dos Reis, foi exposta em 1880 no Salon (França), tendo sido referida pelo jornal “Le Figaro”.

 

Joaquim Vitorino Ribeiro cursou a Academia Portuense de Belas-Artes, onde teve como professor João António Correia.

 

Em 1873 foi para Paris completar a sua educação artística, como pensionista particular e depois do Estado. Aí estudou com o célebre professor da Escola de Belas-Artes Alexandre Cabanel, tal como os seus conterrâneos Silva Porto, Henrique Pousão, Sousa Pinto.

Mereceu o epíteto de Père Ingres pela preocupação obsessiva e o rigor do desenho que utilizava na pintura, depois dos inúmeros estudos e esbocetos em que se aplicava. Nas suas composições “frias e literárias”, sobressaem os temas históricos como a “Partida de Vasco da Gama para a índia” e “O Juramento de Viriato”, e os mais interessantes temas bíblicos, de que são bons exemplos o “Cristo no Túmulo” e “O Mártir Cristão”, expostos em Paris nos Salons de 1879 e 1880.

Adquirida pouco depois para o Museu Municipal do Porto, O Mártir, estará presente desta vez em Madrid na Exposição de Bellas Artes de 1881.

 

No Porto, para além de expor nas Trienais da APBA (1869, 1874, 1881), tomou parte nas Exposições d’Arte de 1888, 1889, 1893 e 1894. As suas obras irão aparecendo regularmente nas mais conhecidas exposições realizadas nesta cidade em 1917, 1927, 1932, 1933, 1936.

 

Outra faceta da sua personalidade foi a de colecionador apaixonado, enchendo a sua casa de um numeroso e interessante núcleo de peças, tendo sido transformada na Casa-Museu Vitorino Ribeiro graças à doação que os seus filhos, o Dr. Pedro Vitorino e o Arquiteto Emanuel Ribeiro, fizeram à Câmara Municipal do Porto.

Casa da Família Vitorino Ribeiro @Arquivo Municipal do Porto

Casa da Família Vitorino Ribeiro @Arquivo Municipal do Porto

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